GOL cancela cinco voos em Cruzeiro do Sul entre junho e julho

A GOL Linhas Aéreas cancelou cinco operações programadas no Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul, no Acre, em datas previstas entre 20 de junho e 27 de julho. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, e afeta passageiros com viagens marcadas no período.

A comunicação sobre os cancelamentos foi repassada pela agência Evastur Viagens. Segundo o aviso, os voos impactados estão distribuídos em cinco datas dentro desse intervalo, sem detalhamento público, no comunicado divulgado, sobre cada operação atingida.

Passageiros que tiverem passagens emitidas para as datas afetadas devem procurar a GOL ou a agência responsável pela compra para verificar remarcação, reacomodação e demais orientações sobre a viagem.

Foto: @charlesbzrr

Vídeo resgata trajetória de Tião Bocalom no Acre e reúne ações em Acrelândia e Rio Branco

Um vídeo publicado no perfil oficial de Tião Bocalom nas redes sociais resume em pouco mais de quatro minutos a trajetória do político no Acre, com foco na passagem por Acrelândia e nas ações associadas à gestão em Rio Branco. A peça apresenta Bocalom como professor e administrador ligado ao cuidado com as contas públicas, à execução de obras e à ampliação de serviços.

A narração percorre a atuação de Bocalom desde Acrelândia, onde ele é lembrado pela condução da administração municipal, até a capital acreana. Ao longo do vídeo, o material reúne referências a viadutos, revitalização de avenidas e praças, expansão da iluminação pública e intervenções urbanas que, segundo a peça, mudaram a paisagem de Rio Branco.

O conteúdo também abre espaço para educação, saúde, assistência social e produção rural. Entre os pontos citados estão creches para crianças de zero a seis anos, merenda escolar, fardamento, entrega de tablets e tênis para estudantes, além de ações nas áreas de tecnologia, cultura, esporte e eventos. Na saúde, a narração menciona medicamentos, exames e atendimento à população. Na assistência social, o vídeo fala em acolhimento e restaurante popular. No campo, cita máquinas, sementes e apoio à produção.

Na parte final, o material reforça uma mensagem de continuidade administrativa, com defesa do uso responsável do dinheiro público e de investimentos voltados ao crescimento, à geração de emprego e ao fortalecimento do Acre. O vídeo fecha a narrativa como um balanço de trajetória política e de gestão, aproximando legado administrativo e projeto de futuro no estado.

Nova saída de pista na BR-364 amplia pressão por recuperação da estrada entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul

A saída de pista de uma caminhonete carregada com extintores, na tarde de domingo (14), nas proximidades da comunidade do Boto, em Tarauacá, voltou a expor a BR-364 como um dos principais pontos de tensão da infraestrutura acreana. O veículo seguia de Cruzeiro do Sul quando o motorista perdeu o controle e foi parar em uma cerca às margens da rodovia. Moradores fizeram os primeiros atendimentos até a chegada do Samu e do Corpo de Bombeiros. O caso engrossa uma sequência de ocorrências no corredor entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul e reforça a pressão sobre o poder público para dar resposta estrutural à estrada.

A série mais recente se concentrou nos primeiros dias de junho. Em 1º de junho, uma carreta bitrem tombou a cerca de 150 quilômetros de Cruzeiro do Sul depois de o motorista tentar desviar de buracos na pista. Em 5 de junho, um caminhão que prestava serviço ao DNIT tombou no km 80, entre Sena Madureira e Rio Branco. Em 8 de junho, um caminhão carregado de cimento caiu em uma ribanceira entre Manoel Urbano e Feijó. Em 10 de junho, uma carreta-cegonha tombou no km 112, na região da comunidade Taquari, em Tarauacá. O padrão se repete em pontos diferentes da rodovia e com veículos de perfis distintos, do transporte leve ao de carga pesada.

A pressão aumenta porque a BR-364 é o principal eixo terrestre de integração do Acre. Em ordens de serviço assinadas em 2025, o DNIT informou que o segmento de 286,7 quilômetros contemplado nas frentes de manutenção e recuperação corta 12 dos 22 municípios acreanos e beneficia diretamente 500 mil pessoas. Quando acidentes e tombamentos passam a se repetir em série, a discussão deixa de ser apenas sobre falha humana e alcança o estado do pavimento, a drenagem, a sinalização e a proteção lateral em trechos críticos.

No plano técnico, o problema não se resolve só com resposta emergencial depois do acidente. O DNIT define o BR-Legal 2 como programa voltado ao aumento da segurança na malha federal por meio da implantação e manutenção de sinalização horizontal, vertical e dispositivos de segurança. A PRF, em orientações para direção sob chuva, recomenda velocidade moderada, farol baixo aceso, maior distância do veículo à frente e ausência de manobras bruscas. Em pista castigada, essas medidas continuam indispensáveis, mas elas não substituem conservação permanente, drenagem limpa e sinalização visível.

A cobrança agora está formalmente instalada na Justiça Federal. Em 10 de junho, o MPF informou que a decisão judicial reforçou a obrigação da União e do DNIT de recuperar trechos críticos da BR-364, reativar as balanças da Tucandeira, de Sena Madureira e do Rio Liberdade e avançar em obras estruturantes. Em despacho mais recente no mesmo processo, o juízo determinou a apresentação, em 60 dias, de plano de ação detalhado e minucioso, sob multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 1 milhão. Depois de uma nova sequência de tombamentos e saídas de pista, a BR-364 volta ao centro da discussão não apenas como rota logística, mas como teste de capacidade do poder público de manter aberta, segura e previsível a principal estrada do Acre.

Editorial do AC24h mira a direita acreana ao lembrar abandono da BR-364 antes e depois de Lula 3

Editorial publicado pelo AC24h neste domingo, 14 de junho de 2026, joga luz sobre a BR-364 no momento em que o Ministério dos Transportes prepara para 15 de junho uma agenda no Acre com anúncio de licitação para reconstrução de 104 quilômetros da rodovia, no trecho entre Sena Madureira e Rio Macapá, além do acesso a Manoel Urbano, com investimento previsto de R$ 714 milhões. O centro do argumento é que a estrada voltou ao radar de Brasília no governo Lula 3, mas a resposta federal ainda não acompanha a gravidade da crise enfrentada por quem depende diariamente da ligação rodoviária no estado.  

O editorial ganha força quando tira o debate do improviso eleitoral e recompõe a linha do tempo da estrada. A provocação central não é aliviar Lula 3. É lembrar que, na leitura do texto, o trecho acreano já vinha se deteriorando desde o fim do governo Michel Temer e entrou em fase de exclusão explícita entre 2019 e 2022, quando a rodovia perdeu prioridade política e orçamentária em Brasília. Os números oficiais ajudam a dar peso a esse argumento: em 2022, último ano do governo Bolsonaro, os investimentos federais em transportes no Acre somaram R$ 85,2 milhões; em 2023, já no primeiro ano de Lula, o valor previsto para o estado saltou para R$ 293,3 milhões, quase 3,5 vezes mais, após a recomposição aberta pela Emenda Constitucional 126 e pela Lei Orçamentária.  

É nesse ponto que o editorial cutuca o acreano de direita. A estrada que o estado cobra como vital passou quatro anos recebendo um volume de recursos tratado como irrisório pelo próprio debate local, e só voltou a ter escala orçamentária no governo petista. A provocação, portanto, não é ideológica no sentido estreito. Ela expõe a contradição de um eleitorado que pede socorro federal para a principal via do Acre, mas evita encarar que o período mais magro da BR-364 coincidiu justamente com o ciclo político mais identificado com a direita nacional.  

Ao mesmo tempo, o texto não absolve Lula 3. A crítica fica mais precisa quando lembra que o início do mandato foi atravessado pelo conflito orçamentário com o Congresso. Na prática, o DNIT no Acre só teve alívio material no fim de maio de 2023, quando o Ministério dos Transportes assinou as ordens de serviço para retomar a manutenção de 116 quilômetros da BR-364 e vinculou essa retomada à recomposição do orçamento federal daquele ano. Até lá, o primeiro semestre correu com a estrada já em estado crítico e sem planejamento capaz de acompanhar a velocidade da deterioração.  

O que veio depois ajuda a explicar por que o editorial fala em “falha” de Lula 3, e não em indiferença pura. Em 2024, o investimento federal em infraestrutura de transportes no Acre subiu para R$ 341,1 milhões. Em agosto de 2025, o governo anunciou R$ 870,9 milhões em obras para a BR-364. Em abril de 2026, o Ministério dos Transportes lançou outro pacote de R$ 875 milhões para rodovias acreanas, com destaque para a reconstrução de 97,8 quilômetros entre Sena Madureira e Rio Macapá. E, para 15 de junho de 2026, o ministério marcou no Acre o anúncio da licitação de 104 quilômetros da BR-364, no mesmo corredor, com investimento de R$ 714 milhões. Há, portanto, escalada de recursos e decisões. O problema é que a vida real da rodovia continuou piorando em velocidade maior do que a resposta oficial conseguiu entregar. 

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, em entrevista exibida pela Rede Amazônica no fim de maio, que a BR-364 estava “semidestruída”, que houve recuperação parcial, mas que ainda falta muito, sobretudo em trechos como o de Feijó, onde seria necessário refazer partes da estrada.

No fim, a provocação do AC24h funciona porque desloca a conversa do palanque para a memória. O editorial sustenta que a BR-364 não começou a ruir ontem e tampouco pode ser usada como munição seletiva, como se o colapso tivesse nascido apenas em Lula 3. O que o texto cobra é coerência: reconhecer que houve abandono severo antes, admitir que o governo atual demorou a transformar reforço orçamentário em obra visível e, sobretudo, parar de tratar a principal estrada do Acre como assunto a ser lembrado só quando a lama vira escândalo.

Zezinho Barbary é alvo de apuração da PF por ordem do STF em caso de emendas no Acre

O deputado federal Zezinho Barbary (PP-AC) entrou no radar da Polícia Federal por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, em uma apuração sobre suspeitas de irregularidades no uso de emendas parlamentares no Acre. O caso envolve recursos ligados a Porto Walter, base política do parlamentar, e aparece dentro da discussão nacional sobre falta de transparência, rastreabilidade e controle na execução de emendas enviadas por deputados e senadores.

A suspeita que levou o caso à Polícia Federal envolve emendas associadas a estradas abertas em Porto Walter. A apuração citada por veículos nacionais aponta que recursos indicados por Barbary teriam sido usados para tentar regularizar trechos abertos de forma irregular, com desmatamento e possível invasão de terra indígena. Também há menção de que uma das estradas passaria por área ligada à família do deputado.

A decisão de Flávio Dino mandou o material à Diretoria-Geral da Polícia Federal para adoção das providências cabíveis. A PF poderá juntar as informações a inquéritos já existentes ou abrir novos procedimentos, caso encontre elementos para avançar na investigação. Até agora, não há registro de operação policial específica contra Zezinho Barbary, como busca e apreensão ou medida ostensiva. O fato confirmado é o envio do caso à PF por ordem do STF.

Zezinho Barbary negou irregularidades. À Folha de S.Paulo, na época, o deputado afirmou que não atuou em benefício próprio e que sua atuação buscava atender moradores de Porto Walter, município historicamente marcado por dificuldades de acesso. Ele também declarou que as medidas ligadas às estradas tinham relação com regularização e mitigação do empreendimento, não com favorecimento de familiares.

Porto Walter é o município onde Barbary construiu parte de sua trajetória pública e onde a discussão sobre estradas, isolamento e presença do poder público tem peso político constante. A investigação agora terá de separar o que pode ser obra pública de interesse coletivo, o que pode representar irregularidade ambiental e o que pode configurar benefício privado.

Relembrando o leitor acreano: Zezinho Barbary passou a ser investigado pela Polícia Federal por ordem do STF em um caso que envolve emendas parlamentares, estrada em Porto Walter, suspeita de dano ambiental e possível favorecimento familiar. A investigação ainda depende de análise da PF e não autoriza tratar o deputado como culpado.

Ortiz cresce160% em contratos com o governo em apenas um ano, questiona coluna da Gina e reacende pergunta que o MPAC já fez! 

A Coluna da Gina Menezes, no portal Folha do Acre, trouxe nesta semana um questionamento que merece sair dos bastidores políticos e entrar no campo da transparência pública: qual é, afinal, o tamanho da Ortiz no Acre?

A provocação da coluna chama atenção para a força de um grupo empresarial que há anos opera em uma área sensível para o Estado: o transporte aéreo. Mas o ponto mais relevante não está apenas na influência política ou econômica atribuída à família. Está em uma pergunta que o próprio Ministério Público do Acre já havia colocado oficialmente: como os contratos da Ortiz Táxi Aéreo com o governo estadual cresceram mais de 160% de 2024 para 2025?

A questão aparece em portaria da Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público, assinada pela promotora Myrna Teixeira Mendoza. O procedimento foi instaurado para apurar o fretamento de aeronaves a serviço do governo do Estado em 2025, em contratos considerados de valores vultuosos com a empresa Ortiz Táxi Aéreo.

No documento, o MPAC afirma que houve “evolução exponencial” dos valores contratados ao longo dos anos, com aumento superior a 160% de 2024 para 2025, em um intervalo de apenas um ano, sem justificativa técnica amplamente divulgada. A Promotoria também registra que os contratos acumulados com a empresa desde 2019 ultrapassam R$ 84 milhões.

Esse é o centro da discussão. Em um estado onde o transporte aéreo tem importância real para deslocamentos oficiais, atendimento de regiões isoladas, transporte de pessoal, cargas e apoio a serviços públicos, a contratação de aeronaves pode ser necessária. O que o MPAC quer entender é outra coisa: por que a despesa cresceu tanto e em tão pouco tempo?

A Ortiz aparece, hoje, como uma das principais empresas do setor aéreo no Acre. A empresa presta serviços de fretamento de aeronaves e tem relação contratual com o poder público estadual, especialmente em demandas ligadas à Casa Civil, ao Gabinete do Governador e a outros órgãos participantes de processos de registro de preços.

Em 2024, termo aditivo publicado no Diário Oficial registrou contrato entre a Casa Civil e a Ortiz Táxi Aéreo para prestação de serviços de fretamento de aeronaves, com transporte de pessoal em trechos nacionais, interestaduais, intermunicipais e internacionais. O contrato tinha como finalidade atender às necessidades do Gabinete do Governador e da Secretaria de Estado da Casa Civil, com valor anual estimado de R$ 6,825 milhões.

Já em 2025, a empresa voltou a aparecer em contratação de grande porte. No Pregão Eletrônico SRP nº 390/2025, a planilha comparativa de preços aponta a Ortiz como vencedora de dois itens para fretamento de aeronaves: um monomotor turboélice do tipo Caravan e um bimotor turboélice pressurizado do tipo King Air. O total classificado em favor da empresa chegou a R$ 49,509 milhões.

É importante registrar que ata de registro de preços não significa, automaticamente, execução integral de todo o valor previsto. Ainda assim, o tamanho do processo ajuda a explicar por que a Promotoria decidiu olhar para a evolução desses contratos.

O pregão também foi alvo de disputa administrativa. A Rio Branco Aerotáxi recorreu contra a habilitação da Ortiz no item referente à aeronave bimotor turboélice pressurizada do tipo King Air. A concorrente alegou que a empresa não teria apresentado, naquele momento, documentação suficiente para comprovar a disponibilidade da aeronave e homologações necessárias junto à Anac.

A Ortiz, por sua vez, defendeu que as exigências apontadas pela concorrente diziam respeito à fase de contratação, e não à habilitação. O pregoeiro negou o recurso e manteve a empresa como vencedora do grupo 02 do processo.

A decisão administrativa, no entanto, não elimina o questionamento maior levantado pelo Ministério Público. O procedimento da Promotoria não trata apenas de uma disputa entre empresas, mas da necessidade de explicar o crescimento acelerado dos gastos públicos com fretamento de aeronaves.

A portaria também menciona o uso de justificativas genéricas, falta de transparência ativa e possível uso inadequado das aeronaves para finalidades diversas do contrato. Por isso, o MPAC determinou a formalização do procedimento e solicitou diligência ao Núcleo de Apoio Técnico, responsável por analisar a documentação reunida.

A Coluna da Gina acerta ao recolocar a Ortiz no centro do debate público. Mas o ponto mais concreto não é apenas dizer que o grupo é poderoso. É mostrar que esse poder empresarial se cruza com contratos públicos, logística aérea e dinheiro do Estado.

A pergunta que precisa ser respondida não é retórica. Ela já foi feita pelo Ministério Público: o que justifica um crescimento de mais de 160% nos valores contratados com a Ortiz entre 2024 e 2025?

A resposta cabe ao governo do Acre, aos órgãos contratantes e à própria documentação dos processos administrativos. Em um contrato dessa dimensão, transparência não é favor. É obrigação.

Foto: Charles Bezerra – @charlesbzrr

Sumiço da Arenga du Acre repercute nas redes após página ampliar pressão sobre políticos

A página Arenga du Acre saiu do ar e o desaparecimento do perfil provocou reação imediata nas redes sociais acreanas, com questionamentos sobre o que aconteceu com uma conta que vinha ocupando espaço frequente no debate político local. A repercussão ganhou força a partir de publicações do sena_news_ e da acre.diario e foi ampliada por prints de stories que passaram a circular entre seguidores da página.

Em um dos stories, Gina Menezes questiona diretamente o caso: “Como assim derrubaram a conta do Arenga do Acre? Censura? ah não. Bom demais acompanhar o Arenga”. Em outra publicação, Hermington afirma que a conta, “com milhares de seguidores”, saiu do ar “misteriosamente” e cobra atenção da imprensa acreana para o episódio. As duas manifestações ajudam a medir o tamanho da repercussão em torno do sumiço de uma página que deixou de ser apenas um perfil de humor para virar presença constante nas disputas de narrativa no Acre.

A Arenga du Acre já havia alcançado um patamar raro para uma página desse tipo. O perfil recebeu uma Moção de Aplauso na Assembleia Legislativa do Acre, reconhecimento que formalizou a relevância que a página passou a ter no ambiente público local. O gesto foi simbólico porque deu tratamento institucional a uma conta que cresceu com linguagem popular, ironia e ataque direto a temas sensíveis da política acreana.

Nos conteúdos mais recentes, a página vinha reforçando pressão sobre a bancada acreana em pautas nacionais. Uma das frentes foi a escala 6×1. Em publicações compartilhadas antes de sair do ar, a Arenga expôs nomes de parlamentares do Acre ligados ao debate e tentou mobilizar seguidores em torno do tema. Em uma peça, citou Márcio Bittar e Sérgio Petecão entre os signatários da PEC 12/2026. Em outra, destacou a pressão popular em torno da votação sobre o fim da escala 6×1 e associou o tema à defesa dos trabalhadores.

A página também vinha ampliando o discurso em defesa da imprensa alternativa. Em material recente, a Arenga convocava apoio a veículos e coletivos fora do circuito tradicional e falava em fortalecer a comunicação ligada à democracia e à informação livre. Esse movimento mostrava uma guinada mais clara do perfil para além da sátira política, com tentativa de se colocar como peça de apoio a causas e atores que disputam espaço no debate público local.

Esse conjunto de pautas ajuda a explicar por que o sumiço da página teve repercussão rápida. A Arenga não estava restrita ao humor cotidiano. Ela vinha pressionando políticos acreanos, aderindo a agendas trabalhistas, defendendo mais visibilidade para a imprensa alternativa e usando alcance digital para ampliar temas que nem sempre encontram espaço na cobertura tradicional. O desaparecimento do perfil, por isso, foi lido por seguidores não como um simples problema técnico, mas como o sumiço de uma conta que vinha se tornando cada vez mais barulhenta e incômoda.

Até agora, o caso segue cercado de questionamentos públicos e sem uma explicação clara apresentada aos seguidores. O que se sabe é que a Arenga du Acre saiu do ar no momento em que acumulava visibilidade, ampliava o tom político das postagens e consolidava presença em pautas que atingem diretamente a classe política e o debate sobre comunicação no Acre.

Ex-secretário Pedro Pascoal alerta para avanço de síndromes respiratórias em crianças no Acre

O médico e ex-secretário de Saúde Pedro Pascoal alertou neste sábado, 7, para o aumento dos casos de síndrome respiratória em crianças no Acre, em um momento de pressão sobre a rede pediátrica e de maior circulação de vírus respiratórios no estado. O quadro tem sido puxado principalmente por bronquiolite, pneumonia e outras complicações que atingem com mais força a população infantil.

O boletim epidemiológico mais recente mostra que o Acre registrou 1.438 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave entre as semanas 1 e 21 de 2026. O volume supera o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1.060 casos, e também o de 2024, com 1.130 registros. Rio Branco e Cruzeiro do Sul concentram a maior parte das notificações, enquanto o Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, na capital, e o Hospital Regional do Juruá aparecem como os principais pontos de sobrecarga assistencial.

As crianças seguem no centro da crise. A faixa de 2 a 4 anos lidera as internações, com 312 casos, seguida pelo grupo de 5 a 9 anos, com 273, e pelos menores de 2 anos, com 222. O avanço do vírus sincicial respiratório e do rinovírus ajuda a explicar o aumento dos atendimentos e internações, sobretudo por bronquiolite e pneumonia. Entre os menores de 2 anos, houve 10 óbitos em 2026, o maior número do triênio nessa faixa etária.

Diante do avanço dos casos, a rede estadual intensificou o monitoramento da ocupação hospitalar, reforçou equipes e mantém em avaliação a ampliação da capacidade de leitos pediátricos. A orientação às famílias é buscar atendimento logo nos primeiros sinais de agravamento, como dificuldade para respirar, febre persistente, chiado no peito e cansaço excessivo.

A vacinação continua no centro da resposta. A cobertura contra influenza ainda está abaixo da meta no Acre, e a recomendação é manter a caderneta em dia, higienizar as mãos com frequência, usar máscara em caso de sintomas gripais, evitar levar crianças doentes para escolas e creches e manter os ambientes ventilados.

Acre recebe 1,6 mil máquinas em pacote de R$ 206 milhões do programa Inova

O governo federal lançou nesta sexta-feira (5), em Rio Branco, o programa Inova no Acre e anunciou a entrega de mais de 1,6 mil máquinas, equipamentos e veículos para os 22 municípios do estado, em um pacote de R$ 206 milhões. A medida mira o reforço da infraestrutura, a recuperação de ramais, o apoio à produção rural e a ampliação de serviços públicos em áreas urbanas e isoladas.

A agenda foi conduzida pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, com participação da governadora Mailza Assis. O conjunto inclui retroescavadeiras, motoniveladoras, tratores agrícolas e outros equipamentos voltados ao escoamento da produção, à manutenção de vias, à mobilidade e ao atendimento de demandas emergenciais.

A proposta do programa é ampliar a capacidade operacional de prefeituras e órgãos públicos, sobretudo em regiões com maior dificuldade de acesso e menor estrutura. No Acre, a expectativa é que a nova frota seja usada em frentes como recuperação de estradas vicinais, apoio à agricultura familiar, transporte de insumos e atendimento a comunidades afetadas por cheias e períodos de estiagem.

Os recursos destinados ao estado foram viabilizados por emenda da bancada federal acreana. Pelo modelo adotado, os parlamentares indicaram os equipamentos e os beneficiários, enquanto a aquisição ficou sob responsabilidade do ministério. A iniciativa foi apresentada como a maior entrega de máquinas já feita no estado dentro desse formato.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Bocalom defende produção, critica assistencialismo e cobra ação conjunta em infraestrutura e segurança no Acre

O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom afirmou, em entrevista ao podcast Bar do Vaz, que o Acre precisa trocar um modelo econômico baseado em dependência social por uma estratégia centrada na produção, na geração de emprego e na circulação de renda. Na conversa, ele também comentou problemas de infraestrutura urbana, segurança pública e a atuação política depois de deixar a prefeitura.

Ao tratar da economia do estado, Bocalom disse que o fortalecimento do setor produtivo é a principal saída para ampliar a renda e reduzir a dependência de programas sociais. Ele voltou a defender a proposta que resume como “produzir para empregar” e afirmou que o objetivo é criar condições para manter o trabalhador no campo com renda e atividade econômica.

No debate sobre o modelo de desenvolvimento do Acre, o ex-prefeito criticou políticas adotadas em gestões anteriores e disse que elas não conseguiram ampliar a autonomia financeira da população. Segundo ele, a prioridade deve ser criar ambiente para trabalho, produção e geração de riqueza local, em vez de manter a economia girando de forma limitada.

Bocalom também falou sobre os entraves da administração de Rio Branco e atribuiu parte das dificuldades da capital ao crescimento desordenado, com expansão de áreas ocupadas sem planejamento urbano. Ao responder a críticas sobre ruas e manutenção da cidade no fim da gestão, ele mencionou falhas estruturais em obras antigas de pavimentação e disse que a prefeitura investiu em maquinário próprio para tentar melhorar a capacidade de resposta.

Na área rural, afirmou que a manutenção de ramais e a solução de problemas de infraestrutura exigem cooperação entre governo do estado e prefeituras. Para ele, parte dos desafios do Acre não pode ser enfrentada de forma isolada por um único ente público.

Ao abordar segurança pública, Bocalom citou como exemplo o convênio entre a Prefeitura de Rio Branco e a Polícia Federal para uso de monitoramento por câmeras com identificação facial. Ele também comentou ações de assistência social e negou práticas de clientelismo político em períodos eleitorais, dizendo que sua atuação sempre foi baseada em compromisso de gestão.

No fim da entrevista, o ex-prefeito disse que pretende continuar participando do debate público no Acre e definiu sua trajetória política como uma missão de serviço. A fala reforça a tentativa de manter protagonismo no cenário estadual com discurso voltado para produção, gestão e segurança.

Fonte: AC24h