Alysson Bestene avalia reforma e ampliação da UBS Luana de Souza Freitas em Rio Branco

O prefeito Alysson Bestene visitou nesta sexta-feira, 19, a Unidade Básica de Saúde Luana de Souza Freitas, em Rio Branco, para acompanhar de perto as condições da estrutura e avaliar melhorias no atendimento à população. A agenda fez parte do acompanhamento da gestão municipal nas unidades da rede básica de saúde.

Durante a visita, Alysson conversou com servidores, verificou as demandas da unidade e afirmou que a prefeitura já incluiu a reforma da UBS no cronograma de obras. O prefeito também disse que a gestão analisa a possibilidade de ampliar o prédio para melhorar o fluxo de atendimento e oferecer melhores condições de trabalho às equipes.

“A gente observa que precisa melhorar o espaço físico. Já está no nosso cronograma fazer toda a reforma e estamos avaliando também a possibilidade de ampliação da unidade”, afirmou Alysson Bestene.

A unidade atende moradores da região dentro da atenção primária, principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde. Para o prefeito, as visitas às unidades ajudam a gestão a identificar problemas estruturais, ouvir os profissionais e definir prioridades para a área da saúde.

A coordenadora administrativa da UBS, Fátima Moraes, afirmou que a presença do prefeito permite apresentar as principais necessidades da unidade. Segundo ela, a UBS tem grande demanda e aguarda há 11 anos por melhorias na estrutura.

“É importante a visita do prefeito para que ele venha ver de perto o trabalho da equipe e olhar as deficiências, onde pode ser melhorado para atender melhor a população”, disse Fátima.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, acompanhou a agenda e afirmou que Rio Branco mantém um trabalho de reestruturação da rede municipal desde 2021. Segundo ele, 41 unidades já passaram por reforma, duas novas foram inauguradas e outras duas estão próximas de ser entregues.

Alysson Bestene afirmou que a prefeitura busca recursos para ampliar os investimentos na saúde básica. A gestão aguarda a liberação de verbas pelo Ministério da Saúde para avançar com novas obras e incluir a UBS Luana de Souza Freitas no pacote de melhorias previsto para as unidades do município.

Campus do Ifac em Cruzeiro do Sul sediará V Feira Estadual de Matemática

O campus do Instituto Federal do Acre em Cruzeiro do Sul reunirá estudantes, professores e técnicos administrativos de instituições públicas e privadas na V Feira Estadual de Matemática, marcada para os dias 29 e 30 de outubro de 2026. O evento terá como objetivo divulgar experiências, pesquisas e práticas ligadas ao ensino da Matemática, além de selecionar trabalhos que poderão representar o Acre na etapa nacional.

As inscrições para submissão de trabalhos são gratuitas e seguem abertas até 15 de agosto. A participação é voltada a alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Superior e Educação Especial, além de professores e técnicos administrativos em educação de municípios acreanos. Os projetos devem ser encaminhados por um professor ou técnico orientador, no formato de resumo simples.

A feira será realizada nas dependências do campus Cruzeiro do Sul, no bairro Nova Olinda. A programação prevê montagem dos trabalhos, credenciamento, abertura oficial, exposição ao público, visitação e avaliação das produções apresentadas. As propostas passarão por análise prévia da Comissão Central Organizadora, responsável por avaliar a relevância dos temas inscritos.

Coordenada pelo professor Orleinilson Agostinho Rodrigues Batista, a V Feira Estadual de Matemática busca fortalecer a educação científica e aproximar estudantes e educadores de práticas que tornem o ensino da disciplina mais aplicado ao cotidiano escolar. Professores e técnicos também poderão inscrever trabalhos próprios.

Os trabalhos apresentados poderão ser indicados para a VII Feira Nacional de Matemática, prevista para ocorrer em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A indicação dependerá dos critérios de avaliação, do número de vagas definido pela organização nacional e da disponibilidade orçamentária das instituições envolvidas.

A iniciativa conta com apoio da Universidade Federal do Acre, da Universidade Regional de Blumenau, da Sociedade Brasileira de Educação Matemática e da SBEM Acre. No Ifac, o movimento das feiras de Matemática começou em 2013 e ganhou projeção em 2018, quando a instituição sediou a VI Feira Nacional de Matemática.

Festival da Banana amplia programação em Rodrigues Alves com shows, feira e ações de cidadania

Rodrigues Alves reforçou nesta semana a programação do Festival da Banana 2026 com a confirmação de shows de Samuel Mariano e Léo Magalhães, ações do Projeto Cidadão, casamentos coletivos, atendimentos à população e a primeira corrida do evento, que já passou de 400 inscritos. A prefeitura trata a festa como uma das principais agendas do calendário local, com impacto previsto sobre o comércio, o turismo e a agricultura familiar.

A nova rodada de anúncios ampliou o alcance do festival para além da programação musical. Além das apresentações nacionais, a estrutura prevista inclui feira de empreendedores, rodeio, atrações culturais e atividades voltadas à valorização da produção local. A proposta da gestão municipal é transformar o evento em um polo de circulação de público e renda durante as comemorações do aniversário da cidade.

O Projeto Cidadão foi incorporado à agenda com previsão de casamentos coletivos e atendimentos durante a programação em Rodrigues Alves. A inclusão dos serviços amplia o perfil do festival e leva para dentro do evento uma frente de acesso à documentação, cidadania e regularização para moradores do município.

No esporte, a primeira Corrida do Festival da Banana virou uma das novidades mais mobilizadoras desta edição. A procura superou a marca de 400 inscrições, o que colocou a atividade entre os destaques da programação antes mesmo da abertura oficial da festa.

O prefeito Salatiel Magalhães tem vinculado o festival ao fortalecimento da economia local e à identidade do município. Ao defender a realização do evento, afirmou: “Se eu não realizar uma festa, se eu não realizar um evento desse, eu vou ter que devolver esse recurso para a União”. Em outra fala, classificou o festival como “uma vitrine do nosso município, que mostra a força do campo, do talento da nossa gente e da fé que nos une”.

Com a ampliação da agenda, a prefeitura tenta consolidar o Festival da Banana como o principal evento popular de Rodrigues Alves, reunindo entretenimento, serviços públicos e incentivo à atividade econômica em uma única programação.

Cruzeiro do Sul cria folga de até dois dias para servidor que doar sangue

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul publicou nesta quinta-feira (18) a Lei nº 1.079, que garante aos servidores públicos municipais dos poderes Executivo e Legislativo dispensa do trabalho por até dois dias após doação voluntária de sangue, sem desconto na remuneração. A medida foi adotada para estimular as doações e reforçar os estoques do Hemonúcleo e de unidades de saúde do município.

Pela nova regra, o servidor terá de apresentar comprovante emitido por hemocentro ou unidade de saúde autorizada para ter acesso ao benefício. A liberação poderá ocorrer no próprio dia da doação e no dia seguinte, ou em outro período ajustado com a chefia imediata, desde que sejam observadas as necessidades do serviço público.

A legislação também limita a concessão da dispensa a até duas vezes por ano. O texto ainda prevê o respeito aos intervalos mínimos definidos pelos órgãos de saúde para a realização das doações.

Com a publicação da norma, a prefeitura passa a formalizar em lei um incentivo direto à doação voluntária de sangue entre os servidores municipais, em uma tentativa de ampliar a participação desse público nas campanhas de abastecimento da rede de saúde.

Mailza falou em Londres, mas o que o Acre tem a mostrar?

A London Climate Action Week começa neste sábado, em Londres, reunindo governos, investidores, organizações ambientais e lideranças internacionais em uma das principais vitrines da agenda climática.

A agenda chama atenção no Acre porque, há poucas semanas, a governadora Mailza Assis citou a Semana do Clima de Londres como um dos espaços em que o estado poderia buscar protagonismo internacional. A fala abriu uma pergunta inevitável: Mailza vai a Londres? Será mais uma viagem internacional do governo em nome da pauta ambiental?

Até agora, não há confirmação pública da presença da governadora nos principais eventos ligados à Amazônia durante a semana. Também não aparece seu nome entre os palestrantes divulgados em agendas que tratam diretamente de floresta, povos indígenas, bioeconomia e COP30.

Mas a questão principal é outra: o que o Acre tem hoje para mostrar nesses espaços?

O governo costuma apresentar programas como o Selo Verde, a rastreabilidade da produção, o discurso do carbono jurisdicional e ações de combate ao desmatamento. São temas importantes, mas que precisam sair da vitrine e chegar com resultado concreto às comunidades, aos produtores, aos extrativistas e aos povos indígenas.

O Acre tem uma história ambiental reconhecida no mundo. Essa história, porém, não foi construída agora. Se o atual governo quer ocupar espaço em Londres, precisa explicar qual é a entrega real da gestão Mailza nessa agenda.

A pergunta, portanto, não é apenas se a governadora vai viajar. É o que ela tem para apresentar em nome do Acre.

Programa Mais Gestão é lançado no Acre para fortalecer cooperativas da agricultura familiar

O Programa Mais Gestão foi lançado na quinta-feira, 18 de junho, na Universidade Federal do Acre, em Rio Branco, com a proposta de fortalecer cooperativas e associações da agricultura familiar no estado. A iniciativa busca ampliar a capacidade de gestão dessas organizações, melhorar a comercialização da produção e abrir novas oportunidades para trabalhadores do campo e do extrativismo.

A ação será executada pela Ufac em parceria com o Sistema OCB Acre e prevê atendimento inicial a 20 organizações. O foco está na oferta de capacitação, consultoria técnica e apoio à estrutura de governança, com medidas voltadas à organização administrativa e ao acesso a mercados institucionais e privados.

Durante o lançamento, representantes do cooperativismo defenderam a medida como um reforço para a produção familiar no Acre. A avaliação é de que o programa pode ampliar a presença de cooperativas em políticas públicas de compra de alimentos e melhorar as condições de inserção de pequenos produtores em cadeias de comercialização mais estruturadas.

Jornal da Manhã em Coluna – 19 de junho de 2026

Ponte de Sena, PF no Juruá e pesquisa eleitoral movimentam o debate da Integração

Aleac reage à queda da ponte

A queda da ponte em Sena Madureira foi o principal tema político do Jornal da Manhã desta sexta-feira, 19. A bancada destacou que a Assembleia Legislativa saiu da posição de silêncio e passou a se movimentar após a proposta do deputado Edvaldo Magalhães para criar uma comissão externa de acompanhamento do caso.

De 9 para 18 assinaturas

Durante entrevista ao programa, Edvaldo Magalhães afirmou que o requerimento da comissão começou com nove assinaturas, passou para 14 e terminou a sessão com 18 deputados apoiando a apuração. Segundo ele, a instalação deve ocorrer na terça-feira, com definição dos membros, presidência e relatoria.

“Um passo de cada vez”

Edvaldo explicou que optou por uma comissão externa, e não por uma CPI, porque considera necessário avançar por etapas. Segundo o deputado, a comissão poderá acompanhar o trabalho do Ministério Público, Tribunal de Contas e Polícia Técnica, além de cobrar informações que ainda não apareceram de forma clara sobre a obra.

Valor da ponte virou ponto central

A bancada voltou a questionar o valor da ponte. O debate começou com os R$ 36 milhões do contrato inicial, mas Edvaldo afirmou que o custo total teria chegado a cerca de R$ 45 milhões, considerando aditivos e reajustes. Para o deputado, o problema é que parte dessas informações não estaria devidamente lançada nos sistemas de controle.

Garantia e execução sob suspeita

Outro ponto levantado por Edvaldo foi a garantia da obra. Ele disse que, até a véspera da entrevista, não havia sido identificado o documento de garantia da ponte. O deputado também afirmou que há diferença entre o que estava previsto no projeto básico e o que teria sido executado, especialmente em relação às estacas e à estrutura da ponte.

Governo perdeu controle da base

Rogério Wenceslay avaliou que a adesão de deputados governistas à comissão mostra mudança de clima dentro da Assembleia. Para ele, a proximidade da eleição faz parlamentares se distanciarem de temas que podem desgastar a própria imagem. Edvaldo também disse que o governo tentou manter sua maioria em silêncio, mas não conseguiu impedir a movimentação.

PF inaugura nova sede em Cruzeiro do Sul

O programa também destacou a inauguração da nova sede da Polícia Federal em Cruzeiro do Sul. Segundo a bancada, o investimento foi de cerca de R$ 22 milhões e a estrutura chega em um momento de aumento das operações contra narcotráfico, crime organizado e crimes transfronteiriços na região do Juruá.

Andrei Rodrigues fala em PF sem lado

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participou da agenda em Cruzeiro do Sul. Em fala reproduzida no programa, ele afirmou que a PF “não persegue e não protege”, mas cumpre sua missão institucional. A declaração foi comentada pela bancada no contexto de operações nacionais que atingem políticos de diferentes campos.

Troca de tiros entre viaturas ainda sem resposta

A troca de tiros entre duas guarnições da Polícia Militar em Cruzeiro do Sul voltou a ser cobrada no programa. Chico Melo e Rogério Wenceslay defenderam que o comando da PM e a Secretaria de Segurança deem uma explicação pública. Para Wenceslay, quando não há uma versão oficial convincente, a boataria ocupa o espaço da informação.

Pesquisa RealTime agita pré-campanha

A pesquisa RealTime Big Data também entrou no debate. O levantamento citado no programa mostra Alan Rick com 39%, Mailza Assis com 26%, Tião Bocalom com 18% e Thor Dantas com 5%. A bancada destacou que Bocalom foi o primeiro a reagir com força, chamando a pesquisa de mentirosa e dizendo que sua verdadeira pesquisa está nas ruas.

Bocalom desafia adversários

No áudio comentado pela bancada, Bocalom lembrou eleições anteriores em que aparecia atrás nas pesquisas e acabou tendo desempenho melhor nas urnas. Ele desafiou adversários a andarem com ele pelas ruas para medir quem recebe mais apoio popular. A bancada avaliou que, apesar dos 18%, Bocalom ainda tem capacidade de movimentar o cenário.

MDB perto de Alan Rick

O programa também trouxe informação de bastidores sobre uma conversa entre Jéssica Sales e Alan Rick. Segundo a apuração comentada na bancada, o MDB deve anunciar apoio à pré-candidatura de Alan ao governo do Acre. Não houve, no entanto, compromisso de que Jéssica será vice. A definição da chapa, segundo foi dito, ficará para mais adiante.

Marcos Alexandre fica com Mailza

Ainda sobre o MDB, o programa informou que Marcos Alexandre já teria decidido continuar apoiando Mailza Assis, mesmo com parte do partido caminhando para Alan Rick. A bancada avaliou que o MDB segue como uma incógnita, com posições internas diferentes no processo eleitoral.

Porto Walter tem mudança na Câmara

No bloco final, o Jornal da Manhã informou que Rosildo Cassiano Correia, do PSD, renunciou à presidência da Câmara de Porto Walter após decisão do TSE que cassou seu diploma por unanimidade. Com a saída, o vereador Robson Rodrigues foi eleito presidente da Casa. Os demais integrantes da mesa diretora permanecem nos cargos.

Vagner Sales e Ilderlei recuperam direitos políticos

Mazinho Rogério informou que os ex-prefeitos Vagner Sales e Ilderlei Cordeiro tiveram os direitos políticos restabelecidos por decisão da Justiça do Acre. A informação foi tratada como relevante para a política regional, especialmente no contexto das movimentações do MDB e das articulações para 2026.

PAA beneficia produtores em Cruzeiro do Sul

O programa também destacou o Programa de Aquisição de Alimentos, do governo federal, que deve beneficiar 45 produtores rurais e investir mais de R$ 307 mil em Cruzeiro do Sul. A bancada avaliou que o recurso é importante, mas poderia ser maior diante da importância da agricultura familiar para o abastecimento local.

No Jornal da Manhã, Edvaldo cobra investigação da ponte de Sena Madureira e questiona valores

No Jornal da Manhã desta sexta-feira, 19 de junho de 2026, o deputado estadual Edvaldo Magalhães levou a queda da ponte de Sena Madureira para o centro da cobrança política no Acre. A obra, construída pelo governo do Estado por meio do Deracre, foi entregue, recebida, paga e caiu pouco mais de dois anos depois. Para Edvaldo, a Assembleia Legislativa não pode ficar fora da apuração porque o caso envolve dinheiro público, contrato, aditivos, fiscalização e uma pergunta simples: por que a ponte não resistiu?

A entrevista começou pela escolha do instrumento de investigação. Edvaldo explicou que não pediu uma CPI porque ela poderia ser barrada antes de funcionar. A saída foi propor uma comissão de acompanhamento externo, com objeto definido: a ponte de Sena Madureira. A comissão, na avaliação do deputado, permite que a Assembleia acompanhe o trabalho do Tribunal de Contas, do Ministério Público e da polícia técnica, cobre documentos e leve informações já levantadas pelos parlamentares.

O ponto mais forte da entrevista foi a diferença entre o valor do contrato inicial e o custo final da obra. Edvaldo disse que o contrato era de R$ 36 milhões, mas que o valor pago chegou a R$ 45 milhões e alguns quebrados, perto de R$ 46 milhões. A Procuradoria-Geral do Estado, o Ministério Público e a Justiça de Sena Madureira trabalharam, até ali, com pedido de bloqueio e ressarcimento de R$ 36 milhões. Para o deputado, a conta não fecha porque os aditivos também saíram dos cofres públicos.

Edvaldo rejeitou a tentativa de separar o aterro da ponte. “Você não contrata o tabuleiro da ponte, você contrata uma ponte inteira”, disse. A frase mirou o argumento de que cerca de R$ 9 milhões teriam sido usados em obra complementar. Para ele, cabeceira, acesso, aterro, fundação e tabuleiro fazem parte do mesmo conjunto entregue à população. Se o dinheiro foi pago dentro do contrato da ponte, deve entrar na apuração e no cálculo do possível prejuízo.

A cobrança avançou sobre a transparência dos pagamentos. Edvaldo afirmou que procurou no Tribunal de Contas os registros da obra e encontrou no Sicom apenas os R$ 36 milhões do contrato original. Os aditivos, reajustes e novas medições, segundo ele, não apareciam no sistema. O deputado tratou essa ausência como uma das razões para a comissão existir, porque cada pagamento de obra pública precisa ter origem, medição, serviço executado e registro disponível aos órgãos de controle.

A parte técnica da entrevista foi direta. Edvaldo afirmou que havia diferença entre o que estava previsto nas linhas iniciais do projeto e o que teria sido executado. Ele citou tubulações com diâmetro menor e estacas menos profundas do que o previsto. A obra foi contratada pelo modelo RDC, em que o edital sai com diretrizes gerais e projeto básico, mas, na leitura do deputado, nem essas linhas teriam sido respeitadas na execução.

A explicação da “terra caída” também foi contestada. Edvaldo lembrou que rios amazônicos enchem, secam, mudam barrancos e provocam erosão todos os anos. Isso precisa estar dentro do cálculo de engenharia. Para ele, uma coisa é perder uma cabeceira e reconstruir o acesso; outra é a ponte cair por completo. “Nós estamos tratando de uma ponte que não aguentou porque a sua estrutura foi mal feita”, afirmou.

A garantia da obra virou outro ponto sem resposta. Edvaldo disse que, até o dia anterior à entrevista, o documento da garantia da ponte não havia sido identificado. Ele também rebateu a versão de que a carta de garantia valeria apenas até o recebimento da obra. Para o deputado, se o contrato prevê garantia de cinco anos, a empresa precisa bancar essa responsabilidade por meio da garantidora. A pergunta que ficou foi objetiva: quem garante a ponte que caiu?

No fim da entrevista, a ponte deixou de ser apenas um problema de engenharia. Virou um teste para a Assembleia. A proposta começou com Edvaldo, passou por nove assinaturas e chegou a 14 apoios no debate do Jornal da Manhã. A queda da ponte abriu uma fissura política porque expôs uma obra cara, recente e sem explicação completa. Agora, a comissão terá de dizer se vai atrás dos documentos ou se deixará que a lama do rio cubra também os rastros do contrato.