Jornal da Manhã em Coluna – 19 de junho de 2026

Ponte de Sena, PF no Juruá e pesquisa eleitoral movimentam o debate da Integração

Aleac reage à queda da ponte

A queda da ponte em Sena Madureira foi o principal tema político do Jornal da Manhã desta sexta-feira, 19. A bancada destacou que a Assembleia Legislativa saiu da posição de silêncio e passou a se movimentar após a proposta do deputado Edvaldo Magalhães para criar uma comissão externa de acompanhamento do caso.

De 9 para 18 assinaturas

Durante entrevista ao programa, Edvaldo Magalhães afirmou que o requerimento da comissão começou com nove assinaturas, passou para 14 e terminou a sessão com 18 deputados apoiando a apuração. Segundo ele, a instalação deve ocorrer na terça-feira, com definição dos membros, presidência e relatoria.

“Um passo de cada vez”

Edvaldo explicou que optou por uma comissão externa, e não por uma CPI, porque considera necessário avançar por etapas. Segundo o deputado, a comissão poderá acompanhar o trabalho do Ministério Público, Tribunal de Contas e Polícia Técnica, além de cobrar informações que ainda não apareceram de forma clara sobre a obra.

Valor da ponte virou ponto central

A bancada voltou a questionar o valor da ponte. O debate começou com os R$ 36 milhões do contrato inicial, mas Edvaldo afirmou que o custo total teria chegado a cerca de R$ 45 milhões, considerando aditivos e reajustes. Para o deputado, o problema é que parte dessas informações não estaria devidamente lançada nos sistemas de controle.

Garantia e execução sob suspeita

Outro ponto levantado por Edvaldo foi a garantia da obra. Ele disse que, até a véspera da entrevista, não havia sido identificado o documento de garantia da ponte. O deputado também afirmou que há diferença entre o que estava previsto no projeto básico e o que teria sido executado, especialmente em relação às estacas e à estrutura da ponte.

Governo perdeu controle da base

Rogério Wenceslay avaliou que a adesão de deputados governistas à comissão mostra mudança de clima dentro da Assembleia. Para ele, a proximidade da eleição faz parlamentares se distanciarem de temas que podem desgastar a própria imagem. Edvaldo também disse que o governo tentou manter sua maioria em silêncio, mas não conseguiu impedir a movimentação.

PF inaugura nova sede em Cruzeiro do Sul

O programa também destacou a inauguração da nova sede da Polícia Federal em Cruzeiro do Sul. Segundo a bancada, o investimento foi de cerca de R$ 22 milhões e a estrutura chega em um momento de aumento das operações contra narcotráfico, crime organizado e crimes transfronteiriços na região do Juruá.

Andrei Rodrigues fala em PF sem lado

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participou da agenda em Cruzeiro do Sul. Em fala reproduzida no programa, ele afirmou que a PF “não persegue e não protege”, mas cumpre sua missão institucional. A declaração foi comentada pela bancada no contexto de operações nacionais que atingem políticos de diferentes campos.

Troca de tiros entre viaturas ainda sem resposta

A troca de tiros entre duas guarnições da Polícia Militar em Cruzeiro do Sul voltou a ser cobrada no programa. Chico Melo e Rogério Wenceslay defenderam que o comando da PM e a Secretaria de Segurança deem uma explicação pública. Para Wenceslay, quando não há uma versão oficial convincente, a boataria ocupa o espaço da informação.

Pesquisa RealTime agita pré-campanha

A pesquisa RealTime Big Data também entrou no debate. O levantamento citado no programa mostra Alan Rick com 39%, Mailza Assis com 26%, Tião Bocalom com 18% e Thor Dantas com 5%. A bancada destacou que Bocalom foi o primeiro a reagir com força, chamando a pesquisa de mentirosa e dizendo que sua verdadeira pesquisa está nas ruas.

Bocalom desafia adversários

No áudio comentado pela bancada, Bocalom lembrou eleições anteriores em que aparecia atrás nas pesquisas e acabou tendo desempenho melhor nas urnas. Ele desafiou adversários a andarem com ele pelas ruas para medir quem recebe mais apoio popular. A bancada avaliou que, apesar dos 18%, Bocalom ainda tem capacidade de movimentar o cenário.

MDB perto de Alan Rick

O programa também trouxe informação de bastidores sobre uma conversa entre Jéssica Sales e Alan Rick. Segundo a apuração comentada na bancada, o MDB deve anunciar apoio à pré-candidatura de Alan ao governo do Acre. Não houve, no entanto, compromisso de que Jéssica será vice. A definição da chapa, segundo foi dito, ficará para mais adiante.

Marcos Alexandre fica com Mailza

Ainda sobre o MDB, o programa informou que Marcos Alexandre já teria decidido continuar apoiando Mailza Assis, mesmo com parte do partido caminhando para Alan Rick. A bancada avaliou que o MDB segue como uma incógnita, com posições internas diferentes no processo eleitoral.

Porto Walter tem mudança na Câmara

No bloco final, o Jornal da Manhã informou que Rosildo Cassiano Correia, do PSD, renunciou à presidência da Câmara de Porto Walter após decisão do TSE que cassou seu diploma por unanimidade. Com a saída, o vereador Robson Rodrigues foi eleito presidente da Casa. Os demais integrantes da mesa diretora permanecem nos cargos.

Vagner Sales e Ilderlei recuperam direitos políticos

Mazinho Rogério informou que os ex-prefeitos Vagner Sales e Ilderlei Cordeiro tiveram os direitos políticos restabelecidos por decisão da Justiça do Acre. A informação foi tratada como relevante para a política regional, especialmente no contexto das movimentações do MDB e das articulações para 2026.

PAA beneficia produtores em Cruzeiro do Sul

O programa também destacou o Programa de Aquisição de Alimentos, do governo federal, que deve beneficiar 45 produtores rurais e investir mais de R$ 307 mil em Cruzeiro do Sul. A bancada avaliou que o recurso é importante, mas poderia ser maior diante da importância da agricultura familiar para o abastecimento local.

No Jornal da Manhã, Edvaldo cobra investigação da ponte de Sena Madureira e questiona valores

No Jornal da Manhã desta sexta-feira, 19 de junho de 2026, o deputado estadual Edvaldo Magalhães levou a queda da ponte de Sena Madureira para o centro da cobrança política no Acre. A obra, construída pelo governo do Estado por meio do Deracre, foi entregue, recebida, paga e caiu pouco mais de dois anos depois. Para Edvaldo, a Assembleia Legislativa não pode ficar fora da apuração porque o caso envolve dinheiro público, contrato, aditivos, fiscalização e uma pergunta simples: por que a ponte não resistiu?

A entrevista começou pela escolha do instrumento de investigação. Edvaldo explicou que não pediu uma CPI porque ela poderia ser barrada antes de funcionar. A saída foi propor uma comissão de acompanhamento externo, com objeto definido: a ponte de Sena Madureira. A comissão, na avaliação do deputado, permite que a Assembleia acompanhe o trabalho do Tribunal de Contas, do Ministério Público e da polícia técnica, cobre documentos e leve informações já levantadas pelos parlamentares.

O ponto mais forte da entrevista foi a diferença entre o valor do contrato inicial e o custo final da obra. Edvaldo disse que o contrato era de R$ 36 milhões, mas que o valor pago chegou a R$ 45 milhões e alguns quebrados, perto de R$ 46 milhões. A Procuradoria-Geral do Estado, o Ministério Público e a Justiça de Sena Madureira trabalharam, até ali, com pedido de bloqueio e ressarcimento de R$ 36 milhões. Para o deputado, a conta não fecha porque os aditivos também saíram dos cofres públicos.

Edvaldo rejeitou a tentativa de separar o aterro da ponte. “Você não contrata o tabuleiro da ponte, você contrata uma ponte inteira”, disse. A frase mirou o argumento de que cerca de R$ 9 milhões teriam sido usados em obra complementar. Para ele, cabeceira, acesso, aterro, fundação e tabuleiro fazem parte do mesmo conjunto entregue à população. Se o dinheiro foi pago dentro do contrato da ponte, deve entrar na apuração e no cálculo do possível prejuízo.

A cobrança avançou sobre a transparência dos pagamentos. Edvaldo afirmou que procurou no Tribunal de Contas os registros da obra e encontrou no Sicom apenas os R$ 36 milhões do contrato original. Os aditivos, reajustes e novas medições, segundo ele, não apareciam no sistema. O deputado tratou essa ausência como uma das razões para a comissão existir, porque cada pagamento de obra pública precisa ter origem, medição, serviço executado e registro disponível aos órgãos de controle.

A parte técnica da entrevista foi direta. Edvaldo afirmou que havia diferença entre o que estava previsto nas linhas iniciais do projeto e o que teria sido executado. Ele citou tubulações com diâmetro menor e estacas menos profundas do que o previsto. A obra foi contratada pelo modelo RDC, em que o edital sai com diretrizes gerais e projeto básico, mas, na leitura do deputado, nem essas linhas teriam sido respeitadas na execução.

A explicação da “terra caída” também foi contestada. Edvaldo lembrou que rios amazônicos enchem, secam, mudam barrancos e provocam erosão todos os anos. Isso precisa estar dentro do cálculo de engenharia. Para ele, uma coisa é perder uma cabeceira e reconstruir o acesso; outra é a ponte cair por completo. “Nós estamos tratando de uma ponte que não aguentou porque a sua estrutura foi mal feita”, afirmou.

A garantia da obra virou outro ponto sem resposta. Edvaldo disse que, até o dia anterior à entrevista, o documento da garantia da ponte não havia sido identificado. Ele também rebateu a versão de que a carta de garantia valeria apenas até o recebimento da obra. Para o deputado, se o contrato prevê garantia de cinco anos, a empresa precisa bancar essa responsabilidade por meio da garantidora. A pergunta que ficou foi objetiva: quem garante a ponte que caiu?

No fim da entrevista, a ponte deixou de ser apenas um problema de engenharia. Virou um teste para a Assembleia. A proposta começou com Edvaldo, passou por nove assinaturas e chegou a 14 apoios no debate do Jornal da Manhã. A queda da ponte abriu uma fissura política porque expôs uma obra cara, recente e sem explicação completa. Agora, a comissão terá de dizer se vai atrás dos documentos ou se deixará que a lama do rio cubra também os rastros do contrato.

Praça da Revolução recebe transmissão de Brasil x Haiti com estrutura ampliada em Rio Branco

A Praça da Revolução, no Centro de Rio Branco, recebe nesta sexta-feira, 19, a transmissão pública de Brasil x Haiti, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. A programação começa às 17h e terá telões, atrações musicais, atividades culturais e estrutura reforçada para receber torcedores.

A ação faz parte do projeto Rio Branco Torce Junto, organizado para reunir famílias e torcedores durante os jogos da Seleção Brasileira. Na primeira transmissão, entre 3,5 mil e 4 mil pessoas acompanharam a partida no local. Para o segundo jogo do Brasil no Mundial, a estrutura foi ampliada, com painel de LED maior, mais câmeras de segurança, banheiros químicos, distribuição de água e espaços voltados para famílias, idosos, crianças e pessoas com deficiência.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que a praça foi preparada para receber o público com segurança e organização. “A gente espera, nesta sexta-feira, às 17h, ter novamente esse público em massa aqui para continuar torcendo, rumo ao hexa. A praça está bonita, toda preparada para receber as famílias com muita segurança, alegria e entusiasmo”, disse.

A programação também terá participação de empreendedores locais na venda de comidas e bebidas, além de sorteio de brindes para o público. A medida busca movimentar a economia local durante a transmissão do jogo e ampliar a ocupação da Praça da Revolução como espaço de convivência.

Brasil e Haiti se enfrentam na Filadélfia, nos Estados Unidos. A Seleção Brasileira chega à segunda rodada após empatar por 1 a 1 com Marrocos na estreia. O Haiti perdeu por 1 a 0 para a Escócia no primeiro jogo do grupo.

Cruzeiro do Sul constrói e revitaliza 313 metros de trapiches em áreas alagadiças

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul mantém duas frentes de trabalho na construção e revitalização de 313 metros de trapiches em áreas alagadiças do município. As obras são executadas pela Defesa Civil Municipal nesta quinta-feira, 18, nos bairros Remanso e Telégrafo, com o objetivo de melhorar a mobilidade, o acesso às residências e a segurança de famílias que dependem dessas estruturas no dia a dia.

No bairro Remanso, os serviços foram iniciados na Rua Paraíba, onde serão construídos aproximadamente 100 metros de trapiche. A intervenção atende moradores da comunidade e amplia as condições de circulação em uma área onde o deslocamento depende da estrutura elevada.

Outra frente de trabalho fica na Rua Paraíba, no bairro Telégrafo. No local, foram construídos e revitalizados 213 metros de trapiche, o que melhora o acesso de moradores às casas e reduz os riscos no deslocamento diário.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Damasceno Júnior, disse que as obras seguem uma agenda de prioridades definida para atender as comunidades. “Sabemos da importância dessas estruturas para as comunidades e estamos trabalhando de forma organizada para atender todas as demandas. Todos os trapiches serão contemplados dentro do nosso cronograma de execução”, afirmou.

Feijó recebe mais de R$ 11 milhões para ponte e pavimentação urbana

Feijó recebeu mais de R$ 11,14 milhões em obras de infraestrutura e mobilidade urbana durante agenda da governadora Mailza Assis nesta quinta-feira (18). As ações incluem a assinatura da ordem de serviço para a construção da ponte sobre o Igarapé Aristides e a entrega da pavimentação e adequação da Rua Pedro Alexandrino, na Chácara Manancial.

A ponte terá 36 metros de extensão e será construída em concreto armado. O investimento é de R$ 7.507.158, com recursos federais e emenda do senador Márcio Bittar. A estrutura vai substituir a antiga ponte de madeira e melhorar a ligação entre a cidade e a estrada de acesso ao aeródromo de Feijó.

A pavimentação da Rua Pedro Alexandrino recebeu R$ 3.636.729,95, com recursos próprios do Estado e emenda do deputado federal Eduardo Velloso. A intervenção melhora o tráfego na região, amplia a segurança para moradores e motoristas e atende uma área de circulação urbana na Chácara Manancial.

Mailza Assis afirmou que a nova ponte atende uma demanda antiga da população. “Uma obra aguardada há anos, que vai garantir mais segurança, mais mobilidade e melhores condições para o escoamento da produção, para o acesso ao aeródromo e para o desenvolvimento de Feijó”, disse a governadora.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, afirmou que as obras beneficiam os 35.426 moradores do município. Ela disse que Feijó recebeu cerca de mil toneladas de asfalto no ano passado e que a nova ponte dará uma solução definitiva para uma travessia que precisava de reparos constantes.

Durante a agenda, Mailza também citou a reforma e ampliação do Hospital-Geral de Feijó Dr. Baba, entregue há pouco mais de um mês, e afirmou que o Estado deve implantar o Opera Acre na unidade. A governadora também comentou a situação da ponte que desabou em Sena Madureira e disse que o governo acompanha o caso e cobra providências dos responsáveis.

Artesã acreana é selecionada para jornada internacional de artesanato em Paris

A artesã Rodney Paiva Ramos, criadora da Biojoias Cores da Mata, foi selecionada entre 590 inscritos de todo o país para participar da Jornada Exportadora do Artesanato Paris – França 2026, que será realizada de 6 a 11 de setembro, na capital francesa. A participação coloca o artesanato acreano em uma agenda internacional voltada à abertura de mercados para micro, pequenas e médias empresas brasileiras.

Rodney trabalha com biojoias e peças de decoração produzidas com sementes amazônicas, ouriços e cascalhos de castanha, jarina, açaí e madeira reaproveitada. A seleção levou em conta o portfólio, o histórico de premiações, a formação técnica e os dados do empreendimento em português e inglês. A artesã alcançou pontuação máxima no processo.

“Estou com o coração grato”, afirmou Rodney ao comemorar a oportunidade de levar a produção acreana a Paris. Antes da viagem, ela e os demais selecionados passam por uma etapa de preparação com cursos e orientações técnicas e comerciais voltadas ao mercado francês.

A Jornada Exportadora do Artesanato é organizada pela ApexBrasil e busca aproximar empreendedores brasileiros de compradores, distribuidores e parceiros internacionais. Em Paris, os participantes terão seminários técnicos, visita à Maison & Objet 2026, feira internacional de decoração, design e lifestyle, e rodadas de negócios com agentes do mercado europeu.

A trajetória de Rodney soma 22 anos de atuação no artesanato. O trabalho da Biojoias Cores da Mata já recebeu reconhecimento de Excelência da Unesco para produtos artesanais do Mercosul e integra uma cadeia produtiva ligada à bioeconomia, ao reaproveitamento de materiais e à geração de renda para famílias que vivem da floresta.

No Acre, Rodney está entre os 2.356 artesãos ativos no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro. A produção dela também dialoga com o Projeto Artesanato Florestal, iniciativa executada pelo governo estadual por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo, dentro das ações do Programa REM Acre – Fase 2.

O projeto tem investimento de aproximadamente R$ 1,19 milhão, com mais de 90% dos recursos já executados em capacitações técnicas, organização produtiva e ampliação do acesso a mercados regionais e nacionais. A proposta é fortalecer o artesanato como alternativa de renda associada à manutenção da floresta em pé.

A ida a Paris amplia a presença do artesanato acreano em vitrines internacionais e reforça a conexão entre cultura amazônica, design autoral e mercado externo. Rodney afirma que segue ajustando produtos aos padrões exigidos fora do país e vê a jornada como passo importante para vender biojoias diretamente para a França.

Foto: Secom/AC

Acre entrega alimentos a 21 entidades no Juruá e garante renda a 45 agricultores familiares

O governo do Acre entregou alimentos a 21 entidades sociais do Juruá, em Cruzeiro do Sul, e garantiu a comercialização da produção de 45 agricultores familiares por meio do Programa de Aquisição de Alimentos. A ação foi realizada ao lado do Mercado do Agricultor e uniu o atendimento a instituições sociais com o fortalecimento da produção rural na região.

A entrega incluiu itens como abacate, melancia, farinha e goma de mandioca, farinha de tapioca, café torrado, açúcar mascavo, pepino, arroz beneficiado, colorau, banana, macaxeira, chicória, inhame, abacaxi, maxixe, couve, coentro, cheiro-verde, laranja, tangerina, limão, abóbora e mamão. Os alimentos foram destinados a entidades que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade e reforçam o abastecimento das unidades assistenciais do município.

Além de atender as instituições, a iniciativa assegura renda aos produtores rurais cadastrados no programa. Cada agricultor pode comercializar até R$ 7,5 mil em produtos ao longo do ano, com compra direta e sem atravessadores. A medida amplia o escoamento da produção local e mantém a circulação de recursos na economia da região.

No Lar dos Vicentinos, em Cruzeiro do Sul, a entrega ajuda a manter a alimentação de 34 idosos acolhidos pela instituição. Para os produtores, o programa também representa estabilidade. Agricultores da região apontam que a venda garantida permite planejar melhor o plantio e dá segurança para continuar produzindo.

A ação reforça a política de apoio à agricultura familiar no interior do estado e busca atender duas frentes ao mesmo tempo: o combate à insegurança alimentar e a valorização de quem produz no campo. No Juruá, a iniciativa consolida uma rede que liga produção rural, abastecimento e assistência social.

Prefeito de Plácido de Castro declara apoio a Lula durante encontro com Jorge Viana

O prefeito de Plácido de Castro, Camilo Silva, do PP, declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro com o ex-governador e pré-candidato ao Senado Jorge Viana, nesta quarta-feira, 17, na sede da Prefeitura. A conversa tratou de obras no município, investimentos federais e da participação de Jorge em ações realizadas na região durante seus governos.

O encontro teve clima informal e incluiu o tradicional café preparado por Jorge Viana. Durante a visita, Camilo citou obras que marcaram Plácido de Castro, como a pavimentação da BR-475, conhecida como Estrada do Agricultor, a eletrificação rural, melhorias em ruas e avenidas e a chegada da Universidade Federal do Acre à região.

“É uma honra receber um dos maiores governadores que o Acre já teve. Plácido de Castro recebeu investimentos que transformaram a vida das pessoas e muitos deles tiveram a participação decisiva do Jorge”, afirmou o prefeito.

Camilo também relacionou o apoio a Lula ao volume de recursos federais aplicados no município. “Hoje, cerca de 70% das obras que temos em Plácido de Castro contam com recursos do Governo Federal. Não tenho dúvida de que Lula será o meu candidato à Presidência da República, porque os investimentos da União têm feito a diferença para os municípios”, declarou.

A agenda reforça a movimentação de Jorge Viana no interior do Acre em meio à articulação para a disputa ao Senado. Em Plácido de Castro, o ex-governador tem ligação familiar e política. Ele lembrou que sua mãe nasceu no município e que parte da história de sua família começou na região.

Além da reunião na Prefeitura, Jorge Viana cumpriu agenda com lideranças locais, conversou com moradores e participou de encontros políticos no município. A passagem por Plácido de Castro reuniu aliados, vereadores, empresários e representantes de famílias tradicionais da cidade.

Atraso na Expoacre Juruá preocupa empresários antes da abertura

A organização da Expoacre Juruá virou tema de debate político nesta quinta-feira, 18, no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul. O jornalista Rogério Wenceslau afirmou que empresários do Vale do Juruá estão preocupados com o ritmo dos preparativos para a feira, marcada para começar em 30 de junho, a menos de duas semanas da abertura.

Wenceslau disse que a estrutura do evento ainda não avançou como esperado. Na avaliação dele, o atraso preocupa porque a Expoacre Juruá depende de uma montagem complexa, envolve contratos, serviços, logística, espaços comerciais e a expectativa de quem aposta na feira para faturar no período. “Não tem quase nada feito, não tem quase nada pronto. As coisas não estão andando conforme o esperado”, afirmou durante o programa.

A Expoacre Juruá é uma das principais vitrines econômicas de Cruzeiro do Sul e dos municípios vizinhos. A feira movimenta comércio, alimentação, hospedagem, transporte, publicidade, entretenimento, montagem de estruturas e o setor agropecuário. Por isso, qualquer atraso na preparação atinge diretamente empresários que compram produtos, contratam equipes, reservam espaços e organizam estoques para atender ao público durante os dias de evento.

No comentário, Wenceslau disse acreditar que a feira será realizada, mas apontou risco de o evento começar sem a estrutura no ponto ideal. Para ele, o problema não está apenas na data de abertura, mas na possibilidade de a organização precisar corrigir falhas com o evento já em andamento. “Ah, mas vai ficar. Eu também acredito que sim”, disse. “Mas no meio dessa confusão toda de se fazer um evento desse tamanho, dá muita confusão.”

O jornalista relacionou parte das dificuldades a disputas internas e ao peso político e financeiro dos grandes eventos realizados pelo Estado. Segundo Wenceslau, a Expoacre Juruá reúne dinheiro público, contratos, visibilidade e espaços de influência, o que aumenta a pressão sobre o governo e sobre os responsáveis pela organização. “Tem muito dinheiro em jogo e tem muita gente interessada nesse dinheiro. Tem muitos holofotes acesos e muita gente interessada nesses holofotes”, afirmou.

Wenceslau também afirmou que a governadora Mailza Assis enfrenta dificuldades por não ter recebido, dentro da própria estrutura de governo, uma transição efetiva sobre áreas estratégicas dos grandes eventos. Na análise dele, parte do funcionamento dessas feiras depende de pessoas que concentram experiência, contatos e controle sobre etapas da organização, mas esse conhecimento não teria sido repassado de forma tranquila à atual gestão. “Ela vai tateando no escuro até descobrir quem é quem, quem faz o quê, para poder dar os comandos. E isso se reflete exatamente no atraso do cronograma”, disse.

Ao final, Wenceslau afirmou que a apreensão não parte apenas de agentes políticos. Segundo ele, empresários que se preparam para a feira temem prejuízos caso a estrutura não esteja pronta desde o primeiro dia. “Essa é uma preocupação que eu trago aqui, inclusive do setor empresarial, que coloca muita expectativa nesse evento e teme que ele não saia a contento”, afirmou.

Apesar das críticas, o comentarista disse que ainda há margem para correções. Como a abertura está prevista para 30 de junho, o governo ainda pode ajustar o planejamento, acelerar a montagem e reduzir os riscos apontados nos bastidores. “Dá para corrigir os rumos, dá para corrigir a rota e dá para tudo sair conforme o esperado. Vamos ver”, afirmou.

A Expoacre Juruá está marcada para ocorrer de 30 de junho a 5 de julho, em Cruzeiro do Sul.

Jornal da Manhã em Coluna – 18 de junho de 2026

Bastidores, cobranças e tensão política no Acre

Chapa quente

O Jornal da Manhã desta quinta-feira, 18, começou com a política em temperatura alta. A decisão judicial que mandou retirar outdoors do senador Alan Rick em Rio Branco dominou boa parte do debate e virou combustível para uma discussão maior: a regra vale só para Alan ou será aplicada também a outros políticos que fazem divulgação de mandato?

Dois pesos

Rogério Wenceslau avaliou que a ação contra os outdoors de Alan Rick pode ter produzido efeito contrário ao esperado. Para ele, ao judicializar a divulgação do mandato do senador, o Progressistas colocou o governo no centro da crítica e abriu espaço para Alan se apresentar como alvo de perseguição política.

Regra para todo mundo?

Chico Melo entrou no debate com uma pergunta direta: se há outdoors de outros parlamentares pelo Acre divulgando emendas e ações de mandato, a mesma medida será adotada contra todos? A provocação expôs o ponto mais sensível da discussão: o critério usado contra Alan Rick será geral ou seletivo?

Michele no alvo

Wenceslau também chamou atenção para os ataques contra Michele Miranda, esposa de Alan Rick, após ela sair em defesa do marido nas redes sociais. O comentarista disse que blogs e sites alinhados ao governo passaram a mirar Michele, levando a disputa para um campo pessoal.

Limite perigoso

Na avaliação de Wenceslau, atacar cônjuges abre um limite perigoso na disputa política. Ele afirmou que, se esse for o caminho, o governo pode ter mais a perder, porque familiares de outros personagens políticos também podem ser puxados para o centro do debate.

Arasuper no furacão

Outro ponto levantado foi a decisão que também atingiu propaganda institucional de Alan Rick em telas da rede Arasuper. Wenceslau avaliou que o movimento levou para dentro da disputa política um grupo empresarial que não tinha interesse em entrar nessa briga. Para ele, foi mais um erro de cálculo da articulação governista.

Expoacre Juruá sob alerta

A organização da Expoacre Juruá também entrou na coluna de bastidores. Wenceslau afirmou que há preocupação entre empresários de Cruzeiro do Sul com o andamento dos preparativos para o evento, marcado para começar no dia 30 de junho. Segundo ele, faltando menos de duas semanas, a estrutura ainda não estaria no ritmo esperado.

Dinheiro e holofote

Para Wenceslau, os grandes eventos do governo movimentam dinheiro, visibilidade e interesses políticos. No caso da Expoacre Juruá, ele disse que há muita gente interessada nos recursos e nos holofotes da feira. A preocupação é que a disputa interna atrase decisões e comprometa a entrega da estrutura.

Ponte pressiona governo

A comissão externa da Aleac para acompanhar o colapso da ponte de Sena Madureira já conta com apoio acima do necessário. O assunto foi tratado como mais um desgaste para o governo, especialmente porque a queda da ponte abriu uma cobrança mais ampla sobre obras públicas estaduais.

Deputados mudando de lado

A leitura feita na bancada é que parte dos deputados estaduais já começa a se afastar do governo na prática. Com a eleição se aproximando, a tendência é que parlamentares busquem preservar a própria imagem diante do eleitor, principalmente em temas de forte desgaste, como obras paradas, contratos questionados e estruturas que falharam.

Sem paz até 2026

Wenceslau foi direto: não é para esperar tempos de paz até a eleição. Segundo ele, tudo que estiver mal resolvido no governo tende a vir à tona. A Assembleia, nesse cenário, vira palco natural das cobranças, principalmente porque deputados precisarão mostrar serviço antes de pedir voto novamente.

TFD vira cobrança pública

Fora da política partidária, o caso de Jéssica Souza trouxe uma cobrança dura ao governo. A mãe da jovem, Clécia Souza, relatou ao vivo a espera de 56 dias por transferência via TFD. A fala expôs a falta de resposta às famílias e transformou a fila por atendimento especializado em mais uma pressão pública sobre a Secretaria de Saúde.

PM precisa explicar

A troca de tiros entre duas guarnições da Polícia Militar em Cruzeiro do Sul também entrou no programa com tom de cobrança. A bancada considerou o caso grave e mal explicado. Ninguém ficou ferido, mas o episódio deixou uma pergunta incômoda: como duas equipes da própria polícia acabam atirando uma contra a outra?

Guajará no limite

A situação da delegacia de Guajará, usada como presídio, também foi destaque. O Ministério Público cobra solução definitiva para o problema, que envolve superlotação, presos condenados em delegacia e estrutura inadequada. O caso mostra uma crise prisional que não para na divisa entre Acre e Amazonas.

O recado do programa

O Jornal da Manhã desta quinta deixou um recado claro: a pré-campanha de 2026 já começou no Acre, e começou sem clima de trégua. Outdoors, familiares, obras públicas, eventos do governo, TFD e segurança pública entraram no mesmo tabuleiro. A partir de agora, cada problema administrativo tende a virar fato político.