Produção industrial sobe 0,7% em abril e engata 4º mês de alta

A produção industrial brasileira cresceu 0,7% em abril na comparação com março, no quarto resultado positivo seguido, acumulando avanço de 4,4% no período. O desempenho foi puxado principalmente pelas indústrias extrativas e pelo setor de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, ambos com alta de 3,1% no mês.

Com o resultado, a indústria ficou 4,7% acima do nível registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, mas ainda opera 12,9% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011. Na comparação com abril de 2025, houve expansão de 2,7%. No acumulado de janeiro a abril de 2026, a alta chegou a 1,7%, enquanto o indicador de 12 meses avançou 0,7%.

Entre os 25 ramos pesquisados, 14 ampliaram a produção em abril. Além das atividades ligadas à extração e ao refino, também avançaram os segmentos de borracha e material plástico, madeira, têxteis e máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Do outro lado, os maiores recuos vieram de produtos químicos, farmoquímicos e farmacêuticos, máquinas e equipamentos, veículos e metalurgia.

Nas grandes categorias econômicas, os bens intermediários tiveram a maior alta do mês, com 1,5%, e os bens de capital também ficaram no campo positivo, com 0,1%. Já os bens de consumo duráveis recuaram 3,2%, e os bens de consumo semi e não duráveis caíram 0,2%, interrompendo uma sequência de três meses de crescimento.

O resultado de abril reforça uma recuperação gradual da atividade industrial em 2026, mas ainda mostra um setor distante do patamar recorde e com perdas espalhadas por parte importante da cadeia produtiva.

Paraná Pesquisas recoloca Perpétua Almeida no pelotão da Câmara mesmo após mais de três anos sem mandato

Fora de mandato eletivo desde fevereiro de 2023, quando terminou a 56ª Legislatura da Câmara dos Deputados, Perpétua Almeida voltou a aparecer entre os nomes mais competitivos para a disputa por uma vaga federal no Acre. Em levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta semana, a ex-deputada surge com 8,1% das intenções de voto na pesquisa estimulada, no grupo dos primeiros colocados, mesmo após três anos e quatro meses longe do exercício parlamentar.

O dado reforça um traço conhecido da política acreana: a força da memória eleitoral. Perpétua construiu uma trajetória longa na Câmara, com quatro mandatos de deputada federal, e manteve o nome em circulação mesmo fora do cargo. Esse capital político ajuda a explicar por que ela continua lembrada numa disputa que ainda está em fase de articulação, num cenário em que outros concorrentes contam com mandato, estrutura partidária ou exposição institucional mais recente.

A presença dela na pesquisa também se conecta à atuação que manteve nos últimos anos fora do Congresso. Na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, a ABDI, Perpétua esteve ligada a uma agenda de reindustrialização, desenvolvimento sustentável e fortalecimento de cadeias produtivas. No Acre, esse trabalho foi associado a projetos voltados à agroindústria, ao incentivo à produção local e à industrialização de setores estratégicos, temas que dialogam com uma parcela do eleitorado que acompanha pautas de geração de emprego, inovação e economia regional.

Esse movimento ajuda a sustentar a lembrança do nome dela entre os eleitores. Ao longo da carreira, Perpétua ocupou espaços de visibilidade em Brasília e participou de debates ligados a defesa, tecnologia, infraestrutura e políticas públicas, o que preservou uma imagem de atuação frequente em áreas de interesse nacional e local. Na prática, a pesquisa mostra que, mesmo sem mandato desde o início de 2023, ela ainda aparece como uma candidatura com lastro político, recall consolidado e capacidade de entrar competitiva na corrida por uma cadeira na Câmara em 2026.

Padre Antonio Menezes diz em entrevista ao Jornal da Manhã que compra de votos é “pecado social”

Em entrevista ao Jornal da Manhã desta quarta-feira (3), na Rádio Integração 99,9 FM, em Cruzeiro do Sul, o padre Antonio Menezes afirmou que a compra de votos virou uma prática naturalizada no Acre, criticou a polarização política e defendeu a entrada de religiosos na vida pública com foco em serviço, e não em poder. Pré-candidato a deputado estadual, natural de Manuel Urbano e atualmente ligado à Diocese de Rio Branco, ele disse que decidiu colocar o nome na disputa por entender que “a igreja precisa se envolver na boa política, não na politicagem”.

Ao longo da conversa, padre Antonio tentou marcar posição como um nome que quer se diferenciar da velha lógica eleitoral. A fala mais forte da entrevista veio quando o debate chegou ao voto comprado. Ao comentar o tema, ele afirmou que a política foi deformada por práticas que tratam o eleitor como mercadoria e resumiu a crítica em uma expressão que deve repercutir no debate eleitoral deste ano: “Isso é pecado social”.

O padre disse que a compra de votos rompe qualquer compromisso com o interesse coletivo e transforma a eleição em uma negociação privada. “Quem vende o voto, de um certo modo, está deixando de se comprometer com o bem comum”, afirmou. Em outro momento, endureceu ainda mais o discurso: “É pecado comprar voto, é pecado vender o seu voto. E não é só quem vende não, quem compra vai também”. Para ele, o problema se agravou a ponto de muita gente já tratar o esquema como parte normal da campanha.

Segundo o religioso, esse ambiente ajudou a afastar o eleitor da política e alimentou uma sensação de descrença generalizada. “Isso foi normalizado”, disse. Na avaliação dele, a prática corrói a representação antes mesmo da posse, porque o acerto financeiro substitui o compromisso público. “Como é que uma pessoa que compra o nosso voto vai se comprometer conosco? A conta já tá paga”, afirmou, ao defender uma reação social contra esse modelo.

Padre Antonio também procurou justificar por que decidiu sair da atuação exclusivamente religiosa para entrar na disputa partidária. Ele disse que a decisão amadureceu diante da percepção de que a igreja não pode se omitir diante da crise política e social do estado. “Nós temos responsabilidade com o nosso Acre”, declarou. Na mesma linha, completou: “Se a gente não tem responsabilidade com a política, todos nós iremos sofrer”.

Ao explicar a candidatura, ele apresentou a política como extensão de uma missão de serviço. “É diante de tudo isso que eu coloquei o meu nome pra servir, através da religião, através da educação, mas também através da boa política”, afirmou. O padre também tentou associar a própria trajetória ao discurso que leva para a pré-campanha. Filho de seringueiro, nascido no seringal Sardinha, em Manuel Urbano, ele lembrou a vivência no interior, o contato com ribeirinhos, moradores de estrada e populações mais pobres do Acre para sustentar que conhece a realidade do estado além da retórica eleitoral.

Essa tentativa de aproximação com o eleitor apareceu quando falou da própria origem e da situação de Manuel Urbano, município que citou como exemplo de isolamento e falta de planejamento. Ao lembrar as dificuldades de acesso à cidade, defendeu projetos que integrem melhor a região e disse que o desenvolvimento precisa começar pela entrada do município. O trecho serviu para reforçar a imagem que tenta construir: a de alguém que vem do interior, conhece as carências locais e quer transformar essa vivência em plataforma política.

Outro eixo central da entrevista foi a crítica ao uso da religião como instrumento de poder. Sem negar o avanço de candidaturas religiosas no país, padre Antonio disse que esse movimento pode produzir estragos quando nasce de ambição pessoal. “Existem dois tipos de teologia: a teologia que nos insere na realidade das pessoas e a teologia do domínio”, afirmou. Na sequência, fez o alerta: “Se você, seja padre, seja pastor, entra com intenção egoísta na política, vai ser um estrago terrível”.

A fala foi acompanhada de uma tentativa de separar a participação religiosa na política do uso eleitoral da fé. Segundo ele, o problema não está na presença de líderes religiosos no debate público, mas na finalidade dessa presença. “Se o padre ou o pastor ou qualquer religioso entra na política de forma convertida com o seu coração pra servir, Jesus veio pra servir, não pra ser servido”, declarou. A formulação funciona como resposta a um ambiente em que parte do eleitorado passou a olhar com desconfiança para candidaturas associadas a igrejas.

O padre também disse que não pretende alimentar o ambiente de confronto ideológico que tem marcado o debate político. Ao falar sobre o avanço da polarização, afirmou que esse clima já atinge famílias, partidos e comunidades religiosas. “Nós não iremos entrar nessa polarização cruel, da briga, do ódio, que divide as famílias, os partidos”, disse. Em seguida, indicou o tom que pretende adotar na campanha: “Jamais iremos falar de pessoas. Iremos falar de propostas”.

A declaração busca posicioná-lo como um nome que tentará escapar do padrão de campanhas marcadas por ataques pessoais, guerra ideológica e mobilização religiosa agressiva. Na entrevista, ele sustentou que o campo político precisa ser reconstruído a partir de compromisso social, decência e responsabilidade pública. “A política, na sua essência, é o homem e a mulher, o cidadão que cuida do bem comum”, afirmou.

Mesmo ao assumir a pré-candidatura pelo PT, padre Antonio preferiu não transformar a entrevista em uma defesa partidária convencional. O centro da fala permaneceu na crítica moral à compra de votos, no chamado à participação social e na tentativa de recolocar a política sob a chave do serviço. “O Acre é pra quem ama”, disse, ao resumir a mensagem que pretende levar adiante.

A entrevista no Jornal da Manhã desta quarta-feira, na Rádio Integração 99,9 FM, em Cruzeiro do Sul, serviu como uma espécie de carta de apresentação do pré-candidato. Mais do que anunciar um nome na disputa, o espaço foi usado para lançar um discurso duro contra a compra de votos, rejeitar a polarização e defender uma presença religiosa comprometida com os pobres e com o bem comum. Em um cenário de descrença na política e forte dependência de estruturas eleitorais tradicionais, padre Antonio tenta abrir espaço com uma mensagem simples, moral e direta: “A igreja precisa se envolver na boa política, não na politicagem”.

Presença indígena na política é necessidade democrática diante da crise ambiental e da mentira

Artigo de Francisco Piyãko*

A presença indígena na política não é ameaça. É necessidade democrática. Num tempo em que a crise ambiental avança, a desinformação decide eleições e os povos da floresta continuam sendo atacados por defender seus territórios, ocupar espaços de decisão deixou de ser apenas uma escolha. Passou a ser uma responsabilidade com o futuro do Acre, da Amazônia e do Brasil.

Nós, povos indígenas, conhecemos bem o funcionamento da política tradicional. Vemos grupos investindo muito para chegar ao poder e, depois, usando ainda mais força para permanecer nele. Muitas vezes, o objetivo deixa de ser fazer melhor. Passa a ser apagar o outro, enfraquecer lideranças novas, fabricar medo e transformar a disputa pública numa guerra. Esse modelo não combina com a forma como entendemos liderança. Para nós, uma liderança cresce quando serve melhor ao seu povo, quando orienta, quando escuta e quando protege a comunidade diante das ameaças.

Ser liderança indígena não é privilégio. É sacrifício. Ninguém assume essa caminhada porque alguém está pagando ou bancando. A força vem da responsabilidade com o povo, da defesa do território, da necessidade de dialogar com governos, municípios, autoridades e instituições que nem sempre chegam preparados para ouvir. Quando existe espaço de conversa, nós sentamos. Quando não existe, seguimos organizados, fortalecendo alianças e protegendo nossos direitos.

O que dificulta a relação não é explicar o pensamento indígena. O que dificulta é a falta de respeito. Quanto menos se respeita os povos indígenas, mais crescem a violação de direitos, a pobreza e a vulnerabilidade. Onde o direito coletivo enfraquece, a violência avança. Por isso, a articulação entre os povos é tão importante. É ela que sustenta conquistas, protege territórios e mantém viva a força coletiva reconhecida na Constituição.

A mentira virou uma das principais armas contra nós. Fake news, promessas vazias e campanhas de medo exploram a necessidade das pessoas. Em muitos lugares, a desinformação chega antes da verdade, grita mais alto e ajuda a eleger candidatos que depois votam contra os povos indígenas, contra o meio ambiente, contra a região e contra os direitos sociais. Muitas vezes, os piores candidatos vencem porque a população foi cercada por mentiras.

É nesse cenário que a presença indígena na política precisa ser entendida. Nós não disputamos cargo para destruir ninguém. Não fazemos guerra contra não indígenas, extrativistas, ribeirinhos ou moradores das cidades. O cargo pode ser um meio para levar nossa voz aonde as decisões acontecem. Gestão, Legislativo, Judiciário, governo e parlamento precisam ouvir quem sempre foi tratado como assunto, mas raramente como sujeito da própria história.

Também é por isso que alguns grupos se sentem ameaçados quando aparece uma candidatura indígena. Eles estavam acostumados a falar em nosso nome, em nome da Amazônia, da floresta e até do futuro. Querem ser ambientalistas sem nunca ter plantado uma árvore, colhido uma semente, compreendido um rio, pescado para viver ou sentido a natureza como parte da própria vida. Usam a floresta em discursos bonitos fora daqui, mas, quando voltam, trabalham para enfraquecer lideranças que defendem os territórios de verdade.

Foi isso que apareceu quando Nikolas Ferreira veio ao Acre, a convite do senador Márcio Bittar, e disse que já conhecia o estado mais do que Marina Silva. Ele tentou atingir Marina, mas acabou enfraquecendo ainda mais o senador, que abriu o palanque para esse tipo de ataque. Porque quando um deputado de fora passa poucos dias no Acre e se sente autorizado a dizer que conhece esta terra mais do que uma mulher nascida no seringal, formada na luta social acreana e reconhecida no Brasil e no mundo pela defesa ambiental, ele não diminui Marina. Ele revela a arrogância de quem usa a Amazônia como palco.

Marina pode ser criticada, como qualquer liderança pública. O problema é transformar crítica em deboche contra uma história. Existe uma diferença profunda entre discordar de uma posição política e tentar apagar uma trajetória construída dentro da floresta. Quando isso acontece, o debate fica menor. E quem oferece palanque para esse tipo de ataque assume também o custo político da escolha.

Essa cena mostra uma disputa maior: quem tem o direito de falar sobre a Amazônia? Há quem chegue, grave vídeo, faça discurso, ataque lideranças da floresta e vá embora achando que entendeu tudo. Mas o Acre não se aprende em visita rápida. O rio não se compreende pela janela de caminhonete. A floresta não é cenário de campanha. Ela é casa, alimento, remédio, memória, água e futuro.

Nós não vivemos numa ilha. A luta socioambiental não pertence apenas aos povos indígenas. Quando se desmata uma cabeceira, quando se ameaça a Reserva Chico Mendes, quando se derrubam áreas de floresta que ajudam a sustentar os rios, a consequência chega também à cidade. Imaginem o Rio Acre secando de verdade, sem água suficiente para Rio Branco e para os municípios que dependem dele. Ninguém está preparado para isso com a seriedade necessária.

A ciência vem avisando. A nossa experiência também. O tempo da floresta mudou, os rios baixam, o calor aumenta, a fumaça volta e a situação hídrica se agrava. Mesmo assim, há setores que continuam defendendo mais desmatamento, inclusive em áreas que funcionam como reservatório natural da vida no Acre. Tratam a proteção ambiental como obstáculo, quando ela é condição básica para qualquer futuro.

A política indígena assusta porque coloca essa verdade na mesa. Ela pergunta desenvolvimento para quem, a que custo e por quanto tempo. Pergunta por que alguns grupos defendem interesses particulares como se fossem interesse do povo. Pergunta por que tantos têm medo de que os povos da floresta ocupem espaços de decisão e deixem de ser apenas mão de obra, símbolo de campanha ou assunto de discurso.

Nós não estamos no momento de dividir. Estamos no momento de falar sério. A seca não vai perguntar em quem cada pessoa votou. A falta de água não vai separar indígena, comerciante, trabalhador, empresário, criança, idoso, aldeia ou capital. Quando o colapso chegar, todos vão entender que proteger floresta, território indígena, reserva extrativista e rio era uma política de sobrevivência.

Por isso, candidatura indígena não é atraso. Atraso é uma cidade sem segurança hídrica. Atraso é destruir a floresta que protege a água. Atraso é votar contra direitos ambientais e depois dizer que defende a região. Atraso é usar mentira para convencer o povo de que seus verdadeiros defensores são inimigos.

A democracia brasileira precisa de mais presença indígena porque nós carregamos uma experiência que o Estado ignorou por tempo demais. Sabemos que território não é mercadoria comum. Sabemos que rio não é apenas recurso. Sabemos que floresta não é vazio. Sabemos que vida coletiva exige responsabilidade. Essa visão não substitui a ciência nem as instituições. Ela se soma a elas com a força de quem vive a realidade no corpo.

O medo de alguns grupos diante da nossa presença revela mais sobre eles do que sobre nós. Se uma candidatura indígena ameaça alguém, talvez ameace privilégios, negócios mal explicados, discursos vazios e a velha prática de falar sobre a Amazônia sem dividir a decisão com quem vive nela. Para a democracia, nossa presença não é ameaça. É correção de rota.

O Acre já pagou caro por ignorar suas vozes da floresta. Pagou com conflito, morte, abandono, seca, fumaça e desigualdade. Não podemos continuar tratando os povos indígenas como problema enquanto os verdadeiros problemas avançam sobre a terra, a água e a verdade. O que defendemos não é privilégio indígena. É o direito de todos a continuar vivendo.

A minha luta é para que nossa voz chegue aos espaços de decisão sem pedir licença a quem sempre nos quis calados. A presença indígena na política não divide o Acre. Ela obriga o Acre a se olhar com honestidade. Ela mostra que defender os povos da floresta é defender a água, a cidade, o clima, a comida, a memória e o futuro.

O que está em jogo não é apenas uma eleição. É saber se o Acre vai continuar servindo de palco para quem chega de fora e debocha da sua história, ou se vai abrir caminho para quem conhece esta terra pela responsabilidade de protegê-la. Eu escolho o segundo caminho. Nele, a presença indígena não é favor, não é concessão e não é ameaça. É necessidade democrática.

*Francisco Piyãko é liderança indígena do Povo Ashaninka, do Rio Amônia, de Marechal Thamaturgo, coordenador da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (Opirj), ex-secretário dos Povos Indígenas do governo do Acre e ex-assessor da presidência da Funai.

Pastor João Bosco morre após atropelamento em Cruzeiro do Sul

O pastor João Bosco Cordeiro da Silva, de 68 anos, morreu depois de ser atropelado na manhã de terça-feira, 2 de junho, na Avenida Coronel Mâncio Lima, no bairro Formoso, em Cruzeiro do Sul. Integrante da Igreja Pentecostal Unida do Brasil, ele caminhava às margens da via quando foi atingido por um carro branco que seguia no mesmo sentido.

O atropelamento foi registrado por câmeras de segurança. Após o impacto, João Bosco sofreu ferimentos graves e recebeu os primeiros socorros de uma equipe do Samu ainda no local. Em seguida, foi levado em estado gravíssimo ao Hospital do Juruá, onde permaneceu internado na UTI, mas não resistiu.

De acordo com relatos de familiares, o motorista se apresentou depois na delegacia acompanhado de um advogado. A família publicou uma nota de pesar nas redes sociais e pediu que o caso seja esclarecido. A morte do pastor provocou comoção entre parentes, amigos e membros da igreja, enquanto a Polícia Civil apura as circunstâncias do atropelamento e eventual responsabilidade do condutor.

Jorge Viana lidera corrida ao Senado no Acre e sai na frente em nova pesquisa do Paraná Pesquisas

Jorge Viana, do PT, apareceu na frente na disputa pelas duas vagas do Acre ao Senado em 2026, segundo pesquisa Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira, 3. No cenário estimulado, o ex-governador e ex-senador marcou 34,7% das intenções de voto, à frente de Gladson Cameli, do PP, com 32,6%, e de Márcio Bittar, do PL, com 29,9%. Os três estão em empate técnico por causa da margem de erro de 3,2 pontos percentuais, mas o levantamento coloca Jorge Viana numericamente na liderança.

A pesquisa mostra um cenário aberto, mas com um dado político que chamou atenção: Jorge Viana reaparece no topo de uma disputa majoritária no Acre e entra no debate de 2026 com um sinal de força eleitoral. Atrás dos três primeiros colocados aparecem Coronel Ulysses, com 21,9%; Mara Rocha, com 21,6%; Sérgio Petecão, com 13,9%; Jéssica Sales, com 11,3%; Eduardo Velloso, com 9%; e Júnior Feitosa, com 1,6%.

Como cada eleitor poderá votar em dois nomes para o Senado, a soma dos percentuais passa de 100%. O levantamento ouviu mil eleitores em 18 municípios do Acre entre os dias 31 de maio e 2 de junho. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número AC-01182/2026.

No comentário feito no Jornal da Manhã desta quarta-feira, Rogério Wenceslau tratou a liderança de Jorge Viana como a principal surpresa do levantamento. Para ele, o resultado muda o eixo inicial da disputa e recoloca o petista em posição central no tabuleiro político do Acre. A leitura é que, mesmo dentro do empate técnico, o fato de Jorge Viana aparecer na frente produz efeito político imediato, principalmente porque o cenário até aqui era de maior expectativa em torno dos nomes ligados à direita e ao grupo governista.

A dianteira de Jorge Viana também amplia o peso de sua possível candidatura num momento em que os partidos ainda fazem contas e ajustam estratégias para 2026. A pesquisa não define a eleição, mas entrega uma fotografia relevante do cenário atual e mostra que o petista largou à frente nesta rodada, com capital político para influenciar alianças, discursos e movimentos dos adversários.

No mesmo comentário, Wenceslau destacou ainda os números da corrida pelo governo do Acre, que também reforçam a antecipação da sucessão estadual. No cenário estimulado, Alan Rick aparece com 41,2%, Mailza Assis tem 24,4%, Tião Bocalom soma 16,1% e Thor Dantas registra 3,8%. A combinação dos dois quadros mostra que a disputa de 2026 já começou a ganhar forma no Estado.

Vale lembrar que Gladson Cameli ficou inelegível após ser condenado em 6 de maio de 2026 pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça a 25 anos e 9 meses de prisão, com perda do cargo, no processo que apurou corrupção, organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Cameli nega irregularidades e afirmou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Homem é preso em Rio Branco por descumprir medida protetiva da Lei Maria da Penha

Um homem identificado pelas iniciais J. M. S. de M. foi preso na segunda-feira, 1º de junho, em Rio Branco, após decisão judicial que decretou a prisão preventiva por descumprimento de medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha. A captura foi feita pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em uma área da zona rural da capital, a cerca de 140 quilômetros do centro.

A ordem foi expedida com base no artigo 24-A da Lei 11.340, que trata do descumprimento de medidas protetivas determinadas pela Justiça em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Depois da prisão, o suspeito foi levado para a unidade policial, onde passaram a ser adotados os procedimentos legais.

Além do caso que motivou o mandado, o homem também é investigado por importunação sexual. Segundo a Polícia Civil, ele permanece à disposição do Poder Judiciário.

O caso volta a expor a atuação das forças de segurança no cumprimento de ordens judiciais ligadas à proteção de mulheres em situação de violência. Canais oficiais de denúncia, como o 180 e o 190, seguem disponíveis para atendimento e acionamento imediato.

Alysson lidera diálogo com vereadores para alinhar ações da prefeitura em Rio Branco

O prefeito Alysson Bestene reuniu vereadores da base nesta terça-feira, em Rio Branco, para reforçar o diálogo entre a prefeitura e a Câmara e alinhar ações consideradas prioritárias para a capital. O encontro teve como foco a articulação entre Executivo e Legislativo para dar andamento a políticas públicas e responder com mais rapidez às demandas dos bairros.

Durante a reunião, Alysson defendeu a atuação conjunta entre os dois poderes e afirmou que o avanço dos projetos da gestão depende de parceria política e institucional. A conversa concentrou temas como infraestrutura, saúde pública e transporte coletivo, áreas que têm concentrado parte das principais cobranças da população.

A proposta da prefeitura foi consolidar uma agenda comum com os parlamentares da base, com prioridade para medidas que possam ter efeito mais imediato no atendimento à cidade. A avaliação no encontro foi a de que o alinhamento entre os poderes pode acelerar decisões administrativas e facilitar a execução de ações em diferentes regiões de Rio Branco.

O presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, disse que a aproximação entre prefeitura e vereadores é necessária para discutir soluções e destravar pautas de interesse público. Segundo ele, apesar da independência entre os poderes, há convergência em torno do objetivo de melhorar os serviços oferecidos à população.

O vereador Neném Almeida também reforçou a defesa do diálogo entre Executivo e Legislativo e afirmou que a sintonia entre as duas frentes beneficia diretamente os moradores. Ao final da reunião, a sinalização da gestão foi de manutenção da articulação política com a base para sustentar a agenda administrativa e ampliar a resposta da prefeitura nas áreas mais sensíveis.

Tarauacá abre editais da PNAB com R$ 329,5 mil para projetos culturais

A Prefeitura de Tarauacá abriu nesta segunda-feira, 1º de junho, os editais do ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc para financiar projetos culturais no município. Ao todo, são 40 oportunidades distribuídas entre as áreas de arte e patrimônio, iniciativas voltadas aos povos originários e apoio a artistas iniciantes, com investimento somado de R$ 329,56 mil.

O maior volume de recursos ficou concentrado no edital de arte e patrimônio, que vai selecionar 20 projetos com repasse de R$ 10.228 para cada proposta, totalizando R$ 204.560. O edital para artistas iniciantes prevê 10 projetos de R$ 6 mil cada, com R$ 60 mil reservados. Já a chamada voltada aos povos originários vai premiar 10 propostas com R$ 6,5 mil por iniciativa, num total de R$ 65 mil.

As inscrições seguem abertas até 12 de junho. Nos editais de arte e patrimônio e de iniciantes, o prazo termina às 13h. No edital dos povos originários, o encerramento está marcado para 23h59 do mesmo dia. A seleção faz parte da política federal de fomento à cultura instituída pela Lei Aldir Blanc e executada no município pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Inovação.

Além do recorte por área, os editais também trazem ações afirmativas. Nas chamadas de arte e patrimônio e de iniciantes, há reserva de 25% das vagas para pessoas negras e 5% para pessoas com deficiência. No edital dos povos originários, 60% das vagas foram destinadas à participação feminina.

A prefeitura afirmou que a abertura das seleções representa “um importante avanço para o setor cultural” e defendeu que os editais ampliam as condições para que artistas, grupos e coletivos desenvolvam projetos, movimentem renda e fortaleçam a produção cultural de Tarauacá.

Confira: Prefeitura de Tarauacá, anúncio do lançamento dos editais da PNAB ciclo 2 (Prefeitura Tarauacá);

PAA chega pela primeira vez à Resex Alto Tarauacá e beneficia 26 produtores em Jordão

O governo do Acre iniciou a primeira entrega do Programa de Aquisição de Alimentos na modalidade extrativista na Reserva Extrativista Alto Tarauacá, em Jordão, em uma ação que compra a produção local e redistribui os alimentos para moradores da própria região. A operação começou em 28 de maio e segue até 2 de junho, com atendimento direto a 26 produtores.

Os alimentos adquiridos estão sendo destinados a três comunidades e a uma creche do município, em uma medida que reforça a segurança alimentar e amplia a circulação da produção dentro do território. A ação reúne a Secretaria de Estado de Agricultura, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o ICMBio e a Secretaria Municipal de Educação de Jordão.

O foco da iniciativa está na valorização do extrativismo sustentável e no fortalecimento da renda das famílias que vivem da produção local. Ao garantir a compra com preço justo, o programa cria uma alternativa de comercialização para pequenos produtores e mantém os alimentos na própria comunidade.

A secretária de Estado de Agricultura, Temyllis Silva, afirmou que o PAA Extrativista foi estruturado para unir geração de renda e combate à insegurança alimentar. Segundo ela, a proposta é fazer com que o alimento produzido na reserva retorne para quem mais precisa.

Entre os beneficiados, o produtor extrativista Ruberval de Lima disse que a ação melhora a venda da produção e beneficia diretamente as famílias da região. Para ele, o programa fortalece o pequeno produtor e ajuda a manter os alimentos circulando na própria comunidade.