Cruzeiro do Sul mantém atendimento de saúde no feriado de Corpus Christi e no ponto facultativo

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul vai manter o atendimento em unidades estratégicas de saúde durante o feriado de Corpus Christi e no ponto facultativo da sexta-feira, para garantir assistência básica e a entrega de medicamentos à população durante o período de funcionamento reduzido dos serviços públicos.

Na quinta-feira, o atendimento será feito na Unidade de Saúde Francisco Souza dos Santos, o Posto do Agricultor, no bairro do Colégio, das 7h às 17h, e na Unidade de Saúde Manoel Rodrigues de Araújo, no bairro Canela Fina, das 7h às 12h. A Central Única de Medicamentos, na região central da cidade, também vai funcionar das 7h às 12h.

Na sexta-feira, os atendimentos estarão concentrados na Unidade de Saúde Dr. José Matheus dos Santos, no bairro Miritizal, e na Unidade Raimundo Celso Lima Verde, no bairro Remanso, ambas das 7h às 17h. A equipe da Unidade de Saúde Geovana Maria Freitas do Vale também prestará atendimento no estacionamento do Rio Crôa, das 7h às 12h. A Central Única de Medicamentos seguirá aberta no mesmo horário, das 7h às 12h.

A manutenção dos serviços tem como objetivo evitar a interrupção da assistência básica durante o feriado prolongado e assegurar que os moradores continuem com acesso a atendimento médico e medicamentos.

Prefeitura de Cruzeiro do Sul aplica 30 toneladas de asfalto em operação tapa-buracos nesta terça

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul mobilizou nesta terça-feira, 2 de junho, 30 toneladas de asfalto na Operação Tapa-Buracos, com frentes de trabalho nos bairros da Baixa e Cruzeirinho Novo. Além da recuperação das vias, as equipes também executaram roçagem, limpeza, retirada de entulho e troca de lâmpadas nas duas áreas.

A ação foi ampliada para outros pontos do município, com continuidade da drenagem na Rua Tavares de Lira, no bairro João Alves, melhorias no porto da região central para embarque e desembarque de cargas e serviços na zona rural, como a retirada de atoleiros no Ramal dos Carobas, na BR-307.

O presidente da Associação de Moradores do Bairro da Baixa, Carlos Costa, afirmou que a comunidade recebeu com rapidez as melhorias reivindicadas. Já o secretário municipal de Obras, Carlos Alves, disse que a prefeitura ampliou as frentes de serviço na área urbana e manteve as equipes também em atuação no interior do município.

Gladson Cameli apresenta embargos no STJ após condenação em ação da Operação Ptolomeu

A defesa de Gladson Cameli apresentou nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, embargos de declaração no Superior Tribunal de Justiça, no âmbito da Ação Penal nº 1.076/DF, processo ligado às investigações das operações Ptolomeu e Murano. A nova movimentação foi registrada no sistema processual da Corte como juntada da petição de embargos de declaração nº 556302/2026, protocolada no mesmo dia em nome de Gladson de Lima Cameli.

O recurso foi apresentado menos de um mês depois de a Corte Especial do STJ condenar o ex-governador do Acre a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Na mesma decisão, o tribunal fixou multa, indenização de R$ 11,7 milhões ao Estado do Acre e decretou a perda do cargo, embora Cameli já tivesse deixado o governo em abril para disputar as eleições deste ano.

Os embargos de declaração são usados quando a defesa ou a acusação entendem que a decisão judicial tem ponto omisso, contraditório, obscuro ou erro material. Na prática, o pedido leva o tribunal a revisar a própria decisão para esclarecer trechos do julgamento ou corrigir eventuais falhas formais. O recurso não reabre automaticamente toda a discussão do caso, mas pode alterar pontos específicos do acórdão, a depender do que for analisado pelos ministros.

A Ação Penal 1.076 teve origem na denúncia apresentada contra Gladson Cameli por suspeitas de liderança de um esquema de desvios de recursos públicos no Acre. Segundo a acusação, o grupo teria atuado a partir de 2019 com apoio de núcleos político, familiar e empresarial para fraudar contratos públicos e direcionar vantagens indevidas. O caso ganhou força no STJ no fim de 2023, quando a Corte manteve sob sua competência a apuração contra o então governador, e avançou em maio de 2024, com o recebimento formal da denúncia.

Ao longo da tramitação, o processo teve prorrogação de medidas cautelares, disputas sobre provas e um julgamento que começou em dezembro de 2025 e só foi concluído em 6 de maio deste ano. Na fase final, prevaleceu o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, que apontou a participação direta de Cameli no esquema e sustentou que houve fraude na contratação da Murano Construções para obras viárias e de edificações no estado.

A apresentação dos embargos marca agora uma nova etapa da defesa, já esperada depois de um julgamento dessa dimensão. O movimento não muda de imediato o resultado da condenação, mas mantém o caso em aberto no STJ e adia o encerramento completo dessa fase processual, enquanto a Corte decide se há pontos a esclarecer ou corrigir no acórdão.

O novo recurso também chega num momento de pressão ampliada para o ex-governador. Em maio, o STJ recebeu outra denúncia contra Cameli, desta vez relacionada a supostas irregularidades em obras da rodovia AC-405, em Cruzeiro do Sul, o que abriu mais uma ação penal contra ele na Corte.

Fábio Rueda diz que entrou na política por “propósito” e defende pontes em Brasília

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração 99,9 FM, em Cruzeiro do Sul, na manhã desta terça-feira, 2 de junho, o médico e pré-candidato a deputado federal Fábio Rueda disse que entrou na política por “propósito”, afirmou que o Acre precisa de articulação em Brasília e sustentou que a disputa eleitoral não pode virar “rivalidade de futebol” enquanto o estado segue dependente de recursos federais.

Ao explicar por que decidiu disputar espaço na política, Rueda puxou a própria trajetória na saúde. “Chico, é propósito”, disse, ao lembrar que chegou ao Acre em 2010 para atuar na implantação da linha de cuidado cardiovascular. Na entrevista, afirmou que, antes da estruturação do serviço, quem precisava de cirurgia cardíaca “precisava sair do estado”, mas que hoje “quem tem problema no coração trata dentro do Acre” e que esse atendimento “também já é entregue aqui em Cruzeiro do Sul”.

Rueda afirmou que a entrada na política não antecedeu o trabalho médico. “A política foi um convite”, disse, ao lembrar que a participação eleitoral veio depois de mais de uma década de atuação no estado. Em seguida, resumiu o que chama de motivação central da candidatura: “Como médico eu sempre servi e a política não é diferente. É uma outra forma de se servir.”

Na conversa com os apresentadores, o pré-candidato tentou afastar a ideia de que encara o mandato como projeto pessoal. Disse que a política precisa produzir resultado concreto e resumiu a visão do grupo do qual faz parte em uma frase direta: “A prática da boa política tem que ser exercida com responsabilidade, entendendo que ela tem que ser uma ferramenta de construção de soluções concretas com entrega à população, e não de projetos de poder individualistas.”

Rueda também falou longamente sobre o ambiente político e criticou a radicalização. Para ele, a polarização prejudica o estado e trava soluções. “O debate é sempre salutar, ninguém é dono da verdade absoluta”, afirmou. Na mesma resposta, reforçou que a política precisa ser encarada como dever público. “A gente não encara isso como oportunidade. A gente encara isso como obrigação.”

Ao tratar da relação com o governo federal, o médico defendeu pragmatismo e diálogo, mesmo entre adversários. “A gente tem que ser construtor de pontes”, disse. Na sequência, explicou o raciocínio: “O nosso estado, apesar das grandes potencialidades, ele é extremamente dependente de recursos federais.” Por isso, afirmou que, mesmo diante de divergências, quem ocupa função pública precisa dialogar com quem decide. “Se ele ocupa aquele espaço, eu preciso cobrar dele.”

O pré-candidato também usou a experiência no escritório de representação do Acre em Brasília para sustentar o discurso de articulação. Disse que a função da estrutura não é apenas burocrática, mas estratégica. “A vida não acontece lá em Brasília. A vida acontece no município”, afirmou, ao defender o acompanhamento de projetos e da tramitação de recursos até a chegada das ações na ponta. Segundo ele, esse trabalho ajudou a viabilizar investimentos em saúde, educação, segurança e infraestrutura.

Na área da saúde, Rueda disse que o Acre precisa reduzir a dependência de atendimento fora do estado com planejamento e formação de profissionais. “Isso é um projeto de vida. Isso não é apertando o botão e se fazer de um dia”, afirmou. Ao falar do SUS, adotou tom de defesa e cobrança ao mesmo tempo: “O sistema único de saúde, na teoria, ele é fantástico. Na prática, a grande dificuldade é fazer com que ele saia da teoria e vire realidade.”

No fim da entrevista, Rueda respondeu a críticas pelo fato de não ter nascido no Acre e afirmou que o vínculo com o estado foi construído na prática. “A gente não escolhe onde a gente nasce, a gente escolhe onde a gente vive”, disse. Em outra frase, tentou reforçar pertencimento: “Eu sou acreano de coração.” Para ele, a contestação sobre origem perde força diante do trabalho prestado e da decisão de seguir na política. “Entendo que é uma ferramenta de transformação social genuína”, afirmou.

Ao encerrar a participação, Rueda confirmou que está na disputa de 2026. “Realmente sou pré-candidato a deputado federal pelo nosso querido estado do Acre.”

Tião Bocalom apresenta proposta de governo e cumpre agenda política em Sena Madureira

O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, cumpre agenda em Sena Madureira nesta segunda-feira (1º), onde se reúne com empresários, amigos e lideranças locais para apresentar a proposta de governo “Produzir para Empregar”. A visita faz parte da série de compromissos políticos do pré-candidato pelos municípios acreanos e segue até terça-feira (2), com encontros voltados à apresentação de propostas e ao diálogo com diferentes setores da sociedade.

Ao longo do dia, Bocalom também participa de entrevistas em veículos de comunicação da cidade. Nas conversas, aborda temas ligados ao desenvolvimento econômico do estado, à geração de empregos e ao fortalecimento da produção rural, que aparecem como eixos centrais da proposta que tem apresentado durante a pré-campanha.

Durante os encontros com moradores e lideranças, o pré-candidato afirmou que a experiência acumulada na gestão pública, tanto no interior quanto na capital, serve de base para a formulação do plano de governo. Ele defendeu planejamento e eficiência na aplicação dos recursos públicos como pontos centrais para ampliar investimentos e melhorar os serviços oferecidos à população.

Bocalom também citou obras e ações de infraestrutura realizadas em administrações anteriores, com destaque para intervenções voltadas à modernização urbana e à implantação de tecnologias em áreas da gestão pública. Segundo ele, esse histórico reforça a capacidade de executar projetos com impacto social e estrutural.

A agenda em Sena Madureira continua nesta terça-feira (2), com novas reuniões e compromissos políticos voltados à divulgação das propostas e à ampliação do diálogo com representantes de segmentos locais.

Cruzeiro do Sul avança com obras para idosos, mobilidade e esportes radicais

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul vistoriou nesta segunda-feira, 1º de junho, três obras em andamento no município que concentram investimentos em assistência social, infraestrutura urbana e esporte. A agenda incluiu a reforma e ampliação do Centro de Convivência do Idoso, a pavimentação da comunidade Pentecostes e a construção da Praça de Esportes Radicais, em ações que a gestão municipal apresenta como parte do pacote de intervenções do período de verão.

No Centro de Convivência do Idoso, a obra recebe R$ 250 mil e prevê melhorias na estrutura usada para atividades de lazer, convivência e integração social. Um dos pontos centrais é a ampliação do salão de dança, demanda antiga dos frequentadores do espaço. Durante a reforma, os atendimentos foram transferidos para o Centro Multiuso, no bairro AABB, sem interrupção das atividades.

Na comunidade Pentecostes, a prefeitura executa 2,2 quilômetros de asfalto, além de drenagem e meio-fio, em uma frente de trabalho estimada em R$ 3 milhões. A previsão informada pela gestão é de conclusão em até 90 dias. A obra mira os trechos que costumam registrar dificuldades de tráfego no inverno e deve melhorar o deslocamento de moradores, o transporte escolar, o acesso a serviços públicos e o escoamento da produção agrícola.

A terceira vistoria foi feita no bairro Cinturão Verde, onde está em construção a Praça de Esportes Radicais. O espaço foi planejado para receber modalidades como paramotor, paratrike, aeromodelismo, grau e encontros automotivos. O investimento é de R$ 1,1 milhão, com recursos federais, e a proposta é transformar a área em um ponto de referência para práticas esportivas e lazer no Vale do Juruá.

Ao percorrer as três frentes, a gestão municipal reforçou que as obras têm impacto direto na rotina da cidade, com reflexos sobre mobilidade, convivência social e oferta de espaços públicos. A aposta da prefeitura é que a combinação entre infraestrutura urbana, atendimento à população idosa e incentivo ao esporte amplie a rede de serviços e reforce a estrutura de Cruzeiro do Sul em diferentes áreas.

ALEAC e Sistema OCB Acre assinam termo para ampliar cooperativismo no estado

A Assembleia Legislativa do Acre e o Sistema OCB Acre assinam na terça-feira, 2 de junho de 2026, às 9h, no plenário da ALEAC, em Rio Branco, um termo de cooperação técnica e institucional para fortalecer o cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento econômico e social no estado. A parceria prevê ações para ampliar a capacitação de cooperados, estimular a geração de emprego e renda e apoiar a inclusão produtiva em áreas urbanas e rurais.

O acordo une a ALEAC, a Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no estado em uma agenda voltada ao fortalecimento das cooperativas acreanas. Entre as medidas previstas estão programas, projetos e iniciativas para qualificação de gestores e lideranças, formação de cidadãos interessados no setor e disseminação da cultura cooperativista.

A cooperação também alcança comunidades tradicionais, povos indígenas e assentamentos rurais, com foco na inclusão produtiva e na criação de oportunidades de renda. Outro objetivo é ampliar a presença das cooperativas em políticas públicas e em contratações governamentais, em uma tentativa de abrir mais espaço para o setor na economia acreana.

O termo ainda prevê a realização de estudos, pesquisas, eventos e atividades educacionais, inclusive em escolas, para estimular o cooperativismo desde a formação básica. A proposta também inclui a elaboração de subsídios técnicos para aperfeiçoar a legislação e contribuir para novas políticas públicas voltadas ao segmento.

Para o presidente do Sistema OCB Acre, Valdemiro Rocha, a assinatura representa um avanço na articulação entre instituições em favor do setor. “A assinatura deste termo fortalece a união de esforços entre instituições que acreditam no cooperativismo como ferramenta de transformação social e desenvolvimento econômico. Nosso objetivo é ampliar oportunidades, gerar renda e fortalecer as cooperativas acreanas em todas as regiões do estado”, afirmou.

Além das ações conjuntas, o acordo prevê compartilhamento de conhecimento técnico, estrutura, informações e apoio institucional entre as entidades. A expectativa é ampliar a capacidade de execução de projetos voltados ao desenvolvimento local e à melhoria da qualidade de vida da população acreana.

A assinatura será realizada na sede da Assembleia Legislativa do Estado do Acre, em Rio Branco, na manhã de terça-feira.

Jorge Viana articula vinda de ministro de Lula ao Acre; 1,6 mil máquinas, veículos e equipamentos

Jorge Viana anunciou a vinda do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ao Acre na sexta-feira, 5 de junho, para o lançamento do Programa INOVA, iniciativa do governo federal voltada à redução das desigualdades regionais e ao fortalecimento da infraestrutura produtiva dos estados e municípios. O evento será realizado às 10h, na Superintendência Federal do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Rio Branco, e deve marcar a entrega de cerca de 1,6 mil máquinas, veículos e equipamentos para prefeituras, governo do Estado e entidades do setor produtivo.

A confirmação da agenda ocorreu em Brasília, durante encontro entre Jorge Viana e Waldez Góes. Na ocasião, o ministro informou que o Acre está entre os primeiros estados contemplados pela iniciativa, criada para ampliar a produtividade, incentivar o uso de tecnologia no campo e reforçar a capacidade operacional das gestões municipais.

Ao comentar a agenda, Jorge Viana atribuiu o avanço do programa à articulação entre o governo federal e a bancada acreana. Ele afirmou que a liberação dos equipamentos representa um esforço conjunto para atender os municípios e apoiar a produção local. “São mais de 1.600 equipamentos que chegam graças a uma parceria entre o Governo Federal e a bancada federal do Acre, que se uniu em torno de um objetivo comum”, disse.

Jorge também afirmou que a chegada do programa ao estado é resultado de uma mobilização política voltada à liberação de investimentos para áreas consideradas estratégicas. Segundo ele, a prioridade foi garantir estrutura para as prefeituras, melhorar as condições de trabalho no interior e abrir espaço para geração de emprego e renda.

Waldez Góes afirmou que o Programa INOVA foi estruturado por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para levar inovação, tecnologia e produtividade a estados e municípios. De acordo com o ministro, a proposta é facilitar o trabalho de quem atua no campo e de quem está à frente da gestão pública, com impacto direto sobre a produção e o desenvolvimento regional.

Os equipamentos previstos para o Acre devem ser usados no fortalecimento da infraestrutura produtiva dos municípios, no apoio às atividades agrícolas e na ampliação da capacidade de atendimento de órgãos públicos e entidades parceiras. A expectativa do governo federal é que a medida reforce a produção, melhore serviços e dê suporte a produtores, criadores e trabalhadores do estado.

O ato de lançamento em Rio Branco deverá reunir parlamentares da bancada federal, gestores públicos, representantes de associações e instituições beneficiadas pelo programa. Para Jorge Viana, a agenda simboliza uma convergência em torno de interesses comuns do Acre, com foco na estruturação dos municípios e no estímulo ao desenvolvimento regional.

Acre registra 21 focos de calor e lidera redução de queimadas no país em 2026

O Acre registrou 21 focos de calor entre janeiro e maio de 2026 e passou a liderar o ranking nacional de redução de queimadas no período. O dado coloca o estado com o menor número de ocorrências do país nos cinco primeiros meses do ano e representa queda de cerca de 58% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram contabilizados 51 focos.

Na comparação com outros estados da Amazônia Legal, o Acre aparece à frente de Rondônia, com 36 focos, e do Amazonas, com 128. Em volume absoluto, os maiores registros da região ficaram com Pará, com 1.607, Mato Grosso, com 1.550, e Tocantins, com 1.371.

A série histórica mostra oscilação baixa no estado nos últimos anos. Foram 56 focos em 2020, 45 em 2021, 66 em 2022, 17 em 2023, 32 em 2024, 51 em 2025 e 21 nos primeiros അഞ്ച് meses de 2026. O secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, afirmou que o resultado combina condições climáticas observadas no início do ano com ações de monitoramento e fiscalização, mas disse que o segundo semestre ainda exige atenção por causa do período mais crítico da estiagem.

Parte da estratégia do governo estadual está concentrada na Operação Amburana, iniciada em fevereiro e coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente em parceria com o Batalhão de Policiamento Ambiental, o Centro Integrado de Operações Aéreas e o Instituto de Meio Ambiente do Acre. A ação atua no combate ao desmatamento ilegal e na redução do risco de queimadas durante a seca.

Na primeira fase, a operação alcança 242 áreas com alertas de desmatamento distribuídas em cinco regionais do estado. Nos primeiros sete dias de trabalho, as equipes fiscalizaram 94 alertas, embargaram 684,6 hectares, apreenderam 24 metros cúbicos de madeira ilegal e aplicaram cerca de R$ 3,4 milhões em multas.

O planejamento para a estiagem também inclui a seleção de brigadistas comunitários para atuar em unidades de conservação estaduais. A formação é conduzida em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Acre. Neste ano, a política conta com investimento aproximado de R$ 2 milhões, com recursos do Programa REM Acre e apoio de parceiros.

Em 2025, a atuação das brigadas já havia sido associada à queda de 75% nos focos de calor no estado em relação ao ano anterior. Nas unidades de conservação, a redução ficou em cerca de 97,7% entre janeiro e outubro. Com esse resultado no início de 2026, o Acre tenta atravessar o período seco mantendo o menor patamar de queimadas do país.

Petecão diz que assinatura não muda texto da Câmara e defende debate no Senado sobre jornada 6×1

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração, na manhã desta segunda-feira, 1º de junho, o senador Sérgio Petecão afirmou que o apoio dele à abertura de discussão no Senado sobre a jornada de trabalho não significa adesão a uma mudança no texto já aprovado pela Câmara. Segundo o parlamentar, a intenção é permitir que a proposta seja debatida com mais profundidade antes de qualquer votação. “Não tem uma proposta fechada”, disse. “O que se fez foi nós apoiarmos esse pedido pra que a gente possa abrir um debate também no Senado. Não tem nada mais democrático que isso.”

Petecão reagiu à repercussão criada em torno da assinatura dele e disse que parte do noticiário tratou o tema como se o Senado já estivesse prestes a rever o conteúdo aprovado pelos deputados. Na versão do senador, não é isso que está posto agora. “Isso é fake news”, afirmou ao reforçar que “no Senado não mudamos nada” e que o objetivo é apenas abrir espaço para discussão. Na entrevista, ele repetiu que a proposta aprovada pela Câmara, com a mudança da escala 6×1 para 5×2, continua sendo a referência principal, mas sustentou que o Senado não pode abrir mão de ouvir outros setores antes de decidir.

Foi justamente nesse ponto que Petecão concentrou a explicação dele. Segundo o senador, a tramitação no Senado ainda depende de debate político e técnico, e a assinatura em apoio à discussão não representa voto antecipado nem texto alternativo sacramentado. “Lá no plenário é quem vota. Ou eu voto a favor ou eu voto contra. Todo mundo vai conhecer meu voto, o voto é aberto”, disse. Antes disso, afirmou, a ideia é ouvir trabalhadores, sindicatos, lideranças do movimento e empresários. “Nós vamos abrir agora para ouvir os sindicatos, ouvir as lideranças desse movimento e vamos ouvir também os empresários, tanto os pequenos, os médios e os grandes empresários.”

Na prática, a explicação de Petecão é a seguinte: a proposta que saiu da Câmara chega ao Senado e passa a ser discutida pelos senadores, que podem manter o texto, alterar pontos ou até ampliar o debate com outras sugestões. É nesse espaço que ele diz defender a abertura de conversa, sem fechar posição de saída. Por isso, o senador insiste que a assinatura dele não deve ser lida como recuo em relação ao texto da Câmara nem como apoio automático a uma flexibilização maior. “A proposta que foi apresentada na Câmara eu acho que é uma proposta interessante”, afirmou. “Sou a favor da proposta da Câmara, mas não impede que eu possa ouvir outros companheiros aqui no Senado.”

Ao longo da entrevista, Petecão tentou se colocar no meio do embate entre trabalhadores e empregadores. Disse que a preocupação principal dele é com a preservação dos direitos de quem trabalha, mas acrescentou que o impacto sobre as empresas, principalmente as menores, precisa entrar na conta. “Eu me preocupo com o empresário, não vou mentir pra você, como também me preocupo com o trabalhador”, afirmou. “Esse debate é muito complexo.” Em outro trecho, resumiu a posição dele com mais franqueza: “Eu tenho que ver o que é melhor para o país.”

Questionado sobre o temor de perda de direitos como férias, décimo terceiro e FGTS, o senador disse que não vê risco imediato nesse ponto, mas reconheceu que essa será uma das frentes mais sensíveis da discussão. “Eu não vejo isso. Eu acho que tudo tem que ter diálogo”, declarou. Para ele, o desafio do Senado será construir uma saída que preserve o trabalhador sem empurrar empresas para demissões. “O nosso grande desafio é que nós possamos estar cuidando do nosso trabalhador, criando condições melhores pra ele, mas também não podemos tratar o empresário achando que o empresário é bandido.”

Petecão levou essa preocupação para exemplos do dia a dia e citou o caso de pequenos negócios que funcionam com escala apertada. Na visão dele, uma mudança brusca na jornada pode exigir novas contratações e elevar custos num ritmo que parte do mercado talvez não consiga suportar. “Se vai diminuir os dias de trabalho, ele vai ter que contratar mais”, disse. “Vamos dizer um cara do restaurante, que trabalha a semana toda. Aí, quando for sábado e domingo, ele vai fechar? Se ele fechar sábado e domingo, ele vai quebrar.” A partir dessa leitura, ele passou a defender que o debate sobre a jornada venha acompanhado de alguma discussão sobre contrapartidas do governo para setores mais atingidos.

O senador também reclamou da politização da pauta e afirmou que a discussão corre o risco de ser contaminada pelo ambiente eleitoral. “Eu não posso só por conta dos votos politizar esse debate. Não pode ser politizado”, disse. “Hoje não tem um abençoado que não faça o movimento se não for pensando em voto.” Na avaliação dele, esse tipo de disputa esvazia a discussão central, que deveria estar voltada para a relação entre trabalhador, empregador e mercado de trabalho.

Ainda durante a entrevista, Petecão contou que foi cobrado por eleitores e por empresários depois que a assinatura dele se tornou pública. Disse ter ouvido dúvidas de quem teme aumento de custo para manter funcionários e também de quem receia perda de direitos. Esse choque de interesses, segundo ele, explica por que o Senado precisa tratar o tema com cuidado. “Só tem uma forma de saber: é sentar numa cadeira com muita responsabilidade”, afirmou. “Eu não posso defender uma proposta porque isso aqui me dá mais voto. Eu tenho que ver o que é melhor para o país.”

Ao fim, Petecão tentou resumir a mensagem que quis passar: o Senado ainda não deu a palavra final sobre a jornada 6×1, a proposta da Câmara segue no centro do debate e a assinatura dele teve o objetivo de abrir a discussão, não de substituir o texto por outra saída já acertada. “Vamos abrir um debate pra que, se Deus quiser, nós possamos sair com consciência”, afirmou. “Não tem nada disso de que nós já mudamos alguma coisa.”