Expoacre 2026: R$ 22 milhões, três institutos e as conexões com Mailza Cameli

O pastor Reginaldo Ferreira da Silva não aparece atualmente como presidente do Instituto Vida Plena, mas seu nome atravessa a ponte mais curta entre uma das entidades escolhidas para executar a Expoacre Rio Branco 2026 e a governadora Mailza Assis Cameli. Ex-assessor da então senadora, antigo dirigente da Associação dos Ministros do Evangelho do Acre e atual secretário adjunto de Governo, Reginaldo integra o círculo político, administrativo e religioso que se formou ao redor do instituto destinado a receber até R$ 9,987 milhões para cuidar dos shows, do entretenimento e das atividades tradicionais da maior feira do estado. Mas suas história carrega laços fortes e estreitos entre Mailza e o Instituto Vida Plena. 

A contratação direta foi publicada em 16 de julho, depois de a Casa Civil declarar deserto um chamamento público para a realização integral do evento, marcado para ocorrer de 1º a 9 de agosto, no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco.

A decisão repartiu a Expoacre entre três organizações da sociedade civil. O Instituto Novo Amanhã ficou com o eixo de infraestrutura, logística e operação da arena, estimado em R$ 8,106 milhões. O Instituto Vida Plena recebeu o eixo artístico, de entretenimento e das atividades tradicionais, por R$ 9,987 milhões. O Instituto Bem-Estar assumiu segurança, apoio logístico e comunicação social, por R$ 3,907 milhões. Juntas, as dispensas alcançam exatamente R$ 22 milhões, valor superior aos R$ 20 milhões previstos no chamamento original para uma única entidade executar toda a feira.

A mudança aconteceu em um intervalo apertado. O edital foi publicado em 16 de junho e abriu prazo para entrega de propostas até 13 de julho. Três dias depois, a comissão declarou que “não houve o recebimento de qualquer proposta no prazo estabelecido”. Na mesma edição do Diário Oficial, a Casa Civil apresentou as três dispensas, apoiada na proximidade da Expoacre e na necessidade de evitar riscos à realização do evento. A feira começaria apenas 16 dias depois daquela publicação.

Esse ponto chegou ao Tribunal de Contas do Estado do Acre pelas mãos da Associação Rede Ativa. Presidida por Adeneuton Pinheiro Martins, a entidade sustenta ter entregue sua documentação no gabinete do secretário da Casa Civil em 26 de junho, dentro do prazo, com comprovante de recebimento. O plano de trabalho submetido pela associação propunha executar a Expoacre inteira por R$ 19.360.765, abaixo do teto previsto no edital, reunindo shows nacionais e locais, rodeio, cavalgada, estruturas temporárias, segurança, comunicação, logística e operação dos espaços.

Em 17 de julho, a Rede Ativa encaminhou à Ouvidoria do TCE uma denúncia acompanhada de 19 anexos, entre eles a representação com pedido de medida cautelar, o plano de trabalho, certidões, estatuto, ata, documentos da diretoria e declarações de capacidade técnica. A entidade pediu a suspensão da declaração de certame deserto e das três dispensas ou, de forma alternativa, o bloqueio de assinaturas e pagamentos até a fiscalização do processo.

A existência da representação não transforma a denúncia em irregularidade comprovada. O TCE ainda precisa confrontar o comprovante apresentado pela associação com os registros do protocolo geral, a movimentação interna da Casa Civil, a ata da comissão e os documentos usados para declarar que nenhuma proposta havia chegado. A resposta definirá se houve falha administrativa no caminho percorrido pelos envelopes ou se a entrega ocorreu fora do local e das condições exigidas pelo edital. Até essa verificação, a acusação pertence à entidade que se considera retirada da disputa, não a uma decisão do órgão de controle.

Instituto Vida Plena

Enquanto essa discussão corre contra o calendário da feira, o cruzamento de cadastros, atos oficiais, pagamentos públicos, registros do Senado e agendas políticas feito pelo Grupo Integração colocou o Instituto Vida Plena no centro da relação com o entorno de Mailza. O CNPJ, aberto em 2003, tem Roniere Ferreira Xavier como presidente cadastral desde janeiro de 2024. Entre 2024 e 16 de julho de 2026, o governo estadual registrou R$ 7.713.527,22 empenhados e liquidados e R$ 7.043.036,30 pagos à entidade. Os projetos passaram por educação, assistência social, esporte, qualificação, internet comunitária, educação ambiental e festivais culturais.

O salto previsto para a Expoacre é expressivo. Sozinho, o eixo de R$ 9,987 milhões supera todo o valor pago pelo estado ao instituto no período pesquisado. A diferença de escala importa porque contratar artistas nacionais, operar shows para milhares de pessoas, organizar rodeio, cavalgada e atividades tradicionais exige estrutura financeira, equipe especializada, contratos, pesquisa de preços, logística e capacidade de enfrentar imprevistos em poucos dias.

A identidade pública do Vida Plena também passa pela fé cristã. O instituto promoveu o Gospel Day e o Holy Fire, encontro realizado em janeiro de 2026 diante do Palácio Rio Branco, reunindo músicos e participantes de diferentes igrejas. 

Roniere já havia assinado uma parceria diretamente ligada à estrutura comandada por Mailza. Em outubro de 2024, quando ela acumulava a Vice-Governadoria com a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, o presidente do Vida Plena firmou termo de fomento de R$ 20 mil para o projeto Lenços do Amor. O valor é pequeno diante dos quase R$ 10 milhões reservados agora, mas registra uma relação administrativa anterior entre a gestão de Mailza e o instituto. 

O elo mais sensível passa por Reginaldo Ferreira da Silva. O Portal da Transparência do Senado registrou o pastor como assistente parlamentar AP-11 no escritório de Mailza em 2019 e 2020. Os atos de pessoal colocam sua nomeação em junho de 2019 e sua exoneração em agosto de 2021. Uma prestação da cota parlamentar inclui Reginaldo entre os passageiros de um voo fretado com a então senadora. No mesmo período, ele foi identificado publicamente como diretor executivo da Ameacre.

Em 22 de abril de 2026, vinte dias depois de assumir definitivamente o governo do Acre, Mailza nomeou Reginaldo para o cargo de secretário adjunto da Secretaria de Estado de Governo. Ele deixou o gabinete parlamentar de Brasília e reapareceu no núcleo político do Palácio Rio Branco. Sua presença no governo atual não é lateral: a Segov atua na articulação institucional e política da administração estadual.

Reginaldo não consta como presidente formal do Vida Plena. Essa função pertence a Roniere. Mas, em entrevista ao jornalista Evandro Cordeiro, Reginaldo é apresentado como líder e porta-voz da entidade. “Hoje eu tenho o prazer de, eventualmente, esporadicamente, quando solicitado, prestar alguma consultoria, alguma orientação à vice-governadora Mailza, uma pessoa extraordinária. Uma pessoa que, inclusive, me inspirou muito nessa questão filantrópica”, disse à época. Sobre o Instituto, Reginaldo deixa claro sua relação: “Eu sou uma pessoa que coopera, que contribui, que dispõe da minha experiência e da minha sensibilidade social para servir à comunidade através do Instituto Vida Plena”.

O caminho, portanto, é documentado em etapas: Reginaldo trabalhou no gabinete de Mailza no Senado, ocupou cargo de direção na Ameacre, voltou ao governo pelas mãos da atual governadora e aparece publicamente associado à liderança do Instituto Vida Plena. A Ameacre, por sua vez, já participou da definição da programação religiosa da Expoacre. Agora, o Vida Plena foi escolhido sem disputa para administrar o eixo artístico e tradicional da edição de 2026.

Reginaldo Ferreira e ação da Igreja Ministério Internacional Vida Plena

Essa sequência comprova convivência política, administrativa e religiosa. Não comprova que Mailza tenha escolhido pessoalmente o instituto, que Reginaldo tenha interferido na dispensa ou que qualquer recurso tenha sido desviado. Outra semelhança é no endereço do Instituto Vida Plena, que é o mesmo da Igreja Ministério Internacional Vida Plena, da qual Reginaldo Ferreira da Silva é o Presidente.

Instituto Bem-Estar

No Instituto Bem-Estar, a conexão é mais partidária do que religiosa. A entidade, antes chamada Instituto Calegário, tem Kariny Lins Malveira como presidente cadastral e recebeu R$ 8.525.947,84 do governo estadual entre 2020 e 2025. Sua trajetória guarda forte proximidade com o deputado estadual Fagner Calegário, responsável por iniciativas legislativas e emendas ligadas aos projetos da organização. Para a Expoacre, o instituto recebeu a previsão de R$ 3,907 milhões para segurança, comunicação e apoio logístico.

Pastor Reginaldo com Bruno Moraes, vereador e parceiro político do deputado estadual Calegário

Uma diretoria registrada para o mandato de 2021 a 2024 incluía Bruno Moraes Cardoso como tesoureiro e Aldeneide Batista de Lima no conselho fiscal. Bruno foi eleito vereador de Rio Branco pelo Progressistas, partido de Mailza, e participou de agendas partidárias com a governadora. Aldeneide foi nomeada por Mailza, em julho de 2026, para comandar o Instituto de Meio Ambiente do Acre. A presença deles na antiga composição retrata uma rede política em torno da trajetória da entidade, mas não prova participação na dispensa da Expoacre. E é importante reforçar que o grupo do deputado Calegário está de corpo e alma também no projeto de reeleição de Mailza para o governo. 

Instituto Novo Amanhã

O Instituto Novo Amanhã oferece um quadro diferente. Nenhuma ligação nominal entre Mailza, sua rede religiosa e a atual presidente Deania Marques da Silva Xavier foi comprovada. A antiga dirigente localizada nos cadastros também não aparece na equipe parlamentar, no governo ou nas agendas religiosas ligadas à governadora. O ponto de atenção está na mudança recente de comando e no tamanho do contrato. Deania entrou no cadastro em 20 de abril de 2026. O primeiro empenho estadual localizado veio em 9 de junho, cerca de 50 dias depois. Até 16 de julho, o instituto havia recebido R$ 2,225 milhões do estado. Agora, poderá administrar R$ 8,106 milhões apenas no eixo de infraestrutura, 3,64 vezes todo o montante já pago ao CNPJ no período pesquisado.

Os três institutos já acumulavam R$ 17.793.984,14 em pagamentos estaduais antes das dispensas da Expoacre. O Bem-Estar responde pela maior parcela, com R$ 8,525 milhões; o Vida Plena recebeu R$ 7,043 milhões; e o Novo Amanhã, R$ 2,225 milhões. Os R$ 22 milhões publicados para a feira são estimativas das novas parcerias, não pagamentos confirmados. 

A Expoacre movimenta produtores, trabalhadores, comerciantes, artistas, criadores de animais e famílias que atravessam Rio Branco para entrar no Parque Wildy Viana. Em 2026, porém, a festa chega cercada por uma questão que ultrapassa os portões da feira. O governo de Mailza precisa demonstrar que a urgência não substituiu a competição, que as relações políticas não conduziram as escolhas e que os R$ 22 milhões chegarão aos serviços anunciados por preços compatíveis.

O pastor Reginaldo Ferreira não encerra essa história. Ele personifica a pergunta que atravessa o caso: até onde termina a convivência legítima entre governo, partido, igrejas e organizações sociais, e onde começa a obrigação de erguer barreiras claras entre proximidade política e decisão administrativa? A resposta não virá de sobrenomes, fotografias ou agendas religiosas. Virá dos protocolos da Casa Civil, dos planos de trabalho, das contas bancárias, dos contratos com fornecedores e da fiscalização do Tribunal de Contas.

Chico Melo e Rogério Wenceslau denunciam ameaça de prisão arbitrária 

Os jornalistas Rogério Wenceslau e Chico Melo denunciaram, durante o Jornal da Manhã desta sexta-feira, 17 de julho, terem sido ameaçados de prisão por uma pessoa ligada ao alto escalão do Governo do Acre. A acusação foi feita ao vivo, nos estúdios da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, depois de semanas de confronto público entre os comunicadores e integrantes do grupo político da governadora Mailza Cameli. Os dois afirmaram que a tentativa de intimidação estaria relacionada às reportagens e aos comentários sobre gastos públicos, relações políticas e contratos do governo estadual.

Rogério Wenceslau foi o primeiro a tratar diretamente da ameaça. Analista político e integrante da bancada conduzida por Chico Melo, ele afirmou que uma pessoa do alto escalão teria dito, durante uma reunião fechada, que mandaria prender os profissionais do Jornal da Manhã. Wenceslau também acusou o interlocutor, sem revelar o nome, de afirmar que teria controle sobre a Polícia Civil e de manter delegado atuando como segurança particular. 

Diante do microfone, Rogério transformou o estúdio em endereço público. Disse que trabalha na Rádio Integração de segunda a sexta-feira, das 7h às 9h, e que qualquer autoridade interessada em encontrá-lo saberia onde procurar. “Esse é o meu endereço. Não vou dar o endereço da minha casa, porque não interessa, mas aqui é o nosso local de trabalho”, afirmou. A frase colocou a denúncia no terreno concreto de quem não teme a intimidação e não se esconde.

Chico Melo assumiu a palavra em seguida. Apresentador do Jornal da Manhã e diretor do Grupo Integração, ele respondeu em nome da emissora e elevou o tom contra qualquer tentativa de intimidação e o uso de instituições públicas para resolver disputas políticas ou pessoais. “Antes de mandar prender, cuidado para não ser preso. O que vale para sorrir vale para chorar”, declarou. Chico afirmou que a Polícia Civil pertence ao Estado e não pode ser tratada como propriedade particular de autoridades ou grupos políticos.

A direção do Grupo Integração começou a reunir mensagens, relatos e outros materiais para encaminhar uma denúncia às autoridades. Chico contou que recebeu recados pelo telefone e pelas redes sociais e que Rogério Wenceslau também teria sido procurado. O objetivo, afirmou, é tornar públicas as pressões que estariam sendo feitas contra os jornalistas e impedir que o caso permaneça restrito aos bastidores do poder.

A tensão cresceu depois que uma publicação de 24 de junho informou que advogados do Estado, com orientação do chefe do gabinete Madson Cameli e da governadora Mailza Cameli, preparavam uma ação judicial contra Chico Melo e Rogério Wenceslau. No encerramento do programa desta sexta-feira, Chico e Rogério voltaram a cobrar as provas da suposta tentativa de extorsão. Os dois lembraram que haviam estabelecido um prazo público de 15 dias para que fossem apresentados registros, mensagens, gravações ou qualquer elemento capaz de sustentar a acusação. “Se divulgar dados e fatos foi isso, eu não sei mais o que é jornalismo”, declarou Chico. A negativa dos jornalistas foi direta: eles afirmaram que não pediram dinheiro para interromper a cobertura e que as publicações fazem parte do trabalho de fiscalização da imprensa.

No centro da disputa também estão os gastos da Expoacre Juruá 2026. O Integração Net publicou uma apuração sobre o Termo de Colaboração CC/SECC nº 01/2026, firmado entre a Casa Civil e a Associação Transformar. O plano destinou R$ 15,8 milhões à organização da feira, incluindo contratação de artistas, transporte aéreo, montagem de estruturas, segurança, divulgação, alimentação e despesas administrativas.

A Associação Transformar declarou no plano de trabalho possuir duas salas, um banheiro, dois computadores e um telefone celular. A equipe permanente era formada por presidente, secretária e tesoureiro. Essa estrutura reduzida passou a ser usada pelos jornalistas como ponto de cobrança sobre a capacidade da entidade para administrar um orçamento milionário. Eles também levantaram suspeitas sobre a proximidade política da associação com integrantes do grupo de Mailza Cameli. 

O confronto deixou de ser apenas entre governo e imprensa, agora ganha contornos de ameaças graves de prisão e de uso político da estrutura do Estado contra jornalistas.

TCE suspende pagamentos de contrato de R$ 9,5 milhões da Seict após identificar indícios de irregularidades

Tribunal aponta possível direcionamento, falhas na pesquisa de preços e pagamento de R$ 6,4 milhões por sistema que ainda não estava disponível para uso

O Tribunal de Contas do Estado do Acre suspendeu os pagamentos pendentes de um contrato de R$ 9,56 milhões firmado pela Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, do governo de Gladson/Mailza Cameli, para o fornecimento do Sistema de Compras Governamentais do Acre.

A medida cautelar foi aprovada por unanimidade pelo Pleno do TCE-AC nesta quinta-feira, 16, durante análise de uma inspeção aberta para verificar a regularidade do Pregão Eletrônico nº 570/2025 e da execução do Contrato nº 05/2026.

A decisão também suspendeu a validade da Ata de Registro de Preços nº 01/2026 até o julgamento definitivo do processo. O voto foi apresentado pela conselheira-substituta Maria de Jesus Carvalho de Souza e acompanhado pelos conselheiros Ronald Polanco, Jorge Malheiro, Naluh Gouveia e Mário Sérgio Neri.

O contrato, no valor total de R$ 9.561.524,50, previa o fornecimento de módulos integrados para o sistema estadual de compras públicas, além de suporte, manutenção e outros serviços especializados em tecnologia da informação.

Segundo o relatório técnico, a inspeção encontrou indícios de irregularidades desde a preparação da licitação até a execução do contrato.

Entre os pontos levantados estão possíveis restrições à competitividade, indícios de direcionamento, falhas na pesquisa de preços, possível simulação de concorrência entre empresas participantes e ausência de provas suficientes de que a solução tecnológica havia sido efetivamente entregue.

R$ 6,4 milhões pagos

Durante uma diligência realizada na sede da Seict, os técnicos do Tribunal constataram que mais de R$ 6,4 milhões já haviam sido pagos, o equivalente a aproximadamente 70% do valor contratado.

Apesar dos pagamentos, o sistema não estava disponível para utilização pela própria secretaria no momento da fiscalização. Para a equipe técnica, a situação indica a possibilidade de pagamento sem a correspondente entrega do objeto contratado.

A relatora considerou que a continuidade dos desembolsos poderia aumentar um eventual prejuízo aos cofres públicos e determinou a suspensão imediata dos pagamentos ainda pendentes.

A cautelar não representa uma decisão definitiva sobre a responsabilidade dos envolvidos. Os agentes públicos e representantes das empresas citados no processo terão prazo de 15 dias para apresentar defesa.

O atual secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia também foi incluído no rol de responsáveis. O TCE decidiu ainda comunicar os fatos ao Ministério Público do Acre para conhecimento e eventual adoção de providências.

Adesões do Deracre e da Prefeitura

A Ata de Registro de Preços vinculada à contratação também foi utilizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre e pela Secretaria Municipal de Gestão Administrativa de Rio Branco.

Com a decisão, o Deracre e a Prefeitura de Rio Branco deverão suspender atos de execução e pagamentos relacionados aos contratos originados da ata. O descumprimento poderá resultar em responsabilização solidária dos gestores.

Seict movimentou R$ 170 milhões desde 2022

A suspensão do contrato ocorre enquanto o Grupo Integração realiza um levantamento sobre os pagamentos executados pela Seict nos últimos anos.

A pesquisa identificou cerca de R$ 170,4 milhões pagos pela secretaria entre 2022 e julho de 2026. Desse total, aproximadamente R$ 76,1 milhões estavam relacionados à promoção comercial e à realização de eventos, incluindo Expoacre, Expoacre Juruá, feiras, festivais, festas públicas, shows nacionais e outras programações financiadas pelo governo estadual.