A Prefeitura de Rio Branco e a Polícia Civil do Acre assinaram nesta terça-feira, 4 de agosto, um termo de cooperação técnica para integrar o sistema municipal de videomonitoramento às investigações criminais e às buscas por pessoas desaparecidas na capital. O acordo amplia as ações do programa Rio Branco Mais Segura, que mantém 450 câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade.
A parceria prevê o compartilhamento de dados e imagens entre o município e a Polícia Civil. O material poderá ser usado para identificar suspeitos, esclarecer crimes, acompanhar ocorrências e reduzir o tempo de resposta em casos de desaparecimento.
O sistema de videomonitoramento já auxiliou na realização de 57 prisões, de acordo com dados apresentados durante a assinatura do acordo. O prefeito Alysson Bestene afirmou que a integração vai ampliar o apoio tecnológico oferecido às forças de segurança.
“Temos investido em tecnologia e inovação para colaborar com a segurança pública. Agora, com essa cooperação técnica, vamos fortalecer ainda mais o trabalho de investigação e ampliar o apoio na busca por pessoas desaparecidas”, disse o prefeito.
O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, afirmou que o acesso mais rápido às informações poderá aumentar as chances de localização de desaparecidos e oferecer respostas em menos tempo às famílias.
“Vamos atuar em conjunto para fortalecer as ações de busca por pessoas desaparecidas, oferecendo uma resposta mais eficiente às famílias que enfrentam esse tipo de situação”, declarou.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação, Coronel Bino, disse que o compartilhamento de tecnologias e bancos de dados também poderá ajudar em investigações que envolvam outros estados e regiões de fronteira.
O termo com a Polícia Civil é o segundo acordo firmado pela Prefeitura de Rio Branco na área de segurança pública em 2026. Em 31 de março, o município assinou uma cooperação com a Polícia Federal para o uso de tecnologia de reconhecimento facial.
O deputado federal Roberto Duarte (Republicanos-AC) pediu à Superintendência da Polícia Federal no Acre que entre na investigação do ataque ao jornalista Chico Melo, em Cruzeiro do Sul. Para o parlamentar, a Polícia Civil não reúne condições para conduzir o inquérito com exclusividade porque a própria corporação aparece nos relatos de intimidação feitos pelos jornalistas antes da agressão. O pedido foi protocolado por meio do Ofício nº 0040/2026.
A questão central levantada por Duarte não está apenas na violência sofrida por Chico Melo, mas no ambiente político que antecedeu o ataque. Em 17 de julho, cinco dias antes da invasão à casa do jornalista, Chico e Rogério Wenceslau relataram publicamente, no programa Jornal da Manhã, da Rádio Integração, ameaças de prisão atribuídas a integrantes do alto escalão do Governo do Acre.
As ameaças teriam surgido depois que os dois jornalistas divulgaram suspeitas de desvios na aplicação de recursos públicos destinados à Expoacre. O caso provocou notas de repúdio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre e da Federação Nacional dos Jornalistas.
Roberto Duarte também levou à Polícia Federal o relato de que Madson Cameli, esposo da governadora Mailza Cameli, teria feito ameaças aos jornalistas e mencionado influência junto ao comando da Polícia Civil. A acusação depende de investigação e prova, mas, para o deputado, impede que a corporação estadual permaneça como única responsável pelo caso.
“A mesma instituição apontada como instrumento da intimidação é a que hoje conduz, com exclusividade, o inquérito instaurado para apurar o ataque”, afirmou Duarte no documento encaminhado à Polícia Federal.
O parlamentar sustenta que o problema ultrapassa a capacidade técnica dos delegados, agentes e peritos. A crise está na falta de distância institucional. A Polícia Civil é subordinada ao governo estadual, enquanto pessoas ligadas ao núcleo político do governo aparecem nos relatos apresentados pelos jornalistas.
Nesse cenário, Duarte considera que a investigação exclusiva da Polícia Civil nasce comprometida por suspeitas de interferência, limitação das apurações e eventual abafamento de linhas que possam alcançar integrantes do poder estadual. “A condução da apuração exclusivamente pela Polícia Civil do Acre compromete a isenção, a credibilidade e a eficácia da investigação”, escreveu.
O deputado também chama atenção para o fato de que a abertura do inquérito foi comunicada em nota oficial do próprio Governo do Estado. Para ele, a circunstância aumenta a necessidade de uma força externa, com autonomia administrativa e política, capaz de investigar tanto os executores do ataque quanto possíveis mandantes e interesses envolvidos.
A entrada da Polícia Federal, na avaliação de Duarte, permitiria separar a investigação da estrutura citada pelos jornalistas e afastaria a suspeita de que o caso possa ser controlado dentro do aparato estadual. Sem essa medida, qualquer resultado produzido pela Polícia Civil continuará sob questionamento público.
O parlamentar relaciona ainda o episódio ao processo eleitoral de 2026. Jornalistas ameaçados após fiscalizarem gastos públicos, em plena disputa política, não representam apenas um caso de violência individual. O ataque atinge o direito da população acreana de conhecer denúncias sobre dinheiro público e acompanha uma tentativa de impor medo a profissionais responsáveis pela fiscalização do governo.
Duarte argumenta que a Polícia Federal também possui atribuições de polícia judiciária eleitoral. Para ele, uma possível perseguição contra jornalistas durante o período eleitoral pode afetar a liberdade de informação e a normalidade do debate político no Acre.
O pedido não atribui culpa definitiva a qualquer pessoa. A cobrança do deputado é por uma investigação fora da estrutura estadual citada nas denúncias. O ponto levantado por Roberto Duarte é direto: uma instituição mencionada em relatos de intimidação não pode investigar sozinha um crime cometido contra quem fez as acusações.
Jornalista Chico Melo relata invasão, agressões e ameaça de morte dentro de casa em Cruzeiro do Sul
O jornalista e diretor da Rádio Integração FM, Chico Melo, afirmou que homens armados invadiram sua casa durante a madrugada desta quarta-feira, 22 de julho, em Cruzeiro do Sul, quebraram uma janela, entraram no quarto e o agrediram enquanto procuravam documentos e o telefone celular. Ferido na cabeça e com hematomas pelo corpo, ele recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento e relatou o ataque horas depois, durante o Jornal da Manhã.
“Eles quebraram a janela, entraram no meu quarto e começaram a procurar uma pasta, documentos e o meu telefone”, afirmou Chico. Segundo o jornalista, a ação não tinha características de um roubo comum porque dinheiro e bens de valor não foram levados. “Não estavam procurando dinheiro nem objetos de valor. Estavam claramente procurando documentos.”
Chico contou que dormia com a luz apagada quando percebeu a entrada dos invasores. Um deles usava uma lanterna, tinha porte físico maior e calçava coturno. Outros dois homens participavam da ação. O jornalista disse que o grupo se comunicava de forma organizada e parecia ter conhecimento sobre o que buscava dentro da residência.
“A forma como um deles me colocou no chão, me imobilizou e manuseava a arma demonstra que eram pessoas preparadas”, declarou. Durante a agressão, Chico sangrou na região da cabeça e teve dificuldade para enxergar porque o sangue atingiu seus olhos. Ele tentou limpar o rosto com roupas que estavam próximas à cama.
O momento de maior tensão ocorreu quando um dos homens o colocou de frente para a parede e encostou uma arma em sua cabeça. “Um deles me virou para a parede e colocou a arma na minha cabeça. Enquanto um dizia ‘vamos matar’, o outro respondia: ‘não viemos aqui para isso’”, relatou.
Chico afirmou que os invasores abriram o guarda-roupa, vasculharam o quarto, foram até a garagem e procuraram materiais dentro do carro. A pasta exigida pelo grupo não foi encontrada. “Eu tive muito medo de morrer. Essa é a verdade. Foi uma sensação horrível.”
Entre os materiais que Chico acredita terem motivado a invasão está um contrato de intenção de compra e venda da Rádio Integração FM, firmado em 12 de junho de 2020. O negócio não foi concluído. O jornalista também citou recibos e outros registros financeiros, mas não detalhou durante a entrevista todo o conteúdo desses documentos.
“Os documentos serão entregues às autoridades para que tudo seja investigado”, afirmou. Ele disse que pretende encaminhar o material à Polícia Federal e colaborar com as investigações, mas reforçou que tem direito constitucional ao sigilo das fontes. “Espero que as autoridades tomem providências. Sou jornalista e não sou obrigado a revelar minhas fontes. Sou amparado pela Constituição.”
O jornalista associa o ataque à procura pelos documentos e ao trabalho editorial desenvolvido pela emissora. Essa relação faz parte da avaliação apresentada por Chico após a invasão. A autoria, a motivação e a eventual participação de mandantes ainda dependem de investigação policial e de provas.
Dias antes do ataque, Chico percebeu um carro branco da marca Citroën parado em frente à residência. Ele afirmou que uma pessoa dentro do veículo parecia observar sua movimentação. O jornalista chegou a circular pelo quarteirão, mas não encontrou novamente o automóvel e não conseguiu anotar a placa.
Chico chegou à emissora com a cabeça enfaixada, roupas manchadas de sangue e marcas das agressões. Durante a entrevista, afirmou que os familiares ficaram com medo de retornar à residência. “A madrugada de hoje foi uma madrugada de terror. Minha família está muito abalada e não quer voltar para casa.”
Mesmo após receber atendimento médico, Chico decidiu participar do programa e tornar público o ataque. “Eu temo pela minha vida, mas poderia me calar, me acovardar e ficar quieto. Não vou fazer isso”, afirmou.
O jornalista também relacionou sua decisão de continuar trabalhando aos 30 anos dedicados à profissão. “Eu tenho 30 anos de profissão. Todo mundo nesta cidade me conhece e nunca tinha acontecido algo assim comigo.”
Ao encerrar o relato, Chico disse que não pretende abandonar o jornalismo por causa das ameaças. “Estou aqui cumprindo o meu papel de jornalista. Vão ter que tirar a minha vida para conseguirem me calar.”
Os jornalistas Rogério Wenceslau e Chico Melo denunciaram, durante o Jornal da Manhã desta sexta-feira, 17 de julho, terem sido ameaçados de prisão por uma pessoa ligada ao alto escalão do Governo do Acre. A acusação foi feita ao vivo, nos estúdios da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, depois de semanas de confronto público entre os comunicadores e integrantes do grupo político da governadora Mailza Cameli. Os dois afirmaram que a tentativa de intimidação estaria relacionada às reportagens e aos comentários sobre gastos públicos, relações políticas e contratos do governo estadual.
Rogério Wenceslau foi o primeiro a tratar diretamente da ameaça. Analista político e integrante da bancada conduzida por Chico Melo, ele afirmou que uma pessoa do alto escalão teria dito, durante uma reunião fechada, que mandaria prender os profissionais do Jornal da Manhã. Wenceslau também acusou o interlocutor, sem revelar o nome, de afirmar que teria controle sobre a Polícia Civil e de manter delegado atuando como segurança particular.
Diante do microfone, Rogério transformou o estúdio em endereço público. Disse que trabalha na Rádio Integração de segunda a sexta-feira, das 7h às 9h, e que qualquer autoridade interessada em encontrá-lo saberia onde procurar. “Esse é o meu endereço. Não vou dar o endereço da minha casa, porque não interessa, mas aqui é o nosso local de trabalho”, afirmou. A frase colocou a denúncia no terreno concreto de quem não teme a intimidação e não se esconde.
Chico Melo assumiu a palavra em seguida. Apresentador do Jornal da Manhã e diretor do Grupo Integração, ele respondeu em nome da emissora e elevou o tom contra qualquer tentativa de intimidação e o uso de instituições públicas para resolver disputas políticas ou pessoais. “Antes de mandar prender, cuidado para não ser preso. O que vale para sorrir vale para chorar”, declarou. Chico afirmou que a Polícia Civil pertence ao Estado e não pode ser tratada como propriedade particular de autoridades ou grupos políticos.
A direção do Grupo Integração começou a reunir mensagens, relatos e outros materiais para encaminhar uma denúncia às autoridades. Chico contou que recebeu recados pelo telefone e pelas redes sociais e que Rogério Wenceslau também teria sido procurado. O objetivo, afirmou, é tornar públicas as pressões que estariam sendo feitas contra os jornalistas e impedir que o caso permaneça restrito aos bastidores do poder.
A tensão cresceu depois que uma publicação de 24 de junho informou que advogados do Estado, com orientação do chefe do gabinete Madson Cameli e da governadora Mailza Cameli, preparavam uma ação judicial contra Chico Melo e Rogério Wenceslau. No encerramento do programa desta sexta-feira, Chico e Rogério voltaram a cobrar as provas da suposta tentativa de extorsão. Os dois lembraram que haviam estabelecido um prazo público de 15 dias para que fossem apresentados registros, mensagens, gravações ou qualquer elemento capaz de sustentar a acusação. “Se divulgar dados e fatos foi isso, eu não sei mais o que é jornalismo”, declarou Chico. A negativa dos jornalistas foi direta: eles afirmaram que não pediram dinheiro para interromper a cobertura e que as publicações fazem parte do trabalho de fiscalização da imprensa.
No centro da disputa também estão os gastos da Expoacre Juruá 2026. O Integração Net publicou uma apuração sobre o Termo de Colaboração CC/SECC nº 01/2026, firmado entre a Casa Civil e a Associação Transformar. O plano destinou R$ 15,8 milhões à organização da feira, incluindo contratação de artistas, transporte aéreo, montagem de estruturas, segurança, divulgação, alimentação e despesas administrativas.
A Associação Transformar declarou no plano de trabalho possuir duas salas, um banheiro, dois computadores e um telefone celular. A equipe permanente era formada por presidente, secretária e tesoureiro. Essa estrutura reduzida passou a ser usada pelos jornalistas como ponto de cobrança sobre a capacidade da entidade para administrar um orçamento milionário. Eles também levantaram suspeitas sobre a proximidade política da associação com integrantes do grupo de Mailza Cameli.
O confronto deixou de ser apenas entre governo e imprensa, agora ganha contornos de ameaças graves de prisão e de uso político da estrutura do Estado contra jornalistas.
A Assembleia Legislativa do Acre aprovou nesta quarta-feira (8), em Rio Branco, projetos enviados pelo Poder Executivo que reduzem a carga tributária nas operações interestaduais com café conilon e atualizam regras da Lei Orgânica da Polícia Civil. As medidas foram votadas antes do recesso parlamentar de meio de ano e tratam de incentivos à produção rural, segurança jurídica e adequação da legislação estadual.
A redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços será aplicada às operações interestaduais com café conilon cru, em coco ou em grão, quando o produto for destinado a contribuintes do imposto. Com a mudança, a carga tributária efetiva passa a ser de 7% sobre o valor da operação.
O benefício vale exclusivamente para saídas promovidas por produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas, localizados no Acre. A proposta foi apresentada como forma de ampliar a competitividade da produção acreana no mercado nacional e estimular a cadeia produtiva do café, setor tratado pelo governo como uma atividade com potencial de expansão econômica, geração de emprego e renda.
A medida tem como base o Convênio ICMS nº 17, de 27 de janeiro de 2026, firmado no Conselho Nacional de Política Fazendária, que autorizou os estados signatários a concederem o benefício fiscal. A expectativa é que o incentivo ajude a manter mercado para a produção local, atraia novos investimentos e contribua para que o crescimento anual da produção de café no Acre supere 10%.
Os deputados também aprovaram o Projeto de Lei Complementar nº 20/2026, que altera a Lei Complementar nº 129, de 22 de janeiro de 2004, responsável pela Lei Orgânica da Polícia Civil e pelo Estatuto dos Policiais Civis do Acre. O texto revoga dispositivo da Lei Complementar nº 39, de 1993, que impedia servidores do Quadro Provisório, em extinção, de receberem vantagens previstas nos planos de carreira.
A alteração foi defendida como uma atualização da legislação estadual diante da jurisprudência sobre o tema. O objetivo é adequar as normas à ordem constitucional vigente, reduzir inseguranças jurídicas e corrigir uma regra considerada incompatível com o entendimento consolidado pelos tribunais.
Durante a análise da proposta, o deputado Edvaldo Magalhães, do PCdoB, afirmou que o texto passou pelas comissões da Aleac e recebeu contribuições de representantes da Polícia Civil, incluindo delegados e agentes. As mudanças aprovadas foram tratadas como ajustes pontuais, sem alterar o eixo central da proposta de modernização da estrutura da corporação.
O Ministério Público do Acre denunciou influenciadores digitais investigados por promover plataformas de cassino online e por suposta lavagem de dinheiro ligada a rifas digitais no estado. As duas denúncias criminais foram apresentadas pela 15ª Promotoria de Justiça Criminal e divulgadas nesta terça-feira, 19 de maio, em meio ao avanço das apurações sobre a exploração irregular de apostas e sorteios na internet.
Um dos casos trata da divulgação de cassinos online, com acusações de promoção de jogos de azar, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O outro mira exclusivamente a lavagem de dinheiro envolvendo valores que teriam sido obtidos com rifas digitais promovidas nas redes sociais. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Fazendários, da Polícia Civil do Acre, após a identificação de perfis usados para impulsionar apostas online e sorteios irregulares.
De acordo com a apuração, os influenciadores recebiam pagamentos fixos e também comissões calculadas a partir do número de acessos e cadastros feitos por seguidores por meio de links promocionais. Os usuários eram encaminhados para plataformas hospedadas, em sua maioria, em servidores no exterior e sem autorização legal para funcionar no Brasil. Em um dos pontos centrais da investigação, o Ministério Público afirma que uma das denunciadas recebeu cerca de R$ 5 milhões vinculados à divulgação dessas plataformas.
No braço da investigação sobre rifas digitais, o MPAC sustenta que houve lavagem de dinheiro com parte dos valores arrecadados em uma atividade que teria movimentado mais de meio milhão de reais. O órgão também afirma que, em alguns casos, foi identificada a venda de quantidade de bilhetes superior ao total que teria sido disponibilizado para sorteio, o que ampliou a suspeita sobre a regularidade da operação.
Para o Ministério Público, os recursos obtidos com as atividades investigadas teriam sido inseridos na economia formal por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação, o que embasou a imputação do crime de lavagem de dinheiro. Além das denúncias, a atuação do órgão resultou na celebração de acordos de não persecução penal com investigados, com recuperação de R$ 1.087.523,54 e destinação de bens apreendidos. Os valores e bens foram direcionados prioritariamente ao reforço das estruturas da Polícia Civil, do próprio Ministério Público e de órgãos de inteligência e apoio técnico no Acre.
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