Pucalpa II recebe caminhonete para reforçar atendimentos de saúde em Rodrigues Alves

A comunidade Pucalpa II, na zona rural de Rodrigues Alves, recebeu uma caminhonete para ampliar a estrutura de atendimento em saúde e dar mais agilidade aos serviços prestados à população. A entrega foi feita pelo prefeito Salatiel Magalhães, pelo vice-prefeito Neto Jamilson e pelo deputado federal Zezinho Barbary, responsável pela emenda parlamentar que garantiu a compra do veículo.

A caminhonete passará a atender o posto de saúde da localidade e será usada em deslocamentos de equipes, transporte de pacientes, atendimentos emergenciais e outras ações desenvolvidas na comunidade. A medida amplia o suporte à rede pública de saúde em uma área que depende de logística mais rápida para assegurar assistência aos moradores.

Durante a entrega, o prefeito Salatiel Magalhães afirmou que o veículo deve melhorar a resposta dos serviços e fortalecer o atendimento na zona rural. “Essa caminhonete representa mais qualidade no atendimento e mais rapidez nos serviços de saúde para a comunidade Pucalpa II. Quero agradecer ao deputado federal Zezinho Barbary pela parceria e pelo compromisso com Rodrigues Alves. Seguiremos trabalhando para garantir melhores condições e mais dignidade para a nossa população”, disse.

O deputado federal Zezinho Barbary reforçou a parceria com a prefeitura e confirmou a continuidade de investimentos no município. A participação do vice-prefeito Neto Jamilson no ato também marcou a articulação da gestão municipal para ampliar a estrutura de atendimento nas comunidades mais distantes da sede.

A entrega do veículo integra a estratégia da administração municipal de ampliar o acesso da população aos serviços públicos e reduzir dificuldades de deslocamento em áreas rurais. Com o novo reforço, a expectativa é dar mais eficiência ao atendimento e melhorar a rotina de trabalho das equipes de saúde em Pucalpa II.

Rio Branco usa verão amazônico para tirar pacote de R$ 50 milhões do papel e abrir força-tarefa nos bairros

A Prefeitura de Rio Branco abriu uma força-tarefa de serviços urbanos e obras viárias com investimento inicial de R$ 50 milhões e colocou o bairro Vitória como ponto de partida do programa Prefeitura nas Ruas. A ofensiva começou nesta segunda-feira, 18, no Parque Urbano Vale do Açaí, na Rua Flôr de Maio, na região do Eldorado, com a promessa de aproveitar a estiagem para acelerar intervenções em ruas, espaços públicos e estruturas urbanas nas dez regionais da capital.

O novo gancho da gestão municipal está no calendário climático da cidade. Com a redução das chuvas, a prefeitura decidiu concentrar equipes, máquinas e secretarias em um modelo de atuação simultânea para dar escala à recuperação de vias e à limpeza urbana. A primeira etapa prevê serviços em 22 ruas do bairro Vitória, na parte alta de Rio Branco, em uma frente que reúne roçagem, retirada de entulho, manutenção de iluminação pública, tapa-buracos, calçamento e aplicação de revestimentos conforme a necessidade de cada trecho.

Ao lançar o programa, o prefeito Alysson Bestene afirmou que o objetivo é concentrar a presença da administração municipal nas áreas com maior demanda. “A gente vai chegar nas comunidades que mais necessitam, com limpeza, roçagem, recuperação de pavimento, calçamento e revitalização de espaços públicos”, disse. A previsão da prefeitura é manter o cronograma de forma contínua até alcançar todas as regionais da cidade.

A dinâmica do programa foi montada em etapas. Primeiro, entram as equipes da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade com serviços de limpeza e preparação das áreas. Em seguida, a prefeitura faz reparos na iluminação, quando houver necessidade. Depois, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana assume a recuperação das ruas. Segundo o secretário Cid Ferreira, o município vai usar diferentes soluções, entre elas tapa-buracos, TSD, TSS e microrevestimento, de acordo com as condições técnicas e a disponibilidade financeira. “Primeiro entra a Secretaria de Cuidados com a Cidade, fazendo a limpeza. Se houver problemas de iluminação, os reparos também serão feitos. Ao final, a Seinfra entra com a recuperação das ruas, garantindo trafegabilidade”, afirmou.

A estrutura mobilizada na largada do programa reúne cerca de 50 trabalhadores e aproximadamente 20 máquinas. O secretário Tony Roque afirmou que a prefeitura pretende manter o avanço mesmo com variações no tempo durante o período de transição entre inverno e estiagem. “Estamos aproveitando essa trégua do inverno para avançar. Faça sol ou faça chuva, a prefeitura está nas ruas, trabalhando e atendendo a população”, disse.

O lançamento também serviu para medir a expectativa das lideranças comunitárias sobre o alcance da iniciativa. Presidente do bairro Chico Mendes, Hércules Marcos Mendes defendeu que a ação vá além da recuperação viária e inclua demandas históricas de infraestrutura básica. “Esperamos que as ruas sejam atendidas, mas também outros serviços essenciais, como esgoto, encanação de água e demais melhorias para os bairros”, afirmou.

Com o programa, a prefeitura tenta transformar o período de verão amazônico em janela de execução para obras e serviços acumulados nos bairros, em uma estratégia que combina resposta rápida, presença territorial e pressão por resultados em áreas que há anos cobram melhorias de acesso, mobilidade e urbanização.

Mailza libera retomada da Orla do Quinze e relança pacote de obras de R$ 137 milhões no Acre

A governadora Mailza Assis autorizou nesta segunda-feira, 18, a retomada das obras da Orla do Quinze, em Rio Branco, e o reinício de intervenções em rodovias, ruas e ramais em municípios do Acre, num pacote que supera R$ 137 milhões. A decisão abre a temporada de obras no verão amazônico, período em que o estado concentra serviços de infraestrutura por causa da redução das chuvas.

Na capital, a principal frente será a contenção e urbanização da Orla do Quinze, na Rua Boulevard Augusto Monteiro, na área do Mercado do Quinze. O investimento passa de R$ 21 milhões, com R$ 17 milhões em recursos estaduais. A obra havia sido paralisada depois da rescisão do contrato anterior, em novembro de 2025, após problemas no andamento dos serviços.

Ao anunciar a retomada, Mailza afirmou que o governo vai aproveitar a estiagem para ampliar o ritmo das intervenções em todo o estado. “Com a chegada do verão amazônico, começa também um período decisivo para o nosso estado. É o momento de avançar com as obras, recuperar ramais, levar infraestrutura, garantir acesso e trabalhar intensamente para melhorar a vida das pessoas”, disse.

O secretário de Obras Públicas, Ítalo Lopes, afirmou que o período de inverno foi usado para resolver entraves técnicos e administrativos e concluir a nova licitação. “Não queremos perder um dia de verão”, declarou.

Com 372 metros de extensão, a obra da Orla do Quinze prevê estabilização da encosta, contenção da erosão e requalificação urbana às margens do Rio Acre. O projeto inclui museu tecnológico, quiosques, praças, bancos, paradas de ônibus, áreas verdes e mirantes. A previsão do governo é concluir a intervenção até o fim de 2026.

Além da obra na capital, o Deracre liberou cerca de R$ 137 milhões para a retomada e abertura de novas frentes em diferentes regiões. Do total, R$ 123 milhões serão usados em restauração rodoviária, pavimentação urbana, implantação viária, recuperação de ramais e adequação de estradas vicinais. Outros R$ 14 milhões serão destinados ao início de novos serviços.

Entre as ações previstas estão a restauração da AC-405, entre Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, e a implantação da primeira etapa do Arco Metropolitano de Rio Branco, que inclui a sexta ponte sobre o Rio Acre. O pacote também alcança obras de pavimentação e revitalização urbana em Sena Madureira, Acrelândia e Epitaciolândia, além de intervenções em Assis Brasil, Tarauacá, Porto Acre, Manoel Urbano, Rodrigues Alves e Brasileia.

O presidente do Deracre, Roberto Assaf, afirmou que o objetivo é melhorar a mobilidade e criar condições para o escoamento da produção. “Estamos empenhados em garantir que esses serviços avancem com qualidade e responsabilidade”, disse.

A nova etapa de investimentos concentra obras urbanas e viárias em diferentes regiões do Acre e marca a tentativa do governo de acelerar entregas de infraestrutura ainda em 2026.

Weverton é convocado para a Copa do Mundo de 2026 e recoloca o Acre na Seleção

O goleiro acreano Weverton foi convocado nesta segunda-feira, 18 de maio, por Carlo Ancelotti para defender o Brasil na Copa do Mundo de 2026. Aos 38 anos, o jogador do Grêmio entrou na lista final de 26 nomes e vai disputar o segundo Mundial da carreira, ampliando um feito histórico para o futebol do Acre.

A convocação confirma a presença de Weverton entre os três goleiros escolhidos para o torneio, ao lado de Alisson e Ederson. O nome do acreano já era tratado como uma possibilidade real desde a divulgação da pré-lista, mas a confirmação na relação definitiva encerrou a expectativa em torno de um dos atletas mais experientes do grupo.

Para o Acre, o chamado tem peso simbólico. Em 2022, Weverton se tornou o primeiro jogador nascido no estado a ser convocado para uma Copa do Mundo. Agora, volta ao torneio quatro anos depois e mantém o estado representado no principal palco do futebol mundial, desta vez com mais experiência e trajetória consolidada na Seleção.

A convocação também reforça o momento de permanência de Weverton em alto nível. Depois de construir uma carreira vitoriosa no futebol brasileiro, o goleiro chegou ao Grêmio em 2026 cercado de expectativa e seguiu como nome forte na disputa por uma vaga entre os convocados. A experiência acumulada em decisões nacionais e internacionais pesou na escolha da comissão técnica.

Weverton nasceu em Rio Branco, em 13 de dezembro de 1987, e iniciou a carreira no Corinthians. Depois, passou por Remo, Oeste, América-RN, Botafogo-SP, Portuguesa e Athletico-PR, onde ganhou projeção nacional. No Palmeiras, viveu a fase mais vitoriosa da trajetória, com títulos de expressão no Brasil e na América do Sul. Em 2016, entrou para a história ao defender o pênalti decisivo na final contra a Alemanha e ajudar o Brasil a conquistar o ouro inédito no futebol masculino nos Jogos Olímpicos do Rio. Agora, com a convocação para a Copa do Mundo de 2026, acrescenta mais um capítulo de peso a uma carreira que saiu do Acre para o topo do futebol brasileiro.

Convocação da Seleção Brasileira hoje: Ancelotti chama Neymar e define os 26 para a Copa de 2026

Carlo Ancelotti anunciou nesta segunda-feira, 18 de maio, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, os 26 jogadores da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. A lista abre a reta final de preparação para o torneio e teve como principal ponto o retorno de Neymar, fora da equipe desde outubro de 2023. Ao apresentar o grupo, o treinador resumiu o processo de escolha como um trabalho feito com “competência, paixão e conhecimento” e admitiu que buscou montar a lista com o menor número possível de erros.

A convocação recoloca Neymar no centro do projeto brasileiro num momento em que a Seleção tenta encerrar o maior jejum de títulos mundiais desde a conquista do pentacampeonato, em 2002. O atacante do Santos volta ao grupo depois de um longo período de recuperação física e chega para disputar a quarta Copa da carreira, num elenco que mistura nomes de experiência, como Alisson, Marquinhos, Casemiro, Danilo e Alex Sandro, com jogadores que ganharam espaço ao longo do ciclo, como Igor Thiago, Rayan e Danilo Santos.

No gol, Ancelotti chamou Alisson, Ederson e Weverton. A defesa terá Danilo, Bremer, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Roger Ibãnez, Alex Sandro, Douglas Santos, Wesley e Léo Pereira. O meio-campo foi formado por Bruno Guimarães, Casemiro, Fabinho, Danilo Santos e Lucas Paquetá. No ataque, os escolhidos foram Endrick, Gabriel Martinelli, Luiz Henrique, Igor Thiago, Matheus Cunha, Neymar, Raphinha, Rayan e Vinícius Júnior.

A lista também consolidou a presença de jogadores do futebol brasileiro no grupo final. O Flamengo foi o clube do país com mais convocados, com Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá, repetindo uma marca que um time brasileiro não alcançava em uma Copa desde 1994. Ao mesmo tempo, a convocação manteve a espinha dorsal montada por Ancelotti desde a chegada ao comando da equipe e reforçou a aposta em velocidade pelos lados, força física no meio e uma referência técnica capaz de organizar o ataque nos momentos de maior pressão.

O cronograma da Seleção já está definido para as semanas que antecedem o Mundial. Os convocados se apresentam em 27 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis. Antes da estreia, o Brasil fará dois amistosos, contra o Panamá, em 31 de maio, no Maracanã, e contra o Egito, em 6 de junho, nos Estados Unidos. Na Copa, a equipe está no Grupo C e enfrentará Marrocos, Haiti e Escócia.

A convocação desta segunda-feira, portanto, fechou a etapa mais sensível do trabalho de Ancelotti até aqui. O treinador manteve a base construída ao longo do ciclo, reabriu espaço para Neymar e definiu um elenco em que experiência e renovação caminham lado a lado. A partir de agora, a discussão sai da lista e passa para o campo, onde o Brasil tentará transformar expectativa em desempenho e iniciar a caminhada rumo ao hexacampeonato.

Foto: RS/Fotos Públicas

“Não autorizamos que falem em nome dos povos indígenas”, diz cacique Ninawá sobre agenda de Nikolas Ferreira no Acre

O cacique Ninawá Huni Kuin, presidente da Federação do Povo Huni Kuin no Acre, criticou em vídeo publicado nas redes sociais a visita do deputado federal Nikolas Ferreira ao estado e acusou o senador Márcio Bittar de transformar a pauta indígena em ação de marketing político. Na gravação, ele afirma que os parlamentares não têm autorização para falar em nome dos povos indígenas e os responsabiliza por defender, no Congresso, propostas que atingem direitos territoriais.

Ninawá disse que a ida de Nikolas Ferreira ao Acre, apresentada como visita a comunidades indígenas, não representa os interesses dos povos originários. “Nós não autorizamos que essas pessoas falem em nome dos povos indígenas”, afirmou. Na sequência, atacou a atuação dos dois parlamentares em Brasília e disse que eles tentam construir uma imagem pública positiva enquanto apoiam medidas que, segundo ele, ameaçam os territórios indígenas e favorecem corporações.

No vídeo, o líder indígena também rejeita a associação entre povos indígenas e miséria. “Nós não somos miseráveis, nós vivíamos muito bem antes da colonização”, declarou. Para ele, o modo de vida das comunidades vem sendo comprometido por projetos defendidos e votados por políticos que, segundo sua avaliação, não têm compromisso com os direitos indígenas.

Ao ampliar a crítica, Ninawá afirmou que os povos indígenas querem respeito à autonomia e à forma de vida dentro dos territórios. Ele disse que, em vez de expor a imagem das comunidades, autoridades e parlamentares deveriam investir em políticas públicas. “Deveriam estar fazendo investimento para as políticas públicas”, afirmou. “Esse tipo de pessoa não tem nenhum compromisso com os povos indígenas. Pelo contrário, quer destruir, tomar os territórios em favor dos seus interesses.”

A manifestação do cacique expõe a reação de uma das principais lideranças indígenas do Acre à aproximação de políticos bolsonaristas com a pauta indígena no estado. No vídeo, Ninawá deixa claro que rejeita esse tipo de representação e sustenta que os povos originários devem ser ouvidos por meio de suas próprias lideranças.

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Clodoaldo cobra ação nos ramais, diz que BR-364 depende de pressão em Brasília e reafirma apoio a Mailza

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Integração FM 99,9, em Cruzeiro do Sul, na manhã desta segunda-feira (18), o deputado estadual Clodoaldo Rodrigues colocou no centro do debate a situação dos ramais do Juruá, a falta de resposta para a BR-364 e a articulação do grupo governista para 2026. Aliado de Mailza Assis, ele disse que seguirá com a governadora, mas deixou claro que apoio político não elimina cobrança pública por obras, planejamento e presença mais efetiva do Estado no interior.

Clodoaldo abriu a conversa falando da própria pré-campanha e da rotina de viagens pelo Acre. Disse que montou gabinete em Cruzeiro do Sul, ampliou a atuação do mandato e hoje mantém base política nos 22 municípios. Ao resumir a correria da agenda, soltou uma frase que acabou definindo o tom da entrevista: “Eu prefiro não ter tempo, mas ter agenda”.

A parte mais incisiva da fala veio quando o assunto chegou aos produtores rurais. Clodoaldo disse que o problema dos ramais se arrasta há anos, voltou a relatar comunidades isoladas no inverno e afirmou que quem está no campo não pede favor, pede estrada para trabalhar e escoar a produção. “Tenho que cobrar. Sou deputado. Não é porque sou da base que não vou cobrar”, afirmou. Em seguida, apontou onde vê o principal erro: “O que está faltando é planejamento e priorização”.

Na avaliação do deputado, o debate sobre de quem é a obrigação de recuperar ramal já passou do limite. Ele disse que prefeitura, governo, bancada estadual e bancada federal precisam entrar no mesmo esforço e defendeu o uso de emendas parlamentares para garantir obras todos os anos na região. “Ramal é responsabilidade de todos nós”, afirmou, ao cobrar que a disputa política dê lugar a uma solução permanente para o Juruá.

Ao falar do governo Mailza Assis, Clodoaldo evitou romper o discurso de lealdade, mas reconheceu dificuldade na transição e ruído dentro do próprio grupo. Disse que assumir um governo em andamento impõe limites e tempo de adaptação, mas avisou que a governadora precisa estar cercada de gente disposta a mostrar problema e caminho. “A pior coisa para um político é ter do lado alguém que só diz que está tudo certo”, disse.

A entrevista também entrou nos bastidores da sucessão estadual. Clodoaldo afirmou que a tendência é de que a vaga de vice na chapa governista fique com o MDB, embora o nome ainda não esteja fechado. No mesmo bloco, tratou de esfriar a ideia de dependência eleitoral do Palácio Rio Branco e afirmou que a própria campanha será construída com base no mandato e na presença política que diz ter consolidado no interior.

No trecho sobre deslocamentos do governo, o deputado diferenciou o debate sobre o fretamento de aeronaves da polêmica envolvendo contrato de jatinho e disse que o Acre precisa discutir logística sem perder de vista o problema real da região. Foi quando puxou a conversa para a BR-364 e resumiu a situação da estrada com a frase mais forte da entrevista: “Nosso jatinho é essa BR cheia de buraco”.

Para ele, a recuperação da rodovia não será resolvida com discurso local nem com promessa repetida a cada inverno e verão. Clodoaldo disse que a pressão precisa sair do Acre e chegar ao governo federal. “Acho que o caminho é Brasília. Para resolver a BR, é lá em Brasília”, afirmou. Em outra passagem, reforçou o peso da estrada para a região ao dizer que “a BR é o Juruá”.

Na prestação de contas do mandato, o deputado citou ações voltadas para saúde, agricultura familiar e apoio social, falou em defesa de um hospital do câncer no Juruá e disse que pretende fazer a disputa de 2026 mostrando entregas, presença e resultado. Também comentou a relação com o prefeito Zequinha Lima, hoje sem proximidade política. “Cada um está cuidando da sua vida”, resumiu.

Já sobre 2028, Clodoaldo não fechou a porta para uma candidatura à Prefeitura de Cruzeiro do Sul, mas disse que esse debate ficará para depois da eleição estadual. Antes disso, quer consolidar a mudança para o PP, manter o alinhamento com Mailza Assis e tentar renovar o mandato com um discurso que mistura fidelidade ao governo e cobrança direta por obras que seguem pendentes no Juruá.

Zequinha Lima recebe apoio de prefeitos em reunião da Amac e reforça retomada da entidade

Em reunião da Associação dos Municípios do Acre, em Brasília, nesta segunda-feira, 18, o presidente da entidade e prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, afirmou que a presença maciça de gestores municipais devolve credibilidade e confiança à Amac. “Quando eu cheguei aqui e vi a Amac repleta de prefeitos, isso me alegrou”, disse, ao defender a preservação da história da associação e a retomada da confiança das prefeituras no trabalho técnico e político da instituição. O encontro ocorre um mês depois de Zequinha ser eleito para comandar a entidade até 31 de dezembro de 2026, após a saída de Tião Bocalom da presidência.

A fala de Zequinha se encaixa no discurso que ele vem adotando desde a eleição, centrado na reorganização da Amac e na reaproximação com os municípios. Ao assumir o comando, ele afirmou que a entidade precisava destravar uma fila de 107 projetos, reforçar o apoio às prefeituras e reconstruir a confiança dos prefeitos. A associação atua justamente no suporte técnico aos municípios, com elaboração de projetos, engenharia e apoio administrativo, área considerada estratégica sobretudo para as cidades do interior, mais dependentes de emendas e convênios.

O apoio dos prefeitos presentes deu o tom político da reunião. O prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, afirmou que Zequinha “está aqui nos representando muito bem”. Já a prefeita de Senador Guiomard, Rosana Gomes, disse estar “muito feliz” com o novo comando da Amac por considerar que a atual presidência conhece de perto os problemas enfrentados pelos prefeitos do interior. A sinalização reforça o peso da eleição de Zequinha, apontado como o primeiro prefeito do interior escolhido por votação para presidir a associação.

A nova fase da Amac coincide com uma agenda decisiva para os municípios acreanos. Nos últimos dias, a entidade abriu o cadastramento das emendas especiais do Orçamento-Geral da União de 2026 e manteve a mobilização para a Marcha dos Prefeitos. Em outra frente de articulação, Zequinha já havia dito ao governo estadual que há cerca de R$ 300 milhões em projetos dentro da Amac à espera de suporte para andamento.

A reunião desta segunda amplia o gesto de apoio político ao presidente da entidade e recoloca a associação no centro da disputa por recursos, projetos e presença institucional dos municípios acreanos em Brasília, onde começou hoje a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, marcada para 18 a 21 de maio.