Cruzeiro do Sul entrega Centro do Idoso após obra de R$ 330 mil

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul entregou nesta sexta-feira (25) a reconstrução e ampliação do Centro do Idoso. A obra recebeu investimento de R$ 330 mil e faz parte da programação pelos 122 anos do município.

Do total aplicado, R$ 250 mil vieram de emenda parlamentar do deputado estadual Luiz Gonzaga e R$ 80 mil foram destinados pela própria prefeitura.

A intervenção ampliou o salão de festas e incluiu melhorias na cozinha, no refeitório e em outros espaços internos. O Centro do Idoso recebe mensalmente mais de 400 pessoas e oferece atividades de convivência, lazer, alimentação, fisioterapia e assistência.

A entrega foi feita pelo prefeito Zequinha Lima, acompanhado do deputado Luiz Gonzaga e de idosos atendidos no espaço. A ampliação do salão era uma reivindicação dos frequentadores, principalmente por causa das atividades de dança e convivência realizadas no local.

“Eles sempre pediram a ampliação do salão de festas e, graças à parceria com o deputado Luiz Gonzaga, conseguimos os R$ 250 mil de emenda e colocamos mais R$ 80 mil de recurso próprio. Ampliamos o salão, melhoramos a cozinha, o refeitório e toda a estrutura”, disse Zequinha Lima.

Luiz Gonzaga afirmou que a reforma buscou melhorar as condições oferecidas aos idosos. “Aqui não é apenas um local de lazer, mas também de saúde, convivência e assistência”, afirmou o deputado.

Frequentadora do Centro há cerca de três anos, Anésia Ferreira Silva, de 62 anos, contou que as atividades passaram a fazer parte de sua rotina. “Aqui tem vida. Tem café da manhã, almoço, merenda, atividade, dança, amigos, fisioterapia, tem tudo de bom”, relatou.

Raimunda Soares, de 75 anos, participa das atividades há aproximadamente 14 anos. “Aqui é uma irmandade. Nós nos encontramos, temos nossas amizades e é muito bom para a nossa idade. Esse espaço novo é um conforto, uma paz”, disse.

A programação de entrega também contou com apresentação de carimbó do grupo de idosas Flores do Juruá, café da manhã e o tradicional forró dos frequentadores do Centro.

Cruzeiro do Sul certifica 65 proponentes contemplados pela Política Aldir Blanc

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul certificou, nesta quinta-feira (24), 65 proponentes contemplados pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). A cerimônia ocorreu no Teatro José de Alencar e também marcou a certificação dos cinco pareceristas que participaram da avaliação das propostas.

Os contemplados foram selecionados em diferentes categorias dos editais da PNAB, entre elas apresentações artísticas, mestres da cultura popular, subsídios para espaços culturais, Pontos de Cultura, festivais de arte e cultura e premiação destinada a povos originários.

Segundo o secretário municipal de Cultura, Flávio Rosas, mais de R$ 634 mil foram destinados aos projetos contemplados nesta etapa.

“Hoje é um dia muito importante onde nós certificamos os nossos proponentes que foram aprovados e contemplados com recurso deste ano. É uma noite muito especial, ao total tivemos mais de R$ 634 mil investidos em todos os projetos”, afirmou.

Entre os contemplados está Ismael Matos, presidente do Conselho Municipal de Cultura, responsável por um projeto de Ponto de Cultura. A iniciativa prevê oficinas musicais destinadas a crianças.

Outro projeto selecionado foi o “Explosão de Ritmos – 10 anos em movimento”, coordenado por Márcio Borges. O grupo recebeu R$ 12 mil e pretende realizar apresentações de dança em três vilas de Cruzeiro do Sul, com atividades em escolas e praças públicas.

As apresentações terão a participação dos 11 integrantes do grupo. De acordo com Márcio, parte do recurso será utilizada para despesas com transporte e custos dos dançarinos.

“A gente vai levar para as vilas um pouco da cultura aqui da cidade, que muitas vezes eles não têm acesso a tanta cultura como tem aqui no centro”, afirmou.

A PNAB também contemplou iniciativas da zona rural. Janaína Costa teve aprovado o projeto Valparaíso Musical, voltado para jovens da comunidade do Valparaíso. Inicialmente, dez jovens foram selecionados para participar das atividades relacionadas à música.

“Essa lei veio pra trazer algo novo para eles”, afirmou Janaína. Ela também defendeu maior participação de iniciativas da zona rural nos próximos editais.

“Eu espero que nos próximos anos a Lei Aldir Blanc abranja mais e mais a zona rural, porque é um solo muito fértil”, disse.

Tiago Muniz, um dos cinco pareceristas responsáveis pela análise das propostas, afirmou que o processo permitiu conhecer diferentes iniciativas culturais desenvolvidas no município.

“Hoje nós estamos celebrando não apenas a certificação de projetos, mas a possibilidade de todas aquelas ideias saírem do papel, de artistas encontrarem condições para criar e produzir”, declarou.

A cerimônia reuniu artistas, produtores culturais, representantes dos projetos, servidores e moradores, além de contar com apresentação da Banda Municipal.

Ministros do governo Lula declaram apoio à candidatura de André Kamai no Acre

Alexandre Padilha, Luiz Marinho, Wellington Dias e Leonardo Barchini participaram de vídeo divulgado pelo candidato a deputado federal

Ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva declararam apoio à candidatura do vereador André Kamai (PT) a deputado federal pelo Acre. As manifestações foram reunidas em um vídeo divulgado nas redes sociais do candidato, que apresenta a relação com integrantes do governo federal como parte de sua estratégia para ampliar a interlocução do estado com Brasília.

Kamai afirma, na gravação, que pretende usar as relações construídas ao longo de sua trajetória política para buscar recursos e projetos para o Acre. “Na política, eu aprendi uma coisa: ninguém faz nada sozinho. Em Brasília, nós vamos encontrar portas abertas e muitos amigos que fiz ao longo da minha trajetória”, disse.

Entre os participantes está o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que relacionou o apoio ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde e citou programas e estruturas federais voltados ao atendimento da população. Padilha permanece à frente do Ministério da Saúde no governo Lula.

Também aparecem no material o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Os dois ocupam cargos no primeiro escalão do governo federal e participam da campanha eleitoral de 2026 em apoio a candidaturas ligadas ao campo político do presidente Lula.

Na área da educação, o vídeo conta ainda com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, que falou sobre demandas relacionadas às escolas, professores e estudantes. Barchini assumiu o comando do Ministério da Educação e integra atualmente a equipe ministerial do governo federal.

André Kamai disputa uma vaga de deputado federal pelo PT no Acre. A candidatura está registrada para as eleições de 2026, com o número 1313, e tem situação deferida. Atualmente, Kamai exerce mandato de vereador.

A participação de integrantes do governo federal no vídeo reforça um dos eixos adotados pela campanha de Kamai: a defesa de maior articulação entre a bancada acreana e os ministérios em Brasília para a busca de investimentos federais nas áreas de saúde, educação, geração de empregos e infraestrutura.

Nova frota de ônibus começa deslocamento para Rio Branco

Os primeiros veículos da nova frota do transporte coletivo de Rio Branco já estão a caminho da capital acreana. Um grupo de 30 ônibus deixou nesta quinta-feira (25) a fábrica da CAIO, em Botucatu, no interior de São Paulo, e iniciou o deslocamento até o Acre.

Outros 30 veículos devem sair na sequência, completando um primeiro lote de 60 ônibus destinados ao sistema de transporte público da cidade. A previsão é que os primeiros carros cheguem a Rio Branco ao longo da próxima semana.

A viagem será feita por motoristas responsáveis pela entrega da frota. O percurso será realizado, principalmente, durante o dia, com paradas programadas para descanso durante a noite.

Os veículos são zero quilômetro, modelo 2026, e contam com equipamentos como ar-condicionado e entradas para carregamento de celulares. Após a chegada, os ônibus ainda precisarão passar por procedimentos de preparação antes de entrarem em operação.

O planejamento para renovação do sistema prevê 80 ônibus novos e 40 seminovos, totalizando 120 veículos. A ampliação da frota faz parte das mudanças previstas para o transporte coletivo de Rio Branco.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que a incorporação dos novos veículos busca melhorar as condições oferecidas aos passageiros e ampliar a qualidade do serviço na capital.

A expectativa da Prefeitura é que parte dos novos ônibus comece a circular ainda neste mês, após a conclusão das etapas necessárias para o início da operação.

Silvania diz que Nayara deixa “ambiente tóxico” após pedir exoneração da Secom

A jornalista Silvania Pinheiro reagiu à saída de Nayara Lessa do governo do Acre com críticas ao ambiente enfrentado pela então secretária de Comunicação do governo de Mailza Cameli. Em comentário publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (25), Silvania afirmou que Nayara foi perseguida e injustiçada e classificou como “tóxico, podre e fétido” o ambiente do qual a jornalista estaria se afastando após pedir exoneração da Secom.

A manifestação foi feita em uma publicação que noticiava a decisão de Nayara de deixar o comando da Secretaria de Estado de Comunicação. Silvania, que também já esteve à frente da comunicação do governo acreano, dedicou parte do comentário a elogiar a atuação profissional da jornalista.

“Sempre honrada, sempre honesta, sempre lutando, virando noites e madrugadas, dias afora dedicando-se a uma comunicação social decente para os profissionais da área e para a sociedade de fato”, escreveu.

Na sequência, Silvania elevou o tom e afirmou que Nayara teria enfrentado perseguição dentro do ambiente em que trabalhava. “Foi perseguida, injustiçada, tentaram te humilhar pelo fato de você não se render aos ‘feitores’ de plantão”, declarou.

O trecho de maior peso político do comentário aparece quando Silvania se refere diretamente ao ambiente do qual Nayara estaria saindo. “Você está livre desse ambiente tóxico, podre, fétido, desse castelo de areia e ilha da fantasia criada por essas pessoas”, escreveu.

Apesar da dureza das declarações, Silvania não apontou nomes nem explicou quem seriam os responsáveis pelas supostas perseguições, humilhações e pelo ambiente descrito por ela. Também não apresentou, no comentário, episódios específicos relacionados às acusações.

A manifestação ganha relevância pelo histórico das duas jornalistas dentro da estrutura de comunicação do Estado. Silvania já comandou a Secom e, posteriormente, ocupou a presidência da Fundação Aldeia de Comunicação e é uma pessoa de confiança do ex-governador Gladson Cameli. Nayara, por sua vez, construiu parte de sua trajetória profissional dentro da comunicação governamental antes de assumir o comando da secretaria.

A saída de Nayara também ocorre poucos dias depois da exoneração de três familiares da jornalista que ocupavam cargos na administração estadual. Na ocasião, Nayara afirmou respeitar a decisão da governadora Mailza, embora tenha dito que a forma como os desligamentos ocorreram causava “estranheza”.

No pedido para deixar a Secom, entretanto, Nayara adotou um tom institucional e não fez acusações públicas semelhantes às apresentadas por Silvania. A jornalista afirmou que a decisão ocorreu após uma reflexão sobre o momento atual e os próximos caminhos profissionais.

O comentário de Silvania coloca publicamente uma versão mais crítica sobre os bastidores da saída. Além da alegação de perseguição, a ex-integrante do governo descreveu um ambiente marcado, em sua avaliação, por conflitos e tentativas de desgaste contra Nayara.

Ao encerrar a mensagem, Silvania voltou a demonstrar apoio pessoal à jornalista. “Obrigada, Nay! Feliz de quem te tem como amiga, como profissional”, escreveu.

Alan Rick pede que instituto confirme em 48 horas diploma apresentado por Mailza

O senador e candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) solicitou ao Instituto de Ciências Sociais e Humanas (ICSH) que confirme, no prazo de 48 horas, a autenticidade do certificado de conclusão do curso de Pedagogia apresentado pela governadora e candidata à reeleição Mailza Assis (PP) à Justiça Eleitoral. O pedido foi encaminhado nesta quinta-feira (24).

Além de confirmar se o certificado foi efetivamente emitido pela instituição e se possui validade, a solicitação pede informações sobre a matrícula de Mailza, registros de frequência, histórico escolar e a ata de colação de grau. O documento apresentado no processo de registro da candidatura informa que ela concluiu Pedagogia no segundo semestre de 2019 e recebeu o grau em 6 de março de 2020. O certificado está datado de 10 de março daquele ano.

O documento foi apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) em 10 de agosto deste ano, durante o processo de registro da candidatura de Mailza ao Governo do Estado. A defesa de Alan Rick sustenta haver inconsistências que justificariam a conferência das informações acadêmicas diretamente com a instituição de ensino.

Um dos pontos levantados é a mudança na escolaridade informada à Justiça Eleitoral. Na eleição de 2022, quando concorreu ao cargo de vice-governadora na chapa de Gladson Cameli, Mailza declarou possuir ensino médio completo. Na candidatura de 2026 ao Governo do Acre, passou a constar com ensino superior completo. Dados públicos da eleição de 2022 registram a escolaridade da então candidata a vice como “ensino médio completo”.

A mudança de escolaridade, por si só, não comprova qualquer irregularidade. O pedido feito por Alan Rick busca obter da própria instituição os registros acadêmicos que possam confirmar a formação declarada pela governadora. A candidatura de Mailza ao Governo do Acre aparece como deferida na eleição de 2026.

No requerimento, os advogados de Alan Rick também argumentam que o acesso às informações seria necessário para eventual exercício de direitos em procedimentos judiciais ou administrativos. Até a publicação da apuração nesta sexta-feira (25), o instituto e a governadora não haviam apresentado resposta aos questionamentos encaminhados sobre o caso.

TRE-AC nega liminar para retirar post que chama Gladson Cameli de inelegível

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) negou pedido de urgência apresentado pelo candidato ao Senado Gladson Cameli para retirar do Instagram uma publicação do perfil @cbeacre, identificado como “Comitê Acreano de Boicote Eleitoral – CBE Acre”. O conteúdo apresenta a condenação do candidato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), informa que seu registro foi indeferido pela Justiça Eleitoral e utiliza, em destaque, a palavra “INELEGÍVEL”.

A decisão foi assinada pelo juiz auxiliar da propaganda eleitoral Leandro Leri Gross, relator do pedido de direito de resposta apresentado por Gladson. Além de negar a retirada imediata da postagem, o magistrado rejeitou o pedido para que fossem fornecidos dados cadastrais e registros de acesso do responsável pelo perfil.

A publicação questionada é formada por seis cards. Entre as informações apresentadas estão a pena de 25 anos e 9 meses de prisão aplicada pela Corte Especial do STJ na Ação Penal nº 1.076/DF, o valor determinado para ressarcimento e a situação do registro de candidatura. A legenda também anuncia uma série destinada a expor as chamadas “façanhas criminosas dos candidatos Acreanos”.

A defesa de Gladson argumentou que não pretendia impedir a divulgação das decisões judiciais, mas sustentou que a forma como as informações foram apresentadas ultrapassaria os limites da crítica política. Os advogados questionaram especialmente o uso da expressão “façanhas criminosas”, a tarja preta colocada sobre os olhos do candidato e o destaque dado à palavra “INELEGÍVEL”.

Também foi alegado que a publicação não deu o mesmo destaque ao fato de que a condenação criminal ainda não transitou em julgado e de que a decisão do TRE-AC que indeferiu o registro de candidatura, tomada em 11 de setembro, pode ser objeto de recurso. Enquanto houver recurso pendente, Gladson permanece com a candidatura sub judice.

Ao analisar o pedido de urgência, o juiz afirmou não ter encontrado, nesse primeiro momento, probabilidade suficiente do direito alegado pela defesa. A decisão registra que a existência da condenação no STJ, a pena, o ressarcimento e o indeferimento do registro não foram apontados pelo próprio candidato como informações falsas.

Para o magistrado, os dados divulgados têm origem em decisões judiciais públicas e tratam da atuação de um agente político no exercício de cargo público. “Os dados veiculados correspondem, portanto, a atos judiciais públicos, relativos à conduta de agente político no exercício de cargo público, tema de evidente interesse do eleitorado”, escreveu.

Sobre o uso da palavra “INELEGÍVEL”, o juiz lembrou que a condenação por órgão colegiado pelos crimes citados no processo atrai, em tese, a hipótese de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. A própria decisão de indeferimento do registro de Gladson no TRE-AC teve esse fundamento.

O magistrado também observou que um dos cards informa expressamente que a condenação não é definitiva, que Gladson recorre em liberdade ao Supremo Tribunal Federal e que o registro de candidatura foi indeferido pelo TRE-AC. Para o juiz, a ausência de uma explicação mais detalhada sobre os efeitos jurídicos da candidatura sub judice não transforma o conteúdo em fato sabidamente inverídico.

A expressão “façanhas criminosas” também foi analisada. Segundo a decisão, embora tenha caráter “áspero e irônico”, ela está relacionada à condenação colegiada por fraude à licitação, peculato-desvio, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O magistrado considerou que, nesse contexto, houve um juízo de valor sobre fatos submetidos a decisão judicial, e não a atribuição de um crime inexistente.

Em relação à tarja preta colocada sobre a fotografia, o juiz registrou que o recurso gráfico é utilizado pelo perfil em outras publicações da mesma série, inclusive em conteúdos envolvendo pessoas descritas apenas como investigadas. Por isso, não considerou haver, nesta análise inicial, tratamento exclusivamente direcionado a Gladson.

A decisão também trata da liberdade de expressão durante a campanha. O magistrado afirmou que políticos e ocupantes de cargos públicos estão sujeitos a maior escrutínio e que críticas contundentes fazem parte do debate democrático. Segundo ele, a intervenção da Justiça deve ocorrer diante de ofensa manifesta ou desinformação grave, e não apenas por causa de um enquadramento editorial desfavorável baseado em fatos verdadeiros.

O juiz ainda levou em consideração o alcance da postagem. Na captura apresentada à Justiça, realizada em 23 de setembro, a publicação contabilizava 19 curtidas. Para o relator, o alcance reduzido também não justificava a retirada imediata antes da manifestação da outra parte e do Ministério Público Eleitoral.

O TRE-AC também rejeitou o pedido para obrigar a plataforma a fornecer dados cadastrais e registros de acesso que permitissem identificar o responsável pelo perfil. O juiz entendeu que o procedimento de direito de resposta não é a via adequada para realizar uma investigação preliminar destinada a descobrir a identidade do autor.

Apesar das negativas, o processo ainda não terminou. Gladson recebeu prazo de um dia para corrigir a petição inicial, identificar o responsável pelo perfil @cbeacre e informar endereço para citação. Caso isso não seja feito, o pedido poderá ser rejeitado e o processo extinto sem julgamento do mérito.

Se a correção for apresentada, o responsável pelo perfil terá um dia para apresentar defesa. Depois, a Procuradoria Regional Eleitoral terá igual prazo para se manifestar antes de uma nova análise do caso.

A decisão também determinou que a Procuradoria Regional Eleitoral seja comunicada para avaliar eventuais providências relacionadas à vedação ao anonimato prevista na legislação eleitoral.

Zé Lopes participa de escuta com pessoas com deficiência e apresenta ações voltadas à inclusão

Encontro “Um Acre para Todos”, realizado por Alan Rick, reuniu pessoas com deficiência, familiares, profissionais e entidades para apresentar demandas e relatar dificuldades enfrentadas no acesso a direitos e serviços

O vereador e candidato a deputado estadual Zé Lopes participou da reunião de escuta ativa “Um Acre para Todos”, realizada pelo candidato ao Governo do Acre Alan Rick para ouvir as pessoas com deficiência, transtornos diversos, doenças crônicas, familiares, profissionais e representantes de entidades que atuam na defesa da inclusão.

O encontro foi marcado por depoimentos sobre as dificuldades enfrentadas diariamente no acesso à saúde, educação, atendimento especializado, diagnóstico, terapias, acessibilidade, inclusão no mercado de trabalho e garantia de direitos.

Participaram representantes da Associação dos Surdos, pessoas com fibromialgia e doenças renais crônicas, pessoas com deficiência visual, pessoas com paralisia cerebral, pessoas com dificuldades motoras e síndrome de Down, além do coletivo de autistas adultos, Associação Família Azul, ministérios voltados às pessoas com deficiência da Igreja Batista do Bosque, alunos autistas da Escolinha do Léo Moura e representantes da Associação dos Intérpretes do Acre.

A escuta também contou com mães e pais atípicos, cuidadores, mediadores e assistentes terapêuticos, profissionais da educação especial, intérpretes, psicólogos e psicopedagogos convidados.

Durante a reunião, Zé Lopes elogiou o Plano de Governo de Alan Rick, destacando a luta em Brasília por mais direitos. O parlamentar também apresentou iniciativas de seu mandato relacionadas às pessoas com deficiência e às famílias atípicas. Entre elas, destacou projetos voltados às mães atípicas e a destinação de emendas para apoiar projetos sociais que atendem esse público.

Zé também falou sobre propostas relacionadas à empregabilidade das pessoas com deficiência, além de medidas para ampliar as possibilidades de teletrabalho para servidores com deficiência e para servidores responsáveis pelos cuidados de pessoas com deficiência, observados os critérios previstos em lei.

Na área da saúde, destacou a importância da realização de mutirões capazes de apoiar famílias no processo de investigação e obtenção de laudos, ampliar o acesso a profissionais especializados e oferecer suporte às pessoas que convivem com doenças e condições crônicas.

Para Zé Lopes, ouvir diretamente quem enfrenta essas dificuldades é fundamental para transformar necessidades concretas em políticas públicas.

“Quem vive essa realidade todos os dias sabe onde estão as maiores dificuldades. São as mães que esperam atendimento para os filhos, as pessoas que precisam de um laudo, de uma terapia ou de acompanhamento especializado, os adultos autistas que também precisam ser enxergados e as pessoas com deficiência que querem trabalhar e ter autonomia. Nosso papel é ouvir essas pessoas e transformar essas demandas em ações concretas”, afirmou Zé Lopes.

O vereador também ressaltou que a inclusão precisa ser tratada de maneira transversal, envolvendo saúde, educação, assistência social, emprego, acessibilidade e autonomia.

Ao longo do encontro, Zé Lopes recebeu um prêmio pelo destaque como amigo da causa Tea, recebido da presidente da Família Azul do Acre, Heloneida, pelo apoio à comunidade.

Na ocasião, os participantes puderam apresentar suas experiências e demandas diretamente aos representantes políticos presentes. A proposta da reunião foi justamente reunir diferentes realidades em um mesmo espaço de diálogo, permitindo que pessoas com deficiência, familiares, entidades e profissionais contribuíssem com sugestões para a construção de políticas públicas.

Para Zé Lopes, a diversidade de participantes mostrou que políticas voltadas às pessoas com deficiência não podem ser construídas sem a participação direta de quem utiliza os serviços públicos.

“Não existe política de inclusão de verdade sem escuta. Precisamos ouvir a pessoa com deficiência, ouvir as famílias, os cuidadores e também os profissionais que estão na ponta. É dessa união que podem nascer soluções que realmente façam diferença na vida das pessoas”, concluiu.

Assessoria

Márcio Bittar critica ministros do STF e defende mudança no Senado após eleições

O senador Márcio Bittar publicou nas redes sociais um vídeo em que faz críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e relaciona o resultado das eleições de outubro à possibilidade de abertura de processos por crime de responsabilidade contra integrantes da Corte. Na gravação, o parlamentar também defende a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e uma maioria de direita no Senado a partir de 2027. A candidatura de Flávio Bolsonaro está registrada e foi validada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

“Outubro será o mês mais importante das nossas vidas”, afirmou Bittar. Ao longo do vídeo, o senador concentra as críticas nos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino e diz que o próximo Senado deverá exercer a competência constitucional de processar e julgar ministros do Supremo em casos de crime de responsabilidade.

A Constituição Federal estabelece que cabe privativamente ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Também determina que ministros da Corte são nomeados pelo presidente da República depois de a indicação ser aprovada pela maioria absoluta do Senado.

As declarações de Bittar têm como pano de fundo a crise interna aberta no Supremo durante a análise de petições relacionadas ao caso Banco Master. O senador afirmou no vídeo que estava em discussão a possibilidade de investigar Alexandre de Moraes e criticou a atuação dos ministros durante a sessão.

No julgamento realizado em 15 de setembro, o plenário discutia uma questão de ordem sobre a tramitação conjunta ou separada de duas petições relacionadas ao caso Master e envolvendo situações atribuídas aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O julgamento foi suspenso depois que Flávio Dino pediu vista. Antes da interrupção, o placar proclamado era de 4 a 3 pela análise separada dos casos. Dino chegou a se manifestar pela reunião das petições, mas seu posicionamento não entrou no placar após o pedido de vista.

Bittar atacou a condução do episódio e afirmou que o Senado precisa estar disposto a analisar pedidos de impeachment contra ministros quando houver acusação de crime de responsabilidade. “O freio existe, mas só funciona se quem está no Senado tiver coragem de usá-lo”, disse.

O senador também associou essa discussão à disputa presidencial. Segundo ele, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, acompanhada da eleição de uma maioria de direita para o Senado, criaria condições políticas para avançar com processos contra integrantes do STF e influenciar futuras indicações para a Corte.

“Punidos os que traíram a toga, virá a segunda tarefa: indicar para o Supremo verdadeiros juristas, escolhidos com seriedade, pessoas de notório saber e reputação ilibada, como exige a Constituição”, declarou Bittar.

Ao encerrar a manifestação, o senador voltou a pedir mudanças na composição política do Congresso e classificou como prioridade a atuação do Senado sobre o Supremo. “Eu sou Márcio Bittar, senador da República, e não vou me acovardar”, afirmou.