Governo paga metade de contrato de R$ 2,55 milhões por shows de Leonardo e Ana Castela

O Governo do Acre pagou R$ 1,275 milhão, metade de um contrato de R$ 2,55 milhões, à Apolo Assessoria pelos shows de Leonardo e Ana Castela na Expoacre 2026, em Rio Branco. A empresa contratada é uma microempresa aberta em 2022, registrada como empresário individual e com capital social declarado de R$ 1 mil.

O empenho nº 4460010814 foi emitido pela Casa Civil em 28 de julho de 2026 e está vinculado ao Contrato CC nº 45/2026 e ao processo SEI nº 4002.008447.00852/2026-84. A execução financeira reúne os dois artistas, suas bandas, equipes técnicas e a produção artística das apresentações.

O registro não divide quanto será pago a Leonardo, quanto ficará com Ana Castela e qual parcela será destinada à produção e aos demais serviços. A íntegra do contrato também não estava disponível nos portais públicos consultados até o fechamento desta matéria.

Sem as cláusulas, permanecem sem resposta a modalidade usada na contratação, as obrigações assumidas pela Apolo Assessoria, as empresas responsáveis pela representação dos cantores e as condições que permitiram o pagamento de metade do valor antes das apresentações.

Leonardo sobe ao palco da Expoacre no domingo, 2 de agosto. Ana Castela se apresenta na quinta-feira, 6. A programação financiada pelo governo também inclui Natanzinho Lima, Padre Fábio de Melo, Wesley Safadão e Som & Louvor. Bruno & Marrone serão contratados pela iniciativa privada, com cobrança de ingressos.

A distribuição dos ingressos para os shows promovidos pelo Estado começou nesta quarta-feira, 29 de julho. Cada pessoa precisa entregar dois quilos de alimentos não perecíveis por apresentação, com limite de quatro ingressos por CPF para cada show.

Nos dias 29 e 30 de julho, a troca ocorre em frente ao Palácio Rio Branco, das 8h às 20h. A partir de 31 de julho, os ingressos também serão distribuídos em supermercados parceiros. Os alimentos serão entregues a instituições sociais e famílias em situação de vulnerabilidade.

A doação de alimentos não paga os artistas. Os cachês e as demais despesas das apresentações organizadas pelo governo continuam sendo bancados com recursos públicos.

A contratação direta dos shows começou após o Tribunal de Contas do Estado suspender o modelo inicialmente planejado para a Expoacre. A Casa Civil pretendia repassar cerca de R$ 22 milhões a organizações da sociedade civil para executar diferentes partes da feira.

O Chamamento Público nº 002/2026 terminou sem interessados. Depois disso, o governo abriu procedimentos de dispensa de chamamento para escolher as entidades responsáveis pelos serviços.

Em 23 de julho, o TCE suspendeu os atos relacionados às organizações. A área técnica apontou restrição à competitividade, falta de estudos para comprovar os custos e falhas no planejamento. A decisão não impediu a realização da Expoacre, mas bloqueou o modelo de transferência dos recursos às entidades.

Após a cautelar, o chefe da Casa Civil, Cristovam Pontes, anunciou que o governo não recorreria à Justiça e faria as contratações diretamente. “Trabalhamos todo o final de semana para entregar os contratos e os processos prontos para que hoje a gente estivesse aqui anunciando os shows e os eventos”, declarou durante o lançamento da Expoacre.

O empenho de R$ 2,55 milhões para a Apolo Assessoria é o primeiro registro financeiro conhecido dessa nova forma de contratação. O valor também abre uma diferença que precisa ser explicada quando comparado ao orçamento elaborado para a Expoacre Juruá.

No Plano de Trabalho da Associação Transformar, a Casa Civil havia reservado R$ 2,1 milhões apenas para o show de Leonardo em Cruzeiro do Sul. Transporte, hospedagem, alimentação, passagens e produção das atrações nacionais estavam separados em outra despesa, de R$ 2,44 milhões.

Em Rio Branco, Leonardo e Ana Castela foram reunidos em um contrato de R$ 2,55 milhões, com bandas, equipes técnicas e produção artística. O valor é R$ 450 mil maior que os R$ 2,1 milhões reservados anteriormente para Leonardo sozinho no Juruá, uma diferença de 21,4%.

Os dois orçamentos não podem ser tratados como idênticos. Datas, locais, logística, duração dos shows e obrigações contratuais podem alterar os preços. Ainda assim, a Casa Civil precisa explicar por que o planejamento do Juruá destinava R$ 2,1 milhões apenas a Leonardo, com a logística separada, enquanto o contrato de Rio Branco reúne Leonardo, Ana Castela, bandas, equipes e produção por R$ 2,55 milhões.

Contratos firmados por outras administrações públicas também permitem comparar os valores. Em 2025, a Prefeitura de Princesa Isabel, na Paraíba, contratou Leonardo e sua empresa representante por R$ 800 mil. Em 2026, Ana Castela foi contratada por R$ 850 mil em Bauru e por R$ 900 mil em Cascavel, no Ceará.

Somadas, essas referências ficam entre R$ 1,65 milhão e R$ 1,7 milhão. O contrato do Acre supera esses valores entre R$ 850 mil e R$ 900 mil, diferença próxima de 50%.

Os preços não precisam ser iguais. Agenda, data, transporte, estrutura, duração da apresentação, distância e responsabilidades assumidas podem aumentar ou reduzir o custo. Para permitir uma comparação correta, a Casa Civil precisa publicar as propostas comerciais, os documentos usados como referência, as notas fiscais apresentadas para justificar os preços e a divisão dos R$ 2,55 milhões.

O valor conhecido ainda não representa o custo total dos shows da Expoacre. Até o fechamento desta matéria, não haviam sido identificados contratos financeiros em nome de Natanzinho Lima, Padre Fábio de Melo, Wesley Safadão ou Som & Louvor.

A despesa final dependerá desses quatro contratos e de possíveis pagamentos por palco, iluminação, som, geradores, segurança, camarins, transporte, alimentação e hospedagem.

A empresa que recebeu os R$ 1,275 milhão tem como razão social Kayque Cardoso de Souza e usa o nome fantasia Apolo Assessoria. O CNPJ 44.887.790/0001-44 foi aberto em 17 de janeiro de 2022, em São Paulo. A Apolo está registrada como empresário individual, enquadrada como microempresa e possui capital social declarado de R$ 1 mil. O valor corresponde a 0,08% dos R$ 1,275 milhão já pagos pelo Governo do Acre e a 0,04% do contrato total de R$ 2,55 milhões.

O endereço cadastrado fica na Rua Gonçalo da Costa, nº 46, sala 2, na Vila Santa Edwiges, em São Paulo. A atividade principal informada no cadastro empresarial é consultoria em gestão empresarial. A empresa também possui atividades secundárias ligadas à organização de eventos e à produção musical.

Não foram encontrados outros contratos públicos de valor semelhante vinculados ao mesmo CNPJ, nem registros públicos que comprovem a relação da Apolo com a Talismã Administradora de Shows, representante de Leonardo, ou com a Boiadeira Music, responsável pela carreira de Ana Castela.

O baixo capital social não impede uma empresa de contratar com o poder público e não comprova incapacidade financeira ou irregularidade. O dado, porém, aumenta a necessidade de o governo apresentar as garantias exigidas, a experiência da contratada, sua capacidade de executar o serviço e os vínculos formais com os artistas.

Também falta esclarecer se os R$ 1,275 milhão foram pagos como antecipação contratual, quais garantias o Estado exigiu antes de liberar o dinheiro e quando serão publicados o Contrato CC nº 45/2026 e os documentos usados para justificar o preço.

Alysson reforça continuidade da gestão em Rio Branco e declara apoio a Bocalom

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, apresentou nesta quarta-feira, 29 de julho, em Cruzeiro do Sul, um balanço das ações executadas desde que assumiu o comando da capital e reafirmou o apoio à pré-candidatura de Tião Bocalom ao governo do Acre. Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, Bestene colocou a continuidade administrativa, o cuidado com os recursos públicos e a lealdade política como bases da parceria construída entre os dois.

Alysson assumiu a Prefeitura de Rio Branco em 4 de abril de 2026, após a transmissão do cargo feita por Bocalom. Desde então, passou a conduzir uma estrutura administrativa que ajudou a construir como vice-prefeito e integrante direto da gestão municipal. A prefeitura mantém Bestene como atual prefeito da capital acreana.

A relação entre os dois atravessa mais de uma década. Alysson lembrou que a aproximação política começou em 2012, quando disputaram juntos a Prefeitura de Rio Branco, com Bocalom como candidato a prefeito e ele como candidato a vice. A parceria voltou a ser formada na eleição de 2024 e chegou ao comando da capital.

“Os nossos princípios sempre convergiram nesse sentido de fazer com que a coisa pública, de fato, chegasse às pessoas em primeiro lugar. Deus permitiu que, a partir de 2024, nós reeditássemos essa dupla e agora possibilitou que a gente assumisse a capital para dar sequência nesse trabalho inovador, moderno e com cara de capital”, afirmou Alysson.

Nos primeiros meses à frente da prefeitura, Bestene manteve obras que estavam em andamento e avançou em ações nas áreas de infraestrutura, transporte, produção rural e educação. Ele citou a preparação do Mercado Elias Mansour para entrega, as obras de unidades básicas de saúde, entre elas a da Vila Betel, e a recuperação de quadras e praças em diferentes bairros.

Segundo Alysson, dez espaços públicos foram revitalizados e entregues durante os primeiros cem dias de sua administração. Entre eles está a quadra com piso modular no bairro Doca Furtado, iniciada durante a gestão de Bocalom e concluída após a mudança no comando da prefeitura.

“Nesses cem dias, a gente vem dando sequência a obras importantes que ainda vamos entregar ao longo deste ano. São várias quadras e praças que estamos revitalizando e recuperando. Só ao longo desses cem dias foram dez que a gente já revitalizou e entregou”, disse.

A continuidade também alcançou o sistema de transporte coletivo. Alysson afirmou que a prefeitura iniciou um novo processo emergencial para ampliar e melhorar o atendimento aos passageiros, com a previsão de colocar 120 ônibus à disposição da população. A medida fazia parte das discussões mantidas com Bocalom ainda durante o período em que os dois administravam juntos a capital.

Bestene relacionou a capacidade de manter os investimentos ao equilíbrio financeiro construído pela gestão. Ele afirmou que recebeu a prefeitura com mais de R$ 150 milhões em caixa e que os recursos estão sendo aplicados em serviços e projetos voltados diretamente aos moradores.

“Isso é uma demonstração de um serviço sério e honesto, que só é possível diante da quantidade de recursos trabalhados com seriedade. Foram mais de R$ 150 milhões deixados em caixa, que a gente está aplicando bem para que esses benefícios voltem para a população”, declarou Alysson.

A estrutura municipal de obras recebeu atenção especial. O prefeito afirmou que a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco conta atualmente com mais de 85 máquinas e equipamentos, incluindo caminhões destinados aos serviços de pavimentação, manutenção das ruas e recuperação dos corredores de ônibus. Parte desse maquinário foi adquirida durante a administração de Bocalom e permanece em operação na atual gestão.

Na área rural, Alysson informou que as equipes municipais recuperaram aproximadamente 330 quilômetros de ramais e estradas vicinais durante o início do período de verão. A prefeitura também manteve a entrega de calcário, fertilizantes e outros insumos usados pelos produtores.

Outro programa citado pelo prefeito prevê a distribuição de 150 mil mudas de café para propriedades localizadas no entorno do cinturão verde de Rio Branco. Para Alysson, o trabalho desenvolvido na capital comprova que o apoio ao pequeno produtor e à agricultura familiar pode ampliar a produção, gerar renda e fortalecer a economia.

“Estamos distribuindo 150 mil mudas de café no entorno do cinturão verde. É uma marca que tenho certeza de que será implementada ao longo do estado, porque já demonstrou que funciona na capital: o avanço da produção, apoiando o pequeno produtor e a agricultura familiar”, afirmou.

A educação também ocupa espaço central na gestão. Alysson lembrou que assumiu a Secretaria Municipal de Educação quando ainda era vice-prefeito e acompanhou investimentos em tablets, computadores, material escolar, fardamento e calçados para os estudantes. Ele também citou o projeto que levou alunos da rede municipal a uma experiência educacional nos Estados Unidos, com visitas à NASA e à Disney, iniciativa criada durante a administração de Bocalom e mantida pela atual prefeitura.

“A educação transforma. Quando ela é bem conduzida, prepara as crianças para o futuro. A gente evita a violência e cria condições para que essas crianças possam se tornar grandes profissionais, médicos, advogados, cientistas e, quem sabe, futuros prefeitos e governadores”, declarou Alysson.

Alysson apresentou os resultados da capital como consequência de uma gestão compartilhada, iniciada ao lado de Bocalom e mantida depois da transmissão do cargo. Para ele, a relação entre os dois permanece sustentada por princípios comuns, pela confiança e pelo compromisso de levar os serviços públicos até as famílias.

Bocalom afirmou que acompanhava o desempenho de Alysson com tranquilidade porque conhecia a capacidade administrativa do antigo vice. “Ele surpreendeu todo mundo, mas a mim não surpreendeu, porque eu sabia que ele ia fazer isso”, disse o ex-prefeito, ao comentar os primeiros meses da nova administração.

O reconhecimento foi acompanhado pela defesa de que o trabalho realizado em Rio Branco pode servir como referência para os demais municípios. Bocalom afirmou que deixou a prefeitura com segurança porque o projeto administrativo continuaria sob o comando de alguém em quem confia.

“Nós deixamos a nossa marca. Estou muito feliz de ter deixado a prefeitura para disputar o governo porque sei que podemos fazer no estado aquilo que fizemos em Acrelândia e em Rio Branco, em parceria com todos os prefeitos, para mudar a vida da população. Estou feliz de estar acompanhado do Alysson”, declarou Bocalom.

No campo político, Alysson reafirmou que apoiará Bocalom na disputa pelo governo estadual. O prefeito explicou que comunicou sua decisão ao Progressistas e se afastou temporariamente das atividades partidárias para evitar constrangimentos internos, mas permanece filiado à legenda.

Bestene afirmou que tomou a decisão com transparência e que pretende manter a palavra dada ao antigo parceiro de administração. “Desde que o meu amigo Tião Bocalom decidiu partir para esse desafio de governar o estado do Acre, pela experiência, pela história e pela gestão de resultados, eu me comprometi a apoiá-lo. Esse compromisso eu vou honrar sempre, até o final”, declarou.

Para Alysson, a experiência acumulada por Bocalom nas prefeituras de Acrelândia e Rio Branco oferece uma base administrativa para a construção de um projeto estadual. O prefeito defendeu uma gestão voltada ao desenvolvimento econômico, à geração de oportunidades e ao atendimento das crianças, dos idosos e das famílias.

“Acredito nesse trabalho que vem sendo construído há muitos anos. Rio Branco tem mudado e avançado com uma gestão séria e competente. Espero que o estado do Acre seja conduzido com esses mesmos princípios, que também são os meus: servir as pessoas em primeiro lugar, com seriedade e honestidade”, afirmou.

Ao encerrar a entrevista, Bocalom tratou o apoio de Alysson como uma das principais forças políticas de sua caminhada. “Eu tenho o apoio do prefeito que administra a capital, que representa metade da população do estado. Tenho certeza de que nós vamos honrar cada voto e lutar para melhorar a vida das pessoas”, disse.

A presença dos dois em Cruzeiro do Sul levou ao Juruá a imagem de uma parceria que atravessou eleições, chegou à Prefeitura de Rio Branco e permaneceu unida depois da mudança de comando. Alysson voltou para a capital com a responsabilidade de manter obras, programas e serviços, enquanto Bocalom passou a apresentar ao estado uma experiência administrativa que continua em execução pelas mãos do antigo vice e atual prefeito.

Bocalom apresenta projeto para fortalecer produção e gerar emprego no Acre

O pré-candidato ao governo do Acre Tião Bocalom apresentou, na manhã desta quarta-feira, 29 de julho, em Cruzeiro do Sul, as bases do projeto político que pretende levar à disputa estadual ao lado do pré-candidato a vice-governador Sargento Adonis. Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, Bocalom colocou a geração de emprego, o fortalecimento da agricultura e a aproximação entre o Vale do Juruá e as demais regiões do estado no centro de sua proposta.

A passagem por Cruzeiro do Sul ocorreu após a apresentação pública de Sargento Adonis como integrante da chapa. Bocalom afirmou que a escolha nasceu de uma sequência de conversas e da identificação de valores comuns entre os dois. Para ele, o militar reúne ligação com a população, disposição para percorrer o estado e conhecimento da realidade vivida pelas famílias do Juruá.

“Deus colocou no coração dele e colocou no meu coração que a gente tinha que andar juntos”, disse Bocalom. O pré-candidato contou que recebeu manifestações favoráveis ao nome de Adonis vindas de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e de outras cidades acreanas.

Bocalom também lembrou a participação de Adonis na eleição municipal de 2020, quando o militar disputou a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e conquistou uma votação expressiva por meio do contato direto com os moradores. A trajetória, segundo ele, demonstrou capacidade de mobilização e abriu caminho para a formação de uma chapa com presença política no Juruá.

“Eu tenho certeza absoluta de que o Adonis vai representar muito bem o nosso Vale do Juruá. Não é só Cruzeiro do Sul. A família dele tem raízes em Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Isso é muito importante”, afirmou Bocalom. Ele definiu o pré-candidato a vice como um homem simples, cristão, leal e comprometido com uma forma de fazer política voltada ao atendimento da população.

A produção rural ocupou a maior parte da entrevista. Bocalom defendeu uma política estadual que ofereça ramais em condições de tráfego, assistência técnica, mecanização, tratores, combustível, peças e acompanhamento permanente aos produtores. O objetivo, afirmou, é criar condições para que as famílias aumentem a produtividade, ampliem a renda e movimentem o comércio dentro dos próprios municípios.

O pré-candidato usou sua experiência com o cultivo de café para explicar o potencial da agricultura acreana. Ele relatou que mantém uma área de quatro hectares e que a produção passou de 140 sacas por hectare, no ano anterior, para 204 sacas por hectare na colheita mais recente. Para Bocalom, resultados como esse podem alcançar milhares de famílias quando o poder público garante estrutura, conhecimento técnico e apoio contínuo.

“Eu quero que o produtor ganhe dinheiro. Não tem outra saída para a agricultura familiar. É o café, é o cacau, é o leite, é o arroz, é o milho e é o feijão, produtos que são consumidos aqui”, declarou. Bocalom calcula que o aumento da produção local pode manter mais de R$ 2 bilhões por ano circulando no Acre, reduzir a compra de alimentos de outros estados e criar novas oportunidades de trabalho.

Na visão apresentada durante a entrevista, a riqueza produzida no campo chega às cidades por meio da compra de máquinas, veículos, materiais de construção, alimentos, serviços e outros produtos. Bocalom resumiu essa relação ao afirmar que “campo rico é cidade rica”, defendendo uma economia na qual o desenvolvimento rural fortaleça também os comerciantes e trabalhadores das áreas urbanas.

A agroindustrialização aparece como uma etapa desse processo. Bocalom explicou que fábricas de café, arroz, leite, óleo, carne suína e carne de frango precisam de matéria-prima em quantidade suficiente para operar durante todo o ano. Por isso, o primeiro passo de seu projeto será ampliar a produção e organizar as cadeias produtivas.

“Só existe indústria se tiver matéria-prima. Vamos fazer matéria-prima primeiro, que as indústrias vêm”, afirmou. A proposta prevê que o crescimento da agricultura abra espaço para novos empreendimentos, agregue valor aos produtos acreanos e mantenha uma parcela maior da riqueza dentro do estado.

Bocalom também apresentou o trabalho como instrumento de transformação social. Ele afirmou que deseja criar oportunidades para que as famílias possam aumentar a renda, comprar a casa própria, adquirir veículos, investir na propriedade e garantir melhores condições de estudo aos filhos.

“Eu quero dar oportunidade para o povo ganhar dinheiro, comprar seu caminhão, comprar seu carro, comprar sua casa e colocar o filho para estudar. É isso que eu quero”, declarou. O pré-candidato associou essa visão aos projetos de café desenvolvidos no Juruá e elogiou os produtores que vêm ampliando a atividade em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e municípios próximos.

Sargento Adonis afirmou que assumiu o projeto com responsabilidade e disposição para percorrer todas as regiões acreanas. “O que eu tenho para ofertar ao povo do Acre é a minha sinceridade e a minha lealdade. Nós vamos caminhar de Assis Brasil a Mâncio Lima, carregando nas costas o projeto do Tião Bocalom”, disse.

A entrevista marcou o início de uma agenda conjunta no Juruá e apresentou uma chapa baseada na experiência administrativa de Bocalom e na presença regional de Adonis. Com a produção rural como principal caminho para gerar emprego e renda, os dois defenderam um projeto de integração do Acre, apoio ao trabalhador e criação de oportunidades para as famílias nos municípios.

Expoacre 2026 é lançada em Rio Branco; Mailza garante realização dos shows

O governo do Acre lançou oficialmente, nesta terça-feira, 28 de julho, a programação da Expoacre 2026 e confirmou a manutenção dos shows nacionais. A apresentação ocorreu no Galpão do Empreendedorismo, no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco, onde a feira será realizada entre os dias 1º e 9 de agosto.

Durante o lançamento, a governadora Mailza Assis afastou as dúvidas sobre a realização das atrações após a suspensão de contratos pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre. “Vai ter Expoacre e todos os shows gratuitos, sim”, afirmou.

A programação musical terá Leonardo, Natanzinho Lima, Padre Fábio de Melo, Wesley Safadão, Ana Castela, a banda Som & Louvor e a dupla Bruno & Marrone. As apresentações serão distribuídas ao longo dos nove dias de feira, com início previsto para as 22h no palco principal.

O secretário-chefe da Casa Civil, Cristovam Pontes de Moura, explicou que o governo alterou o modelo jurídico usado na organização da Expoacre. A administração estadual desistiu de recorrer à Justiça contra a decisão do TCE e substituiu os acordos com organizações da sociedade civil por contratações feitas diretamente pela Casa Civil.

A mudança foi definida com apoio da Procuradoria-Geral do Estado. As equipes trabalharam durante o fim de semana para reorganizar os processos administrativos e garantir a continuidade da programação. “O formato dos shows e o formato do evento serão idênticos ao do ano passado”, declarou Cristovam.

Os shows terão ingressos solidários. A primeira etapa de troca começa nesta quarta-feira, 29, e continua na quinta-feira, 30, em tendas montadas em frente ao Palácio Rio Branco. O atendimento será realizado das 8h às 20h, mediante a entrega de dois quilos de alimentos não perecíveis. Depois desse período, a distribuição continuará em supermercados credenciados da capital.

Os primeiros ingressos disponibilizados serão para as apresentações de Leonardo, marcada para domingo, 2 de agosto, e Natanzinho Lima, na segunda-feira, 3. A organização divulgará os demais pontos de troca e as datas de distribuição das entradas para os outros shows.

Além das atrações musicais, a Expoacre 2026 terá cavalgada, rodeio, vaquejada, motocross, exposição de animais, gastronomia, agricultura familiar e espaços destinados ao comércio, à indústria e aos serviços. A abertura ocorre no sábado, 1º de agosto, com a tradicional Cavalgada.

Rua São José recebe pavimentação reforçada em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta terça-feira, 28 de julho, a pavimentação da Rua São José, na região do Betel. A obra inclui recuperação da base, drenagem, melhorias nas redes de água e esgoto e aplicação de Tratamento Superficial Duplo, que será coberto por uma camada de microrevestimento para aumentar a resistência e a durabilidade da via.

O prefeito Alysson Bestene acompanhou os serviços durante uma visita técnica ao local. A intervenção faz parte do programa Prefeitura nas Ruas, que reúne equipes municipais em ações de infraestrutura, limpeza urbana, drenagem e manutenção nos bairros da capital acreana.

“A Rua São José era uma demanda antiga dos moradores”, afirmou o prefeito. Ele disse que a área já havia sido incluída no levantamento de vias que precisavam de recuperação e que a obra busca melhorar o acesso às residências e as condições de mobilidade da comunidade.

Antes da pavimentação, as equipes fizeram a reconstrução da base da rua e executaram serviços nas redes de drenagem, água e esgoto. Após a aplicação do Tratamento Superficial Duplo, a via receberá o microrevestimento, usado como proteção complementar do pavimento.

O diretor-presidente da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco, Abdel Derze, explicou que o TSD tem custo menor que outros tipos de pavimentação e pode apresentar longa vida útil quando executado corretamente. A camada adicional de microrevestimento deverá reduzir o desgaste provocado pelo tráfego e pelas condições climáticas.

A obra atende a uma reivindicação de moradores que aguardavam a melhoria havia décadas. Maria Lúcia, que vive na Rua São José há 35 anos, contou que chegou à região quando havia apenas três casas e o acesso era feito por um pequeno caminho mantido pelos próprios moradores.

Tereza do Nascimento, moradora da rua há cerca de 30 anos, relatou que a lama e os buracos dificultavam o deslocamento, principalmente durante o período chuvoso. Com problemas nas pernas e no joelho, ela enfrentava dificuldades para sair de casa e circular pela comunidade.

A pavimentação deve melhorar o tráfego de veículos e pedestres, facilitar o acesso às residências e reduzir os transtornos provocados pelas chuvas na região do Betel.

Cruzeiro do Sul inicia asfaltamento do Ramal Pentecostes com investimento de R$ 2,26 milhões

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul iniciou nesta terça-feira (28) o asfaltamento de dois quilômetros do Ramal Pentecostes, na zona rural do município. A obra recebe investimento de R$ 2,26 milhões e busca melhorar o tráfego, ampliar a segurança dos moradores e facilitar o transporte da produção agrícola.

Os trabalhos foram acompanhados pelo prefeito Zequinha Lima durante a manhã. A pavimentação deve beneficiar famílias que utilizam diariamente a estrada para chegar às comunidades, transportar mercadorias e acessar serviços na área urbana.

“Com essa pavimentação asfáltica, a população terá mais qualidade de vida, facilitando o escoamento da produção rural e proporcionando mais segurança para quem utiliza essa estrada todos os dias”, afirmou o prefeito.

Os recursos são do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio do governo federal. A Prefeitura de Cruzeiro do Sul ficou responsável pela execução dos serviços.

O prazo previsto para a conclusão da obra é de 120 dias. A intervenção integra as ações de melhoria da infraestrutura viária nas comunidades rurais do município.

Ufac anuncia oito novos cursos e prevê concurso com 68 vagas para professores

A Universidade Federal do Acre anunciou nesta terça-feira, 28 de julho, a criação de oito cursos de graduação em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A expansão deve abrir mais de 505 vagas para estudantes entre 2026 e 2027, além de permitir a realização de concurso público para novos professores.

No campus-sede, em Rio Branco, serão implantados os cursos de Farmácia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Engenharia da Computação, Inteligência Artificial e Pedagogia Bilíngue. No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a universidade oferecerá Educação Especial Inclusiva e Letras-Inglês, este último na modalidade de ensino a distância.

A ampliação foi anunciada pela reitora Guida Aquino após a Ufac ser contemplada pelo programa Universidades Transformadoras, do Ministério da Educação. A iniciativa federal busca atualizar a oferta acadêmica das universidades diante das mudanças tecnológicas, econômicas e demográficas, com ações voltadas à inovação, inclusão e planejamento institucional.

Além das vagas para estudantes, a universidade receberá 68 novos códigos de vagas para docentes. A previsão é preencher 30 cargos em 2026 e outros 38 em 2027. “São 30 em 2026 e 38 em 2027, ou seja, vamos ter concurso”, afirmou a reitora.

A pró-reitora de Graduação, Ednacelí Damasceno, participou do anúncio e confirmou a implantação dos dois cursos destinados a Cruzeiro do Sul. A abertura das graduações dependerá agora da organização dos projetos pedagógicos, da estrutura acadêmica e dos processos de ingresso que serão definidos pela instituição.

Jorge Viana visita Alysson Bestene e defende união institucional pelo Acre

O ex-governador e pré-candidato ao Senado Jorge Viana visitou o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, na segunda-feira, 27 de julho, no gabinete da Prefeitura. Durante o encontro, os dois defenderam o diálogo entre gestores e representantes políticos para buscar recursos e soluções para a capital e os demais municípios do Acre.

Viana preparou e serviu café ao prefeito antes da conversa. Ele afirmou que tem visitado as prefeituras durante viagens pelo estado, independentemente da filiação partidária dos gestores, e defendeu que o respeito às instituições deve prevalecer sobre as disputas políticas.

“Estou andando o estado inteiro e, como pré-candidato ao Senado, não tenho como deixar de respeitar quem está exercendo um mandato. Vim dar um abraço ao prefeito, como fiz em todas as prefeituras que visitei. Rio Branco é a cidade onde nasci e da qual também já fui prefeito. Quero desejar sucesso ao Alysson e colocar meu nome à disposição para ajudar no que for preciso”, declarou.

O ex-governador afirmou que pretende manter o diálogo com prefeitos e outras autoridades caso seja eleito senador. Entre as prioridades citadas estão a busca por recursos federais, o apoio aos municípios e a construção de soluções para problemas enfrentados pela população.

“A primeira coisa que farei, se eleito, será novamente visitar as autoridades para me colocar à disposição. Meu compromisso não é ideológico nem partidário. Meu compromisso é com o Acre. O senador precisa ajudar a resolver problemas, buscar recursos e construir soluções para melhorar a vida das pessoas”, disse Viana.

Alysson Bestene agradeceu a visita e afirmou que a Prefeitura de Rio Branco está aberta a parcerias que resultem em políticas públicas para a população.

“Nosso pensamento é colocar as pessoas em primeiro lugar. Quando fazemos política pensando na população, estamos sempre de portas abertas para construir políticas públicas que cheguem a quem mais precisa. Pode contar com a Prefeitura de Rio Branco para trabalharmos juntos em tudo aquilo que for importante para nossa cidade e para nosso povo”, declarou o prefeito.

Viana também citou sua experiência como prefeito de Rio Branco, governador do Acre e senador. Ele afirmou que pretende usar a trajetória política para colaborar com os gestores e ampliar a capacidade do estado de buscar investimentos e enfrentar problemas locais.

“Sei dos desafios e também conheço os caminhos para buscar soluções. Não acredito que o papel de um senador seja alimentar disputas ideológicas. O Acre precisa de união, diálogo e trabalho para enfrentar seus problemas e construir um futuro melhor para todos”, concluiu.

Comitê para a Proteção dos Jornalistas divulga caso de agressão contra Chico Melo

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas, organização internacional de defesa da liberdade de imprensa, divulgou o caso de agressão e ameaça contra o jornalista Chico Melo, diretor do grupo independente Integração, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. A entidade cobrou das autoridades brasileiras uma investigação rápida e completa sobre o ataque, ocorrido na madrugada de 22 de julho, e pediu a responsabilização dos envolvidos.

A manifestação do Comitê para a Proteção dos Jornalistas deu projeção internacional ao episódio. Chico Melo foi atacado dentro da própria casa por quatro homens armados, que invadiram o quarto onde ele estava, fizeram perguntas sobre sua atuação no rádio e o ameaçaram. O jornalista foi espancado com socos e chutes, sofreu ferimento na cabeça e teve o celular exigido pelos agressores, além de uma transferência bancária de US$ 400.

A coordenadora do programa da América Latina do Comitê para a Proteção dos Jornalistas, Cristina Zahar, classificou a violência contra Melo como um ataque grave à liberdade de imprensa e ao jornalismo local no Brasil. “A violência sofrida por Chico Melo em sua própria casa é um grave ataque contra a liberdade de imprensa e o jornalismo local no Brasil”, afirmou.

Em vídeo publicado após a agressão, Chico Melo relatou que ficou cerca de meia hora sob violência e ameaça. “Eles me torturaram por meia hora, e eu realmente pensei que fosse morrer”, disse o jornalista.

O caso foi levado ao conhecimento público internacional após Melo relatar suspeita de motivação política. Ele vinha publicando reportagens sobre suposto desvio de recursos públicos destinados a uma feira agropecuária na região do Juruá. O jornalista e o radialista Rogério Wenceslau também disseram ter recebido ameaça de prisão de uma autoridade de alto escalão do governo estadual depois da divulgação das denúncias.

A Federação Nacional dos Jornalistas e o sindicato local repudiaram o ataque. A investigação policial apura as circunstâncias da agressão. O policial Heverton Carvalho, responsável pelo caso, informou ao Comitê para a Proteção dos Jornalistas que todas as linhas de investigação estão sendo analisadas, inclusive a possível ligação com o trabalho jornalístico de Melo, mas que ainda não há elementos suficientes para confirmar essa relação.

Roberto Duarte cobra entrada da PF e põe sob suspeita investigação da Polícia Civil no caso Chico Melo

O deputado federal Roberto Duarte (Republicanos-AC) pediu à Superintendência da Polícia Federal no Acre que entre na investigação do ataque ao jornalista Chico Melo, em Cruzeiro do Sul. Para o parlamentar, a Polícia Civil não reúne condições para conduzir o inquérito com exclusividade porque a própria corporação aparece nos relatos de intimidação feitos pelos jornalistas antes da agressão. O pedido foi protocolado por meio do Ofício nº 0040/2026.

A questão central levantada por Duarte não está apenas na violência sofrida por Chico Melo, mas no ambiente político que antecedeu o ataque. Em 17 de julho, cinco dias antes da invasão à casa do jornalista, Chico e Rogério Wenceslau relataram publicamente, no programa Jornal da Manhã, da Rádio Integração, ameaças de prisão atribuídas a integrantes do alto escalão do Governo do Acre.

As ameaças teriam surgido depois que os dois jornalistas divulgaram suspeitas de desvios na aplicação de recursos públicos destinados à Expoacre. O caso provocou notas de repúdio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre e da Federação Nacional dos Jornalistas.

Roberto Duarte também levou à Polícia Federal o relato de que Madson Cameli, esposo da governadora Mailza Cameli, teria feito ameaças aos jornalistas e mencionado influência junto ao comando da Polícia Civil. A acusação depende de investigação e prova, mas, para o deputado, impede que a corporação estadual permaneça como única responsável pelo caso.

“A mesma instituição apontada como instrumento da intimidação é a que hoje conduz, com exclusividade, o inquérito instaurado para apurar o ataque”, afirmou Duarte no documento encaminhado à Polícia Federal.

O parlamentar sustenta que o problema ultrapassa a capacidade técnica dos delegados, agentes e peritos. A crise está na falta de distância institucional. A Polícia Civil é subordinada ao governo estadual, enquanto pessoas ligadas ao núcleo político do governo aparecem nos relatos apresentados pelos jornalistas.

Nesse cenário, Duarte considera que a investigação exclusiva da Polícia Civil nasce comprometida por suspeitas de interferência, limitação das apurações e eventual abafamento de linhas que possam alcançar integrantes do poder estadual. “A condução da apuração exclusivamente pela Polícia Civil do Acre compromete a isenção, a credibilidade e a eficácia da investigação”, escreveu.

O deputado também chama atenção para o fato de que a abertura do inquérito foi comunicada em nota oficial do próprio Governo do Estado. Para ele, a circunstância aumenta a necessidade de uma força externa, com autonomia administrativa e política, capaz de investigar tanto os executores do ataque quanto possíveis mandantes e interesses envolvidos.

A entrada da Polícia Federal, na avaliação de Duarte, permitiria separar a investigação da estrutura citada pelos jornalistas e afastaria a suspeita de que o caso possa ser controlado dentro do aparato estadual. Sem essa medida, qualquer resultado produzido pela Polícia Civil continuará sob questionamento público.

O parlamentar relaciona ainda o episódio ao processo eleitoral de 2026. Jornalistas ameaçados após fiscalizarem gastos públicos, em plena disputa política, não representam apenas um caso de violência individual. O ataque atinge o direito da população acreana de conhecer denúncias sobre dinheiro público e acompanha uma tentativa de impor medo a profissionais responsáveis pela fiscalização do governo.

Duarte argumenta que a Polícia Federal também possui atribuições de polícia judiciária eleitoral. Para ele, uma possível perseguição contra jornalistas durante o período eleitoral pode afetar a liberdade de informação e a normalidade do debate político no Acre.

O pedido não atribui culpa definitiva a qualquer pessoa. A cobrança do deputado é por uma investigação fora da estrutura estadual citada nas denúncias. O ponto levantado por Roberto Duarte é direto: uma instituição mencionada em relatos de intimidação não pode investigar sozinha um crime cometido contra quem fez as acusações.