Sargento Adonis diz que escolha de Bocalom fortalece o Juruá

O primeiro-sargento da Polícia Militar Adonis Souza afirmou nesta segunda-feira, 27 de julho, que aceitou o convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa de Tião Bocalom por acreditar que a composição abre espaço para o Vale do Juruá dentro de um projeto estadual. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, ele prometeu uma campanha feita nas ruas, nos rios e nas comunidades, negou qualquer briga com o senador Alan Rick e defendeu a experiência administrativa do pré-candidato ao governo.

Ainda assimilando a mudança provocada pelo anúncio, Adonis falou sobre o momento político e pessoal que vive. “Eu estou feliz. Confesso que a ficha ainda está em processamento para definitivamente cair. Ainda estou vivenciando esse estado de emoção”, afirmou.

Antes de tratar da disputa eleitoral, o sargento prestou solidariedade ao jornalista Chico Melo, vítima de violência dentro da própria casa. Adonis lembrou que os dois são amigos há mais de 20 anos e estudaram Letras Vernáculas na Universidade Federal do Acre. Com quase 24 anos de serviço na Polícia Militar, ele condenou o ataque e defendeu o combate ao crime dentro dos limites da lei.

“A gente sempre combateu o crime de forma muito firme, porém respeitando a dignidade da pessoa humana. Eu repudio todo e qualquer tipo de violência e quero mandar um abraço para o nosso amigo Chico Melo”, declarou.

Ao explicar como pretende contribuir com a chapa, Adonis recorreu à imagem de uma campanha distante dos gabinetes e próxima das pessoas. Ele afirmou que pretende percorrer Cruzeiro do Sul, os demais municípios do Juruá e todas as regiões do Acre.

“Nós vamos continuar gastando solado de sapato. Vamos subir rios, descer rios, subir barrancos, descer barrancos, andar em trilhas dentro da mata e dentro de igarapés. Estaremos nesse projeto de corpo, alma e também com os pés no chão”, disse.

A escolha de um nome de Cruzeiro do Sul para a vaga de vice foi apresentada por Adonis como um gesto político em favor do interior. “Tião Bocalom faz um golaço quando escolhe um filho do Juruá para compor sua chapa como vice-governador. Ele dá um presente para a região do Vale do Juruá”, afirmou.

O sargento também chamou atenção para sua condição de servidor público e para a posição que ocupa dentro da Polícia Militar. Sem mandato e sem grande estrutura financeira, ele disse que sua escolha foge do perfil normalmente procurado para completar uma chapa majoritária.

“Como é que ele escolhe um servidor público que não ostenta nenhum poderio econômico? Ele escolhe uma pessoa que é militar, mas de uma graduação considerada baixa. Poderia ter escolhido um coronel”, declarou.

Adonis afirmou que recebeu o convite com responsabilidade e que pretende estudar as necessidades do Juruá, sem limitar sua atuação à região onde nasceu e construiu sua trajetória política. “Nós somos filhos daqui, mas precisamos andar por todo o estado do Acre e construir projetos que possam melhorar a vida das pessoas”, disse.

Durante a entrevista, ele defendeu a experiência de Bocalom como professor, vereador, prefeito de Acrelândia, secretário estadual de Agricultura, presidente da Emater e prefeito de Rio Branco. Para Adonis, essa trajetória permitirá que a chapa apresente ações já experimentadas na administração pública.

“Os nossos concorrentes vão apresentar propostas. Tião Bocalom vai apresentar um projeto consolidado de gestão que já deu certo”, afirmou.

A mudança de grupo político também esteve entre os principais pontos da conversa. Adonis manteve proximidade com Alan Rick e participou de disputas eleitorais ao lado do senador. Agora, os dois estarão em projetos diferentes na corrida pelo Governo do Acre. O sargento negou que a decisão tenha provocado rompimento pessoal.

“Foi uma decisão tomada com equilíbrio, pautada em princípios e coerência. Eu não estou em briga com o Alan de forma alguma”, declarou.

Adonis acrescentou que considera legítimo Alan Rick defender a própria candidatura e reivindicou o mesmo direito de escolha. “É normal ele seguir o caminho dele e defender aquilo em que acredita, como também é legítimo eu fazer minhas escolhas e seguir o projeto em que acredito. Não existe nenhuma animosidade entre mim e o senador”, afirmou.

A entrevista concentrou-se mais na formação da chapa, na representação do Juruá e no perfil de campanha do que em propostas detalhadas de governo. Adonis falou em melhorar a vida da população e impulsionar a economia do Acre, mas não apresentou metas, prazos ou programas específicos para áreas como saúde, educação, segurança, produção rural e infraestrutura.

A maneira como pretende exercer a política foi resumida em uma das declarações mais fortes da entrevista. “A política é para servir. Política é um sacerdócio, é a arte de servir bem as pessoas”, disse.

Naluh Gouveia alerta para uso de OSCs no repasse de R$ 22 milhões da Expoacre 2026

A suspensão dos atos relacionados ao repasse de R$ 22 milhões para a Expoacre 2026 levou o Tribunal de Contas do Estado do Acre a discutir os riscos da contratação de organizações da sociedade civil para administrar grandes eventos financiados com recursos públicos. Durante a 1654ª Sessão Ordinária do TCE-AC, a conselheira Naluh Gouveia afirmou que entidades estariam sendo criadas para movimentar dinheiro público sem controle adequado e cobrou maior rigor na aplicação do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.

A análise ocorreu no processo que trata do chamamento público conduzido pela Secretaria de Estado da Casa Civil para a realização da feira agropecuária. A proposta inicialmente estimada em R$ 20 milhões passou para R$ 22 milhões após a divisão da execução do evento. O processo não apresentou memórias de cálculo, cotações de mercado ou justificativas técnicas suficientes para sustentar os valores e a alegação de urgência usada pela administração estadual.

Naluh afirmou que o problema não se limita ao Acre e fez uma acusação direta sobre a finalidade de parte das organizações que passaram a receber recursos públicos. “Hoje a gente tá vendo uma coisa muito triste no Brasil, e não é uma característica daqui só do nosso estado… Organizações sendo criadas literalmente para lavagem de dinheiro. Claro que a gente sabe que tem organizações sérias, mas hoje, na sua maioria, nós estamos com esse problema”, declarou durante o julgamento.

A fala foi feita no contexto da discussão sobre o uso da Lei nº 13.019/2014, que regulamenta as parcerias entre o poder público e as organizações da sociedade civil. O modelo foi criado para apoiar projetos de interesse social executados por entidades sem fins lucrativos, mas também passou a ser empregado na organização de feiras, festivais e shows financiados com verbas públicas.

Esses contratos podem envolver montagem de estruturas, segurança privada, sonorização, iluminação, divulgação e contratação de artistas. Para o TCE-AC, a ausência de detalhamento dos custos impede a comparação com os preços de mercado e reduz a capacidade de fiscalização sobre a destinação dos recursos.

Naluh lembrou que as organizações não governamentais tiveram papel importante no atendimento de comunidades e grupos que não recebiam assistência adequada do Estado. Citou como exemplo o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular, o Cedep, que atua há décadas no enfrentamento à violência contra a mulher.

A conselheira questionou, porém, a contratação de entidades sem experiência compatível com o objeto das parcerias e criticou a participação de organizações ligadas a lideranças religiosas na produção de eventos sem caráter religioso. “A gente não consegue entender como é que pastores hoje estão fazendo eventos não religiosos… virou uma coisa absurda e a gente precisa estar muito atento a isso.”

A preocupação também alcança os municípios. Naluh afirmou que procedimentos adotados pelo governo estadual podem ser repetidos pelas prefeituras na contratação de estruturas e atrações para festas tradicionais. Durante a sessão, ela citou o Festival do Açaí, em Feijó, e o Festival do Amendoim, em Senador Guiomard, como eventos importantes para a economia e a cultura locais, mas que precisam cumprir as regras de contratação e prestação de contas.

“É bonito você ter em Feijó o festival do açaí, você ter em Senador Guiomard o festival do amendoim. É uma coisa muito saudável. Mas não se pode aproveitar esse tipo de situação para não fazer os processos direito. É dinheiro público, e a gente precisa ter respeito”, alertou.

Naluh também informou que o Tribunal preparava uma medida cautelar relacionada à Prefeitura de Tarauacá. Segundo a conselheira, o processo analisado apresentava risco de sobrepreço superior a R$ 10 milhões e utilizava procedimentos semelhantes aos questionados no caso da Expoacre.

A medida cautelar sobre a Expoacre 2026 foi relatada pelo conselheiro Ronald Polanco e aprovada por unanimidade. A decisão suspendeu os atos da Casa Civil ligados ao chamamento público até que o governo apresente informações capazes de comprovar os custos, justificar o modelo de contratação e demonstrar a compatibilidade dos valores com o mercado.

A suspensão não impede a realização da feira. O Tribunal cobra a correção do processo antes da transferência dos recursos. A decisão coloca sob revisão um modelo que transfere milhões de reais para entidades privadas encarregadas de executar despesas que, em uma contratação comum, exigiriam pesquisa de preços, definição detalhada dos serviços e fiscalização direta do poder público.

Prefeito e vice discutem durante visita de Alan Rick a obra no Bujari

O prefeito de Bujari, João Edvaldo Teles de Lima, o Padeiro, e a vice-prefeita Aparecida Rocha discutiram na manhã desta segunda-feira, 27 de julho, durante uma visita do senador Alan Rick a uma obra executada com recursos de emenda parlamentar destinada pelo senador. O desentendimento começou após o prefeito reclamar que a comitiva entrou no imóvel antes da entrega oficial e sem autorização da administração municipal.

A agenda foi organizada pela vice-prefeita. Ao chegar ao local, Padeiro questionou a retirada da chave do prédio e afirmou que não havia sido comunicado sobre a visita. “Pegaram a chave sem autorização. Nem entregou a obra”, declarou.

O prefeito disse respeitar Alan Rick, mas reclamou da falta de diálogo com a gestão municipal. Diante do senador, afirmou que aquela seria “a última vez” que uma situação semelhante ocorreria e declarou que não faria “papel político”.

Aparecida Rocha rebateu o prefeito e afirmou que também tem legitimidade para acompanhar ações realizadas no município. “Eu também fui votada pelo povo. Sou representante do povo assim como o senhor”, respondeu.

Durante o momento mais tenso da discussão, a vice-prefeita ironizou a postura do gestor. “O senhor é o dono do Bujari”, disse.

Após a saída da comitiva, Padeiro voltou a falar sobre o episódio e reforçou que ocupa o comando da Prefeitura. “Agora, o prefeito do Bujari sou eu. Vice-prefeito é quando eu sair ou então quando eu morrer”, afirmou.

O bate-boca ocorreu diante de apoiadores, integrantes da comitiva e da ex-deputada federal Mara Rocha, que integra o grupo político de Alan Rick e se apresenta como pré-candidata ao Senado.

O episódio também expôs o afastamento político entre o prefeito e a vice-prefeita. Aparecida deixou o Progressistas em junho e anunciou apoio à candidatura de Alan Rick ao Governo do Acre. No sábado, 25 de julho, ela participou da convenção que oficializou a candidatura do senador ao Palácio Rio Branco.

Padeiro, por outro lado, permanece alinhado ao grupo político da governadora Mailza Assis. A visita ocorreu sem participação do prefeito na organização da agenda e ampliou publicamente a divisão entre os dois integrantes da administração municipal.

Lei autoriza mulheres maiores de 18 anos a comprar spray de pimenta no Brasil

Mulheres maiores de 18 anos poderão comprar e manter spray de pimenta para defesa pessoal em todo o território nacional. A autorização consta na Lei nº 15.474, publicada no Diário Oficial da União em 24 de julho de 2026, e busca permitir a contenção temporária de agressores em situações de ameaça à integridade física ou sexual.

A norma trata o produto como aerossol de extratos vegetais de menor potencial ofensivo. O dispositivo poderá utilizar oleorresina de capsicum, substância extraída da pimenta, ou outros componentes vegetais aprovados pelos órgãos responsáveis.

A compra dependerá da apresentação de documento oficial com foto e comprovante de residência fixa. A interessada também deverá declarar que não possui condenação por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça.

Somente estabelecimentos autorizados poderão comercializar o produto. As empresas deverão manter os registros das vendas por cinco anos, respeitar as regras da Lei Geral de Proteção de Dados e fornecer orientações básicas sobre o manuseio correto do aerossol.

O spray será de uso individual e intransferível. A composição não poderá conter substâncias letais nem provocar toxicidade permanente. A capacidade dos recipientes, a concentração dos componentes e os demais padrões de segurança ainda serão definidos em regulamentação do Poder Executivo.

Recipientes com capacidade superior a 50 mililitros serão classificados como de uso restrito. Esses equipamentos ficarão reservados às Forças Armadas, aos órgãos de segurança pública, às guardas municipais e às instituições responsáveis pela proteção de autoridades e prédios governamentais.

O uso será permitido apenas em legítima defesa, diante de uma agressão injusta, atual ou iminente. A reação deverá ser proporcional à ameaça e interrompida assim que o risco for neutralizado. A utilização fora dessas condições poderá gerar responsabilização civil ou criminal, conforme o caso.

A Presidência da República vetou a autorização que permitiria a compra por adolescentes de 16 e 17 anos com consentimento dos responsáveis. Também foi vetado o trecho que vinculava a posse legal ao porte irrestrito do dispositivo. Os vetos ainda poderão ser analisados pelo Congresso Nacional.

A legislação também cria um programa nacional de capacitação voltado à defesa pessoal e ao uso de instrumentos de menor potencial ofensivo por mulheres. A iniciativa deverá abordar os limites legais da legítima defesa, os canais de denúncia de violência doméstica e o uso responsável do spray.

Zequinha Lima confirma apoio a Alan Rick e critica tratamento do grupo de Mailza: “Sempre tive lado”

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, confirmou neste domingo apoio à candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo do Acre. Durante a convenção que oficializou a chapa, o prefeito afirmou que atuará na coordenação da campanha no Vale do Juruá e criticou o tratamento dispensado a aliados nas recentes articulações políticas estaduais.

À frente do município com o segundo maior eleitorado do Acre, Zequinha rejeitou as especulações de que permaneceria neutro na disputa eleitoral de 2026. No discurso, afirmou que sempre assumiu posições claras nas eleições das quais participou.

“Por alguns dias, a atração ou os olhares políticos se voltaram para o Juruá, porque as pessoas duvidavam que a gente pudesse tomar uma decisão política. Eu nunca fui em movimento nenhum, nunca fui de ficar em cima do muro, nem nunca fui de fazer meia-boca ou de fazer de conta em uma eleição”, declarou o prefeito de forma categórica à multidão.

Zequinha também afirmou ter se sentido desrespeitado durante as negociações que antecederam a definição de seu apoio. Sem citar nomes, relacionou a decisão de caminhar com Alan Rick à forma como aliados e lideranças políticas foram tratados.

“Eu sempre tive lado na política e sempre gosto de estar do lado daqueles que têm respeito com as pessoas. Eu me senti desrespeitado, Alan. Me senti desrespeitado, me senti ofendido, porque quando ofendem as pessoas, ofendem a mim”, revelou o gestor municipal, sendo bastante aplaudido pelos presentes.

O prefeito ainda criticou o que classificou como perseguição política e falta de respeito aos acreanos nos últimos dias. “O que eu tô vendo, o que eu tô presenciando nos últimos dias é de envergonhar os acreanos. É tanta perseguição às pessoas, tanta falta de respeito com as pessoas, falta de respeito aos acreanos”, denunciou.

Ao assumir publicamente a coordenação da campanha no Juruá, Zequinha prometeu trabalhar pela eleição de Alan Rick e do candidato a vice-governador Ricardo Leite, conhecido como Rico. A região é considerada estratégica por concentrar parte expressiva do eleitorado do interior do estado.

“Hoje eu posso vir aqui de peito aberto dizer para o Acre, dizer para você, dizer pro Rico, que o Zequinha tá na sua campanha de corpo e alma. Serei um soldado incansável na sua campanha, na sua batalha. Quero coordenar a sua campanha na região do Juruá. Se tiver que tirar leite de pedra, nós vamos tirar para que a gente possa trazer e conquistar as pessoas, e a gente sair vitorioso nessa eleição”, garantiu.

No encerramento do discurso, Zequinha recomendou que Alan Rick mantenha uma postura de diálogo durante a campanha e evite responder aos ataques com confrontos. “Quando as pessoas olharem de cara feia para você, meu governador, dê um sorriso para eles, porque nós acreanos estamos precisando de alegria. A gente tá envergonhado com tanta coisa feia que a gente tem visto desse estado. Quando jogarem uma pedra no meio do seu caminho, devolva essa pedra em forma de flor, porque não vamos nos eleger forçando as pessoas a votar; nós vamos conquistar o coração dos acreanos, e isso é o mais importante.”

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Saúde Rural leva atendimentos médicos à comunidade Baixa Verde, em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco realizou neste sábado, 25, a 9ª edição do programa Saúde Rural na comunidade Baixa Verde, localizada no km 26 da BR-317, com atendimentos de saúde, vacinação, exames, entrega de medicamentos e atividades educativas para famílias da zona rural.

A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, atendeu 82 famílias, registrou 142 atendimentos individuais e chegou a 2.792 procedimentos realizados em um único dia. Desde o início do programa, há menos de três meses, mais de 2 mil moradores já foram alcançados e o número de procedimentos ultrapassou 27 mil nas comunidades rurais da capital.

Os moradores tiveram acesso a consultas médicas, de enfermagem e odontológicas, além de pré-natal, exame preventivo, testes rápidos, vacinação, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, serviços de endemias, regulação de consultas e exames e distribuição de medicamentos. Também houve inserção de Implanon, método contraceptivo de longa duração.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que o programa foi criado para reduzir as dificuldades de acesso enfrentadas por moradores que vivem longe das unidades urbanas. “Nosso objetivo é facilitar o acesso aos serviços de saúde para quem enfrenta longas distâncias e, ao mesmo tempo, oferecer um atendimento cada vez mais humanizado”, disse.

A edição também contou com ações da Secretaria Municipal de Educação. Crianças da comunidade participaram de contação de histórias, leitura, brincadeiras cantadas, oficinas com brinquedos feitos de materiais recicláveis e atividades sensoriais, enquanto pais e responsáveis recebiam atendimento das equipes de saúde.

Para a gerente do Centro de Multimeios da Secretaria Municipal de Educação, Lázara dos Santos, a presença conjunta das equipes amplia o alcance do serviço público nas comunidades. “Quando a Prefeitura une saúde e educação em uma única ação, ela leva cuidado, aprendizado e inclusão para toda a comunidade”, afirmou.

Entre os atendidos estava Deiviane Carvalho, de 30 anos, mãe de cinco filhos, que procurou o serviço para fazer a inserção do Implanon. “Agora quero me prevenir e poder cuidar da minha família com mais tranquilidade”, disse.

Moradora da Baixa Verde há seis anos, Irineuda Saraiva, de 61 anos, também recebeu atendimento durante a ação. Ela faz acompanhamento de pressão alta e afirmou que o atendimento na comunidade evita deslocamentos até a cidade. “Consigo pegar os remédios sem precisar sair daqui. Quando o Saúde Rural vem para a comunidade, facilita muito a nossa vida”, afirmou.

A programação foi encerrada com um amistoso entre servidores da Saúde e alunos da escolinha de futebol da comunidade. A equipe da Saúde venceu por 2 a 1.

Alan Rick oficializa candidatura ao governo do Acre e coloca combate à corrupção no centro da campanha

Sob chuva e diante de apoiadores reunidos no ginásio do Sesc, em Rio Branco, o senador Alan Rick, do Republicanos, oficializou a candidatura ao governo do Acre com um discurso voltado ao combate à corrupção, à recuperação da confiança no poder público e à permanência dos acreanos no estado. Ao lado do empresário Ricardo Leite, anunciado como candidato a vice-governador, Rick atacou a atual administração e apresentou o enfrentamento aos desvios de recursos públicos como uma das principais bandeiras da campanha pelo Palácio Rio Branco.

O senador usou a expressão “corrupção endêmica” para definir o cenário que pretende enfrentar. A acusação atravessou a entrevista coletiva concedida antes da convenção e voltou ao centro do discurso no palco, quando ele associou suspeitas de desvio, obras públicas com problemas e investigações recentes à perda de serviços essenciais para a população.

“Nós precisamos nos livrar dessa corrupção endêmica. Não é possível nos acostumar com isso, achar que é normal a roubalheira que assola o nosso estado”, declarou o senador para uma multidão de apoiadores.

Rick citou episódios que chegaram ao noticiário político e policial do Acre e usou os casos para sustentar a crítica ao funcionamento da máquina estadual. Entre eles, mencionou a queda de uma ponte construída havia menos de três anos e uma investigação envolvendo recursos destinados à educação, à merenda escolar e ao transporte de estudantes.

“Não é normal uma ponte construída há menos de três anos cair e nada ser feito. Não é normal roubarem R$ 51 milhões da educação, da merenda escolar e do transporte dos alunos”, disparou o candidato, sendo ovacionado pelo público presente.

Ao levar a discussão para além das denúncias e dos valores citados, Alan Rick relacionou a corrupção e a falta de oportunidades à saída de moradores do Acre. A migração de famílias, jovens e trabalhadores em busca de emprego e melhores condições de vida em outros estados apareceu como uma das consequências de um poder público que, na avaliação do senador, deixou de oferecer perspectivas à população.

Ao ser questionado sobre sua principal missão, ele foi taxativo: “Trazer de volta a esperança para o povo do Acre, que perdeu tanta gente que foi embora do estado por falta de esperança, por essa corrupção endêmica que hoje nos envergonha. Não podemos aceitar mais tanta corrupção, tanta crueldade com o erário público e com o nosso povo”.

A declaração transformou o êxodo de acreanos em um dos eixos políticos da candidatura. Rick apresentou a recuperação da confiança no estado como condição para gerar empregos, atrair investimentos e impedir que parte da população continue enxergando a mudança para outras regiões como única possibilidade de crescimento profissional e segurança econômica.

O senador também mencionou suspeitas de caixa dois, lavagem de dinheiro e uso de institutos para movimentar recursos com finalidade eleitoral. As acusações foram atribuídas por ele a investigações e denúncias já divulgadas publicamente.

“Não é normal tentarem desviar dinheiro através de institutos para guardar recurso para a campanha deles. E aí, todos os órgãos de controle… não sou eu que estou dizendo, são as denúncias estampadas nos jornais”, pontuou.

A candidatura nasce diante de uma disputa em que o grupo governista dispõe da estrutura administrativa do estado e de alianças construídas ao longo dos últimos anos. Alan Rick reconheceu esse desequilíbrio ao falar sobre o uso da máquina pública durante o processo eleitoral. A resposta, segundo ele, dependerá da mobilização dos eleitores e da capacidade da oposição de transformar insatisfação em voto.

“Dizem que vão nos atropelar com a máquina, que vão usar o dinheiro para nos vencer, que eles vão fazer o que puder ser feito e o que tiver que ser feito para nos derrotar. Só que eles não combinaram com o povo do Acre”, desafiou.

Para reforçar a mensagem, Rick recorreu à memória da Revolução Acreana e à luta liderada por Plácido de Castro e pelos seringueiros. A comparação colocou a eleição como uma disputa pela condução política do estado e pela recuperação do que chamou de dignidade da população. O senador, no entanto, afastou qualquer referência à violência e apresentou o voto como instrumento dessa mudança.

“Estamos com a melhor arma, que é uma arma que não precisa ser preenchida com chumbo nem com pólvora. É a arma do voto, é a arma da democracia”, concluiu.

Com o lema “O Trabalho da Esperança”, a convenção marcou o início público da campanha de Alan Rick ao governo e apresentou Ricardo Leite como o nome escolhido para compor a chapa. O discurso deixou clara a estratégia eleitoral: confrontar o grupo que administra o estado, associar denúncias de corrupção à precariedade dos serviços públicos e defender uma mudança de comando como caminho para recuperar empregos, investimentos e confiança no futuro do Acre.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Wania Pinheiro cobra justiça e respostas para o ataque contra Chico Melo

Em novo artigo, Wania Pinheiro alerta que o brutal espancamento do jornalista e radialista Chico Melo não pode cair no esquecimento. Com uma reflexão inspirada na sabedoria popular, a colunista defende o avanço das investigações, a identificação dos responsáveis e o fim da impunidade. Uma leitura necessária sobre justiça, liberdade de imprensa e o direito da sociedade de conhecer a verdade.

Confira o artigo completo:
Matos têm olhos, paredes têm ouvidos; crime sobre jornalista será descoberto

Enquanto esse crime permanecer sem solução, todos nós continuaremos sendo vítimas dele

Por Wania Pinheiro, ContilNet

Durante quase toda a minha infância e parte da juventude, havia um ritual que até hoje guardo com carinho na memória. Minha mãe comprava os antigos folhetos de cordel, e eu mergulhava naquelas páginas simples, mas repletas de sabedoria popular. Foi em um desses folhetos que encontrei uma frase que nunca mais saiu da minha cabeça: “Matos têm olhos e paredes têm ouvidos; os crimes são descobertos por mais que sejam escondidos.”

Carrego essas palavras como uma espécie de ensinamento sobre a vida. Porque a verdade pode até demorar, mas ela costuma encontrar um caminho para aparecer.

É justamente por acreditar nisso que me recuso a aceitar o silêncio que começa a tomar conta do brutal espancamento sofrido pelo jornalista e radialista Francisco Melo, o nosso querido Chico Melo, em Cruzeiro do Sul.

Já se passaram dias desde aquela noite de violência. Vieram as notas oficiais de solidariedade, as manifestações de amigos, o repúdio da sociedade, o compromisso das autoridades e até o deslocamento de policiais de Rio Branco para reforçar as investigações. Tudo isso é importante. Mas ainda falta o essencial: descobrir quem fez isso e levá-los à Justiça.

O tempo não pode transformar um crime tão bárbaro em apenas mais um caso arquivado na memória coletiva.

Não podemos normalizar a violência. Não podemos aceitar que um profissional seja espancado, quase assassinado, e que, com o passar dos dias, a indignação vá sendo substituída pelo esquecimento.

Conheço Chico Melo há muitos anos. Sei da sua dedicação ao jornalismo, da sua paixão pelo rádio e, principalmente, do homem que ele é. Chico é daqueles seres humanos raros, incapazes de cultivar o ódio. Um profissional respeitado, um amigo leal, um cidadão que construiu sua história com trabalho, honestidade e respeito às pessoas.

Quem conhece Chico sabe que ele merece apenas uma coisa da vida: continuar trabalhando, convivendo com a família, exercendo sua profissão e vivendo em paz.

Por isso, este não é apenas um apelo em favor de um amigo. É uma defesa da justiça.

Quem agride brutalmente um jornalista agride também o direito da sociedade de viver em um ambiente onde as diferenças sejam resolvidas pela palavra, nunca pela violência.

Tenho absoluta confiança na Polícia Civil e acredito que as investigações chegarão aos responsáveis. Crimes dessa natureza deixam rastros. Alguém viu, alguém ouviu, alguém sabe. Como ensinava aquele velho cordel da minha infância, por mais que tentem esconder, a verdade encontra um jeito de aparecer.

Que esse dia chegue logo.

Que os responsáveis sejam identificados, processados e punidos na forma da lei.

Não por vingança, mas porque um Estado democrático não pode conviver com a impunidade.

Meu querido Chico Melo merece justiça.

Sua família merece respostas.

E o Acre inteiro merece saber que ninguém pode tentar tirar a vida de um cidadão de bem sem responder pelos seus atos. Afinal, enquanto esse crime permanecer sem solução, todos nós continuaremos sendo vítimas dele.

Jorge Viana participa da Corrida da OAB e afirma: “A corrida que eu quero ganhar mesmo é a do Senado”

O ex-governador do Acre e pré-candidato ao Senado, Jorge Viana, começou este domingo (26) de forma diferente: antes de cumprir sua agenda de compromissos, participou da 5ª edição da Corrida da Advocacia promovida pela OAB Acre e completou o percurso de 5 quilômetros, conquistando o primeiro lugar em sua categoria.

Ao comentar a participação no evento, Jorge destacou a importância da prática esportiva e elogiou a iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC), da organizadora Realize Assessoria e de todos os atletas presentes.

“Mais do que a competição, foi um momento de confraternização, de reencontrar amigos, trocar abraços e celebrar a importância de cuidar da saúde”, afirmou.

Bem-humorado, o pré-candidato aproveitou a ocasião para fazer uma referência à disputa eleitoral de 2026 e reforçar seu compromisso com o estado.

“Vou confessar uma coisa: a corrida que eu mais quero vencer é a do Senado. Essa é pelo Acre e por um futuro melhor para o nosso estado”, declarou.

A participação de Jorge Viana na prova também reforçou a defesa que tem feito da prática de atividades físicas e da promoção da qualidade de vida. O senador tem mantido uma rotina de exercícios e costuma participar de eventos esportivos no Acre.

Após a corrida, Jorge seguiu a programação de reuniões e atividades previstas para este domingo, dentro da agenda de pré-campanha ao Senado.

Alan Rick oficializa candidatura ao governo do Acre e confirma Ricardo Leite como vice

O senador Alan Rick, do Republicanos, oficializou no sábado, 25, em Rio Branco, a candidatura ao governo do Acre durante convenção realizada no Ginásio do Sesc Bosque. O ato homologou Ricardo Leite como candidato a vice-governador e abriu a sequência de convenções dos principais nomes que disputam o Palácio Rio Branco nas eleições de 2026.

A convenção reuniu apoiadores, lideranças partidárias, prefeitos, candidatos a deputado estadual e federal e integrantes da chapa majoritária. A aliança foi formada por Republicanos, PSD, Novo, Democracia Cristã, Avante e Democratas. Também foram confirmadas as candidaturas de Mara Rocha, Sérgio Petecão e Júnior Feitosa ao Senado.

Alan chegou ao evento acompanhado da família e de aliados, entre eles o deputado federal Roberto Duarte, presidente estadual do Republicanos. Ao anunciar Ricardo Leite como vice, o senador afirmou que a escolha busca aproximar a administração pública do setor produtivo. “É um grande gestor, um espetacular representante de vários setores da produção acreana. Aqui nós unimos o setor público com aquilo que a iniciativa privada pode oferecer ao Acre. O Rico pode nos ajudar muito a atrair investimentos, atrair empresas para o Acre e nos ajudar a gerar o emprego de que o nosso povo precisa.”

No discurso, Alan Rick tratou a candidatura como um projeto de mudança e vinculou a campanha à pauta de emprego, desenvolvimento e serviços públicos. “Nós escolhemos nossa chapa olhando para as necessidades do povo e trazendo para perto pessoas que têm o mesmo propósito, o mesmo sonho: trazer desenvolvimento para o Acre, fazer o nosso povo voltar a ter esperança e garantir serviços públicos que funcionem. O Acre precisa de investimento, emprego e desenvolvimento.”

O senador também fez críticas à corrupção e citou episódios recentes que ganharam repercussão no estado. “É o time que está guerreando pelo nosso povo novamente. Nós precisamos nos livrar dessa corrupção endêmica. Não é possível nos acostumarmos com isso. Achar que é normal a roubalheira que assola o nosso estado.” Em outro trecho, afirmou: “Não é normal uma ponte construída há menos de três anos cair. Não é normal roubarem R$ 51 milhões da educação, da merenda escolar e do transporte dos alunos. Não é normal tentarem desviar dinheiro através de institutos para guardar recursos para a campanha deles.”

A presença de prefeitos do interior foi um dos pontos políticos do evento. Participaram gestores de municípios como Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Feijó, Epitaciolândia, Acrelândia, Senador Guiomard e Capixaba, além de vereadores e lideranças comunitárias. O ato também reuniu mais de 100 candidatos às eleições proporcionais.

Ao falar aos apoiadores, Alan pediu mobilização durante a campanha e afirmou que os adversários devem usar a estrutura política contra sua candidatura. “Orem por nós. Dizem que vão nos atropelar com a máquina, que vão usar o dinheiro para nos vencer e que vão fazer o que puder ser feito para nos derrotar. Só que eles não combinaram com o povo do Acre. Que Deus nos abençoe, que Deus nos ajude e que Deus nos dê o caminho da vitória.”

Com a convenção, Alan Rick saiu à frente no calendário de homologações entre os principais pré-candidatos ao governo. A agenda das convenções partidárias segue até agosto, período em que as chapas majoritárias e proporcionais serão formalizadas para a disputa eleitoral.

Foto: Sérgio Vale/ac24horas