Na rádio Integração, Ministro anuncia licitação da BR-364 e promete estrada em condição regular até setembro

O ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou na manhã desta segunda-feira (15), em entrevista por telefone à Rádio Integração 99,9 FM, que assinou a licitação para a reconstrução de 107 quilômetros da BR-364 e que o governo federal pretende avançar em novas etapas da obra no Acre. A conversa com os jornalistas Chico Melo e Rogério Wenceslau ocorreu durante o deslocamento de Santoro e do ex-governador Jorge Viana pela rodovia, a caminho de Sena Madureira. “Acabei de assinar a licitação da reconstrução de 107 quilômetros dessa rodovia”, disse o ministro.

Ao longo da entrevista, Santoro afirmou que a meta do governo federal é melhorar as condições de tráfego da estrada ainda neste ano. “Até setembro a gente vai assinar mais 200 quilômetros” e “tem que estar com pelo menos 60% da rodovia, no mínimo, regular”, declarou. Segundo ele, o trabalho vai ocorrer em duas frentes: a manutenção dos trechos mais críticos para garantir a trafegabilidade e a reconstrução definitiva da BR-364 em pontos considerados mais comprometidos.

O ministro também afirmou que colocou a equipe de engenharia do DNIT à disposição do governo do Acre para apoiar tecnicamente a resposta ao desabamento da ponte em Sena Madureira. Segundo George Santoro, o suporte é voltado à busca de soluções de engenharia para enfrentar o problema no município.

Jorge Viana reforçou o diagnóstico de precariedade da rodovia e disse que o trecho está em situação crítica, mas avaliou que a atuação do governo federal pode mudar esse cenário nos próximos meses. “Eu vi a estrada, tá um caos, mas ela vai tá em situação regular já em setembro próximo”, afirmou. Segundo ele, o esforço é garantir condições mínimas de circulação enquanto os trechos definitivos entram em execução.

Na entrevista, o ex-governador também associou o avanço das obras à articulação política entre o Acre e Brasília e defendeu uma relação institucional acima de disputas partidárias. “O povo do Acre não tá querendo saber nada de esquerda e direita, ele quer saber que as coisas sejam feitas direito”, disse. Em outro momento, acrescentou: “A minha tarefa é a seguinte: se eu puder ajudar, eu vou ajudar.”

Jorge Viana ainda afirmou que o governo federal tem retomado investimentos considerados estratégicos para o estado e citou a BR-364 como uma das prioridades. “O presidente Lula sempre teve uma atenção diferenciada com o Acre”, declarou. Ele também disse que o projeto da ponte de Rodrigues Alves deve ficar pronto até o fim do ano, com perspectiva de licitação da obra no começo de 2027.

Vídeo resgata trajetória de Tião Bocalom no Acre e reúne ações em Acrelândia e Rio Branco

Um vídeo publicado no perfil oficial de Tião Bocalom nas redes sociais resume em pouco mais de quatro minutos a trajetória do político no Acre, com foco na passagem por Acrelândia e nas ações associadas à gestão em Rio Branco. A peça apresenta Bocalom como professor e administrador ligado ao cuidado com as contas públicas, à execução de obras e à ampliação de serviços.

A narração percorre a atuação de Bocalom desde Acrelândia, onde ele é lembrado pela condução da administração municipal, até a capital acreana. Ao longo do vídeo, o material reúne referências a viadutos, revitalização de avenidas e praças, expansão da iluminação pública e intervenções urbanas que, segundo a peça, mudaram a paisagem de Rio Branco.

O conteúdo também abre espaço para educação, saúde, assistência social e produção rural. Entre os pontos citados estão creches para crianças de zero a seis anos, merenda escolar, fardamento, entrega de tablets e tênis para estudantes, além de ações nas áreas de tecnologia, cultura, esporte e eventos. Na saúde, a narração menciona medicamentos, exames e atendimento à população. Na assistência social, o vídeo fala em acolhimento e restaurante popular. No campo, cita máquinas, sementes e apoio à produção.

Na parte final, o material reforça uma mensagem de continuidade administrativa, com defesa do uso responsável do dinheiro público e de investimentos voltados ao crescimento, à geração de emprego e ao fortalecimento do Acre. O vídeo fecha a narrativa como um balanço de trajetória política e de gestão, aproximando legado administrativo e projeto de futuro no estado.

Ministro promete tirar BR-364 do estado crítico até setembro e anuncia nova frente de obras no Acre

O ministro dos Transportes, George Santoro, chegou ao Acre, trazido em uma articulação do ex-governador e ex-senador Jorge Viana, com uma promessa direta sobre a BR-364: melhorar as condições de tráfego da rodovia até setembro. A declaração foi feita na manhã desta segunda-feira, 15, antes do início da agenda oficial no estado, em meio à pressão crescente provocada pela sequência de problemas na estrada que liga Rio Branco ao interior.

Santoro reconheceu que a situação da BR-364 é grave. Segundo ele, a primeira resposta do Ministério será a manutenção emergencial dos trechos mais comprometidos, enquanto uma intervenção mais pesada será contratada para os próximos anos.

“Até setembro a gente está com a manutenção”, afirmou o ministro, ao dizer que a meta é tirar a estrada do patamar atual de precariedade. Ele também admitiu que a rodovia “está muito ruim, com vários pontos péssimos”.

O ministro disse que o governo federal pretende contratar R$ 1,7 bilhão em obras para recuperar a rodovia nos próximos três verões. A proposta é refazer trechos em outro padrão de engenharia, com intervenções mais duradouras e capazes de enfrentar as condições do solo e do inverno amazônico.

Entre os anúncios previstos para a agenda no Acre está a assinatura do aviso de licitação para reconstrução de 104 quilômetros da BR-364, no trecho entre Sena Madureira e Rio Macapá, incluindo o acesso a Manoel Urbano. O investimento estimado é de R$ 714 milhões.

Nos últimos meses, motoristas, passageiros e moradores do interior passaram a relatar com mais frequência atolamentos, buracos, trechos deformados, saídas de pista e dificuldades de deslocamento. A estrada é a principal ligação terrestre entre Rio Branco, Sena Madureira, Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul.

Pela manhã, Santoro foi recebido pela governadora Mailza Assis no Palácio Rio Branco. O encontro tratou das demandas do Acre na área de transportes e dos investimentos federais previstos para a malha rodoviária. A governadora espera que a visita resulte em encaminhamentos concretos para a BR-364 e outras obras consideradas estratégicas para o estado.

A programação do ministro também inclui coletiva em trecho da BR-364, na região da Estrada do Aeroporto, além de vistorias em Sena Madureira. Uma das visitas previstas é à Ponte Frei Paolino Baldassari, sobre o Rio Iaco, que desabou no início do mês. Santoro também deve acompanhar a situação da ponte sobre o Rio Caeté, no km 282 da BR-364, estrutura considerada essencial para manter a ligação terrestre com o interior.

Ao falar sobre a rodovia, o ministro também fez críticas à condução anterior da política de infraestrutura. Segundo ele, a BR-364 ficou anos sem receber o volume de investimento necessário para uma estrada com esse peso econômico e social para o Acre.

A fala de Santoro estabelece um prazo político e administrativo para o Ministério dos Transportes. Até setembro, a promessa é entregar uma rodovia ao menos em condições regulares de tráfego. Depois disso, o desafio será transformar os anúncios de recuperação estrutural em obra efetiva, em uma estrada que há anos alterna remendos, interrupções e cobranças sem resposta definitiva.

Nova saída de pista na BR-364 amplia pressão por recuperação da estrada entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul

A saída de pista de uma caminhonete carregada com extintores, na tarde de domingo (14), nas proximidades da comunidade do Boto, em Tarauacá, voltou a expor a BR-364 como um dos principais pontos de tensão da infraestrutura acreana. O veículo seguia de Cruzeiro do Sul quando o motorista perdeu o controle e foi parar em uma cerca às margens da rodovia. Moradores fizeram os primeiros atendimentos até a chegada do Samu e do Corpo de Bombeiros. O caso engrossa uma sequência de ocorrências no corredor entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul e reforça a pressão sobre o poder público para dar resposta estrutural à estrada.

A série mais recente se concentrou nos primeiros dias de junho. Em 1º de junho, uma carreta bitrem tombou a cerca de 150 quilômetros de Cruzeiro do Sul depois de o motorista tentar desviar de buracos na pista. Em 5 de junho, um caminhão que prestava serviço ao DNIT tombou no km 80, entre Sena Madureira e Rio Branco. Em 8 de junho, um caminhão carregado de cimento caiu em uma ribanceira entre Manoel Urbano e Feijó. Em 10 de junho, uma carreta-cegonha tombou no km 112, na região da comunidade Taquari, em Tarauacá. O padrão se repete em pontos diferentes da rodovia e com veículos de perfis distintos, do transporte leve ao de carga pesada.

A pressão aumenta porque a BR-364 é o principal eixo terrestre de integração do Acre. Em ordens de serviço assinadas em 2025, o DNIT informou que o segmento de 286,7 quilômetros contemplado nas frentes de manutenção e recuperação corta 12 dos 22 municípios acreanos e beneficia diretamente 500 mil pessoas. Quando acidentes e tombamentos passam a se repetir em série, a discussão deixa de ser apenas sobre falha humana e alcança o estado do pavimento, a drenagem, a sinalização e a proteção lateral em trechos críticos.

No plano técnico, o problema não se resolve só com resposta emergencial depois do acidente. O DNIT define o BR-Legal 2 como programa voltado ao aumento da segurança na malha federal por meio da implantação e manutenção de sinalização horizontal, vertical e dispositivos de segurança. A PRF, em orientações para direção sob chuva, recomenda velocidade moderada, farol baixo aceso, maior distância do veículo à frente e ausência de manobras bruscas. Em pista castigada, essas medidas continuam indispensáveis, mas elas não substituem conservação permanente, drenagem limpa e sinalização visível.

A cobrança agora está formalmente instalada na Justiça Federal. Em 10 de junho, o MPF informou que a decisão judicial reforçou a obrigação da União e do DNIT de recuperar trechos críticos da BR-364, reativar as balanças da Tucandeira, de Sena Madureira e do Rio Liberdade e avançar em obras estruturantes. Em despacho mais recente no mesmo processo, o juízo determinou a apresentação, em 60 dias, de plano de ação detalhado e minucioso, sob multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 1 milhão. Depois de uma nova sequência de tombamentos e saídas de pista, a BR-364 volta ao centro da discussão não apenas como rota logística, mas como teste de capacidade do poder público de manter aberta, segura e previsível a principal estrada do Acre.

Sem prazo para retirar escombros, ribeirinhos se arriscam no Rio Iaco após queda de ponte em Sena Madureira

Nove dias depois do desabamento de cerca de 60% da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, os escombros continuam no leito do Rio Iaco e mantêm a navegação bloqueada, enquanto moradores e ribeirinhos seguem se arriscando para atravessar o trecho. Neste domingo, 14, um vídeo mostrou um condutor com a embarcação presa entre ferragens e blocos de concreto submersos. Até agora, governo, Justiça e construtora avançaram em perícias, ações judiciais e medidas emergenciais de travessia, mas ainda não apresentaram uma data para a retirada do material do rio.

A pressão da população cresceu ao longo da semana. No dia 8, moradores foram flagrados conduzindo uma canoa por cima dos escombros, apesar da interdição da área. Neste domingo, outra publicação mostrou ribeirinhos tentando abrir passagem no rio por conta própria, usando ferramentas para cortar obstáculos e liberar a circulação. As cenas expõem o tamanho do impasse: sem desobstrução oficial, parte da população tenta criar rotas improvisadas em uma área que segue com risco de novos acidentes.

Os relatos de prejuízo se acumulam. Ribeirinhos dizem que embarcações seguem presas desde a sexta-feira do desabamento, que tentativas de travessia fracassaram por causa dos destroços e que a interrupção afeta transporte de cargas, compra e venda de gado, pesca e deslocamentos entre propriedades rurais e a cidade. Moradores afirmam que a retirada dos escombros poderia devolver ao menos parte da passagem pelo rio, hoje inviável para quem depende da navegação como único meio de acesso.

A resposta do Estado ficou concentrada, até aqui, em contenção de danos e apuração. Logo após o colapso, o Corpo de Bombeiros suspendeu totalmente a navegação no trecho do Rio Iaco e o governo informou que iniciaria estudos para definir a operação de retirada dos escombros. No dia 9, o Deracre contratou uma catraia para travessia emergencial entre o Segundo Distrito e o centro de Sena Madureira, com funcionamento das 6h às 21h. Neste domingo, porém, a presidente do órgão, Sula Ximenes, afirmou que os destroços ainda não podem ser removidos porque o local precisa passar por perícia técnica, sob o argumento de que mexer na estrutura agora comprometeria a investigação.

O caso também entrou de vez na esfera judicial. O Ministério Público do Acre abriu procedimento para apurar se houve falhas de projeto, execução, fiscalização ou uso de material inadequado. Na sexta-feira, 12, a Justiça do Acre determinou o arresto de bens da Construtora Cidade até o limite de R$ 36 milhões, mandou o Deracre apresentar em 15 dias um cronograma emergencial para a Estrada Mário Lobão e ordenou a disponibilização de uma balsa gratuita no mesmo prazo. Também deu 30 dias para que Estado e empresa apresentem um plano conjunto com cronograma de reparação, desobstrução e reconstrução da ponte.

A construtora sustenta que a queda foi provocada pelo fenômeno de terras caídas e afirma ter recomendado a interdição total da estrutura no dia 4, antes do desabamento. Um dos sócios da empresa disse ainda que o risco geológico na região era conhecido, embora, segundo ele, fosse impossível prever o ponto exato e o momento do colapso. A tese, porém, passou a enfrentar resistência também no processo: a decisão judicial destacou que estudos anteriores do Serviço Geológico do Brasil já apontavam risco elevado de erosão fluvial na área, o que enfraquece, em análise inicial, a versão de um evento natural imprevisível.

Sem acordo entre Estado e construtora em audiência de conciliação realizada em 11 de junho, o processo segue aberto e a solução prática continua distante. No mesmo dia, moradores do Segundo Distrito bloquearam a BR-364 para cobrar respostas concretas sobre travessia, reconstrução da ponte, melhorias no porto da catraia e recuperação da Estrada Mário Lobão. Enquanto isso, o rio segue obstruído, a travessia continua improvisada e quem depende da água para viver trabalha sob o risco de ficar preso ou de não conseguir passar.

Ancelotti diz que empate do Brasil na estreia não abala confiança da seleção

Carlo Ancelotti afirmou que o empate do Brasil em 1 a 1 com Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, não abalou a confiança do elenco. Após a partida no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o técnico admitiu um início abaixo do esperado, com ansiedade e muitos erros de passe, mas disse que a equipe reagiu no segundo tempo e mostrou condições de crescer ao longo da competição.

O treinador evitou tratar o resultado como sinal de alerta definitivo e reforçou que uma estreia sem vitória não compromete a caminhada no torneio. Para ele, o desempenho da seleção melhorou depois do intervalo, quando o time conseguiu controlar mais a bola e criar situações com mais clareza.

Ancelotti também não quis transformar a escalação inicial em foco de problema. Disse que a formação pode variar de acordo com o adversário e indicou que fará ajustes para a sequência da fase de grupos. O próximo compromisso do Brasil será contra o Haiti, na sexta-feira, 19 de junho, às 21h30, na Filadélfia.

A comissão técnica ainda monitora a situação de Neymar, que segue em recuperação de uma lesão na panturrilha direita. A expectativa é que o atacante volte a participar das atividades com o grupo ao longo da semana, mas a presença dele na próxima partida ainda depende da evolução clínica.

Prefeitura vistoria obras de pavimentação em sete ruas do Santa Cecília e acompanha asfaltamento no Taquari

A Prefeitura de Rio Branco vistoriou na sexta-feira, 12 de junho, obras de pavimentação, drenagem, limpeza do sistema de esgotamento e construção de calçadas no bairro Santa Cecília, às margens da BR-364, e acompanhou o andamento do asfaltamento da Travessa da Palha, no Taquari. As frentes de serviço integram o programa Prefeitura nas Ruas, executado pela gestão municipal por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura.

No Santa Cecília, sete ruas estão sendo asfaltadas. Durante a vistoria, o prefeito Alysson Bestene afirmou que a intervenção faz parte da ampliação dos investimentos em infraestrutura nas regiões mais afastadas do centro, com foco em mobilidade e qualidade de vida. “Estamos asfaltando sete ruas, realizando serviços de drenagem, limpeza do sistema de esgotamento e construindo calçadas para dar dignidade às pessoas das comunidades”, disse.

As obras no bairro se somam a outras ações já executadas na região e buscam melhorar a circulação de moradores e veículos, além de ampliar as condições de acessibilidade. O pacote inclui recuperação e pavimentação das vias dentro do cronograma do programa municipal.

Na mesma agenda, Bestene esteve no Taquari para acompanhar a pavimentação completa da Travessa da Palha. A obra prevê asfalto em toda a via, com a proposta de reduzir transtornos causados por lama no inverno e poeira no verão, problemas comuns em ruas sem revestimento.

Morador da área há mais de 20 anos, Vênus Araújo disse que a intervenção muda a rotina da comunidade e pode valorizar os imóveis do entorno. “Antes havia muita lama no inverno e poeira no verão. Agora a realidade é outra. A rua asfaltada melhora a qualidade de vida de todos e ainda valoriza os imóveis”, afirmou.

As obras fazem parte do cronograma de investimentos voltado à melhoria da infraestrutura urbana da capital, com ações direcionadas a acessibilidade, mobilidade e bem-estar da população.

Editorial do AC24h mira a direita acreana ao lembrar abandono da BR-364 antes e depois de Lula 3

Editorial publicado pelo AC24h neste domingo, 14 de junho de 2026, joga luz sobre a BR-364 no momento em que o Ministério dos Transportes prepara para 15 de junho uma agenda no Acre com anúncio de licitação para reconstrução de 104 quilômetros da rodovia, no trecho entre Sena Madureira e Rio Macapá, além do acesso a Manoel Urbano, com investimento previsto de R$ 714 milhões. O centro do argumento é que a estrada voltou ao radar de Brasília no governo Lula 3, mas a resposta federal ainda não acompanha a gravidade da crise enfrentada por quem depende diariamente da ligação rodoviária no estado.  

O editorial ganha força quando tira o debate do improviso eleitoral e recompõe a linha do tempo da estrada. A provocação central não é aliviar Lula 3. É lembrar que, na leitura do texto, o trecho acreano já vinha se deteriorando desde o fim do governo Michel Temer e entrou em fase de exclusão explícita entre 2019 e 2022, quando a rodovia perdeu prioridade política e orçamentária em Brasília. Os números oficiais ajudam a dar peso a esse argumento: em 2022, último ano do governo Bolsonaro, os investimentos federais em transportes no Acre somaram R$ 85,2 milhões; em 2023, já no primeiro ano de Lula, o valor previsto para o estado saltou para R$ 293,3 milhões, quase 3,5 vezes mais, após a recomposição aberta pela Emenda Constitucional 126 e pela Lei Orçamentária.  

É nesse ponto que o editorial cutuca o acreano de direita. A estrada que o estado cobra como vital passou quatro anos recebendo um volume de recursos tratado como irrisório pelo próprio debate local, e só voltou a ter escala orçamentária no governo petista. A provocação, portanto, não é ideológica no sentido estreito. Ela expõe a contradição de um eleitorado que pede socorro federal para a principal via do Acre, mas evita encarar que o período mais magro da BR-364 coincidiu justamente com o ciclo político mais identificado com a direita nacional.  

Ao mesmo tempo, o texto não absolve Lula 3. A crítica fica mais precisa quando lembra que o início do mandato foi atravessado pelo conflito orçamentário com o Congresso. Na prática, o DNIT no Acre só teve alívio material no fim de maio de 2023, quando o Ministério dos Transportes assinou as ordens de serviço para retomar a manutenção de 116 quilômetros da BR-364 e vinculou essa retomada à recomposição do orçamento federal daquele ano. Até lá, o primeiro semestre correu com a estrada já em estado crítico e sem planejamento capaz de acompanhar a velocidade da deterioração.  

O que veio depois ajuda a explicar por que o editorial fala em “falha” de Lula 3, e não em indiferença pura. Em 2024, o investimento federal em infraestrutura de transportes no Acre subiu para R$ 341,1 milhões. Em agosto de 2025, o governo anunciou R$ 870,9 milhões em obras para a BR-364. Em abril de 2026, o Ministério dos Transportes lançou outro pacote de R$ 875 milhões para rodovias acreanas, com destaque para a reconstrução de 97,8 quilômetros entre Sena Madureira e Rio Macapá. E, para 15 de junho de 2026, o ministério marcou no Acre o anúncio da licitação de 104 quilômetros da BR-364, no mesmo corredor, com investimento de R$ 714 milhões. Há, portanto, escalada de recursos e decisões. O problema é que a vida real da rodovia continuou piorando em velocidade maior do que a resposta oficial conseguiu entregar. 

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, em entrevista exibida pela Rede Amazônica no fim de maio, que a BR-364 estava “semidestruída”, que houve recuperação parcial, mas que ainda falta muito, sobretudo em trechos como o de Feijó, onde seria necessário refazer partes da estrada.

No fim, a provocação do AC24h funciona porque desloca a conversa do palanque para a memória. O editorial sustenta que a BR-364 não começou a ruir ontem e tampouco pode ser usada como munição seletiva, como se o colapso tivesse nascido apenas em Lula 3. O que o texto cobra é coerência: reconhecer que houve abandono severo antes, admitir que o governo atual demorou a transformar reforço orçamentário em obra visível e, sobretudo, parar de tratar a principal estrada do Acre como assunto a ser lembrado só quando a lama vira escândalo.

“Não aprendi a fazer política de cara feia”: resposta de Zequinha expõe o comportamento de Zezinho Barbary em Cruzeiro do Sul.

A fala recente do deputado federal Zezinho Barbary no lançamento da Operação Verão, na sede do Deracre em Cruzeiro do Sul, abriu aspas na política local e recebeu resposta pública em tom direto do prefeito Zequinha Lima. Ao defender a “política da verdade” e criticar o que chamou de “tapinha nas costas” sem resultado, Zezinho deixou no ar um recado político que, agora, ganhou devolução pública.

No discurso, Zezinho cobrou mais agilidade da gestão municipal, afirmou que recursos destinados ao município ainda dependem de projetos e reclamou da ausência de representante de Cruzeiro do Sul em um ato de entrega de máquinas. Também reforçou que seu mandato já direcionou R$ 70 milhões ao município . O tom subiu quando o deputado afirmou que faz política “olhando no rosto” das pessoas e não aceita justificar a falta de entrega com gesto ou cerimônia.

A resposta veio com o prefeito Zequinha Lima, também em público, num discurso de recado e contenção. “Eu não aprendi a fazer política de cara feia”, disse, ao defender uma atuação baseada em diálogo, respeito e composição. Zequinha afirmou ainda que divergências políticas não devem respingar na governadora e que problemas pessoais ou políticos precisam ser resolvidos fora daquele ambiente institucional. A fala foi lida nos bastidores como uma reação direta ao discurso anterior de Zezinho.

Há relatos de que acordos de campanha não teriam sido cumpridos com aliados, por parte de Barbary, o que ajuda a explicar o desconforto que agora veio à tona. Entre pessoas próximas ao prefeito, a cobrança pública de Zezinho é tratada como sinal de ingratidão política, sobretudo pelo peso que Zequinha teve na articulação que fortaleceu a eleição do deputado.

É publico e notório, conforme acompanhado por tantos de Cruzeiro, que quando Zequinha esteve na campanha junto de Zezinho Barbary, para sua eleição a deputado federal, os votos chegaram e fortaleceram e muito sua chegada a Brasília. Em 2022, Zezinho Barbary teve 9.215 votos em Cruzeiro do Sul, significa que Cruzeiro do Sul respondeu por 46,17% da votação geral dele, de 19.958 votos.

Que fique o recado, o povo adora a traiagem, mas odeia o traidor

Mâncio Lima recebe 11 máquinas para recuperar ramais e reforçar produção rural

Uma carreata realizada na manhã deste sábado, 13, marcou a chegada de 11 máquinas pesadas que vão reforçar os trabalhos de recuperação de ramais e apoio à produção rural em Mâncio Lima. Os equipamentos integram o Programa Inova e foram entregues pelo Governo do Acre durante o lançamento da Operação Verão no Vale do Juruá, na sexta-feira, 12, com a proposta de melhorar o acesso às comunidades rurais e dar suporte ao escoamento da produção agrícola no município.

As máquinas começam a ser usadas de imediato, assim que forem definidos o cronograma de trabalho e o convênio entre a Prefeitura e o Governo do Estado para a doação de combustível. A medida deve garantir as condições necessárias para a execução dos serviços nas estradas vicinais.

Durante a recepção dos equipamentos, o prefeito Zé Luiz afirmou que o investimento é fruto da articulação da bancada federal e estadual do Acre. “Graças a Deus, a gente está recebendo esses equipamentos do Governo Federal, junto com nossos parlamentares. Quero deixar bem frisado que o Programa Inova é um programa financiado pela bancada dos nossos deputados federais e senadores. Eles reuniram um montante de R$ 206 milhões, destinaram ao Ministério da Integração Nacional, que agiu rapidamente e adquiriu esses equipamentos”, declarou.

O prefeito também destacou a participação de parlamentares na destinação dos maquinários para Mâncio Lima e afirmou que o pacote de investimentos vai além da recuperação de ramais. Segundo ele, o município também foi contemplado com ônibus escolares que deverão atender estudantes que se deslocam para o Instituto Federal do Acre e para a Universidade Federal do Acre.

“Entre esses 73 equipamentos que recebemos, também temos ônibus para colocar em prática o projeto de transporte dos alunos para o IFAC e UFAC. Além disso, nossa governadora está firmando convênios com os prefeitos e Mâncio Lima também será contemplado com combustível para garantir o acesso aos ramais e fortalecer esse trabalho”, disse.

Zé Luiz afirmou ainda que os investimentos representam uma mudança para o município, principalmente para as famílias que vivem na zona rural. “Estamos fazendo uma história diferente no nosso município. Estamos trazendo dignidade para a população, para o homem do campo e para todas as pessoas que dependem dos ramais para produzir, trabalhar e viver com mais qualidade”, afirmou.

A Operação Verão prevê a recuperação de cerca de 300 quilômetros de ramais em Mâncio Lima. A expectativa é melhorar o deslocamento até as comunidades rurais, facilitar o transporte da produção agrícola e fortalecer a agricultura familiar.

Coordenado pelo Governo do Acre, o Programa Inova abre uma nova etapa de investimentos voltados à modernização da infraestrutura produtiva. Nesta primeira fase, serão entregues 324 equipamentos para os 22 municípios acreanos e entidades parceiras, ampliando a capacidade de atendimento às demandas do setor rural em todo o estado.