Avião de Gladson é alvo de nova apreensão pela PF, diz Leonildo Rosas

O avião PT-WGK, registrado em nome do ex-governador Gladson Cameli, entrou novamente no centro da Operação Ptolomeu nesta quarta-feira, 1, depois que o jornalista Leonildo Rosas afirmou que a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra a aeronave, em Cruzeiro do Sul. A ordem, segundo Leonildo, teria sido expedida pela ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, e alcançaria um bem que já havia sido tratado pela Procuradoria-Geral da República em pedido de venda antecipada.

No vídeo divulgado, Leonildo disse ter recebido a informação “por uma pipira”, expressão que costuma usar para se referir a fontes de bastidor. Em seguida, afirmou que a aeronave estava sob responsabilidade de Gladson como fiel depositário e teria sido usada em viagem a Cruzeiro do Sul durante a Expoacre Juruá. “A Polícia Federal, na tarde desta quarta-feira, cumpriu o mandado de busca e apreensão emitido pela ministra Nancy Andrighi. Ou seja, o avião que estava como fiel depositário para o Dancinha foi apreendido”, disse o comentarista, usando o apelido pelo qual costuma se referir ao ex-governador.

O avião chegou em Cruzeiro do Sul na terça-feira, 30 de junho

O peso da informação está no histórico PT-WGK. A aeronave aparece na Cautelar Inominada Criminal nº 87/DF, ligada à Operação Ptolomeu, investigação que apura supostos desvios de recursos públicos no Acre. Em manifestação assinada pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, ainda em 2023, a PGR tratou de medidas cautelares sobre bens atribuídos a Gladson e pediu providências para evitar a perda de valor de patrimônio sob sequestro e indisponibilidade judicial.

No mesmo documento, a PGR identifica o avião como Beech Aircraft 8, matrícula PT-WGK, número de série TH-1644. Peritos da Polícia Federal avaliaram a aeronave em R$ 3.476.000,00 e calcularam desvalorização média de 3,51% nos 12 meses anteriores ao parecer. Com base nesses dados, a Procuradoria pediu ao STJ a alienação antecipada do avião e de cinco veículos ligados ao caso, sob o argumento de que bens móveis exigem manutenção constante, perdem valor com o tempo e podem se deteriorar antes do julgamento definitivo.

A venda antecipada, nesse tipo de medida, não transfere automaticamente o valor ao poder público. O bem é convertido em dinheiro e o montante fica depositado em conta judicial até decisão final. Se a condenação for mantida e houver determinação de ressarcimento, os valores podem ser usados para reparar o dano. Se a medida for revertida, o dinheiro retorna a quem tiver direito reconhecido pela Justiça.

A situação do PT-WGK se soma ao quadro jurídico mais amplo de Gladson. Em 6 de maio de 2026, a Corte Especial do STJ condenou o ex-governador a 25 anos e nove meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. A decisão também fixou multa, indenização ao Estado do Acre no valor de R$ 11,7 milhões e perda do cargo de governador, embora Gladson já tivesse renunciado ao mandato no mês anterior com a intenção de disputar o Senado.

A maioria dos ministros acompanhou o voto da relatora, Nancy Andrighi, que atribuiu a Gladson posição de comando no esquema investigado pela Operação Ptolomeu. A defesa negou as acusações, contestou a validade das provas e ainda pode recorrer. O próprio Ministério Público Federal, ao tratar da condenação, reconheceu que a decisão não encerra a disputa judicial.

Leonildo também relacionou a suposta apreensão à situação eleitoral do ex-governador. Segundo ele, Gladson apresentou embargos de declaração contra a condenação, mas o recurso não teria sido julgado antes do recesso do STJ. Na avaliação do comentarista, a candidatura ao Senado “subiu ao telhado”, salvo se houver decisão favorável no Supremo Tribunal Federal.

O caso também recupera uma pergunta feita antes pelo Arenga du Acre, antiga página de humor político que havia chamado atenção para a movimentação do PT-WGK. A provocação era direta: “Quem está voando o avião de Gladson?”

A página apontava que a aeronave aparecia em consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro como registrada em nome de Gladson Cameli, com restrição judicial de transferência, e questionava quem estaria pilotando ou autorizando voos recentes. O ponto era objetivo: se o PT-WGK estava no nome do ex-governador, sob restrição judicial, e se Gladson também era investigado em caso relacionado à obtenção de registro de piloto, os registros operacionais da aeronave deveriam esclarecer quem vinha usando o avião.

Com a fala de Leonildo Rosas, a pergunta feita pelo Arenga deixa o terreno da provocação política e ganha densidade jurídica. O PT-WGK passa a reunir, em uma mesma cena, três linhas de desgaste para Gladson: o patrimônio sob vigilância judicial, a condenação imposta pelo STJ e a incerteza sobre seu projeto eleitoral.

Jornal da Manhã em Coluna – 1º de julho de 2026

A coluna desta quarta-feira reúne bastidores, comentários e informações levadas ao ar no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, apresentado por Chico Melo, com análise política de Rogério Wenceslau e cobertura de Gledisson Albano e Mazinho Rogério na primeira noite da Expoacre Juruá 2026.

A feira abriu, a política também

A Expoacre Juruá começou com parque cheio, show de Nattanzinho Lima e a velha cena de Cruzeiro do Sul quando a cidade vira ponto de encontro do interior inteiro. Mas, por trás da música, dos estandes e da poeira dos carros na BR-405, a política abriu sua própria porteira.

A governadora Mailza Assis fez a abertura oficial da feira. Só que a noite não foi apenas de governo. Foi também de adversários circulando, aliados medindo distância e pré-candidatos testando o calor do público.

Alan Rick no mesmo terreiro

O senador Alan Rick chegou à Expoacre Juruá como pré-candidato ao governo e com o prefeito Zequinha Lima ao lado. Em política, a imagem às vezes fala antes do microfone.

Alan não foi à feira apenas para cumprimentar expositor. Foi ocupar espaço. E ocupar espaço no Juruá, em noite de abertura, diante de empresários, produtores, lideranças e visitantes de fora, é mandar recado para o Acre inteiro.

Zequinha mudou a temperatura

A presença de Zequinha Lima no campo de Alan Rick mexe com a conta do Palácio Rio Branco. O prefeito de Cruzeiro do Sul não é um apoio qualquer. Ele governa o principal município do Juruá e conhece como poucos o peso político de uma feira cheia.

Quando Zequinha sai de perto de Mailza e aparece ao lado de Alan, não é só uma troca de palanque. É um movimento que encoraja outros insatisfeitos a fazer a própria travessia.

A fila começou a andar

Rogério Wenceslau resumiu o momento com uma frase que ficou no ar: “A fila tá andando e tá andando rápido”.

A debandada do governo deixou de ser murmúrio de gabinete. Agora aparece em praça pública, em feira, em entrevista, em chegada de comitiva. O barco ainda navega, mas já tem passageiro olhando para a margem.

Falta conversa no Palácio

Wenceslau foi direto ao ponto ao falar em falta de sensibilidade e falta de articulação. Governo que perde ouvido político começa a perder antes no detalhe: uma liderança que não atende, um prefeito que se sente pequeno, uma promessa que fica sem resposta.

No Acre, ninguém rompe de repente. Primeiro avisa. Depois se cala. Quando aparece ao lado do adversário, a decisão já amadureceu faz tempo.

Donadoni fora da Casa Civil

A exoneração de Jonathan Donadoni da Casa Civil caiu no meio da semana como mais uma peça solta no tabuleiro. A Casa Civil é o lugar da costura. Quando quem costura sai, o rasgo aparece mais.

O governo tratou a mudança como decisão administrativa. Wenceslau devolveu a pergunta que incomoda: “Será que sabem a diferença entre decisão de governo e decisão de estado?”.

Decisão de governo cobra conta

Toda governadora pode trocar secretário. Isso faz parte do comando. O problema é o momento, o método e o efeito político da troca.

Quando a base já reclama, quando prefeitos se movem e quando aliados históricos começam a sair, uma exoneração na Casa Civil deixa de ser ato interno. Vira termômetro de crise.

Sula sai e o ramal sente

A saída de Sula Ximenes do Deracre pesa porque o órgão não vive apenas dentro do gabinete. O Deracre chega no ramal, na ponte, na estrada de barro, na operação verão e no produtor que espera a máquina antes da chuva voltar.

Sula pediu exoneração reclamando de compromissos não cumpridos e falta de condições para tocar o trabalho. Isso transforma uma troca administrativa em problema político com cheiro de barro molhado.

Deracre não é enfeite

No Juruá, o Deracre é uma das mãos mais visíveis do governo. Quando o ramal abre, a comunidade lembra. Quando fecha, lembra mais ainda.

Por isso a preocupação com a operação verão é séria. É agora que o serviço precisa andar. Depois que o inverno amazônico chega, a desculpa costuma vir junto com a lama.

Governo tenta conter a leitura

Mailza Assis negou crise e apresentou as mudanças como medidas de gestão. É a resposta esperada de quem está no comando e precisa segurar a imagem de normalidade.

Mas política não se controla apenas com declaração. A leitura se forma no conjunto: Donadoni fora, Sula fora, Zequinha distante, Alan crescendo no Juruá e aliados observando quem será o próximo a atravessar.

A feira como vitrine eleitoral

A Expoacre Juruá tem boi, negócio, show, comida, empreendedor e família andando pelo parque. Mas também tem pré-campanha em estado puro.

Cada aperto de mão vira sinal. Cada foto vira mensagem. Cada ausência vira comentário. Em noite de feira cheia, o político que circula bem sai maior. O que circula acuado sente o peso da multidão.

Trânsito cheio, sinalização falha

A Prefeitura montou transporte gratuito para o público, mas a chegada e a saída tiveram fila grande de veículos. Também houve reclamação sobre falta de sinalização em alguns pontos.

Evento desse tamanho não perdoa improviso. A multidão mostra sucesso, mas também testa a capacidade de organização da cidade.

Empreendedor quer vender

Os empreendedores chegaram à Expoacre Juruá com expectativa positiva. Para muita gente, a feira é a chance de vender em poucos dias o que às vezes demora mês inteiro para girar.

Enquanto político mede força, o pequeno comerciante mede caixa. É ele quem sente primeiro se a festa deu certo.

Segurança em alerta

A Polícia Militar e o Ciosp agiram rápido e apreenderam três motocicletas durante a movimentação da Expoacre. Em noite de público grande, segurança boa é aquela que aparece antes do problema crescer.

A feira movimenta dinheiro, gente e trânsito. Também exige presença firme do Estado.

Até a seleção entrou no clima

No fim do programa, a Copa do Mundo apareceu com torcedor esperançoso, mas sem tanta fé no Brasil.

A frase combina com o momento político do Acre. Tem gente torcendo pelo governo, mas já sem a mesma confiança no jogo.

A cena do dia

A primeira noite da Expoacre Juruá teve música alta, parque cheio e palanque disputado. Mailza abriu oficialmente a feira, mas Alan Rick e Zequinha Lima roubaram parte da cena política.

No Juruá, a festa começou com multidão. A crise, também.

Nicolau Júnior destaca tradição e impacto econômico da Expoacre Juruá

A Expoacre Juruá 2026 foi aberta nesta terça-feira, 30, em Cruzeiro do Sul, com a presença do presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado Nicolau Júnior, que destacou a importância da feira para a economia regional, os pequenos negócios, o agronegócio e a valorização das tradições do Vale do Juruá.

“A Expo Juruá já é tradição aqui da nossa região. Todo mundo espera esse momento”, afirmou Nicolau Júnior, ao falar sobre o papel da feira no calendário econômico e cultural de Cruzeiro do Sul. Para o parlamentar, o evento reúne famílias, movimenta a cidade e cria oportunidades para produtores, comerciantes e empreendedores locais.

A feira ocorre na Arena do Juruá e segue até 5 de julho, com programação voltada a negócios, exposições, rodeio, atividades culturais e shows nacionais. A abertura teve prova dos Três Tambores e apresentação de Natanzinho Lima, dando início a seis noites de programação gratuita.

Nicolau Júnior também ressaltou que a Expoacre Juruá se consolidou como vitrine para quem produz e empreende no interior do estado. “É uma festa que cresce a cada edição e movimenta muito a nossa economia”, disse o presidente da Aleac.

A movimentação durante os dias de feira alcança hotéis, restaurantes, transporte, comércio varejista, vendedores ambulantes, produtores rurais e trabalhadores temporários. A presença de visitantes de municípios do Vale do Juruá amplia a circulação de dinheiro em Cruzeiro do Sul e fortalece setores que dependem diretamente do aumento no fluxo de pessoas.

Além da programação de entretenimento, a Expoacre Juruá abre espaço para produtos regionais, agricultura familiar, artesanato, serviços e negócios ligados ao campo. A feira também aproxima representantes institucionais, empresários e produtores, criando um ambiente de integração econômica em uma das regiões mais importantes do Acre.

A edição de 2026 reforça o peso da feira como evento popular e econômico. Para Nicolau Júnior, a Expoacre Juruá deixou de ser apenas uma festa tradicional e passou a representar uma agenda estratégica para geração de renda, fortalecimento do empreendedorismo e valorização da identidade regional.

Foto: Sérgio Vale

Mailza exonera Jonathan Donadoni da Casa Civil; advogado era nome forte herdado da gestão Gladson

A governadora Mailza Assis exonerou Jonathan Xavier Donadoni do cargo de secretário de Estado da Casa Civil. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 30, por meio do Decreto nº 14.905-P, assinado no dia 26 de junho. O ato não apresenta justificativa para a saída.

Jonathan Donadoni ocupava uma das funções mais estratégicas do governo. A Casa Civil é a pasta responsável por organizar a tramitação dos atos do Executivo, fazer a ponte institucional entre secretarias e concentrar parte importante da articulação administrativa e política do Palácio Rio Branco.

Donadoni chegou ao comando da Casa Civil ainda na gestão do então governador Gladson Cameli. Em abril de 2022, foi anunciado pelo próprio governo como novo secretário-chefe da pasta, substituindo Rômulo Grandidier. À época, Gladson afirmou que o advogado chegava para “somar” à equipe.

Segundo informações divulgadas pelo governo quando ele assumiu o cargo, Jonathan Xavier Donadoni é advogado, natural de Mato Grosso do Sul e chegou ao Acre em 2006, após ser aprovado em concurso para defensor público do Estado. Antes de comandar a Casa Civil, também atuou como procurador-geral do Município de Cruzeiro do Sul nas gestões dos ex-prefeitos Vagner Sales e Ilderlei Cordeiro.

A exoneração ocorre em meio ao processo de reorganização política e administrativa do governo Mailza. Donadoni era visto como um dos nomes mais ligados ao núcleo de Gladson dentro da máquina estadual, o que dá à saída peso simbólico na formação de uma equipe mais alinhada à atual governadora.

Em abril deste ano, após rumores sobre uma possível saída de Donadoni do governo, Mailza chegou a negar publicamente qualquer mudança no comando da Casa Civil e afirmou que a equipe estava “muito bem organizada”. Pouco mais de dois meses depois, a exoneração foi oficializada no Diário Oficial.

Até o momento, o decreto publicado nesta terça-feira apenas formaliza a saída de Jonathan Donadoni. Não há, no mesmo ato, indicação do nome que passará a comandar a Casa Civil.

Nos bastidores, a exoneração de Jonathan Donadoni é lida como mais um sinal de desgaste entre o grupo de Mailza Assis e aliados ligados ao ex-governador Gladson Cameli. Interlocutores do governo afirmam que parte dos compromissos costurados ainda na transição não estaria sendo cumprida, o que teria ampliado o descontentamento dentro da própria base. Nessa leitura interna, dois nomes aparecem como centrais na condução desse novo arranjo de poder no Palácio Rio Branco: Ney Amorim e Madson Cameli, apontados por fontes como peças de forte influência nas movimentações políticas e administrativas do governo.

Jornal da Manhã em Colunas – 29 de junho de 2026

Bocalom aposta na produção

Tião Bocalom colocou a produção rural no centro do discurso de pré-campanha ao governo do Acre. Ex-prefeito de Acrelândia por três mandatos e ex-prefeito de Rio Branco por dois, ele voltou a defender o lema “produzir para empregar” e usou a experiência de Acrelândia como vitrine, com café, leite e banana puxando a economia local.

Crítica à florestania

Bocalom também retomou críticas ao modelo político da chamada florestania. A avaliação dele é que o debate ambiental deixou em segundo plano o morador da Amazônia. O discurso reforça a tentativa de ocupar o espaço de candidato ligado à produção, ao emprego e à renda.

Acre dependente de Rondônia

Um dos pontos mais fortes da entrevista foi a crítica à dependência econômica do Acre em relação a Rondônia. Bocalom afirmou que o estado compra de fora produtos básicos como arroz, feijão, milho e leite, enquanto só mantém autossuficiência na carne. A fala deve aparecer com frequência na campanha.

Ouvidoria nos municípios

A pré-campanha de Bocalom tem sido marcada por visitas ao interior. Ele apresenta essas agendas como uma espécie de ouvidoria, com conversas diretas com moradores e levantamento de demandas locais. A estratégia mira especialmente o eleitor dos municípios, onde a pauta da produção costuma ter peso eleitoral.

Kelen no estúdio

A presença de Kelen Rejane Nunes Bocalom, esposa de Tião Bocalom, também foi registrada durante a entrevista. O pré-candidato aproveitou o momento para falar da vida pessoal e reforçar uma imagem mais próxima do eleitor.

Mailza perde sustentação

A governadora Mailza Assis enfrenta um momento de desgaste na articulação para 2026. A avaliação política apresentada no Jornal da Manhã é que a candidatura à reeleição perdeu força depois da saída de Gladson Cameli do governo e da reorganização dos aliados em torno de outros projetos.

Zequinha com Alan Rick

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, aparece no centro da movimentação no Juruá. A expectativa é de apoio a Alan Rick, movimento que amplia o isolamento de Mailza Assis e fortalece o projeto do senador na disputa pelo governo.

Alan Rick ganha terreno

Alan Rick passou a ser o principal beneficiário da debandada na base governista. Com o Republicanos organizado em torno de sua pré-candidatura, o senador tenta consolidar apoios no interior e atrair partidos que antes orbitavam o Palácio Rio Branco.

MDB em rota de saída

O MDB também aparece como peça importante nesse rearranjo. A eventual saída do partido da base de Mailza Assis teria impacto direto na composição eleitoral, principalmente pelo peso da legenda em Cruzeiro do Sul e pela influência de Vagner Sales no Juruá.

Márcio Bittar no cálculo

O senador Márcio Bittar também entra na conta das alianças. O PL tende a pesar na formação do bloco de direita e pode ser decisivo na definição do palanque mais competitivo contra Mailza Assis.

Plano de emergência

Com a perda de aliados, interlocutores do governo já discutem alternativas para evitar isolamento maior. Uma das hipóteses comentadas é abrir mão da candidatura própria e tentar indicar o vice em uma chapa mais forte. A avaliação, no entanto, é que o movimento seria difícil e revelaria o grau de pressão sobre o grupo governista.

Café ganha força no Juruá

A sessão solene do Dia do Café, realizada no Teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul, reforçou o peso da produção cafeeira na região. Vinte pioneiros foram homenageados, em uma pauta que mistura economia, agricultura familiar e política.

Luiz Gonzaga conduz homenagem

A solenidade foi presidida pelo deputado estadual Luiz Gonzaga. O presidente da Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior, estava fora do estado. O ato colocou o café como uma das apostas econômicas mais fortes do Juruá.

Expoacre Juruá aquece bastidores

A véspera da Expoacre Juruá 2026 movimenta Cruzeiro do Sul e também os bastidores da política. A feira começa em 30 de junho e deve reunir público, produtores, empresários e lideranças políticas em um ambiente favorável a conversas eleitorais.

Arraiá do Chico movimenta Parque Chico Mendes com programação junina em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco realizou no domingo (28) o Arraiá do Chico, na Praça de Alimentação do Parque Ambiental Chico Mendes, com atividades juninas, comidas regionais, brincadeiras e feira de empreendedores locais. A programação reuniu famílias, artesãos, comerciantes e visitantes em uma ação voltada ao lazer, à cultura popular e ao fortalecimento da economia criativa.

A festa contou com pescaria, bingo, venda de comidas típicas, produtos regionais e peças artesanais. O evento já faz parte do calendário de atividades do parque e foi organizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com concessionários da Praça de Alimentação.

Joseline Guimarães afirmou que a programação ajuda a aproximar a comunidade do espaço público. “O Arraiá do Chico é um evento tradicional aqui do parque, junto com os concessionários da Praça de Alimentação. Ele é muito importante para integrar as famílias, as pessoas que vêm ao parque”, disse.

A Feira Rede Empório também participou da programação, com empreendedores ligados ao artesanato, à produção regional e a iniciativas criativas. Felipe Pinheiro, da Poty3D, disse que a presença no evento abre espaço para pequenos negócios. “A abertura das portas do Chico Mendes para nós é muito importante. Só temos a agradecer à Prefeitura, à Rede Empório e a todos do Parque Chico Mendes”, afirmou.

A movimentação levou crianças, jovens, adultos e idosos ao parque durante a programação. Ilzamar Mendes, viúva de Chico Mendes, acompanhou o evento e afirmou que a iniciativa beneficia a comunidade e os pequenos produtores. “É um evento importante para a comunidade e para os pequenos empreendedores que estão produzindo agora”, disse.

Além das atividades juninas, a presença do público reforçou o uso do Parque Ambiental Chico Mendes como área de convivência, lazer, cultura e educação ambiental em Rio Branco.

Bocalom defende produção e renda em entrevista ao Jornal da Manhã

O pré-candidato ao Governo do Acre Tião Bocalom usou a entrevista concedida nesta segunda-feira (29) ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, para defender um projeto econômico baseado na produção rural, na geração de emprego e no aumento da renda da população. Ex-prefeito de Acrelândia e de Rio Branco, ele afirmou que o Estado precisa voltar a produzir mais e depender menos de outros mercados. “Produzir para empregar, se não roubar o dinheiro dá”, disse.

Bocalom citou a experiência em Acrelândia como base do discurso político que pretende levar à disputa estadual. Ele afirmou que o município avançou na produção de café, leite e banana e passou a exportar esses produtos, o que, na avaliação dele, mudou a circulação de dinheiro na cidade. “Dinheiro vem melhor na vida das pessoas”, afirmou, ao defender que a produção seja tratada como eixo central para a economia acreana.

O pré-candidato também vinculou a passagem pela Prefeitura de Rio Branco à mesma lógica administrativa. Mesmo com os impactos da pandemia nos dois primeiros anos de gestão, Bocalom afirmou que manteve a ideia de unir produção, emprego e dinheiro no bolso da população. Para ele, o desenvolvimento precisa chegar primeiro ao cidadão. “Cidadão com dinheiro no bolso tem autoestima, cabeça levantada”, disse.

Durante a entrevista, Bocalom criticou a condução de políticas ambientais adotadas no Acre nas últimas décadas e voltou a atacar o conceito de “florestania”. “Esqueceram que tinha alguém mais importante que a árvore e o bicho — o ser humano que tá na Amazônia”, afirmou. Ele disse que a defesa do homem amazônico sempre fez parte de sua trajetória política. “Hoje vejo todo mundo falar, até a turma antiga da esquerda: temos que cuidar do ser humano. É o que eu falei a vida inteira.”

A dependência do Acre em relação a produtos vindos de Rondônia também entrou no centro da entrevista. Bocalom afirmou que o Estado compra de fora itens básicos da alimentação e da produção agropecuária, como arroz, feijão, milho e leite. “Só não compra carne, que somos autossuficientes”, disse. Em seguida, comparou o cenário atual com o passado. “Antigamente o Acre vendia pra Rondônia. Hoje compra tudo de lá.”

O ex-prefeito disse que tem percorrido municípios acreanos em uma espécie de “ouvidoria” para ouvir demandas da população e montar uma proposta de governo. A estratégia, afirmou, é conversar diretamente com moradores, produtores e lideranças locais para mapear problemas que se repetem nas cidades e transformar essas demandas em ações voltadas à produção, emprego e infraestrutura.

A entrevista também teve um tom pessoal quando Bocalom apresentou a esposa, Kelly, que estava no estúdio. “O amor está no ar”, disse, em clima descontraído. Ele também falou da relação familiar ao afirmar: “Deus me mandou uma metade espetacular.”

Ao longo da conversa, Bocalom associou sua pré-candidatura à ideia de retomada econômica pela produção. A mensagem repetida na entrevista foi a de que o Acre precisa produzir mais, gerar renda localmente e reduzir a saída de mão de obra. “Produzir para empregar” foi o eixo usado por ele para resumir a proposta que pretende apresentar na corrida pelo governo.

Expoacre Juruá terá mudanças no trânsito em Cruzeiro do Sul

O trânsito no entorno do Parque de Exposições de Cruzeiro do Sul terá mudanças a partir desta terça-feira, 30, durante a 21ª Expoacre Juruá. A Secretaria Municipal de Trânsito montou um esquema especial para organizar a circulação de veículos, reduzir o tempo de deslocamento e dar mais segurança ao público que vai à feira.

A operação foi preparada em conjunto com a Polícia Militar, o Departamento Estadual de Trânsito e o Batalhão de Policiamento de Trânsito. Equipes enviadas de Rio Branco vão reforçar o trabalho durante os dias do evento, principalmente nos horários de maior movimento.

Os motoristas de veículos particulares que chegarem pela região do Sesc deverão usar a faixa da direita, destinada ao acesso aos estacionamentos. A faixa da esquerda ficará reservada ao transporte público, para facilitar o embarque e o desembarque de passageiros.

A rotatória em frente ao Parque de Exposições também terá alteração no uso. O espaço será voltado ao transporte coletivo. Já os condutores de veículos particulares deverão seguir até a rotatória próxima ao posto policial para fazer o retorno e entrar nos estacionamentos.

O secretário municipal de Trânsito, Jonas Saraiva, pediu que os motoristas redobrem a atenção à sinalização e sigam as orientações dos agentes durante a operação. A colaboração dos condutores será essencial para evitar congestionamentos e garantir o fluxo de veículos no acesso à feira.

Além das mudanças no tráfego, a programação infantil terá o retorno da carreta “Bora a Bora”. Neste ano, o veículo ficará estacionado no parque para visitação, fotos e atividades voltadas às crianças durante a Noite Kids.

Polícia Penal barra terceira tentativa de entrada de drogas no presídio de Cruzeiro do Sul em junho

A Polícia Penal impediu, no domingo (28), mais uma tentativa de entrada de drogas na Unidade Penitenciária Manoel Neri da Silva, em Cruzeiro do Sul, durante o período de visitas. Uma mulher foi flagrada tentando acessar o presídio com entorpecentes escondidos no corpo.

A droga foi localizada durante a revista com uso de body scanner, equipamento usado para reforçar a fiscalização de visitantes na unidade. Após a abordagem, a mulher foi impedida de entrar no presídio e encaminhada para os procedimentos legais. Ela deve responder criminalmente pelo caso e ficará proibida de realizar visitas a familiares custodiados na unidade.

O diretor da unidade, Elves Barros, afirmou que a ocorrência foi a terceira tentativa de entrada de drogas registrada apenas no mês de junho. “Somente neste mês já registramos três tentativas de introdução de drogas na unidade. O trabalho da Polícia Penal, aliado ao uso da tecnologia, tem sido fundamental para impedir a entrada desses materiais ilícitos”, disse.

A direção do presídio informou que as revistas serão mantidas e reforçadas para evitar a entrada de drogas e outros materiais proibidos no sistema prisional.

Bocalom visita Estirão do Remanso e ouve pedidos por saúde, escola e infraestrutura

O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, visitou a comunidade Estirão do Remanso e ouviu de moradores cobranças por melhorias em áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura. Durante o encontro, a população pediu a construção de um posto de saúde, melhorias na escola local e a pavimentação das vias de acesso à região.

Na conversa, os moradores relataram dificuldades enfrentadas no dia a dia e disseram que a presença de um representante político na comunidade para ouvir as demandas locais ocorreu pela primeira vez. A visita foi tratada pelos participantes como uma oportunidade de levar reivindicações diretamente a um nome que disputa o Palácio Rio Branco.

Ao fim da agenda, Bocalom afirmou que pretende voltar outras vezes à comunidade ao longo da campanha e disse que, se eleito, quer acompanhar de perto as ações na região. “Governar é conhecer de perto a realidade das pessoas. Vou voltar mais vezes durante a campanha e, se Deus permitir, também como governador, para acompanhar de perto as melhorias que essa comunidade merece”, afirmou.

A passagem por Estirão do Remanso ocorre em meio ao movimento de pré-campanha no Acre, período em que possíveis candidatos ampliam agendas em bairros, comunidades e municípios para ouvir demandas e apresentar compromissos ao eleitorado.