Jorge Viana defende união pelo Acre na Rádio Integração e cobra recuperação da BR-364

A Rádio Integração abriu, nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, em Cruzeiro do Sul, uma nova etapa do Jornal da Manhã ao levar ao ar, também em vídeo pelo YouTube, Instagram e demais redes sociais, uma entrevista de mais de uma hora com Jorge Viana, ex-governador, ex-senador, ex-presidente da ApexBrasil e pré-candidato ao Senado. A conversa, conduzida por Chico Melo, Rogério Wenceslau, Gledson Albano e Mazinho Rogério, colocou no centro do debate a BR-364, a pré-candidatura de Jorge, a polarização política, o governo Lula, a situação jurídica e eleitoral de Gladson Cameli, a produção de café no Juruá, a exportação, a internet e a necessidade de recuperar o diálogo democrático no Acre. Logo na abertura, Chico Melo classificou o momento como “uma entrevista necessária” e reforçou o papel da emissora em receber lideranças políticas em diferentes ocasiões, dentro de uma linha editorial que busca ouvir todos os lados e oferecer ao público o mesmo espaço para que ideias, cobranças e projetos sejam confrontados diante da população.

A entrevista teve peso político também pelo contexto. O Juruá voltou a ser tratado como território decisivo para as eleições de 2026. Antes da entrada de Jorge Viana no estúdio, Rogério Wenceslau chamou atenção para a movimentação de lideranças na região e afirmou que Cruzeiro do Sul e os municípios vizinhos estão “muito cobiçados politicamente”. Ele citou agendas recentes de Alan Rick, Jorge Viana, Tião Viana e Virgílio Viana, além da disputa em torno do apoio do prefeito Zequinha Lima, hoje visto como peça importante no tabuleiro eleitoral.

Jorge Viana chegou ao estúdio depois de cruzar parte do Acre pela BR-364. Disse que passou por Sena Madureira, Feijó, Terra Indígena Rio Gregório, Tarauacá e Manoel Urbano antes de chegar a Cruzeiro do Sul. A estrada, segundo ele, resume um dos maiores problemas do estado. “Eu estava numa viagem pela estrada e vocês sabem como é que está: é uma verdadeira tragédia essa situação da estrada”, afirmou. A frase abriu o tom da entrevista: Jorge procurou apresentar sua pré-candidatura como uma tentativa de recompor capacidade política em Brasília, sem poupar críticas à falta de articulação da bancada federal e sem aliviar a cobrança sobre o próprio governo Lula.

O ex-governador disse que voltou a percorrer o Acre porque já ajudou o estado em outro momento e quer “ajudar outra vez”. A fala buscou conectar sua trajetória administrativa ao momento atual, marcado por estradas precárias, baixa geração de oportunidades e forte disputa ideológica. “Eu estou na política, já estive para ajudar uma vez, estou para ajudar outra vez. Vim muito devagar, dormindo nos lugares, lá em Sena Madureira, lá em Feijó, fui lá no Gregório também, passei em Tarauacá, claro, em Manoel Urbano, e agora estou aqui em Cruzeiro para conversar com vocês”, disse.

A Rádio Integração, ao dar espaço para Jorge Viana, reforçou uma prática essencial em ano de pré-campanha: abrir o microfone para que lideranças de campos distintos sejam questionadas ao vivo, por jornalistas da região, diante de ouvintes e internautas. Não se tratou apenas de uma entrevista com um pré-candidato. O programa funcionou como uma arena pública em que temas concretos do Acre foram submetidos ao confronto direto: a estrada, o peso do Juruá, a relação com o governo federal, o legado dos governos petistas, os erros dos adversários, as mudanças no eleitorado, a produção regional e o futuro econômico do estado. Ao anunciar o novo formato com vídeo, Chico Melo situou a emissora em uma fase de expansão da audiência, mantendo o rádio como base e somando imagem, redes sociais e participação em tempo real. Ao longo desta semana a programação conta ainda com as entrevistas de Alan Rick, pré-candidato ao governo, e de Virgílio Viana, pré-candidato a deputado federal.

No ponto mais duro sobre infraestrutura, Jorge Viana cobrou unidade da bancada federal em torno da BR-364. Para ele, a estrada deixou de ser um problema administrativo e virou uma emergência política. “Na minha época, você fazia daqui para Cruzeiro do Sul em oito horas. Agora, se for uma carreta, é dois dias. Se for um caminhão, é dois dias. E se for um carro, não faz menos do que quinze horas. Então isso é uma situação gravíssima que tem que nos unir e não separar”, afirmou. Em seguida, defendeu que os onze parlamentares acreanos concentrem emendas na rodovia e cobrem execução do DNIT. “A bancada tinha que estar unida. São onze parlamentares. Em vez de ficar botando emenda para aqui, para acolá, põe o dinheiro todo na estrada e vamos cobrar que o DNIT faça”, declarou.

Mesmo sendo aliado do presidente Lula, Jorge disse que pretende cobrar o governo federal. A fala buscou afastar a ideia de alinhamento automático. “No governo Lula, o dinheiro voltou, mas a estrada está destruída. E eu vou cobrar agora também, porque podia estar melhor com o dinheiro que está vindo”, afirmou. A cobrança expõe um dos pontos mais sensíveis da disputa ao Senado: quem terá força política para transformar repasses, emendas e promessas em obra executada. Jorge tentou ocupar esse espaço ao dizer que mantém relação com diferentes campos em Brasília e que o Senado é o lugar onde o Acre pode ter o mesmo peso institucional de estados maiores.

A polarização política apareceu como outro eixo central. Chico Melo puxou o tema a partir do clima de divisão que tem atravessado famílias e relações pessoais no Brasil. Jorge concordou e disse que o país está cansado de um ambiente de guerra permanente. “O Brasil está cansado da polarização. Uma coisa é você fazer uma crítica como oposição, isso é bem-vindo, isso é legítimo e necessário. Outra coisa é se aproveitar disso e distorcer as coisas e tornar o Brasil um campo de guerra. Aí não”, disse. Ele comparou a disputa política com rivalidades do futebol, afirmando que divergência pode existir sem virar ódio. “Transformar a política, que é uma coisa muito importante, numa verdadeira guerra que divide as famílias no almoço de domingo, por ideologia, isso é terrível”, completou.

Na explicação sobre a demora para assumir a pré-candidatura, Jorge afirmou que aguardava uma definição do presidente Lula sobre sua saída da ApexBrasil. Disse que estava satisfeito com o trabalho no órgão, mas que aliados no Acre pediam sua volta à disputa. Segundo ele, Lula inicialmente demonstrou dúvida sobre liberá-lo, até chamá-lo ao gabinete e autorizar a caminhada. “Ele pegou no meu braço no gabinete e falou: Jorge, o povo do Acre está certo de te pedir para ir. Eu quero que você vá lá, ganhe esse mandato de senador, ajude o Acre, ajude o Brasil. O Acre e o Brasil estão precisando de um senador igual você lá”, contou. Depois da conversa, afirmou ter iniciado a pré-campanha com a missão de “unir os que estão desunidos”.

O tema do equilíbrio político no Acre foi provocado por Rogério Wenceslau, que apontou a concentração de poder em um mesmo campo político e a redução da fiscalização. Jorge respondeu afirmando que a oposição é importante para a democracia, mas disse que o grupo político que venceu as últimas eleições reuniu governo, prefeituras, Senado, Câmara Federal e Presidência da República, sem entregar os resultados esperados. “Dessa vez eles ganharam tudo. Ganharam oito deputados federais, três senadores, o governo, as prefeituras de Cruzeiro, a Prefeitura da capital e a Presidência da República. Porque, se você lembrar, tinha tudo e não entregaram”, afirmou. Segundo ele, pesquisas qualitativas em Cruzeiro do Sul mostram cobrança direta da população. “A população diz: não entregaram, não fizeram uma escola, não fizeram um hospital, não desenvolveram, não cuidaram da estrada. É isso que está na pesquisa qualitativa”, declarou.

Quando Gledson Albano perguntou sobre a perda de força da esquerda no Acre, Jorge evitou reduzir sua trajetória a um rótulo ideológico. “Eu nunca fiz um governo de esquerda. Tenho muito respeito por quem é de esquerda, tem pessoas que são conservadoras, de direita. Meu problema é com os extremistas, porque tudo mais dá para compor”, disse. Para ele, o eleitor acreano quer resultado mais do que identificação partidária. “O povo do Acre nem está muito interessado se é esquerda ou direita. Ele quer que as coisas sejam feitas direito, que as coisas aconteçam”, completou.

A entrevista também teve espaço para memória administrativa. Jorge citou obras realizadas em seus governos e nos governos de Binho Marques e Tião Viana, especialmente no Juruá. Mencionou a Avenida Mâncio Lima, o porto, o aeroporto de Cruzeiro do Sul, a Avenida São Paulo, a eletrificação rural, o Hospital do Juruá, escolas e a chegada da universidade. Ao tratar do passado, tentou apresentar um contraste com o presente: não como nostalgia, mas como argumento eleitoral. A mensagem foi clara: sua pré-candidatura pretende disputar a lembrança concreta de obras e serviços contra o desgaste de um ciclo político que, segundo ele, concentrou poder e não produziu entregas compatíveis.

A situação do ex-governador Gladson Cameli ocupou a parte mais sensível da entrevista. Jorge disse lamentar a condenação no Superior Tribunal de Justiça e afirmou que não deseja prisão nem sofrimento a adversários. “Eu lamento profundamente. Eu não quero esse negócio de cadeia para ninguém. Eu queria um mundo de paz”, afirmou. Em seguida, rebateu qualquer tentativa de atribuir o processo ao PT. “Quando é que começou esse processo contra o ex-governador? Em 2021. Quem era o presidente da República? O Bolsonaro. Onde estava o Lula? Preso. Quem era o ministro da Justiça? Nomeado pelo Bolsonaro. Quem era o diretor-geral da Polícia Federal? Nomeado pelo Bolsonaro. Quem era o procurador-geral da República? Nomeado por Bolsonaro. Então não tem nada a ver com a gente”, declarou. Jorge também citou o ex-vice-governador Major Rocha como autor da denúncia inicial. “Vamos ser bem sinceros: o vice-governador do Gladson, o Major Rocha, foi quem fez a denúncia contra o Gladson”, disse.

Ao avaliar o impacto eleitoral, Jorge disse considerar Gladson inelegível pela Lei da Ficha Limpa, embora tenha afirmado torcer para que o ex-governador consiga recorrer. “Quem conhece minimamente a lei sabe que a Lei da Ficha Limpa, quando um político ou uma pessoa, um gestor público, é condenado em um colegiado, fica inelegível. Só que a condenação foi lá no STJ. Depois do STJ, só tem o Supremo”, afirmou. O pré-candidato disse ainda que estava preparado para disputar a eleição mesmo com Gladson na corrida. “Vai dizer: mas você se beneficia? Não. Eu estava preparado para inclusive concorrer com o Gladson, porque muita gente queria votar no Gladson e votar em mim. São dois votos para o Senado”, disse.

O café, levado por Jorge ao estúdio e passado durante o programa, abriu uma frente econômica da entrevista. O ex-governador apresentou o Ikiri, produto cultivado em sua propriedade em Rio Branco, e usou o momento informal para falar da cadeia produtiva no Juruá. Disse que pretende ajudar produtores de Mâncio Lima a exportar café para mercados de alto valor. “Vou ajudar os amigos de Mâncio Lima a exportar o café. Já falei isso com Jonas, com o pessoal da Cobra Café. Estou abrindo mercado dos Estados Unidos, da China, da Europa e do Japão para o café de Mâncio Lima, para o café do Juruá”, afirmou. Em seguida, antecipou que a exportação pode começar ainda nesta safra. “Talvez esse ano agora a safra já comece a exportar café de Mâncio Lima para os Estados Unidos. Estou dando aqui em primeira mão a notícia”, disse.

O tema da conectividade apareceu nos minutos finais. Jorge afirmou que pretende trabalhar, caso eleito, para melhorar a internet no Acre. “Uma das coisas que eu quero fazer é transformar o Acre para ter a melhor internet da Amazônia. Ter três cabos de fibra ótica de Rio Branco para Cruzeiro do Sul”, declarou. A proposta foi vinculada à permanência da juventude no estado e à criação de oportunidades. “Trinta e quatro mil pessoas foram embora do Acre nos últimos oito anos. Isso é uma loucura. E por que essas pessoas foram embora? Atrás de oportunidade. As oportunidades têm que estar aqui”, afirmou.

Jorge também criticou os juros no Brasil, especialmente o consignado. Ao falar sobre programas federais de renegociação e crédito, afirmou que o Senado precisa enfrentar o peso das taxas cobradas de trabalhadores e aposentados. “Esse tal consignado às vezes ajuda a pessoa a pegar dinheiro, mas ninguém consegue se livrar do consignado pela taxa de juro que cobra. É garantido, o cara desconta do salário da pessoa e a pessoa ainda paga uma taxa de juro dessa. Se eu estiver no Senado, é para lutar contra esse tipo de barbaridade”, disse.

A entrevista terminou com Jorge Viana tentando fixar uma imagem de pré-candidato conciliador, mas combativo nos temas de infraestrutura, economia e representação política. Ele disse não querer voltar ao Senado para alimentar brigas, mas para recuperar investimentos, defender o Acre em Brasília e reconstruir pontes com setores hoje separados pela polarização. “Eu não posso estar com a história para trás, com a história para frente, querendo ser parte do problema. Não. Eu sou parte da solução”, declarou.

5º Moto Fest reúne pilotos e famílias na Arena Race em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco realizou neste domingo (24), na Arena Race, a 5ª edição do Moto Fest, evento voltado aos esportes radicais e às práticas motorizadas em ambiente adequado. A programação reuniu pilotos, famílias, autoridades e público em geral, com o objetivo de incentivar modalidades esportivas, ampliar o uso do espaço público e reforçar ações de segurança e educação no trânsito.

O evento contou com modalidades como grau de rua, arrancada de motos, motocross, moto mais top e desacato. A proposta é oferecer um local próprio para a prática dessas atividades e reduzir a realização de manobras em vias públicas, especialmente entre jovens que já participam de grupos ligados ao motociclismo.

O prefeito Alysson Bestene participou da programação e afirmou que a gestão pretende manter investimentos na Arena Race. “Aqui é um espaço para os esportistas, principalmente dos esportes radicais. A gente tem buscado recuperar esse ambiente para eventos como este, onde vemos juventude, famílias e idosos participando com segurança e organização”, disse.

Bestene também afirmou que novas melhorias estão previstas para o local, entre elas reforço na iluminação, recuperação da pista de motocross e ampliação da estrutura para eventos esportivos e culturais. A prefeitura também estuda a presença da RBTrans em próximas edições para orientar o público sobre segurança viária. “Esse é o ambiente correto e seguro para esses movimentos, não a rua”, afirmou o prefeito.

O secretário municipal de Esportes, Jhon Douglas Silva, disse que o Moto Fest faz parte das ações para fortalecer o esporte radical e ocupar melhor os espaços públicos destinados à prática esportiva. “É mais um compromisso da gestão com o esporte, principalmente o esporte radical. Hoje, dentro do 5º Moto Fest, temos o grau de rua, a arrancada de motos e outras modalidades”, afirmou.

A Arena Race foi adquirida pelo município em 2014 e é destinada a modalidades como grau de rua, arrancada de motos e carros, motocross, airsoft e automodelismo. O espaço voltou a receber atenção da gestão municipal com serviços de manutenção e planejamento para sediar novas atividades.

Um dos organizadores do Moto Fest, Júlio Eduardo, conhecido como Júlio Design, disse que a 5ª edição foi preparada ao longo de quatro meses, com busca por patrocínios, regularização documental e organização das competições. O deputado federal José Adriano Ribeiro também participou do evento e defendeu a manutenção da estrutura como parte do calendário esportivo e turístico da capital acreana.

Bocalom reforça defesa do café como motor econômico do Acre

Tião Bocalom voltou a defender neste domingo, 24, o café como uma das principais apostas para ampliar a economia do Acre. Em vídeo gravado na zona rural, ele afirmou que “hoje celebramos o Dia do Café” e disse que o produto “se torna uma grande saída econômica para o Acre”. Na mesma fala, reforçou que essa bandeira acompanha sua trajetória ao declarar: “Eu disse isso a vida toda” e “ainda temos potencial para muito mais”.

A manifestação recoloca a cafeicultura no centro do debate sobre geração de renda, permanência do produtor no campo e diversificação da economia acreana. Ao associar o avanço do café ao futuro do estado, Bocalom voltou a apostar no setor como uma atividade capaz de ganhar escala e abrir mercado para pequenos e médios produtores. Em outro trecho do vídeo, ele resumiu a cena com uma frase curta: “Coisa boa é a roça”.

O discurso encontra respaldo em uma cadeia que vem crescendo no Acre. A expectativa para a safra de 2026 é de aproximadamente 6,9 mil toneladas de café canephora, com Acrelândia na liderança da produção estadual. Além da lavoura, o avanço do setor já alcança etapas como produção de mudas, assistência técnica, transporte, beneficiamento, torrefação e comercialização, o que amplia o peso econômico da atividade e ajuda a explicar por que o café passou a ser tratado como uma frente estratégica para o Acre.

O movimento também aparece nas políticas públicas voltadas ao setor. Em fevereiro, o governo do Acre sancionou a Lei nº 4.776, que criou um programa de compras governamentais para fortalecer a indústria local do café. Antes disso, o Valor Bruto da Produção do café no estado saltou de R$ 28,3 milhões em 2019 para R$ 139,1 milhões em 2025, alta de 391,5%.

Com esse cenário, a defesa feita por Bocalom neste domingo vai além da declaração em uma data simbólica. A fala se conecta a uma atividade que ganhou mais espaço no interior, agregou novas etapas de produção e passou a ocupar posição estratégica na economia acreana. Ao insistir no café como “grande saída econômica”, ele reforça um discurso que encontra hoje um setor mais estruturado e com números mais robustos do que nos anos anteriores.

Mâncio Lima chega ao domingo de aniversário com cavalgada, show de Wanderley Andrade

Mâncio Lima vive neste domingo, 24 de maio, o principal dia das comemorações pelos 49 anos do município, com a XXI Cavalgada Hermecílio Barreto de Lima e show de Wanderley Andrade às 14h, na Arena do Rodeio, no bairro São Francisco. A programação começou pela manhã com a saída das comitivas e inclui costelão beneficente a partir das 10h, com pratos a R$ 25 e renda destinada ao Hospital do Amor, em Rio Branco.

A festa chega ao domingo depois de três noites de arena cheia. O balanço divulgado neste dia 24 aponta público superior a 5 mil pessoas no rodeio realizado entre 21 e 23 de maio, com o título ficando para o peão Luiz Rebouças, de 20 anos, morador de Cruzeiro do Sul, que somou 249,75 pontos após três montarias completas. A disputa reuniu dez competidores, com semifinal e final, e consolidou o rodeio como o principal eixo da programação de aniversário neste fim de semana.

No sábado, a arena também recebeu a prova dos três tambores, uma das atrações mais concorridas da programação. A competição reuniu 82 participantes nas categorias Kids, Júnior, Aberta e Feminina, distribuiu mais de R$ 15 mil em prêmios e terminou com vitórias de João Hélio, na Júnior, Júnior Barbary, na Aberta, e Izzi Manoela Lemos, na Feminina.

A programação movimentou também a economia local. A prefeitura informou que 48 empreendedores atuam diretamente na festa e que hotéis registraram alta procura, com parte da rede operando com lotação esgotada. O comércio de roupas, botas e acessórios country ganhou impulso, enquanto vendedores de alimentos e bebidas ampliaram as vendas com o aumento do fluxo de moradores e visitantes na cidade.

Prefeitura de Cruzeiro do Sul anuncia asfaltamento de 2,2 km no ramal do Pentecostes

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul assinou na sexta-feira, 22 de maio de 2026, a ordem de serviço para asfaltar 2,2 quilômetros do ramal da comunidade Pentecostes, com investimento de R$ 3 milhões. A obra começa neste sábado, 23, e inclui drenagem e implantação de meio-fio, com prazo estimado de 90 dias para conclusão.

A pavimentação foi apresentada pela gestão municipal como uma resposta aos problemas de trafegabilidade enfrentados pelos moradores, principalmente no inverno amazônico, quando trechos com atoleiros dificultam o deslocamento, o transporte escolar e o escoamento da produção local. A administração informou que as máquinas já estavam no trecho no momento da assinatura da ordem de serviço.

Durante o ato, o prefeito Zequinha Lima afirmou que a obra deve melhorar o acesso à comunidade e reduzir os transtornos provocados pelo período chuvoso. Segundo ele, a região tem forte atividade produtiva e precisa de melhores condições de mobilidade para moradores, estudantes e produtores rurais.

Os recursos para a execução do serviço são de emenda parlamentar do deputado federal Zezinho Barbary. A expectativa apresentada no evento é de que a pavimentação ajude a dar mais segurança e regularidade ao tráfego no local, sobretudo nos meses de chuva intensa.

Moradores da comunidade acompanharam a assinatura e comemoraram o início da obra. O principal relato foi de dificuldade de locomoção durante as chuvas, com prejuízos no transporte e no acesso à cidade. A avaliação entre os residentes é de que o asfaltamento pode mudar a rotina da região e facilitar a circulação ao longo de todo o ano.

Marcha para Jesus 2026 terá apoio do governo do Acre em Rio Branco

O governo do Acre vai apoiar a realização da Marcha para Jesus 2026, marcada para 30 de maio, em Rio Branco, com estrutura nas áreas de segurança, trânsito e saúde. A concentração está prevista para as 15h, em frente ao Memorial dos Autonomistas, de onde o público seguirá em caminhada até a Arena da Floresta, local dos shows programados para encerrar o evento.

A gestão estadual trata a mobilização como parte da política de apoio a manifestações religiosas e culturais no estado. A organização do ato afirma que a parceria com o poder público foi decisiva para garantir a estrutura necessária à edição deste ano, que deve reunir fiéis de várias igrejas evangélicas da capital e do interior.

Além do aspecto religioso, o governo sustenta que eventos desse porte movimentam setores como comércio, hotelaria e alimentação, ampliando o fluxo de pessoas em Rio Branco e reforçando a agenda pública de grandes encontros no estado.

A Marcha para Jesus integra o calendário nacional desde 2009, quando foi instituído o Dia Nacional da Marcha para Jesus. No Acre, o evento é apresentado pela administração estadual como parte de uma agenda mais ampla de apoio a celebrações de diferentes expressões de fé e tradições culturais.

Na mesma linha, o governo cita ações voltadas a outras manifestações realizadas no estado, como festividades católicas e atividades promovidas por povos indígenas, numa tentativa de associar a presença do poder público à valorização da diversidade religiosa e cultural acreana.

Falha humana domina causas de acidentes no Acre e expõe peso da desatenção no trânsito

A maioria dos acidentes de trânsito registrados no Acre entre janeiro de 2025 e abril de 2026 teve origem em falhas humanas, segundo levantamento do Detran. O estudo reuniu cerca de 6 mil ocorrências no estado e apontou a causa provável em 2.201 delas. Nesse grupo, a desatenção dos condutores liderou com 54,2% dos casos.

O número reúne situações recorrentes no trânsito urbano, como uso do celular ao volante, conversões feitas sem atenção, avanço em cruzamentos sem a devida observação e falta de distância segura entre veículos. Foram 1.193 registros ligados a esse tipo de comportamento, o que colocou a imprudência cotidiana no centro do diagnóstico traçado pelo órgão.

Na sequência, aparece o desrespeito à sinalização, responsável por 20,7% das ocorrências com causa definida. Avanço de sinal vermelho e desobediência à parada obrigatória estão entre os episódios mais frequentes, principalmente em trechos de maior circulação na capital acreana.

O levantamento também mostra que álcool ao volante e direção sem habilitação responderam juntos por 11,3% dos acidentes analisados. O excesso de velocidade teve participação de 6,5%. Em patamares menores, surgem falhas mecânicas, com 2,9%, problemas de infraestrutura viária, com 2,2%, animais na pista, com 1,7%, e fatores climáticos, com 0,6%.

Os dados foram consolidados a partir dos sistemas usados pelas forças de segurança para registrar e acompanhar ocorrências de trânsito. O retrato aponta que a principal causa dos acidentes no Acre não está nas condições externas da via, mas na conduta de quem dirige.

Agenda de Alan e Zequinha no Juruá vira recado político e acende alerta no governo

Neste domingo, 24, a agenda que reuniu ontem o senador Alan Rick e o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, segue repercutindo nos bastidores da política acreana. O que começou no sábado, 23, como uma programação pública de entrega de máquinas, caminhão-pipa e casas de farinha móveis para a produção rural, além de visita ao Mercado do Agricultor, terminou lido no Palácio Rio Branco como um movimento político com endereço certo: a tentativa de Alan de avançar sobre uma das principais lideranças do Juruá e tirar Zequinha da órbita exclusiva do grupo governista.

A agenda de ontem em Cruzeiro do Sul foi montada sobre obras e investimentos. Ao lado de Zequinha, Alan participou da entrega de equipamentos avaliados em cerca de R$ 4,5 milhões para fortalecer a agricultura familiar e a produção rural. No mesmo roteiro, acompanhou a preparação para o início das obras de revitalização do Mercado do Agricultor, bancadas com recursos de emenda parlamentar. Foi nesse ambiente, cercado por entregas e discurso administrativo, que a agenda ganhou peso eleitoral. Zequinha fez questão de registrar que Alan mantém presença antiga no município, lembra das demandas locais e destina recursos com frequência para Cruzeiro do Sul.

O ponto central não foi apenas a foto dos dois juntos, mas o conteúdo político que saiu dela. Em vez de tratar Alan como mais um visitante de pré-campanha, Zequinha reforçou publicamente que não pode se afastar de quem ajuda o Acre e o município. A fala teve peso porque saiu no momento em que Alan tenta consolidar palanque no interior e ampliar presença no Juruá. O gesto foi interpretado como mais que cortesia institucional: soou como demonstração de canal aberto, confiança mútua e disposição para uma conversa que vai além da agenda administrativa.

A repercussão veio rápido. Na manhã deste domingo, o Blog do Crica registrou que um vídeo de Alan, no qual o senador diz estar bem encaminhada uma aliança com Zequinha, acendeu o sinal vermelho no governo. Na mesma linha, Zequinha apareceu em vídeo dizendo que recebe todos os candidatos de forma republicana, citando Mailza Assis, Alan Rick e Tião Bocalom. O discurso foi de equilíbrio, mas sem desfazer o efeito político do encontro de ontem. Na prática, o prefeito tentou manter a porta aberta para todos sem apagar o fato de que, neste fim de semana, quem ocupou o centro da cena em Cruzeiro do Sul foi Alan.

Nos bastidores, a movimentação foi percebida ainda durante o evento de sábado. Relatos repassados à redação apontam que gente ligada ao governo acompanhou de perto os passos de Zequinha ao longo da agenda. O recado do prefeito veio no próprio discurso, quando afirmou não ter medo de espião nem aceitar pressão política. A fala foi entendida como resposta direta ao clima de vigilância criado em torno de sua aproximação com Alan.

Prefeitura inicia manutenção da Arena Race para retomar eventos esportivos em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco começou nesta sexta-feira, 22 de maio, os serviços de limpeza e manutenção da Arena Race para reativar a pista e recolocar o espaço no calendário esportivo da capital. A intervenção ocorre após vistoria feita no local e atende a uma demanda apresentada pela Associação de Motocross, que cobra a recuperação da estrutura após mais de cinco anos sem atividades.

Os trabalhos começaram pela limpeza completa da pista de motocross, que tem 1.144 metros de extensão. A previsão é que essa etapa seja concluída em até cinco dias. A força-tarefa também inclui reparos na iluminação, na rede elétrica do pit stop e da área de convivência, ajustes na parte hidráulica e melhorias no estacionamento.

A reativação da Arena Race faz parte do planejamento da prefeitura para devolver condições de uso ao espaço e ampliar a oferta de esporte e lazer na cidade. A expectativa é que a estrutura volte a receber não só provas esportivas, mas também outros eventos voltados ao público.

A programação já prevê atividades nos próximos dias. Um evento está marcado para este domingo, 24 de maio, e uma etapa de arrancada deve ser realizada em 7 de junho. A arena também deve voltar a sediar etapas do Campeonato Estadual de Motocross.

Para os organizadores, o início da manutenção representa a retomada de um espaço que vinha sem uso regular e que agora entra novamente na rota das competições em Rio Branco.

MDA desmente Nikolas sobre ponte em Marechal Thaumaturgo e cobra contrapartida da prefeitura

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, comandado por Fernanda Machiaveli, rebateu a versão divulgada pelo deputado federal Nikolas Ferreira sobre a obra de uma ponte em Marechal Thaumaturgo, no Acre, e afirmou que o recurso federal não foi liberado porque a prefeitura ainda não cumpriu exigências previstas no contrato. A resposta foi divulgada depois de o parlamentar publicar um vídeo em que questiona o destino de R$ 2,8 milhões e atribui o impasse ao governo Lula.

Na manifestação oficial, o ministério sustenta que a obra não pertence ao Novo PAC e está vinculada a um contrato de repasse assinado em 31 de dezembro de 2021, ainda na gestão anterior. Pela regra do convênio, caberia ao município conduzir a licitação, contratar a empresa executora e comprovar o depósito da contrapartida financeira para que a União pudesse liberar a parte federal dos recursos.

O MDA informou que a contrapartida da Prefeitura de Marechal Thaumaturgo é de R$ 939.964,24. Sem essa etapa, o repasse da União não pode avançar. A pasta também diz que o processo licitatório só foi apresentado em abril de 2025 e acabou aprovado pela Caixa em julho do mesmo ano, depois de mais de três anos da assinatura do contrato.

No vídeo publicado nas redes, Nikolas aparece diante da placa da obra e questiona o paradeiro do valor anunciado. A resposta do governo muda o centro da discussão. Segundo o ministério, o montante de R$ 2,8 milhões corresponde ao valor total do empreendimento, somando verba federal e contrapartida do município. Como a parte exigida da prefeitura não foi comprovada, o dinheiro federal não teria sido transferido.

Com isso, a reação de Fernanda Machiaveli e do MDA busca desmontar a narrativa de que a obra parou depois de um repasse já feito por Brasília. A versão apresentada pela pasta é a de que o entrave está na execução local e no cumprimento das exigências formais para a liberação do recurso.