O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, manteve nesta quarta-feira (15) a agenda em Santa Rosa do Purus, um dos municípios de difícil acesso do estado, e reforçou o discurso de levar ao interior o modelo de desenvolvimento que afirma ter implantado em Rio Branco e Acrelândia. A visita faz parte de uma nova rodada de agendas que também deve passar por Jordão e Marechal Thaumaturgo.
Bocalom está acompanhado de Kelen Bocalom, pré-candidata a deputada federal, Pedro Pascoal, pré-candidato a deputado federal, e Emerson Leão, pré-candidato a deputado estadual. Em Santa Rosa do Purus, o grupo participou de encontros com moradores e lideranças locais, com foco na apresentação do projeto Produzir Para Empregar.
A agenda começou com uma fala voltada aos desafios enfrentados pela população de áreas isoladas. Bocalom afirmou que conhece as dificuldades de quem vive em regiões de acesso limitado, mas disse ver nessas comunidades força para buscar novas oportunidades. “Sabemos dos desafios enfrentados por quem vive em uma região de difícil acesso, mas também vemos de perto a força e a determinação de quem acredita em um futuro melhor”, disse.
Em nova etapa da visita, o pré-candidato afirmou que o trabalho realizado em Rio Branco e Acrelândia tem sido lembrado pela população como referência para Santa Rosa do Purus. “É uma alegria imensa ver que o trabalho realizado em Rio Branco e também em Acrelândia é reconhecido e inspira o desejo de ver esse mesmo desenvolvimento chegar a Santa Rosa do Purus”, afirmou.
Bocalom também agradeceu a recepção no município e voltou a associar a agenda ao discurso de crescimento econômico no interior. “O povo de Santa Rosa merece mais oportunidades, desenvolvimento e prosperidade”, disse.
A passagem por Santa Rosa do Purus ocorre no mesmo dia em que Bocalom elevou o tom contra os grupos que governaram o Acre nas últimas décadas. O pré-candidato afirmou que é preciso “salvar o Acre” e que a população “não aguenta mais os governos dos últimos 30 anos”. A fala reforça a estratégia de se colocar como alternativa ao atual ciclo político estadual na disputa de 2026.
O projeto Produzir Para Empregar segue como principal vitrine da pré-campanha. Bocalom defende que o fortalecimento da produção local pode gerar empregos, ampliar a renda e reduzir a dependência dos municípios em relação à capital. A escolha por Santa Rosa do Purus, Jordão e Marechal Thaumaturgo também coloca no centro da agenda temas como transporte, logística, presença do poder público e acesso a serviços básicos.
Depois de deixar a Prefeitura de Rio Branco, Bocalom intensificou viagens ao interior, encontros com setores produtivos e articulações com lideranças políticas. A nova rodada amplia sua presença fora da capital e busca aproximar sua plataforma eleitoral das demandas de municípios que enfrentam isolamento geográfico e dificuldades históricas de infraestrutura.
O deputado estadual Clodoaldo Rodrigues e a vice-prefeita de Cruzeiro do Sul, Delcimar Leite, estiveram no DNIT nesta terça-feira, 14, para buscar informações sobre a reconstrução da BR-364 e cobrar melhorias em trechos da rodovia no município. A agenda tratou de pontos como Massipira, Variante e a região que segue até a comunidade Liberdade.
“Viemos buscar informações sobre a BR-364, tanto na região do Massipira como na Variante, em Cruzeiro do Sul, naquela proximidade que chega até o Liberdade, para saber quais são os trabalhos previstos para melhorar esses trechos”, afirmou Clodoaldo.
A reunião também incluiu a solicitação de implantação de uma faixa elevada na comunidade Lagoinha. A demanda foi apresentada após pedido de moradores da região, que procuraram Delcimar em busca de apoio para levar a reivindicação ao órgão responsável.
“Foi uma solicitação dos moradores da Lagoinha, que me procuraram e pediram ajuda para que eu viesse ao DNIT tratar da implantação de uma faixa elevada naquela comunidade”, disse Delcimar.
O pedido tem como foco melhorar a segurança de pedestres e moradores que circulam pela localidade. A pauta foi apresentada ao superintendente estadual do DNIT, Ricardo Araújo, durante a reunião.
A entrada para os shows da Expoacre Juruá 2026 não custou dinheiro ao público que atravessou os portões do parque, mas a programação foi sustentada por um orçamento de R$ 16.648.310,00 bancado com recursos estaduais. O Plano de Trabalho ligado ao Termo de Colaboração CC/SECC nº 01/2026, firmado entre a Casa Civil do Governo Mailza Cameli e a Associação Transformar, distribuiu esse dinheiro entre artistas nacionais, logística aérea, montagem de estruturas, segurança privada, divulgação, alimentação, atrações regionais e despesas administrativas.
O planejamento financeiro revela o tamanho da engrenagem montada para realizar a feira em Cruzeiro do Sul. Mais da metade de todo o orçamento ficou concentrada nos shows nacionais e nos serviços necessários para transportar, hospedar, alimentar e colocar os artistas no palco. Enquanto o público acompanhava as apresentações sem pagar ingresso, o Estado assumia uma conta milionária que ultrapassava os cachês e alcançava cada etapa da operação.
A Casa Civil já transferiu R$ 15.848.310,00 para a Associação Transformar, conforme registros encontrados na base oficial de pagamentos. O valor global publicado no Diário Oficial, porém, pode chegar a R$ 16.648.310,00. A diferença de R$ 800 mil ainda não está lançada no portal transparência.
Segundo o plano de trabalho apresentado, dos R$ 16,6 milhões previstos, R$ 8.748.520,00 foram destinados às atrações nacionais e à operação dos shows. O montante representa aproximadamente 52,5% de todo o orçamento da Expoacre Juruá.
Os cachês previstos somam R$ 6,3 milhões. Leonardo aparece com a maior contratação individual, no valor de R$ 2,1 milhões. Natanzinho Lima vem em seguida, com R$ 1,7 milhão. A dupla Ícaro e Gilmar teve R$ 750 mil reservados, enquanto Tierry e Padre Fábio de Melo aparecem com R$ 650 mil cada. A Banda Morada recebeu previsão de R$ 400 mil, e uma atração infantil foi orçada em R$ 50 mil.
A conta dos shows não terminou nos palcos. Outros R$ 2.448.520,00 foram reservados para uma empresa encarregada da produção e da logística das atrações nacionais. Nesse pacote estão passagens aéreas, fretamento de aeronaves, excesso de bagagem, hospedagem, alimentação, camarins, aluguel de vans, veículos exclusivos para os artistas, pagamento de direitos autorais ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o Ecad, e outros custos operacionais.
O gasto previsto apenas com Leonardo, de R$ 2,1 milhões, supera individualmente todo o orçamento destinado à estrutura geral da feira, calculado em R$ 1.981.440,00. Essa estrutura reúne palco, tendas, camarotes, banheiros, áreas técnicas, espaços de apoio e bastidores. A comparação ajuda a dimensionar o peso das atrações nacionais dentro do planejamento financeiro do evento.
A segurança privada recebeu previsão de R$ 1.701.000,00. A divulgação institucional e promocional ficou com R$ 1.091.000,00. Para artistas locais e regionais, o plano separou R$ 612.500,00, menos de 10% do valor reservado aos cachês nacionais.
A distância entre os dois grupos aparece de forma ainda mais clara quando os números são colocados lado a lado. Os R$ 6,3 milhões previstos para sete atrações nacionais equivalem a mais de dez vezes os R$ 612,5 mil destinados ao conjunto de artistas locais e regionais.
O planejamento também separou R$ 566 mil para a montagem de um espaço institucional destinado à recepção de autoridades e convidados. A estrutura incluía tendas, pisos, decoração temática, mobiliário e a organização de uma ceia institucional. Embora o espaço não seja chamado de gabinete, sua descrição mostra uma área oficial preparada para atividades institucionais durante a feira.
Outros R$ 472 mil foram previstos para fornecer alimentação às forças de segurança e aos servidores mobilizados para o evento. Material gráfico, credenciais, uniformes e peças de malharia consumiriam R$ 444.500,00. A cavalgada recebeu orçamento de R$ 283.150,00, enquanto o evento esportivo Nauas Combat ficou com R$ 280 mil.
O lançamento oficial da Expoacre Juruá teve previsão de R$ 198.200,00. Vale lembrar como foi essa festa: O churrasco de lançamento da 21ª Expoacre Juruá aconteceu no dia 13 de junho em Cruzeiro do Sul, marcando o início das festividades. A celebração gastronômica processou cerca de uma tonelada de proteína para atender o público.
A taxa administrativa da Associação Transformar foi fixada em R$ 200 mil. O serviço de interpretação em Libras durante os shows recebeu R$ 45 mil, e a organização do estacionamento, R$ 25 mil.
A distribuição dos recursos mostra que a feira foi concebida como uma operação que atravessou várias áreas do governo e do setor privado.
O Plano de Trabalho colocou entre as metas da parceria o pagamento dos cachês das atrações nacionais, a contratação dos artistas regionais e a contratação da empresa responsável pela logística dos shows. Esse compromisso ganhou outra dimensão depois que artistas e prestadores passaram a reclamar de atrasos.
Mensagens compartilhadas em um grupo de WhatsApp ligado à Expoacre Juruá afirmavam que, dez dias depois da feira, artistas que haviam trabalhado no evento ainda não tinham recebido. As reclamações chegaram ao Grupo Integração na terça-feira, 14. Depois que a apuração começou e pessoas ligadas à organização foram procuradas, comprovantes de transferências via Pix passaram a circular com a informação de que os pagamentos estavam sendo realizados.
A sequência dos acontecimentos abre uma pergunta objetiva: por que artistas e prestadores relataram falta de pagamento depois de a Casa Civil já ter transferido R$ 15,8 milhões para a entidade responsável pela execução da feira?
A responsabilidade pela administração desse orçamento milionário ficou com uma entidade de estrutura permanente enxuta. No cadastro inserido no Plano de Trabalho, a Associação Transformar declarou possuir duas salas, um banheiro, dois computadores e um telefone celular. A equipe técnica permanente era formada por três pessoas: presidente, secretária e tesoureiro.
Com essa estrutura, a associação assumiu a execução de um projeto de R$ 16,6 milhões, que envolvia artistas de projeção nacional, voos fretados, montagem de palco, camarotes, segurança privada, alimentação, divulgação, eventos esportivos, contratação de fornecedores e prestação de contas ao poder público.
A parceria autorizou a contratação de empresas terceirizadas para executar os serviços, desde que houvesse cotação e escolha da proposta de menor preço compatível com as condições técnicas exigidas.
Essa permissão ajuda a entender por que empresas privadas podem ter atuado na Expoacre Juruá sem aparecer como recebedoras diretas dos pagamentos feitos pela Casa Civil. O dinheiro foi transferido para a Associação Transformar, que poderia repassá-lo a fornecedores contratados para montar estruturas, transportar artistas, divulgar o evento, prestar segurança e executar outros serviços.
Os shows foram gratuitos apenas no momento em que o público entrou no parque. A conta existiu, foi milionária e saiu do orçamento público. Cada música apresentada no palco carregava custos que começavam no cachê do artista, passavam por aviões, hotéis, alimentação, veículos, camarins, segurança e direitos autorais, até alcançar a estrutura montada para receber milhares de pessoas.
Comprovantes de Pix começaram a ser enviados na tarde desta terça-feira; Casa Civil já havia pago R$ 15,8 milhões à Associação Transformar para realização integral da feira
Os pagamentos a artistas e prestadores de serviço da Expoacre Juruá 2026 começaram a ser feitos na tarde desta terça-feira, 14, depois que reclamações sobre atraso chegaram ao Grupo Integração. As cobranças envolviam profissionais que trabalharam na feira e ainda não haviam recebido pelos serviços prestados.
Em um grupo de WhatsApp identificado como “Expoacre Juruá 2026”, participantes relataram que artistas que se apresentaram no evento continuavam sem pagamento. Em uma das mensagens, uma pessoa afirmou que “10 dias se passaram e os artistas que se apresentaram na Expo não receberam”. Em outra, houve questionamento sobre se os artistas nacionais já haviam sido pagos ou se estavam na mesma situação dos demais prestadores.
Horas depois, no fim da tarde, comprovantes de Pix começaram a ser enviados no mesmo grupo. Às 16h58, uma mensagem informou: “A empresa vai focar em realizar os pagamentos. Mais tarde nos envia o restante dos comprovantes. E quando o limite diário estourar hoje, eles finalizam amanhã.”
A situação ocorre após a Casa Civil do Governo do Acre pagar R$ 15.848.310,00 à Associação Transformar, em 29 de junho, para execução, gestão, operacionalização, coordenação, organização e realização integral da Expoacre Juruá 2026. O repasse aparece vinculado ao Termo de Colaboração CC 01/2026.
No Diário Oficial, o extrato do instrumento aparece como Termo de Colaboração SECC nº 01/2026, com valor global de R$ 16.648.310,00, vigência de 90 dias e objeto voltado à realização integral da Expoacre Juruá. O documento foi assinado em 25 de junho pela Casa Civil e pela Associação Transformar.
A Associação Transformar foi a única entidade que apresentou documentação e proposta no chamamento público da Casa Civil. A entidade foi habilitada com 90 pontos. A comissão responsável pela seleção havia sido nomeada pela Portaria SECC nº 120/2026, publicada no Diário Oficial de 25 de junho.
A principal dúvida envolve o intervalo entre o repasse milionário e o início dos pagamentos a artistas e prestadores. Com mais de R$ 15,8 milhões já transferidos para a execução integral da feira, os profissionais começaram a receber somente após cobranças e questionamentos sobre os atrasos.
O extrato publicado no Diário Oficial não detalha quanto do valor global seria destinado a artistas, shows, cachês, estrutura, logística, segurança, comunicação ou subcontratações. Também não informa se empresas terceirizadas ficaram responsáveis por pagamentos a artistas locais ou nacionais.
O caso deve avançar com a cobrança pela relação completa de artistas e prestadores contratados, valores individuais, comprovantes de pagamento, eventuais contratos de subcontratação e prestação de contas parcial da Expoacre Juruá 2026.
A escalada da violência contra a mulher exige propostas concretas. E a chapa formada por Mailza Cameli e Jéssica Sales tem o dever político de dizer ao Acre como pretende enfrentar essa realidade.
O Acre vive uma realidade alarmante. Em apenas alguns meses de 2026, centenas de denúncias de violência contra a mulher já foram registradas, enquanto casos de feminicídio e de tentativa de feminicídio continuam chocando a sociedade e revelando que o Estado ainda está distante de oferecer a proteção que as mulheres acreanas merecem.
Diante desse cenário, não há espaço para que o tema fique em segundo plano durante a campanha eleitoral.
A chapa governista reúne duas mulheres: a governadora e candidata à reeleição, Mailza Cameli, do Progressistas, e a candidata a vice-governadora, a ex-deputada Jéssica Sales, do MDB. Essa condição, por si só, desperta uma expectativa legítima da sociedade. Mais do que representar a participação feminina na política, espera-se que ambas liderem o debate sobre políticas públicas capazes de prevenir a violência, proteger as vítimas e responsabilizar os agressores.
Essa expectativa torna-se ainda maior porque o atual companheiro da governadora responde a um processo relacionado a acusações de violência doméstica contra sua ex-esposa, acusações contestadas por sua defesa e que ainda aguardam decisão definitiva da Justiça. Não se trata de atribuir responsabilidade à governadora por fatos imputados a terceiros, mas de reconhecer que essa circunstância torna inevitável uma manifestação política clara sobre um tema que hoje mobiliza toda a sociedade acreana.
Há outro aspecto que reforça essa necessidade. O episódio ganhou enorme repercussão justamente em Cruzeiro do Sul, cidade onde Jéssica Sales nasceu, construiu sua trajetória política e mantém sua principal base eleitoral. A divulgação de vídeos e imagens relacionados ao caso provocou forte comoção na região e fez da violência contra a mulher um dos assuntos mais discutidos pela população local. Por isso, é natural que o eleitor espere também da candidata a vice uma posição objetiva e inequívoca sobre o enfrentamento desse problema.
A sociedade acreana tem o direito de saber quais compromissos essa chapa assume para reduzir os índices de violência contra a mulher. Como pretendem fortalecer as Delegacias Especializadas? Haverá ampliação das casas de acolhimento? Quais investimentos serão feitos em prevenção, atendimento psicológico, assistência jurídica e proteção às vítimas? Como o governo pretende atuar para reduzir a reincidência e impedir que novas mulheres sejam vítimas da violência?
Não basta lamentar cada novo caso ou manifestar solidariedade quando uma tragédia ganha repercussão. O que se espera de quem pretende governar o Estado é liderança, planejamento e compromisso público com resultados.
A presença de duas mulheres na chapa majoritária representa um fato político relevante. Mas representatividade só adquire verdadeiro significado quando se transforma em ação concreta. O Acre espera ouvir, de forma clara, tanto Mailza Cameli quanto Jéssica Sales. Não apenas como candidatas, mas como lideranças que desejam governar um Estado onde centenas de mulheres continuam denunciando agressões todos os anos.
A campanha eleitoral oferece a oportunidade para que ambas apresentem propostas, assumam compromissos e demonstrem coerência entre o discurso e a prática. Diante da gravidade do momento, o Acre não espera silêncio. Espera respostas.
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul abriu nesta terça-feira, 14 de julho, o credenciamento para expositores interessados em atuar no 9º Festival da Farinha, que será realizado de 26 a 29 de agosto no Complexo Esportivo do bairro Aeroporto Velho. A seleção oferece mais de 150 vagas para empreendedores, prestadores de serviços, agricultores e representantes de diferentes setores econômicos.
As inscrições seguem até 20 de julho e devem ser feitas pela internet, por meio do edital de credenciamento. Podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos e pessoas jurídicas que cumpram os critérios definidos para o evento.
As vagas abrangem barracas de bebidas, alimentação, vendedores ambulantes, restaurantes, trailers, artesãos, cooperativas, associações, produtores de plantas ornamentais, microempreendedores individuais e empresas de pequeno e médio porte.
Os expositores selecionados terão até 48 horas após o resultado final para pagar a taxa de ocupação e confirmar a participação. Os valores variam de acordo com a atividade exercida e o tamanho do espaço. Quem não cumprir o prazo perderá a vaga, que será repassada ao próximo candidato da lista de classificação.
Vendedores ambulantes e produtores de plantas ornamentais ficarão isentos da cobrança. O edital também define regras para a organização e a segurança do festival, como a proibição da venda de bebidas em garrafas de vidro e a limitação de um participante por núcleo familiar ou grupo econômico.
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Janaína Terças, afirmou que o credenciamento busca organizar a ocupação dos espaços e ampliar as oportunidades para quem pretende comercializar produtos durante o festival. “Estamos preparando mais uma grande edição do Festival da Farinha, fortalecendo o empreendedorismo local e valorizando os nossos produtores, artesãos e comerciantes. Convidamos todos os interessados a realizarem o credenciamento dentro do prazo para que possam fazer parte deste importante evento, que movimenta a economia de Cruzeiro do Sul e promove a nossa cultura”, disse.
O Festival da Farinha é uma das principais ações do calendário cultural e econômico de Cruzeiro do Sul e reúne produtores, comerciantes e empreendedores ligados à cadeia produtiva da mandioca, à gastronomia regional, ao artesanato e ao turismo.
A Prefeitura de Rio Branco anunciou, nesta terça-feira (14), a recuperação de vias no bairro Cadeia Velha, durante visita técnica do programa Prefeitura nas Ruas à Rua São Raimundo. A ação foi acompanhada pelo prefeito Alysson Bestene, pelo vereador Neném Almeida e por equipes técnicas da gestão municipal, com foco na avaliação da pavimentação e na definição dos serviços de manutenção.
A Rua São Raimundo foi apontada como uma das vias que precisam de intervenção no bairro. A Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco ficará responsável pelos serviços da operação tapa-buraco, que também deve chegar a outras ruas da região com problemas na malha viária.
Durante a agenda, Alysson Bestene afirmou que o trabalho conjunto com a Câmara Municipal ajuda a levar ao Executivo demandas apresentadas diretamente pelos moradores. O prefeito disse que os vereadores acompanham a rotina das comunidades e ajudam a transformar reivindicações em ações da administração municipal.
Bestene também afirmou que a presença das equipes nos bairros permite à Prefeitura planejar as intervenções com base nas condições encontradas em cada localidade. “Vamos intervir por meio da Emurb”, disse o prefeito, ao citar a recuperação das vias da Cadeia Velha dentro das ações do Prefeitura nas Ruas.
O vereador Neném Almeida afirmou que a visita atende a uma reivindicação antiga dos moradores. Segundo ele, a Rua São Raimundo está entre os pontos que mais precisam de recuperação no bairro, ao lado de outras vias da região.
O senador Alan Rick (Republicanos) vai anunciar no dia 1º de agosto, durante convenção partidária, o nome escolhido para compor sua chapa como candidato a vice-governador na disputa pelo Governo do Acre em 2026. A definição ocorre em meio às articulações para ampliar o arco de apoio à pré-candidatura, enquanto o deputado estadual Emerson Jarude (Novo) atua para aproximar o senador Márcio Bittar (PL) do palanque republicano.
Alan confirmou que o nome do vice será apresentado apenas na convenção. “Será anunciado na nossa convenção, dia 1º de agosto”, afirmou. A decisão mantém em aberto uma das escolhas mais estratégicas da pré-campanha, em um cenário no qual adversários também negociam alianças e composição de chapas para a sucessão estadual.
Entre os nomes discutidos nos bastidores estão a ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, a empresária Ana Paula Correia e o empresário Rico Leite. Fernanda aparece ligada ao Alto Acre, Ana Paula ao Vale do Juruá e Rico Leite ao setor produtivo. A escolha do vice deve pesar na estratégia regional da campanha e na tentativa de ampliar a presença política da chapa em diferentes áreas do estado.
A movimentação ocorre no mesmo momento em que Jarude tenta construir uma ponte entre Alan Rick e Márcio Bittar. O deputado afirmou que pretende trabalhar para que o senador do PL apoie a candidatura do Republicanos. “Eu até disse ao próprio Márcio Bittar, disse para o Alan lá atrás que eu iria trabalhar para que essa aliança pudesse se concretizar, porque eu tenho uma boa relação com os dois e são os dois candidatos que há muito tempo eu já defini o apoio”, disse.
Jarude avalia que a posição de Bittar dependerá das conversas nacionais entre PL e Republicanos. O deputado citou a relação do senador com a direção do PL e com o ex-presidente Jair Bolsonaro como fator central para a decisão. “O Márcio é um cara que respeita muito a hierarquia, respeita muito as decisões partidárias e respeita muito o próprio Bolsonaro. Eu acredito que essa decisão dele passa por tudo isso”, declarou.
As conversas entre Republicanos e PL envolvem uma negociação nacional para 2026. Nesse desenho, o Republicanos discute apoio a uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e cobra contrapartidas em estados considerados estratégicos, entre eles o Acre. Caso o acordo avance, o PL poderá integrar o palanque de Alan Rick no estado.
O fornecimento de internet foi afetado em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, nesta terça-feira (14), após o rompimento de uma fibra óptica em um trecho da BR entre as localidades de Gregório e Liberdade. A falha atingiu clientes da uNOnet e levou a empresa a acionar uma equipe técnica para fazer os reparos na rede.
Os técnicos foram deslocados para o ponto do rompimento ainda nesta terça. A empresa informou que o serviço será feito “com a máxima urgência” para restabelecer a conexão o mais rápido possível.
A ocorrência atinge uma região estratégica para a conectividade do Vale do Juruá. A uNOnet tem sede em Cruzeiro do Sul e atua em quase todo o Vale do Juruá, além de municípios como Rodrigues Alves e Mâncio Lima.
Um comentário publicado por um leitor nas redes sociais levou o Grupo Integração a ampliar a apuração sobre os investimentos do governo Gladson Cameli e Mailza Assis na indústria acreana. A crítica afirmava que a reportagem anterior seria “tendenciosa” por não considerar os recursos do Fundo de Desenvolvimento Sustentável do Acre (FDS) e sustentava que apenas esse fundo teria investido mais de R$ 20 milhões na indústria em 2025. A nova análise incluiu todos os pagamentos do FDS entre 2019 e 9 de julho de 2026. O resultado não confirmou a afirmação. No período inteiro, o fundo pagou R$ 17,25 milhões. Desse total, cerca de R$ 1,55 milhão, aproximadamente 9%, aparece diretamente ligado a planejamento industrial, equipamentos produtivos, polos industriais, parques e marcenarias.
A nova checagem não substitui a reportagem anterior. Ela amplia o alcance da análise ao incorporar um instrumento que não havia sido examinado inicialmente. Em vez de alterar a conclusão, os novos dados reforçam o mesmo cenário: o governo mantém ações voltadas ao setor industrial, mas a maior parte dos recursos públicos continua concentrada em promoção comercial, eventos, serviços administrativos e estruturas temporárias.
Os pagamentos do FDS começaram com R$ 217,5 mil em 2019. Não aparecem desembolsos em 2020 e 2021 na base consultada. Em 2022 foram pagos R$ 108,9 mil. Em 2023 o valor subiu para R$ 1,91 milhão. Em 2024 chegaram a R$ 2,59 milhões. O maior volume ocorreu em 2025, com R$ 7,29 milhões. Entre janeiro e 9 de julho de 2026, outros R$ 5,12 milhões foram pagos, totalizando R$ 17.251.035,27.
A distribuição dos recursos ajuda a entender como o fundo foi utilizado. Dos R$ 17,25 milhões, R$ 14,91 milhões foram classificados na subfunção Administração Geral, o equivalente a 86,5% do total. Outros R$ 1,46 milhão ficaram em Promoção Comercial. A Difusão do Conhecimento Científico e Tecnológico recebeu R$ 646,4 mil. A Promoção Industrial reuniu apenas R$ 217,5 mil.
A classificação orçamentária não significa, por si só, que todo o dinheiro registrado em Administração Geral tenha sido gasto fora da política industrial. Parte dessas despesas pode financiar atividades de apoio. Ainda assim, a concentração revela que a maior parte dos recursos foi direcionada ao funcionamento da estrutura administrativa e não à implantação de novas fábricas, aquisição de máquinas ou expansão permanente da capacidade produtiva.
Os serviços contratados junto a empresas consumiram R$ 8,32 milhões. As contribuições somaram R$ 3,97 milhões. Consultorias receberam R$ 2,56 milhões. A compra de equipamentos e material permanente ficou em R$ 892,4 mil. Também foram pagos R$ 716,7 mil em diárias, R$ 192,9 mil em material de consumo, R$ 179,2 mil em passagens e locomoção e R$ 176,7 mil em serviços de tecnologia da informação.
Os pagamentos ficaram concentrados em poucos beneficiários. Os dez maiores credores receberam aproximadamente R$ 13 milhões, o equivalente a 75,5% de tudo o que saiu do fundo.
A Poliedro Construções Ltda. lidera a lista com R$ 2,70 milhões. Rafael Wiciuk Eireli recebeu R$ 2,63 milhões. O Instituto Mercosul Amazônia ficou com R$ 1,89 milhão. A Casa da Amizade recebeu R$ 1,59 milhão. O Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento recebeu R$ 928 mil. A T. P. P. Silva Ltda. ficou com R$ 924,2 mil. O Instituto Euvaldo Lodi recebeu R$ 875 mil para elaborar o Plano Estratégico de Desenvolvimento da Indústria Acreana. Também aparecem a Associação Comercial e Empresarial de Cruzeiro do Sul, com R$ 620,1 mil, a Federação das Associações Comerciais e Empresariais, com R$ 548,2 mil, e a Belrio Comércio de Máquinas e Equipamentos, com R$ 300 mil.
A leitura individual dos históricos dos pagamentos permitiu separar aquilo que representa investimento diretamente ligado à indústria das despesas voltadas à promoção econômica. Nessa análise, apenas R$ 1.548.484,44 foram destinados de forma objetiva ao fortalecimento da atividade industrial.
O maior contrato desse grupo é justamente o Plano Estratégico de Desenvolvimento da Indústria Acreana, executado pelo Instituto Euvaldo Lodi, no valor de R$ 875 mil. O trabalho organiza diretrizes e acompanha o desenvolvimento industrial, mas não representa investimento direto em plantas industriais ou linhas de produção.
A compra de equipamentos para agroindústrias respondeu por cerca de R$ 316,8 mil. Os itens incluem caldeira vertical, nória de sangria para frangos e câmaras frias. Outros R$ 356,6 mil foram destinados a ações relacionadas a polos industriais, parques industriais e marcenarias, incluindo regularização fundiária, licenciamento ambiental, manutenção de galpões e diagnósticos técnicos.
Enquanto aproximadamente R$ 1,55 milhão teve relação direta com a estrutura produtiva, despesas ligadas à Expoacre, Expoacre Juruá e ExpoJuruá alcançaram R$ 3,38 milhões apenas dentro do FDS. Em 2025, esses pagamentos somaram R$ 2,62 milhões.
Os recursos financiaram montagem de estruturas, feiras de negócios, espaços empresariais, apoio logístico e ações de promoção comercial. Entre os beneficiários aparecem entidades empresariais, organizadores de eventos e empresas responsáveis pela infraestrutura das exposições.
A nova análise também dialoga com a reportagem anterior, que examinou a execução financeira das estruturas estaduais responsáveis por Indústria, Ciência, Tecnologia, Comércio e Turismo.
Entre 2022 e 7 de julho de 2026, essas estruturas pagaram R$ 170,4 milhões. O valor reúne duas bases administrativas: a antiga SEICETUR, que concentrava também o Turismo, e a atual SEICT, criada após a reorganização administrativa. A consolidação eliminou lançamentos coincidentes para evitar dupla contagem. Por isso, o total é superior aos R$ 131,6 milhões encontrados apenas na planilha da atual SEICT.
Dos R$ 170,4 milhões pagos, R$ 76,1 milhões, equivalentes a 44,7%, aparecem em lançamentos que mencionam expressamente Expoacre, Expoacre Juruá, feiras, eventos, Carnaval, festas, festivais, shows, atrações nacionais ou comemorações do Dia do Trabalhador.
Esse montante não corresponde apenas ao pagamento de artistas. A soma inclui montagem de palcos, estruturas metálicas, tendas, iluminação, sonorização, produção, organização, apoio técnico, logística, espaços empresariais, feiras de negócios e termos de colaboração com entidades parceiras. Como um mesmo pagamento pode mencionar mais de um desses termos, o cálculo eliminou repetições para evitar que um único lançamento fosse contabilizado mais de uma vez.
Os dados não autorizam afirmar que o governo deixou de investir na indústria. Existem incentivos fiscais, cessão de áreas, planejamento estratégico, aquisição de equipamentos e apoio a cadeias produtivas. O que a execução orçamentária mostra, porém, é outra ordem de prioridades.
Enquanto o discurso institucional enfatiza industrialização, inovação, tecnologia, exportações, fortalecimento das cadeias produtivas e geração de empregos permanentes, a maior parcela dos pagamentos ficou concentrada em promoção comercial, eventos e estruturas temporárias.
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