Cruzeiro do Sul intensifica tapa-buracos, drenagem e limpeza em vários bairros

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul reforçou nesta quarta-feira, 20 de maio, os serviços de infraestrutura urbana com equipes da Secretaria Municipal de Obras mobilizadas em várias frentes para recuperação de ruas, drenagem e limpeza em diferentes regiões da cidade. A ação alcança bairros e avenidas com o objetivo de melhorar o tráfego, reduzir os impactos das chuvas e ampliar a segurança de motoristas e pedestres.

Entre os trabalhos em andamento está a operação tapa-buracos, com a aplicação de cerca de 30 toneladas de asfalto em vias dos bairros Formoso, Cohab e Lauro Muller, além de avenidas da cidade. A medida busca recuperar trechos desgastados e dar melhores condições de circulação em áreas com fluxo diário de veículos e pedestres.

Duas frentes de serviço também atuam na recuperação e melhoria de ruas nos bairros São Luís e Cinturão Verde. No bairro João Alves, as equipes executam serviços de drenagem, enquanto no Remanso o trabalho se concentra na melhoria dos dispositivos de escoamento da água para reduzir os problemas provocados pelas chuvas.

A programação inclui ainda roçagem e retirada de entulhos no Loteamento Jardim Primavera e no Conjunto Cumaru, além da roçagem na subida da Avenida 25 de Agosto. A limpeza dessas áreas faz parte da manutenção urbana e do esforço para manter vias e espaços públicos em melhores condições de uso.

O secretário municipal de Obras, Carlos Alves, afirmou que o município mantém atuação diária em diferentes pontos da cidade para acelerar a recuperação da infraestrutura. “Estamos trabalhando diariamente para melhorar a infraestrutura dos bairros e garantir mais qualidade de vida para a população. São várias equipes atuando ao mesmo tempo, levando serviços essenciais como recuperação de ruas, drenagem, limpeza e manutenção urbana”, disse.

Valéria Lima cobra mais voz do Acre em Brasília e mira candidaturas sem vínculo com Cruzeiro do Sul

A vereadora Valéria Lima subiu o tom do debate político em Cruzeiro do Sul ao cobrar mais representação do Acre em Brasília e fazer um alerta direto ao eleitorado sobre as eleições de 2026. Em discurso voltado para problemas do interior, ela questionou a efetividade de parlamentares e pré-candidatos sem ligação com a realidade local e resumiu a cobrança em uma frase que atravessou toda a fala: “Muito cuidado com as suas escolhas. Muito cuidado com seus votos, porque votos errados é mais desemprego, voto errado é mais difícil ainda o ramal melhorar. Voto errado acaba com a cidade.”

A fala juntou crítica política e cobrança por resposta concreta para demandas antigas do município. Ao mencionar o deputado federal Nikolas Ferreira, Valéria afirmou que não tinha restrição pessoal ao parlamentar, reconheceu sua força eleitoral, mas contestou o que uma liderança de fora pode entregar para a região. “Nada contra o Nicolas. O cara deve ser uma máquina mesmo. O cara foi eleito. O deputado federal mais votado do Brasil entrou na história. O cara deve ser bom mesmo. Mas ele deve ser bom na cidade dele. Belo Horizonte, Minas Gerais. Não sei, eu não acompanho. Mas ele deve ter uma grande repercussão. Realmente muito grande. Ao público jovem, eu quero saber o que é que ele vai trazer pra cá.”

A partir daí, a vereadora transferiu o foco para os problemas que, segundo ela, seguem sem voz suficiente no Congresso. “Eu quero saber o que é que ele vai trazer pra cá. Porque até então eu votei em deputados federais. Esses deputados federais eles não falam lá não. Lá em Brasília, a situação dos nossos ramais, a situação que estamos vivendo na questão da fiscalização muito grande em relação à Amazônia, a falta de emprego que tem na nossa cidade, a falta de políticas públicas pros rios.” Em outro trecho, levou a crítica para a vida de comunidades ribeirinhas e áreas periféricas. “Os rios são navegáveis. É perigoso. Entra no Valparaíso. A população do Valparaíso mora no rio. O rio passa ali em frente, mas não tem água pra beber.”

O discurso avançou sobre a precariedade da infraestrutura em Cruzeiro do Sul, com menção direta a trapiches e pontes. “Nós estamos em 2026. As pessoas moram no trapiche caindo. É toda terça e quinta pedindo por trapiche. Agora que começaram a construir, as pontes são de madeira. Olha o que se gasta com pontes de madeira.” Ao associar esses problemas à ausência de representação efetiva, Valéria reforçou a crítica à bancada federal e ao distanciamento entre Brasília e o cotidiano de quem vive no interior.

A vereadora também mirou o cenário pré-eleitoral e disse que o Acre deve receber candidatos que não têm relação permanente com a cidade. “Vai vir muitos candidatos pra cá. Vai ver candidatos a deputados federais que nem daqui são. Aí você pergunta assim o que foi que a pessoa fez. Nada.” Na avaliação dela, o mandato precisa nascer de vínculo real com a população e não de uma passagem eleitoral. “Não tem condições de fazer política pública pensando que vai se candidatar. Chega aqui e se candidata. Ganha e some.”

No fim da fala, Valéria transformou o discurso em apelo político e emocional. “Sabe como é que se faz política pública? Com contato. Que é isso que nós fazemos. Se faz política pública com vínculo. Se faz política pública com amor, com empatia.” Em seguida, afirmou que o problema atinge diretamente as famílias da cidade. “Se eu não tenho vínculo, eu não tenho por que ter empatia com a população. E sabe quem sofre é a minha filha. São os filhos de vocês. É a nossa população.”

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Cruzeiro do Sul confirma caso de meningite bacteriana e reforça vacinação em todas as unidades de saúde

Cruzeiro do Sul confirmou na segunda-feira, 18, um caso de meningite bacteriana em uma criança em idade escolar e reforçou nesta terça-feira, 19, que todas as unidades de saúde do município seguem abastecidas com vacinas do SUS contra formas graves da doença. A vigilância epidemiológica acompanha nove notificações no município. Desse total, três casos foram descartados e seis foram confirmados.

A rede municipal mantém a vacina meningocócica no calendário infantil aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses por meio da ACWY, além da dose de reforço para adolescentes de 11 a 14 anos. A vacina pneumocócica faz parte do esquema aos 2 e 4 meses, com reforço aos 12 meses, e também atende grupos com maior risco de complicações, como idosos, pessoas com doenças crônicas, imunossuprimidos e pacientes em tratamento contra o câncer.

A coordenadora municipal de imunização, Thayana Felix, afirmou que a atualização da caderneta vacinal segue como a principal forma de proteção. “A população precisa entender a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. A vacina é a principal forma de prevenção contra várias doenças, inclusive a meningite.” Segundo ela, as unidades urbanas aplicam as doses nos turnos da manhã e da tarde, enquanto as unidades da zona rural funcionam pela manhã. Para receber a vacina, o morador deve apresentar documento pessoal, cartão do SUS e caderneta de vacinação.

No caso confirmado nesta semana, a bactéria identificada foi a Streptococcus pneumoniae. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, esse agente não exige quimioprofilaxia dos contatos nem suspensão das aulas, porque não costuma provocar surtos em ambiente escolar. Equipes de saúde foram enviadas à instituição de ensino para orientar a comunidade escolar e acompanhar a situação.

Entre os seis casos confirmados no município estão duas crianças, uma de seis meses e outra de sete anos, além de adultos com idades entre 31 e 43 anos e um idoso de 66 anos. O monitoramento segue em andamento, com investigação dos casos e orientação sobre medidas de controle e prevenção.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos. A transmissão ocorre principalmente por secreções respiratórias, em situações de contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada. Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, convulsões, manchas avermelhadas na pele e alterações no estado geral. Em crianças, também podem surgir irritabilidade, sonolência excessiva e dificuldade para se alimentar.

A orientação das autoridades de saúde é que a população procure atendimento médico imediato diante de qualquer sintoma suspeito. A coordenadora estadual de imunização, Renata Aparecida Quiles, afirmou que o calendário vacinal do SUS contempla diferentes vacinas que ajudam na prevenção das meningites. “Nem toda meningite é causada pela mesma bactéria. O SUS possui vacinas que protegem contra diferentes tipos da doença, como a meningocócica, a pneumocócica e outras vacinas do calendário infantil que também ajudam na prevenção das formas graves de meningite.”

“Tenho uma família e preciso priorizar minha família”: Clodoaldo abre lado pessoal e fala da alegria que encontra na política

A decisão de não levar adiante a candidatura da esposa a deputada federal abriu o trecho mais pessoal da entrevista concedida pelo deputado estadual Clodoaldo Rodrigues ao Jornal da Manhã, da Integração FM 99,9, em Cruzeiro do Sul. Ao sair do discurso sobre eleição, alianças e mandato, ele falou da rotina longe de casa, da criação dos filhos, da responsabilidade da mulher com os pais e do limite que decidiu impor à própria vida política. “Tenho uma família e preciso priorizar minha família”, afirmou.

Clodoaldo disse que a política não pode ser tratada como projeto familiar e explicou que a escolha de não avançar com o nome da esposa passou menos por cálculo eleitoral e mais pela necessidade de preservar a estrutura da casa. Contou que a família não se mudou para Rio Branco, apesar das exigências do mandato, e que a distância virou parte da rotina. “Vivo nessa ida e vinda pela BR, chegando de noite, às vezes correndo risco nessas viagens”, disse. Na mesma resposta, resumiu o motivo que pesou na decisão: “Se minha família não foi para Rio Branco, imagine se ela estivesse em Brasília e eu em Rio Branco. Como ficariam nossos filhos?”

O deputado também falou do peso que as perdas familiares têm sobre a forma como enxerga a própria trajetória. Ao lembrar que perdeu pai e mãe cedo, puxou a conversa para um terreno mais íntimo e menos comum no vocabulário político. “Há coisas na vida em que o tempo não volta. Perdi meus pais muito cedo, pai e mãe, e sei a falta que fazem. Chega um momento em que quero curtir meus filhos, minha família e cuidar deles”, afirmou.

Foi a partir daí que Clodoaldo tentou mostrar onde, segundo ele, ainda encontra sentido na vida pública. Em vez de falar em cargo ou projeção, preferiu descrever a satisfação que sente quando é reconhecido por alguém atendido ao longo do mandato. “Eu amo a política. Gosto de fazer política porque gosto de ajudar as pessoas”, disse. Em seguida, completou com a lembrança que, segundo ele, resume o melhor da atividade política: “O melhor momento da política é quando chego ao aeroporto, estou na BR ou chego ao município, e uma pessoa vem me agradecer porque ajudei em um tratamento de saúde.”

Na mesma linha, Clodoaldo procurou afastar a imagem da política ligada a privilégio e enriquecimento. Disse que não foi para Rio Branco em busca de poder ou patrimônio e afirmou encarar a trajetória até aqui como uma etapa de serviço público. “A política, para mim, é isso. Não é dizer que o Clodoaldo está andando de SW4, tem mansão ou fez negócio. Eu não fiz negócio na política”, afirmou. “Sempre disse que fui para Rio Branco para trabalhar, não em busca de poder nem de riqueza.”

Quando voltou a falar do contato com a população, o deputado repetiu uma ideia que atravessa boa parte da entrevista: a de que o mandato só faz sentido se continuar perto de quem procura ajuda. Ao lembrar a passagem de quatro meses pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul, disse que aquele período o aproximou ainda mais das demandas do dia a dia. “Quando estive na prefeitura, pude olhar para as pessoas”, afirmou. Logo depois, reforçou a visão que tenta associar ao próprio estilo político: “Eu gosto de estar no gabinete atendendo as pessoas. Quem não gosta do povo tem que sair da política e dar espaço para quem gosta.”

A família voltou ao centro da fala quando Clodoaldo disse que costuma lembrar à esposa, hoje vice-prefeita, que mandato não é posse definitiva. “Nunca esqueça quem colocou você na cadeira, porque o povo coloca e o povo tira”, afirmou. Na sequência, resumiu a regra que diz seguir dentro e fora da política: “Nosso foco tem que ser estar perto do povo e ouvir.”

No fim, o que ficou dessa parte da entrevista foi menos o deputado em pré-campanha e mais o homem que tentou explicar por que decidiu frear um projeto político dentro da própria casa. Ao falar dos filhos, dos pais que perdeu cedo e da alegria que encontra quando alguém o procura apenas para agradecer, Clodoaldo procurou dar à política um tamanho mais próximo da vida comum, onde mandato passa, eleição passa, mas o tempo longe da família não volta.

Clodoaldo cobra ação nos ramais, diz que BR-364 depende de pressão em Brasília e reafirma apoio a Mailza

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Integração FM 99,9, em Cruzeiro do Sul, na manhã desta segunda-feira (18), o deputado estadual Clodoaldo Rodrigues colocou no centro do debate a situação dos ramais do Juruá, a falta de resposta para a BR-364 e a articulação do grupo governista para 2026. Aliado de Mailza Assis, ele disse que seguirá com a governadora, mas deixou claro que apoio político não elimina cobrança pública por obras, planejamento e presença mais efetiva do Estado no interior.

Clodoaldo abriu a conversa falando da própria pré-campanha e da rotina de viagens pelo Acre. Disse que montou gabinete em Cruzeiro do Sul, ampliou a atuação do mandato e hoje mantém base política nos 22 municípios. Ao resumir a correria da agenda, soltou uma frase que acabou definindo o tom da entrevista: “Eu prefiro não ter tempo, mas ter agenda”.

A parte mais incisiva da fala veio quando o assunto chegou aos produtores rurais. Clodoaldo disse que o problema dos ramais se arrasta há anos, voltou a relatar comunidades isoladas no inverno e afirmou que quem está no campo não pede favor, pede estrada para trabalhar e escoar a produção. “Tenho que cobrar. Sou deputado. Não é porque sou da base que não vou cobrar”, afirmou. Em seguida, apontou onde vê o principal erro: “O que está faltando é planejamento e priorização”.

Na avaliação do deputado, o debate sobre de quem é a obrigação de recuperar ramal já passou do limite. Ele disse que prefeitura, governo, bancada estadual e bancada federal precisam entrar no mesmo esforço e defendeu o uso de emendas parlamentares para garantir obras todos os anos na região. “Ramal é responsabilidade de todos nós”, afirmou, ao cobrar que a disputa política dê lugar a uma solução permanente para o Juruá.

Ao falar do governo Mailza Assis, Clodoaldo evitou romper o discurso de lealdade, mas reconheceu dificuldade na transição e ruído dentro do próprio grupo. Disse que assumir um governo em andamento impõe limites e tempo de adaptação, mas avisou que a governadora precisa estar cercada de gente disposta a mostrar problema e caminho. “A pior coisa para um político é ter do lado alguém que só diz que está tudo certo”, disse.

A entrevista também entrou nos bastidores da sucessão estadual. Clodoaldo afirmou que a tendência é de que a vaga de vice na chapa governista fique com o MDB, embora o nome ainda não esteja fechado. No mesmo bloco, tratou de esfriar a ideia de dependência eleitoral do Palácio Rio Branco e afirmou que a própria campanha será construída com base no mandato e na presença política que diz ter consolidado no interior.

No trecho sobre deslocamentos do governo, o deputado diferenciou o debate sobre o fretamento de aeronaves da polêmica envolvendo contrato de jatinho e disse que o Acre precisa discutir logística sem perder de vista o problema real da região. Foi quando puxou a conversa para a BR-364 e resumiu a situação da estrada com a frase mais forte da entrevista: “Nosso jatinho é essa BR cheia de buraco”.

Para ele, a recuperação da rodovia não será resolvida com discurso local nem com promessa repetida a cada inverno e verão. Clodoaldo disse que a pressão precisa sair do Acre e chegar ao governo federal. “Acho que o caminho é Brasília. Para resolver a BR, é lá em Brasília”, afirmou. Em outra passagem, reforçou o peso da estrada para a região ao dizer que “a BR é o Juruá”.

Na prestação de contas do mandato, o deputado citou ações voltadas para saúde, agricultura familiar e apoio social, falou em defesa de um hospital do câncer no Juruá e disse que pretende fazer a disputa de 2026 mostrando entregas, presença e resultado. Também comentou a relação com o prefeito Zequinha Lima, hoje sem proximidade política. “Cada um está cuidando da sua vida”, resumiu.

Já sobre 2028, Clodoaldo não fechou a porta para uma candidatura à Prefeitura de Cruzeiro do Sul, mas disse que esse debate ficará para depois da eleição estadual. Antes disso, quer consolidar a mudança para o PP, manter o alinhamento com Mailza Assis e tentar renovar o mandato com um discurso que mistura fidelidade ao governo e cobrança direta por obras que seguem pendentes no Juruá.

Zequinha Lima recebe apoio de prefeitos em reunião da Amac e reforça retomada da entidade

Em reunião da Associação dos Municípios do Acre, em Brasília, nesta segunda-feira, 18, o presidente da entidade e prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, afirmou que a presença maciça de gestores municipais devolve credibilidade e confiança à Amac. “Quando eu cheguei aqui e vi a Amac repleta de prefeitos, isso me alegrou”, disse, ao defender a preservação da história da associação e a retomada da confiança das prefeituras no trabalho técnico e político da instituição. O encontro ocorre um mês depois de Zequinha ser eleito para comandar a entidade até 31 de dezembro de 2026, após a saída de Tião Bocalom da presidência.

A fala de Zequinha se encaixa no discurso que ele vem adotando desde a eleição, centrado na reorganização da Amac e na reaproximação com os municípios. Ao assumir o comando, ele afirmou que a entidade precisava destravar uma fila de 107 projetos, reforçar o apoio às prefeituras e reconstruir a confiança dos prefeitos. A associação atua justamente no suporte técnico aos municípios, com elaboração de projetos, engenharia e apoio administrativo, área considerada estratégica sobretudo para as cidades do interior, mais dependentes de emendas e convênios.

O apoio dos prefeitos presentes deu o tom político da reunião. O prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, afirmou que Zequinha “está aqui nos representando muito bem”. Já a prefeita de Senador Guiomard, Rosana Gomes, disse estar “muito feliz” com o novo comando da Amac por considerar que a atual presidência conhece de perto os problemas enfrentados pelos prefeitos do interior. A sinalização reforça o peso da eleição de Zequinha, apontado como o primeiro prefeito do interior escolhido por votação para presidir a associação.

A nova fase da Amac coincide com uma agenda decisiva para os municípios acreanos. Nos últimos dias, a entidade abriu o cadastramento das emendas especiais do Orçamento-Geral da União de 2026 e manteve a mobilização para a Marcha dos Prefeitos. Em outra frente de articulação, Zequinha já havia dito ao governo estadual que há cerca de R$ 300 milhões em projetos dentro da Amac à espera de suporte para andamento.

A reunião desta segunda amplia o gesto de apoio político ao presidente da entidade e recoloca a associação no centro da disputa por recursos, projetos e presença institucional dos municípios acreanos em Brasília, onde começou hoje a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, marcada para 18 a 21 de maio.

UFAC convoca aprovados na 3ª chamada do Sisu 2026 para matrícula no Acre

A Universidade Federal do Acre divulgou a 3ª chamada do Sisu 2026 e convocou candidatos aprovados para a matrícula institucional em cursos de graduação nos campi de Rio Branco e Cruzeiro do Sul. O procedimento será feito de forma virtual entre 18 e 19 de maio e é obrigatório para garantir a vaga na universidade.

Os convocados devem acessar o sistema da UFAC, preencher as informações exigidas e enviar a documentação dentro do prazo estabelecido no edital. Além dos documentos pessoais e acadêmicos, a universidade também exige o preenchimento do formulário socioeconômico. Nos casos de vagas reservadas, os candidatos terão de apresentar documentação complementar de acordo com a modalidade escolhida no processo seletivo.

A etapa também prevê procedimentos específicos para parte dos candidatos. Os aprovados nas vagas destinadas a pessoas com deficiência passarão por validação com apresentação de laudos e documentos médicos. Já os estudantes convocados nas modalidades voltadas a pretos, pardos e indígenas terão de participar da banca de heteroidentificação nos dias 20 e 21 de maio.

A universidade informou que o candidato que não concluir a matrícula institucional, deixar de enviar os documentos exigidos ou não comparecer às etapas complementares perderá o direito à vaga. O resultado preliminar dessa fase está previsto para 25 de maio, enquanto o resultado final deve ser publicado em 28 de maio, após o período de recursos.

Depois da matrícula institucional, os aprovados ainda terão de fazer a matrícula curricular, etapa também obrigatória para o ingresso nos cursos de graduação da UFAC. O procedimento será realizado pelo Portal do Aluno ou conforme orientação repassada pela coordenação de cada curso.

Caminhão atola em acesso à balsa no Rio Juruá entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves

Um caminhão ficou preso na lama na área de acesso à balsa que faz a travessia entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, no Vale do Juruá, na tarde deste sábado (16). O veículo, carregado com sacos, perdeu tração ao deixar a embarcação, inclinou na pista improvisada e interrompeu a passagem por alguns minutos no local.

O incidente ocorreu no trecho usado para embarque e desembarque de veículos na travessia gratuita entre os dois municípios. A área passou a operar novamente nesta semana, depois da construção de um novo acesso provisório, aberto após o desbarrancamento que comprometeu a estrutura anterior na margem do Rio Juruá.

A travessia havia sido suspensa no último dia 11 por causa da erosão provocada pela vazante do rio. Com a interrupção, motoristas passaram a usar a AC-407 para o deslocamento entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, num percurso mais longo do que o trajeto feito pela balsa.

O acesso segue sob manutenção constante por causa das mudanças no nível do rio e da instabilidade do terreno. “Quando a água sobe ou baixa rapidamente, a rampa precisa ser refeita para manter a operação da balsa”, afirmou o presidente do Deracre, Roberto Assaf. A travessia é uma das principais ligações da região e atende moradores, produtores rurais e veículos de carga que circulam entre os dois municípios.

Prefeitura de Cruzeiro do Sul intensifica tapa-buracos e limpeza urbana nesta sexta-feira

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul intensificou nesta sexta-feira, 15, os serviços de recuperação viária e manutenção urbana em diferentes pontos do município. As equipes da Secretaria de Obras, Desenvolvimento Urbano e Habitação executaram a operação tapa-buracos no bairro São José e no conjunto Jardim Primavera, além da retirada de borrachudos na Avenida Mâncio Lima, na região central da cidade. Somente nesta manhã, foram usadas 20 toneladas de asfalto.

Os trabalhos fazem parte da ampliação das frentes de serviço com a chegada do verão, período em que a prefeitura pretende acelerar as ações de infraestrutura e limpeza em vários bairros. Além da recuperação das vias, a secretaria mantém serviços de limpeza, roçagem, retirada de entulhos e troca de lâmpadas em áreas urbanas.

As equipes também atuaram no bairro Aeroporto Velho para fechar uma cratera que se formou nas proximidades de uma residência. A intervenção buscou evitar riscos para moradores e reduzir os danos provocados pelo avanço do problema no local.

O secretário de Obras, Carlos Alves, afirmou que a prefeitura ampliou o ritmo dos serviços neste período. “Estamos aumentando nossas frentes de serviços com a chegada do verão e assim estamos intensificando nossas ações em vários lugares da cidade”, disse.

Saúde e cidadania alcançam todos os presos do Acre em ação encerrada em Cruzeiro do Sul

Cruzeiro do Sul foi o último destino da Ação de Cidadania que levou atendimento de saúde e serviços de assistência a 100% dos reeducandos do sistema prisional do Acre. A etapa final ocorreu nesta sexta-feira, 15 de maio, na unidade Manoel Néri da Silva, no Vale do Juruá, encerrando uma mobilização que percorreu cinco municípios e oito unidades prisionais com consultas médicas, vacinação, testes rápidos, coleta de exames e atendimento odontológico para a população privada de liberdade e para servidores.

A força-tarefa reuniu o Instituto de Administração Penitenciária do Acre, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e a Secretaria de Estado de Saúde, em articulação com a Secretaria Nacional de Políticas Penais, a Fundação Oswaldo Cruz, o Ministério da Saúde e as secretarias municipais de saúde. Em Cruzeiro do Sul, a ação somou 829 atendimentos. No balanço geral, foram alcançados 5.221 reeducandos em todo o estado.

O percurso começou por Senador Guiomard, seguiu por Rio Branco, Sena Madureira e Tarauacá, até chegar a Cruzeiro do Sul. Em Senador Guiomard, foram atendidos 506 presos. Em Rio Branco, 2.972. Em Sena Madureira, 450. Em Tarauacá, 464. A última etapa consolidou o alcance integral da população carcerária acreana.

Além da assistência aos internos, a programação incluiu cuidados voltados aos profissionais do sistema, com serviços como massagem, auriculoterapia e ventosaterapia. A proposta foi ampliar a atenção à saúde dentro das unidades e atender também quem atua diretamente na rotina prisional.

O diretor da unidade de Cruzeiro do Sul, Elves Barros, classificou a mobilização como inédita. “Foi um marco, foi histórico essa ação de hoje. Nunca tinha acontecido uma ação dessa magnitude”, afirmou. A assistente social Nayana Neves, que atua há 17 anos no sistema, disse que nunca havia acompanhado uma ação desse porte e associou a iniciativa à necessidade de atenção à saúde física e emocional dos servidores.

Na avaliação da coordenação da ação, o trabalho também abriu caminho para o mapeamento do perfil epidemiológico da população prisional no Acre. O levantamento permite identificar doenças recorrentes, rastrear casos que exigem acompanhamento e organizar encaminhamentos para tratamento. O coordenador da Senappen, Kleber Carlos Morais, afirmou que a iniciativa fortalece o planejamento da assistência nas unidades e amplia a capacidade de resposta da rede de saúde.

Entre os reeducandos, o atendimento foi recebido como oportunidade de acesso a cuidados que nem sempre chegam com rapidez ao ambiente prisional. Um dos internos atendidos relatou que precisava de assistência médica e odontológica e afirmou que o cuidado com a saúde também faz parte do processo de reconstrução de vida.

Com o encerramento em Cruzeiro do Sul, o Acre conclui uma operação de alcance estadual voltada à ampliação do acesso à saúde no sistema penitenciário, com foco em diagnóstico, prevenção e dignidade para presos e servidores.