Prefeitura avança com revitalização de espaço público no Santa Cruz, em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco intensificou os trabalhos de revitalização de um espaço público no loteamento Santa Cruz, na região do bairro Apolônio Sales. As equipes atuam na Rua Aroeira, onde a quadra esportiva, a praça e áreas do entorno passam por melhorias antes da entrega à comunidade.

O prefeito Alysson Bestene acompanhou o andamento dos serviços nesta sexta-feira (4), ao lado de secretários municipais e representantes dos moradores. A intervenção recebeu recursos de emenda parlamentar destinada pela ex-deputada federal Mara Rocha, além de contrapartida do município.

A obra inclui recuperação da quadra, pintura, limpeza, caiação, melhorias urbanísticas e reforço da iluminação pública. Também são executados serviços de pavimentação e manutenção das ruas próximas ao espaço.

As ações na comunidade começaram há mais de dois meses e mobilizam diferentes setores da administração municipal. O trabalho integra o programa Prefeitura nas Ruas, que concentra serviços de infraestrutura e manutenção em bairros da capital.

Durante a vistoria, Alysson Bestene afirmou que a gestão pretende ampliar os serviços nas comunidades e recuperar áreas destinadas ao lazer e à convivência. “Estamos revitalizando espaços e melhorando as ruas para atender quem mais precisa”, disse.

O secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, afirmou que a área passou por mudanças para receber atividades esportivas, de lazer e de convivência. Além da recuperação da quadra, o entorno recebeu intervenções para melhorar as condições de uso pelas famílias.

Presidente da Associação de Moradores do Santa Cruz e residente na região há cerca de 20 anos, Hélio Caruta afirmou que a comunidade ainda possui outras demandas, mas avaliou que os serviços realizados trouxeram mudanças para o espaço utilizado pelos moradores.

A Prefeitura de Rio Branco ainda trabalha na conclusão dos últimos serviços antes da entrega da área revitalizada. A data da inauguração não foi informada.

Rômulo Grandidier entra no núcleo de Mailza e áudios sobre acesso a prédio do governo abrem nova frente na Ptolomeu

Um controle remoto de portão colocou o contador e ex-secretário da Fazenda Rômulo Grandidier no centro de uma nova controvérsia política no Acre. Integrante da campanha da governadora Mailza Assis ao Palácio Rio Branco, Grandidier confirmou que atua na coordenação eleitoral e passou a ser questionado nesta sexta-feira, 4 de setembro, depois da divulgação de áudios que tratam da liberação de acesso a um imóvel utilizado pela Casa Civil, no bairro Jardim de Alah, em Rio Branco. O episódio ganha peso porque ele figura nas investigações derivadas da Operação Ptolomeu e já esteve submetido a medidas cautelares impostas durante a apuração conduzida no Superior Tribunal de Justiça. O que ainda precisa ser demonstrado, para que se possa falar em descumprimento de ordem judicial, é se a restrição específica de acesso a repartições públicas permanece vigente contra ele em setembro de 2026.

A presença de Grandidier na campanha de Mailza não começou agora. No início de julho, seu nome já circulava como reforço para a equipe responsável por organizar a disputa pelo governo. Semanas depois, em 23 de julho, ele participou de uma reunião com lideranças comunitárias de Rio Branco ao lado de integrantes da coordenação política da candidatura, num momento em que o grupo governista ampliava sua mobilização nos bairros da capital. A entrada, portanto, deixou de ser um movimento de bastidor para ganhar exposição pública.

Essa trajetória chama atenção porque, dois meses antes, quando Mailza apresentou a primeira estrutura de sua campanha, em maio, Grandidier não aparecia entre os nomes anunciados para as principais funções. Naquele desenho, Aberson Carvalho e Madson Cameli eram referências da coordenação geral; Jonathan Donadoni aparecia na área financeira; Ítalo Medeiros, na logística; e Mayara Lima integrava a coordenação jurídica. A presença posterior do ex-secretário mostra que a engrenagem política foi sendo reorganizada conforme a eleição avançou.

Grandidier conhece essa engrenagem por dentro. Antes de chegar à Secretaria da Fazenda, passou pela Casa Civil e construiu relação política próxima ao grupo de Gladson Cameli. Sua participação no governo também aparece no material reunido nas investigações da Ptolomeu. Em decisão tornada pública em 2026, seu nome surge entre os denunciados pelo Ministério Público Federal em apuração relacionada ao contrato nº 67/2021, firmado pelo Deracre com consórcio liderado pela Construtora Colorado para serviços na rodovia AC-405, em Cruzeiro do Sul. A acusação atribuída a ele envolve, em tese, peculato e organização criminosa. Isso não representa condenação, e as responsabilidades individuais precisam ser julgadas dentro do devido processo legal.

A Operação Ptolomeu alcançou o primeiro escalão do governo acreano em março de 2023. Naquele momento, Grandidier ocupava a Fazenda. Há uma diferença importante entre o que ocorreu com ele e o afastamento judicial de outros gestores. Registros publicados à época mostram que Cirleudo Alencar, Petrônio Antunes, Ricardo França e Carlos Augusto Negreiros foram afastados por decisão judicial, enquanto Grandidier foi substituído no comando da Sefaz por decisão do próprio governo, embora também fosse alvo da investigação. José Amarísio Freitas de Souza assumiu a secretaria interinamente. Em junho daquele ano, Grandidier acabou definitivamente fora do primeiro escalão.

Essa diferença torna imprecisa a versão de que ele teria sido simplesmente “afastado do cargo pelo STJ”. O próprio Grandidier usa esse ponto em sua defesa. Ao ser questionado sobre uma possível violação de cautelares, respondeu que não houve quebra de ordem judicial e afirmou ter sido o único secretário que não foi afastado pela Operação Ptolomeu. A primeira parte da afirmação depende da leitura atualizada das cautelares que recaem sobre ele; a segunda encontra respaldo nos registros de março de 2023, que diferenciaram a substituição de Grandidier dos afastamentos determinados diretamente pela Justiça.

O problema que surge agora está em outro endereço. Áudios divulgados nesta sexta-feira tratam de um imóvel no Jardim de Alah utilizado pela Casa Civil. Em uma das gravações atribuídas a Letícia Campos, assessora lotada no Gabinete da Governadora, aparece a orientação para providenciar um controle do portão para Grandidier e alterar a configuração de acesso ao local. Letícia foi nomeada para cargo em comissão no Gabinete da Governadora em abril deste ano.

A gravação não prova, sozinha, que Grandidier entrou no imóvel, quantas vezes teria ido ao local ou que tenha exercido qualquer função pública ali. Também não comprova, isoladamente, crime ou descumprimento de decisão judicial. Ela cria, porém, uma pergunta objetiva: por que um coordenador de campanha teria acesso individualizado a um imóvel custeado e utilizado pela estrutura administrativa do Estado?

É essa pergunta que aproxima o caso do terreno eleitoral. Mailza assumiu o governo em 2 de abril, depois que Gladson Cameli deixou o cargo para disputar o Senado. Desde então, passou a acumular duas condições que exigem separação rigorosa: chefe do Poder Executivo e candidata à permanência no Palácio Rio Branco. A legislação permite que uma governadora dispute a reeleição no exercício do cargo, mas recursos, servidores e imóveis públicos não podem ser convertidos em estrutura de campanha. A discussão provocada pelos áudios, portanto, ultrapassa a situação judicial de Grandidier e alcança a própria delimitação entre governo e eleição.

Madson Cameli, marido de Mailza e chefe do Gabinete da Governadora, confirmou que Grandidier participa da campanha. Ao falar sobre o aliado, classificou-o como um dos maiores colaboradores políticos do grupo e atribuiu a ele experiência em campanhas e capacidade de articulação. Quando as perguntas avançaram para a eventual presença do ex-secretário no imóvel da Casa Civil e para o controle do portão, não houve resposta adicional publicada.

A confirmação de Madson elimina qualquer dúvida sobre a participação política de Grandidier. Ele não é apenas um apoiador distante. Está inserido na organização da campanha, aparece em reuniões, participa do contato com lideranças e reconhece a condição de coordenador. O que continua em aberto é onde termina essa atuação partidária e onde começa a estrutura administrativa do governo.

Há ainda outro cuidado necessário. Chamar Grandidier de “indiciado pelo STJ” mistura etapas distintas do processo penal. O STJ não realiza indiciamento policial. Nos autos que chegaram ao tribunal, ele aparece nas investigações e em denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal relacionada a fatos apurados na Ptolomeu. A distinção parece técnica, mas é essencial em uma investigação que envolve acusações graves, diferentes inquéritos, desmembramentos processuais e pessoas em situações jurídicas distintas.

As cautelares também precisam ser tratadas com a mesma precisão. Documentos judiciais registram que medidas pessoais e patrimoniais foram aplicadas contra investigados da Ptolomeu e que, em junho de 2024, restrições relacionadas aos inquéritos derivados do caso foram prorrogadas por 180 dias. Já o julgamento de maio de 2026 localizado nos registros públicos menciona expressamente a prorrogação por um ano das cautelares contra Gladson Cameli. Esse trecho não permite afirmar automaticamente que uma proibição dirigida a Grandidier em 2023 continua válida hoje nas mesmas condições.

Isso muda a maneira de contar o episódio. Há elementos suficientes para questionar a presença de um coordenador da campanha em uma estrutura vinculada ao Estado. Há material suficiente para mostrar que Grandidier permanece ligado aos desdobramentos judiciais da Operação Ptolomeu. Há uma gravação que trata da entrega de um controle de acesso. Há a confirmação de que ele trabalha politicamente para Mailza. O que não está comprovado, até aqui, é que tenha descumprido uma cautelar ainda vigente em setembro de 2026.

A apuração agora depende de documentos que podem retirar o caso do terreno das versões. O primeiro é a íntegra da decisão judicial atualmente válida para Grandidier, com suas restrições e prazo. O segundo é o contrato e a finalidade administrativa do imóvel no Jardim de Alah. O terceiro é a informação oficial sobre quem utiliza o espaço, quem custeia suas despesas e quais atividades são realizadas ali. Se o local serve exclusivamente ao funcionamento do governo, o acesso de dirigentes de campanha exige explicação. Se existe utilização partidária ou eleitoral, a origem dos recursos e a separação entre as duas estruturas tornam-se pontos centrais.

Rômulo Grandidier chegou à campanha de Mailza carregando aquilo que o grupo governista buscava nele: experiência, conhecimento da máquina política e trânsito entre lideranças. Dois meses depois, são justamente essas três características que ampliam o tamanho do problema. O homem chamado para ajudar a organizar a campanha tornou-se personagem de uma discussão que toca a fronteira mais delicada de uma eleição disputada por quem já ocupa o poder: saber onde termina o Estado e onde começa o projeto eleitoral.

Prefeitura de Rio Branco reforça recuperação de ramais na zona rural

A Prefeitura de Rio Branco ampliou nesta sexta-feira (28) os serviços de recuperação e manutenção de ramais na zona rural da capital acreana. As frentes de trabalho da Secretaria Municipal de Agropecuária (Seagro) atendem as regionais Quixadá, Barro Vermelho e Polo Geraldo Fleming, com limpeza das vias, baloamento e aplicação de material em pontos que apresentam necessidade de melhorias.

Os serviços fazem parte do cronograma de manutenção da malha viária rural do município. O objetivo é melhorar as condições de tráfego para moradores e produtores, facilitar o deslocamento entre as comunidades e garantir acesso para o transporte da produção agrícola.

Máquinas e equipes permanecem mobilizadas nas regionais rurais, com prioridade para os trechos considerados mais críticos. A recuperação dos ramais tem impacto direto na rotina das famílias que dependem dessas estradas para chegar às propriedades, transportar mercadorias e acessar outros serviços na área urbana.

O secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano, afirmou que a atuação está sendo realizada de forma gradual nas diferentes regiões. “Estamos avançando regional por regional, atendendo os pontos que mais precisam da presença da Prefeitura”, disse.

A manutenção dos ramais também é considerada estratégica para o escoamento da produção rural de Rio Branco. Estradas em melhores condições reduzem dificuldades de acesso enfrentadas pelos produtores e facilitam a circulação de veículos responsáveis pelo transporte de alimentos e outros produtos agrícolas.

O cronograma da Seagro deve continuar nas comunidades rurais, com equipes e maquinário direcionados aos locais que apresentam maior necessidade de intervenção.

Prefeitura recupera Rua José Bonifácio e melhora acesso no bairro Maria Íris, em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco recuperou a Rua José Bonifácio, na região do bairro Maria Íris, nesta quinta-feira (27), dentro do programa Prefeitura nas Ruas. A intervenção atende a uma reivindicação de moradores e comerciantes que enfrentavam dificuldades de tráfego e acesso, principalmente durante o período chuvoso.

A via recebeu novo pavimento depois de meses de cobranças da comunidade. Em dias de chuva, moradores relatavam que alguns trechos ficavam praticamente intrafegáveis, dificultando a passagem de veículos e o acesso a residências e estabelecimentos comerciais.

A vice-presidente da Associação de Moradores do Maria Íris, Francineide Dias, afirmou que a recuperação da rua vinha sendo solicitada desde o ano passado. Ela disse que a comunidade aguardava a execução do serviço e que a pavimentação resolveu uma das principais dificuldades enfrentadas no local.

Moradores também acompanharam a execução da obra. Miguel Lima afirmou que a comunidade havia apresentado várias solicitações por melhorias e avaliou de forma positiva a estrutura do pavimento implantado na rua.

A recuperação também beneficia comerciantes instalados na região. A proprietária de uma sorveteria, Maria de Nazaré, relatou que as condições anteriores da via prejudicavam a chegada de clientes e que o novo asfalto facilita o deslocamento até os estabelecimentos.

Com a pavimentação, a Rua José Bonifácio passa a oferecer melhores condições para circulação de moradores, trabalhadores e clientes do comércio local. A obra integra as ações de recuperação de ruas executadas pelo município por meio do Prefeitura nas Ruas.

Heloy de Castro cobra cachê atrasado enquanto Expoacres gastam R$ 12,7 milhões com shows nacionais

Aos 76 anos, depois de mais de quatro décadas fazendo música no Acre, Heloy de Castro voltou a ocupar um lugar que conhece tão bem quanto os palcos: o da cobrança por espaço, respeito e pagamento. O músico tornou público nesta semana que ainda não recebeu o cachê por uma apresentação na Expoacre e colocou sua própria sobrevivência profissional diante de uma conta muito maior. Em 2026, os principais shows nacionais contratados ou previstos para as edições da Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, e da Expoacre, em Rio Branco, consumiram R$ 12,7 milhões em recursos públicos. “O nosso cachê não foi pago até hoje”, afirmou Heloy, ao cobrar uma resposta de quem administra a cultura estadual.
Heloy não falou como alguém que desconhece as dificuldades de viver da música no Acre. Mineiro radicado no estado desde o início dos anos 1980, ele passou 15 anos tocando no antigo bar e restaurante O Casarão e atravessou décadas da noite rio-branquense. Em 2019, já aparecia em registros oficiais como um artista que havia enfrentado sucessivas dificuldades para entrar em grandes eventos públicos e aprovar projetos culturais. Naquele mesmo ano, chegou a fazer apresentações nas ruas de Rio Branco em protesto contra a política cultural do município.

Agora, a reclamação tem endereço mais concreto: dinheiro por um serviço já prestado. Heloy diz que a espera passou de 30 dias e se aproxima de dois meses. A conta doméstica, porém, não espera o trâmite administrativo. Ele lembra que ainda possui outra fonte de renda, mas desloca o centro da cobrança para músicos que dependem do palco para pagar aluguel, comprar comida e manter a família. Cita o caso de um colega, Kleber, que estaria pedindo ajuda para conseguir dinheiro e retornar para casa. “E os músicos que não têm, que estão aí perdidos, passando necessidade?”, questiona.

O desabafo ganha peso quando colocado ao lado da estrutura financeira montada pelo governo estadual para trazer artistas de projeção nacional ao Acre. A Expoacre Juruá, realizada de 30 de junho a 5 de julho em Cruzeiro do Sul, reservou R$ 6,25 milhões somente para seis atrações nacionais. Leonardo apareceu com R$ 2,1 milhões; Natanzinho Lima, com R$ 1,7 milhão; Ícaro e Gilmar, com R$ 750 mil; Tierry e padre Fábio de Melo, com R$ 650 mil cada; e a Banda Morada, com R$ 400 mil.

A programação foi executada dentro do Termo de Colaboração nº 01/2026, firmado entre a Casa Civil e a Associação Transformar. O valor global da parceria chegou a R$ 16.648.310. Registros financeiros consultados após a feira mostraram R$ 15.848.310 transferidos à entidade responsável por organizar e executar o evento. Além dos R$ 6,25 milhões separados para os cachês nacionais, outros R$ 2.448.520 foram reservados para despesas de produção e logística dessas atrações, incluindo passagens aéreas, fretamento de aeronaves, hospedagem, alimentação, transporte, camarins e outros serviços. Cachês e operação dos shows nacionais consumiram, juntos, quase R$ 8,7 milhões do planejamento financeiro da feira.

A distância para os artistas da terra aparece dentro do próprio orçamento. Enquanto seis atrações nacionais concentraram R$ 6,25 milhões, o plano da Expoacre Juruá reservou R$ 612,5 mil para o conjunto dos artistas locais e regionais. Os cachês nacionais ficaram, portanto, pouco mais de dez vezes acima de todo o dinheiro separado para as atrações locais.

Nem mesmo a existência dos recursos evitou reclamações de quem trabalhou na feira do Juruá. No dia 14 de julho, nove dias depois do encerramento da Expoacre Juruá, artistas e prestadores ainda cobravam pagamentos. A Casa Civil já havia transferido R$ 15,8 milhões à Associação Transformar em 29 de junho. Comprovantes de Pix começaram a circular entre profissionais somente depois que a cobrança ganhou repercussão pública. O episódio deixou uma pergunta que permanece atual: entre o dinheiro sair do Estado e chegar ao trabalhador que montou estrutura, prestou serviço ou subiu ao palco, quanto tempo pode passar?

Em Rio Branco, onde a Expoacre ocorreu entre 1º e 9 de agosto, o governo escolheu outro caminho para as principais atrações nacionais. A Casa Civil firmou contratos diretamente ligados aos shows e desembolsou R$ 6,45 milhões para seis artistas. Wesley Safadão teve contrato de R$ 1,8 milhão. Natanzinho Lima custou R$ 1,3 milhão. Padre Fábio de Melo ficou em R$ 500 mil e a banda Som & Louvor, em R$ 300 mil. Leonardo e Ana Castela foram reunidos em um único contrato de R$ 2,55 milhões, sem divisão pública do valor individual de cada apresentação.

Bruno & Marrone, que encerraram a programação musical no dia 9, ficaram fora dessa conta porque a apresentação foi realizada pela iniciativa privada, com venda de ingressos. Os R$ 6,45 milhões correspondem aos shows nacionais financiados pelo Estado na capital e, nos registros financeiros levantados após a feira, já apareciam integralmente empenhados, liquidados e pagos. Somados aos R$ 6,25 milhões previstos para os artistas nacionais do Juruá, o gasto alcança R$ 12,7 milhões.

A comparação precisa respeitar uma diferença administrativa importante. O dinheiro destinado às grandes atrações nacionais de Rio Branco saiu de contratos conduzidos pela Casa Civil. No Juruá, os recursos foram repassados à Associação Transformar dentro de uma parceria para execução integral do evento. Os cachês cobrados por músicos acreanos podem percorrer contratos, credenciamentos e empresas responsáveis por intermediar pagamentos. Não se pode afirmar que uma verba poderia simplesmente ser retirada de um contrato nacional para pagar outra obrigação. O problema exposto pelos artistas está no funcionamento da máquina pública: ela conseguiu montar operações milionárias para garantir grandes atrações, mas trabalhadores locais continuam recorrendo às redes sociais para saber quando receberão por serviços que já entregaram.

Heloy também não está sozinho nessa cobrança. Em 18 de agosto, a cantora acreana Sandra Mello tornou pública a situação de músicos e colaboradores que aguardavam havia mais de 90 dias pagamentos ligados a eventos da Fundação de Cultura Elias Mansour. “A cultura pede ajuda e respeito”, escreveu. No dia seguinte, o presidente da FEM, Matheus Gomes, afirmou que os procedimentos da Fundação haviam sido cumpridos e que a Secretaria de Estado da Fazenda tinha autorizado os pagamentos. A previsão apresentada era de que a empresa responsável começasse a receber os recursos para repassar aos artistas a partir de 19 de agosto.

Uma semana depois daquela resposta, a cobrança de Heloy apareceu publicamente. A pendência dele reforça a necessidade de o governo esclarecer quantos artistas continuam sem receber, quais eventos concentram dívidas, quanto permanece pendente, quais empresas ou entidades estão responsáveis pelos repasses e quais datas foram fixadas para a quitação. No caso específico de Heloy, ainda falta uma resposta pública que esclareça o valor do cachê, o contrato ao qual a apresentação está vinculada e em que etapa se encontra o pagamento.

O contraste também alcança o discurso público sobre valorização da cultura acreana. Durante a própria Expoacre de Rio Branco, a Prefeitura lançou o projeto Rio Branco Street Music com a proposta de criar oportunidades para músicos locais e ocupar praças e bairros com apresentações. Na ocasião, o prefeito Alysson Bestene falou em incentivo aos profissionais da música e o presidente da CDL, Marcelo Moura, resumiu a questão em termos de trabalho e dignidade: “O músico trabalha, gera o seu valor e tem dignidade.”

Para quem vive de música, valorização não termina quando as luzes do palco são apagadas. Ela passa pela contratação, pelo valor do trabalho e pelo pagamento no prazo. Um músico local também paga instrumentista, combustível, alimentação, manutenção de equipamento e contas de casa. Quando o cachê demora dois ou três meses, o custo da espera fica com quem possui menos capacidade financeira para suportá-lo.

Rio Branco reforça drenagem e limpeza na Baixada da Sobral

A Prefeitura de Rio Branco ampliou nesta quarta-feira (26) os serviços de limpeza de córregos, retirada de entulhos e manutenção da drenagem na Baixada da Sobral. As intervenções fazem parte das ações preventivas para reduzir alagamentos e enxurradas durante o período de chuvas e incluem ainda a implantação de galerias em ruas da região.

As equipes da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade trabalham em duas frentes. Nos pontos onde máquinas não conseguem acessar, a limpeza é feita manualmente. Nos demais locais, uma escavadeira auxilia na retirada de resíduos e na manutenção dos córregos.

A Baixada da Sobral já recebe a terceira rodada de limpeza preventiva dos canais. Os serviços estão concentrados na Rua Liberdade, enquanto outros bairros, como São Sebastião e Flávio de Castro, também passaram por intervenções.

Além da zeladoria, obras de drenagem são executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana. A prefeitura informou que a implantação de galerias está em fase de conclusão e pretende aumentar a capacidade de escoamento da água em áreas atingidas por transbordamentos durante chuvas fortes.

Parte da obra ficou temporariamente paralisada para ajustes nas dimensões das aduelas utilizadas na estrutura. Com a adequação concluída, a previsão é de que a empresa responsável retome o serviço na sexta-feira (28).

Outras galerias já foram implantadas na Rua Mendissá e em mais três vias da região. A estratégia é criar novos pontos de passagem para a água e diminuir os impactos das enxurradas sobre moradores e imóveis da Baixada da Sobral.

O secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony da Rocha Roque, afirmou que o trabalho antecede o período de maior volume de chuvas. “Na Baixada da Sobral, já estamos na terceira execução dos córregos, fazendo esse trabalho preventivo”, declarou.

O secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, disse que a construção das galerias busca diminuir problemas provocados pelo transbordamento dos córregos. Segundo ele, as intervenções serão mantidas até a conclusão dos serviços previstos para a região.

A prefeitura também pediu que a população evite descartar resíduos em córregos, canais e outros pontos de drenagem. O lixo acumulado pode obstruir a passagem da água e contribuir para alagamentos mesmo depois da realização das limpezas.

No córrego Juarez Távora, o serviço já chegou à segunda limpeza neste ano. A programação municipal prevê que as equipes avancem para outros bairros da capital.

CRAS Santa Helena entra na fase final e deve ser entregue em setembro em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco prevê para setembro a entrega do novo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Santa Helena, no Segundo Distrito. A unidade está na fase final de construção e vai ampliar a oferta de serviços sociais para moradores da região.

O espaço foi planejado para reunir atendimentos do Cadastro Único, ações do programa Criança Feliz, acompanhamento de famílias e atividades de convivência. A estrutura também terá áreas destinadas às equipes técnicas, atendimento ao público, grupos de idosos, academia e recursos de acessibilidade.

A obra foi vistoriada pelo prefeito Alysson Bestene, que acompanhou o andamento dos serviços. A expectativa da gestão municipal é que o novo equipamento reduza deslocamentos e aproxime os serviços de assistência social das comunidades atendidas no Segundo Distrito.

O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, informou que a unidade vai concentrar diferentes ações da rede socioassistencial e ampliar a capacidade de atendimento às famílias da região.

A construção recebeu recursos de emenda parlamentar destinada pelo senador Sérgio Petecão, com participação da bancada federal. O investimento faz parte das ações de expansão da estrutura pública voltada à assistência social em Rio Branco.

A vistoria ao CRAS ocorreu durante uma agenda da prefeitura no Santa Helena. Na mesma região, equipes municipais também acompanharam serviços de infraestrutura e mobilidade executados por meio do programa Prefeitura nas Ruas, incluindo trabalhos na Rua Monte Sinai.

Com a conclusão dos últimos serviços, o CRAS Santa Helena deve começar a atender moradores de diferentes bairros do Segundo Distrito, fortalecendo a presença da rede municipal de assistência social na região.

Rio Branco ganha novo ponto de apoio para motoristas de aplicativo e entregadores

Motoristas de aplicativo, motoboys e entregadores de Rio Branco terão um novo espaço para descanso, alimentação e apoio durante a jornada de trabalho. Dois contêineres adaptados foram recebidos pela Prefeitura nesta segunda-feira (24) e instalados no bairro Doca Furtado. O projeto é resultado de uma parceria entre o município e o Governo Federal, por meio do Instituto Interelos.

A estrutura contará com banheiros masculino e feminino, área de descanso, cozinha equipada com micro-ondas e cafeteira, internet e climatização. O espaço também poderá ser usado pelos trabalhadores para reuniões e momentos de convivência.

A iniciativa busca atender profissionais que passam grande parte do dia circulando pela capital e precisam de um local adequado para fazer refeições, descansar e organizar as atividades entre uma corrida ou entrega e outra.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que o espaço atende a uma demanda de trabalhadores que atuam diariamente nas ruas. “São profissionais que ajudam a movimentar a nossa cidade e que também precisam de um lugar para descansar, fazer uma refeição e organizar suas atividades”, declarou.

A implantação do ponto de apoio também abre caminho para a expansão do projeto em Rio Branco. A proposta é instalar estruturas semelhantes em outras regiões da capital, ampliando o atendimento aos profissionais que trabalham com transporte e entregas por aplicativo.

Com os dois contêineres, os trabalhadores passam a ter uma alternativa estruturada para as pausas durante o expediente, com acesso a condições de higiene, alimentação e descanso em um único local.

Alan Rick inaugura comitê central em Rio Branco e apresenta prioridades para o Acre

O senador Alan Rick (Republicanos), candidato ao Governo do Acre nas eleições de 2026, inaugurou nesta segunda-feira (24) o comitê central de campanha em Rio Branco. Instalado no Centro da capital, em frente ao Terminal Urbano, o espaço vai concentrar atividades de organização e mobilização eleitoral durante a disputa pelo Palácio Rio Branco.

A inauguração reuniu apoiadores, militantes e candidatos ligados à chapa. O ato ocorreu na segunda semana da campanha eleitoral, iniciada oficialmente em 16 de agosto, quando passaram a ser permitidas as atividades de propaganda nas ruas e na internet.

Durante o evento, Alan afirmou que pretende manter contato direto com os eleitores ao longo da campanha e apresentou saúde, educação, emprego, renda e infraestrutura entre as áreas que considera prioritárias para o estado.

Ao falar sobre a disputa, o candidato associou sua candidatura a uma proposta de mudança na administração estadual e afirmou defender o que chamou de “sonho da esperança” para o Acre. Na área da saúde, disse que pretende melhorar o funcionamento dos serviços. Para a educação, defendeu uma formação voltada à preparação dos jovens para o mercado de trabalho e para o ingresso na universidade.

Alan também colocou a geração de emprego e renda e os investimentos em infraestrutura entre os temas que pretende levar ao debate eleitoral. O candidato disse que a mobilização da campanha terá participação de apoiadores de diferentes municípios e regiões acreanas.

A abertura do comitê ocorre após Alan Rick iniciar as atividades públicas de campanha em Rio Branco. Na primeira semana da disputa, o candidato participou de atos no Segundo Distrito da capital e de encontros com apoiadores e lideranças políticas.

Mailza diz que campanha ganha apoio popular durante carreata em Rio Branco

A governadora do Acre e candidata à reeleição, Mailza Assis, afirmou neste domingo (23) que a campanha tem ampliado o apoio entre os eleitores durante a reta final da disputa pelo governo. A declaração foi feita durante a “Mega Carreata do 11 – Pro Acre Avançar”, que reuniu apoiadores, candidatos e lideranças políticas na parte alta de Rio Branco.

“Sinto todos os dias a população me abraçando”, disse Mailza ao comentar a participação de eleitores nas atividades realizadas pela campanha.

A candidata afirmou que a mobilização aumenta a responsabilidade do grupo político e defendeu a continuidade das visitas aos municípios e do diálogo com a população até a eleição. Mesmo com a adesão registrada durante a carreata, Mailza disse que considera a disputa aberta.

“Eu quero agradecer a participação de todos, mas não tem nada garantido, não tem nada certo. Nós temos aí longos 40 dias de caminhada, de pé no chão, visitando os municípios, conversando com as pessoas”, afirmou.

Mailza também disse que pretende manter a população envolvida na construção das propostas apresentadas durante a campanha. Para a candidata, os moradores devem participar das discussões sobre os projetos destinados ao desenvolvimento do Acre.

“Isso aqui é demonstração da aceitação das pessoas e de quanto elas se sentem incluídas nesse projeto que foi feito para a população, para a participação de cada acreano, independente da sua cor, da sua raça, do seu status social. Nós precisamos inserir a população naquilo que nós planejamos, pensamos e queremos para o nosso estado”, declarou.

A concentração da carreata ocorreu no início da Estrada Irineu Serra, em Rio Branco. A organização estimou que mais de 2 mil carros e motocicletas participaram da mobilização.