Prefeitura de Rio Branco reforça recuperação de ramais na zona rural

A Prefeitura de Rio Branco ampliou nesta sexta-feira (28) os serviços de recuperação e manutenção de ramais na zona rural da capital acreana. As frentes de trabalho da Secretaria Municipal de Agropecuária (Seagro) atendem as regionais Quixadá, Barro Vermelho e Polo Geraldo Fleming, com limpeza das vias, baloamento e aplicação de material em pontos que apresentam necessidade de melhorias.

Os serviços fazem parte do cronograma de manutenção da malha viária rural do município. O objetivo é melhorar as condições de tráfego para moradores e produtores, facilitar o deslocamento entre as comunidades e garantir acesso para o transporte da produção agrícola.

Máquinas e equipes permanecem mobilizadas nas regionais rurais, com prioridade para os trechos considerados mais críticos. A recuperação dos ramais tem impacto direto na rotina das famílias que dependem dessas estradas para chegar às propriedades, transportar mercadorias e acessar outros serviços na área urbana.

O secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano, afirmou que a atuação está sendo realizada de forma gradual nas diferentes regiões. “Estamos avançando regional por regional, atendendo os pontos que mais precisam da presença da Prefeitura”, disse.

A manutenção dos ramais também é considerada estratégica para o escoamento da produção rural de Rio Branco. Estradas em melhores condições reduzem dificuldades de acesso enfrentadas pelos produtores e facilitam a circulação de veículos responsáveis pelo transporte de alimentos e outros produtos agrícolas.

O cronograma da Seagro deve continuar nas comunidades rurais, com equipes e maquinário direcionados aos locais que apresentam maior necessidade de intervenção.

Pastor Celso Costa critica falta de apoio à Marcha para Jesus em Cruzeiro do Sul

O pastor Celso Costa criticou nesta sexta-feira (28) a falta de apoio do Governo do Acre para a realização da Marcha para Jesus em Cruzeiro do Sul e afirmou que esta será a primeira vez, desde o início do evento no município, que a programação não será realizada. A declaração foi feita após ele chegar a Tarauacá, onde participa da Marcha para Jesus organizada na cidade.

Celso comparou a situação dos dois municípios e disse que a programação de Tarauacá conseguiu ser mantida com apoio do governo. Para ele, a mesma estrutura deveria ter sido garantida para Cruzeiro do Sul, onde a marcha reúne participantes de diferentes cidades do Vale do Juruá e até do Amazonas.

“A de Tarauacá tem apoio do governo, por isso que está realizando. Se não, não conseguiria também. Mas Cruzeiro do Sul não é só Cruzeiro do Sul. Todas as cidades vizinhas, todo mundo vem para a Marcha de Cruzeiro do Sul”, afirmou.

O pastor disse ter participado das primeiras edições realizadas no município e lembrou que a logística necessária para promover o evento no Juruá tem custo elevado. De acordo com Celso, governos anteriores, inclusive administrações comandadas pelo PT, contribuíram para a realização da marcha ao longo dos anos.

“A logística para Cruzeiro do Sul não é uma logística barata, por isso sempre teve o apoio do governo. Todos os governadores que passaram apoiaram a Marcha para Jesus”, declarou.

Na avaliação do pastor, o cancelamento impede que milhares de evangélicos participem de uma das maiores programações religiosas da região. Ele classificou a Marcha para Jesus como uma grande celebração de louvor e adoração e lamentou que o evento não aconteça neste ano em Cruzeiro do Sul.

“Milhares e milhares de irmãos não vão participar da maior concentração de louvor e adoração esse ano, porque a governadora decidiu que não vai apoiar”, disse.

Celso também contestou as explicações apresentadas para a falta de apoio e voltou a comparar a situação de Cruzeiro do Sul com Tarauacá.

“Eu espero que vocês reflitam no que eu estou dizendo. Por que não vai ter Marcha para Jesus em Cruzeiro do Sul? Está cheio de argumento, mas é tudo conversa fiada. Eu estou hoje aqui na de Tarauacá. Aqui tem apoio do governo. Por que Cruzeiro do Sul não tem?”, questionou.

Ao final da manifestação, o pastor disse esperar que a programação seja retomada no próximo ano e afirmou acreditar que futuras gestões estaduais voltarão a apoiar a realização da marcha no município.

“Eu espero que o ano que vem os pastores de Cruzeiro do Sul possam ter certeza: o próximo governador não vai deixar vocês sem Marcha para Jesus”, declarou.

Ameacre lamenta falta de apoio e confirma cancelamento da Marcha para Jesus em Cruzeiro do Sul

A Associação dos Ministros Evangélicos do Acre (Ameacre) lamentou a falta de apoio financeiro do Governo do Acre e confirmou o cancelamento da Marcha para Jesus de 2026 em Cruzeiro do Sul. Sem os recursos esperados para custear a estrutura e a programação, a entidade informou que não terá condições de realizar o evento neste ano.

A decisão atinge uma das principais programações do calendário evangélico do município, que tradicionalmente reúne fiéis de diferentes denominações e recebe caravanas de outras cidades do Vale do Juruá.

A Ameacre esperava contar com apoio do poder público para despesas relacionadas à organização, estrutura, sonorização, logística e atrações da programação. Com a ausência do repasse, a associação decidiu suspender a edição deste ano.

O Governo do Acre informou que a falta de recursos não teve motivação política ou eleitoral. A gestão estadual afirmou que o edital da Fundação Elias Mansour destinado a apoiar a Marcha para Jesus foi cancelado em 23 de junho, diante de restrições relacionadas ao período eleitoral, falta de prazo para conclusão do chamamento público e orientações de órgãos de controle.

A demanda específica de Cruzeiro do Sul teria chegado ao governo em 15 de julho, depois do cancelamento do edital. A administração estadual também negou que a decisão tenha relação com alianças ou posicionamentos políticos adotados por lideranças evangélicas durante o período eleitoral.

Para a Ameacre, o cancelamento representa a interrupção de uma programação já consolidada entre os cristãos de Cruzeiro do Sul. A Marcha para Jesus integra o calendário oficial do município e mobiliza milhares de pessoas em caminhada, cultos e apresentações musicais.

Em 2025, a programação contou com a participação do cantor gospel Lukas Agostinho e atraiu um grande público. A expectativa dos organizadores era reunir cerca de 10 mil pessoas durante a marcha, além dos participantes concentrados no encerramento do evento.

Mesmo com a suspensão da edição de 2026, a Ameacre mantém a expectativa de retomar a programação nos próximos anos, caso consiga viabilizar os recursos e o apoio necessários para a realização da marcha.

MP Eleitoral mantém pedido para barrar candidatura de Gladson Cameli ao Senado

A Procuradoria Regional Eleitoral do Acre manteve nesta sexta-feira, 28 de agosto, o pedido para que a Justiça Eleitoral reconheça a inelegibilidade de Gladson Cameli e negue o registro de sua candidatura ao Senado nas eleições de 2026. Em réplica apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), o Ministério Público Eleitoral sustenta que a condenação de Cameli pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça continua produzindo efeitos e, até agora, nenhuma decisão judicial suspendeu a condenação ou afastou a inelegibilidade.

O ponto central da disputa é a condenação de Gladson Cameli na Ação Penal 1.076, julgada pelo STJ. Ele recebeu pena de 25 anos e nove meses de prisão pelos crimes de peculato-desvio, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Para a Procuradoria, a condenação por um órgão colegiado enquadra o candidato nas regras da Lei da Ficha Limpa, mesmo sem trânsito em julgado.

A defesa tenta afastar esse efeito eleitoral por diferentes caminhos. Entre eles estão a alegação de ausência de duplo grau de jurisdição, decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal no HC 247.281 e um novo habeas corpus, o HC 273.968, ainda em tramitação no STF. Nesse último processo, os advogados pediram liminar para suspender os efeitos da condenação do STJ, inclusive a inelegibilidade.

A Procuradoria rebateu diretamente esse argumento: enquanto o Supremo ou o próprio STJ não suspenderem ou anularem a condenação, ela continua válida para fins eleitorais. O Ministério Público também sustenta que a Justiça Eleitoral não pode discutir novamente se as provas usadas na ação penal eram válidas ou se a condenação deveria ser anulada. Esse debate, na avaliação apresentada ao TRE, pertence à esfera criminal.

Uma das principais frentes da defesa envolve o HC 247.281, no qual houve discussão sobre nulidade de provas. Os advogados de Cameli defendem que essa decisão teria repercussão sobre elementos usados no processo que terminou na condenação. A Procuradoria sustenta que essa relação ainda está sob disputa judicial e que a existência desse debate, sozinha, não retira os efeitos da decisão do STJ.

O mesmo raciocínio foi aplicado ao HC 273.968. A defesa pediu ao STF a suspensão do acórdão condenatório, mas a Procuradoria afirma que, até a apresentação da réplica, não havia decisão suspendendo a condenação nem a inelegibilidade. Para o Ministério Público Eleitoral, um pedido pendente de julgamento não pode produzir os mesmos efeitos de uma liminar concedida.

A manifestação também enfrenta a tese de que uma condenação originária de tribunal superior não poderia gerar inelegibilidade sem uma revisão por outra instância. A Procuradoria sustenta que a Lei Complementar 64/1990 exige condenação por órgão judicial colegiado e não determina que essa decisão tenha sido proferida em julgamento de recurso. Por essa interpretação, a condenação pela Corte Especial do STJ basta para acionar a regra da Ficha Limpa enquanto seus efeitos permanecerem em vigor.

A discussão agora está nas mãos do TRE-AC. O processo é o registro de candidatura nº 0600481-67.2026.6.01.0000, apresentado por Gladson Cameli para disputar uma vaga no Senado. A manifestação da Procuradoria não representa a decisão final sobre a candidatura. Caberá à Justiça Eleitoral julgar se a condenação que hoje permanece válida impede ou não o registro para a eleição de 2026.

Bocalom, Alysson e Velloso discutem emprego e fortalecimento de empresas acreanas com Sindpan

O candidato ao Governo do Acre Tião Bocalom, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, e o candidato ao Senado Eduardo Velloso participaram, na noite de quinta-feira (27), de uma reunião com representantes do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Acre (Sindpan). O encontro teve como foco medidas para fortalecer empresas locais, ampliar as compras públicas de produtos fabricados no estado e estimular a geração de empregos.

Durante a reunião, Bocalom, Alysson e Velloso discutiram formas de aumentar a participação das empresas acreanas no fornecimento de produtos e serviços ao poder público. A proposta é ampliar a circulação de recursos dentro do próprio estado, fortalecendo negócios locais e criando condições para a abertura de novas vagas de trabalho.

A experiência adotada pela Prefeitura de Rio Branco entrou no debate como referência para uma política mais ampla de valorização da produção local. A intenção é estimular que o Governo do Estado também amplie a aquisição de produtos fabricados por empresas acreanas.

“Quando o poder público compra de uma empresa daqui, esse dinheiro continua girando no Acre. A empresa vende mais, consegue crescer e abre novas vagas. Precisamos olhar primeiro para quem produz e gera emprego dentro do nosso estado”, afirmou Velloso.

A geração de oportunidades para jovens também esteve entre os temas tratados no encontro. O grupo defendeu que o fortalecimento do setor produtivo pode ampliar a oferta do primeiro emprego e reduzir a saída de trabalhadores que deixam o Acre em busca de oportunidades em outras regiões do país.

“Tem muito jovem querendo começar a vida profissional e não encontra uma oportunidade. Quando fortalecemos nossas empresas, criamos condições para surgir o primeiro emprego e para esse jovem construir a vida aqui, perto da família, sem precisar arrumar a mala pra ir embora do Acre e procurar uma chance”, disse Velloso.

O debate também abordou a necessidade de ampliar crédito e investimentos para empresas instaladas no Acre. Velloso afirmou que pretende atuar no Senado em busca de políticas federais voltadas ao setor produtivo, enquanto Bocalom e Alysson participaram da discussão sobre medidas que podem ser adotadas no âmbito estadual e municipal para estimular a economia local.

“O nosso desafio é fazer o Acre gerar mais emprego aqui dentro. Brasília tem instrumentos para ajudar nisso, e eu quero usar o Senado para abrir essas portas para quem empreende e para quem está procurando trabalho”, afirmou Velloso.

Gemil Júnior acusa governo de retirar apoio à Marcha para Jesus em Cruzeiro do Sul por motivo político

O primeiro suplente do senador Alan Rick, Gemil Júnior, acusou nesta sexta-feira (28) o governo do Acre de retirar o apoio à Marcha para Jesus de Cruzeiro do Sul por motivação política. Em vídeo direcionado principalmente aos moradores do Juruá e à comunidade evangélica, ele afirmou que a falta de estrutura pública inviabilizou a realização do evento em 2026 e relacionou a decisão ao posicionamento político da Prefeitura de Cruzeiro do Sul.

Cristão evangélico há 20 anos e natural de Cruzeiro do Sul, Gemil disse que a situação interrompe uma sequência de edições realizadas com apoio do poder público. Ele também citou fiéis de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Feijó que costumam se deslocar para acompanhar a programação religiosa no município.

“Pela primeira vez na história de Cruzeiro do Sul, desde quando os governos entraram e ajudaram e apoiaram a Marcha para Jesus, agora, em 2026, nós não teremos Marcha para Jesus aí na região”, declarou.

Gemil atribuiu diretamente a ausência do evento a uma decisão política do governo estadual. Segundo ele, estrutura e apoio que eram disponibilizados em anos anteriores não foram mantidos para a programação deste ano.

“Esse ano o governo do Estado do Acre, por perseguição, por assuntos políticos, decidiu retirar toda a estrutura e todo o apoio para a Marcha para Jesus”, afirmou.

Na sequência, o primeiro suplente de senador relacionou a decisão à atual disputa eleitoral no Acre e ao posicionamento adotado pelo grupo político que administra Cruzeiro do Sul. Para Gemil, a falta de apoio ocorreu porque a prefeitura não aderiu ao projeto eleitoral ligado ao governo estadual.

“Infelizmente, nós não teremos a marcha em Cruzeiro do Sul. Infelizmente, nós não teremos um momento que durante muitos anos os cristãos puderam participar, e apenas por um motivo: simplesmente porque a Prefeitura de Cruzeiro do Sul não decidiu caminhar politicamente com a candidata do governo do Estado do Acre”, disse.

Gemil reconheceu que sua manifestação pode ser interpretada dentro do cenário político, mas afirmou que também trata o caso como uma questão religiosa. Ele argumentou que as igrejas da região não têm recursos para bancar sozinhas a estrutura necessária para realizar um evento do porte da Marcha para Jesus.

“As igrejas não têm condições financeiras de realizar”, declarou.

Ao encerrar a manifestação, Gemil comparou a falta de apoio à Marcha em Cruzeiro do Sul com os investimentos realizados pelo poder público em eventos de entretenimento. Ele afirmou ser favorável à realização de festas e grandes programações, citando a Expoacre e a Expo Juruá, mas criticou o fato de a comunidade evangélica do município ficar sem a marcha neste ano.

“Nós somos muito a favor de todo tipo de entretenimento, Expo Juruá, Expoacre. O povo precisa de entretenimento, mas infelizmente o nosso povo não terá a marcha em 2026”, afirmou.

Governo bancou show de R$ 300 mil na Marcha em Rio Branco e R$ 6,45 milhões em atrações da Expoacre

A manifestação de Gemil ocorre no mesmo ano em que o governo do Acre participou diretamente da realização da 30ª Marcha para Jesus em Rio Branco. O evento ocorreu em 30 de maio, teve concentração em frente ao Palácio Rio Branco e terminou com apresentação nacional do cantor gospel Thalles Roberto.

A contratação de Thalles Roberto e sua banda para o encerramento da Marcha na capital foi registrada no valor de R$ 300 mil. O objeto da contratação especificava que a apresentação fazia parte da 30ª edição da Marcha para Jesus em Rio Branco. Além do show, o governo disponibilizou suporte logístico, estrutura física e planejamento de segurança para o evento.

Pouco mais de dois meses depois, a Casa Civil desembolsou R$ 6,45 milhões na contratação de seis atrações nacionais da programação pública da Expoacre 2026, realizada entre 1º e 9 de agosto, no Parque de Exposições Wildy Viana.

Leonardo e Ana Castela foram contratados no mesmo instrumento por R$ 2,55 milhões, sem divisão pública do valor individual destinado a cada artista. Wesley Safadão teve contrato de R$ 1,8 milhão, enquanto Natanzinho Lima custou R$ 1,3 milhão. A apresentação do padre Fábio de Melo foi contratada por R$ 500 mil e a banda gospel Som & Louvor por R$ 300 mil.

Os cinco contratos destinados às seis atrações totalizaram R$ 6,45 milhões. O valor corresponde somente às apresentações musicais financiadas diretamente pelo governo na Expoacre de Rio Branco e não inclui despesas com reformas, palco, iluminação, segurança, montagem e outros serviços da feira. O show de Bruno & Marrone também ficou fora da conta porque foi promovido pela iniciativa privada, com venda de ingressos.

Em relação a Cruzeiro do Sul, o governo do Acre negou que a ausência de repasse para a Marcha para Jesus tenha motivação política. A gestão afirmou que o Edital nº 001/2026/FEM, que previa R$ 2,4 milhões para a realização do evento em 21 municípios do interior, foi cancelado pela Fundação de Cultura Elias Mansour em 23 de junho por restrições do período eleitoral, falta de prazo para concluir o chamamento e apontamentos de órgãos de controle. Rio Branco não fazia parte desse edital porque a edição da capital já havia sido realizada.

O governo informou ainda que a demanda específica de Cruzeiro do Sul chegou à gestão em 15 de julho, mais de três semanas depois do cancelamento do edital. A administração estadual sustenta que, naquela data, as candidaturas e os apoios políticos do atual cenário eleitoral ainda não estavam formalizados. A gestão afirmou que houve uma impossibilidade legal e administrativa de financiamento e não uma retirada de apoio por razões políticas.

Jorge Viana e Thor Dantas lançam campanhas em Xapuri e criticam gestão do Acre

Xapuri recebeu o lançamento das campanhas de Jorge Viana ao Senado e de Thor Dantas e Socorro Rodrigues ao Governo do Acre pela Frente Ampla pelo Acre, formada por PSB, PT, PCdoB, PV e Podemos. O ato reuniu candidatos, lideranças políticas e apoiadores no município ligado à história da Revolução Acreana e à trajetória do seringueiro e ambientalista Chico Mendes.

Durante o evento, Jorge Viana afirmou que decidiu voltar a disputar um mandato eletivo por considerar que o Acre perdeu avanços nos últimos oito anos. Ex-governador do estado, ele disse que pretende usar uma eventual passagem pelo Senado para defender projetos e investimentos destinados ao Acre.

“Estou nesse processo para ver se a gente começa a fazer o Acre dar certo de novo”, afirmou. Para Viana, o estado “andou para trás” nos últimos anos e precisa iniciar um novo ciclo de desenvolvimento.

O candidato também relacionou a disputa estadual à eleição nacional e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Viana afirmou que considera provável que esta seja a última campanha presidencial de Lula e defendeu a continuidade do atual grupo político no comando do país.

Durante o discurso, Viana disse estar percorrendo municípios acreanos e afirmou que a receptividade encontrada nas agendas aumentou sua disposição para a campanha.

“Estou andando pelos municípios, ouvindo muito, abraçando as pessoas todos os dias. Nunca estive tão animado para uma eleição, porque estou sentindo a confiança das pessoas. Estou vendo que as coisas estão acontecendo e estou me oferecendo para ajudar o Acre. Se vocês quiserem, vou estar no Senado para defender e ajudar o Acre”, declarou.

Ao falar sobre Xapuri, o ex-governador relembrou projetos implantados no município durante suas gestões, entre eles unidades voltadas à produção de preservativos, pisos de madeira, móveis e beneficiamento de castanha. Viana afirmou que parte dessas estruturas deixou de funcionar nos últimos anos e prometeu trabalhar pela retomada das atividades.

“Xapuri prosperou. Agora, tudo o que nós fizemos está fechado. Vamos reabrir essas fábricas”, disse.

Viana também citou o ex-prefeito de Xapuri Bira Vasconcelos, que integra sua chapa como primeiro suplente ao Senado. O encontro contou ainda com a participação de antigos militantes e lideranças políticas, entre eles Raimundão Mendes e Osmar Facundo.

Também participaram candidatos a deputado federal, como Neidinha, André Kamai, Virgílio Viana e Márcio Alécio, além de candidatos à Assembleia Legislativa, entre eles Padre Antônio, Edu, Cesário, Iwly e Joãozinho. Virgílio Viana, sobrinho de Jorge Viana e filho do ex-governador Tião Viana, discursou durante o ato.

Candidato ao Governo do Acre, o médico Thor Dantas afirmou ter ligação com Xapuri, onde já morou, e concentrou seu discurso em críticas à atual administração estadual. Ele defendeu uma mudança na condução do governo e citou as gestões anteriores de Jorge Viana como referência.

“No Acre temos hoje um governo incompetente. Temos que botar gente que sabe para governar. De cada dez pessoas no Acre, nove dizem que o Jorge foi o melhor governador. Quero ser pelo menos igual ao Jorge”, afirmou. A declaração sobre a avaliação do ex-governador foi apresentada por Thor durante o discurso, sem indicação de pesquisa que sustente o percentual mencionado.

No encerramento, Thor pediu que candidatos e apoiadores defendam publicamente a trajetória das forças de esquerda no Acre durante a campanha.

“Aqui no Acre, quem fala de competência e ética é o nosso campo. Temos que ter orgulho de ser de esquerda no Acre. Pedir votos sem medo de ser feliz e sem vergonha de dizer quem a gente defende e quem a gente representa”, declarou.

Governo Mailza rescinde cessão e manda recolher máquinas cedidas em Senador Guiomard

O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) determinou o recolhimento de máquinas e veículos cedidos à Prefeitura de Senador Guiomard e a rescisão unilateral do Termo de Cessão nº 02/2026. A medida foi comunicada à prefeita Rosana Gomes por meio do Ofício nº 1423/2026/Deracre, após uma vistoria técnica apontar problemas mecânicos, estruturais e de conservação nos equipamentos.

A inspeção foi realizada em 23 de julho de 2026 e atingiu três equipamentos utilizados pelo município: uma pá-carregadeira New Holland 12D, uma retroescavadeira New Holland B95 e um caminhão basculante Mercedes-Benz L 2426.

Na pá-carregadeira, identificada pelo prefixo PC-27, foram registrados ausência do pneu dianteiro esquerdo, para-brisa quebrado, vidro lateral trincado, vazamento de óleo no diferencial dianteiro, falta de lubrificação dos pinos dos cilindros hidráulicos e ausência de retrovisores. O documento informa que o equipamento estava impossibilitado de operar.

A retroescavadeira, de prefixo RE-37, apresentava desgaste acentuado do pneu traseiro, problemas no cilindro de freio, sistema de ar-condicionado inoperante, falta de lubrificação adequada e vazamento de óleo no diferencial traseiro.

No caminhão basculante, de prefixo CB-66, a vistoria encontrou vazamento no cilindro hidráulico do sistema basculante, lanternas danificadas, ausência de estepe, grade frontal quebrada, retrovisores inferiores avariados, escada lateral direita danificada e falta de para-barro. O Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo também não estava disponível no momento da fiscalização.

A decisão provocou reação da prefeita Rosana Gomes, que contestou as justificativas para a retirada dos equipamentos e atribuiu a medida a uma retaliação política. A gestora afirma que o recolhimento pode afetar os serviços de infraestrutura e a manutenção dos ramais rurais do município.

A retirada das máquinas ocorre em um período em que estradas vicinais são usadas para o deslocamento de moradores e para o escoamento da produção agrícola de comunidades rurais de Senador Guiomard. A prefeitura ainda terá de reorganizar as frentes de trabalho que dependiam dos equipamentos cedidos pelo Estado.

O ofício encaminhado pelo Deracre formaliza o recolhimento dos bens e a rescisão unilateral do termo de cessão. A medida amplia o impasse entre a administração estadual e a Prefeitura de Senador Guiomard, enquanto o município avalia os efeitos da perda dos equipamentos sobre os serviços executados na zona rural.

Com informações de portalquinari.com.br