Casa Civil renova contrato de R$ 9,9 milhões com Ortiz após pagar R$ 9 milhões em voos em 2026

A Casa Civil do Acre prorrogou por mais 12 meses o contrato com a Ortiz Táxi Aéreo para fretamento de aeronaves, mantendo uma relação que atravessa sucessivos contratos, registros de preços e aditivos nos últimos cinco anos. O acordo renovado chega a R$ 9.956.700 e permite o transporte de pessoal e cargas em deslocamentos intermunicipais e interestaduais. A renovação ocorre num momento em que a própria Casa Civil já havia pago R$ 9.019.272 à Ortiz somente em 2026, até a atualização financeira de julho, em uma operação que envolve aviões Caravan, King Air e também jato.

Os R$ 9 milhões de 2026 não são valor de edital, previsão de gasto ou teto de uma ata. São despesas que aparecem como empenhadas, liquidadas e pagas. A movimentação reúne 89 lançamentos classificados como fretamento de aeronaves com a Ortiz como credora. Somados, chegaram exatamente a R$ 9.019.272 e consumiram 19,03% de tudo o que a Casa Civil havia pago no mesmo recorte financeiro. Em outras palavras, praticamente R$ 1 de cada R$ 5 que saiu da pasta no período analisado foi para fretamento de aeronaves com a empresa.

A cifra ainda não representa o ano inteiro. O levantamento financeiro foi fechado em julho, enquanto 2026 seguia com mais de cinco meses pela frente. Mesmo assim, o montante já havia ultrapassado os R$ 6,825 milhões que serviram de valor anual estimado para o Contrato CC nº 34/2023 quando ele foi prorrogado entre junho de 2024 e junho de 2025. Naquele contrato, a Casa Civil justificou o serviço para atender tanto à própria secretaria quanto ao Gabinete do Governador, com voos nacionais, intermunicipais, interestaduais e internacionais.

A conta ganha dimensão quando se olha para dentro dos pagamentos. Em 5 de março, por exemplo, a Casa Civil registrou uma sequência de despesas com Caravan: R$ 58.604, R$ 64.584, R$ 82.524, R$ 92.092, R$ 99.268 e R$ 114.816. Todos os lançamentos estavam vinculados ao Contrato CC nº 49/2025 e aparecem com valores integralmente empenhados, liquidados e pagos.

Em junho, a frota contratada aparece novamente em diferentes configurações. Dois pagamentos de King Air, de R$ 68.820 e R$ 72.540, foram registrados em 23 de junho. No mesmo dia, uma despesa com Caravan chegou a R$ 226.044. Outros lançamentos se espalham por contratos diferentes, como o CC nº 49/2025, o CC nº 62/2025 e o CC nº 28/2026, formando uma rotina de deslocamentos aéreos que não depende de um único instrumento contratual.

O maior símbolo dessa estrutura está no jato. Em 29 de abril, a Casa Civil pagou R$ 432.600 à Ortiz em um único lançamento. O histórico financeiro identifica expressamente o serviço como “fretamento de aeronave (JATO)” e vincula a despesa ao termo aditivo do Contrato CC nº 34/2023. O valor aparece integralmente empenhado, liquidado e pago.

O jato também chegou ao plenário da Assembleia Legislativa do Acre por outra frente. Em março, o deputado Edvaldo Magalhães apresentou requerimento cobrando da Casa Civil informações sobre uma viagem do governador Gladson Cameli a Manaus, entre 7 e 9 de fevereiro de 2026. O pedido identifica a aeronave utilizada como um Learjet 55 de prefixo OS-OTZ, pertencente à Ortiz e a serviço do Estado mediante contrato público. O requerimento buscou esclarecer agenda oficial, passageiros e finalidade do deslocamento. Não há elemento suficiente para vincular o pagamento de R$ 432.600 feito em abril especificamente à viagem questionada na Aleac, e os dois episódios não devem ser tratados como se fossem a mesma operação.

A presença da Ortiz na estrutura aérea da Casa Civil é anterior ao contrato que acaba de ser renovado. Em março de 2022, o governo assinou contrato de R$ 2.402.000 com a empresa para atender às necessidades do Gabinete do Governador e da Casa Civil. Naquele momento, a contratação previa um Sêneca EMB-810 D, com valor de R$ 5.900 por hora de voo, e um Caravan Cessna 208D, por R$ 8.900 a hora. O Caravan respondia por R$ 2,225 milhões do valor contratual.

Em 2023, a escala mudou novamente. A Ortiz venceu itens do Pregão Presencial SRP nº 011/2023 da Casa Civil, com valor global de R$ 18,6 milhões para o registro de preços de fretamento. O número é importante para reconstruir a trajetória da contratação, mas não pode ser apresentado como R$ 18,6 milhões efetivamente pagos. Registro de preços estabelece condições e limites para contratações futuras; o dinheiro só se transforma em despesa realizada quando o serviço é contratado, liquidado e pago.

O Contrato CC nº 34/2023 tornou-se uma das peças centrais dessa relação. Em junho de 2024, a Casa Civil prorrogou sua vigência por mais 12 meses, de 23 de junho de 2024 a 23 de junho de 2025, com valor anual estimado de R$ 6.825.000. A finalidade continuava sendo o fretamento de aeronaves para transporte de pessoal, atendendo ao Gabinete do Governador e à própria Casa Civil.

Antes do fim dessa vigência, em maio de 2025, o mesmo contrato recebeu um acréscimo quantitativo de 25%. O valor passou de R$ 6.825.000 para R$ 8.531.250, um aumento de R$ 1.706.250. Mais uma vez, trata-se de valor contratual, e não de comprovação de que todo o dinheiro foi efetivamente desembolsado.

Ainda em 2025, a Casa Civil abriu uma contratação de proporção muito maior. No Pregão Eletrônico SRP nº 390/2025, a Ortiz venceu itens destinados a Caravan e King Air. Para o Caravan, a previsão chegou a 2.093 horas de voo, ao preço de R$ 11.960 por hora, alcançando R$ 25.032.280. Para o King Air, foram 1.316 horas a R$ 18.600, num total de R$ 24.477.600. Os dois itens somaram R$ 49.509.880. O próprio processo licitatório identifica a Casa Civil como órgão solicitante e a Ortiz como empresa habilitada no certame.

Esses R$ 49,5 milhões não significam que a Casa Civil entregou R$ 49,5 milhões à empresa. O SRP cria uma capacidade de contratação conforme a necessidade do governo. É justamente por isso que a leitura dos últimos cinco anos exige separar três números que frequentemente aparecem misturados no debate público: o valor de um contrato, o teto de uma ata de registro de preços e aquilo que efetivamente foi pago.

Somar R$ 2,402 milhões de 2022, R$ 18,6 milhões do registro de 2023, R$ 6,825 milhões de 2024, os valores modificados em 2025 e os quase R$ 10 milhões da renovação atual produziria uma cifra artificial. Há contratos prorrogados de um ano para outro, aditivos que apenas aumentam instrumentos já existentes e registros de preços que podem não ser executados integralmente. Uma soma desse tipo contaria parte do mesmo dinheiro mais de uma vez e transformaria capacidade de contratação em gasto realizado.

Por isso, o valor de cinco anos que pode ser tratado com segurança como dinheiro efetivamente pago pela Casa Civil não deve ser construído pela soma dos contratos publicados. O recorte financeiro fechado e auditável para 2026 mostra R$ 9.019.272 já pagos à Ortiz até julho.

Há, porém, uma dimensão mais ampla da relação entre a Ortiz e o Governo do Acre. O Ministério Público do Acre registrou que os contratos acumulados com a empresa desde 2019 ultrapassaram R$ 84 milhões. A Promotoria também apontou crescimento superior a 160% nos valores contratados entre 2024 e 2025 e abriu procedimento para apurar o fretamento de aeronaves a serviço do Estado. Os R$ 84 milhões são valores de contratos acumulados pelo governo e não podem ser apresentados como R$ 84 milhões pagos exclusivamente pela Casa Civil.

O procedimento do MPAC também não representa condenação da Ortiz, do governador ou de integrantes da Casa Civil. A abertura da investigação significa que o órgão de controle decidiu examinar a evolução dos valores, a justificativa das contratações, a economicidade e a destinação dos serviços. Qualquer afirmação de irregularidade precisa depender do resultado dessa apuração e de provas produzidas no processo.

No Acre, voar não é necessariamente luxo. A geografia impõe distâncias que, em alguns municípios, não se resolvem apenas por estrada. Há agendas públicas, transporte de equipes e deslocamentos para localidades onde a aviação reduz dias de viagem a poucas horas. A discussão sobre os contratos da Casa Civil começa depois dessa constatação: quanto custa cada deslocamento, que aeronave foi usada, quem viajou, qual era a missão pública e por que determinado modelo — Caravan, King Air ou jato — foi escolhido para aquela viagem.

É nessa diferença que uma despesa de R$ 58 mil e outra de R$ 432,6 mil passam a ter significado para quem está fora dos gabinetes. Ambas aparecem sob a mesma rubrica geral de fretamento, mas envolvem aeronaves, capacidades, velocidades e custos operacionais muito diferentes. Sem a abertura das rotas, horas voadas, passageiros e justificativas de cada missão, o cidadão enxerga o valor pago, mas não consegue reconstruir sozinho a viagem que originou a conta.

A renovação do contrato de quase R$ 10 milhões amplia esse debate por mais um ano. A Casa Civil chega ao novo período contratual depois de ter movimentado R$ 9 milhões em pagamentos à Ortiz apenas no recorte de 2026 já consolidado até julho. Ao mesmo tempo, a empresa aparece em uma relação contratual com o Estado que o Ministério Público calcula em mais de R$ 84 milhões desde 2019.

O dado mais concreto está no caixa: R$ 9.019.272 já pagos pela Casa Civil à Ortiz em 89 lançamentos de fretamento no período analisado de 2026. O histórico dos cinco anos mostra que a contratação deixou de envolver apenas Sêneca e Caravan, passou por contratos milionários, incorporou King Air e chegou ao jato. O

Prefeitura divulga programação oficial do 9º Festival da Farinha de Cruzeiro do Sul

Assessoria

A programação da 9ª edição do Festival da Farinha, que será realizado de 26 a 29 de agosto, das 17h às 3h, no Complexo Esportivo do Aeroporto Velho reúne cultura, agricultura, gastronomia e serviços públicos, com Casas de Farinha, Feira de Produtores Regionais com mais de 200 participantes, cooperativas, acesso a crédito e assistência técnica. O evento é realizado pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul com apoio do SEBRAE e Associação Comercial.

O público também poderá acompanhar concursos com premiações, apresentações culturais e shows nacionais Mari Fernandez e Klessinha.

Durante o festival, as secretarias municipais de também oferecerão serviços de saúde, assistência social, finanças e meio ambiente.

Veja a programação:

Edvaldo cobra explicações sobre merenda após alunos relatarem semanas de ovo e sardinha em Cruzeiro do Sul

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) cobrou nesta terça-feira (25), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), explicações sobre a alimentação oferecida aos estudantes da Escola de Ensino Médio Integral Craveiro Costa, no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul. A manifestação ocorreu após alunos gravarem um vídeo reclamando da repetição do cardápio e afirmando que alimentos como ovo e sardinha vêm sendo servidos com frequência na unidade.

Durante o pequeno expediente, Edvaldo exibiu o vídeo aos demais parlamentares e afirmou que a situação precisa ser esclarecida pela Secretaria de Estado de Educação. Por funcionar em tempo integral, a escola mantém os estudantes durante grande parte do dia, o que aumenta a necessidade de refeições adequadas ao período de permanência na unidade.

Os estudantes relataram a recorrência de pão, ovo e sardinha e reclamaram da pouca variedade da alimentação. Ao comentar as queixas, o deputado resumiu a situação descrita pelos alunos: “Um dia é ovo e sardinha, no outro, é sardinha com ovo”.

Edvaldo também comparou as reclamações com os produtos previstos nas atas de registro de preços destinadas à alimentação escolar. Segundo o parlamentar, os documentos incluem diferentes tipos de proteína animal em quantidade que, na avaliação dele, não corresponde ao cardápio relatado pelos estudantes.

O deputado afirmou que vai apresentar um requerimento para solicitar informações formais à Secretaria de Educação sobre o fornecimento da merenda nas escolas de tempo integral. Entre os pontos que pretende esclarecer estão a regularidade dos pagamentos aos fornecedores, a entrega dos alimentos contratados e os motivos para a repetição do cardápio.

Durante o discurso, Edvaldo levantou questionamentos sobre eventuais problemas na execução dos contratos, mas não apresentou provas de irregularidades ou desvio de recursos. Ele defendeu que a pasta detalhe como ocorre o abastecimento das unidades e afirmou que as reclamações não deveriam ser tratadas como uma situação normal.

O parlamentar também declarou que o problema pode atingir outras escolas de tempo integral e pediu uma avaliação mais ampla da alimentação oferecida na rede estadual. Para ele, a exposição pública feita pelos próprios estudantes exige uma resposta sobre a qualidade e a variedade das refeições servidas.

“Cada pessoa é responsável pelos seus atos”: Mailza evita metas e expõe lacunas do plano de governo no Acre

“Cada pessoa é responsável pelos seus atos.” A frase de Mailza Assis (PP) para se afastar de uma das principais promessas de Gladson Cameli resumiu a sabatina do ac24horas nesta segunda-feira, 24 de agosto.

Candidata à reeleição, a governadora defendeu um plano de governo “exequível”, mas não informou quantas casas pretende entregar, quando implantará a rastreabilidade bovina, como pretende resolver as pendências da educação nem qual será o prazo para uma solução definitiva em Sena Madureira, após o desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari.

Em pouco mais de uma hora, a entrevista expôs uma dificuldade central da candidatura: Mailza quer manter a imagem de continuidade, mas evita assumir metas que permitam medir o resultado de um eventual mandato entre 2027 e 2030.

Mailza assumiu definitivamente o governo em abril, após a saída de Gladson Cameli. Desde então, construiu sua candidatura sobre a continuidade administrativa. O ex-governador participa da articulação eleitoral e aparece ao lado dela nos principais movimentos da campanha.

A proximidade torna inevitável a cobrança pelo legado do grupo que governa o Acre desde 2019.

Habitação: 11 mil casas viraram 2,7 mil — e ainda sem meta para 2030

A habitação foi o primeiro teste da promessa de continuidade.

Gladson Cameli prometeu construir 11 mil casas populares. A entrega, porém, ficou distante da escala anunciada. Em 2026, o próprio governo passou a trabalhar com números menores. Em fevereiro, Gladson falava na conclusão de pouco mais de 2,3 mil moradias até o fim do ano.

Questionada sobre quantas casas entregaria em quatro anos, Mailza não respondeu com uma meta. Preferiu se separar da promessa do antecessor.

“Cada pessoa é responsável pelos seus atos, né. A minha gestão é de continuidade”, afirmou.

Depois, disse que há recursos para 2,7 mil unidades e que pediu à equipe um plano possível de executar. A resposta informa o que o governo tem hoje, mas não diz o que a candidata pretende entregar até 2030.

A diferença é objetiva: 2,7 mil casas representam uma fonte de recurso já identificada. Não representam uma política habitacional para quatro anos.

Ficaram sem resposta perguntas básicas: quantas moradias serão entregues, quanto será investido, quais municípios terão prioridade e qual parcela do déficit habitacional será enfrentada.

O próprio governo já trabalhou com uma estimativa de déficit de 24 mil moradias no Acre, sendo 11 mil apenas em Rio Branco. Sem uma meta, o eleitor perde o principal instrumento para acompanhar a promessa depois da eleição.

Parque tecnológico contra problemas básicos da escola

A educação revelou outra distância entre o discurso e a execução.

Mailza voltou a defender a criação do Parque Tecnológico do Acre, projeto que acompanha sua trajetória política há pelo menos cinco anos. Ainda no Senado, ela participou de articulações com a Universidade Federal do Acre, o governo estadual e instituições ligadas à inovação.

O jornalista Itaan Arruda colocou a proposta diante de problemas mais urgentes: escolas com dificuldades estruturais e professores cobrando revisão de carreira e remuneração.

A pergunta exigia uma resposta prática: como financiar inovação enquanto a rede pública ainda enfrenta problemas básicos?

Mailza disse que as duas frentes precisam avançar juntas. Mas, ao falar da tecnologia, respondeu: “O jovem gosta disso. Querendo ou não ele vai se debruçar”.

Quando voltou aos problemas das escolas, mudou o foco para relações familiares, comportamento e saúde emocional.

“Nós tivemos essa fatalidade talvez por falta de uma harmonia. E aí entra o cuidado com as famílias, aí entra o cuidado com esse egoísmo”, afirmou.

Saúde emocional e convivência familiar são temas importantes na educação. Mas não respondem quanto será investido na estrutura das escolas, quando a carreira dos professores será revisada ou como o Estado pretende bancar um parque tecnológico.

Em outro momento, a própria governadora reconheceu a cobrança dos profissionais e falou em discutir o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração.

“Os professores começaram a reivindicar e é uma necessidade. Precisamos pensar nessa devolução aos trabalhadores da educação. Fizemos um compromisso com o sindicato”, disse.

Ainda faltaram valores, prazo e formato para a revisão.

Rastreabilidade: o governo criou programas, mas a candidata não dá prazo

Na rastreabilidade bovina, a contradição ficou mais clara.

O plano de governo de Mailza prevê ampliar mecanismos de rastreabilidade e certificação da produção agropecuária. A medida afeta diretamente produtores, frigoríficos e toda a cadeia da pecuária, especialmente por envolver custos, controle do rebanho e exigências de mercado.

Perguntada se pretendia terminar um novo mandato com o sistema implantado, Mailza não assumiu o compromisso.

“Não, isso aí precisa ser estudo, precisa ter um diálogo, precisamos preparar o Estado para isso, porque nós não temos, no momento, condições para isso”, respondeu.

O problema é que o Acre não está começando essa discussão agora.

Em abril, o governo criou o programa Rebanho Certo/AC, voltado à atualização cadastral de bovinos e bubalinos e à preparação para a futura rastreabilidade individual. Em julho, já sob Mailza, o Decreto nº 11.911 instituiu o Plano ABC+/AC, que inclui o estímulo à rastreabilidade e à certificação de produtos agropecuários sustentáveis.

Ou seja: o governo já criou instrumentos para avançar. O que Mailza não informou foi o ponto de chegada.

Até onde o Estado pretende levar o processo? Quando o produtor terá de cumprir as novas exigências? Quem pagará a adaptação? Como evitar que a rastreabilidade aumente custos e reduza a competitividade da pecuária acreana?

Sem prazo e sem meta, o plano fica no campo da intenção.

Ponte de Sena Madureira: a empresa virou o centro da resposta

Em Sena Madureira, a cobrança envolveu uma obra que já desabou.

A ponte Frei Paolino Baldassari caiu em 5 de junho, menos de três anos depois da inauguração. Quatro pessoas ficaram feridas, e a ligação entre o centro da cidade e o Segundo Distrito foi interrompida.

A estrutura havia sido interditada no dia anterior, após o avanço das chamadas terras caídas e a identificação de risco no local.

Quase três meses depois, os escombros ainda estavam no Rio Iaco. Moradores dependiam de alternativas, como catraias, para atravessar. A perícia sobre as causas do colapso continuava sem conclusão.

Em agosto, o Ministério Público do Acre abriu inquérito civil para investigar a execução da obra e também o planejamento, a fiscalização, o monitoramento e a manutenção da ponte.

Na sabatina, Mailza concentrou a resposta na empresa contratada.

“Nós judicializamos a empresa que construiu. A empresa que construiu foi responsável pela ponte por 100% da construção”, afirmou.

Depois, acrescentou: “Eu não sei o tempo que a empresa vai nos dar a resposta”.

O governo pode cobrar judicialmente a construtora se houver responsabilidade na execução. A Procuradoria-Geral do Estado anunciou essa medida poucos dias após o desabamento.

Mas a judicialização não responde pelo papel do próprio Estado.

Uma obra pública de aproximadamente R$ 36 milhões, entregue em 2023 e destruída em 2026, também exige explicações sobre fiscalização, acompanhamento e manutenção. O Ministério Público investiga justamente essa parte e contesta a ideia de que o contrato retiraria do poder público o dever de fiscalizar.

Para Sena Madureira, a pergunta não é apenas quando a empresa responderá. É quando o Estado removerá os escombros, como manterá a travessia e quando entregará uma solução permanente.

O plano é “exequível”, mas não permite medir o resultado

As quatro respostas seguiram a mesma lógica.

Na habitação, Mailza informou que existem recursos para 2,7 mil casas, mas não apresentou uma meta para quatro anos.

Na educação, defendeu um parque tecnológico, mas não explicou como a proposta se conecta às escolas que ainda precisam de estrutura e aos professores que cobram a revisão da carreira.

Na rastreabilidade, incluiu o tema no plano de governo, mas não disse quando pretende implantá-lo — embora o próprio Estado já tenha criado programas para preparar o setor.

Em Sena Madureira, explicou a ação contra a construtora, mas não deu prazo para a solução que a população espera do governo.

A frase “cada pessoa é responsável pelos seus atos” ajuda Mailza a se afastar das promessas de Gladson Cameli. Mas essa separação tem limite.

Mailza foi eleita vice na chapa de Gladson, assumiu o governo, defende a continuidade administrativa e recebe o apoio direto do ex-governador. O grupo político está no comando do Acre desde 2019.

Ela não pode reivindicar apenas os resultados positivos dessa herança e transferir os problemas para o antecessor.

O ponto da sabatina não é exigir promessas grandiosas. É exigir números, prazos e responsáveis.

Se o plano é “exequível”, o eleitor precisa saber quanto será feito, quando, com quais recursos e como o resultado será medido.

Sem essas respostas, a prudência vira falta de compromisso mensurável. E, para quem já governa e pede mais quatro anos, explicar o futuro não basta. Mailza também precisa responder pelo que o Estado prometeu, começou e ainda não entregou.

Cruzeiro do Sul usa mais de 30 toneladas de asfalto em recuperação de ruas

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul mobilizou mais de 30 toneladas de asfalto nesta segunda-feira, 24 de agosto, para ampliar a operação tapa-buraco e recuperar vias do município. Os trabalhos são executados pela Secretaria Municipal de Obras e incluem frentes na região da Avenida Mâncio Lima, além de serviços de limpeza, roçagem, iluminação pública e preparação de espaços para o Festival da Farinha.

As equipes avançam pela Rua São Paulo, Avenida Mâncio Lima e ruas paralelas. O secretário municipal de Obras, Carlos Alves, afirmou que o volume de asfalto está sendo usado para intensificar a manutenção das vias e ampliar o atendimento aos trechos que apresentam necessidade de reparos.

Outra frente de trabalho está concentrada no Complexo Esportivo do Aeroporto Velho, onde são feitas melhorias nas áreas internas e nos estacionamentos. O espaço vai receber o Festival da Farinha, com início previsto para quarta-feira, 26 de agosto.

No entorno do complexo, servidores também trabalham na retirada de entulhos, roçagem, limpeza e manutenção da iluminação pública. As intervenções fazem parte da preparação da estrutura para receber o público durante a programação do festival.

Os serviços municipais também alcançam áreas rurais de Cruzeiro do Sul. Equipes seguem atuando nos ramais dos Carobas, Badejo do Meio, Praia Grande, Centrinho e Olivença.

Rio Branco ganha novo ponto de apoio para motoristas de aplicativo e entregadores

Motoristas de aplicativo, motoboys e entregadores de Rio Branco terão um novo espaço para descanso, alimentação e apoio durante a jornada de trabalho. Dois contêineres adaptados foram recebidos pela Prefeitura nesta segunda-feira (24) e instalados no bairro Doca Furtado. O projeto é resultado de uma parceria entre o município e o Governo Federal, por meio do Instituto Interelos.

A estrutura contará com banheiros masculino e feminino, área de descanso, cozinha equipada com micro-ondas e cafeteira, internet e climatização. O espaço também poderá ser usado pelos trabalhadores para reuniões e momentos de convivência.

A iniciativa busca atender profissionais que passam grande parte do dia circulando pela capital e precisam de um local adequado para fazer refeições, descansar e organizar as atividades entre uma corrida ou entrega e outra.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que o espaço atende a uma demanda de trabalhadores que atuam diariamente nas ruas. “São profissionais que ajudam a movimentar a nossa cidade e que também precisam de um lugar para descansar, fazer uma refeição e organizar suas atividades”, declarou.

A implantação do ponto de apoio também abre caminho para a expansão do projeto em Rio Branco. A proposta é instalar estruturas semelhantes em outras regiões da capital, ampliando o atendimento aos profissionais que trabalham com transporte e entregas por aplicativo.

Com os dois contêineres, os trabalhadores passam a ter uma alternativa estruturada para as pausas durante o expediente, com acesso a condições de higiene, alimentação e descanso em um único local.

Alan Rick inaugura comitê central em Rio Branco e apresenta prioridades para o Acre

O senador Alan Rick (Republicanos), candidato ao Governo do Acre nas eleições de 2026, inaugurou nesta segunda-feira (24) o comitê central de campanha em Rio Branco. Instalado no Centro da capital, em frente ao Terminal Urbano, o espaço vai concentrar atividades de organização e mobilização eleitoral durante a disputa pelo Palácio Rio Branco.

A inauguração reuniu apoiadores, militantes e candidatos ligados à chapa. O ato ocorreu na segunda semana da campanha eleitoral, iniciada oficialmente em 16 de agosto, quando passaram a ser permitidas as atividades de propaganda nas ruas e na internet.

Durante o evento, Alan afirmou que pretende manter contato direto com os eleitores ao longo da campanha e apresentou saúde, educação, emprego, renda e infraestrutura entre as áreas que considera prioritárias para o estado.

Ao falar sobre a disputa, o candidato associou sua candidatura a uma proposta de mudança na administração estadual e afirmou defender o que chamou de “sonho da esperança” para o Acre. Na área da saúde, disse que pretende melhorar o funcionamento dos serviços. Para a educação, defendeu uma formação voltada à preparação dos jovens para o mercado de trabalho e para o ingresso na universidade.

Alan também colocou a geração de emprego e renda e os investimentos em infraestrutura entre os temas que pretende levar ao debate eleitoral. O candidato disse que a mobilização da campanha terá participação de apoiadores de diferentes municípios e regiões acreanas.

A abertura do comitê ocorre após Alan Rick iniciar as atividades públicas de campanha em Rio Branco. Na primeira semana da disputa, o candidato participou de atos no Segundo Distrito da capital e de encontros com apoiadores e lideranças políticas.

Fundo Eleitoral muda peso das alianças e coloca PL no topo da disputa por recursos em 2026

A divisão dos R$ 4,96 bilhões reservados ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha para as eleições de 2026 criou um novo cenário financeiro entre os partidos que participam da disputa pelo Governo do Acre. O PL ficou com a maior parcela nacional, de R$ 881,7 milhões, enquanto PT, União Brasil, PSD, PP, MDB e Republicanos também aparecem entre as legendas com maior acesso aos recursos públicos destinados às campanhas.

O dinheiro não será transferido automaticamente para os diretórios do Acre. Cada direção nacional precisa estabelecer os critérios de distribuição entre candidatos, estados e tipos de disputa. Ainda assim, o tamanho da cota nacional amplia a capacidade das siglas de financiar campanhas e coloca as alianças formadas no estado em condições diferentes de estrutura.

A maior mudança em relação à eleição de 2022 ocorreu no PL. O partido saiu de R$ 288,5 milhões há quatro anos para R$ 881,7 milhões em 2026, crescimento de 205,6%. A legenda passou da sétima posição para o primeiro lugar na distribuição do Fundo Eleitoral e ficou com 17,77% de todo o dinheiro disponível neste ano.

No Acre, o PL integra o grupo político que apoia a candidatura da governadora Mailza Assis, do PP. A mesma aliança reúne partidos que também estão entre os mais bem posicionados na divisão nacional, como União Brasil, MDB e o próprio PP. O União Brasil terá R$ 526,2 milhões, o PP receberá R$ 417,1 milhões e o MDB contará com R$ 400 milhões.

A segunda maior parcela pertence ao PT, que terá R$ 615,4 milhões. O partido integra a aliança em torno da candidatura de Thor Dantas, do PSB. A composição reúne ainda Podemos, PCdoB e PV. O PSB terá R$ 152,3 milhões, enquanto o Podemos receberá cerca de R$ 246 milhões.

O Republicanos, partido do senador Alan Rick, ficou com R$ 348,6 milhões. A legenda aumentou em 43,9% sua participação em relação a 2022, quando recebeu R$ 242,3 milhões. Na mesma aliança está o PSD, que terá R$ 421 milhões e aparece entre os cinco maiores beneficiários do fundo em 2026. Novo e Avante também fazem parte da composição.

Em situação diferente aparece o PSDB, legenda de Tião Bocalom. O partido terá R$ 147,9 milhões, menos da metade dos R$ 320 milhões recebidos em 2022. A redução foi de 53,8%, uma das maiores entre os partidos com representação nacional.

Outras legendas também perderam espaço na divisão. O PSB caiu de R$ 268,9 milhões para R$ 152,3 milhões, enquanto o PDT passou de R$ 253,4 milhões para R$ 169,3 milhões. O União Brasil, que liderava o ranking em 2022, teve redução de 32,8% e caiu para a terceira posição.

Na direção contrária, além do PL e do Republicanos, PT, PSD e PP ampliaram seus recursos. O PT avançou 22,3%, o PSD cresceu 20,3% e o PP teve aumento de 21% em comparação com a eleição anterior.

O Tribunal Superior Eleitoral fixou em R$ 4.961.519.777 o valor total do Fundo Eleitoral de 2026. A divisão segue critérios previstos na legislação e considera, entre outros pontos, a representação das legendas na Câmara dos Deputados e no Senado. Em agosto, o TSE encerrou uma ação em que o PT buscava rever parte do cálculo, mantendo a distribuição divulgada anteriormente.

O volume disponível nacionalmente não permite antecipar quanto cada candidatura receberá no Acre. Essa definição depende das regras internas aprovadas pelas executivas nacionais. Os números, porém, mostram o tamanho da estrutura financeira que cada partido terá à disposição para organizar suas prioridades na campanha eleitoral deste ano.

Jorge Viana defende atuação pela BR-364, saúde e produção em entrevista no Jornal da Manhã

Candidato ao Senado também falou sobre pesquisas eleitorais, relação com o governo federal, situação de Gladson Cameli e prioridades para o Acre

O candidato ao Senado Jorge Viana participou, nesta segunda-feira (24), de entrevista no Jornal da Manhã, da Integração FM 99,9, em Cruzeiro do Sul. A participação marcou a abertura da série de sabatinas do Sistema Integração com os candidatos majoritários das Eleições 2026. Cada entrevistado terá 30 minutos, dentro dos mesmos critérios definidos pela emissora.

Durante a entrevista, Viana colocou a recuperação da BR-364 e a situação da BR-317 entre os principais temas de uma eventual atuação no Senado. Ele afirmou que pretende trabalhar junto ao governo federal para garantir recursos e continuidade das intervenções nas duas rodovias.

O candidato anunciou ainda que o ministro dos Transportes deve retornar ao Acre no dia 15 de setembro para tratar das obras rodoviárias e participar da inauguração do trecho entre Rio Branco e o aeroporto da capital.

“Essa é uma das plataformas minhas como senador: cuidar da BR-364, cuidar da 317, que é a Estrada do Pacífico”, afirmou.

Viana disse que pretende utilizar sua relação com o governo federal para buscar investimentos para o estado. Segundo ele, um mandato no Senado permitiria ampliar a articulação por recursos para ramais, saúde, educação e infraestrutura.

“Cruzeiro do Sul vai ter um senador, o Juruá vai ter um senador”, declarou, ao afirmar que pretende manter atenção específica às demandas dos municípios da região.

Saúde entre as principais críticas

Ao ser questionado sobre os problemas enfrentados pela população acreana, Jorge Viana apontou a saúde como uma das áreas mais preocupantes. Ele citou a situação do Hospital do Juruá e criticou a condução atual dos serviços públicos.

Viana também relacionou dificuldades na saúde, nos ramais e na geração de oportunidades à necessidade, segundo ele, de maior planejamento e presença do poder público.

O candidato afirmou ainda que pretende trabalhar para ampliar a interlocução com comunidades, produtores e municípios caso retorne ao Senado.

Viana responde a críticas e ataques políticos

Outro ponto da entrevista foi o ambiente político da campanha. Questionado sobre ataques dirigidos a ele e ao PT, Viana afirmou que não pretende concentrar sua candidatura em confrontos pessoais.

“Quem vem com discurso agressivo, quem vem só falando dos outros e não apresenta o que vai fazer, ele está querendo enganar o eleitor”, declarou.

O candidato utilizou parte da entrevista para comparar sua passagem pelo Governo do Acre com administrações posteriores. Citou obras em Cruzeiro do Sul, aeroportos, pontes, unidades de saúde e investimentos em infraestrutura realizados durante sua gestão.

Segundo ele, o eleitor deve avaliar principalmente o histórico de cada candidato e aquilo que foi realizado durante os mandatos anteriores.

Pesquisa Data Control entra no debate

A pesquisa Data Control divulgada nesta segunda-feira também foi abordada durante a entrevista. No levantamento apresentado pelo Jornal da Manhã, Jorge Viana aparece em terceiro lugar na disputa pelo Senado.

Viana afirmou que existem pesquisas sérias, mas também levantamentos que podem, segundo ele, ser utilizados de acordo com interesses eleitorais. O candidato ressaltou que não fazia uma acusação específica ao instituto responsável pela pesquisa divulgada nesta segunda.

“Pesquisa, se for feita honestamente, é uma coisa científica. Ela mostra a fotografia daquele momento”, afirmou.

Apesar da posição registrada no levantamento, Jorge Viana disse acreditar que sua candidatura disputa as primeiras colocações e afirmou perceber crescimento principalmente no Vale do Juruá.

Situação de Gladson Cameli

A situação eleitoral de Gladson Cameli também foi questionada durante a sabatina. Viana disse considerar difícil uma candidatura do ex-governador diante da situação judicial, mas destacou que não cabe a ele decidir sobre o caso.

“Eu não sou juiz”, afirmou.

Viana disse que sua própria candidatura está registrada e declarou que espera receber apoio de eleitores que eventualmente fiquem sem o candidato inicialmente escolhido caso Cameli não participe da eleição.

Produção e economia

Na área econômica, Jorge Viana falou sobre agricultura, industrialização e geração de empregos. Citou as casas de farinha implantadas durante seu governo e defendeu maior apoio aos produtores rurais.

Também afirmou que pretende trabalhar para encontrar soluções legais para produtores com áreas embargadas, especialmente pequenos proprietários que enfrentam dificuldades para acessar crédito e manter a produção.

Viana defendeu ainda maior transparência na aplicação de emendas parlamentares e disse que recursos destinados ao Acre devem ser discutidos com prefeituras, comunidades e outras representações locais.

Ao longo da entrevista, o candidato apresentou experiência administrativa e capacidade de articulação política como argumentos para retornar ao Senado. Segundo ele, o objetivo é utilizar o mandato para ampliar investimentos federais e atuar diretamente sobre problemas de infraestrutura, saúde, produção e geração de oportunidades no Acre.

Wenceslau comenta pesquisa Data Control e aponta cautela na leitura dos números

Apresentador destacou resultado do levantamento, questionou histórico de institutos e afirmou que pesquisa deve ser tratada como retrato do momento

O jornalista Rogério Wenceslau comentou, nesta segunda-feira (24), durante o Jornal da Manhã, da Integração FM, os números da pesquisa Data Control para o Governo do Acre e o Senado. Ao apresentar o levantamento, Wenceslau defendeu cautela na interpretação dos resultados e afirmou que o eleitor não deve tratar pesquisas como antecipação do resultado das urnas.

Na disputa pelo governo, segundo os números apresentados no programa, Mailza Cameli aparece com 34% das intenções de voto, seguida por Alan Rick, com 27%, Tião Bocalom, com 15%, e Thor Dantas, com 2%. Wenceslau observou que o levantamento apresenta uma mudança em relação a pesquisas anteriores, nas quais Alan Rick aparecia na liderança.

“São números, é um retrato do momento. Acredita quem quiser. É facultado a cada eleitor ter a sua própria opinião”, comentou. Para o jornalista, pesquisas podem funcionar como parâmetro para as campanhas, mas também precisam ser avaliadas a partir do histórico e da credibilidade de cada instituto.

Wenceslau lembrou que já houve casos no Acre em que levantamentos apresentaram diferenças expressivas em relação ao resultado posteriormente registrado nas urnas. Por isso, disse não ser possível afirmar antecipadamente se os números divulgados nesta segunda-feira estarão próximos do resultado de 4 de outubro.

“Essa pesquisa é verdadeira? Não sei, não dá para saber. É mentirosa? Não sei, não dá para saber. Como é que a gente vai saber se os números representam o que vai sair lá na urna no dia 4 de outubro? Não tem como saber”, afirmou.

Durante o comentário, o apresentador também mencionou a controvérsia levantada antes mesmo da divulgação da pesquisa envolvendo a relação do responsável pelo instituto com o Governo do Estado. Wenceslau afirmou que havia sido divulgada a informação de que o proprietário do Data Control ocupa cargo no primeiro escalão estadual, com remuneração de R$ 18 mil, e que a publicação responsável pela informação apresentou o decreto de nomeação no Imac.

O jornalista, porém, fez questão de separar essa informação de qualquer acusação sobre a pesquisa. “Tem alguma coisa a ver? Será que ele mexeu nos números? Não dá para dizer, ninguém tem provas. Então é preciso ter calma, ter paciência, ter cautela”, disse.

Para o Senado, Wenceslau apresentou os números do Data Control que colocam Gladson Cameli com 22%, Márcio Bittar com 19%, Jorge Viana com 13%, Mara Rocha com 11%, Sérgio Petecão com 7,9% e Eduardo Velloso com 5,1%. Segundo ele, os números da disputa pelas duas vagas também devem provocar contestação entre as campanhas, especialmente diante da existência de levantamentos internos com cenários diferentes.

Wenceslau ressaltou que não vê problema na divulgação de diferentes pesquisas e que os levantamentos podem ajudar a mostrar o cenário político de determinado momento. O apresentador, no entanto, insistiu que a decisão final pertence ao eleitor.

“Não adianta você brigar com pesquisa, brigar com números, porque cada candidato tem a sua, cada eleitor tem a sua opinião. E o que vale é a eleição. Se pesquisa fosse definir resultado de alguma coisa, não precisava fazer eleição”, afirmou.

Ao concluir o comentário, Wenceslau disse que a sucessão de pesquisas durante a campanha também coloca à prova a convicção do eleitor, que precisa analisar propostas, trajetórias e informações antes de decidir o voto, independentemente das oscilações apresentadas pelos institutos.

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