Prefeitura amplia operação de limpeza na Baixada da Cadeia Velha, em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco intensificou nesta sexta-feira, 29 de maio, os serviços de limpeza e manutenção na Baixada da Cadeia Velha, com capina, retirada de entulho e limpeza de vias. A ação integra o programa Prefeitura nas Ruas e faz parte da estratégia da gestão municipal para reforçar a zeladoria em bairros da capital.

A operação contou com sete equipamentos pesados e cerca de 25 trabalhadores. Enquanto as equipes atuavam na Baixada da Cadeia Velha, outras frentes mantinham o cronograma de atendimento nas dez regionais de Rio Branco, com serviços em áreas urbanas e rurais.

De acordo com a administração municipal, o descarte irregular de resíduos segue como um dos principais problemas enfrentados pelas equipes. O acúmulo de entulho em calçadas e ruas aumenta o custo da operação e exige mais tempo para a conclusão dos serviços.

A prefeitura informou ainda que as ações de limpeza são comunicadas com antecedência às lideranças comunitárias para que os moradores possam organizar o descarte de materiais antes da chegada das equipes. A medida busca dar mais regularidade ao serviço e reduzir pontos de acúmulo de resíduos na cidade.

Seminário do PSDB no Acre reúne Bocalom e lideranças em debate sobre desenvolvimento do estado

O seminário estadual “Acre: Desenvolvimento e Oportunidades”, também divulgado como “Acre de Oportunidades: Diálogo, Gestão e Desenvolvimento”, será realizado neste sábado, 30 de maio, no auditório do Sebrae, em Rio Branco, reunindo lideranças políticas, representantes do setor produtivo e convidados para discutir propostas voltadas ao desenvolvimento do estado. Organizado pela Federação PSDB-Cidadania no Acre, o encontro é conduzido pelo presidente estadual do partido, Tião Bocalom, e foi apresentado como uma etapa de construção de ideias para áreas como economia, infraestrutura, saúde, segurança, educação, tecnologia e turismo.

A programação prevê debates ao longo da manhã com participação de nomes ligados ao partido e a diferentes setores da gestão pública e da atividade econômica. Bocalom está entre os participantes do primeiro painel, voltado a agronegócio, indústria e infraestrutura, num formato que busca reunir contribuições para um diagnóstico mais amplo sobre os desafios e as oportunidades do Acre.

A proposta do seminário é ampliar a discussão sobre caminhos para o estado em temas que também incluem qualificação profissional, inovação, cultura, esporte, meio ambiente e políticas sociais. A organização trata o evento como um espaço de diálogo com empresários, estudantes, lideranças comunitárias e representantes de diferentes segmentos da sociedade.

Ao divulgar o encontro, Bocalom resumiu a proposta do seminário com a frase: “O Acre que queremos construir passa pelo diálogo, pelas ideias e pela participação de todos.” A declaração reforça o tom político do evento e a tentativa de aproximar o debate partidário de setores que devem participar da formulação das propostas apresentadas durante a programação.

O seminário ocorre num momento de maior movimentação política no Acre e amplia a agenda pública de Bocalom à frente do PSDB no estado. A expectativa da organização é que as discussões sirvam de base para consolidar eixos de atuação e propostas para os próximos anos.

FEM diz que verba da Marcha para Jesus não saiu do orçamento da cultura após fiscalização do MPAC

A Fundação de Cultura Elias Mansour afirmou nesta sexta-feira, 29, que os recursos destinados à realização da Marcha para Jesus 2026 não saíram do orçamento ordinário da instituição nem de verbas da Política Nacional Aldir Blanc, do Fundo Estadual de Cultura ou de editais voltados à classe artística. A manifestação foi divulgada um dia depois de o Ministério Público do Acre abrir procedimento para acompanhar a aplicação do dinheiro público previsto para o evento.

A fundação sustenta que o recurso foi destinado pelo governo do Acre, por meio da Casa Civil, com finalidade específica para a Marcha para Jesus em municípios do estado. Segundo a FEM, sua atuação se limitou à condução dos trâmites administrativos, técnicos e jurídicos para selecionar a organização da sociedade civil que ficará responsável pela execução da programação.

A reação veio após críticas de segmentos da comunidade artística e da abertura da apuração pelo Ministério Público. O MPAC informou que o procedimento mira a destinação, a execução e a prestação de contas dos recursos ligados ao edital da FEM para a Marcha para Jesus, em um montante aproximado de R$ 2,4 milhões. O órgão pediu, em até dez dias úteis, documentos como estudos técnicos, justificativas para o valor global, planilhas de custos, critérios de seleção, origem dos recursos e cronograma de execução financeira. Também solicitou informações ao Tribunal de Contas do Estado sobre eventual fiscalização já em andamento.

Na avaliação do Ministério Público, a medida busca verificar a correta aplicação do dinheiro público, a observância dos princípios da administração e a razoabilidade do valor previsto para o evento, inclusive em razão da proximidade do período eleitoral. O órgão afirmou que a iniciativa não tem caráter persecutório nem discriminatório contra a manifestação religiosa, mas foco exclusivo no controle do gasto público e na proteção do patrimônio público e da moralidade administrativa.

A FEM também reforçou que a Marcha para Jesus foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Acre em 2025 e disse que o chamamento público aberto prevê ações em 21 municípios acreanos. As inscrições seguem abertas até 5 de junho para a escolha de uma organização da sociedade civil de caráter religioso, legalmente constituída, que assumirá a execução do evento ao longo de 2026.

No texto divulgado, o presidente da fundação, Matheus Gomes, afirmou que não houve uso de recursos próprios da FEM nem comprometimento de verbas ligadas a políticas de fomento cultural. A instituição acrescentou que manterá os procedimentos sob os critérios de legalidade, publicidade, transparência e interesse público.

Pedro Longo cobra decisão do TCE sobre cadastro de reserva dos Bombeiros no Acre

O deputado estadual Pedro Longo voltou a defender a convocação dos aprovados no cadastro de reserva do concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Acre e afirmou que a corporação precisa ser reforçada diante da proximidade do fim da validade do certame e do cenário de estiagem previsto para os próximos meses. A manifestação ocorre enquanto o Tribunal de Contas do Estado analisa a consulta encaminhada pelo governo sobre a possibilidade de novos chamamentos.

Na fala, Pedro Longo disse que acompanha a situação dos concursados e reforçou a necessidade de convocação. “Seguimos acompanhando a situação do cadastro de reserva e reforçando a importância da convocação dos concursados. O coronel Charles já encaminhou ofício solicitando a contratação, destacando a necessidade de fortalecer a corporação neste momento”, afirmou. O parlamentar também citou a atuação do secretário Donadoni e do diretor jurídico Dr. Cristóvão Moura na busca por mais segurança jurídica para viabilizar o avanço das convocações.

A cobrança ocorre num momento decisivo para os aprovados que seguem à espera de uma definição. O concurso já entrou na reta final de validade, e a expectativa agora está concentrada na posição do TCE. A avaliação do tribunal é vista como fundamental para dar respaldo ao governo e permitir que os candidatos sejam chamados para o curso de formação ainda dentro do prazo do certame.

Pedro Longo também relacionou a necessidade de reforço do efetivo ao cenário ambiental previsto para os próximos meses. Com a chegada do período mais seco do ano e o aumento do risco de incêndios e outras ocorrências, a ampliação do número de bombeiros passou a ser tratada como medida importante para fortalecer a capacidade de resposta do estado.

Alan Rick critica Mailza por viaduto e tenta atrair Zequinha para 2026

O senador Alan Rick elevou o tom contra a governadora Mailza durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, nesta sexta-feira, 29 de maio, em Cruzeiro do Sul, ao reagir à informação de que não seria convidado para a inauguração de um viaduto em Rio Branco, obra que, segundo ele, recebeu R$ 17 milhões de emenda de seu mandato. No mesmo bloco político, o pré-candidato ao governo do Acre abriu publicamente as portas para uma aproximação com o prefeito Zequinha Lima, do PP, partido da governadora, e disse que quer o gestor cruzeirense ao seu lado na disputa de 2026.

A resposta sobre Mailza veio depois de uma pergunta sobre a polarização que começa a marcar a pré-campanha. Alan Rick confirmou que destinou a emenda para o complexo viário da Avenida Ceará, em Rio Branco, ainda no período em que o projeto era tratado com a equipe do governo estadual. O senador afirmou ter registros da destinação do recurso e lembrou que gravou vídeo, à época, em frente ao Palácio Rio Branco, ao lado da então prefeita Socorro Neri e do governador Gladson Cameli. “Foi uma emenda nossa para aquele complexo da Avenida Ceará”, disse.

Alan também afirmou que, no início, integrantes do governo teriam tentado negar a autoria da emenda. Para ele, a ausência de convite para a inauguração se soma a outras atitudes que considera politicamente pequenas. O senador citou o caso do prefeito de Feijó, que, segundo ele, teria passado três dias em Rio Branco acompanhado de oito vereadores sem ser recebido pela governadora, e mencionou ainda prefeitos de Epitaciolândia e Jordão como exemplos de gestores que, na avaliação dele, enfrentaram dificuldades por estarem alinhados ao seu grupo político.

A fala mais direta veio quando Alan separou a disputa eleitoral da entrega da obra. “Não precisa me convidar. Basta que façam a obra bem feita, que entreguem a obra no tempo rápido, que seja propícia para o povo e que não desviem recursos”, afirmou. A frase expõe a linha que o senador tenta sustentar na pré-campanha: cobrar o governo, associar seu mandato a entregas concretas e dizer que não pretende condicionar apoio institucional à posição política dos prefeitos.

Na entrevista, Alan buscou contrastar sua postura com a do grupo governista. Disse que recebe todos os prefeitos do Acre em Brasília, inclusive aliados da governadora, e afirmou que, em um estado pequeno e com muitos problemas, punir município por escolha partidária é ignorar a população. “Eu recebo todos os prefeitos do Acre, principalmente trato até melhor os que são aliados da governadora para mostrar que a gente é diferente”, declarou.

Logo depois da crítica à governadora, o assunto mudou para Zequinha Lima, mas a conexão política ficou clara. O prefeito de Cruzeiro do Sul é filiado ao PP, partido de Mailza, e passou a ser tratado por Alan como um nome desejado em seu palanque. Questionado sobre o “namoro” político com Zequinha, o senador respondeu em tom aberto: “Vai ser, se Deus quiser”. Em seguida, chamou o prefeito de “pessoa do bem” e relembrou uma passagem em Brasília, quando Zequinha chegou ao gabinete em busca de emendas, cansado e com fome, e foi recebido com farofa de ovo e farinha de Cruzeiro do Sul.

A lembrança serviu para Alan reforçar a relação pessoal com o prefeito e para mostrar como pretende tratar gestores municipais caso chegue ao governo. Ele disse que Zequinha procurava recursos para Cruzeiro do Sul e que a conversa no gabinete simbolizava respeito aos prefeitos. “É assim que eu trato os prefeitos, com muito carinho, com muito respeito”, afirmou.

Alan admitiu que a situação partidária de Zequinha cria um obstáculo. O prefeito está no PP, mesma sigla de Mailza, mas o senador disse respeitar essa condição e, ao mesmo tempo, afirmou que o gestor sabe das resistências dentro do grupo governista. Segundo Alan, há falas no outro campo político de que Zequinha estaria “queimado” em Cruzeiro do Sul e poderia prejudicar a imagem da vice-governadora. O senador disse pensar o oposto. “Eu quero o Zequinha do meu lado. Para mim, o Zequinha vale ouro”, declarou.

A tentativa de atração de Zequinha tem peso eleitoral evidente. Cruzeiro do Sul é o principal município do Juruá e um dos centros decisivos da eleição estadual. Alan ressaltou que o prefeito conhece os bairros, os ramais e a realidade local. Também saiu em defesa da gestão municipal ao afirmar que todo prefeito do interior enfrenta problemas, especialmente com baixa arrecadação própria e alto custo de obras como asfaltamento.

O senador foi além da simpatia política e deixou a porta aberta para uma composição mais ampla com o Juruá. Questionado sobre a possibilidade de escolher um vice da região, respondeu que “toda possibilidade” existe, mas disse que a decisão será tomada apenas na reta final. Para Alan, o vice precisa agregar partidos, tempo de televisão, aliados, municípios, força política, carisma e votos.

A movimentação mostra dois eixos da estratégia de Alan Rick. O primeiro é pressionar Mailza em temas de gestão, emendas e tratamento aos prefeitos, tentando fixar a ideia de que o governo usa a máquina com critério político. O segundo é disputar lideranças que hoje orbitam o campo governista, especialmente no Juruá, onde Zequinha Lima pode alterar o peso regional de qualquer palanque em 2026.

Ao declarar que não precisa de convite para inauguração e, quase no mesmo fôlego, dizer que está “de braços abertos” para Zequinha, Alan Rick deixou a pré-campanha mais nítida. A disputa contra Mailza não será apenas por votos. Será também por obras, prefeitos, símbolos regionais e pela narrativa de quem trata melhor os municípios acreanos.

Alan Rick mira governo do Acre e defende produção rural, BR-364 e aliança ampla em 2026

O senador Alan Rick, pré-candidato ao governo do Acre, afirmou nesta sexta-feira, 29 de maio, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, que sua pré-candidatura nasceu da pressão recebida nas viagens pelos municípios e que o próximo governo terá de enfrentar três prioridades imediatas: recuperar a economia, garantir trafegabilidade na BR-364 e fortalecer a produção rural.

Alan disse que tem tratado a liderança em pesquisas com responsabilidade e afirmou que o resultado real será conhecido apenas nas urnas. Ainda assim, citou a boa recepção nas agendas recentes em Feijó, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul. Para ele, o movimento nas ruas mostra que o eleitor acreano quer participar mais diretamente da construção do próximo governo.

O senador afirmou que a decisão de disputar o governo ganhou força depois das eleições municipais de 2024, quando percorreu o estado apoiando aliados. Segundo ele, a cobrança pelo lançamento de sua candidatura passou a aparecer com frequência nas conversas com moradores, prefeitos e lideranças comunitárias. “A política tem que ser uma missão”, disse. “Nunca foi meu interesse ter o poder pelo poder.”

Na área econômica, Alan Rick disse que o Acre vive um quadro preocupante. Ele citou o dado de que 44 mil acreanos deixaram o estado nos últimos seis anos, segundo o IBGE, e relacionou essa saída à falta de oportunidades. Para o senador, o êxodo de jovens e trabalhadores mostra que parte da população perdeu confiança na capacidade do estado de gerar emprego, renda e futuro.

A produção rural ocupou boa parte da entrevista. Alan defendeu mais assistência técnica, crédito e equipamentos para o produtor. Ele citou entregas de tratores, implementos, tobatas e fábricas de farinha automatizadas e móveis nos municípios do Juruá. Também afirmou que 600 famílias da região recebem assistência técnica rural por meio de emendas de seu mandato.

Para o senador, entregar máquinas não basta. Ele afirmou que o produtor precisa de orientação para plantar melhor, corrigir o solo, manejar o gado, usar adubo corretamente e acessar linhas de financiamento. Alan cobrou uma atuação mais forte dos bancos públicos, especialmente do Banco da Amazônia, para que o crédito chegue ao pequeno produtor.

A BR-364 também foi tratada como prioridade. Alan disse que a rodovia é de responsabilidade federal, mas não pode ser vista como um problema distante do governo estadual. Segundo ele, a estrada interfere diretamente no abastecimento, no escoamento da produção, no custo de vida e na integração entre o Vale do Acre e o Juruá.

O senador afirmou que a bancada federal, prefeitos e entidades comerciais já cobraram do Ministério dos Transportes a reconstrução da rodovia. Ele citou um investimento superior a R$ 1,8 bilhão e disse que o Acre não pode aceitar apenas reparos temporários. A previsão mencionada na entrevista é de início, em 15 de junho de 2026, de uma etapa de reconstrução com macadame hidráulico em 415 quilômetros.

Alan Rick também criticou o governo estadual ao comentar obras e repasses. Ao falar sobre o complexo viário da Avenida Ceará, em Rio Branco, disse ter destinado R$ 17 milhões em emenda e afirmou que não precisa de convite para inauguração. “O que eu quero é obra bem feita, entregue logo e dinheiro público bem aplicado”, declarou.

Na relação com prefeitos, o senador defendeu tratamento institucional, independentemente de partido. Ele afirmou que recebe todos os gestores acreanos em Brasília e criticou possíveis retaliações políticas contra municípios comandados por adversários. Para Alan, o estado é pequeno e precisa de cooperação entre mandato federal, governo estadual e prefeituras.

Sobre alianças, Alan Rick disse que pretende construir uma frente ampla. Citou conversas com lideranças nacionais e estaduais, mencionou Mara Rocha como pré-candidata ao Senado e elogiou o senador Sérgio Petecão. Também afirmou que a escolha do vice ficará para a fase final, após pesquisas e avaliação de critérios como força política, votos, partidos, tempo de televisão e presença nos municípios.

Questionado sobre o governador Gladson Cameli, Alan afirmou que o caso é triste para o Acre e que cabe à defesa provar a inocência nas instâncias judiciais. O senador disse que o estado precisa superar o desgaste político e voltar a ser reconhecido nacionalmente por resultados positivos.

Na reta final da entrevista, Alan buscou marcar posição contra a polarização. Disse que quer receber votos de eleitores da direita, do centro e da esquerda, e afirmou que não pretende alimentar ódio contra adversários. “O Acre é pequeno demais para você ficar plantando ódio só porque o cara é de um partido ou de uma ideologia diferente da sua”, afirmou.

A entrevista mostrou o eixo inicial da pré-campanha de Alan Rick: apresentar o mandato no Senado como base de entrega, transformar a escuta nos municípios em argumento político e vincular a disputa de 2026 a temas concretos, como economia, estrada, produção rural, saúde e crédito. O desafio será transformar esse discurso em plano de governo e sustentar, até a eleição, a imagem de candidato capaz de reunir forças políticas diferentes em torno de uma agenda comum.

Rio Branco recebe selo por uso de energia renovável no Saerb

A Prefeitura de Rio Branco recebeu nesta quinta-feira (28) o Selo de Sustentabilidade pelo uso de energia renovável nas unidades ETA I e ETA II do Saerb, responsáveis por parte do abastecimento de água da capital. A certificação reconhece a adoção de uma matriz elétrica mais limpa nas operações do sistema e marca o segundo ano seguido de reconhecimento à autarquia.

O selo foi concedido após a migração das unidades para o Mercado Livre de Energia, modelo que permite a contratação de fornecimento com prioridade para fontes renováveis. Com a mudança, o município deixou de emitir 909,552 toneladas de dióxido de carbono equivalente, indicador usado para medir gases de efeito estufa.

A certificação segue parâmetros internacionais de contabilização de emissões e reforça a estratégia da gestão municipal de reduzir o impacto ambiental da operação do serviço de água. Além do efeito ambiental, a medida também está ligada à busca por mais eficiência no consumo de energia, um dos principais custos da estrutura de captação e tratamento.

A nova certificação mantém uma política adotada pelo Saerb nos últimos anos. No ciclo anterior, a autarquia já havia recebido reconhecimento semelhante pela contratação de energia proveniente de fontes renováveis, como solar, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.

A avaliação da prefeitura é de que a medida consolida uma mudança estrutural no abastecimento da capital, com ganho ambiental e modernização da operação. O reconhecimento também reforça o discurso da gestão sobre a adoção de práticas sustentáveis em serviços públicos essenciais.

Prefeitura de Cruzeiro do Sul mantém frentes de obras em bairros e ramais do município

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul executou na terça-feira, 26 de maio, uma série de serviços de infraestrutura em áreas urbanas e rurais do município, com ações de recuperação de vias, tapa-buracos, drenagem, melhorias de acesso, manutenção de ramais e revitalização de espaços públicos. Os trabalhos foram concentrados em bairros da cidade e em comunidades mais afastadas, com foco em mobilidade, escoamento da água e abastecimento.

Entre as intervenções, a gestão municipal fez a recuperação da pista da Vila Olímpica, que passa por revitalização para receber uma competição esportiva prevista para esta semana. Também houve melhorias no acesso à Creche Anexo da Escola São Cristóvão, no bairro Igarapé Preto.

Na Rua Alfredo Teles, no bairro João Alves, as equipes atuaram com instalação de bueiros e aterro da área. A obra integra o pacote de drenagem levado a diferentes pontos da cidade para reduzir os transtornos provocados pelas chuvas e melhorar o escoamento da água.

Na zona rural, os serviços chegaram aos ramais do Cunha e Lorinho, na Estrada da Canela Fina, com terraplanagem e recuperação da camada vegetal para melhorar as condições de tráfego. Na comunidade da Praia Grande, o trabalho incluiu a substituição da tubulação danificada pela força do rio no sistema de abastecimento de água, além da continuidade do desvio que busca restabelecer o acesso e retirar moradores do isolamento.

De acordo com a prefeitura, as equipes também mantiveram serviços nos bairros São Luís e Nossa Senhora das Graças e no Ramal do Remanso, dentro de um cronograma de atuação simultânea em diferentes regiões do município.

Caminhão perde força na subida da Maternidade e reforça histórico de ocorrências em ladeiras de Cruzeiro do Sul

Um caminhão perdeu força ao tentar subir a ladeira da Avenida Lauro Miller, no bairro João Alves, em Cruzeiro do Sul, na manhã desta quinta-feira, 28. O veículo começou a descer de ré e o motorista jogou o caminhão contra um muro para evitar uma colisão mais grave. Ninguém ficou ferido, mas o caso reacendeu o alerta sobre os riscos do tráfego de veículos pesados em trechos íngremes da cidade.

O episódio ocorreu na subida conhecida como ladeira da Maternidade, uma das áreas de maior atenção no trânsito local. O caminhão não conseguiu vencer a inclinação e, ao perder força, recuou na pista. A manobra feita pelo condutor impediu que o veículo atingisse carros que poderiam estar logo atrás, mas o susto reforçou a preocupação de moradores e motoristas que circulam diariamente pelo trecho.

A situação não é isolada. Em julho de 2024, uma carreta bitrem carregada de brita também apresentou falha ao subir a Avenida Lauro Miller e começou a descer descontrolada, quase atingindo uma casa. Em março de 2025, um caminhão sofreu falha mecânica ao subir uma ladeira no bairro Morro da Glória e ficou parado no meio da pista. Já no início deste mês, uma carreta carregada de cimento perdeu força na chamada ladeira do Bode, na Avenida Copacabana, voltou na subida e acabou parcialmente tombada. Em julho de 2022, outro caminhão já havia perdido o freio em uma ladeira da Avenida Boulevard Thaumaturgo, num sinal de que o problema se repete em diferentes pontos do perímetro urbano.

A repetição desses casos levou o município a apertar as regras para a circulação de veículos pesados. Em abril deste ano, a prefeitura publicou a Lei nº 1.071, que passou a regulamentar o tráfego, o estacionamento e as operações de carga e descarga de veículos articulados e pesados no perímetro urbano. A norma deu à Secretaria Municipal de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana a tarefa de definir vias permitidas, restritas ou proibidas, além de estabelecer rotas e horários específicos.

O novo caso na subida da Maternidade mostra que a restrição legal, por si só, ainda não resolveu um problema antigo de Cruzeiro do Sul. Em uma cidade marcada por ladeiras acentuadas em áreas urbanas movimentadas, a combinação entre carga pesada, falha mecânica e inclinação continua transformando subidas e descidas em pontos de risco frequente.

MPAC e DNIT discutem manutenção e reconstrução de trecho crítico da BR-364 no Acre

O Ministério Público do Acre se reuniu nesta quinta-feira, 28 de maio, com a superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no estado para discutir as medidas de manutenção e a possível reconstrução da BR-364, com foco no trecho entre Manoel Urbano e Feijó, considerado o mais crítico da rodovia. O encontro faz parte do acompanhamento do cumprimento de uma sentença da Justiça Federal sobre as condições da estrada, uma das principais ligações terrestres do Acre.

Participaram da reunião o promotor de Justiça de Sena Madureira, Júlio César Medeiros, a promotora de Justiça de Feijó, Giovana Kohata, e o superintendente do DNIT no Acre, Ricardo Araújo. A discussão girou em torno das providências que o órgão federal pretende adotar para recuperar a trafegabilidade da BR-364 e enfrentar os pontos mais vulneráveis da via.

Durante o encontro, o DNIT apresentou as ações em andamento em 11 trechos, chamados de lotes, que vão da divisa entre Acre e Rondônia até a ponte sobre o Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul. Além da manutenção da rodovia, também entraram na pauta o controle do peso das cargas que circulam pelas BRs 364 e 317 e a situação das pontes sobre os rios Caeté e Tarauacá.

Para o promotor Júlio César Medeiros, a reunião abre espaço para novas saídas diante dos problemas enfrentados por quem depende da estrada. “Essa reunião com o superintendente do DNIT, em conjunto com a promotora de Justiça de Feijó e o NAT, foi providencial em busca de novas soluções para a BR-364, especialmente para a sua reconstrução no trecho mais crítico, que é justamente entre Manoel Urbano e Feijó”, afirmou.

A BR-364 é uma das principais rotas de integração do Acre e tem papel central no deslocamento de pessoas, no transporte de cargas e no abastecimento de municípios do interior. A discussão entre MPAC e DNIT ocorre em meio à pressão por respostas mais rápidas para garantir condições mínimas de tráfego e reduzir os impactos causados pelo desgaste da estrada.