Prefeitura de Cruzeiro do Sul amplia obras de verão em bairros e ramais

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul intensificou, nesta terça-feira (7), os serviços de infraestrutura em diferentes regiões da cidade, com equipes da Secretaria Municipal de Obras, Desenvolvimento Urbano e Habitação atuando em recuperação de vias, operação tapa-buraco, melhorias em ramais, roçagem, retirada de entulhos e preparação de novas frentes de trabalho.

As ações fazem parte do cronograma de obras de verão, período em que o município amplia os serviços por causa das melhores condições climáticas. Na segunda-feira (6), equipes abriram mais de dois quilômetros de um novo trecho na comunidade Praia Grande, por dentro da mata, para criar um desvio em substituição a uma parte da estrada danificada pelas chuvas.

No Polo Naval, a prefeitura executou melhorias na rampa de acesso usada pela população. No Badejo de Cima, foi feita a recuperação de um ramal para melhorar o tráfego de moradores. A operação tapa-buraco também avançou em vários pontos da cidade, com uso de mais de 20 toneladas de massa asfáltica.

No bairro Saboeiro, uma via que havia cedido recebeu cerca de 30 toneladas de asfalto. O problema dificultava o acesso de moradores. Em paralelo, equipes trabalharam em serviços de limpeza urbana, com roçagem e retirada de entulhos em bairros da cidade.

Nesta terça-feira, uma das principais frentes de trabalho ocorreu no bairro Miritizal, com recuperação da pavimentação e operação tapa-buraco. Os serviços também começaram no bairro Santa Terezinha e devem seguir para a região do Remanso.

O secretário municipal de Obras, Carlos Alves, afirmou que o verão permite acelerar o cronograma e ampliar as frentes de serviço. “Na segunda-feira tivemos várias equipes trabalhando ao mesmo tempo. Fizemos a abertura de um novo trecho na Praia Grande, melhorias no Polo Naval, recuperação de ramal no Badejo de Cima, operação tapa-buraco com mais de 20 toneladas de asfalto e recuperamos uma via no Saboeiro utilizando cerca de 30 toneladas. Além disso, seguimos com roçagem e retirada de entulhos. O verão permite intensificar os trabalhos e nossa tendência é ampliar ainda mais as frentes de serviço”, disse.

A prefeitura também conclui a instalação do canteiro de obras para iniciar a revitalização da Avenida Copacabana. “Estamos finalizando o canteiro de obras para iniciar os serviços na Copacabana, uma obra muito esperada pelos moradores da região e por toda a população de Cruzeiro do Sul. Será mais um investimento em mobilidade e infraestrutura realizado pela gestão do prefeito Zequinha Lima”, afirmou Carlos Alves.

Produtores expõem crise dos ramais e fala de Calixto revela improviso do governo na Operação Verão

Secretário tenta jogar parte da responsabilidade para as prefeituras, fala em R$ 15 milhões iniciais e culpa áudio por manifestação; dados do Deracre mostram repasses pendentes, saldos abertos e histórico de lentidão na execução

A manifestação de produtores rurais na Assembleia Legislativa do Acre, nesta terça-feira, 7, colocou a crise dos ramais no centro da agenda política do Estado. Agricultores e moradores da zona rural foram à Aleac cobrar do Deracre um cronograma oficial de recuperação das estradas vicinais, com a lista dos ramais que serão atendidos, prazo de execução e garantia de continuidade das máquinas em campo.

A cobrança ocorre após o vazamento de um áudio atribuído a um diretor do Deracre, no qual ele teria relatado dificuldade de recursos, risco de paralisação dos serviços e retirada de máquinas terceirizadas das frentes da Operação Verão. O episódio ampliou uma insatisfação que já vinha das comunidades rurais, especialmente em regiões como a Transacreana, onde moradores relatam ramais intrafegáveis, pontes danificadas e dificuldade para escoar a produção.

Diante da pressão, o secretário de Governo, Luiz Calixto, tentou reorganizar a versão oficial em entrevista ao jornalista Itaan Arruda, do AC24Agro. Mas, ao tentar justificar a situação, acabou deixando clara a dimensão da crise.

Calixto afirmou que o governo já fez convênios com alguns municípios para recuperação de ramais, disse que disponibilizou equipamentos como tratores e caçambas e informou que a Operação Verão conta, inicialmente, com uma dotação de R$ 15 milhões. Ao mesmo tempo, o secretário transferiu parte da responsabilidade às prefeituras ao dizer que “a questão dos ramais é uma obrigação municipal” e que o Estado entra apenas como “colaborador”.

A fala é sensível porque o governo estadual vinha vendendo a Operação Verão como uma grande ação própria. No lançamento oficial, a gestão Mailza Assis anunciou mais de 40 frentes simultâneas, mais de 400 máquinas e equipamentos, cerca de 500 trabalhadores, meta de atender 12 mil quilômetros de ramais e investimentos superiores a R$ 70 milhões.

Agora, pressionado por produtores, o governo reduz o tom e passa a falar em “possibilidades”, “colaboração” e limitação financeira. Calixto também reconheceu que o Acre tem uma malha de cerca de 20 mil quilômetros de ramais e que o governo não tem condições de resolver tudo. A declaração reforça a pergunta feita pelos produtores: se o Estado sabia que não teria capacidade para atender todos os ramais, por que não apresentou desde o início um cronograma público, realista e transparente?

O secretário também tentou atribuir a manifestação ao áudio vazado. Segundo ele, quando a gravação circulou, a Operação Verão havia sido lançada havia pouco tempo e ainda não existiriam medições realizadas nem dívidas a pagar. Calixto classificou o episódio como precipitação de um gestor do próprio órgão e disse que a situação criou um clima de incerteza junto aos produtores.

A justificativa, porém, não encerra a crise. O áudio pode ter acelerado a mobilização, mas não criou os ramais ruins, não destruiu pontes, não isolou comunidades e não produziu, sozinho, a desconfiança sobre a continuidade das máquinas. O problema é anterior e mais profundo: o governo anunciou uma operação de grande porte, mas os dados de execução ainda não sustentam, de forma clara, o tamanho da propaganda.

Na base de pagamentos do Deracre, até o início de julho, havia R$ 43,1 milhões empenhados e ainda não pagos em 2026. No recorte específico de ramais e estradas vicinais, eram R$ 11,1 milhões empenhados sem pagamento. No mesmo período, o termo literal “Operação Verão” aparecia quase só em diárias, com apenas R$ 37,8 mil pagos.

Ou seja: o governo tenta tratar a crise como um problema de comunicação interna, mas os números mostram uma fila de compromissos abertos e uma diferença grande entre o anúncio político e o rastro financeiro disponível até agora.

A tentativa de empurrar parte da responsabilidade para as prefeituras também precisa ser confrontada com dados. Na base atualizada de pagamentos do Deracre em 2026, os repasses para municípios somam R$ 26,1 milhões empenhados e R$ 20,6 milhões pagos. Ainda há R$ 5,5 milhões empenhados e não pagos para prefeituras.

Entre os saldos abertos aparecem Cruzeiro do Sul, com R$ 1,5 milhão; Assis Brasil, com R$ 1 milhão; Brasileia, com R$ 1 milhão; Porto Walter, com R$ 942 mil; Jordão, com R$ 667 mil; e Santa Rosa do Purus, com R$ 400 mil.

No recorte de repasses com menção direta a ramais, a situação é ainda mais reveladora. O Deracre empenhou R$ 475 mil para ações municipais ligadas a ramais. Desse total, R$ 200 mil foram pagos e R$ 275 mil seguem liquidados e não pagos, todos ligados a Porto Walter, para manutenção de ramais.

Isso mostra que a explicação de Calixto é insuficiente. Se o governo diz que os ramais são obrigação municipal, precisa mostrar quais prefeituras receberam, quais ainda têm recursos pendentes, quais convênios estão em execução e quais ramais ficaram fora do planejamento. Não basta dizer que o Estado é colaborador quando a própria gestão estadual lançou a Operação Verão como vitrine e prometeu máquinas em todo o Acre.

O que aparece, até aqui, é uma condução marcada por improviso. Primeiro, o governo anuncia uma operação grandiosa, com números fortes e promessa de presença em todas as regiões. Depois, diante da cobrança, admite limitação de recursos, fala em dotação inicial de R$ 15 milhões, joga parte da responsabilidade para os municípios e culpa um áudio interno pelo desgaste político.

A crise dos ramais não é apenas um problema de chuva, verão ou logística. É uma crise de planejamento e de execução. O governo Gladson/Mailza acumula histórico de lentidão na recuperação de ramais e chega a julho de 2026 pressionado por produtores que ainda precisam pedir o básico: saber onde a máquina vai entrar, quando o serviço começa e se ele será concluído.

A manifestação na Aleac obrigou o governo a prometer a apresentação de um cronograma no Deracre. Esse calendário, no entanto, deveria ter sido a primeira etapa da Operação Verão, não uma resposta tardia à pressão dos produtores.

No campo, a pergunta permanece simples: se o dinheiro estava garantido, por que houve risco de retirada de máquinas? Se a operação estava planejada, por que os produtores precisaram ocupar a Aleac para cobrar cronograma? E, se os ramais são responsabilidade das prefeituras, por que o governo vendeu a Operação Verão como solução estadual para a crise?

Após 21 anos sem escola, comunidade da Resex Chico Mendes volta a ter aulas

Depois de 21 anos sem oferta regular de ensino, 15 crianças começaram a estudar nesta segunda-feira, 6 de julho, na comunidade Buenos Aires, no Seringal Remanso, dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, em Rio Branco. Entre elas está Keulyane Vasques de Carvalho, de 10 anos, que entrou pela primeira vez em uma sala de aula. A retomada das atividades ocorre dois meses após uma força-tarefa de órgãos públicos chegar à região para ouvir moradores e cobrar respostas para a ausência de serviços básicos.

Isolada e a cerca de 74 quilômetros da capital acreana, a comunidade enfrenta dificuldades severas de acesso, agravadas no inverno amazônico. Em parte do ano, segundo os moradores, o deslocamento até Rio Branco pode ficar comprometido por até 180 dias. Foi nesse cenário que famílias relataram, na visita feita há dois meses, que crianças cresciam sem estudar, moradores não tinham atendimento regular de saúde e produtores enfrentavam obstáculos para escoar a produção.

A reabertura da escola começou a sair do papel após a mobilização do líder comunitário Odair José, que buscou apoio institucional para tirar do papel uma reivindicação antiga. Nesta segunda, ao acompanhar o início das aulas, ele resumiu o sentimento da comunidade ao lembrar que já havia procurado diferentes órgãos sem sucesso e que agora via “nossos filhos estudando” depois de mais de duas décadas de espera.

As aulas começaram em turmas multisseriadas e a estrutura também deve atender jovens e adultos que não tiveram acesso à alfabetização. O início do funcionamento, no entanto, ainda está longe de encerrar os desafios da comunidade. Mãe de uma aluna de 9 anos, Sheila Maciel diz que precisa cavalgar cerca de uma hora para levar a filha até a escola e que não pode deixá-la fazer o trajeto sozinha por causa da mata fechada e da presença de animais silvestres.

A rotina também exige adaptação dos professores. A docente Clenilce Pontes afirma que há alunos de 12 e 13 anos entrando pela primeira vez em uma sala de aula e que ela e outra professora passarão o mês inteiro na comunidade, com ida à cidade apenas uma vez por mês. Segundo ela, o trabalho exige cuidado redobrado diante do atraso escolar e do isolamento da região.

Além da educação, a chegada do poder público à comunidade passou a incluir ações de saúde e intervenções para melhorar o acesso por ramal nos trechos onde é possível operar com máquinas. A prefeitura informou que o atendimento educacional começou com suporte municipal e que novas etapas dependem da continuidade da atuação conjunta entre diferentes órgãos.

O retorno das aulas não resolve sozinho os problemas acumulados em uma área marcada por longas distâncias, falta de infraestrutura e dificuldade de acesso a serviços básicos. Para as famílias da comunidade Buenos Aires, porém, o 6 de julho passa a marcar o fim de uma espera de 21 anos e o início de uma mudança concreta na vida de crianças que, até agora, só conheciam a escola de longe.

USF Ana Rosa Amorim passa por reforma de R$ 432 mil em Rio Branco

A Unidade de Saúde da Família Ana Rosa Amorim, localizada no Ramal Gurgel, na região do Amapá, em Rio Branco, começou a passar por reforma nesta terça-feira (7). A obra tem investimento de R$ 432.170,00, com recursos de emenda parlamentar, e prazo de seis meses para conclusão.

A intervenção inclui melhoria, adequação e recuperação da estrutura física da unidade, com foco em acessibilidade, segurança, funcionalidade dos ambientes e melhores condições de atendimento à população. O espaço também deve oferecer estrutura mais adequada para o trabalho dos servidores da saúde.

Entre os serviços previstos estão demolições e remoções, retirada de revestimentos, forros, telhas, pintura antiga, luminárias, portas, janelas e louças. A reforma também contempla impermeabilização, transporte de entulho, adequações elétricas, nova iluminação interna e externa, instalação de tomadas, interruptores, cabos e implantação de rede lógica.

A unidade receberá ainda substituição de portas e janelas, novos revestimentos de paredes e pisos, porcelanato, forro em gesso e PVC, além de reforma da cobertura com telha metálica termoacústica, calhas, rufos e tubulação para águas pluviais.

Na área de segurança, estão previstas adequações de combate a incêndio, com extintores, iluminação de emergência, placas de sinalização, saídas de emergência e central de GLP. A obra inclui ainda pintura interna e externa, recuperação de muro, gradis metálicos, calçada de contorno, estacionamento, piso intertravado, piso podotátil e outras adaptações de acessibilidade.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que a unidade é importante para ampliar a cobertura da Atenção Primária no Segundo Distrito. “É importante para a população, porque temos trabalhado na ampliação da cobertura em todas as regionais de Rio Branco, garantindo melhores condições de trabalho aos profissionais e uma unidade boa, limpa, adequada e acessível para as famílias que utilizam o SUS”, disse.

Bestene também afirmou que mais de 40 unidades já foram reformadas e que há uma programação de novas intervenções na rede municipal. Segundo ele, quatro unidades recebem ordem de serviço neste mês.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, disse que a reforma faz parte de um programa de reestruturação iniciado em 2021. “Já foram reformadas 42 unidades e a nossa meta é reformar toda a rede municipal de saúde”, afirmou.

Biths também informou que o atendimento à população não será suspenso durante a execução da obra. Os serviços serão mantidos em parceria com a associação de moradores, em um espaço que passa por adequações para receber os usuários enquanto a unidade estiver em reforma.

Ex-esposa de Madson Cameli volta a cobrar Justiça e questiona permanência de acusado em cargo público

A manifestação pública de Melissa Sampaio em uma postagem sobre o pedido de afastamento de um servidor do Hospital Manoel Marinho Monte, em Plácido de Castro, recolocou no centro do debate a cobrança por tratamento igual a denúncias de assédio e violência no Acre. Ao reagir ao caso, Melissa questionou por que, enquanto há pedido de medida imediata em uma investigação de assédio moral no serviço público, o homem que ela acusa de agressão continua em cargo de destaque no governo estadual.

No comentário, Melissa escreveu: “É importante ver medidas sendo adotadas diante de denúncias de assédio. Mas não posso deixar de perguntar: e o meu agressor, que hoje ocupa um dos mais altos cargos do Governo do Estado? A sociedade também espera que a lei seja aplicada com o mesmo rigor, independentemente do cargo que alguém ocupe.”

A fala foi feita depois da divulgação de que o Ministério Público recomendou à Secretaria de Estado de Saúde o afastamento preventivo do servidor investigado no hospital de Plácido de Castro, com prazo de cinco dias úteis para a medida e abertura de processo administrativo disciplinar. O órgão sustenta que a providência é necessária para proteger os demais servidores e preservar a regularidade do atendimento público de saúde.

O comentário também reacende o caso de Melissa, que voltou a público nas últimas semanas com relatos de agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento com o ex-marido, Madson de Castro Cameli. Ela afirmou que viveu sob medo constante, descreveu uma rotina de tensão dentro de casa e passou a cobrar celeridade da Justiça, sob o argumento de que a demora prolonga o sofrimento de mulheres que denunciam violência.

Ao relembrar o episódio, a cobrança de Melissa ganha peso político e institucional. De um lado, ela vê o Ministério Público agir com rapidez diante de indícios de assédio moral em uma unidade de saúde do interior. De outro, afirma ainda esperar uma resposta mais firme no caso que envolve sua própria denúncia. A comparação, feita por ela de forma direta, transformou um comentário em novo ponto de pressão sobre o poder público e sobre a exigência de isonomia na aplicação da lei.

As acusações no caso envolvendo Melissa são negadas pela defesa do acusado, que sustenta versão diferente para os fatos.

Prefeitura define semifinais do 50tão e final do futebol feminino em Cruzeiro do Sul

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul realiza nesta semana, no estádio O Cruzeirão, as semifinais do Campeonato de Futebol Master do 50tão e a final do Campeonato Cruzeirense de Futebol Feminino. As competições são organizadas pela Diretoria Municipal de Esportes e Lazer e terão, juntas, R$ 25 mil em premiação.

As semifinais do Master do 50tão serão disputadas nesta quarta-feira, 8 de julho, a partir das 18h30. O primeiro jogo será entre Futebol e Lazer Master e Atlético Rio Môa. Na sequência, União Futebol Club e Atlético Mineiro Esporte Clube entram em campo pela outra vaga na decisão.

A final do Campeonato Cruzeirense de Futebol Feminino será realizada na sexta-feira, 10 de julho, também no estádio O Cruzeirão. A rodada começa às 18h30, com a disputa de terceiro lugar entre Igarapé Preto e Flamengo. Depois, Corinthians de CZS e Atlético Mutirão decidem o título da competição.

A premiação será dividida entre os dois campeonatos. O futebol feminino terá R$ 15 mil em prêmios, enquanto o Campeonato Master do 50tão receberá R$ 10 mil. As fases finais fecham duas competições voltadas ao incentivo do esporte local, com participação de equipes femininas e de atletas acima de 50 anos.

O diretor municipal de Esportes e Lazer, Gilvan Ferreira, afirmou que a gestão deve manter o calendário esportivo com novas competições. “Estamos finalizando mais dois campeonatos prometidos pelo prefeito Zequinha Lima, que são o campeonato feminino e o dos 50tão, voltados para ex-atletas acima de 50 anos. Essas duas competições terão premiação de R$ 25 mil. E teremos mais competições como o Copão do Vale do Juruá e seguimos com o Campeonato Cruzeirense de futebol Masculino da 1ª e 2ª divisão”, disse.

Rio Branco terá 120 ônibus em nova operação do transporte coletivo

A Prefeitura de Rio Branco apresentou nesta segunda-feira, 6, os detalhes da nova operação do transporte coletivo da capital, que terá 120 ônibus em circulação e renovação gradual da frota, com previsão de 60 veículos zero quilômetro. A mudança faz parte do processo de transição entre a Ricco Transportes, atual operadora do sistema, e a JTP Transportes, contratada em caráter emergencial para assumir o serviço.

O contrato com a JTP e o plano de transição com a Ricco já foram assinados. Até a conclusão da mudança, a Ricco continuará responsável pelas linhas, em um período que pode durar até 90 dias. A medida busca evitar interrupções no atendimento aos usuários enquanto a nova empresa organiza a entrada dos veículos no sistema.

A frota inicial será formada por 120 ônibus. Desse total, 19 veículos zero quilômetro devem entrar no início da operação, com ampliação prevista até chegar a 60 ônibus novos nos próximos meses. Técnicos do município devem acompanhar a fabricação dos coletivos para verificar se os veículos entregues atendem às especificações previstas no contrato.

Os novos ônibus terão ar-condicionado, internet por Wi-Fi e itens de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O sistema atende atualmente 39 linhas, incluindo bairros e regiões mais afastadas da capital.

Durante a transição, os táxis-lotação continuarão operando nas rotas em que foram acionados para reforçar o atendimento. A retirada desses veículos ocorrerá de forma gradual, conforme os ônibus assumirem as linhas.

A prefeitura também informou que não haverá reajuste na tarifa do transporte coletivo. As gratuidades concedidas por programas já existentes serão mantidas.

A expectativa da gestão municipal é que os novos ônibus estejam prontos para iniciar a operação em Rio Branco até o começo de setembro. A transição ocorre após meses de instabilidade no transporte público da capital, marcada por paralisações, contratos temporários e dificuldades operacionais da empresa que atualmente presta o serviço.

Foto: ContilNet Notícias

Projeto Cidadão leva documentos, saúde e casamento coletivo à Aldeia Yawatxiwã

O Projeto Cidadão levará atendimentos gratuitos à Aldeia Yawatxiwã, na Terra Indígena Rio Gregório, em Tarauacá, nesta quinta e sexta-feira, dias 9 e 10 de julho. A ação do Tribunal de Justiça do Acre vai reunir serviços de documentação, orientação jurídica, saúde, assistência social e uma cerimônia de casamento coletivo para 36 casais.

Os atendimentos serão realizados das 8h às 15h. A programação inclui emissão de RG, certidão de nascimento e CPF, além de serviços jurídicos com participação do TJAC, Defensoria Pública, Ministério Público na Comunidade e Justiça Federal.

Na área de saúde, a comunidade terá acesso a consultas médicas, atendimento odontológico, exame preventivo do colo do útero, pré-natal e eletrocardiograma. Também serão ofertados serviços de assistência social, como Cadastro Único, Bolsa Família, INSS Digital e corte de cabelo.

A cerimônia de casamento coletivo está marcada para as 10h. Ao todo, 36 noivos e noivas participarão da oficialização da união civil durante a edição do projeto na aldeia.

A Aldeia Yawatxiwã fica na Terra Indígena Rio Gregório e abriga os povos Yawanawá e Nuke Kuĩ. A ação busca facilitar o acesso a direitos básicos, com atenção à documentação civil, ao atendimento público e ao respeito à identidade cultural dos povos indígenas.

A edição reúne órgãos do sistema de Justiça, instituições públicas e parceiros. Participam da ação o TJAC, MPAC, DPE/AC, MPF, TRT da 14ª Região, Governo do Acre, Assembleia Legislativa, Funai, Receita Federal, Incra, INSS, Câmara Municipal e Prefeitura de Tarauacá.

Prefeitura de Mâncio Lima sanciona lei que cria Semana Municipal da Juventude

A Prefeitura de Mâncio Lima sancionou nesta segunda-feira, 6 de julho, a Lei nº 605/2026, que institui a Semana Municipal da Juventude e inclui a programação no Calendário Oficial do Município. A cerimônia ocorreu no auditório da Prefeitura e marcou também o anúncio da implantação da sede do Núcleo de Cidadania dos Adolescentes, o NUCA, voltada ao atendimento de crianças, adolescentes e jovens.

A Semana Municipal da Juventude será realizada todos os anos na primeira quinzena de agosto, preferencialmente perto de 12 de agosto, data em que se celebra o Dia Internacional da Juventude. A proposta cria um período fixo para ações de participação social, formação cidadã, cultura, esporte, saúde, educação, qualificação profissional e valorização dos jovens de Mâncio Lima.

A lei nasceu a partir de discussões da Comissão Intersetorial do Selo UNICEF, conduzidas pelo NUCA, com participação de grêmios estudantis, representantes da Câmara Municipal e secretarias municipais. Como o município ainda não possui uma coordenação específica para as políticas de juventude, a pauta será conduzida de forma integrada pela Comissão Intersetorial, com envolvimento principalmente das áreas de Educação, Saúde, Assistência Social e outros órgãos da gestão municipal.

Durante a solenidade, o prefeito Zé Luiz anunciou a criação da sede do NUCA no município. O espaço será a segunda estrutura desse tipo na Região Norte e funcionará como casa de referência para atendimento, formação e desenvolvimento de atividades sociais, culturais, esportivas e educacionais.

O local deverá contar com plataforma de informática, atendimento psicológico, oficinas e ações voltadas ao desenvolvimento dos jovens. “Estamos dando um passo histórico para Mâncio Lima. A Semana Municipal da Juventude cria um calendário permanente de ações para os nossos jovens, e a implantação da sede do NUCA vai garantir um espaço de referência para atendimento, formação e valorização da juventude. Queremos que nossos jovens tenham acesso à cultura, ao esporte, à educação, ao apoio psicológico e a oportunidades que fortaleçam seu futuro”, afirmou o prefeito.

Entre os objetivos da nova lei estão a divulgação dos direitos da juventude, o incentivo à formação cidadã, cultural, educacional e profissional, a promoção da saúde, a prevenção ao uso de drogas, álcool e cigarro, o combate aos impactos do uso excessivo das redes sociais, a promoção da saúde sexual e reprodutiva e o fortalecimento da inclusão e da participação social dos jovens.

A integrante do NUCA Stephanie Dias, de 15 anos, afirmou que a lei e a futura sede ampliam os espaços de participação da juventude. “Essa lei, que institui a Semana Municipal da Juventude e fortalece o protagonismo juvenil, mostra o comprometimento da gestão com os jovens. A Casa do NUCA vai ser um espaço de suma importância para nós, jovens e crianças, que queremos um ambiente acolhedor. Será uma grande oportunidade para que muitos jovens se tornem cada vez mais protagonistas”, disse.

A programação da Semana Municipal da Juventude poderá incluir palestras, oficinas, cursos de qualificação profissional, apresentações culturais, competições esportivas, gincanas, feiras, exposições, debates, rodas de conversa, ações sociais e atividades voltadas ao empreendedorismo, inovação, saúde mental, sustentabilidade e valorização de talentos locais.

A partir deste ano, a Prefeitura pretende concentrar atividades na segunda semana de agosto, em alusão ao Dia Internacional da Juventude. A programação deverá envolver escolas, instituições parceiras, jovens, famílias e a comunidade.

A solenidade reuniu integrantes do NUCA, representantes dos grêmios estudantis, gestores escolares, secretários municipais, vereadores e outras autoridades. Com a sanção da Lei nº 605/2026 e o anúncio da sede do NUCA, Mâncio Lima passa a contar com uma política permanente para fortalecer a participação de crianças, adolescentes e jovens nas ações públicas do município.

MDB de Tarauacá declara apoio a Tião Bocalom em articulação para 2026

O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, abriu a agenda desta segunda-feira (6) em Tarauacá com uma reunião voltada à formação de alianças para as eleições de 2026. O encontro reuniu lideranças de diferentes partidos, entre elas o presidente da executiva municipal do MDB, o empresário e pecuarista Mirabô, além de integrantes da direção local da sigla. Ao fim da agenda, o MDB de Tarauacá declarou apoio à pré-candidatura de Bocalom ao Palácio Rio Branco.

Durante a reunião, Bocalom apresentou ações e resultados de sua gestão à frente da Prefeitura de Rio Branco e afirmou que a experiência administrativa pode servir de base para ampliar políticas públicas em todo o estado. “Mostramos aquilo que conseguimos realizar em Rio Branco e reafirmamos que é possível fazer muito mais pelo Acre, com planejamento, responsabilidade e incentivo à produção. Nosso objetivo é construir um projeto que una pessoas comprometidas com o desenvolvimento do estado”, disse.

A declaração de apoio foi anunciada após a reunião com a executiva municipal do MDB. Segundo Mirabô, a decisão levou em conta a trajetória administrativa do pré-candidato e a avaliação da direção local do partido sobre o cenário eleitoral. “Entendemos que o Bocalom é o nome mais preparado para governar o Acre. Por isso, o MDB de Tarauacá estará ao lado dele nessa caminhada rumo ao Palácio Rio Branco”, afirmou o dirigente.

A agenda em Tarauacá faz parte da articulação política de Bocalom no interior do estado, em busca de ampliar a base de apoio para a disputa de 2026.