Alan Rick reúne apoiadores em Cruzeiro do Sul durante agenda no Juruá

O senador e candidato ao Governo do Acre, Alan Rick (Republicanos), reuniu apoiadores nesta sexta-feira (14) em Cruzeiro do Sul, durante uma série de compromissos políticos no Vale do Juruá. O parlamentar desembarcou à tarde no município, onde foi recebido por militantes e lideranças antes de seguir com a programação prevista para a região.

Alan Rick chegou acompanhado do candidato a vice-governador Ricardo Leite (Republicanos) e de integrantes do grupo que disputa as eleições de 2026. Também participaram da mobilização os candidatos ao Senado Mara Rocha (Republicanos), Sérgio Petecão (PSD) e Júnior Feitosa (Democracia Cristã), além de outras lideranças políticas.

Durante a passagem por Cruzeiro do Sul, Alan agradeceu a recepção e falou sobre a relação construída com moradores do município. “Eu já me sinto um cidadão cruzeirense. Sempre sou recebido com muito carinho e respeito”, afirmou. O candidato também disse que pretende apresentar durante a campanha propostas para áreas como saúde, infraestrutura e geração de oportunidades.

A agenda desta sexta-feira incluiu visita à Associação de Pais e Amigos dos Autistas (APAA), encontro com o bispo Dom Flávio Giovenale e reunião com lideranças e apoiadores do Juruá. A programação marca o início de uma sequência de atividades do candidato na região.

A BR-364 também entrou no discurso de Alan Rick durante a passagem pelo município. O senador defendeu a reconstrução da rodovia, principal ligação terrestre entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco, e afirmou que a melhoria da infraestrutura é necessária para ampliar a atividade econômica e os investimentos no Vale do Juruá.

A programação continua neste sábado (15). Alan Rick deve participar de um café da manhã no Mercado Municipal Beira Rio, conversar com comerciantes e trabalhadores e cumprir reuniões em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima. A passagem pelo Juruá também prevê participação no novenário de Nossa Senhora da Glória, tradicional celebração religiosa da região.

Denúncia aponta agressão a gestante indígena durante parto em Cruzeiro do Sul

Uma denúncia aponta que uma gestante indígena de 18 anos teria sido agredida com um tapa no rosto durante o trabalho de parto na maternidade de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. O caso teria ocorrido na madrugada entre os dias 10 e 11 de agosto e envolve suspeita de violência obstétrica dentro da unidade pública de saúde.

O Grupo Integração ouviu pessoas que relataram o episódio, mas elas pediram para não ter os nomes divulgados por medo de represálias. De acordo com os relatos, a agressão teria sido praticada por um médico enquanto a jovem gritava por causa das dores de um parto considerado complicado.

A criança estaria em posição pélvica, quando o nascimento ocorre pelos pés, condição que exige atenção específica da equipe médica. A paciente, segundo os relatos, estaria sem acompanhante no momento do atendimento.

Pessoas ouvidas pelo Grupo Integração afirmaram que a direção da unidade teria tomado conhecimento da denúncia. O caso levantou questionamentos sobre as providências adotadas após o relato da suposta agressão e sobre o atendimento prestado a uma jovem indígena em condição de vulnerabilidade.

A paciente já recebeu alta da unidade. A apuração deve esclarecer as circunstâncias do atendimento, a conduta dos profissionais que estavam no local e as medidas adotadas pela maternidade após a denúncia.

No fim da tarde, a Coordenação Regional de Saúde do Juruá se manifestou sobre o caso e informou que abriu processo administrativo para apurar os fatos. A nota é assinada por Iglê Monte da Silva, coordenadora da Regional do Juruá, vinculada à Sesacre.

“A Coordenação Regional de Saúde do Juruá informa que, diante da denúncia envolvendo uma paciente indígena, foi instaurado processo administrativo para apuração dos fatos.

A investigação está em andamento e contempla a escuta dos profissionais que estavam presentes no momento da ocorrência, incluindo o médico citado, a fim de esclarecer com precisão as circunstâncias do caso.

A paciente recebeu todo o acolhimento e a assistência necessários durante o atendimento e já recebeu alta da unidade.

Por se tratar de um processo em andamento, a Coordenação considera necessário aguardar a conclusão da apuração antes de antecipar qualquer posicionamento sobre os fatos. Assim que o procedimento for concluído, serão prestados os devidos esclarecimentos.”

Edvaldo acusa governo Gladson de baixa execução e critica nomeações sem capacidade técnica

O deputado estadual Edvaldo Magalhães afirmou que o governo Gladson Cameli executou menos de 50% dos recursos disponíveis para investimentos durante os dois mandatos e atribuiu o problema à nomeação de pessoas com baixa capacidade técnica para cargos comissionados. A declaração foi feita nesta quarta-feira, 12, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul.

Edvaldo afirmou que o Estado teve recursos previstos no orçamento para investimentos, mas não conseguiu transformar boa parte desse dinheiro em obras e ações públicas. Para ele, a discussão sobre a capacidade financeira do governo precisa considerar não apenas quanto dinheiro existe no orçamento, mas quanto efetivamente é executado.

“O Estado do Acre, nesse período dos oito anos, dos dois mandatos do governador Gladson Cameli, foi o governo que teve a menor capacidade de pegar o dinheiro destinado — não é um dinheiro que vai existir, é o dinheiro que existia no orçamento para investimento — e executar. Executou menos de 50% de todo o dinheiro de investimento”, afirmou.

O percentual foi apresentado pelo próprio deputado durante a entrevista. Na participação no Jornal da Manhã. Ao explicar o impacto da baixa execução, o parlamentar relacionou investimento público à contratação de obras, geração de empregos e melhoria da infraestrutura estadual.

“Dinheiro de investimento é aquele que gera emprego, porque tu contrata obra, tu faz investimento em infraestrutura, tu faz investimento na agricultura, na infraestrutura da educação, da saúde”, disse.

Edvaldo fez a crítica mais dura ao tratar da composição administrativa do governo. Segundo ele, a dificuldade para executar os recursos disponíveis está ligada à escolha de pessoas sem preparação técnica suficiente para ocupar funções responsáveis pela elaboração e execução de projetos.

“Dos 100% do dinheiro, menos de 50%, a cada ano, ele teve a capacidade de executar. Sabe por quê? Porque encheu nos cargos comissionados de gente com baixa capacidade técnica e não consegue botar um projeto de pé e depois não consegue botar um projeto em execução”, declarou.

O deputado não citou nomes de servidores, secretários ou órgãos específicos ao fazer a acusação. A crítica foi dirigida à estrutura de cargos comissionados do governo Gladson Cameli. Durante a entrevista, não houve resposta de representante do governo estadual às declarações.

Para Edvaldo, a baixa execução dos investimentos tem reflexos diretos na economia porque reduz a capacidade do poder público de contratar obras e movimentar atividades que geram emprego. O parlamentar também relacionou esse cenário à saída de jovens acreanos para outros estados em busca de oportunidades de trabalho.

A alternativa defendida pelo deputado passa por uma reorganização da administração estadual, com maior capacidade técnica para elaborar projetos e executar os recursos disponíveis.

“Nós precisamos ter um novo pacto do desenvolvimento do Estado, onde a gente retome a nossa capacidade de investimento, retome a capacidade de gerar emprego”, afirmou.

Edvaldo também defendeu que o Acre aumente a articulação com o governo federal para conseguir recursos destinados a projetos estruturantes, principalmente para o Vale do Juruá. Na avaliação dele, divergências partidárias não devem impedir que o Estado apresente projetos e dispute investimentos em Brasília.

“Tem que parar com essa discussão boba da guerra ideológica e discutir o seguinte: onde é que está o dinheiro que pode vir para a gente desenvolver a economia do Juruá? Está lá em Brasília, está lá no governo federal. Como é que a gente arranca a maior parte desses recursos em projetos estruturantes para nossa economia?”, questionou.

A crítica à execução orçamentária foi feita durante a discussão sobre as eleições de 2026. Edvaldo confirmou na entrevista que é pré-candidato a deputado estadual e colocou a capacidade administrativa do Estado, a execução dos investimentos e a geração de empregos entre os temas que pretende defender no debate eleitoral.

Empreendedores do Festival da Farinha recebem capacitação em churrasco em Cruzeiro do Sul

Quinze empreendedores que vão trabalhar na área de alimentação do 9º Festival da Farinha participaram de um curso de aperfeiçoamento em churrasco em Cruzeiro do Sul. A capacitação terminou nesta quarta-feira (12) e foi realizada durante três dias na sede do Senai, em parceria com a Prefeitura. O festival está marcado para ocorrer de 26 a 29 de agosto, no Complexo Esportivo do bairro Aeroporto Velho.

O treinamento foi direcionado aos comerciantes que atuarão durante o evento e abordou técnicas de preparo de churrasco. A proposta é ampliar o conhecimento dos participantes e melhorar a qualidade dos alimentos comercializados ao público durante os quatro dias de programação.

Entre os participantes, Valdenir Santos afirmou que o curso acrescentou novas técnicas ao trabalho que já desenvolvia. Para ele, a capacitação também pode contribuir para melhorar o atendimento e a qualidade dos produtos oferecidos aos clientes.

Uelinton Vasconcelos também participou da formação. O empreendedor contou que buscava informações sobre churrasco pela internet e encontrou no curso a oportunidade de aprender técnicas de maneira prática. A expectativa dele é aplicar o conhecimento adquirido no negócio e aumentar as vendas.

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Janaína Terças, afirmou que a parceria com o Senai busca qualificar trabalhadores que atuam nos eventos promovidos no município. A capacitação faz parte das ações voltadas aos empreendedores que comercializam alimentos durante festivais de Cruzeiro do Sul.

A gerente da Unidade Integrada do Sistema Fieac no Juruá, Shiyrlene Poersch, também citou a parceria com o município para a oferta de cursos gratuitos. As formações são voltadas à qualificação profissional e ao aperfeiçoamento dos produtos comercializados por pequenos empreendedores locais.

O Festival da Farinha chega à nona edição em 2026 e será realizado entre os dias 26 e 29 de agosto. A área gastronômica contará com empreendedores locais, incluindo os participantes da capacitação promovida antes do evento.

Edvaldo e Perpétua endurecem críticas a Gladson e colocam emprego e investimentos no centro da pré-campanha

Na reta final da pré-campanha para as eleições de 2026, o deputado estadual Edvaldo Magalhães e a ex-deputada federal Perpétua Almeida usaram uma entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, nesta quarta-feira, 12, em Cruzeiro do Sul, para cobrar resultados do governo Gladson Cameli e delimitar o campo político que pretendem ocupar na disputa. Os dois confirmaram as pré-candidaturas — Edvaldo à Assembleia Legislativa e Perpétua à Câmara dos Deputados — e concentraram as críticas na baixa execução dos investimentos estaduais, na falta de empregos, nos ramais, na industrialização da produção do Juruá e na aplicação de recursos públicos destinados à ExpoAcre Juruá e à maternidade de Tarauacá.

Edvaldo levou para o centro da entrevista um problema que pretende transformar em tema eleitoral: a distância entre o dinheiro disponível no orçamento e aquilo que efetivamente chega à população em forma de obra, serviço ou atividade econômica. O deputado afirmou que, ao longo dos dois mandatos de Gladson Cameli, o Estado executou menos da metade dos recursos reservados para investimentos e responsabilizou a estrutura administrativa do governo por parte desse desempenho.

“O Estado do Acre, nesse período dos oito anos, dos dois mandatos do governador Gladson Cameli, foi o governo que teve a menor capacidade de pegar o dinheiro destinado, não é um dinheiro que vai existir, o dinheiro que existia no orçamento para investimento, e executar. Executou menos de 50% de todo o dinheiro de investimento”, afirmou.

A crítica atingiu diretamente a composição da máquina estadual. Edvaldo acusou o governo de ocupar postos administrativos com pessoas de “baixa capacidade técnica” e relacionou essa escolha às dificuldades para preparar projetos, cumprir etapas burocráticas e executar recursos. A resposta apresentada pelo parlamentar passa pelo que ele chamou de um “novo pacto político por governança” e por investimentos, com prioridade para infraestrutura, agricultura, saúde e educação.

A discussão, para Edvaldo, não termina na contabilidade pública. O deputado relaciona a dificuldade de investimento à redução das oportunidades de trabalho e à saída de jovens do Acre. Sua proposta política parte da ideia de que a administração estadual precisa recuperar capacidade técnica para transformar recursos existentes em projetos capazes de movimentar empresas, produção rural, serviços e empregos.

Foi nesse ponto que ele também defendeu uma mudança na relação do Acre com o governo federal. Mesmo em um ambiente de forte divisão partidária, Edvaldo afirmou que Brasília precisa ser tratada como fonte de recursos para projetos estruturantes, independentemente das diferenças políticas entre governos.

“Tem que parar com essa discussão boba da guerra ideológica e discutir o seguinte: onde é que está o dinheiro que pode vir para a gente desenvolver a economia do Juruá? Está lá em Brasília, está lá no governo federal. Como é que a gente arranca a maior parte desses recursos em projetos estruturantes para nossa economia?”, questionou.

Perpétua levou o debate para a capacidade de o Acre produzir, beneficiar e comercializar aquilo que sai do campo. A ex-deputada afirmou que a falta de empregos empurra trabalhadores para outros estados e usou uma comparação para resumir o problema econômico que pretende explorar na campanha.

“Eu queria muito que o Acre fosse visto como o estado que mais exporta café, que mais exporta feijão, que mais exporta farinha, que mais exporta produtos beneficiados da madeira, mas nós estamos virando o estado que mais exporta gente. O pessoal sai daqui para ir procurar emprego”, afirmou.

A industrialização da produção rural aparece como uma das principais apostas de Perpétua. Ela citou a cadeia do café para defender um modelo em que o produtor deixe de vender apenas matéria-prima e tenha acesso a estruturas de beneficiamento. A ex-parlamentar afirmou que a indústria instalada em Mâncio Lima levou um ano e cinco meses entre a ordem de serviço e o início das operações e disse que outra unidade, em Cruzeiro do Sul, deverá ser entregue até o fim de setembro em parceria com a Coopercafé.

“Menos de um ano a indústria será entregue. O dinheiro foi colocado, foi bem empregado”, declarou.

Perpétua também citou projetos para Capixaba e Acrelândia e uma unidade de beneficiamento de açaí em Feijó. A proposta é levar o mesmo modelo para cadeias como mandioca, banana e feijão, aproveitando atividades que já fazem parte da economia rural acreana. No Juruá, ela defendeu ainda a mecanização como caminho para ampliar a produção sem manter as famílias dependentes de etapas inteiramente manuais.

A farinha, um dos produtos mais associados à economia de Cruzeiro do Sul, entrou no mesmo debate. Edvaldo afirmou que as casas de farinha financiadas em outros períodos ajudaram a modernizar a produção, mas já não resolvem sozinhas os problemas atuais da cadeia. Segundo o deputado, profissionais de Cruzeiro do Sul trabalham no desenvolvimento de equipamentos capazes de mecanizar novas etapas, e o poder público deveria criar mecanismos para colocar essas tecnologias à disposição das famílias produtoras.

“Se botar um bom dinheiro nisso, nós podemos espalhar essas casas de farinha modernizadas dentro da cadeia produtiva”, afirmou.

A defesa da mecanização vem acompanhada de outro problema conhecido pelas comunidades rurais do Juruá: sem ramal em condições de tráfego, aumentar a produção não basta. Perpétua criticou a falta de planejamento conjunto entre bancada federal, governo estadual e prefeituras e recuperou a experiência dos períodos em que, como deputada federal, participava de reuniões antes do verão para dividir responsabilidades e direcionar recursos às estradas rurais.

“Nem a bancada federal do Acre se mexe para ajudar o produtor rural com ramais, nem o governo do Estado tem feito um calendário desse e a maioria das prefeituras também não tem dado a atenção necessária”, criticou. “É preciso voltar uma união da bancada federal com o governo do Estado, com prefeituras, para trabalhar juntos em benefício de quem mora mais distante e que depende de ramais para trazer comida para quem mora na cidade.”

Edvaldo também recuperou investimentos anteriores no Polo Naval e no Polo Moveleiro de Cruzeiro do Sul para defender políticas que atravessem governos. No caso do Polo Naval, o deputado lembrou a reorganização dos trabalhadores que atuavam de forma dispersa depois das mudanças provocadas pela construção da ponte sobre o Rio Juruá. Sobre o Polo Moveleiro, afirmou que a área disponível está ocupada e cobrou infraestrutura para uma nova etapa de expansão das empresas.

A entrevista mudou de tom quando a discussão chegou à fiscalização do dinheiro público. Edvaldo voltou a questionar a movimentação de mais de R$ 15 milhões destinados a artistas, infraestrutura e serviços relacionados à ExpoAcre Juruá. O parlamentar criticou o uso de uma associação na operação financeira e defendeu que os pagamentos poderiam ter ocorrido diretamente aos fornecedores.

O deputado relacionou a situação à suspensão, pelo Tribunal de Contas, de um convênio semelhante ligado à ExpoAcre de Rio Branco e fez uma acusação direta sobre os chamados custos operacionais.

“O dinheiro chega grande, sai um pedaço, fica pelo meio do caminho nos chamados custos operacionais, que nada mais é do que desvio de recurso público”, acusou.

A declaração é de responsabilidade do parlamentar. Durante a entrevista, não houve manifestação do governo estadual nem da entidade citada sobre a acusação. A ausência de contraponto no programa mantém aberta uma questão central para qualquer apuração sobre o caso: quanto foi efetivamente repassado, quais serviços foram executados, quanto foi retido como custo operacional e qual foi a base legal utilizada para a movimentação dos recursos.

Perpétua abriu outra frente de cobrança ao tratar da maternidade de Tarauacá. Ela afirmou ter participado da articulação de R$ 24 milhões em emendas federais para a construção da unidade. Desse total, R$ 18 milhões teriam origem em emendas apresentadas por ela durante o mandato de deputada federal, enquanto o restante teria sido reunido com apoio de outros integrantes da bancada acreana.

Quatro anos depois, a ex-deputada afirmou que ainda busca esclarecimentos sobre o destino dos recursos e cobrou explicações da Secretaria de Estado de Saúde.

“Esses R$ 24 milhões não se sabe para onde eles foram até hoje. A Secretaria de Saúde do Acre não explicou o que o secretário anterior fez com R$ 24 milhões para construir a maternidade de Tarauacá”, declarou.

Perpétua afirmou que já pediu formalmente informações ao governo e anunciou que poderá recorrer ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público Federal caso não receba resposta.

“Se eles não responderem, nós vamos entrar no Tribunal de Contas da União, no Ministério Público Federal, denunciando que o dinheiro, R$ 24 milhões para construir a maternidade de Tarauacá, sumiu”, afirmou.

Também nesse caso, não houve resposta do governo estadual durante o programa. A fala de Perpétua representa uma cobrança política que ainda depende do confronto com registros de empenho, pagamento, execução do convênio e eventuais mudanças na destinação dos recursos para que seja possível estabelecer o que ocorreu com o dinheiro.

Com a eleição cada vez mais próxima, a entrevista avançou da avaliação do governo para uma crítica ao comportamento dos próprios parlamentares. Edvaldo defendeu que integrar uma base governista não elimina a responsabilidade de divergir quando os interesses do Executivo entram em conflito com demandas da população.

“Você pode ser de base de governo, mas você pode ser também independente em questões que são fundamentais para o interesse do povo”, afirmou. “O parlamento que não é discordante nas questões sentidas da comunidade cai na desmoralização. A representação cai na desmoralização.”

Edvaldo também tratou o mandato como atividade que exige preparação permanente e definiu a representação política como “uma espécie de sacerdócio”. A fala serve para posicioná-lo diante de um debate que deverá ganhar peso na campanha de 2026: a diferença entre parlamentares que concentram atuação na distribuição de emendas e aqueles que buscam construir presença política por meio de fiscalização, debate legislativo e articulação institucional.

Perpétua foi mais direta ao atacar o grau de reconhecimento da atual bancada federal. Ela afirmou que 80% dos eleitores teriam dificuldade para citar quatro dos oito deputados federais do Acre e atribuiu essa situação à baixa presença política de parte dos mandatos.

“Nós temos hoje bancadas que se deixam esquecer, que não fazem uma atuação. E o Estado do Acre é muito pequeno, é um estado que depende muito de recursos públicos federais, então é preciso ter uma atuação muito firme para poder trazer recursos para esse estado”, afirmou.

A cobrança sobre os atuais representantes também funciona como apresentação das duas pré-candidaturas. Edvaldo confirmou que disputará novamente uma cadeira na Assembleia Legislativa e que Perpétua pretende retornar à Câmara dos Deputados. O deputado evitou limitar a justificativa eleitoral ao histórico dos dois e disse que a campanha precisa discutir as necessidades dos próximos anos.

“Toda candidatura tem que olhar para o futuro, tem que se colocar olhando para aquilo que o Estado precisa”, afirmou.

Perpétua encerrou a participação atacando uma prática recorrente nas eleições locais: a avaliação de candidatos apenas pela ajuda individual prestada ao eleitor. Para ela, a capacidade de resolver uma demanda particular não substitui o desempenho político de quem ocupa uma cadeira no Legislativo.

“Nem sempre aquele que te dá o tijolo, que resolve a cobertura da tua casa, que resolve teus problemas financeiros, vai ser aquele que tu vai ver te defendendo no Congresso Nacional ou na Assembleia Legislativa”, afirmou.

A entrevista deixou claro o caminho escolhido pelos dois para entrar na campanha de 2026. Edvaldo tenta transformar execução orçamentária, capacidade administrativa e fiscalização em instrumentos de confronto com o governo Gladson Cameli. Perpétua concentra a argumentação em emprego, produção, industrialização e força da representação federal. No Juruá, os dois ligam essas propostas a problemas concretos que atravessam diferentes governos: ramais precários, dificuldade para escoar produção, baixa industrialização e dependência de recursos públicos.

Ao mesmo tempo, as acusações sobre a ExpoAcre Juruá e os R$ 24 milhões destinados à maternidade de Tarauacá abrem uma frente que ultrapassa a disputa eleitoral. São cobranças que exigem respostas documentais do governo, dos responsáveis pela execução dos recursos e, caso os questionamentos avancem, dos órgãos de controle. Na pré-campanha, Edvaldo e Perpétua já escolheram onde pretendem pressionar. A campanha dirá quanto desse debate ficará na disputa política e quanto chegará à análise concreta das contas públicas.

Complexo Esportivo de Cruzeiro do Sul suspende atividades para montagem do Festival da Farinha

O Complexo Esportivo de Cruzeiro do Sul terá as atividades físicas e esportivas suspensas temporariamente a partir de segunda-feira, 17 de agosto. O espaço será interditado para a montagem da estrutura do Festival da Farinha 2026, marcado para ocorrer entre os dias 26 e 29 de agosto.

A suspensão será mantida durante o período de preparação e realização do festival. A medida busca garantir a segurança das pessoas que utilizam o complexo e das equipes responsáveis pela organização e montagem da estrutura do evento.

Com a interdição, moradores que utilizam o local para práticas esportivas e exercícios físicos deverão interromper temporariamente as atividades no espaço. O Complexo Esportivo será uma das estruturas utilizadas para receber a programação do Festival da Farinha deste ano.

As atividades esportivas serão retomadas normalmente após o encerramento do festival e a liberação do espaço. A 9ª edição do Festival da Farinha será realizada de 26 a 29 de agosto em Cruzeiro do Sul.

Márcio Bittar leva caso Chico Melo à tribuna do Senado e cobra celeridade nas investigações

O senador Márcio Bittar (PL-AC) levou nesta terça-feira, 11, à tribuna do Senado Federal o caso do jornalista Chico Melo, agredido durante uma invasão à própria residência, em Cruzeiro do Sul. O parlamentar cobrou das autoridades de segurança do Acre celeridade nas investigações e a identificação da motivação do crime.

Durante o pronunciamento, Bittar relatou que quatro homens encapuzados invadiram a casa do jornalista na madrugada de 22 de julho, mantiveram Chico Melo como refém e o agrediram. De acordo com o senador, durante a ação, os criminosos fizeram perguntas relacionadas ao trabalho jornalístico desenvolvido por Melo e Rogério Wenceslau.

“Quatro marginais encapuzados fizeram de Chico Melo refém — coronhada na cabeça, sangue para todo lado. Ele ficou refém durante mais de meia hora”, afirmou Bittar na tribuna.

Para o senador, o fato de os invasores terem questionado Chico Melo sobre conteúdos divulgados no rádio aumenta a gravidade do episódio.

“Mais grave ainda é que esses bandidos andaram perguntando a ele muitas coisas sobre as matérias que ele levou ao ar, sobre as opiniões que ele expressou na rádio”, disse.

Bittar defendeu que esse ponto seja esclarecido pelas autoridades para determinar se o ataque teve relação com a atividade profissional do jornalista.

“Isso tem que ser mais celeremente investigado”, afirmou. Segundo o senador, caso seja confirmada uma retaliação motivada pelas opiniões ou matérias divulgadas pelos comunicadores, o episódio passa a representar também um ataque à liberdade de expressão.

“Aí é que as forças da segurança pública precisam elucidar o mais rápido possível porque, se tiver uma retaliação à liberdade de expressão, é contra todos nós; não é só contra o Chico Melo, não é só contra a família dele”, declarou.

O senador também manifestou solidariedade ao jornalista e aos familiares e fez um pedido direto às autoridades estaduais responsáveis pela investigação.

“Quero aqui, de público, manifestar a minha solidariedade ao Chico Melo e à família dele e, mais uma vez, pedir às autoridades do meu estado da área de segurança que acelerem ao máximo as investigações para elucidar o problema”, afirmou.

Bittar encerrou o trecho dedicado ao caso reforçando a cobrança: “Fica aqui a minha solidariedade e o meu pedido, na tribuna do Senado, para que as forças de segurança do meu querido Estado do Acre possam elucidar isso o mais rápido possível”.

Escola Arthur Maia lidera Ideb municipal em Cruzeiro do Sul

A Escola Municipal Arthur Maia alcançou o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as escolas da rede municipal de Cruzeiro do Sul. A unidade obteve nota 6,3 na avaliação aplicada aos estudantes do 5º ano do ensino fundamental. O resultado foi celebrado nesta segunda-feira, 10 de agosto, durante visita do prefeito Zequinha Lima e da equipe da Secretaria Municipal de Educação à escola.

Além da liderança da Arthur Maia, seis escolas municipais de Cruzeiro do Sul ficaram acima da média nacional, de 6,0. A rede municipal também registrou crescimento de 16,7% no Ideb em comparação com o resultado de 2023.

O prefeito Zequinha Lima atribuiu o desempenho ao trabalho desenvolvido pela Secretaria de Educação, gestores, professores, estudantes e famílias. A administração municipal pretende agora concentrar esforços na manutenção dos índices e na melhoria dos resultados nos próximos ciclos de avaliação.

O acompanhamento das escolas foi reforçado a partir de 2025, com formação de professores, produção de materiais pedagógicos, aplicação de simulados e análise do desempenho dos estudantes. Os resultados das avaliações eram usados pelas equipes para identificar dificuldades e definir conteúdos que precisavam de maior atenção em sala de aula.

O Ideb leva em consideração o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, além de dados relacionados à aprovação e à permanência dos alunos na escola. No ensino fundamental, a avaliação contempla estudantes do 5º ano e, nas redes que oferecem essa etapa, também do 9º ano.

A gestora da Escola Municipal Arthur Maia, Sara Rosa, afirmou que o desempenho foi construído ao longo dos anos, com participação de professores de diferentes séries e dos próprios estudantes. “Esse resultado é coletivo. Ele não aconteceu somente no momento em que a prova foi realizada”, afirmou.

Segundo a direção, a meta inicial era superar a nota obtida na avaliação anterior. Com o avanço, a escola terminou na primeira colocação entre as unidades municipais de Cruzeiro do Sul e passa a ter como desafio manter o desempenho nas próximas avaliações.

Cruzeiro do Sul homenageia Melissa Sampaio no Dia dos Pais enquanto ela cobra andamento de caso contra Madson Cameli

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul escolheu Melissa Sampaio, ex-esposa de Madson de Castro Cameli, para uma campanha de Dia dos Pais publicada neste domingo, 9 de agosto. Na arte, Melissa aparece ao lado dos filhos e integra a homenagem dirigida a “todas as mulheres que também são pais”. A publicação ocorre enquanto ela cobra da Justiça andamento no caso em que Madson foi denunciado pelo Ministério Público do Acre por lesão corporal grave e violência psicológica.

A peça produzida pela prefeitura reúne duas mães acompanhadas dos filhos. Melissa aparece na parte superior da imagem, recebendo beijos das crianças. A mensagem principal diz: “Neste domingo especial desejamos feliz Dia dos Pais para todas as mulheres que também são pais!”. A campanha leva a identidade visual oficial da Prefeitura de Cruzeiro do Sul.

O caso envolvendo Melissa e Madson chegou ao Ministério Público em 2024. Em agosto daquele ano, o MPAC informou que Madson era investigado por lesão corporal grave e violência psicológica e que Melissa tinha medida protetiva deferida. Ela também passou a receber acompanhamento do Centro de Atendimento à Vítima.

Posteriormente, a 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Cruzeiro do Sul denunciou Madson pelos crimes de lesão corporal grave e violência psicológica. A acusação foi apresentada com base nos elementos reunidos durante a investigação, entre eles depoimentos e documentos relacionados ao caso. A defesa de Madson contestou as acusações e afirmou que os fatos ocorreram no contexto do fim do relacionamento.

Em 2026, Melissa voltou a falar publicamente sobre o processo. Em junho, ela cobrou rapidez da Justiça em casos de violência doméstica e criticou a demora enfrentada por mulheres que procuram proteção e permanecem durante longos períodos sem uma decisão judicial.

“Nenhuma mulher deveria esperar anos por uma decisão”, escreveu Melissa ao tratar da necessidade de maior rapidez na tramitação de processos envolvendo violência contra a mulher.

A situação de Madson também mudou desde que o caso ganhou repercussão. Ele se casou com Mailza Assis, atual governadora do Acre, e passou a ocupar o cargo de chefe do Gabinete Pessoal da governadora, função diretamente ligada ao núcleo administrativo do Palácio Rio Branco.

A campanha da Prefeitura de Cruzeiro do Sul coloca Melissa em uma comunicação oficial voltada ao reconhecimento de mulheres que assumem responsabilidades familiares sem a presença cotidiana do pai. Ao mesmo tempo, ela continua cobrando resposta para um processo que envolve justamente o pai de seus filhos e que permanece sem desfecho judicial.

A arte não menciona Madson, a denúncia ou o processo. A homenagem se concentra na condição de Melissa como mãe e na criação dos filhos. A presença dela, porém, ocorre pouco tempo depois de voltar a público para reclamar da demora da Justiça em um caso iniciado há cerca de dois anos.

Madson não foi condenado pelos fatos relacionados ao processo. Há uma denúncia apresentada pelo Ministério Público, contestada pela defesa, e uma cobrança pública de Melissa para que o caso avance na Justiça.

Neste domingo, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul escolheu Melissa como uma das mulheres que representam a mensagem de mães que “também são pais”. A homenagem ocorre enquanto ela permanece à espera de uma resposta judicial sobre as acusações feitas contra o ex-marido.

Cruzeiro do Sul mantém obras durante ponto facultativo e usa 20 toneladas de asfalto em tapa-buracos

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul manteve equipes de infraestrutura trabalhando nesta sexta-feira (7), mesmo com o ponto facultativo, em diferentes regiões do município. Os serviços incluem recuperação de vias, drenagem, manutenção de acessos e operação tapa-buracos, com o objetivo de dar continuidade ao cronograma de obras e melhorar as condições de mobilidade nas áreas urbana e rural.

No bairro João Alves, trabalhadores atuam na recuperação da estrada, com aplicação de uma nova camada de revestimento. O serviço também inclui melhorias no sistema de drenagem para reduzir problemas provocados pela água e aumentar a durabilidade da via.

Outra equipe trabalha na região da Praia Grande, onde um mutirão foi mobilizado para concluir os serviços de arrudeio. As frentes são coordenadas pela Secretaria Municipal de Obras, Mobilidade Urbana e Habitação.

Na zona rural, os trabalhos alcançam as comunidades Boca do Moa, Carobas e Badejo do Meio. As equipes realizam manutenção dos acessos usados por moradores e produtores rurais.

A prefeitura também executa uma operação tapa-buracos em diferentes pontos da cidade. Para a recuperação dos trechos desgastados, estão sendo utilizadas 20 toneladas de massa asfáltica.

O secretário municipal de Obras, Mobilidade Urbana e Habitação, Carlos Alves, afirmou que as equipes aproveitaram o ponto facultativo para ampliar os serviços previstos no cronograma.

“Mesmo no ponto facultativo, nossas equipes continuam trabalhando em várias frentes. Estamos recuperando a estrada no bairro João Alves, melhorando a drenagem, concluindo os serviços na Praia Grande e levando manutenção às comunidades Boca do Moa, Carobas e Badejo do Meio. Também estamos utilizando 20 toneladas de massa asfáltica na operação tapa-buracos”, afirmou.

Os serviços continuam distribuídos entre bairros, comunidades rurais e trechos da malha viária urbana do município.