Pastor João Bosco morre após atropelamento em Cruzeiro do Sul

O pastor João Bosco Cordeiro da Silva, de 68 anos, morreu depois de ser atropelado na manhã de terça-feira, 2 de junho, na Avenida Coronel Mâncio Lima, no bairro Formoso, em Cruzeiro do Sul. Integrante da Igreja Pentecostal Unida do Brasil, ele caminhava às margens da via quando foi atingido por um carro branco que seguia no mesmo sentido.

O atropelamento foi registrado por câmeras de segurança. Após o impacto, João Bosco sofreu ferimentos graves e recebeu os primeiros socorros de uma equipe do Samu ainda no local. Em seguida, foi levado em estado gravíssimo ao Hospital do Juruá, onde permaneceu internado na UTI, mas não resistiu.

De acordo com relatos de familiares, o motorista se apresentou depois na delegacia acompanhado de um advogado. A família publicou uma nota de pesar nas redes sociais e pediu que o caso seja esclarecido. A morte do pastor provocou comoção entre parentes, amigos e membros da igreja, enquanto a Polícia Civil apura as circunstâncias do atropelamento e eventual responsabilidade do condutor.

Prefeitura de Cruzeiro do Sul aplica 30 toneladas de asfalto em operação tapa-buracos nesta terça

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul mobilizou nesta terça-feira, 2 de junho, 30 toneladas de asfalto na Operação Tapa-Buracos, com frentes de trabalho nos bairros da Baixa e Cruzeirinho Novo. Além da recuperação das vias, as equipes também executaram roçagem, limpeza, retirada de entulho e troca de lâmpadas nas duas áreas.

A ação foi ampliada para outros pontos do município, com continuidade da drenagem na Rua Tavares de Lira, no bairro João Alves, melhorias no porto da região central para embarque e desembarque de cargas e serviços na zona rural, como a retirada de atoleiros no Ramal dos Carobas, na BR-307.

O presidente da Associação de Moradores do Bairro da Baixa, Carlos Costa, afirmou que a comunidade recebeu com rapidez as melhorias reivindicadas. Já o secretário municipal de Obras, Carlos Alves, disse que a prefeitura ampliou as frentes de serviço na área urbana e manteve as equipes também em atuação no interior do município.

Fábio Rueda diz que entrou na política por “propósito” e defende pontes em Brasília

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração 99,9 FM, em Cruzeiro do Sul, na manhã desta terça-feira, 2 de junho, o médico e pré-candidato a deputado federal Fábio Rueda disse que entrou na política por “propósito”, afirmou que o Acre precisa de articulação em Brasília e sustentou que a disputa eleitoral não pode virar “rivalidade de futebol” enquanto o estado segue dependente de recursos federais.

Ao explicar por que decidiu disputar espaço na política, Rueda puxou a própria trajetória na saúde. “Chico, é propósito”, disse, ao lembrar que chegou ao Acre em 2010 para atuar na implantação da linha de cuidado cardiovascular. Na entrevista, afirmou que, antes da estruturação do serviço, quem precisava de cirurgia cardíaca “precisava sair do estado”, mas que hoje “quem tem problema no coração trata dentro do Acre” e que esse atendimento “também já é entregue aqui em Cruzeiro do Sul”.

Rueda afirmou que a entrada na política não antecedeu o trabalho médico. “A política foi um convite”, disse, ao lembrar que a participação eleitoral veio depois de mais de uma década de atuação no estado. Em seguida, resumiu o que chama de motivação central da candidatura: “Como médico eu sempre servi e a política não é diferente. É uma outra forma de se servir.”

Na conversa com os apresentadores, o pré-candidato tentou afastar a ideia de que encara o mandato como projeto pessoal. Disse que a política precisa produzir resultado concreto e resumiu a visão do grupo do qual faz parte em uma frase direta: “A prática da boa política tem que ser exercida com responsabilidade, entendendo que ela tem que ser uma ferramenta de construção de soluções concretas com entrega à população, e não de projetos de poder individualistas.”

Rueda também falou longamente sobre o ambiente político e criticou a radicalização. Para ele, a polarização prejudica o estado e trava soluções. “O debate é sempre salutar, ninguém é dono da verdade absoluta”, afirmou. Na mesma resposta, reforçou que a política precisa ser encarada como dever público. “A gente não encara isso como oportunidade. A gente encara isso como obrigação.”

Ao tratar da relação com o governo federal, o médico defendeu pragmatismo e diálogo, mesmo entre adversários. “A gente tem que ser construtor de pontes”, disse. Na sequência, explicou o raciocínio: “O nosso estado, apesar das grandes potencialidades, ele é extremamente dependente de recursos federais.” Por isso, afirmou que, mesmo diante de divergências, quem ocupa função pública precisa dialogar com quem decide. “Se ele ocupa aquele espaço, eu preciso cobrar dele.”

O pré-candidato também usou a experiência no escritório de representação do Acre em Brasília para sustentar o discurso de articulação. Disse que a função da estrutura não é apenas burocrática, mas estratégica. “A vida não acontece lá em Brasília. A vida acontece no município”, afirmou, ao defender o acompanhamento de projetos e da tramitação de recursos até a chegada das ações na ponta. Segundo ele, esse trabalho ajudou a viabilizar investimentos em saúde, educação, segurança e infraestrutura.

Na área da saúde, Rueda disse que o Acre precisa reduzir a dependência de atendimento fora do estado com planejamento e formação de profissionais. “Isso é um projeto de vida. Isso não é apertando o botão e se fazer de um dia”, afirmou. Ao falar do SUS, adotou tom de defesa e cobrança ao mesmo tempo: “O sistema único de saúde, na teoria, ele é fantástico. Na prática, a grande dificuldade é fazer com que ele saia da teoria e vire realidade.”

No fim da entrevista, Rueda respondeu a críticas pelo fato de não ter nascido no Acre e afirmou que o vínculo com o estado foi construído na prática. “A gente não escolhe onde a gente nasce, a gente escolhe onde a gente vive”, disse. Em outra frase, tentou reforçar pertencimento: “Eu sou acreano de coração.” Para ele, a contestação sobre origem perde força diante do trabalho prestado e da decisão de seguir na política. “Entendo que é uma ferramenta de transformação social genuína”, afirmou.

Ao encerrar a participação, Rueda confirmou que está na disputa de 2026. “Realmente sou pré-candidato a deputado federal pelo nosso querido estado do Acre.”

Cruzeiro do Sul avança com obras para idosos, mobilidade e esportes radicais

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul vistoriou nesta segunda-feira, 1º de junho, três obras em andamento no município que concentram investimentos em assistência social, infraestrutura urbana e esporte. A agenda incluiu a reforma e ampliação do Centro de Convivência do Idoso, a pavimentação da comunidade Pentecostes e a construção da Praça de Esportes Radicais, em ações que a gestão municipal apresenta como parte do pacote de intervenções do período de verão.

No Centro de Convivência do Idoso, a obra recebe R$ 250 mil e prevê melhorias na estrutura usada para atividades de lazer, convivência e integração social. Um dos pontos centrais é a ampliação do salão de dança, demanda antiga dos frequentadores do espaço. Durante a reforma, os atendimentos foram transferidos para o Centro Multiuso, no bairro AABB, sem interrupção das atividades.

Na comunidade Pentecostes, a prefeitura executa 2,2 quilômetros de asfalto, além de drenagem e meio-fio, em uma frente de trabalho estimada em R$ 3 milhões. A previsão informada pela gestão é de conclusão em até 90 dias. A obra mira os trechos que costumam registrar dificuldades de tráfego no inverno e deve melhorar o deslocamento de moradores, o transporte escolar, o acesso a serviços públicos e o escoamento da produção agrícola.

A terceira vistoria foi feita no bairro Cinturão Verde, onde está em construção a Praça de Esportes Radicais. O espaço foi planejado para receber modalidades como paramotor, paratrike, aeromodelismo, grau e encontros automotivos. O investimento é de R$ 1,1 milhão, com recursos federais, e a proposta é transformar a área em um ponto de referência para práticas esportivas e lazer no Vale do Juruá.

Ao percorrer as três frentes, a gestão municipal reforçou que as obras têm impacto direto na rotina da cidade, com reflexos sobre mobilidade, convivência social e oferta de espaços públicos. A aposta da prefeitura é que a combinação entre infraestrutura urbana, atendimento à população idosa e incentivo ao esporte amplie a rede de serviços e reforce a estrutura de Cruzeiro do Sul em diferentes áreas.

Copa Master Cinquentão começa em Cruzeiro do Sul com prêmio de R$ 10 mil ao campeão

Cruzeiro do Sul abriu na noite de sábado, 31 de maio, a primeira edição da Copa de Futebol Master Cinquentão, no estádio O Cruzeirão, com oito equipes na disputa e premiação total de R$ 10 mil para os vencedores e destaques individuais do torneio. A competição foi criada para atletas a partir dos 50 anos e passa a integrar o calendário esportivo do município.

A rodada de abertura teve dois jogos. No primeiro, América do Deracre e Atlético Mineiro empataram por 0 a 0. Na sequência, o Clube Futebol Master e Lazer venceu o Santa Luzia da BR-364 por 2 a 1 e largou na frente na competição.

O torneio reúne equipes da cidade e também representantes das vilas de Cruzeiro do Sul. A proposta é manter em atividade jogadores veteranos e abrir espaço para integração, lazer e disputa entre atletas com longa trajetória no futebol local.

Durante a abertura, o prefeito Zequinha Lima afirmou que a competição atende a uma demanda antiga dos atletas do cinquentão e confirmou a distribuição da premiação entre os melhores colocados e destaques do campeonato. O diretor municipal de Esportes e Lazer, Gilvan Ferreira, disse que a copa nasceu de um pedido dos próprios jogadores veteranos, que seguem ativos e mobilizando o público no Cruzeirão.

Jairo Teles de Castro morre aos 46 anos e deixa trajetória na advocacia de Cruzeiro do Sul

O advogado Jairo Teles de Castro morreu nesta sexta-feira (29), aos 46 anos. Natural de Cruzeiro do Sul, ele era um nome conhecido no meio jurídico do Vale do Juruá e teve passagem pela Procuradoria da Câmara Municipal do município.

Horas antes da confirmação da morte, o quadro de saúde dele havia mobilizado familiares, amigos e pessoas próximas. Jairo enfrentava tratamento médico após receber diagnóstico de câncer e também aguardava transplante de fígado. Ao longo do dia, familiares acompanhavam a conclusão dos protocolos médicos adotados para avaliação neurológica.

Formado em Direito pela Universidade de Marília, em São Paulo, Jairo retornou a Cruzeiro do Sul para exercer a profissão. Na cidade, construiu trajetória ligada à advocacia e ao serviço público, com atuação na área jurídica da Câmara Municipal.

A morte de Jairo repercutiu entre pessoas próximas e na comunidade de Cruzeiro do Sul, onde ele mantinha relações profissionais e pessoais. A família agradeceu as manifestações de carinho e solidariedade e pediu respeito neste momento de despedida.

Alan Rick critica Mailza por viaduto e tenta atrair Zequinha para 2026

O senador Alan Rick elevou o tom contra a governadora Mailza durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, nesta sexta-feira, 29 de maio, em Cruzeiro do Sul, ao reagir à informação de que não seria convidado para a inauguração de um viaduto em Rio Branco, obra que, segundo ele, recebeu R$ 17 milhões de emenda de seu mandato. No mesmo bloco político, o pré-candidato ao governo do Acre abriu publicamente as portas para uma aproximação com o prefeito Zequinha Lima, do PP, partido da governadora, e disse que quer o gestor cruzeirense ao seu lado na disputa de 2026.

A resposta sobre Mailza veio depois de uma pergunta sobre a polarização que começa a marcar a pré-campanha. Alan Rick confirmou que destinou a emenda para o complexo viário da Avenida Ceará, em Rio Branco, ainda no período em que o projeto era tratado com a equipe do governo estadual. O senador afirmou ter registros da destinação do recurso e lembrou que gravou vídeo, à época, em frente ao Palácio Rio Branco, ao lado da então prefeita Socorro Neri e do governador Gladson Cameli. “Foi uma emenda nossa para aquele complexo da Avenida Ceará”, disse.

Alan também afirmou que, no início, integrantes do governo teriam tentado negar a autoria da emenda. Para ele, a ausência de convite para a inauguração se soma a outras atitudes que considera politicamente pequenas. O senador citou o caso do prefeito de Feijó, que, segundo ele, teria passado três dias em Rio Branco acompanhado de oito vereadores sem ser recebido pela governadora, e mencionou ainda prefeitos de Epitaciolândia e Jordão como exemplos de gestores que, na avaliação dele, enfrentaram dificuldades por estarem alinhados ao seu grupo político.

A fala mais direta veio quando Alan separou a disputa eleitoral da entrega da obra. “Não precisa me convidar. Basta que façam a obra bem feita, que entreguem a obra no tempo rápido, que seja propícia para o povo e que não desviem recursos”, afirmou. A frase expõe a linha que o senador tenta sustentar na pré-campanha: cobrar o governo, associar seu mandato a entregas concretas e dizer que não pretende condicionar apoio institucional à posição política dos prefeitos.

Na entrevista, Alan buscou contrastar sua postura com a do grupo governista. Disse que recebe todos os prefeitos do Acre em Brasília, inclusive aliados da governadora, e afirmou que, em um estado pequeno e com muitos problemas, punir município por escolha partidária é ignorar a população. “Eu recebo todos os prefeitos do Acre, principalmente trato até melhor os que são aliados da governadora para mostrar que a gente é diferente”, declarou.

Logo depois da crítica à governadora, o assunto mudou para Zequinha Lima, mas a conexão política ficou clara. O prefeito de Cruzeiro do Sul é filiado ao PP, partido de Mailza, e passou a ser tratado por Alan como um nome desejado em seu palanque. Questionado sobre o “namoro” político com Zequinha, o senador respondeu em tom aberto: “Vai ser, se Deus quiser”. Em seguida, chamou o prefeito de “pessoa do bem” e relembrou uma passagem em Brasília, quando Zequinha chegou ao gabinete em busca de emendas, cansado e com fome, e foi recebido com farofa de ovo e farinha de Cruzeiro do Sul.

A lembrança serviu para Alan reforçar a relação pessoal com o prefeito e para mostrar como pretende tratar gestores municipais caso chegue ao governo. Ele disse que Zequinha procurava recursos para Cruzeiro do Sul e que a conversa no gabinete simbolizava respeito aos prefeitos. “É assim que eu trato os prefeitos, com muito carinho, com muito respeito”, afirmou.

Alan admitiu que a situação partidária de Zequinha cria um obstáculo. O prefeito está no PP, mesma sigla de Mailza, mas o senador disse respeitar essa condição e, ao mesmo tempo, afirmou que o gestor sabe das resistências dentro do grupo governista. Segundo Alan, há falas no outro campo político de que Zequinha estaria “queimado” em Cruzeiro do Sul e poderia prejudicar a imagem da vice-governadora. O senador disse pensar o oposto. “Eu quero o Zequinha do meu lado. Para mim, o Zequinha vale ouro”, declarou.

A tentativa de atração de Zequinha tem peso eleitoral evidente. Cruzeiro do Sul é o principal município do Juruá e um dos centros decisivos da eleição estadual. Alan ressaltou que o prefeito conhece os bairros, os ramais e a realidade local. Também saiu em defesa da gestão municipal ao afirmar que todo prefeito do interior enfrenta problemas, especialmente com baixa arrecadação própria e alto custo de obras como asfaltamento.

O senador foi além da simpatia política e deixou a porta aberta para uma composição mais ampla com o Juruá. Questionado sobre a possibilidade de escolher um vice da região, respondeu que “toda possibilidade” existe, mas disse que a decisão será tomada apenas na reta final. Para Alan, o vice precisa agregar partidos, tempo de televisão, aliados, municípios, força política, carisma e votos.

A movimentação mostra dois eixos da estratégia de Alan Rick. O primeiro é pressionar Mailza em temas de gestão, emendas e tratamento aos prefeitos, tentando fixar a ideia de que o governo usa a máquina com critério político. O segundo é disputar lideranças que hoje orbitam o campo governista, especialmente no Juruá, onde Zequinha Lima pode alterar o peso regional de qualquer palanque em 2026.

Ao declarar que não precisa de convite para inauguração e, quase no mesmo fôlego, dizer que está “de braços abertos” para Zequinha, Alan Rick deixou a pré-campanha mais nítida. A disputa contra Mailza não será apenas por votos. Será também por obras, prefeitos, símbolos regionais e pela narrativa de quem trata melhor os municípios acreanos.

Alan Rick mira governo do Acre e defende produção rural, BR-364 e aliança ampla em 2026

O senador Alan Rick, pré-candidato ao governo do Acre, afirmou nesta sexta-feira, 29 de maio, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, que sua pré-candidatura nasceu da pressão recebida nas viagens pelos municípios e que o próximo governo terá de enfrentar três prioridades imediatas: recuperar a economia, garantir trafegabilidade na BR-364 e fortalecer a produção rural.

Alan disse que tem tratado a liderança em pesquisas com responsabilidade e afirmou que o resultado real será conhecido apenas nas urnas. Ainda assim, citou a boa recepção nas agendas recentes em Feijó, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul. Para ele, o movimento nas ruas mostra que o eleitor acreano quer participar mais diretamente da construção do próximo governo.

O senador afirmou que a decisão de disputar o governo ganhou força depois das eleições municipais de 2024, quando percorreu o estado apoiando aliados. Segundo ele, a cobrança pelo lançamento de sua candidatura passou a aparecer com frequência nas conversas com moradores, prefeitos e lideranças comunitárias. “A política tem que ser uma missão”, disse. “Nunca foi meu interesse ter o poder pelo poder.”

Na área econômica, Alan Rick disse que o Acre vive um quadro preocupante. Ele citou o dado de que 44 mil acreanos deixaram o estado nos últimos seis anos, segundo o IBGE, e relacionou essa saída à falta de oportunidades. Para o senador, o êxodo de jovens e trabalhadores mostra que parte da população perdeu confiança na capacidade do estado de gerar emprego, renda e futuro.

A produção rural ocupou boa parte da entrevista. Alan defendeu mais assistência técnica, crédito e equipamentos para o produtor. Ele citou entregas de tratores, implementos, tobatas e fábricas de farinha automatizadas e móveis nos municípios do Juruá. Também afirmou que 600 famílias da região recebem assistência técnica rural por meio de emendas de seu mandato.

Para o senador, entregar máquinas não basta. Ele afirmou que o produtor precisa de orientação para plantar melhor, corrigir o solo, manejar o gado, usar adubo corretamente e acessar linhas de financiamento. Alan cobrou uma atuação mais forte dos bancos públicos, especialmente do Banco da Amazônia, para que o crédito chegue ao pequeno produtor.

A BR-364 também foi tratada como prioridade. Alan disse que a rodovia é de responsabilidade federal, mas não pode ser vista como um problema distante do governo estadual. Segundo ele, a estrada interfere diretamente no abastecimento, no escoamento da produção, no custo de vida e na integração entre o Vale do Acre e o Juruá.

O senador afirmou que a bancada federal, prefeitos e entidades comerciais já cobraram do Ministério dos Transportes a reconstrução da rodovia. Ele citou um investimento superior a R$ 1,8 bilhão e disse que o Acre não pode aceitar apenas reparos temporários. A previsão mencionada na entrevista é de início, em 15 de junho de 2026, de uma etapa de reconstrução com macadame hidráulico em 415 quilômetros.

Alan Rick também criticou o governo estadual ao comentar obras e repasses. Ao falar sobre o complexo viário da Avenida Ceará, em Rio Branco, disse ter destinado R$ 17 milhões em emenda e afirmou que não precisa de convite para inauguração. “O que eu quero é obra bem feita, entregue logo e dinheiro público bem aplicado”, declarou.

Na relação com prefeitos, o senador defendeu tratamento institucional, independentemente de partido. Ele afirmou que recebe todos os gestores acreanos em Brasília e criticou possíveis retaliações políticas contra municípios comandados por adversários. Para Alan, o estado é pequeno e precisa de cooperação entre mandato federal, governo estadual e prefeituras.

Sobre alianças, Alan Rick disse que pretende construir uma frente ampla. Citou conversas com lideranças nacionais e estaduais, mencionou Mara Rocha como pré-candidata ao Senado e elogiou o senador Sérgio Petecão. Também afirmou que a escolha do vice ficará para a fase final, após pesquisas e avaliação de critérios como força política, votos, partidos, tempo de televisão e presença nos municípios.

Questionado sobre o governador Gladson Cameli, Alan afirmou que o caso é triste para o Acre e que cabe à defesa provar a inocência nas instâncias judiciais. O senador disse que o estado precisa superar o desgaste político e voltar a ser reconhecido nacionalmente por resultados positivos.

Na reta final da entrevista, Alan buscou marcar posição contra a polarização. Disse que quer receber votos de eleitores da direita, do centro e da esquerda, e afirmou que não pretende alimentar ódio contra adversários. “O Acre é pequeno demais para você ficar plantando ódio só porque o cara é de um partido ou de uma ideologia diferente da sua”, afirmou.

A entrevista mostrou o eixo inicial da pré-campanha de Alan Rick: apresentar o mandato no Senado como base de entrega, transformar a escuta nos municípios em argumento político e vincular a disputa de 2026 a temas concretos, como economia, estrada, produção rural, saúde e crédito. O desafio será transformar esse discurso em plano de governo e sustentar, até a eleição, a imagem de candidato capaz de reunir forças políticas diferentes em torno de uma agenda comum.

Caminhão perde força na subida da Maternidade e reforça histórico de ocorrências em ladeiras de Cruzeiro do Sul

Um caminhão perdeu força ao tentar subir a ladeira da Avenida Lauro Miller, no bairro João Alves, em Cruzeiro do Sul, na manhã desta quinta-feira, 28. O veículo começou a descer de ré e o motorista jogou o caminhão contra um muro para evitar uma colisão mais grave. Ninguém ficou ferido, mas o caso reacendeu o alerta sobre os riscos do tráfego de veículos pesados em trechos íngremes da cidade.

O episódio ocorreu na subida conhecida como ladeira da Maternidade, uma das áreas de maior atenção no trânsito local. O caminhão não conseguiu vencer a inclinação e, ao perder força, recuou na pista. A manobra feita pelo condutor impediu que o veículo atingisse carros que poderiam estar logo atrás, mas o susto reforçou a preocupação de moradores e motoristas que circulam diariamente pelo trecho.

A situação não é isolada. Em julho de 2024, uma carreta bitrem carregada de brita também apresentou falha ao subir a Avenida Lauro Miller e começou a descer descontrolada, quase atingindo uma casa. Em março de 2025, um caminhão sofreu falha mecânica ao subir uma ladeira no bairro Morro da Glória e ficou parado no meio da pista. Já no início deste mês, uma carreta carregada de cimento perdeu força na chamada ladeira do Bode, na Avenida Copacabana, voltou na subida e acabou parcialmente tombada. Em julho de 2022, outro caminhão já havia perdido o freio em uma ladeira da Avenida Boulevard Thaumaturgo, num sinal de que o problema se repete em diferentes pontos do perímetro urbano.

A repetição desses casos levou o município a apertar as regras para a circulação de veículos pesados. Em abril deste ano, a prefeitura publicou a Lei nº 1.071, que passou a regulamentar o tráfego, o estacionamento e as operações de carga e descarga de veículos articulados e pesados no perímetro urbano. A norma deu à Secretaria Municipal de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana a tarefa de definir vias permitidas, restritas ou proibidas, além de estabelecer rotas e horários específicos.

O novo caso na subida da Maternidade mostra que a restrição legal, por si só, ainda não resolveu um problema antigo de Cruzeiro do Sul. Em uma cidade marcada por ladeiras acentuadas em áreas urbanas movimentadas, a combinação entre carga pesada, falha mecânica e inclinação continua transformando subidas e descidas em pontos de risco frequente.

Cruzeiro do Sul fará blitz para cadastrar jovens no ID Jovem entre 8 e 12 de junho

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul vai realizar, entre 8 e 12 de junho, a Blitz da Juventude para orientar e cadastrar jovens no programa ID Jovem. A ação será conduzida pela Casa Civil, com atividades em escolas estaduais de ensino médio, no centro da cidade e no Coreto da Praça Orleir Cameli, com a proposta de ampliar o acesso da juventude aos benefícios do programa.

Nos três primeiros dias, as equipes vão visitar unidades escolares e também promover atividades informativas na região central do município. Nos dias 11 e 12 de junho, o atendimento ficará concentrado no Coreto da Praça Orleir Cameli, das 8h às 14h, onde os participantes poderão tirar dúvidas e fazer o cadastro.

De acordo com a organização, a mobilização busca aproximar os jovens das políticas públicas e facilitar o acesso ao ID Jovem. O representante da Juventude, Igor Gabriel, afirmou que a meta é ampliar o conhecimento sobre os direitos garantidos pelo programa e aumentar o número de cadastros no município.

O ID Jovem é um documento gratuito voltado a pessoas de 15 a 29 anos inscritas no CadÚnico, com renda familiar mensal de até dois salários mínimos e cadastro atualizado nos últimos 24 meses. O benefício garante meia-entrada em eventos culturais e esportivos, além de duas vagas gratuitas e duas com 50% de desconto no transporte interestadual convencional. O programa não exige que o beneficiário esteja estudando.

A expectativa da prefeitura é usar a blitz para alcançar jovens que ainda não acessaram o benefício ou que precisam de orientação para concluir o cadastro. Durante a ação, as equipes vão prestar atendimento direto e explicar como funciona o uso da carteira digital.