Cruzeiro do Sul divulga programação dos 122 anos com inaugurações, esporte e desfile cívico

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul divulgou a programação oficial dos 122 anos do município, comemorados em 28 de setembro. As atividades começam na terça-feira (22) e seguem até o dia do aniversário, com entregas de obras, ações de assistência social, eventos culturais, competições esportivas e o tradicional Desfile Cívico-Militar no Centro da cidade.

A agenda será aberta às 8h de terça-feira, com um café da manhã no Complexo Industrial do Café, no Ramal 02. Às 10h, está prevista a entrega do Sistema de Água da Comunidade Campinas, localizada na BR-364.

Na quarta-feira (23), a programação começa às 8h30, com uma cerimônia de assinatura de termo de cooperação e repasse de emenda parlamentar na sede da APAA. Às 18h, o Estádio Cruzeirão recebe a abertura do Copão de Futebol.

As ações continuam na quinta-feira (24), às 8h, com a inauguração da reforma e ampliação do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Às 18h, no Teatro José de Alencar, será realizada a certificação dos proponentes da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Na sexta-feira (25), a Prefeitura inaugura, às 8h, a reforma e ampliação do Centro do Idoso. A agenda cultural terá sequência no Teatro José de Alencar, onde serão lançadas, às 9h, a Comenda do Mérito Cultural Lins Sampaio e, às 10h, a história em quadrinhos “Guardiões da Diversidade”.

O domingo (27) será marcado pela programação esportiva. O encerramento do Copão está previsto para as 17h, no Estádio Cruzeirão. Às 17h30, será realizada a Corrida Alusiva aos 122 anos de Cruzeiro do Sul, promovida pelos Amigos da Saúde, com concentração em frente à Catedral.

No dia 28 de setembro, data do aniversário do município, a agenda começa às 9h com o lançamento do livro “Uma História de Vida”, de Mariano Maciel, no Museu José de Alencar. As comemorações terminam às 17h com o Desfile Cívico-Militar no Centro de Cruzeiro do Sul, reunindo instituições e moradores na celebração dos 122 anos da cidade.

Bocalom defende ampliação de agroindústrias e produção rural no Alto Acre

O candidato ao governo do Acre Tião Bocalom (PSDB) defendeu neste sábado (19), durante agenda em Epitaciolândia, a ampliação das agroindústrias e dos incentivos à produção rural no Alto Acre. Ao lado do candidato ao Senado Eduardo Velloso, Bocalom apresentou propostas voltadas ao produtor, à indústria e ao comércio e relacionou o fortalecimento desses setores à geração de emprego e renda na região.

Durante a passagem pelo município, Bocalom citou a Dom Porquito e a Acreaves ao falar sobre o papel das agroindústrias na economia regional. O candidato afirmou que pretende ampliar o apoio a empreendimentos desse segmento e associou a expansão da produção local às possibilidades de integração comercial pela ligação rodoviária com o Pacífico.

A produção de café também entrou no discurso. Bocalom citou o avanço do cultivo em Brasileia, Epitaciolândia e Assis Brasil e afirmou que a atividade pode ampliar a renda dos produtores e movimentar a economia dos municípios. O incentivo à produção rural faz parte do programa apresentado por sua candidatura, denominado “Produzir para Empregar”.

A proposta de colocar atividades produtivas no centro da estratégia econômica tem aparecido em outras agendas de campanha do candidato. Em visitas recentes a produtores e empresas, Bocalom também defendeu incentivos ao agronegócio, à indústria e ao comércio como parte de seu plano para a economia estadual.

Na agenda em Epitaciolândia, o candidato também abordou a saúde pública no Alto Acre. Ele afirmou que pretende ampliar a oferta de especialidades no Hospital Regional para reduzir a necessidade de transferência de pacientes para Rio Branco. Entre as medidas mencionadas estão contratação de profissionais, ampliação de laboratórios e aquisição de equipamentos para exames de imagem.

Bocalom ainda citou sua experiência em administrações municipais ao apresentar a candidatura ao Palácio Rio Branco. Ele governou Acrelândia por três mandatos e foi eleito prefeito de Rio Branco em 2020, sendo reeleito em 2024 com 54,82% dos votos válidos.

As Eleições 2026 terão o primeiro turno em 4 de outubro. A Justiça Eleitoral mantém disponíveis dados oficiais sobre candidaturas, partidos, propostas e prestação de contas por meio de seus sistemas de consulta.

Na 6 de Agosto, Alan Rick defende ações para reduzir prejuízos causados pelas enchentes

Durante visita ao comércio da região, candidato propôs obras de drenagem, sistemas de retenção de água e recuperação de cursos d’água

O candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) iniciou a agenda deste sábado, 19, com um bandeiraço em frente à Casa 10 da 6 de Agosto, no Segundo Distrito de Rio Branco. A mobilização reuniu o candidato a vice-governador Rico Leite (Republicanos), a candidata ao Senado Mara Rocha (Republicanos), o vereador Neném Almeida e candidatos aos cargos proporcionais, entre eles Oséias Silva, candidato a deputado estadual pelo Republicanos e morador do bairro.

Em seguida, Alan percorreu o comércio da região, conversou com moradores e comerciantes e apresentou medidas para reduzir os impactos das enchentes.

“Praticamente todos os anos é a mesma preocupação. O Rio Acre sobe e quem mora ou trabalha aqui começa a pensar até onde a água vai chegar e o que pode perder. Tem comerciante que vê mercadoria e anos de trabalho ameaçados. Nós vamos trabalhar antes da enchente, com obras de drenagem, sistemas de retenção da água, recuperação dos cursos d’água e soluções que ajudem a cidade a absorver e escoar melhor o excesso de chuva. A gente não pode impedir o rio de subir, mas pode preparar melhor a cidade para reduzir os prejuízos e proteger as famílias”, afirmou Alan.

Entre as ações propostas estão a implantação de bacias de detenção, estruturas que recebem e retêm temporariamente grandes volumes de água, e a ampliação de galerias e redes de drenagem. Alan também defende a recuperação de igarapés, com desassoreamento, contenção de margens e intervenções para melhorar o escoamento.

Outra medida é a adoção do conceito de “cidade-esponja”, com soluções para aumentar a capacidade de absorção e retenção da água das chuvas, associadas à recuperação ambiental e à implantação de parques lineares em áreas vulneráveis.

Durante a caminhada, Alan também ouviu pequenos comerciantes da 6 de Agosto e defendeu medidas para facilitar a vida de quem empreende nos bairros. Para o candidato, reduzir os impactos das enchentes também significa proteger negócios, empregos e a renda das famílias que dependem do comércio local.

“O pequeno comerciante é quem abre a porta cedo, trabalha o dia inteiro e muitas vezes sustenta a família com aquele negócio. O Estado não pode ser mais uma dificuldade. Nós queremos apoiar quem empreende, reduzir a burocracia e melhorar a infraestrutura dos bairros para que essas pessoas tenham condições de trabalhar, gerar renda e manter seus negócios”, afirmou.

Alan defendeu ainda que as ações de prevenção às enchentes sejam realizadas em parceria com a Prefeitura de Rio Branco, com intervenções permanentes nas regiões mais vulneráveis.

“Não podemos aparecer somente quando a água já entrou. O trabalho precisa começar antes, identificando as áreas mais vulneráveis e fazendo as intervenções necessárias. É prevenção para diminuir os impactos das enchentes na vida das famílias e também de quem mantém seu comércio e gera renda nessas regiões”, concluiu.

Assessoria

Perpétua Almeida afirma que Acre terá quatro indústrias para beneficiamento de café

A candidata a deputada federal pelo PCdoB, Perpétua Almeida, afirmou neste sábado (19) que o Acre terá quatro estruturas destinadas ao beneficiamento de café nos municípios de Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul, Capixaba e Acrelândia. A declaração foi feita durante uma publicação sobre a expansão da cafeicultura no estado.

No vídeo, gravado em Cruzeiro do Sul, Perpétua apresenta a estrutura instalada no município e afirma que o empreendimento atende a uma antiga reivindicação dos produtores da região.

“Quando eu comecei a andar nas propriedades dos produtores de café, que eu perguntava qual era o sonho deles, eles diziam para mim que o grande sonho deles era ter onde beneficiar o café deles”, declarou.

A unidade de Cruzeiro do Sul deve atender produtores que, juntos, possuem mais de 2 milhões de pés de café plantados. A proposta é ampliar o processamento da produção na própria região e reduzir a necessidade de deslocamento do café para outras localidades.

“Essa indústria aqui é a realização de um sonho, um sonho de muitos. O sonho de pessoas simples, de pessoas pobres que agora têm dinheiro no bolso porque já começaram a beneficiar o café lá em Mâncio Lima”, afirmou Perpétua.

Das quatro estruturas citadas pela candidata, a de Mâncio Lima já está em funcionamento. O Complexo Industrial do Café do Juruá foi inaugurado em junho de 2025, após receber R$ 10 milhões em investimentos. A unidade foi implantada para beneficiar e rebeneficiar o café produzido principalmente pela agricultura familiar.

Em Cruzeiro do Sul, foram destinados R$ 5 milhões para a ampliação da estrutura de beneficiamento na região do Juruá. A ordem de serviço foi assinada em janeiro de 2026 e previa uma área de 750 metros quadrados, cinco secadores e uma máquina descascadora, com capacidade para processar até 10 mil sacas por safra. Na publicação deste sábado, Perpétua apresenta a estrutura como pronta.

“Essa indústria vai atender pessoas que juntas têm mais de dois milhões de pés de café plantado. Essa aqui é a indústria que traz o desenvolvimento para o Juruá, que traz o desenvolvimento para Cruzeiro do Sul e para a região mais próxima”, disse.

Os outros dois complexos estão previstos para Capixaba e Acrelândia. Os municípios fazem parte do projeto de formação de uma rede de industrialização do café no Acre. Em Capixaba, a atualização oficial divulgada em julho apontava que 42% das obras estavam concluídas.

As unidades de Capixaba e Acrelândia integram um convênio de R$ 14,7 milhões entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Cooperacre. A previsão apresentada no início das obras era atender cerca de 400 famílias produtoras nos dois municípios.

Perpétua participou da articulação dos projetos durante sua passagem pela Diretoria de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI. Agora candidata à Câmara dos Deputados, ela relaciona a implantação das indústrias à estratégia de processar o café dentro do Acre e manter nas regiões produtoras uma parcela maior da renda gerada pela atividade.

O registro da candidatura de Perpétua Almeida a deputada federal está deferido pela Justiça Eleitoral.

DNIT abre licitação de R$ 747 milhões para reconstrução de trecho da BR-364 no Acre

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) abriu uma licitação estimada em R$ 747,45 milhões para reconstruir 104,2 quilômetros da BR-364 no Acre. A obra contempla o trecho entre Sena Madureira e a região do Rio Macapá, além do acesso ao município de Manoel Urbano, e integra o plano de recuperação da principal rodovia de ligação entre Rio Branco e o Vale do Juruá.

A concorrência eletrônica nº 90228/2026 abrange 97,8 quilômetros da BR-364, entre os quilômetros 272,90 e 370,70, e outros 6,4 quilômetros do acesso a Manoel Urbano. O prazo para apresentação das propostas terminou na quinta-feira (17), e o processo segue agora para as próximas etapas da licitação até a contratação da empresa responsável pelos serviços.

O trecho faz parte do Lote 4 do projeto de reconstrução da BR-364 no interior do Acre. A intervenção prevê a recuperação estrutural do pavimento, com a utilização de macadame hidráulico, técnica formada por camadas de pedras de diferentes tamanhos que são compactadas para aumentar a resistência da base da rodovia.

O método foi escolhido para melhorar a durabilidade da pista diante das condições do solo acreano e do intenso período de chuvas. A proposta é reduzir deformações no pavimento e aumentar a capacidade da estrada de suportar o tráfego durante todo o ano.

O projeto faz parte de um planejamento mais amplo para reconstruir 416,4 quilômetros da BR-364 entre Sena Madureira e o Rio Liberdade. A previsão é de investimentos que podem chegar a cerca de R$ 5 bilhões, distribuídos em quatro lotes.

Além do trecho entre Sena Madureira e o Rio Macapá, o planejamento inclui aproximadamente 119,9 quilômetros entre o Rio Macapá e Feijó, 130,3 quilômetros entre Feijó e o Rio Gregório e outros 62 quilômetros entre o Rio Gregório e o Rio Liberdade.

A execução de todos os lotes deve ocorrer de forma gradual, conforme o avanço das licitações e a liberação dos recursos previstos para a rodovia. Enquanto as obras de reconstrução não chegam a todos os segmentos, contratos de manutenção e recuperação continuam sendo utilizados para manter o tráfego em diferentes pontos da BR-364.

A rodovia é a principal ligação terrestre entre a capital e os municípios do Vale do Juruá, sendo utilizada diariamente no transporte de passageiros, alimentos, combustíveis e outros produtos. A reconstrução busca substituir reparos emergenciais por intervenções estruturais capazes de ampliar a vida útil da estrada.

Foto: Sérgio Vale

Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de execução ligada ao crime organizado em Cruzeiro do Sul

A Polícia Civil do Acre cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (18), em Cruzeiro do Sul, durante a investigação da morte de Adelino Nascimento Santos, conhecido como “Buiú”, de 37 anos. O homicídio ocorreu na noite de 8 de julho, na Comunidade Rio Campinas, zona rural do município, e é investigado por possível ligação com uma organização criminosa que atua na região da BR-364.

A operação foi conduzida pelo Núcleo Especializado de Investigações Criminais de Cruzeiro do Sul (NEIC/CZS). O caso começou a ser apurado como desaparecimento, mas passou a ser tratado como homicídio após o avanço das investigações.

A principal linha apurada pela polícia é de que Adelino tenha sido retirado de casa e levado até uma área próxima ao Ramal 06, onde teria sido executado. Antes do crime, ele teria recebido advertências de integrantes do grupo por causa de desentendimentos anteriores.

Os investigadores trabalham com a hipótese de que a morte tenha ocorrido dentro de uma dinâmica conhecida como “tribunal do crime”, expressão usada para situações em que integrantes de organizações criminosas impõem punições a pessoas acusadas de descumprir regras estabelecidas pelo próprio grupo.

Os mandados foram cumpridos em endereços ligados a quatro investigados. Um deles é apontado como possível responsável por autorizar a execução e ocupar uma posição de liderança na organização criminosa na região da BR-364.

Outro suspeito teria conduzido Adelino até o local onde ocorreu o homicídio. Os outros dois investigados são apontados pela polícia como possíveis participantes diretos da execução.

Durante as buscas, os policiais procuraram celulares, documentos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer a participação de cada investigado, além da dinâmica e das circunstâncias do homicídio.

O delegado Heverton Carvalho informou que a investigação continua e que outras diligências poderão ser realizadas. A Polícia Civil busca individualizar as condutas dos suspeitos e reunir novos elementos antes da conclusão do inquérito.

Denovo! MP Eleitoral pede rejeição de embargos de Gladson e manutenção do indeferimento ao Senado

A Procuradoria Regional Eleitoral no Acre se manifestou contra a tentativa de Gladson Cameli de reverter, por meio de embargos de declaração, a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Acre que indeferiu seu registro de candidatura ao Senado nas eleições de 2026. O órgão pediu que praticamente todas as teses apresentadas pela defesa sejam rejeitadas e que permaneça intacto o resultado do julgamento que reconheceu a inelegibilidade do candidato.

A manifestação foi assinada pelo procurador regional eleitoral Vitor Hugo Caldeira Teodoro na quarta-feira, 16 de setembro. Para o Ministério Público Eleitoral, os embargos devem ser acolhidos apenas em um ponto: a correção de um erro material na numeração de um habeas corpus citado no acórdão. A alteração, segundo o parecer, não produz qualquer efeito sobre a decisão que barrou o registro.

O MP Eleitoral pediu que, onde o Acórdão nº 7.445/2026 mencionou o HC nº 276.968, passe a constar o HC nº 273.968/DF. Fora dessa correção, a Procuradoria defendeu a rejeição dos demais argumentos apresentados por Gladson, sem os chamados efeitos infringentes, que poderiam modificar o resultado do julgamento.

Os embargos foram apresentados depois que o TRE-AC julgou procedente a ação de impugnação proposta pela própria Procuradoria Regional Eleitoral e indeferiu o registro de Gladson para disputar uma vaga no Senado. O julgamento ocorreu em 11 de setembro e terminou por unanimidade.

A inelegibilidade foi reconhecida com base na Lei Complementar nº 64/1990, a Lei da Ficha Limpa, em razão da condenação criminal imposta pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça na Ação Penal nº 1.076/DF. A condenação envolve os crimes de peculato-desvio, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Na tentativa de modificar o acórdão, a defesa apresentou uma série de questionamentos. Entre eles estão a distribuição do processo, a existência de dissidência partidária, os efeitos de decisões do Supremo Tribunal Federal sobre elementos utilizados na investigação, a garantia do duplo grau de jurisdição, o controle de convencionalidade, a aplicação da Lei de Inelegibilidades e o pedido de suspensão do processo.

A Procuradoria rebateu os argumentos e sustentou que os embargos tentam rediscutir questões que já foram analisadas pelo TRE-AC. Sobre a condenação do STJ, o órgão afirmou que o título judicial permanece válido e eficaz enquanto não houver decisão da instância competente que suspenda, modifique ou desconstitua seus efeitos.

O parecer também afastou a tese de que pronunciamentos do Supremo poderiam, por si só, retirar a eficácia eleitoral da condenação. Para o MP Eleitoral, caberia ao órgão judicial competente para revisar a condenação do STJ definir eventual repercussão dessas decisões, e não à Justiça Eleitoral antecipar esse resultado durante o processo de registro.

Outro argumento rejeitado foi o de que a condenação criminal não poderia produzir inelegibilidade sem a possibilidade de recurso ordinário com ampla revisão da decisão. A Procuradoria sustentou que a legislação prevê a inelegibilidade após condenação por órgão judicial colegiado e não estabelece como requisito uma revisão prévia por recurso ordinário.

Também não prosperou, na manifestação do MP, a tentativa de suspender o processo enquanto outros pedidos e ações relacionados à condenação tramitam em tribunais superiores. O órgão considerou que a possibilidade de uma decisão futura favorável à defesa não retira, neste momento, os efeitos jurídicos da condenação utilizada pelo TRE-AC para indeferir o registro.

Com a apresentação das contrarrazões da Procuradoria Regional Eleitoral, os embargos foram encaminhados ao relator, juiz Thalles Vinícius de Souza Sales. O parecer do Ministério Público não representa uma nova decisão do TRE-AC: caberá ao Tribunal julgar o recurso apresentado pela defesa. Até lá, permanece vigente o acórdão que indeferiu o registro da candidatura.

Cruzeiro do Sul destina cerca de R$ 2,7 milhões a cinco entidades sociais

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul destinou cerca de R$ 2,7 milhões nesta semana para cinco organizações da sociedade civil que atuam no atendimento a idosos, crianças, adolescentes e famílias no município. O pacote reúne aproximadamente R$ 1,9 milhão para custeio, manutenção e serviços de acolhimento, além de R$ 836 mil para a aquisição de duas vans. Os recursos são provenientes de emendas parlamentares e foram formalizados entre segunda-feira, 14, e quarta-feira, 16.

Na segunda-feira, a administração municipal formalizou R$ 650 mil para o Lar dos Vicentinos e o Educandário. O Lar dos Vicentinos ficou com R$ 450 mil, dos quais R$ 200 mil foram destinados pelo senador Sérgio Petecão, R$ 150 mil pela deputada federal Socorro Neri e R$ 100 mil pelo senador Alan Rick. O Educandário recebeu R$ 200 mil de emenda do deputado federal Eduardo Veloso. O Lar dos Vicentinos acolhe atualmente 34 idosos, enquanto o Educandário atende crianças e jovens.

Na terça-feira, 15, o Centro Educacional Adiles Nogueira Maciel (Ceanon) recebeu uma van de 15 lugares avaliada em R$ 386 mil e teve formalizado um convênio de R$ 200 mil para custeio e manutenção. O veículo foi adquirido com emenda do senador Márcio Bittar, destinada em 2025, enquanto o recurso para manutenção veio de emenda do senador Sérgio Petecão. A entidade atende mais de 400 crianças e adolescentes no contraturno escolar.

Ainda na terça-feira, a Prefeitura assinou termo de colaboração de R$ 400 mil com o Centro dos Direitos da Criança, Adolescente e Família, responsável pelo Missão Família. O valor foi dividido entre emendas do deputado federal Eduardo Veloso e do senador Sérgio Petecão, com R$ 200 mil de cada parlamentar. A instituição desenvolve atividades de proteção social básica e atende 416 famílias em situação de vulnerabilidade.

Na quarta-feira, 16, a Fundação Assistencial e Educacional Betel, mantenedora do Lar Ester Cameli, teve anunciado um repasse de R$ 659 mil para fortalecer o serviço de acolhimento institucional de crianças e adolescentes. A composição divulgada, porém, detalha R$ 150 mil de emenda da deputada federal Socorro Neri e R$ 500 mil do senador Alan Rick, totalizando R$ 650 mil. O material divulgado não esclarece a diferença de R$ 9 mil entre o valor global anunciado e as emendas discriminadas.

A Fundação Betel também será beneficiada com uma van de R$ 450 mil, adquirida com recursos de emenda do deputado federal Coronel Ulysses. O veículo já foi comprado e ainda será entregue à instituição, responsável pelo atendimento integral de aproximadamente 40 crianças e adolescentes no Lar Ester Cameli.

Considerando os valores globais anunciados pela Prefeitura, os repasses para custeio, manutenção e fortalecimento das cinco entidades somam aproximadamente R$ 1,9 milhão. Com as duas vans, avaliadas conjuntamente em R$ 836 mil, o volume de recursos chega a cerca de R$ 2,7 milhões.

O prefeito Zequinha Lima afirmou que a articulação com parlamentares permite ampliar o suporte às entidades que integram a rede de atendimento social do município. “Quando conseguimos unir a Prefeitura, os parlamentares e as instituições, o recurso chega na ponta e se transforma em atendimento, cuidado, transporte e melhores condições para quem precisa”, declarou.

Em Santa Luzia, ato com Alan Rick reúne milhares de pessoas e confirma força da mudança no Juruá

Mobilização ocorreu ao lado da quadra da Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, e contou com a presença de lideranças políticas e comunitárias

Milhares de pessoas participaram do ato político com o candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) e o candidato a vice-governador Rico Leite (Republicanos), organizado pelo prefeito Zequinha Lima, ao lado da quadra da Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul.

Moradores da comunidade e de outras localidades da região acompanharam o comício, que reuniu apoiadores, candidatos e lideranças políticas do Juruá. Durante o encontro, Alan assumiu o compromisso de asfaltar pelo menos 120 quilômetros de ramais por ano para garantir acesso às comunidades, melhorar o transporte escolar e facilitar o escoamento da produção rural.

“Vamos fazer, pelo menos, 120 quilômetros de asfalto em ramais todos os anos do nosso governo. Está no nosso plano de governo e nós vamos fazer”, afirmou.

Alan destacou que o compromisso com Cruzeiro do Sul está demonstrado no trabalho realizado durante seus mandatos de deputado federal e senador. Nesse período, foram cerca de R$ 92 milhões em recursos destinados ao município.

Os investimentos contribuíram para realizações como a ampliação da Unidade Mista de Saúde de Santa Luzia, a construção de passarelas no bairro Remanso, o fortalecimento da assistência social, a revitalização do Mercado do Agricultor e a aquisição de máquinas para apoiar os produtores rurais.

O candidato também chamou a atenção para os problemas enfrentados pelos estudantes da rede pública. Ele mencionou relatos de sardinha e ovos servidos repetidamente na merenda escolar e o caso de alunos que precisaram estudar no pátio porque a sala de aula estava sem climatização.

“Dói o coração da gente ver as nossas crianças passando por isso”, declarou.

Para o interior, Alan propõe recuperar e pavimentar ramais, construir pontes e bueiros, melhorar o transporte escolar e fortalecer o apoio aos produtores. O plano de governo também prevê a regionalização da saúde, levando exames, consultas e cirurgias para mais perto de quem vive distante da capital, além da recuperação das escolas e da oferta de alimentação adequada aos estudantes.

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima (PP), reafirmou apoio ao projeto de mudança encabeçado por Alan e Rico e destacou os avanços alcançados na unidade de saúde de Santa Luzia, onde os moradores passaram a contar com 55 tipos de exames laboratoriais e mais de 50 atendimentos por dia.

“A gente já sofreu demais. Está na hora de o Acre sorrir, e vai ser com Alan e Rico”, afirmou Zequinha.

Também participaram do ato o deputado estadual Luiz Gonzaga (MDB); o senador e candidato a reeleição Sérgio Petecão (PSD); o subprefeito da Vila Santa Luzia, Elis do Peixe; candidatos proporcionais e lideranças políticas do Juruá.

Diante dos milhares de apoiadores, Alan afirmou estar preparado para colocar sua experiência e trajetória política a serviço do estado.

“O Acre sonha com um governo que trabalhe, que não roube e que ame e respeite o seu povo. Eu quero dedicar a minha vida a vocês. Eu amo meu estado, nasci aqui, amo esta terra e vou dar a minha vida por ela”, concluiu.

Mailza, a votada: entre a herança eleitoral de Gladson e o peso de seu governo

Há uma frase que parece simples, quase protocolar, mas que carrega muito mais peso do que talvez pretendesse a governadora Mailza Cameli: “Eu estava lá compondo a chapa, eu fazia parte da chapa, então considero que fui votada”. Ao reivindicar para si os votos dados à chapa de Gladson Cameli em 2022, Mailza não reivindica apenas a legitimidade das urnas. A fala da governadora, feita durante sabatina nesta quinta-feira (17) no Jornal do Acre 1ª Edição, reivindica também um lugar dentro daquela construção política, daquele projeto e daquele governo.

E é justamente aí que a frase ganha outra dimensão.

Mailza tem razão quando lembra que estava na chapa. Estava mesmo. Foi eleita vice-governadora ao lado de Gladson e depois ocupou espaço efetivo na administração, inclusive comandando a área de Assistência Social. Em abril deste ano, quando recebeu o governo, foi ainda mais clara: “Esse não é um novo governo, é a continuidade de um governo que vem dando certo”. Não era uma fala lateral. Era a própria governadora definindo o lugar que pretendia ocupar diante da administração que herdava.

O problema político aparece quando essa continuidade passa a ser apresentada em parcelas.

Há menos de uma semana, durante debate eleitoral, Mailza foi questionada sobre a condenação de Gladson Cameli e respondeu por outro caminho. Disse que, como vice, tinha limites e que não poderia responder pelos problemas jurídicos decorrentes de decisões pessoais do então governador. “Eu era vice, eu tinha limite”, afirmou. Na mesma resposta, porém, reconheceu: “Participei sim do governo trabalhando, fazendo entregas, cuidando da assistência social, cuidando da saúde, visitando os municípios e planejando dentro do meu limite”.

É nessa fronteira que a campanha de Mailza terá de caminhar. Quando o assunto são obras, entregas, políticas sociais ou votos, ela se apresenta como parte da chapa, integrante do governo e herdeira de uma administração que considera bem-sucedida. Quando a discussão chega à crise jurídica que atingiu Gladson, procura demarcar onde terminavam as atribuições da vice e começavam as decisões do governador.

Uma coisa precisa ficar clara: fazer parte daquele governo não torna Mailza responsável pelos crimes pelos quais Gladson foi condenado. Responsabilidade penal é individual, depende de provas e de decisão judicial. Não há base, nos fatos aqui tratados, para atribuir a ela participação nesses crimes.

Mas política não funciona apenas com a régua do Código Penal. Existe também a responsabilidade pela história que um grupo decide reivindicar.

Gladson Cameli foi condenado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, em 6 de maio, a 25 anos e nove meses de prisão por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. A decisão também determinou multa e indenização de R$ 11,7 milhões ao Estado do Acre. Em agosto, o STJ rejeitou os embargos apresentados pela defesa sem mudar o resultado da condenação.

É impossível apagar esse capítulo quando se reivindica a continuidade daquele mesmo ciclo político.

A frase de Mailza talvez seja importante justamente porque resolve uma discussão que sua própria campanha vinha tentando administrar. Ela não era uma espectadora no canto da fotografia. Não chegou ao Palácio Rio Branco por acidente institucional. Estava na chapa, participou da administração e agora diz que também se considera votada naquele processo.

Se o voto de 2022 também era dela, como sustenta agora, a herança política daquela chapa também passa por suas mãos. Isso inclui as entregas que pretende apresentar ao eleitor, mas inclui igualmente o desgaste, as escolhas administrativas e a condenação que atingiu o homem com quem dividiu a chapa.

Não se trata de transferir a Mailza os crimes de Gladson. Trata-se de uma pergunta bem mais simples e essencialmente política: até onde vai uma continuidade que reivindica para si os votos e os acertos, mas procura estabelecer distância quando chegam as cobranças?

Mailza agora pede ao eleitor um mandato em seu próprio nome. Talvez por isso tenha chegado a hora de definir, com a mesma clareza daquela frase, qual parte da história de Gladson ela pretende continuar — e qual parte considera que nunca lhe pertenceu.

Foto: Reprodução/Rede Amazônica