Mulher em estado grave é transferida de helicóptero de Manoel Urbano para Rio Branco

Uma mulher em estado grave foi transferida de helicóptero de Manoel Urbano para Rio Branco nesta sexta-feira, 10, para receber atendimento médico especializado na capital acreana. A remoção aeromédica foi acionada diante da gravidade do quadro clínico e da necessidade de reduzir o tempo de deslocamento até uma unidade com maior estrutura hospitalar.

A operação mobilizou equipes de atendimento de urgência e transporte aéreo, recurso usado em situações em que o deslocamento por terra pode comprometer a evolução do paciente. Manoel Urbano fica no interior do Acre e depende da transferência de casos mais graves para Rio Branco, onde estão concentrados os serviços de alta complexidade.

O uso de helicóptero em remoções médicas tem sido adotado no Acre para atender pacientes em municípios distantes, áreas de difícil acesso e ocorrências em que a rapidez no transporte pode interferir diretamente no atendimento. Após a chegada à capital, a paciente foi encaminhada para avaliação e continuidade do tratamento.

Depasa deixa buracos abertos após reparos em ruas de Cruzeiro do Sul

Moradores e motoristas enfrentam transtornos em ruas de Cruzeiro do Sul após serviços do Departamento Estadual de Água e Saneamento para conserto de vazamentos na rede de abastecimento. As intervenções foram feitas em diferentes pontos da cidade, mas o pavimento não foi recuperado, deixando buracos abertos em áreas de tráfego intenso.

Dois casos recentes foram registrados na Rua Siqueira Campos, nas proximidades do Mercado do Agricultor, no Centro, e na Rua 17 de Novembro, em frente à escadaria da Escola São José. Nos dois trechos, a tubulação recebeu reparos, mas o asfalto não foi recomposto após o fechamento das valas.

A situação tem dificultado a passagem de veículos, motocicletas, ciclistas e pedestres. Em alguns pontos, os buracos acumulam água e lama, o que aumenta o risco de acidentes e causa desgaste em carros e motos que passam diariamente pelas vias.

O secretário municipal de Obras, Desenvolvimento Urbano e Habitação, Carlos Alves, afirmou que a recomposição do pavimento cabe ao Depasa. “Eles estão corrigindo as encanações que estão com vazamento e fechando, mas não estão colocando o asfalto. Eles teriam que colocar o barro, compactar e corrigir colocando o asfalto como era antes”, disse.

Carlos Alves afirmou ainda que a prefeitura já manteve uma parceria para esse tipo de serviço, mas que o acordo não está mais em vigor. “Antes a gente tinha essa parceria, agora nós não temos mais. Então o Depasa tem que se responsabilizar, para deixar o serviço do jeito que estava antes. Está ficando cheio de buracos na cidade”, afirmou.

Além dos pontos próximos ao Mercado do Agricultor e à Escola São José, o secretário citou ocorrências ao lado do Terminal de Ônibus. A falta de recuperação do asfalto tem gerado reclamações de moradores, que cobram a conclusão dos serviços e a recuperação das ruas afetadas.

No Jornal da Manhã, Alan Rick reage a ações judiciais, promete ampliar pré-campanha

O senador Alan Rick afirmou nesta sexta-feira, 10 de julho, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, que não reduzirá suas movimentações políticas pelo Acre após ser alvo de novas ações eleitorais relacionadas à pré-campanha ao governo. Filiado ao Republicanos, ele classificou as representações como tentativas de intimidação, prometeu ampliar as agendas nos municípios e confirmou para 25 de julho, em Rio Branco, a convenção partidária que deverá oficializar sua candidatura e definir o nome do vice.

A reação ocorreu após questionamentos judiciais apresentados contra atos políticos realizados pelo senador, entre eles a agenda em Cruzeiro do Sul que marcou a adesão do prefeito Zequinha Lima ao seu grupo. Alan Rick disse que os processos não mudarão o ritmo da pré-campanha e sustentou que as ações serão derrubadas pela Justiça Eleitoral.

“Eles tentam nos intimidar para que a gente não faça as mobilizações políticas nos municípios. Sabe o que eu vou fazer? Eu vou é aumentar. Aí é que nós vamos fazer mais movimentos ainda”, declarou. O senador afirmou que as representações buscam impedir reuniões, desestimular novas adesões e limitar sua presença nas cidades acreanas.

O parlamentar também acusou o governo estadual de usar a estrutura pública em atos políticos, embora não tenha apresentado, durante a entrevista, documentos ou detalhes que permitissem comprovar a acusação. “O governo usa descaradamente a máquina para fazer campanha antecipada”, disse. As declarações fazem parte do confronto político que ganhou força depois da aproximação entre Alan Rick e Zequinha Lima, prefeito da segunda maior cidade do Acre.

Ao tratar da administração estadual, o senador disse que poderá encontrar um Acre em situação financeira e administrativa grave caso seja eleito. Citou o déficit da Previdência, a falta de atualização dos planos de carreira dos servidores e supostas irregularidades na folha de pagamento. Alan Rick afirmou que denúncias estão sendo encaminhadas aos órgãos de controle, mas não identificou os servidores ou gestores envolvidos nem apresentou provas durante a conversa.

“Nós temos várias denúncias de folha de pagamento fantasma nesse governo, de gente que recebe sem trabalhar e repassa dinheiro para pessoas do governo. Todas essas denúncias estão sendo feitas e estamos entregando nas mãos dos órgãos de controle”, afirmou. Por se tratar de uma acusação ainda sem comprovação pública apresentada na entrevista, caberá às instituições responsáveis apurar os fatos e garantir o direito de defesa aos citados.

A imagem usada pelo senador para descrever o estado que pretende governar foi a da reconstrução. Ele falou sobre produtores isolados por ramais precários, professores à espera de revisão nos planos de carreira e trabalhadores da saúde que acumulam plantões para completar a renda familiar. “O Acre que nós vamos pegar, nós vamos ter que reconstruir”, declarou.

No campo das promessas, Alan Rick disse que pretende manter diálogo com servidores da educação, saúde, segurança pública e sistema penitenciário. Segundo ele, a atualização dos planos de cargos, carreiras e remunerações deverá fazer parte das discussões de um eventual governo. Nenhum prazo, cálculo de impacto financeiro ou fonte de recursos foi apresentado durante a entrevista.

Outro ponto central foi a disputa política pela autoria dos recursos destinados ao viaduto da Avenida Ceará com a Avenida Getúlio Vargas, em Rio Branco. Alan Rick afirmou que, em 2020, quando exercia o mandato de deputado federal, destinou toda a parcela que lhe cabia em uma emenda de bancada para a obra. Ele explicou que as emendas da bancada acreana eram divididas entre os 11 parlamentares, sendo oito deputados federais e três senadores.

Segundo o parlamentar, a indicação inicial foi de R$ 20 milhões, com valor final de aproximadamente R$ 18,7 milhões após os procedimentos administrativos ligados à Caixa Econômica Federal. Alan Rick afirmou que existem despachos da coordenação da bancada, extratos das emendas, registros em vídeo e uma publicação do então governador Gladson Cameli agradecendo pela destinação.

“Foi só o deputado Alan Rick que colocou recurso para o viaduto da Avenida Ceará, porque são repartidas as emendas de bancada em 11 partes, e cada um propõe, apresenta o projeto e coloca o recurso”, disse. Ele reconheceu que as emendas de bancada recebem a assinatura dos parlamentares, mas defendeu que a decisão sobre o destino da parcela partiu de seu gabinete.

Na reta final da entrevista, o senador confirmou que a convenção do Republicanos está planejada para 25 de julho, em Rio Branco. A intenção é antecipar a organização jurídica e financeira da campanha, incluindo a abertura dos registros necessários para as candidaturas. O nome do candidato a vice-governador ainda não foi definido.

“Até lá, nós vamos definir a questão do vice e também das novas adesões que estão vindo. No dia 25 de julho, a gente espera fazer a nossa grande convenção”, afirmou.

Alan Rick encerrou a participação relatando a visita ao juiz aposentado Edinaldo Muniz, ferido no desabamento da ponte de Sena Madureira. Segundo o senador, Muniz já passou por oito cirurgias, ainda deverá enfrentar novos procedimentos e receberá uma placa de titânio no crânio. O parlamentar afirmou que ajudou a família na busca por atendimento hospitalar em São Paulo e manteve contato com Suzete, esposa do magistrado.

Ao comentar o acidente, Alan Rick voltou a responsabilizar politicamente o governo estadual e cobrou investigação sobre a obra. Ele citou um gasto de R$ 45 milhões na ponte e defendeu a punição dos culpados. “Deixa a Justiça investigar, porque os culpados têm que pagar. A gente tem que ter uma resposta para a população”, declarou.

A entrevista reuniu três linhas que deverão acompanhar a campanha de Alan Rick nos próximos meses: o enfrentamento judicial contra ações eleitorais, a tentativa de vincular sua candidatura à ideia de reconstrução administrativa do Acre e a ampliação das alianças municipais. A convenção de 25 de julho será o primeiro teste público dessa estratégia, quando o senador deverá apresentar o vice e transformar a movimentação de pré-campanha em candidatura formal.

Pedro Pascoal diz que pagamento à GoiásMed foi parcial e confirma pendências apontadas pelo Grupo Integração

Em entrevista ao Jornal da Manhã, ex-secretário afirmou que governo não quitou todas as obrigações com empresa responsável pelas cirurgias ortopédicas

O ex-secretário de Estado de Saúde Pedro Pascoal afirmou, em entrevista ao Jornal da Manhã, que o pagamento realizado pelo governo do Acre à empresa responsável pelos serviços de Ortopedia e Traumatologia foi apenas parcial e que ainda existem obrigações pendentes.

A declaração confirma informação publicada pelo Grupo Integração na quinta-feira, 9, após análise dos dados atualizados de empenhos e pagamentos do Fundo Estadual de Saúde. O levantamento mostrou que o governo quitou R$ 1.630.134,00 referentes aos serviços médicos prestados em março, mas ainda havia valores e procedimentos administrativos pendentes.

“O pagamento foi parcial. Não foi pago tudo aquilo que a empresa estava cobrando”, afirmou Pedro Pascoal durante a entrevista.

A crise envolve a GoiásMed Serviços Médicos Ltda., contratada por meio do Contrato Sesacre nº 140/2026 para prestar serviços médicos em Ortopedia e Traumatologia na rede estadual de saúde.

A empresa havia comunicado oficialmente à Secretaria de Estado de Saúde que poderia paralisar parcialmente os atendimentos e as cirurgias eletivas caso os pagamentos em atraso não fossem regularizados. No ofício, a GoiásMed cobrou o saldo remanescente da competência de fevereiro, a quitação integral dos serviços prestados em março e a emissão do empenho referente a abril.

Após a ameaça de paralisação, a Sesacre informou que o pagamento havia sido processado e encaminhado à instituição bancária. Os dados consultados pelo Grupo Integração confirmaram que o empenho de R$ 1.630.134,00, referente aos serviços médicos de março, passou a aparecer como pago.

No entanto, o levantamento também mostrou que a regularização não alcançou todas as pendências citadas pela empresa.

“Quando se fala que foi pago, parece que foi resolvido tudo. Não foi. Houve um pagamento, mas ainda ficaram pendências”, declarou Pascoal.

Nos dados mais recentes, permanece sem pagamento um empenho de R$ 373.129,87 destinado ao fornecimento de órteses, próteses e materiais especiais, conhecidos como OPME. Esses materiais são utilizados nas cirurgias e demais procedimentos ortopédicos e traumatológicos.

O empenho aparece registrado, mas ainda sem liquidação e sem pagamento. Além disso, o ofício da GoiásMed também menciona um saldo remanescente referente a fevereiro e a necessidade de emissão do empenho pelos serviços prestados em abril.

Pascoal reforçou que o problema não estaria relacionado à falta de dinheiro disponível no Fundo Estadual de Saúde.

“Dinheiro no Fundo Estadual de Saúde é o que não falta. Tem gente que vai perder a cirurgia pelo SUS, e o motivo não é falta de dinheiro”, afirmou.

Segundo o ex-secretário, os dados financeiros do Fundo Estadual de Saúde poderiam ser consultados publicamente e demonstrariam a existência de recursos para manter os contratos e serviços em funcionamento.

“Em 2023, a Saúde recebeu um repasse de R$ 240 milhões e, em 2025, deixei a gestão com um saldo de R$ 509 milhões. Esse é um dado que pode ser consultado”, disse.

Ao afirmar que o pagamento foi apenas parcial, Pascoal desloca novamente o debate para a administração dos processos internos da Sesacre. Se havia dinheiro disponível, o governo precisa explicar por que os débitos chegaram ao ponto de uma empresa ameaçar suspender cirurgias eletivas.

A GoiásMed havia informado que, caso as pendências não fossem regularizadas, suspenderia parcialmente os atendimentos e as cirurgias eletivas a partir das 18h do dia 8 de julho. Os procedimentos de urgência e emergência seriam mantidos no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco e no Hospital Geral de Cruzeiro do Sul.

O contrato com a GoiásMed é originado do Pregão Eletrônico SRP nº 600/2025 e possui valor total classificado de R$ 29.294.170,00. O objeto inclui serviços médicos de Ortopedia e Traumatologia, adulto e pediátrico, além de equipamentos, instrumentais e OPME para a rede estadual.

Até a última atualização dos dados analisados pelo Grupo Integração, o governo havia pago R$ 2.679.318,00 à empresa. O total inclui R$ 1.049.184,00 referentes à competência de fevereiro e R$ 1.630.134,00 pelos serviços de março.

Ainda assim, a cobrança formal da GoiásMed indica que o pagamento registrado não encerrou o impasse. A empresa continuava apontando saldo de fevereiro, materiais ortopédicos sem pagamento e serviços de abril ainda sem empenho.

A fala de Pedro Pascoal no Jornal da Manhã reforça, portanto, o que os números já haviam mostrado: o pagamento de março avançou depois da ameaça de paralisação, mas a relação financeira entre o governo e a empresa responsável pelas cirurgias ortopédicas permanecia sem regularização completa.

Alan Rick visita Edinaldo Muniz e destaca recuperação após desabamento de ponte em Sena Madureira

O senador Alan Rick visitou o juiz aposentado Edinaldo Muniz, um dos feridos no desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, e afirmou que a recuperação dele representa um sinal de força em meio às consequências do acidente registrado em 5 de junho. Ao relatar o encontro, o parlamentar disse que foi “dia de visitar um amigo especial, alguém que carrega no coração o amor pelo Acre e a vontade de seguir contribuindo com a nossa gente”.

Edinaldo foi a vítima em estado mais grave após a queda da estrutura. Desde então, passou por uma série de procedimentos médicos e segue em tratamento. Alan Rick afirmou que ele “já passou por 8 cirurgias, ainda vai precisar se submeter a novas etapas, mas segue firme, com fé, coragem e o mesmo desejo de ver o nosso estado crescer e dar certo”.

A visita ocorreu em um momento em que o caso ainda mobiliza a cidade e as autoridades responsáveis pela apuração. O desabamento interrompeu uma das principais ligações entre a região central de Sena Madureira e o Segundo Distrito, deixou feridos e abriu uma investigação sobre as causas do colapso, enquanto a reconstrução da travessia ainda depende da conclusão dos laudos técnicos.

Ao comentar o estado de saúde de Edinaldo, Alan Rick afirmou que vê a recuperação dele como “um verdadeiro milagre e uma prova da força de Deus em sua vida”. Na avaliação do senador, a reação do juiz aposentado diante da gravidade do acidente reforça o impacto humano de uma tragédia que continua presente na rotina da cidade.

O parlamentar também definiu o encontro como “uma visita de amizade, de carinho e de respeito a quem tem história, tem força e continua sonhando com um Acre melhor para todos nós”. A fala acrescenta um componente político e simbólico ao episódio, ao associar a recuperação de Edinaldo a um sentimento de esperança em meio aos desdobramentos do acidente.

Mais de um mês depois do desabamento, Sena Madureira ainda convive com os efeitos da queda da ponte, enquanto a investigação segue aberta e a população aguarda respostas sobre as causas do acidente e os próximos passos para restabelecer a ligação entre as duas áreas da cidade.

Federação aciona Alan Rick após prefeito do PP declarar apoio à pré-candidatura

A Federação União Progressista entrou com uma nova ação contra o senador Alan Rick, pré-candidato ao governo do Acre pelo Republicanos, depois de agendas políticas no Juruá que terminaram com a adesão do prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, ao grupo do parlamentar. A representação aponta possível propaganda eleitoral antecipada e reforça a disputa jurídica que passou a acompanhar a movimentação dos pré-candidatos ao Palácio Rio Branco.

O caso ganhou força após Zequinha, filiado ao Progressistas, partido que integra a federação ao lado do União Brasil, anunciar apoio a Alan Rick. A decisão teve impacto direto no campo governista, já que o prefeito administra a principal cidade do Vale do Juruá e era tratado como peça importante na articulação política da base ligada à governadora Mailza Assis.

A nova ação ocorre em meio a um ambiente de pré-campanha cada vez mais tensionado. Alan Rick já havia sido alvo de questionamentos eleitorais envolvendo peças de divulgação espalhadas pelo estado. A defesa política do senador tem sustentado que as ações fazem parte da prestação de contas do mandato e da divulgação de atividades parlamentares, sem pedido explícito de voto.

A legislação eleitoral permite a propaganda somente a partir de 16 de agosto. Antes desse prazo, atos de pré-campanha podem ocorrer desde que não haja pedido direto de voto nem uso de meios vedados pela lei. A discussão, agora, deve se concentrar no alcance das agendas realizadas por Alan Rick e na forma como a adesão de lideranças políticas foi divulgada.

O movimento de Zequinha também abriu uma crise interna no Progressistas. Após declarar apoio ao senador, o prefeito pediu afastamento temporário das atividades partidárias, mas permaneceu filiado à legenda. A decisão buscou reduzir o desgaste dentro do partido, sem romper formalmente com a sigla.

Nos bastidores, a disputa reflete a reorganização das forças políticas para 2026. Alan Rick tenta consolidar apoios fora do campo tradicional de aliados, enquanto a União Progressista busca conter perdas dentro da própria base. A adesão de Zequinha ampliou o peso da pré-candidatura do Republicanos no Juruá e acirrou a reação dos adversários.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Pré-candidato Márcio Alércio pede que contatos reenviem mensagens após perder agenda do WhatsApp

O pré-candidato Márcio Alércio fez um apelo aos amigos, apoiadores e pessoas que mantinham contato com ele pelo WhatsApp após perder, na última semana, todos os contatos, a agenda e o histórico de conversas no aplicativo. A solicitação foi direcionada a quem tinha demandas, mensagens pendentes ou assuntos em andamento com ele.

No comunicado, Márcio Alércio informou que ficou sem acesso às conversas anteriores e pediu que as pessoas reenviem as mensagens para que os atendimentos possam ser retomados. Ele afirmou que pretende responder às demandas no menor prazo possível.

“Se você tem alguma demanda ou algum assunto que estava tratando comigo, eu peço, por gentileza, que reenvie essa mensagem”, disse. O pré-candidato também agradeceu a compreensão dos contatos e reforçou o pedido para que as conversas sejam restabelecidas.

Rio Branco inicia curso de máquinas pesadas para 2 mil alunos

A Prefeitura de Rio Branco iniciou em 8 de julho o Curso de Operação de Máquinas Pesadas, com cerca de 2 mil alunos inscritos, para ampliar a formação profissional e abrir novas oportunidades de trabalho e renda na capital acreana. A capacitação é realizada em parceria com o Instituto Brasil World Qualifica e tem apoio da Secretaria Municipal de Agropecuária, da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco e da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade.

As aulas teóricas ocorrem de 8 a 10 de julho, no auditório do Detran, em Rio Branco. A etapa prática será realizada nos dias 11 e 12 de julho, no pátio da Ceasa, onde os participantes terão contato com equipamentos usados em serviços agrícolas e obras de infraestrutura.

A formação inclui orientações para operação de pá carregadeira, trator de esteira, motoniveladora, escavadeira hidráulica, retroescavadeira e outras máquinas pesadas. A proposta é preparar trabalhadores para funções que exigem mão de obra especializada em setores com demanda por profissionais capacitados.

Esta é a terceira capacitação feita em parceria entre a administração municipal e o Instituto Brasil World Qualifica. O secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano, afirmou que a formação técnica ajuda a inserir trabalhadores no mercado e atende necessidades do setor produtivo. “A qualificação profissional transforma vidas. Ao oferecer cursos como este, a Prefeitura amplia as possibilidades de inserção no mercado de trabalho, fortalece o setor produtivo e prepara profissionais para atender à crescente demanda por mão de obra especializada”, disse.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que a presença dos alunos no curso mostra o interesse da população por formação profissional. “Ver este auditório cheio demonstra que a população acredita na qualificação profissional como instrumento de transformação social. Nosso compromisso é continuar criando oportunidades para que mais cidadãos tenham acesso ao conhecimento, conquistem melhores condições de trabalho e contribuam para o desenvolvimento de Rio Branco”, afirmou.

A iniciativa faz parte das ações municipais voltadas à formação técnica, com foco na valorização da mão de obra local, na inclusão social e no fortalecimento de atividades ligadas ao campo, à infraestrutura urbana e aos serviços que dependem da operação de máquinas pesadas.

Pedro Pascoal nega falta de recursos em crise da ortopedia; dados mostram pagamento após ameaça de suspensão

Ex-secretário afirmou que suspensão de cirurgias não seria causada por falta de dinheiro; GoiásMed havia cobrado débitos de fevereiro, março e abril e ameaçado paralisar eletivas

O ex-secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, afirmou que a ameaça de suspensão de cirurgias ortopédicas na rede estadual não é causada por falta de recursos. Segundo ele, o Estado teria disponibilidade financeira para honrar os compromissos da área, e o problema estaria relacionado ao fluxo administrativo dos pagamentos, e não à ausência de orçamento ou de dinheiro em caixa.

A declaração, feita em suas redes sociais, coloca o centro do problema não na falta de recursos, mas na forma como a gestão da Saúde conduziu os pagamentos à empresa responsável pelo serviço. Pascoal destacou que a Saúde estadual possui planejamento financeiro e que os contratos em andamento contam com previsão orçamentária para execução, afastando a hipótese de que a paralisação tenha ocorrido por incapacidade financeira do governo.

A fala ocorre em meio à crise envolvendo a GoiásMed Serviços Médicos Ltda., contratada pela Secretaria de Estado de Saúde para atuar nos serviços de Ortopedia e Traumatologia da rede estadual. A empresa comunicou oficialmente à Sesacre que poderia paralisar parcialmente os atendimentos e cirurgias eletivas caso os pagamentos em atraso não fossem regularizados até quarta-feira, 8 de julho.

No ofício, a GoiásMed informou que a paralisação começaria a partir das 18h do dia 8 e atingiria os atendimentos e cirurgias eletivas de Ortopedia e Traumatologia programados no âmbito do Contrato Sesacre nº 140/2026. A empresa alegou inadimplência da contratante e cobrou o saldo remanescente da competência de fevereiro, a quitação integral dos serviços de março e a emissão do empenho referente a abril.

A prestadora afirmou, no entanto, que os atendimentos de urgência e emergência seriam mantidos no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) e no Hospital Geral de Cruzeiro do Sul, evitando uma interrupção completa da assistência ortopédica no estado.

A própria Sesacre informou, depois da notificação, que o pagamento referente aos serviços já havia sido processado e encaminhado à instituição bancária em 7 de julho, com expectativa de crédito na conta da empresa no dia seguinte. A pasta afirmou ainda que acompanhava a situação para garantir a continuidade dos serviços de ortopedia e traumatologia no estado.

Os dados atualizados de empenhos e pagamentos confirmam que houve mudança após a cobrança da empresa. No primeiro levantamento, o empenho nº 7216075944, no valor de R$ 1.630.134,00, referente à competência de março, aparecia liquidado, mas com pagamento zerado. Na consulta atualizada desta quinta-feira, o mesmo valor já aparece como pago.

Com isso, o total pago pelo governo à GoiásMed passou de R$ 1.049.184,00 para R$ 2.679.318,00. Ainda permanece sem pagamento registrado um empenho de R$ 373.129,87 referente a OPME, órteses, próteses e materiais especiais usados nos procedimentos ortopédicos e traumatológicos. Esse valor aparece empenhado, mas sem liquidação e sem pagamento.

A contratação da GoiásMed tem valor total classificado de R$ 29.294.170,00 no Pregão Eletrônico SRP nº 600/2025, ComprasGov nº 90600/2025, da Sesacre. O objeto inclui serviços médicos em Ortopedia e Traumatologia, adulto e pediátrico, com equipe multidisciplinar, equipamentos, instrumentais e fornecimento de OPME para a rede estadual de saúde.

A documentação da própria licitação mostra que a contratação tinha como justificativa evitar descontinuidade, filas e cancelamentos. O termo de referência afirma que a ortopedia eletiva tem demanda reprimida elevada e que a realização regular dos procedimentos é essencial para reduzir filas de espera, evitar agravamento de lesões e prevenir incapacidades permanentes.

O documento também aponta que a Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) é referência estadual para cirurgias ortopédicas eletivas de média e alta complexidade, mas enfrenta limitações de estrutura e pessoal para atender toda a demanda existente.

Outro trecho do termo de referência diz que a interrupção abrupta do contrato representaria risco iminente de desassistência à população, comprometendo tanto os atendimentos de urgência quanto os procedimentos eletivos. A contratação conjunta de serviços médicos e OPME foi defendida pela Sesacre como forma de garantir resolutividade imediata e evitar adiamento ou cancelamento de cirurgias por falta de materiais no momento do procedimento.

É nesse ponto que a declaração de Pedro Pascoal ganha peso político. Ao afirmar que não faltam recursos, o ex-secretário desloca o debate para a gestão dos processos internos da Secretaria de Saúde. Se havia previsão financeira e disponibilidade para pagamento, a cobrança formal da empresa indica que o entrave pode ter ocorrido em etapas como empenho, liquidação, autorização ou liberação dos valores.

Os registros oficiais reforçam essa discussão. O empenho referente aos serviços de março, no valor de R$ 1,63 milhão, só foi registrado em 23 de junho e permaneceu sem pagamento até depois da ameaça de paralisação. Após a manifestação da GoiásMed, o valor foi quitado, segundo os dados atualizados.

O caso também expõe uma discussão sobre prioridades de pagamento do governo. Em junho, levantamento anterior mostrou que a Casa Civil teve R$ 3.047.156,00 em despesas com fretamento administrativo de aeronaves pagos integralmente à Ortiz Táxi Aéreo. Já na Saúde, a GoiásMed chegou a comunicar risco de paralisação parcial de cirurgias eletivas por falta de pagamento de competências anteriores.

Mesmo com o pagamento de R$ 1,63 milhão lançado após a ameaça, a crise deixa perguntas em aberto: se havia recursos disponíveis, por que os valores chegaram ao ponto de cobrança formal pela empresa? Por que a competência de março só foi empenhada em 23 de junho? O que aconteceu com o saldo de fevereiro citado pela GoiásMed? Abril já teve empenho emitido? E quantos pacientes tiveram cirurgias ameaçadas ou remarcadas durante o impasse?

A fala de Pedro Pascoal, portanto, não encerra a crise. Ao contrário, reforça a necessidade de explicações da Sesacre sobre o funcionamento do fluxo de pagamentos. Se não houve falta de dinheiro, o governo precisa esclarecer por que uma empresa contratada para uma área sensível da saúde pública precisou ameaçar paralisar cirurgias eletivas para que os pagamentos avançassem no sistema.

Aleac aprova redução do ICMS para café conilon e mudanças na Lei Orgânica da Polícia Civil

A Assembleia Legislativa do Acre aprovou nesta quarta-feira (8), em Rio Branco, projetos enviados pelo Poder Executivo que reduzem a carga tributária nas operações interestaduais com café conilon e atualizam regras da Lei Orgânica da Polícia Civil. As medidas foram votadas antes do recesso parlamentar de meio de ano e tratam de incentivos à produção rural, segurança jurídica e adequação da legislação estadual.

A redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços será aplicada às operações interestaduais com café conilon cru, em coco ou em grão, quando o produto for destinado a contribuintes do imposto. Com a mudança, a carga tributária efetiva passa a ser de 7% sobre o valor da operação.

O benefício vale exclusivamente para saídas promovidas por produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas, localizados no Acre. A proposta foi apresentada como forma de ampliar a competitividade da produção acreana no mercado nacional e estimular a cadeia produtiva do café, setor tratado pelo governo como uma atividade com potencial de expansão econômica, geração de emprego e renda.

A medida tem como base o Convênio ICMS nº 17, de 27 de janeiro de 2026, firmado no Conselho Nacional de Política Fazendária, que autorizou os estados signatários a concederem o benefício fiscal. A expectativa é que o incentivo ajude a manter mercado para a produção local, atraia novos investimentos e contribua para que o crescimento anual da produção de café no Acre supere 10%.

Os deputados também aprovaram o Projeto de Lei Complementar nº 20/2026, que altera a Lei Complementar nº 129, de 22 de janeiro de 2004, responsável pela Lei Orgânica da Polícia Civil e pelo Estatuto dos Policiais Civis do Acre. O texto revoga dispositivo da Lei Complementar nº 39, de 1993, que impedia servidores do Quadro Provisório, em extinção, de receberem vantagens previstas nos planos de carreira.

A alteração foi defendida como uma atualização da legislação estadual diante da jurisprudência sobre o tema. O objetivo é adequar as normas à ordem constitucional vigente, reduzir inseguranças jurídicas e corrigir uma regra considerada incompatível com o entendimento consolidado pelos tribunais.

Durante a análise da proposta, o deputado Edvaldo Magalhães, do PCdoB, afirmou que o texto passou pelas comissões da Aleac e recebeu contribuições de representantes da Polícia Civil, incluindo delegados e agentes. As mudanças aprovadas foram tratadas como ajustes pontuais, sem alterar o eixo central da proposta de modernização da estrutura da corporação.