Elter Nóbrega: de educador e sindicalista à liderança política em Cruzeiro do Sul

Com uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação, os direitos dos trabalhadores e a política participativa, Elter Nóbrega vem se consolidando como uma das figuras mais respeitadas da vida pública em Cruzeiro do Sul. Atual presidente da Câmara Municipal, reeleito vereador em 2024 com 1.961 votos, Elter é reconhecido não apenas por sua atuação política, mas também pela sua história de dedicação à população e às causas sociais.

Raízes familiares e formação

Filho de Naly de Queiroz Nóbrega, dona de casa, e de Genildo Braz da Nóbrega, topógrafo (in memoriam), Elter é o caçula de cinco irmãos: Elayne, Elvis (in memoriam), Eleine e Genilsa. Com forte influência familiar e espírito comunitário desde cedo, formou-se em Pedagogia pela Universidade Federal do Acre (UFAC) no ano de 2004, destacando-se como presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) durante sua passagem pelo campus de Cruzeiro do Sul.

Da sala de aula ao atendimento no banco

Antes de entrar na vida pública, Elter atuou como professor de Química, Física e Matemática por 12 anos, lecionando nas escolas Craveiro Costa, Flodoardo Cabral, Dom Henrique Ruth e Valério Caldas de Magalhães. Em 2006, foi aprovado em concurso público para o Banco do Brasil, onde passou a atender a população com a mesma dedicação que demonstrava nas salas de aula.

Desde 2011, tornou-se educador do Banco do Brasil, referência no atendimento humanizado e igualitário. Colegas e clientes o reconhecem pelo respeito e atenção com todos, independente da posição social ou saldo bancário. “Elter sempre tratou todos com dignidade. Ele nunca fez distinção de ninguém no atendimento”, afirmam muitos dos que passaram pelas agências em que atuou.

Atuação sindical e comunitária

Sua atuação sindical é outro ponto de destaque em sua biografia. Vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Acre e membro executivo da FETEC-CN (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte), Elter é conhecido por sua postura firme contra assédios, maus-tratos e injustiças com os trabalhadores. Defensor incansável das pautas da classe trabalhadora, ganhou respeito entre lideranças regionais e nacionais.

Desde 2012, também preside a AABB de Cruzeiro do Sul, promovendo ações esportivas, culturais e de integração social.

Ascensão política

Eleito vereador pela primeira vez em 2020, com 833 votos, logo foi escolhido como 1º secretário da Câmara Municipal em 2021. Também presidiu por mais de um ano a Ecops (Empresa Cruzeirense de Obras e Serviços Públicos). Em 2024, foi reeleito vereador com uma votação expressiva, quase 2 mil votos, sendo eleito presidente da Mesa Diretora da Câmara em 2025.

Como presidente, iniciou um projeto inédito na política local: as sessões itinerantes da Câmara. A primeira ocorreu na comunidade Tartaruga, no Rio Val Paraíso, com a presença de 13 dos 14 vereadores, o presidente da ALEAC, Nicolau Júnior, além de outras autoridades e moradores das 14 comunidades ribeirinhas. O evento contou com almoço coletivo, torneio de futebol, atendimentos de saúde, corte de cabelo e ações de beleza e estética. A segunda edição, prevista para a comunidade Santa Luzia, na BR-364, precisou ser cancelada devido à forte chuva no dia.

A voz do povo

A atuação de Elter tem sido motivo de orgulho para seus eleitores. Em depoimento, um morador afirmou:

“Vejo o vereador Elter como um grande e diferente político. Ele não é só mais um vereador, ele é o vereador. Veja o currículo dele, a trajetória, a dedicação e o conhecimento. O conhecendo como conheço, é notável que veio para fazer a diferença. O parlamento mirim está pequeno para seu potencial.”

Um líder em construção constante

Elter Nóbrega se destaca não apenas pela firmeza com que conduz os trabalhos legislativos, mas pela capacidade de dialogar com diferentes setores da sociedade, unindo experiência técnica, sensibilidade social e espírito público. Sua história inspira uma nova geração de políticos e reforça a importância de uma atuação comprometida com a ética, a escuta e a presença ativa nos bairros, comunidades e instituições.

De professor a líder sindical, de bancário a presidente da Câmara, Elter é hoje símbolo de que a política feita com responsabilidade e proximidade com o povo pode, sim, gerar transformação concreta.

Alysson Bestene reúne vereadores na Expoacre e define prioridades para segundo semestre em Rio Branco

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, reuniu vereadores da base aliada nesta sexta-feira (7), durante a Expoacre 2026, para discutir as prioridades da administração municipal e da Câmara para o segundo semestre. O encontro ocorreu no gabinete institucional da Prefeitura montado no Parque de Exposições e antecede a retomada das sessões do Legislativo municipal, marcada para terça-feira, 11 de agosto.

Entre os principais temas discutidos estão o transporte público, a infraestrutura urbana e a pavimentação de bairros. A reunião também tratou de projetos que devem entrar na pauta da Câmara nos próximos meses e de ações que dependem da articulação entre Executivo e Legislativo.

Alysson Bestene afirmou que a parceria com os vereadores tem ajudado na execução de projetos municipais e na ampliação dos serviços oferecidos à população. Durante a reunião, o prefeito também apresentou aos parlamentares a estrutura das secretarias municipais instalada na Expoacre, com programas, serviços e iniciativas da gestão.

O presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, afirmou que a retomada do semestre legislativo terá uma agenda concentrada em demandas da capital. Transporte coletivo e pavimentação estão entre os assuntos que devem ocupar as discussões dos vereadores após o retorno das sessões.

Joabe também defendeu a articulação entre Prefeitura e Câmara para acelerar projetos e ações nos bairros. “Essa união, com certeza, vai fazer com que essas ações cheguem mais rápido à população de Rio Branco”, afirmou.

O vereador Bruno Moraes também participou do encontro e afirmou que a reunião serviu para ajustar pontos entre a base e o Executivo antes da retomada dos trabalhos parlamentares. A aproximação ocorre em um momento em que projetos municipais devem voltar à análise dos vereadores com o início do novo período legislativo.

Além da reunião política, os vereadores visitaram os espaços mantidos pelas secretarias municipais na Expoacre. A Prefeitura concentra no Parque de Exposições atendimentos, apresentação de programas e divulgação de ações desenvolvidas nas áreas de responsabilidade do município.

Ao fim do encontro, Alysson Bestene entregou aos parlamentares chapéus personalizados do programa Prefeitura nas Ruas, que reúne serviços municipais diretamente nos bairros da capital. A agenda abriu a articulação política entre Prefeitura e Câmara para as pautas previstas até o fim de 2026.

Patrimônio de Ninawa Huni Kui expõe preconceito contra indígenas nas redes

Ninawa Huni Kui declarou R$ 1,59 milhão em patrimônio à Justiça Eleitoral ao entrar na disputa por uma vaga de deputado federal no Acre. O dado é público, relevante e deve ser tratado como o patrimônio de qualquer candidato: pode ser informado, comparado e investigado. O que veio depois, porém, mostrou que para parte do público a questão não era apenas quanto ele possui. Era quem possui.

“Índio rico em”, escreveu um leitor. Outro insinuou que ONGs dentro de aldeias seriam “excelentes fontes de trabalhos”. Houve ainda quem questionasse como alguém com quase R$ 2 milhões poderia defender os povos originários.

A declaração patrimonial inclui terra, casa e veículos. Não há, por si só, nada de extraordinário nisso. O estranhamento nasce quando a palavra “cacique” entra na mesma frase que R$ 1,59 milhão e aciona uma velha expectativa: a de que um indígena autêntico deveria necessariamente ser pobre.

É aí que a discussão deixa de ser apenas eleitoral.

Ninawa pode ser cobrado por suas posições políticas, por sua atuação pública e pela origem de seu patrimônio, caso exista algum fato concreto que justifique apuração. O que não pode funcionar como indício de irregularidade é sua identidade indígena.

Um empresário rico pode defender empresários. Um pecuarista pode possuir milhões em terras e representar produtores rurais. Um parlamentar milionário pode dizer que representa trabalhadores pobres. Mas, diante de um cacique com casa, terra e caminhonete, ainda aparece a pergunta carregada de suspeita: como um indígena conseguiu isso?

Essa pergunta carrega séculos de uma imagem construída de fora para dentro. O indígena é aceito no imaginário nacional como vítima, pobre, isolado ou dependente. Quando ocupa espaços de poder, estuda, administra, empreende, disputa eleições ou acumula patrimônio, parte desse mesmo olhar passa da compaixão à desconfiança.

Também houve reação contrária. Entre os comentários apareceram manifestações de respeito e a frase simples: “indígenas no topo”. O contraste importa porque mostra que a disputa não está apenas em torno de Ninawa, mas da própria ideia de qual lugar um indígena pode ocupar na sociedade brasileira.

Patrimônio de candidato é assunto público. Deve ser fiscalizado. Se houver incompatibilidade, investigue-se. Se houver irregularidade, publique-se.

Mas cocar não é comprovante de pobreza.

Ser indígena não exige certificado de miséria.

Talvez a pergunta mais reveladora dessa história não seja como Ninawa Huni Kui chegou a R$ 1,59 milhão em bens. É por que a possibilidade de um indígena possuir patrimônio ainda incomoda tanta gente.

Prefeitura de Rio Branco discute melhorias em ramais na região do Barro Vermelho

A Prefeitura de Rio Branco reuniu moradores, produtores rurais e lideranças comunitárias nesta sexta-feira (7), no Ramal do Junqueira, na região do Barro Vermelho, para ouvir demandas sobre acesso, transporte da produção e serviços públicos nas comunidades rurais dos ramais do Junqueira, Juca e Autofrota.

A agenda contou com a presença do prefeito Alysson Bestene, do senador Sérgio Petecão e da vereadora Elzinha Mendonça. O encontro teve como foco a melhoria das condições dos ramais, usados diariamente por famílias que vivem no campo e dependem das vias para trabalhar, estudar, buscar atendimento e escoar a produção rural.

O prefeito afirmou que a gestão municipal tem buscado manter contato direto com as comunidades para definir prioridades a partir das demandas apresentadas pelos moradores. “Temos buscado estar presentes nas principais ações, conversando com as pessoas e ouvindo as lideranças comunitárias. Hoje estamos reunidos com a comunidade, juntamente com o senador Petecão e a vereadora Elzinha. Vamos trabalhando e unindo forças para mudar a realidade das pessoas e melhorar a vida delas em suas comunidades”, disse Alysson Bestene.

A produtora rural Fátima Teles afirmou que a presença das autoridades reforça a expectativa por melhorias no direito de ir e vir. Ela relatou que o ramal tem forte produção agrícola e reúne famílias que dependem da estrada para transportar alimentos e manter as atividades no campo. “É só isso que queremos: poder levar nossas produções, porque este é um ramal muito produtivo. Aqui tem homens e mulheres trabalhadores”, afirmou.

A vereadora Elzinha Mendonça disse que as intervenções nos ramais podem melhorar o cotidiano dos moradores da região, principalmente dos produtores rurais. “Isso vai trazer dignidade, permitir que as pessoas escoem suas produções e tenham melhores condições de acesso”, afirmou.

A presidente do Ramal do Junqueira, Rosicleia Souza, afirmou que serviços já realizados começaram a melhorar o deslocamento dos moradores. Ela disse que a comunidade aguardava as intervenções havia bastante tempo e que a continuidade do trabalho pode ampliar o acesso a saúde, educação e transporte para as famílias da região.

Gladson quer o Senado, mas a condenação continua no caminho; e está inelegível

Gladson Cameli pode repetir quantas vezes quiser que é candidato ao Senado. Pode reunir aliados, subir em palanque, aparecer ao lado de Mailza Assis, organizar chapa, mobilizar prefeitos e tratar a eleição como uma etapa natural depois de deixar o governo. Nada disso muda o ponto que está diante dele desde 6 de maio: Gladson continua condenado pelo Superior Tribunal de Justiça a 25 anos e nove meses de prisão e continua alcançado pela Lei da Ficha Limpa.

A condenação não desapareceu com recurso. Não foi anulada. A pena não caiu. O julgamento mais recente dos embargos de declaração também não produziu a virada que a defesa precisava. A Corte Especial mexeu apenas em pontos de esclarecimento do acórdão, sem retirar a condenação, reduzir a pena ou suspender seus efeitos eleitorais. No essencial, Gladson entrou em agosto do mesmo jeito que saiu de maio: condenado por decisão colegiada e com um problema jurídico real para registrar sua candidatura.

É importante colocar os fatos nessa ordem porque a política costuma correr mais rápido que o processo. No Acre, Gladson continua sendo tratado por aliados como candidato ao Senado. Na Justiça, continua sendo o réu condenado na Ação Penal 1.076, resultado de uma das frentes mais pesadas da Operação Ptolomeu.

A Corte Especial do STJ o condenou por organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. A soma chegou a 25 anos e nove meses de reclusão, em regime inicial fechado. Vieram ainda multa, indenização de R$ 11,7 milhões ao Estado do Acre e a perda do cargo de governador, que já havia sido deixado por Gladson semanas antes para cumprir o calendário eleitoral e preparar o projeto de retorno ao Senado.

A pena não saiu de um único episódio.

O julgamento reuniu contratos públicos, empresas privadas, movimentações financeiras, pagamentos e operações que, para a maioria dos ministros, formavam uma estrutura organizada para retirar dinheiro dos cofres públicos e fazer parte desses recursos chegar ao patrimônio privado do grupo investigado.

Uma das empresas colocadas no centro desse caminho foi a Murano Construções. Ela recebeu cerca de R$ 18 milhões em contratos analisados durante a investigação. Técnicos da Controladoria-Geral da União calcularam prejuízo superior a R$ 16 milhões no conjunto examinado. A condenação também passou pela relação da Murano com empresas ligadas ao núcleo familiar de Gladson.

O STJ reconheceu 31 ocorrências de peculato-desvio em continuidade delitiva e considerou 46 operações na condenação por lavagem de dinheiro. Não é uma condenação construída sobre uma frase, uma reunião ou uma assinatura isolada. O tribunal enxergou repetição.

Esse ponto ajuda a entender o tamanho do problema jurídico que Gladson carrega para a eleição.

No processo, dinheiro apontado como produto dos crimes apareceu ligado a despesas particulares. Entre os bens examinados estavam parcelas de um apartamento de alto padrão em São Paulo e gastos relacionados a veículo de luxo. Foi nesse percurso, dos contratos públicos até o patrimônio privado, que a acusação montou parte do caso de lavagem de dinheiro aceito pelo STJ.

A defesa sempre negou os crimes e atacou a validade das provas. Um dos argumentos ganhou força quando o Supremo Tribunal Federal anulou elementos produzidos em uma fase da investigação por entender que houve problema de competência. Os advogados de Gladson tentaram ampliar o alcance dessa decisão para comprometer toda a ação penal.

Não conseguiram.

A maioria da Corte Especial entendeu que as provas anuladas pelo Supremo não sustentavam a condenação e que havia material obtido de forma independente. A discussão atravessou o processo, mas não impediu o julgamento nem derrubou os elementos usados pelos ministros para condená-lo.

Depois vieram os embargos de declaração.

E aqui está a atualização mais recente: eles não mudaram a realidade eleitoral de Gladson.

A defesa voltou ao STJ tentando corrigir e questionar pontos do acórdão. A Corte Especial acolheu parte dos embargos para esclarecimentos, sem alterar o resultado. Gladson continuou condenado a 25 anos e nove meses.

Essa sequência importa porque recurso e reversão são coisas diferentes.

Gladson pode recorrer. Pode tentar levar questões ao Supremo. Pode pedir medida cautelar. Pode buscar uma decisão capaz de suspender os efeitos da condenação. Tudo isso faz parte do jogo jurídico.

O que ele não pode é transformar a existência desses caminhos em uma absolvição que ainda não aconteceu.

Também é preciso separar prisão de inelegibilidade.

Gladson não começa agora a cumprir os 25 anos e nove meses porque ainda existem recursos e a condenação não chegou ao trânsito em julgado. Para a eleição, porém, a exigência é diferente. A Lei da Ficha Limpa alcança determinadas condenações impostas por órgãos colegiados antes mesmo da decisão definitiva.

É exatamente onde ele está.

Gladson foi condenado por uma corte colegiada em crimes que entram no alcance da legislação eleitoral. Por isso, enquanto não houver decisão suspendendo ou derrubando os efeitos dessa condenação, a inelegibilidade continua no caminho da candidatura.

Não é o partido que resolve isso.

O Progressistas pode escolher Gladson. Os aliados podem apresentá-lo como candidato. Ele próprio pode dizer que é “candidatíssimo”. O pedido de registro pode ser protocolado.

Nada disso substitui a decisão da Justiça Eleitoral.

É o Tribunal Regional Eleitoral do Acre que terá de examinar as condições jurídicas do registro de uma candidatura ao Senado. E, quando essa análise chegar, haverá sobre a mesa uma informação impossível de contornar: Gladson foi condenado pelo STJ.

Há ainda uma confusão recorrente sobre o tempo dessa inelegibilidade. Não é correto resumir o caso dizendo apenas que Gladson “ficou inelegível por oito anos”. A legislação atual dá tratamento específico a condenações por crimes contra a administração pública. Dependendo da manutenção da condenação e do cumprimento da pena, o período pode ir muito além de oito anos contados a partir de 2026.

É justamente por isso que uma reversão judicial é tão importante para o projeto político de Gladson.

Sem ela, não se trata apenas de administrar uma crise durante uma campanha. Trata-se de conseguir superar a barreira que pode impedir que essa campanha produza um mandato.

E o calendário já não oferece distância confortável.

O prazo para registro das candidaturas termina em 15 de agosto. A política acreana pode passar esses dias discutindo alianças, pesquisas, suplências, prefeitos, estrutura partidária e votos. O processo de Gladson continuará fazendo uma pergunta anterior a todas essas: ele poderá ser candidato com registro válido?

Até agora, a resposta jurídica permanece contra ele.

Há ainda outro processo no STJ. Gladson virou réu em uma segunda ação relacionada às obras da AC-405, em Cruzeiro do Sul. Nesse caso, aparecem acusações de peculato-desvio e fraude em licitação, com suspeitas sobre o direcionamento de contrato para empresa ligada à família Cameli e sobrepreço de aproximadamente R$ 3,6 milhões calculado pela CGU.

Mas esse segundo processo precisa ficar no lugar correto.

Nele, Gladson ainda não foi condenado.

A inelegibilidade que hoje ameaça sua candidatura ao Senado não nasce dessa nova ação. Nasce da condenação que já existe na Ação Penal 1.076.

É essa diferença que não pode ser escondida nem exagerada.

Gladson não está preso. Continua recorrendo. Pode conseguir uma decisão favorável daqui para frente. Se conseguir, o quadro muda e terá de ser contado como mudança.

Até lá, o que existe é o que foi decidido.

Um ex-governador que deixou o Palácio Rio Branco para tentar voltar ao Senado, mas chegou ao período eleitoral com uma condenação de 25 anos e nove meses.

Um político que continua competitivo dentro de seu grupo, mas que depende de uma vitória nos tribunais antes de transformar força eleitoral em mandato.

Um candidato declarado que, juridicamente, continua inelegível.

A política pode tentar correr na frente.

A condenação continua logo atrás.

Flávio Bolsonaro apoia Mara Rocha e Márcio Bittar ao Senado no Acre e deixa Gladson fora da lista

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, anunciou apoio a Márcio Bittar e Mara Rocha na disputa pelas duas vagas do Acre ao Senado em 2026. A definição foi apresentada em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, na quinta-feira, 6, dentro de uma estratégia nacional para fortalecer palanques estaduais e ampliar a bancada aliada no Congresso.

No Acre, a escolha junta o PL de Márcio Bittar ao Republicanos de Mara Rocha. Os dois nomes passam a compor o palanque senatorial de Flávio no estado, em uma movimentação que busca organizar a direita em torno da candidatura presidencial do senador. A lista nacional apresentada por Flávio reúne 47 candidatos ao Senado em todas as unidades da Federação.

A decisão também reorganiza o cenário local porque deixa Gladson Cameli fora do grupo anunciado por Flávio, mesmo depois de o ex-governador ter declarado apoio ao presidenciável. Em março, durante o lançamento da União Progressista e recentemente em entrevista, Gladson afirmou que seu voto e seu apoio seriam para Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.

A ausência de Gladson pesa mais porque ele tenta manter espaço na corrida ao Senado em meio aos efeitos da condenação no Superior Tribunal de Justiça. Em maio, a Corte Especial do STJ condenou o ex-governador a 25 anos e 9 meses de prisão por organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Pela Lei da Ficha Limpa, a condenação por órgão colegiado o tornou inelegível por oito anos, salvo decisão judicial que suspenda os efeitos da condenação.

Com isso, a lista de Flávio expõe um novo desenho político no Acre: Bittar e Mara foram incorporados ao projeto nacional do PL, enquanto Gladson, mesmo aliado declarado do presidenciável, ficou fora da indicação formal para o Senado. Na prática, o ex-governador foi deixado de lado no momento em que Flávio buscou consolidar candidaturas com maior viabilidade jurídica e eleitoral para sustentar sua campanha no estado.

A disputa acreana continua aberta. Pesquisas recentes colocam Márcio Bittar, Gladson Cameli e Mara Rocha entre os nomes mais competitivos para as duas vagas, com variações conforme o cenário testado. A diferença agora é que Flávio Bolsonaro passou a tratar Bittar e Mara como seus nomes para o Senado, deixando Gladson em posição mais isolada dentro do campo conservador.

Bocalom celebra nota 6,8 de Rio Branco no Ideb e atribui avanço a investimentos na educação

O prefeito Tião Bocalom celebrou, nesta quarta-feira (5), a nota 6,8 alcançada pela rede municipal de Rio Branco no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025. O resultado superou os 6,4 registrados em 2023 e colocou a capital acreana a um décimo do melhor desempenho entre as capitais brasileiras nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Bocalom comemorou os números durante visita à Escola Municipal Maria Lúcia Moura Marim, no bairro Morada do Sol. A unidade obteve nota 8,7 e ficou em primeiro lugar entre as escolas do Acre. Rio Branco também ocupou a segunda e a terceira posições do estado, com as escolas Luiz de Carvalho Fontenele, que alcançou 8,3, e Chico Mendes, com 8,1.

“Nossa escola Maria Lúcia Moura Marim é a campeã do estado do Acre no Ideb de 2025. Estou muito feliz porque esse resultado é fruto da dedicação dos nossos professores, das equipes gestoras e de todos aqueles que fazem a educação do município de Rio Branco”, afirmou o prefeito.

Ao comentar o desempenho geral da rede, Bocalom lembrou que Rio Branco já havia ficado perto da liderança nacional na avaliação anterior. Em 2023, a capital terminou um décimo atrás de Goiânia. Desta vez, alcançou 6,8, enquanto Curitiba registrou 6,9.

“Mais uma vez ficamos em segundo lugar por apenas um décimo, mas isso nos enche de orgulho”, declarou.

O prefeito atribuiu o crescimento no índice aos investimentos feitos pela administração municipal na valorização dos profissionais, na infraestrutura das escolas e na adoção de novas tecnologias e metodologias de ensino.

Entre as medidas citadas por Bocalom estão o aumento salarial dos trabalhadores da educação, a reforma e climatização das unidades, a instalação de internet nas escolas urbanas e rurais, a entrega de notebooks aos professores e de tablets aos alunos, além da implantação de atividades de robótica e do programa Mente Inovadora.

“Quando recebemos a prefeitura, a maioria das escolas não tinha ar-condicionado. Hoje todas têm climatização, internet e mais tecnologia dentro das salas de aula”, disse.

Professor de matemática, Bocalom afirmou que a melhoria da educação pública sempre esteve entre suas prioridades e agradeceu aos professores, gestores, servidores e familiares dos estudantes pelo resultado.

“Esse resultado mostra que estamos no caminho certo e que nossas crianças estão tendo mais oportunidades para construir um grande futuro”, afirmou o prefeito, ao anunciar a continuidade dos investimentos na rede municipal.

É DINHEIRO! Governo do Acre paga R$ 6,45 milhões por shows da Expoacre 2026 em Rio Branco

O Governo do Acre pagou R$ 6,45 milhões pela contratação de seis atrações da programação pública da Expoacre 2026, em Rio Branco. O valor, custeado pela Casa Civil, aparece como liquidado e pago nos registros financeiros dos contratos firmados para os shows de Leonardo, Ana Castela, Wesley Safadão, Natanzinho Lima, padre Fábio de Melo e Banda Som e Louvor.

As contratações estão distribuídas em cinco contratos. O maior deles, no valor de R$ 2,55 milhões, foi firmado com a Apolo Assessoria para as apresentações de Leonardo e Ana Castela. Como os dois artistas foram incluídos no mesmo instrumento contratual, os registros disponíveis não separam quanto foi pago por cada show.

Wesley Safadão teve contrato de R$ 1,8 milhão. Natanzinho Lima recebeu R$ 1,3 milhão. As apresentações do padre Fábio de Melo e da Banda Som e Louvor custaram R$ 500 mil e R$ 300 mil, respectivamente. Os valores estão vinculados aos contratos CC nº 45, 46, 51, 54 e 55 de 2026.

Juntos, os contratos de Leonardo e Ana Castela, Wesley Safadão e Natanzinho Lima somam R$ 5,65 milhões, o equivalente a cerca de 87,6% de todo o gasto estadual com a programação musical pública da feira.

Os contratos abrangem apresentações artísticas, bandas completas, equipes técnicas e produção dos shows. As contratações ocorreram por inexigibilidade de licitação, modalidade prevista quando a administração pública contrata artistas diretamente ou por meio de representantes exclusivos.

A programação oficial em Rio Branco teve Leonardo em 2 de agosto, Natanzinho Lima em 3 de agosto, padre Fábio de Melo em 4 de agosto, Wesley Safadão em 5 de agosto, Ana Castela em 6 de agosto e Som e Louvor em 7 de agosto. O acesso aos shows custeados pelo Estado ocorre mediante doação de alimentos.

O total de R$ 6,45 milhões se refere apenas às atrações musicais bancadas pelo governo estadual. A conta não inclui estrutura de palco, som, iluminação, montagem, segurança, reformas no Parque de Exposições Wildy Viana, diárias ou outros serviços ligados à Expoacre. Também não inclui o show de Bruno & Marrone, previsto para o encerramento da feira, promovido pela iniciativa privada e com cobrança de ingresso.

O levantamento considera somente a Expoacre 2026 realizada em Rio Branco. Os gastos da Expoacre Juruá, ocorrida entre junho e julho em Cruzeiro do Sul, fazem parte de outro termo de colaboração e não entram nesse total.

Alan Rick denuncia contratação de mais de 680 comissionados e cobra apuração sobre uso da máquina pública

Candidato ao governo afirma ter acionado o Tribunal de Contas e relata pressão contra servidores e empresários durante o período eleitoral

O senador e candidato ao Governo do Acre, Alan Rick, afirmou que sua equipe apresentou uma denúncia ao Tribunal de Contas do Estado sobre a contratação de mais de 680 servidores comissionados durante o período eleitoral. A declaração foi feita nesta quarta-feira, 5, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul.

Segundo Alan Rick, a representação pede que os órgãos de controle verifiquem onde os novos comissionados foram lotados e quais atividades estão exercendo na administração estadual.

“Nós fizemos uma denúncia ao Tribunal de Contas do Estado devido ao uso da máquina para contratação de cargos comissionados nesse período eleitoral. Isso é muito grave. Mais de 680 cargos comissionados foram contratados. Agora eu pergunto: onde cada um está trabalhando? Onde foram lotados? Quais funções estão exercendo?”, declarou.

Durante a entrevista, o candidato também acusou integrantes da estrutura governamental de pressionarem servidores públicos e empresários para participarem de atividades políticas. Alan Rick não apresentou, durante a fala, nomes de servidores, empresários ou secretarias específicas relacionados às acusações.

“Empresários sendo extorquidos, servidores sendo oprimidos dentro de secretarias para participar em atos públicos da governadora”, afirmou.

Outro ponto mencionado pelo senador foi uma denúncia sobre o suposto uso de ônibus da Educação para transportar pessoas a uma convenção partidária em Assis Brasil. Segundo ele, o caso também está sendo encaminhado aos órgãos responsáveis pela fiscalização eleitoral.

“Uso de veículos da Educação, como foi a denúncia feita lá em Assis Brasil, ônibus da Educação para transportar eleitores para convenção. Todo tipo de crime eleitoral vem sendo cometido. Nós estamos fazendo as representações, fazendo as denúncias através dos nossos advogados”, disse.

Alan Rick cobrou providências do Ministério Público Eleitoral, da Justiça Eleitoral e do Ministério Público do Acre. Ele afirmou esperar que as instituições apurem as denúncias e garantam igualdade de condições entre os candidatos.

“Eu espero sinceramente que o Ministério Público Eleitoral, que a Justiça Eleitoral e que o Ministério Público do Acre façam seu papel. Eu confio na Justiça, confio na isenção dos nossos órgãos judiciais e de investigação, para que a gente tenha eleições limpas”, declarou.

O candidato afirmou ainda que continuará apresentando representações sobre situações que considerar irregulares durante a campanha. As acusações feitas na entrevista representam a versão de Alan Rick e deverão ser analisadas pelos órgãos de controle e pela Justiça Eleitoral.

Prefeitura inicia recuperação de seis vias no Polo Benfica, em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta quarta-feira (5) uma nova frente do programa Prefeitura nas Ruas no Polo Benfica, com serviços de recuperação e pavimentação em seis ruas e travessas da Vila Benfica. As intervenções têm como objetivo melhorar a trafegabilidade, a segurança e a mobilidade dos moradores da região.

O prefeito Alysson Bestene acompanhou o começo dos trabalhos na comunidade e conversou com moradores. As obras foram definidas após avaliação técnica das condições das vias e diálogo com a população sobre as principais demandas do bairro. “São seis ruas na Vila Benfica que passarão por melhorias para recuperar o pavimento e garantir trafegabilidade, segurança e mobilidade. Vamos continuar dialogando com as comunidades e levando os benefícios até as pessoas que mais precisam”, afirmou.

Os serviços começaram pela Rua da Amizade, onde as equipes fazem a retirada do material comprometido para a reconstrução da sub-base e da base da via. Essas etapas antecedem a aplicação do novo pavimento e devem ser repetidas em outras cinco travessas da região.

O secretário adjunto municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Paulo Henrique Araújo, explicou que a retirada do solo inadequado é necessária para garantir a estrutura da via antes da pavimentação. “Estamos iniciando o trabalho pela Rua da Amizade, com a remoção do solo inadequado e a reconstrução da sub-base e da base. Depois, será realizada a pavimentação. O mesmo serviço alcançará outras cinco travessas do bairro”, disse.

O presidente da Associação de Moradores da Vila Benfica, Edilson Muniz, afirmou que a comunidade aguardava a execução das obras. “Recebemos a Prefeitura de braços abertos. Estávamos realmente necessitando desse benefício e ficamos felizes por termos sido ouvidos. Agradecemos ao prefeito e a todas as pessoas envolvidas”, declarou.