Associação que recebeu milhões por Expoacre acumula elos políticos com núcleo da governadora Mailza

Entidade recebeu R$ 15,8 milhões da Casa Civil para executar a Expoacre Juruá após ser beneficiada por R$ 1,34 milhão em emendas do irmão da coordenadora da feira

A Associação Transformar recebeu R$ 15.848.310 da Casa Civil do Acre para executar a Expoacre Juruá 2026 depois de ter sido beneficiada com R$ 1.347.431 em emendas apresentadas pelo vereador de Rio Branco Moacir Júnior. O parlamentar é irmão de Taiane Santos, ex-diretora técnica da Casa Civil e então coordenadora-geral da feira. A relação familiar aproxima a entidade de dois integrantes de um mesmo núcleo político ligado ao governo da governadora Mailza Cameli.

O repasse para a Expoacre Juruá foi feito em 29 de junho, por meio do Termo de Colaboração CC nº 01/2026. A Associação Transformar ficou responsável pela gestão, coordenação operacional, organização, contratações e execução financeira do evento. Taiane conduziu a coordenação institucional dentro da Casa Civil e representou o governo durante a preparação e a realização da feira.

Meses antes da parceria estadual, o irmão dela havia destinado duas emendas municipais à associação. A primeira, no valor de R$ 696.431, previa ações de saúde nas comunidades. A segunda reservava R$ 651 mil para atividades esportivas, educacionais e de capacitação. As duas somaram R$ 1.347.431 para o mesmo CNPJ posteriormente escolhido pela Casa Civil para administrar quase R$ 15,9 milhões na Expoacre Juruá.

Nos registros das emendas individuais previstas no orçamento de Rio Branco para 2026, Moacir foi o único vereador da capital a destinar recursos diretamente à Associação Transformar. O elo documentado está na presença da mesma associação em decisões financeiras ligadas aos dois irmãos: as emendas municipais apresentadas por Moacir e a feira estadual coordenada por Taiane.

A entidade já mantinha contratos com o Governo do Acre antes de assumir a Expoacre Juruá. Em 29 de abril, a Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia pagou R$ 681.503,29 para a realização das comemorações do Dia do Trabalhador em Rio Branco. Na mesma data, repassou outros R$ 914 mil para as festividades em Cruzeiro do Sul.

Com o pagamento da Expoacre Juruá, a Associação Transformar recebeu R$ 17.443.813,29 do governo estadual em um intervalo de dois meses. Os três valores foram empenhados, liquidados e pagos.

A aproximação da entidade com o poder público ocorreu em meio a mudanças internas. Em dezembro de 2025, Carlos Henrique Oliveira do Nascimento passou a ocupar a presidência da associação. No mês seguinte, a organização apareceu no orçamento de Rio Branco como beneficiária das duas emendas de Moacir Júnior. Entre abril e junho, recebeu os três repasses do Governo do Acre.

O histórico do CNPJ acrescenta outra questão à parceria. Criada em 2020 como Federação de Futebol de Travinha do Acre, a organização era presidida por Elliton Damasceno Batista e atuava na promoção de atividades esportivas. Em documentos apresentados à Assembleia Legislativa em 2024, ainda se identificava como uma federação voltada à realização de campeonatos de futebol de travinha.

Posteriormente, o mesmo CNPJ passou a usar o nome Associação Transformar, ampliou suas finalidades e começou a administrar contratos públicos para eventos de grande porte. A alteração antecedeu a entrada da entidade em uma sequência de parcerias milionárias com o Estado.

Os registros públicos formam uma ligação objetiva: uma associação beneficiada por emendas do irmão da coordenadora da Expoacre Juruá recebeu, meses depois, R$ 15,8 milhões da Casa Civil para executar o evento comandado por ela. É essa proximidade entre recursos públicos, relações familiares e decisões administrativas que exige transparência.

Bocalom reforça discurso de desenvolvimento ao seguir agenda em Santa Rosa do Purus

O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, manteve nesta quarta-feira (15) a agenda em Santa Rosa do Purus, um dos municípios de difícil acesso do estado, e reforçou o discurso de levar ao interior o modelo de desenvolvimento que afirma ter implantado em Rio Branco e Acrelândia. A visita faz parte de uma nova rodada de agendas que também deve passar por Jordão e Marechal Thaumaturgo.

Bocalom está acompanhado de Kelen Bocalom, pré-candidata a deputada federal, Pedro Pascoal, pré-candidato a deputado federal, e Emerson Leão, pré-candidato a deputado estadual. Em Santa Rosa do Purus, o grupo participou de encontros com moradores e lideranças locais, com foco na apresentação do projeto Produzir Para Empregar.

A agenda começou com uma fala voltada aos desafios enfrentados pela população de áreas isoladas. Bocalom afirmou que conhece as dificuldades de quem vive em regiões de acesso limitado, mas disse ver nessas comunidades força para buscar novas oportunidades. “Sabemos dos desafios enfrentados por quem vive em uma região de difícil acesso, mas também vemos de perto a força e a determinação de quem acredita em um futuro melhor”, disse.

Em nova etapa da visita, o pré-candidato afirmou que o trabalho realizado em Rio Branco e Acrelândia tem sido lembrado pela população como referência para Santa Rosa do Purus. “É uma alegria imensa ver que o trabalho realizado em Rio Branco e também em Acrelândia é reconhecido e inspira o desejo de ver esse mesmo desenvolvimento chegar a Santa Rosa do Purus”, afirmou.

Bocalom também agradeceu a recepção no município e voltou a associar a agenda ao discurso de crescimento econômico no interior. “O povo de Santa Rosa merece mais oportunidades, desenvolvimento e prosperidade”, disse.

A passagem por Santa Rosa do Purus ocorre no mesmo dia em que Bocalom elevou o tom contra os grupos que governaram o Acre nas últimas décadas. O pré-candidato afirmou que é preciso “salvar o Acre” e que a população “não aguenta mais os governos dos últimos 30 anos”. A fala reforça a estratégia de se colocar como alternativa ao atual ciclo político estadual na disputa de 2026.

O projeto Produzir Para Empregar segue como principal vitrine da pré-campanha. Bocalom defende que o fortalecimento da produção local pode gerar empregos, ampliar a renda e reduzir a dependência dos municípios em relação à capital. A escolha por Santa Rosa do Purus, Jordão e Marechal Thaumaturgo também coloca no centro da agenda temas como transporte, logística, presença do poder público e acesso a serviços básicos.

Depois de deixar a Prefeitura de Rio Branco, Bocalom intensificou viagens ao interior, encontros com setores produtivos e articulações com lideranças políticas. A nova rodada amplia sua presença fora da capital e busca aproximar sua plataforma eleitoral das demandas de municípios que enfrentam isolamento geográfico e dificuldades históricas de infraestrutura.

Show grátis? Casa Civil repassa R$ 15,8 milhões para organização da Expoacre Juruá 2026

A entrada para os shows da Expoacre Juruá 2026 não custou dinheiro ao público que atravessou os portões do parque, mas a programação foi sustentada por um orçamento de R$ 16.648.310,00 bancado com recursos estaduais. O Plano de Trabalho ligado ao Termo de Colaboração CC/SECC nº 01/2026, firmado entre a Casa Civil do Governo Mailza Cameli e a Associação Transformar, distribuiu esse dinheiro entre artistas nacionais, logística aérea, montagem de estruturas, segurança privada, divulgação, alimentação, atrações regionais e despesas administrativas.

O planejamento financeiro revela o tamanho da engrenagem montada para realizar a feira em Cruzeiro do Sul. Mais da metade de todo o orçamento ficou concentrada nos shows nacionais e nos serviços necessários para transportar, hospedar, alimentar e colocar os artistas no palco. Enquanto o público acompanhava as apresentações sem pagar ingresso, o Estado assumia uma conta milionária que ultrapassava os cachês e alcançava cada etapa da operação.

A Casa Civil já transferiu R$ 15.848.310,00 para a Associação Transformar, conforme registros encontrados na base oficial de pagamentos. O valor global publicado no Diário Oficial, porém, pode chegar a R$ 16.648.310,00. A diferença de R$ 800 mil ainda não está lançada no portal transparência.

Segundo o plano de trabalho apresentado, dos R$ 16,6 milhões previstos, R$ 8.748.520,00 foram destinados às atrações nacionais e à operação dos shows. O montante representa aproximadamente 52,5% de todo o orçamento da Expoacre Juruá.

Os cachês previstos somam R$ 6,3 milhões. Leonardo aparece com a maior contratação individual, no valor de R$ 2,1 milhões. Natanzinho Lima vem em seguida, com R$ 1,7 milhão. A dupla Ícaro e Gilmar teve R$ 750 mil reservados, enquanto Tierry e Padre Fábio de Melo aparecem com R$ 650 mil cada. A Banda Morada recebeu previsão de R$ 400 mil, e uma atração infantil foi orçada em R$ 50 mil.

A conta dos shows não terminou nos palcos. Outros R$ 2.448.520,00 foram reservados para uma empresa encarregada da produção e da logística das atrações nacionais. Nesse pacote estão passagens aéreas, fretamento de aeronaves, excesso de bagagem, hospedagem, alimentação, camarins, aluguel de vans, veículos exclusivos para os artistas, pagamento de direitos autorais ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o Ecad, e outros custos operacionais.

O gasto previsto apenas com Leonardo, de R$ 2,1 milhões, supera individualmente todo o orçamento destinado à estrutura geral da feira, calculado em R$ 1.981.440,00. Essa estrutura reúne palco, tendas, camarotes, banheiros, áreas técnicas, espaços de apoio e bastidores. A comparação ajuda a dimensionar o peso das atrações nacionais dentro do planejamento financeiro do evento.

A segurança privada recebeu previsão de R$ 1.701.000,00. A divulgação institucional e promocional ficou com R$ 1.091.000,00. Para artistas locais e regionais, o plano separou R$ 612.500,00, menos de 10% do valor reservado aos cachês nacionais.

A distância entre os dois grupos aparece de forma ainda mais clara quando os números são colocados lado a lado. Os R$ 6,3 milhões previstos para sete atrações nacionais equivalem a mais de dez vezes os R$ 612,5 mil destinados ao conjunto de artistas locais e regionais. 

O planejamento também separou R$ 566 mil para a montagem de um espaço institucional destinado à recepção de autoridades e convidados. A estrutura incluía tendas, pisos, decoração temática, mobiliário e a organização de uma ceia institucional. Embora o espaço não seja chamado de gabinete, sua descrição mostra uma área oficial preparada para atividades institucionais durante a feira. 

Outros R$ 472 mil foram previstos para fornecer alimentação às forças de segurança e aos servidores mobilizados para o evento. Material gráfico, credenciais, uniformes e peças de malharia consumiriam R$ 444.500,00. A cavalgada recebeu orçamento de R$ 283.150,00, enquanto o evento esportivo Nauas Combat ficou com R$ 280 mil.

O lançamento oficial da Expoacre Juruá teve previsão de R$ 198.200,00. Vale lembrar como foi essa festa: O churrasco de lançamento da 21ª Expoacre Juruá aconteceu no dia 13 de junho em Cruzeiro do Sul, marcando o início das festividades. A celebração gastronômica processou cerca de uma tonelada de proteína para atender o público.

A taxa administrativa da Associação Transformar foi fixada em R$ 200 mil. O serviço de interpretação em Libras durante os shows recebeu R$ 45 mil, e a organização do estacionamento, R$ 25 mil.

A distribuição dos recursos mostra que a feira foi concebida como uma operação que atravessou várias áreas do governo e do setor privado. 

O Plano de Trabalho colocou entre as metas da parceria o pagamento dos cachês das atrações nacionais, a contratação dos artistas regionais e a contratação da empresa responsável pela logística dos shows. Esse compromisso ganhou outra dimensão depois que artistas e prestadores passaram a reclamar de atrasos.

Mensagens compartilhadas em um grupo de WhatsApp ligado à Expoacre Juruá afirmavam que, dez dias depois da feira, artistas que haviam trabalhado no evento ainda não tinham recebido. As reclamações chegaram ao Grupo Integração na terça-feira, 14. Depois que a apuração começou e pessoas ligadas à organização foram procuradas, comprovantes de transferências via Pix passaram a circular com a informação de que os pagamentos estavam sendo realizados.

A sequência dos acontecimentos abre uma pergunta objetiva: por que artistas e prestadores relataram falta de pagamento depois de a Casa Civil já ter transferido R$ 15,8 milhões para a entidade responsável pela execução da feira?

A responsabilidade pela administração desse orçamento milionário ficou com uma entidade de estrutura permanente enxuta. No cadastro inserido no Plano de Trabalho, a Associação Transformar declarou possuir duas salas, um banheiro, dois computadores e um telefone celular. A equipe técnica permanente era formada por três pessoas: presidente, secretária e tesoureiro.

Com essa estrutura, a associação assumiu a execução de um projeto de R$ 16,6 milhões, que envolvia artistas de projeção nacional, voos fretados, montagem de palco, camarotes, segurança privada, alimentação, divulgação, eventos esportivos, contratação de fornecedores e prestação de contas ao poder público.

A parceria autorizou a contratação de empresas terceirizadas para executar os serviços, desde que houvesse cotação e escolha da proposta de menor preço compatível com as condições técnicas exigidas.

Essa permissão ajuda a entender por que empresas privadas podem ter atuado na Expoacre Juruá sem aparecer como recebedoras diretas dos pagamentos feitos pela Casa Civil. O dinheiro foi transferido para a Associação Transformar, que poderia repassá-lo a fornecedores contratados para montar estruturas, transportar artistas, divulgar o evento, prestar segurança e executar outros serviços.

Os shows foram gratuitos apenas no momento em que o público entrou no parque. A conta existiu, foi milionária e saiu do orçamento público. Cada música apresentada no palco carregava custos que começavam no cachê do artista, passavam por aviões, hotéis, alimentação, veículos, camarins, segurança e direitos autorais, até alcançar a estrutura montada para receber milhares de pessoas.

Alan Rick anunciará vice em 1º de agosto e Jarude articula apoio de Bittar

O senador Alan Rick (Republicanos) vai anunciar no dia 1º de agosto, durante convenção partidária, o nome escolhido para compor sua chapa como candidato a vice-governador na disputa pelo Governo do Acre em 2026. A definição ocorre em meio às articulações para ampliar o arco de apoio à pré-candidatura, enquanto o deputado estadual Emerson Jarude (Novo) atua para aproximar o senador Márcio Bittar (PL) do palanque republicano.

Alan confirmou que o nome do vice será apresentado apenas na convenção. “Será anunciado na nossa convenção, dia 1º de agosto”, afirmou. A decisão mantém em aberto uma das escolhas mais estratégicas da pré-campanha, em um cenário no qual adversários também negociam alianças e composição de chapas para a sucessão estadual.

Entre os nomes discutidos nos bastidores estão a ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, a empresária Ana Paula Correia e o empresário Rico Leite. Fernanda aparece ligada ao Alto Acre, Ana Paula ao Vale do Juruá e Rico Leite ao setor produtivo. A escolha do vice deve pesar na estratégia regional da campanha e na tentativa de ampliar a presença política da chapa em diferentes áreas do estado.

A movimentação ocorre no mesmo momento em que Jarude tenta construir uma ponte entre Alan Rick e Márcio Bittar. O deputado afirmou que pretende trabalhar para que o senador do PL apoie a candidatura do Republicanos. “Eu até disse ao próprio Márcio Bittar, disse para o Alan lá atrás que eu iria trabalhar para que essa aliança pudesse se concretizar, porque eu tenho uma boa relação com os dois e são os dois candidatos que há muito tempo eu já defini o apoio”, disse.

Jarude avalia que a posição de Bittar dependerá das conversas nacionais entre PL e Republicanos. O deputado citou a relação do senador com a direção do PL e com o ex-presidente Jair Bolsonaro como fator central para a decisão. “O Márcio é um cara que respeita muito a hierarquia, respeita muito as decisões partidárias e respeita muito o próprio Bolsonaro. Eu acredito que essa decisão dele passa por tudo isso”, declarou.

As conversas entre Republicanos e PL envolvem uma negociação nacional para 2026. Nesse desenho, o Republicanos discute apoio a uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e cobra contrapartidas em estados considerados estratégicos, entre eles o Acre. Caso o acordo avance, o PL poderá integrar o palanque de Alan Rick no estado.

No Jornal da Manhã, Alan Rick reage a ações judiciais, promete ampliar pré-campanha

O senador Alan Rick afirmou nesta sexta-feira, 10 de julho, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, que não reduzirá suas movimentações políticas pelo Acre após ser alvo de novas ações eleitorais relacionadas à pré-campanha ao governo. Filiado ao Republicanos, ele classificou as representações como tentativas de intimidação, prometeu ampliar as agendas nos municípios e confirmou para 25 de julho, em Rio Branco, a convenção partidária que deverá oficializar sua candidatura e definir o nome do vice.

A reação ocorreu após questionamentos judiciais apresentados contra atos políticos realizados pelo senador, entre eles a agenda em Cruzeiro do Sul que marcou a adesão do prefeito Zequinha Lima ao seu grupo. Alan Rick disse que os processos não mudarão o ritmo da pré-campanha e sustentou que as ações serão derrubadas pela Justiça Eleitoral.

“Eles tentam nos intimidar para que a gente não faça as mobilizações políticas nos municípios. Sabe o que eu vou fazer? Eu vou é aumentar. Aí é que nós vamos fazer mais movimentos ainda”, declarou. O senador afirmou que as representações buscam impedir reuniões, desestimular novas adesões e limitar sua presença nas cidades acreanas.

O parlamentar também acusou o governo estadual de usar a estrutura pública em atos políticos, embora não tenha apresentado, durante a entrevista, documentos ou detalhes que permitissem comprovar a acusação. “O governo usa descaradamente a máquina para fazer campanha antecipada”, disse. As declarações fazem parte do confronto político que ganhou força depois da aproximação entre Alan Rick e Zequinha Lima, prefeito da segunda maior cidade do Acre.

Ao tratar da administração estadual, o senador disse que poderá encontrar um Acre em situação financeira e administrativa grave caso seja eleito. Citou o déficit da Previdência, a falta de atualização dos planos de carreira dos servidores e supostas irregularidades na folha de pagamento. Alan Rick afirmou que denúncias estão sendo encaminhadas aos órgãos de controle, mas não identificou os servidores ou gestores envolvidos nem apresentou provas durante a conversa.

“Nós temos várias denúncias de folha de pagamento fantasma nesse governo, de gente que recebe sem trabalhar e repassa dinheiro para pessoas do governo. Todas essas denúncias estão sendo feitas e estamos entregando nas mãos dos órgãos de controle”, afirmou. Por se tratar de uma acusação ainda sem comprovação pública apresentada na entrevista, caberá às instituições responsáveis apurar os fatos e garantir o direito de defesa aos citados.

A imagem usada pelo senador para descrever o estado que pretende governar foi a da reconstrução. Ele falou sobre produtores isolados por ramais precários, professores à espera de revisão nos planos de carreira e trabalhadores da saúde que acumulam plantões para completar a renda familiar. “O Acre que nós vamos pegar, nós vamos ter que reconstruir”, declarou.

No campo das promessas, Alan Rick disse que pretende manter diálogo com servidores da educação, saúde, segurança pública e sistema penitenciário. Segundo ele, a atualização dos planos de cargos, carreiras e remunerações deverá fazer parte das discussões de um eventual governo. Nenhum prazo, cálculo de impacto financeiro ou fonte de recursos foi apresentado durante a entrevista.

Outro ponto central foi a disputa política pela autoria dos recursos destinados ao viaduto da Avenida Ceará com a Avenida Getúlio Vargas, em Rio Branco. Alan Rick afirmou que, em 2020, quando exercia o mandato de deputado federal, destinou toda a parcela que lhe cabia em uma emenda de bancada para a obra. Ele explicou que as emendas da bancada acreana eram divididas entre os 11 parlamentares, sendo oito deputados federais e três senadores.

Segundo o parlamentar, a indicação inicial foi de R$ 20 milhões, com valor final de aproximadamente R$ 18,7 milhões após os procedimentos administrativos ligados à Caixa Econômica Federal. Alan Rick afirmou que existem despachos da coordenação da bancada, extratos das emendas, registros em vídeo e uma publicação do então governador Gladson Cameli agradecendo pela destinação.

“Foi só o deputado Alan Rick que colocou recurso para o viaduto da Avenida Ceará, porque são repartidas as emendas de bancada em 11 partes, e cada um propõe, apresenta o projeto e coloca o recurso”, disse. Ele reconheceu que as emendas de bancada recebem a assinatura dos parlamentares, mas defendeu que a decisão sobre o destino da parcela partiu de seu gabinete.

Na reta final da entrevista, o senador confirmou que a convenção do Republicanos está planejada para 25 de julho, em Rio Branco. A intenção é antecipar a organização jurídica e financeira da campanha, incluindo a abertura dos registros necessários para as candidaturas. O nome do candidato a vice-governador ainda não foi definido.

“Até lá, nós vamos definir a questão do vice e também das novas adesões que estão vindo. No dia 25 de julho, a gente espera fazer a nossa grande convenção”, afirmou.

Alan Rick encerrou a participação relatando a visita ao juiz aposentado Edinaldo Muniz, ferido no desabamento da ponte de Sena Madureira. Segundo o senador, Muniz já passou por oito cirurgias, ainda deverá enfrentar novos procedimentos e receberá uma placa de titânio no crânio. O parlamentar afirmou que ajudou a família na busca por atendimento hospitalar em São Paulo e manteve contato com Suzete, esposa do magistrado.

Ao comentar o acidente, Alan Rick voltou a responsabilizar politicamente o governo estadual e cobrou investigação sobre a obra. Ele citou um gasto de R$ 45 milhões na ponte e defendeu a punição dos culpados. “Deixa a Justiça investigar, porque os culpados têm que pagar. A gente tem que ter uma resposta para a população”, declarou.

A entrevista reuniu três linhas que deverão acompanhar a campanha de Alan Rick nos próximos meses: o enfrentamento judicial contra ações eleitorais, a tentativa de vincular sua candidatura à ideia de reconstrução administrativa do Acre e a ampliação das alianças municipais. A convenção de 25 de julho será o primeiro teste público dessa estratégia, quando o senador deverá apresentar o vice e transformar a movimentação de pré-campanha em candidatura formal.

Pedro Pascoal nega falta de recursos em crise da ortopedia; dados mostram pagamento após ameaça de suspensão

Ex-secretário afirmou que suspensão de cirurgias não seria causada por falta de dinheiro; GoiásMed havia cobrado débitos de fevereiro, março e abril e ameaçado paralisar eletivas

O ex-secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, afirmou que a ameaça de suspensão de cirurgias ortopédicas na rede estadual não é causada por falta de recursos. Segundo ele, o Estado teria disponibilidade financeira para honrar os compromissos da área, e o problema estaria relacionado ao fluxo administrativo dos pagamentos, e não à ausência de orçamento ou de dinheiro em caixa.

A declaração, feita em suas redes sociais, coloca o centro do problema não na falta de recursos, mas na forma como a gestão da Saúde conduziu os pagamentos à empresa responsável pelo serviço. Pascoal destacou que a Saúde estadual possui planejamento financeiro e que os contratos em andamento contam com previsão orçamentária para execução, afastando a hipótese de que a paralisação tenha ocorrido por incapacidade financeira do governo.

A fala ocorre em meio à crise envolvendo a GoiásMed Serviços Médicos Ltda., contratada pela Secretaria de Estado de Saúde para atuar nos serviços de Ortopedia e Traumatologia da rede estadual. A empresa comunicou oficialmente à Sesacre que poderia paralisar parcialmente os atendimentos e cirurgias eletivas caso os pagamentos em atraso não fossem regularizados até quarta-feira, 8 de julho.

No ofício, a GoiásMed informou que a paralisação começaria a partir das 18h do dia 8 e atingiria os atendimentos e cirurgias eletivas de Ortopedia e Traumatologia programados no âmbito do Contrato Sesacre nº 140/2026. A empresa alegou inadimplência da contratante e cobrou o saldo remanescente da competência de fevereiro, a quitação integral dos serviços de março e a emissão do empenho referente a abril.

A prestadora afirmou, no entanto, que os atendimentos de urgência e emergência seriam mantidos no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) e no Hospital Geral de Cruzeiro do Sul, evitando uma interrupção completa da assistência ortopédica no estado.

A própria Sesacre informou, depois da notificação, que o pagamento referente aos serviços já havia sido processado e encaminhado à instituição bancária em 7 de julho, com expectativa de crédito na conta da empresa no dia seguinte. A pasta afirmou ainda que acompanhava a situação para garantir a continuidade dos serviços de ortopedia e traumatologia no estado.

Os dados atualizados de empenhos e pagamentos confirmam que houve mudança após a cobrança da empresa. No primeiro levantamento, o empenho nº 7216075944, no valor de R$ 1.630.134,00, referente à competência de março, aparecia liquidado, mas com pagamento zerado. Na consulta atualizada desta quinta-feira, o mesmo valor já aparece como pago.

Com isso, o total pago pelo governo à GoiásMed passou de R$ 1.049.184,00 para R$ 2.679.318,00. Ainda permanece sem pagamento registrado um empenho de R$ 373.129,87 referente a OPME, órteses, próteses e materiais especiais usados nos procedimentos ortopédicos e traumatológicos. Esse valor aparece empenhado, mas sem liquidação e sem pagamento.

A contratação da GoiásMed tem valor total classificado de R$ 29.294.170,00 no Pregão Eletrônico SRP nº 600/2025, ComprasGov nº 90600/2025, da Sesacre. O objeto inclui serviços médicos em Ortopedia e Traumatologia, adulto e pediátrico, com equipe multidisciplinar, equipamentos, instrumentais e fornecimento de OPME para a rede estadual de saúde.

A documentação da própria licitação mostra que a contratação tinha como justificativa evitar descontinuidade, filas e cancelamentos. O termo de referência afirma que a ortopedia eletiva tem demanda reprimida elevada e que a realização regular dos procedimentos é essencial para reduzir filas de espera, evitar agravamento de lesões e prevenir incapacidades permanentes.

O documento também aponta que a Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) é referência estadual para cirurgias ortopédicas eletivas de média e alta complexidade, mas enfrenta limitações de estrutura e pessoal para atender toda a demanda existente.

Outro trecho do termo de referência diz que a interrupção abrupta do contrato representaria risco iminente de desassistência à população, comprometendo tanto os atendimentos de urgência quanto os procedimentos eletivos. A contratação conjunta de serviços médicos e OPME foi defendida pela Sesacre como forma de garantir resolutividade imediata e evitar adiamento ou cancelamento de cirurgias por falta de materiais no momento do procedimento.

É nesse ponto que a declaração de Pedro Pascoal ganha peso político. Ao afirmar que não faltam recursos, o ex-secretário desloca o debate para a gestão dos processos internos da Secretaria de Saúde. Se havia previsão financeira e disponibilidade para pagamento, a cobrança formal da empresa indica que o entrave pode ter ocorrido em etapas como empenho, liquidação, autorização ou liberação dos valores.

Os registros oficiais reforçam essa discussão. O empenho referente aos serviços de março, no valor de R$ 1,63 milhão, só foi registrado em 23 de junho e permaneceu sem pagamento até depois da ameaça de paralisação. Após a manifestação da GoiásMed, o valor foi quitado, segundo os dados atualizados.

O caso também expõe uma discussão sobre prioridades de pagamento do governo. Em junho, levantamento anterior mostrou que a Casa Civil teve R$ 3.047.156,00 em despesas com fretamento administrativo de aeronaves pagos integralmente à Ortiz Táxi Aéreo. Já na Saúde, a GoiásMed chegou a comunicar risco de paralisação parcial de cirurgias eletivas por falta de pagamento de competências anteriores.

Mesmo com o pagamento de R$ 1,63 milhão lançado após a ameaça, a crise deixa perguntas em aberto: se havia recursos disponíveis, por que os valores chegaram ao ponto de cobrança formal pela empresa? Por que a competência de março só foi empenhada em 23 de junho? O que aconteceu com o saldo de fevereiro citado pela GoiásMed? Abril já teve empenho emitido? E quantos pacientes tiveram cirurgias ameaçadas ou remarcadas durante o impasse?

A fala de Pedro Pascoal, portanto, não encerra a crise. Ao contrário, reforça a necessidade de explicações da Sesacre sobre o funcionamento do fluxo de pagamentos. Se não houve falta de dinheiro, o governo precisa esclarecer por que uma empresa contratada para uma área sensível da saúde pública precisou ameaçar paralisar cirurgias eletivas para que os pagamentos avançassem no sistema.

MDB de Tarauacá declara apoio a Tião Bocalom em articulação para 2026

O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, abriu a agenda desta segunda-feira (6) em Tarauacá com uma reunião voltada à formação de alianças para as eleições de 2026. O encontro reuniu lideranças de diferentes partidos, entre elas o presidente da executiva municipal do MDB, o empresário e pecuarista Mirabô, além de integrantes da direção local da sigla. Ao fim da agenda, o MDB de Tarauacá declarou apoio à pré-candidatura de Bocalom ao Palácio Rio Branco.

Durante a reunião, Bocalom apresentou ações e resultados de sua gestão à frente da Prefeitura de Rio Branco e afirmou que a experiência administrativa pode servir de base para ampliar políticas públicas em todo o estado. “Mostramos aquilo que conseguimos realizar em Rio Branco e reafirmamos que é possível fazer muito mais pelo Acre, com planejamento, responsabilidade e incentivo à produção. Nosso objetivo é construir um projeto que una pessoas comprometidas com o desenvolvimento do estado”, disse.

A declaração de apoio foi anunciada após a reunião com a executiva municipal do MDB. Segundo Mirabô, a decisão levou em conta a trajetória administrativa do pré-candidato e a avaliação da direção local do partido sobre o cenário eleitoral. “Entendemos que o Bocalom é o nome mais preparado para governar o Acre. Por isso, o MDB de Tarauacá estará ao lado dele nessa caminhada rumo ao Palácio Rio Branco”, afirmou o dirigente.

A agenda em Tarauacá faz parte da articulação política de Bocalom no interior do estado, em busca de ampliar a base de apoio para a disputa de 2026.

Bocalom intensifica agenda no Juruá e amplia articulação para disputa pelo governo do Acre

O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, concentrou nesta semana uma série de agendas no Vale do Juruá, com passagens por Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, para ampliar alianças políticas, ouvir setores produtivos e reforçar a construção de propostas para a disputa estadual de 2026.

A agenda começou no domingo, 28, com a chegada a Cruzeiro do Sul, onde Bocalom abriu uma rodada de compromissos com empresários, lideranças políticas e representantes de comunidades da região. No dia seguinte, participou do Seminário Estadual de Desenvolvimento do Vale do Juruá, realizado na Associação Comercial de Cruzeiro do Sul, com debates sobre agronegócio, infraestrutura, saúde, educação, segurança pública, turismo, cultura, esporte, qualificação profissional e novos empreendimentos.

A passagem pelo Juruá ocorre na mesma semana da Expoacre Juruá 2026, realizada entre 30 de junho e 5 de julho, em Cruzeiro do Sul. A feira movimentou a cidade, reuniu empresários, produtores rurais, empreendedores, lideranças políticas e visitantes de vários municípios, e transformou a região em um dos principais centros de discussão econômica e política do estado nos primeiros dias de julho.

Em Cruzeiro do Sul, Bocalom também cumpriu agenda na APAE, onde conheceu a estrutura de atendimento, conversou com funcionários, pais e alunos, e defendeu a manutenção de parcerias entre o poder público e instituições que prestam assistência a pessoas com deficiência. A entidade atende crianças, adolescentes, jovens e adultos de todo o Vale do Juruá nas áreas social, clínica e pedagógica.

Durante a semana, o pré-candidato também esteve na Expoacre Juruá, percorreu estandes, conversou com expositores e participou da noite gospel da feira, no Parque de Exposições. No contato com produtores e empreendedores, voltou a defender investimentos voltados ao campo, ao setor produtivo e à geração de emprego e renda no interior.

A articulação política avançou em Cruzeiro do Sul com adesões de lideranças locais. Entre os nomes que passaram a apoiar o projeto estão o médico Rondinei Brito, a médica cardiologista e empresária Joseane Tonussi e o ex-vereador Romário Tavares, que exerceu cinco mandatos no Legislativo municipal e atua na coordenação política da pré-campanha no Juruá.

Em Mâncio Lima, Bocalom reforçou a aproximação com o empresário e pecuarista Chicão da Distribuidora, candidato a prefeito nas eleições de 2024. Chicão declarou apoio à pré-candidatura e passou a integrar o grupo de lideranças locais que trabalham para ampliar a presença do tucano no município.

A agenda também chegou a Rodrigues Alves, onde Bocalom se reuniu com lideranças políticas, empresários e representantes do setor rural. No município, visitou o ex-vereador e ex-secretário municipal de Educação Petronilho Araújo e manteve diálogo com o vereador Chico Vaqueiro, ligado à pauta da agricultura e do homem do campo.

A estratégia adotada no Juruá combina encontros públicos, visitas institucionais, conversas com o setor produtivo e articulação com lideranças municipais. A movimentação marca uma tentativa de consolidar presença em uma das regiões mais importantes do estado e de transformar demandas locais em bandeiras para a pré-campanha.

É 13! Gastos do governo com voos descritos como jato já passam de R$ 13,5 milhões

Levantamento aponta pagamentos à Ortiz Táxi Aéreo entre 2023 e 2026; despesas aparecem concentradas na Casa Civil e fazem referência ao Contrato CC 34/2023

Os gastos do governo do Acre com fretamento de aeronaves descritas oficialmente como jato já somam R$ 13.507.200,00 em pagamentos à Ortiz Táxi Aéreo.

O valor reúne o levantamento consolidado entre 2023 e 2025, que já apontava R$ 12.440.400,00 pagos em despesas com a palavra “jato” no histórico do serviço, e a atualização feita a partir dos dados de 2026, que acrescentou mais R$ 1.066.800,00.

O recorte considera apenas pagamentos cujo histórico oficial menciona expressamente a palavra jato. Ou seja, não entram nessa conta outros fretamentos da Ortiz descritos como monomotor, bimotor, Caravan, transporte aeromédico ou fretamento genérico de aeronave.

Nos dados já consolidados, os pagamentos anteriores somavam 52 linhas de pagamento, referentes a 43 empenhos conciliados, todos vinculados à Secretaria de Estado da Casa Civil. A maior parte dessas despesas aparece associada ao Contrato CC 34/2023, que concentrava R$ 11.113.200,00 do total apurado até 2025.

A atualização de 2026 adiciona quatro novos empenhos pagos, todos registrados em abril pela Casa Civil. As descrições seguem o mesmo padrão: “referente a fretamento de aeronave (jato) conforme T.A. Contrato CC 34/2023”.

Os pagamentos de 2026 identificados foram:

Data – Empenho – Valor pago
27/04/2026 – 4460010383 – R$ 214.200,00
28/04/2026 – 4460010392 – R$ 168.000,00
29/04/2026 – 4460010399 – R$ 432.600,00
30/04/2026 – 4460010417 – R$ 252.000,00

Com isso, o gasto identificado em voos com descrição de jato passa de R$ 12,44 milhões para R$ 13,5 milhões.

A Casa Civil aparece como órgão responsável em todo o recorte de jato levantado até agora. A despesa, portanto, não está distribuída entre diferentes secretarias: está concentrada na estrutura diretamente ligada à chefia do governo.

O levantamento também mostra que o contrato usado para esse tipo de despesa atravessou mais de um exercício financeiro. No histórico dos pagamentos aparecem referências à Ata de Registro de Preços 04/2023, ao Contrato CC 34/2023 e, em um caso anterior, ao Contrato 34/2025. No bloco atualizado de 2026, os quatro pagamentos mencionam novamente o Contrato CC 34/2023, por meio de termo aditivo.

A conta não representa todo o gasto do governo com a Ortiz Táxi Aéreo. Ela trata apenas do recorte mais específico: os pagamentos em que a própria descrição oficial da despesa informa fretamento de aeronave jato.

Foto: Gabriel Wallace/Instagram

Mailza exonera Mário Neto da Casa Civil em nova mudança no núcleo do governo

A governadora Mailza Assis exonerou Mário Vieira da Silva Neto do cargo de diretor de Gestão de Atos Oficiais da Casa Civil, em edição extra do Diário Oficial publicada nesta quarta-feira. A saída ocorre poucos dias depois da troca no comando da própria pasta, com a exoneração de Jonathan Donadoni, e amplia a sequência de mudanças na estrutura do governo.

Mário Neto havia sido nomeado para a função em março de 2023, era braço direito de Donadoni e vinha atuando em áreas estratégicas da administração, com participação em ações ligadas à organização de eventos do Estado. Até o momento, o governo não informou quem será nomeado para assumir a diretoria.

A nova exoneração reforça a reorganização em curso na Casa Civil, uma das áreas centrais do governo, responsável pela articulação administrativa e política do Palácio Rio Branco. Publicamente, Mailza tem tratado as alterações como decisões pontuais, sem anunciar uma reforma mais ampla no primeiro escalão.