Acreano participa de livro lançado pelo CAMP durante o Compol Brasil

“Marketing Político no Brasil 2 – Eleições” reúne mais de 40 especialistas para debater campanhas, comunicação pública e estratégias digitais

Florianópolis (SC) — O Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (CAMP) lançou nesta terça-feira (23), durante o Compol Brasil, em Florianópolis (SC), o livro *Marketing Político no Brasil 2 – Eleições.

A publicação reúne mais de 40 profissionais de diferentes regiões do país para discutir temas ligados às campanhas eleitorais, comunicação pública, legislação, estratégias digitais, produção de conteúdo e os limites entre informação institucional e publicidade política.

O lançamento integrou a programação do Compol Brasil e colocou em circulação uma obra voltada a profissionais, pesquisadores, gestores, comunicadores, consultores e estudantes interessados no cenário eleitoral brasileiro.

Entre os participantes está o jornalista e publicitário acreano Alexandre Nunes Nobre, associado ao CAMP desde janeiro de 2025. Na publicação, ele aborda a comunicação como instrumento de conexão entre instituições e cidadãos e discute a distinção entre a persuasão das campanhas eleitorais e o dever de informar que orienta a comunicação pública.

“É uma alegria poder fazer parte deste projeto, ao lado de profissionais que ajudam a ampliar o debate sobre comunicação, eleições e democracia no Brasil”, afirmou Alexandre Nunes Nobre.

Com formação em Marketing e Comunicação Digital, Alexandre atua há mais de 36 anos nas áreas de criação, direção de arte, comunicação visual, marketing e publicidade. É pós-graduado em Comunicação Digital pela FASB e possui MBA pela Universidade Gama Filho.

Sua trajetória na comunicação política começou nos anos 1990, com participação em campanhas proporcionais e majoritárias na Região Norte, incluindo disputas para prefeituras, governos estaduais e Senado. Desde 1996, exerce funções como direção de arte, redação, gestão de mídia e equipes, produção audiovisual, locução e edição em campanhas eleitorais.

Também possui experiência em planejamento integrado de comunicação e marketing, gestão de mídias, redes sociais, crises, monitoramento de dados, produção de conteúdo audiovisual e desenvolvimento de estratégias de governança participativa.

Alexandre iniciou a carreira como executivo em 1994 e fundou uma agência de Publicidade e Propaganda em 1996. Atuou como executivo de mídia em veículos de comunicação e exerceu funções de direção comercial, programação e produção em radiodifusão. Entre 1998 e 2002, trabalhou como diretor de TV e jornalista na TV União, afiliada da Band. De 2002 a 2018, dirigiu produção e programação da Rede Pública de Comunicação, incluindo a TV Aldeia, a Rádio Difusora e a Rádio Aldeia FM.

O livro Marketing Político no Brasil 2 – Eleições está disponível na Livraria do COMPOL e deverá ser disponibilizado para compras online.

Serviço
Livro: Marketing Político no Brasil 2 – Eleições
Lançamento: Compol Brasil, Florianópolis (SC)
Realização: CAMP — Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político
Disponibilidade: Livraria do COMPOL e, em breve, vendas online

Alysson Bestene vistoria obras e serviços em quatro bairros de Rio Branco

O prefeito Alysson Bestene acompanhou nesta quinta-feira, 25, obras e serviços públicos nos bairros Nova Estação, Conjunto Tangará, Laélia Alcântara e Novo Calafate, em Rio Branco. A agenda incluiu vistoria à reforma de quadra esportiva, limpeza de canal, manutenção de ponte e recuperação de vias pelo Programa Prefeitura nas Ruas.

No bairro Nova Estação, o prefeito verificou o andamento da reforma da Quadra Edson Rodrigues da Silva, além dos serviços de manutenção em uma ponte, limpeza do canal que corta a comunidade e melhorias em ruas da região. A Prefeitura já executou roçagem, retirada de entulhos e limpeza no entorno do canal.

“Estamos visitando algumas obras, acompanhando a manutenção das ruas e verificando a situação do canal que corta a comunidade. Já iniciamos o processo de limpeza, roçagem e remoção de entulhos e vamos avançar na recuperação de algumas vias, na pavimentação e na continuidade da limpeza urbana”, afirmou Bestene.

A reforma da quadra deve ampliar o uso do espaço para atividades esportivas, culturais e de lazer. O presidente da Associação de Moradores do Nova Estação, Junior Evangelista, disse que o equipamento atende também bairros próximos e deve fortalecer projetos voltados a crianças, jovens e idosos.

A região entre os bairros Conquista e Nova Estação também deve receber investimentos do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco. A intervenção prevê a ampliação da rede de distribuição para aumentar a capacidade do sistema e melhorar o abastecimento de água nas residências.

No Conjunto Tangará, Bestene acompanhou serviços de manutenção da pavimentação executados por equipes do Prefeitura nas Ruas. O trabalho conta com caminhões usados na recuperação asfáltica. A Prefeitura possui dois equipamentos desse tipo e planeja comprar um terceiro para ampliar o atendimento em outras localidades da capital.

A agenda seguiu pelo bairro Laélia Alcântara, onde equipes municipais trabalham na manutenção e recuperação de vias. No Novo Calafate, o prefeito conversou com moradores e lideranças comunitárias sobre demandas de infraestrutura, principalmente na rua principal e nas vias transversais.

O presidente da Associação de Moradores do Novo Calafate, Marcondes Bernardo, afirmou que a recuperação das ruas é uma das principais necessidades da comunidade. “A rua principal já tinha vários buracos, e as nossas transversais também precisam de manutenção. É importante ver o prefeito junto da comunidade, próximo do bairro”, disse.

As ações integram o planejamento da Prefeitura para levar serviços de infraestrutura, limpeza urbana e mobilidade aos bairros, além de mapear demandas apresentadas pelas comunidades. “Vamos continuar trabalhando com o Programa Prefeitura nas Ruas, levando os serviços e as ações do poder público até as comunidades”, afirmou o prefeito.

Conselho Monetário regulamenta bloqueio de contas de apostas ilegais

O Conselho Monetário Nacional aprovou nesta quinta-feira (25), em Brasília, a regulamentação que obriga bancos e instituições de pagamento a bloquear contas usadas por operadores de apostas de quota fixa sem autorização legal. A medida entra em vigor em 28 de agosto e cria prazo de até 24 horas para impedir a movimentação financeira dessas empresas após notificação da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

A resolução define como será executado o bloqueio previsto em decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. O objetivo é dificultar a atuação de sites e empresas que operam apostas ilegais no país, impedindo que recursos ligados à atividade continuem circulando pelo Sistema de Pagamentos Brasileiro.

O procedimento começa quando a Secretaria de Prêmios e Apostas identifica uma operação irregular e emite um auto de constatação. Depois disso, a secretaria envia a ordem às instituições financeiras e de pagamento, que passam a ter obrigação de bloquear as contas vinculadas aos operadores apontados.

A regra alcança contas de depósito à vista, poupança, contas de pagamento pré-pagas e contas de registro. Após o bloqueio, os valores existentes ficam indisponíveis, e novas transações destinadas direta ou indiretamente a essas contas devem ser recusadas quando tiverem relação com apostas ilegais.

O bloqueio não é definitivo em todos os casos. As contas poderão ser liberadas se uma decisão administrativa final reconhecer que o titular não deveria ter sido atingido pela medida. Também poderá haver desbloqueio após a conversão dos valores em depósito judicial.

Quando a Justiça confirmar a perda dos recursos, o dinheiro será destinado ao Fundo Nacional de Segurança Pública, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Nessa situação, as instituições financeiras deverão encerrar as contas dos titulares.

A medida integra o conjunto de ações federais para combater operadores clandestinos de apostas e foi criada a partir de mudanças na legislação de enfrentamento ao crime organizado. A norma regulamenta dispositivo incluído na Lei nº 14.790/2023 pelo Marco Legal do Combate ao Crime Organizado e também o Decreto nº 13.033/2026, que definiu atribuições da Secretaria de Prêmios e Apostas.

Fonte e foto: Agência Brasil

Integração reage a ameaça de processo após entrevista exclusiva com ex-esposa agredida por Madson Cameli

O Grupo Integração reagiu, no Jornal da Manhã desta quinta-feira, 25 de junho, à ameaça de processo contra os jornalistas Rogério Wenceslau e Chico Melo após a repercussão da matéria publicada no Integração Net sobre o caso Madson Cameli. A reportagem trouxe entrevista exclusiva de Melissa Sampaio, ex-esposa de Madson, na qual ela relatou episódios de violência doméstica, cobrou andamento do processo e falou sobre o impacto de ver o ex-marido ocupar espaço no núcleo do governo do Acre.

A reação dos jornalistas ocorreu depois que uma publicação afirmou que advogados ligados ao governo preparavam uma ação judicial contra os comunicadores por acusações como difamação, chantagem e extorsão. No programa, o Grupo Integração negou qualquer irregularidade e tratou a ofensiva como tentativa de deslocar o foco da denúncia feita por Melissa. Para os apresentadores, a discussão pública não deveria se concentrar na emissora, mas nas acusações de violência doméstica e na resposta institucional do governo diante do caso.

Chico Melo afirmou que procurou a secretária de Comunicação, Nayara Lessa, para pedir uma posição sobre a acusação de extorsão atribuída ao Grupo Integração. O jornalista disse que foi direto ao questionar se ela confirmava ter recebido, ou se algum integrante do governo havia recebido, ameaça ou pedido de valores que pudesse configurar extorsão por parte de alguém ligado ao grupo. “Ela disse que eu estava perguntando para a pessoa errada”, relatou Chico. O apresentador afirmou que insistiu e perguntou quem seria a pessoa certa, mas não obteve resposta. “Ela só fez silêncio”, disse.

Rogério Wenceslau classificou a ameaça de processo como uma “cortina de fumaça”. A expressão foi usada para rebater a versão de que os comentários feitos na rádio teriam motivação financeira ou pessoal. O jornalista afirmou que a reação contra a emissora segue uma sequência de ataques à credibilidade do veículo. “Há duas semanas disseram que a gente recebe dinheiro de ONG pra atacar político de extrema direita”, disse, ao lembrar outra acusação feita contra o grupo.

A matéria que deu origem à repercussão foi publicada pelo Integração Net em 23 de junho. Na entrevista, Melissa afirmou que viveu agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento com Madson de Castro Cameli, hoje chefe do Gabinete Pessoal da governadora Mailza Assis. Ela disse que falar sobre o assunto ainda exige esforço. “É muito difícil para mim revisitar essas lembranças”, afirmou. Em outro trecho, descreveu a rotina que, segundo ela, marcou o casamento: “Viver com Madson Cameli era viver pisando em ovos”.

Durante o Jornal da Manhã, Rogério Wenceslau e Chico Melo defenderam que a entrevista não pode ser reduzida a disputa política. O caso, segundo os comunicadores, envolve uma mulher que se apresenta como vítima de violência doméstica, um acusado que ocupa cargo de confiança no governo e uma gestão estadual comandada por uma mulher. “Onde estão os órgãos que defendem as mulheres agredidas? A Lei Maria da Penha? A Secretaria da Mulher?”, questionaram os jornalistas durante o comentário.

A cobrança também passou pela posição de Madson Cameli dentro do governo. No programa, os apresentadores lembraram a exoneração de Júlio César Moura de Farias, conhecido como Roxinho, afastado após ser investigado pela Polícia Federal, e questionaram por que o mesmo critério não seria aplicado ao chefe de gabinete da governadora. A comparação foi usada para cobrar coerência política e administrativa da gestão estadual em situações que envolvem auxiliares do alto escalão.

O ponto central da fala dos jornalistas foi a tentativa de inverter o peso da repercussão. Para o Grupo Integração, a ameaça de ação judicial transforma a imprensa em alvo e deixa em segundo plano a denúncia feita por Melissa. A emissora afirmou que aguardará por 15 dias o protocolo da ação anunciada. Caso o processo não seja formalizado, a ameaça será tratada como mais um episódio de ataque público contra o trabalho jornalístico da rádio.

Chico Melo reforçou que a discussão não pode apagar o conteúdo da entrevista exclusiva. A vítima relatou medo, agressões, humilhações e demora na tramitação do caso. Em um dos trechos mais fortes, Melissa afirmou que Madson, praticante de jiu-jitsu, teria usado golpes de mata-leão para imobilizá-la. “Eu só sentia pavor, pois achava que ia morrer”, disse ela na entrevista ao Grupo Integração.

A repercussão cresceu também por causa de vídeos atribuídos ao caso, que circularam em redes sociais e grupos de mensagens. No Jornal da Manhã, os comunicadores disseram que as imagens publicadas nas redes sociais são “prova irrefutável” e “falam por si”. A avaliação foi usada para sustentar que o debate público não nasceu de boato, mas de material que ganhou circulação e levou a ex-esposa de Madson a falar sobre a própria história.

Rogério Wenceslau e Chico Melo também criticaram o silêncio de instituições e setores políticos que costumam se manifestar em defesa das mulheres. “Pasme: estamos falando de uma mulher governadora”, disseram, ao cobrar posicionamento mais firme do governo diante da denúncia. A frase resumiu o tom do comentário: a expectativa de que uma gestão comandada por uma mulher responda com mais rigor a um caso de violência doméstica envolvendo alguém próximo ao centro do poder.

Madson Cameli foi denunciado pelo Ministério Público do Acre por lesão corporal e violência psicológica contra Melissa Sampaio. O caso já havia levado a medidas protetivas e acompanhamento da vítima pelo Centro de Atendimento à Vítima. Na entrevista ao Integração Net, Melissa também reclamou da demora do processo. “O mais difícil é que, anos depois, por conta de um processo que parece nunca andar, eu continuo tendo que reviver algo que já deveria ter sido apurado pela Justiça”, afirmou.

A resposta do Grupo Integração recolocou o caso no centro do debate político do Acre. Para os jornalistas, a ameaça de processo não encerra a discussão e não intimida a emissora. O grupo sustenta que seguirá cobrando explicações sobre a situação de Madson Cameli no governo, a atuação dos órgãos de proteção às mulheres e a necessidade de resposta pública diante da denúncia feita por Melissa.

Assista

Rio Branco inicia coleta de lixo eletrônico e pilhas com logística reversa

A Prefeitura de Rio Branco realizou nesta quarta-feira, 24 de junho, a primeira coleta de resíduos eletroeletrônicos e pilhas dentro do acordo de cooperação técnica firmado com a Green Eletron. A ação, conduzida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e pela Unidade de Tratamento e Disposição de Resíduos, marca o início da operação de logística reversa para equipamentos eletrônicos, eletrodomésticos e pilhas descartados pela população.

A medida amplia a política municipal de destinação adequada de resíduos e tenta reduzir os impactos do descarte irregular, como a contaminação do solo e da água. A parceria também estrutura o encaminhamento desse material para reaproveitamento, reciclagem ou descarte final em empresas especializadas.

Os resíduos podem ser entregues nos ecopontos disponibilizados pela prefeitura, entre eles a unidade do Horto Florestal. Depois da coleta, o material passa por separação antes de seguir para destinação final. A primeira remessa recolhida em Rio Branco será enviada para Porto Velho, em Rondônia.

A engenheira ambiental e sanitarista Camila Cardozo afirmou que a operação consolida o acordo e reforça a conscientização sobre o descarte correto. Segundo a prefeitura, o trabalho se soma a outras frentes já mantidas pelo município, como o recolhimento de pneus inservíveis, com cerca de 800 toneladas por ano encaminhadas para destinação adequada em Mato Grosso.

Jornal da Manhã em Coluna – 24 de junho de 2026

A coluna desta quarta-feira reúne bastidores, comentários e informações levadas ao ar no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, apresentado por Rogério Wenceslau, com participação de Chico Melo direto da estrada.

Praia Grande foi para a pista

Morador que fecha estrada não faz isso por luxo. Faz porque cansou de esperar.

Na Praia Grande, a BR-307 foi bloqueada porque o rio já começou a levar parte da estrada. Depois da conversa com a PRF e autoridades, o bloqueio saiu. O problema, não.

O rio não espera ofício

A cobrança dos moradores é simples: fazer um desvio antes que a estrada desapareça.

O detalhe é que o verão amazônico está aí. É agora que máquina entra, que o solo ajuda e que o serviço pode andar. Esperar o inverno chegar é transformar descaso em emergência.

Chico na estrada do café

Chico Melo entrou no programa direto da estrada, a caminho de Mâncio Lima, onde participa da oficina da Rota do Café.

A agenda reúne produtores, cooperativas e instituições para discutir o futuro da cadeia produtiva no Juruá. Café, agora, já não cabe mais só no discurso bonito de evento. Tem que virar renda.

Café sem espuma

O programa lembrou que Cruzeiro do Sul já mandou mais de 500 sacos de café para beneficiamento em Mâncio Lima.

É sinal de que a produção começa a andar. Mas o desafio é outro: organizar beneficiamento, assistência, venda e mercado. Sem isso, o produtor planta, colhe, entrega e continua ficando com a menor parte da conta.

Farinha também sobe ao palco

O Festival da Farinha abriu espaço para a escolha de Rei e Rainha. No Teatro dos Náuas, 40 candidatos disputaram a seletiva urbana. Quinze passaram para a próxima fase.

A farinha, que já é marca de Cruzeiro do Sul, agora também ganha passarela, faixa e premiação. É cultura, mas também é vitrine.

Beleza com raiz

Flávio Rosas explicou que o concurso não será só desfile. Os candidatos vão passar por visitas, encontros, café da manhã, jantares, Novenário e atividades ligadas à cultura da farinha.

Faz sentido. Quem quer representar a farinha precisa saber de onde ela vem. E ela não nasce no palco. Nasce no roçado.

Iane e Caio

Entre os nomes citados no programa, apareceram Iane Franco, microempreendedora e filha de agricultora, e Caio Luan, estudante universitário.

A disputa começa a ganhar rostos. E quando o candidato tem história ligada ao tema, a faixa pesa menos que a identidade.

Melissa, Madson e o silêncio

Rogério Wenceslau também comentou a entrevista exclusiva concedida ao Grupo Integração por Melissa Sampaio, ex-esposa de Madson Cameli.

Melissa relatou episódios de agressão, falou sobre medo, cobrou andamento do processo e deu rosto a uma denúncia que não pode ser tratada como fofoca política.

Não é sentença, é escuta

O caso exige cuidado. Madson nega as acusações, e a defesa tem direito ao contraditório.

Mas ouvir uma mulher que se apresenta como vítima também é dever do jornalismo. A Justiça que decida. A imprensa não precisa condenar ninguém para cobrar que um processo não durma na gaveta.

Quando o sobrenome pesa

O comentário de Wenceslau tocou num ponto sensível: quando a denúncia envolve alguém com influência política, o silêncio costuma ser ainda mais barulhento.

Não se trata de usar o caso como palanque. Trata-se de lembrar que violência contra mulher não perde gravidade porque o acusado tem sobrenome conhecido.

Justiça no Juruá

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre realizou sessão itinerante em Cruzeiro do Sul e julgou 14 processos.

A presença dos desembargadores no Juruá tem peso simbólico. Justiça também precisa ser vista. Principalmente no interior, onde muita gente sente que tudo demora mais.

Um caso que pesa

Entre os processos julgados, um chamou atenção pela gravidade: o de um pai acusado de tentar estuprar a filha de 6 anos em um motel.

A pena de 8 anos e 4 meses foi mantida. A defesa tentou reduzir. A Câmara Criminal negou. Há casos em que a frieza do processo não consegue esconder o tamanho do horror.

Mâncio Lima na rota

Depois de Cruzeiro do Sul, a sessão itinerante segue para Mâncio Lima.

É o Judiciário saindo da capital e chegando mais perto de quem mora longe dos gabinetes. Parece simples, mas no Acre isso ainda faz diferença.

Casamento coletivo

As inscrições para o casamento coletivo da Expoacre Juruá seguem até sexta-feira.

São 300 vagas. Para muita gente, é mais que cerimônia. É documento, segurança familiar e oportunidade de resolver uma pendência antiga sem custo.

O Profeta do Acre

O programa também lembrou os 44 anos da morte do Irmão José da Cruz, conhecido como o Profeta do Acre.

No Juruá, algumas figuras atravessam o tempo não só pela religião, mas pela memória popular. José da Cruz é uma delas.

A cadela do hospital

A história da cadela que há três meses espera pelo dono na porta do Hospital do Juruá emocionou o programa.

O dono morreu. Ela ficou. Agora precisa de adoção. Tem notícia que não precisa de muito comentário. A cena já diz quase tudo.

Ronda curta, problema antigo

A ronda policial veio mais curta, mas trouxe o que não pode passar batido: quebra de medida protetiva em caso de violência doméstica e perturbação do sossego.

A semana pode até estar mais calma. Para quem vive sob ameaça, calma é quando a medida protetiva é respeitada e a autoridade age antes da tragédia.

Mâncio Lima sedia oficina da Rota do Café e planeja expansão da cafeicultura no Vale do Juruá

Mâncio Lima recebe nesta terça e quarta-feira, 24 e 25 de junho, na Casa de Cultura Márcia Alencar, a Oficina de Planejamento Estratégico da Rota do Café no Acre. A iniciativa reúne produtores rurais, cooperativas, pesquisadores, instituições públicas e privadas e representantes de Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves para definir ações voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do café no Vale do Juruá.

A oficina faz parte do projeto Rotas de Integração Nacional, coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, e tem como meta traçar um plano de desenvolvimento para ampliar a produção, a industrialização e a comercialização do café acreano, além de abrir espaço para o turismo ligado à atividade. A proposta inclui o mapeamento de gargalos em áreas como infraestrutura, assistência técnica, logística e acesso a mercado.

Na abertura do evento, o presidente da Coopercafé, Jonas Lima, afirmou que a articulação entre produtores e instituições é decisiva para consolidar a cafeicultura na região. “Estamos com uma produção altíssima, mas agora precisamos apoiar os produtores no campo para que possam fornecer um café de qualidade para a indústria. A Rota do Café traz exatamente isso: conhecimento, técnica, assistência de engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas, além da possibilidade de captar recursos para fortalecer toda a cadeia produtiva”, disse.

O prefeito de Mâncio Lima, Zé Luiz Gomes, afirmou que o município ocupa posição estratégica nesse processo por ter implantado o primeiro Complexo Industrial do Café do Acre. Segundo ele, o encontro também representa um reconhecimento ao papel da cidade no avanço da atividade no estado. “A estratégia é ouvir a cooperativa, a ABDI, os produtores e toda a cadeia produtiva para construir um planejamento que traga mais melhorias e benefícios para quem vive da produção de café”, declarou.

O consultor do ministério Leandro Guimarães de Paulo disse que a oficina foi desenhada para construir uma política pública com participação direta dos envolvidos no setor. A proposta, segundo ele, é definir a abrangência da rota, estabelecer uma visão de futuro para a cadeia do café e produzir um diagnóstico dos principais desafios da atividade no Vale do Juruá.

Os produtores também participaram dos debates e apresentaram demandas ligadas à produção. Um dos exemplos veio da Comunidade Belo Monte, em Mâncio Lima. Há sete anos na cafeicultura, Wilson José cultiva café em nove dos 21 hectares da propriedade, com cerca de 30 mil pés plantados. Neste ano, em três hectares já em produção, ele alcançou média de 300 sacas de café beneficiado. “Um evento como esse é muito importante para toda a cadeia produtiva porque incentiva a gente a produzir com mais qualidade. Isso fortalece o produtor e cria oportunidades de mercado para o nosso café”, afirmou.

Wilson também relatou que a cafeicultura já ultrapassa a produção agrícola e passa a atrair visitantes e pesquisadores interessados no modelo desenvolvido na propriedade. Dono da marca Café Beija-Flor, ele disse que o trabalho com café especial e a participação em concursos ajudaram a dar visibilidade à produção local e a mostrar o potencial da agricultura familiar na região.

Nos últimos três anos, Mâncio Lima ampliou a presença da cafeicultura com a implantação do Complexo Industrial do Café, estrutura que atende mais de 200 famílias produtoras. O reflexo, segundo participantes do evento, já aparece no comércio local, principalmente no período de colheita, quando a circulação de recursos cresce e movimenta a economia do município.

A oficina deve servir de base para a elaboração de um plano de ação e de um programa de investimentos, construídos a partir de visitas técnicas em propriedades rurais e nos complexos industriais da região. A expectativa é transformar o café produzido no Acre em referência nacional, com mais valor agregado, novos mercados e impacto econômico e social para o Vale do Juruá.

Tarauacá sanciona lei de adesão a consórcio nacional de gestão climática

A Prefeitura de Tarauacá sancionou nesta terça-feira, 23, a lei que ratifica a adesão do município ao Consórcio Nacional para Gestão Climática e Prevenção de Desastres, o Conclima. A medida formaliza a participação da cidade em uma estrutura nacional de cooperação voltada ao enfrentamento de eventos climáticos extremos, com foco em prevenção, planejamento e resposta a desastres.

Com a nova legislação, Tarauacá passa a integrar o consórcio público criado para apoiar municípios em ações de defesa civil, gestão de riscos, adaptação climática e captação de recursos. A iniciativa busca ampliar a capacidade das prefeituras para lidar com enchentes, secas, queimadas, deslizamentos e outros problemas associados às mudanças no clima.

O projeto que tratou da ratificação do protocolo de intenções do Conclima tramitou na Câmara Municipal como PL nº 018/2026. A proposta foi aprovada pelos vereadores antes da sanção do Executivo e passou a permitir que o município participe oficialmente das ações coordenadas pelo consórcio.

Entre as finalidades do Conclima estão orientação técnica, apoio à elaboração de planos de contingência, mapeamento de áreas de risco, fortalecimento das estruturas locais de defesa civil, ações de sustentabilidade, acesso a fontes de financiamento e cooperação entre municípios para reduzir custos e melhorar a resposta a situações de emergência.

A adesão ocorre em um cenário de maior preocupação com os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia e em municípios acreanos sujeitos a cheias, enxurradas, estiagens e impactos ambientais recorrentes. Em Tarauacá, a participação no consórcio poderá reforçar o planejamento municipal e integrar a cidade a uma rede nacional de apoio técnico e institucional para prevenção de desastres.

Foto: Isaac Melo/internet

Diocese de Rio Branco cobra repasses e diz que Hospital Santa Juliana opera no limite

A Diocese de Rio Branco afirmou, em coletiva realizada na terça-feira, 23 de junho, na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, que os atrasos nos pagamentos do governo do Acre ao Hospital Santa Juliana e à Casa de Acolhida Souza Araújo levaram as duas instituições a uma situação crítica. Segundo a Igreja, a dívida acumulada passa de R$ 20 milhões. No mesmo dia, houve um repasse de cerca de R$ 3,5 milhões, mas a Diocese disse que o valor cobre apenas parte do passivo e não resolve o problema.

Ao detalhar o quadro, o bispo dom Joaquim Pertíñez disse que a crise se arrasta há anos e chegou a um ponto insustentável. “A situação chegou a um limite que já vinha se arrastando há vários anos, não é de hoje. Fomos aguentando, mas chegou o limite que não temos mais viabilidade de continuar os serviços, tanto hospitalares quanto na Casa de Acolhida Souza Araújo”, afirmou.

Dom Joaquim disse que o Hospital Santa Juliana ainda não interrompeu totalmente os atendimentos, mas reconheceu impacto direto em áreas de alta complexidade. “Até o momento, nenhum serviço está paralisado. As cirurgias cardíacas estão fechadas porque os nossos fornecedores de material não recebem. Portanto, não tem como fazer cirurgias cardíacas”, declarou. Em outro momento, responsabilizou o governo pela suspensão desse tipo de procedimento. “É bom que todo mundo saiba que, se as cirurgias cardíacas que muitas pessoas precisam não estão sendo realizadas, não é culpa do hospital, não é culpa do bispo. É culpa do governo que não repassa, não paga”, disse.

O bispo também afirmou que a Diocese tem recorrido a empréstimos para manter a estrutura funcionando e pagar os trabalhadores. “Nós vivemos de empréstimos para poder pagar nossos funcionários e tudo mais. O hospital ajudava financeiramente a Casa de Acolhida Souza Araújo quando o governo atrasava. Mas agora o hospital não tem condições nem de se manter e muito menos de injetar dinheiro na casa”, declarou. Segundo ele, a situação da Casa Souza Araújo também expõe a falta de recursos para manutenção e investimentos.

A cobrança pública da Diocese ganhou força após a divulgação de uma nota em que a instituição afirmou que o Santa Juliana responde por parte expressiva dos partos realizados em Rio Branco e também atende pacientes em cirurgias cardíacas e urológicas de alta complexidade pelo SUS. No texto, a Igreja afirmou que os serviços foram prestados, auditados e reconhecidos pelo poder público, e que a manifestação não tem caráter político-partidário, mas busca garantir a continuidade do atendimento à população.

Após a coletiva, o governo do Acre informou, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, que os valores apresentados pela Diocese reúnem processos de naturezas diferentes, incluindo repasses em tramitação regular e procedimentos ainda em fase administrativa. A Sesacre afirmou que o Hospital Santa Juliana recebeu mais de R$ 50 milhões em 2026, incluindo os repasses de março e abril, e sustentou que a competência de maio ainda está em análise, sem caracterização de obrigação vencida.

O impasse expôs o agravamento da relação entre a Diocese e o governo em torno do financiamento de serviços essenciais de saúde. Enquanto a Igreja diz que o hospital e a casa de acolhida operam no limite e sem margem para continuar absorvendo atrasos, o governo afirma que parte dos valores cobrados ainda depende de trâmites técnicos e administrativos.

Foto: Contilnet

Alan Rick diz que ação para barrar agendas mostra “desespero” de adversários no Acre

O senador Alan Rick (Republicanos-AC), pré-candidato ao governo do Acre, reagiu na terça-feira, 23, à ação movida pela Federação União Progressista para tentar impedir novas agendas políticas dele no estado. Em fala ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, o parlamentar classificou a ofensiva como uma tentativa de limitar sua circulação pelos municípios e afirmou que o movimento dos adversários “dá a impressão de que estão desesperados”.

A ação foi apresentada após uma agenda em Feijó, onde Alan Rick participou de compromissos ao lado do prefeito Railson Ferreira da Silva. A federação, formada por União Brasil e Progressistas, alegou à Justiça Eleitoral que o evento teve características de propaganda eleitoral antecipada, com recepção no aeroporto, carreata, presença de apoiadores e mobilização nas redes sociais.

Alan Rick rebateu o pedido e tratou a medida como reação ao crescimento de sua pré-campanha no interior. “Não tem cabimento, não tem lógica”, afirmou o senador, ao comentar a tentativa de impedir novas agendas antes do início oficial da campanha. A avaliação do parlamentar é que os adversários recorreram à Justiça porque passaram a se incomodar com a recepção popular em municípios estratégicos.

O pedido de urgência foi negado pelo juiz Jair Araújo Facundes, relator do caso no Tribunal Regional Eleitoral do Acre. A liminar pretendia proibir Alan Rick e Railson Ferreira de promover ou participar de novos eventos semelhantes ao ato de Feijó até 16 de agosto, data de início da campanha eleitoral. O magistrado entendeu que não havia prova concreta de que outro evento com as mesmas características estivesse prestes a ocorrer.

Na decisão, a Justiça Eleitoral rejeitou a possibilidade de restringir previamente a atuação política com base em fatos futuros e incertos. A ação continuará tramitando, mas a negativa da liminar manteve liberadas as agendas políticas e parlamentares do senador em municípios acreanos.

Ao comentar o caso, Alan Rick também defendeu tratamento igual para todos os grupos políticos que já se movimentam antes do período oficial de campanha. “O pau que dá em Chico dá em Francisco”, disse o senador, ao sustentar que a regra aplicada a uma pré-candidatura deve valer para todas as demais.

A disputa ocorre em meio ao avanço das articulações para a eleição de 2026. Alan Rick aparece como um dos principais nomes da oposição ao grupo da governadora Mailza Assis e tem intensificado visitas ao interior. A representação judicial da União Progressista levou a pré-campanha para o campo jurídico e aumentou a tensão entre os blocos que disputam o Palácio Rio Branco.

O episódio de Feijó virou o primeiro embate judicial de maior peso envolvendo diretamente a agenda de rua do senador. Para a federação autora da ação, a mobilização teria extrapolado os limites da pré-campanha. Para Alan Rick, a ofensiva tenta transformar agenda política em irregularidade eleitoral. “Dá a impressão de que estão desesperados”, repetiu o senador ao tratar da reação dos adversários.

O mérito da representação ainda será analisado pelo TRE-AC. Alan Rick e Railson Ferreira deverão apresentar defesa no processo, que seguirá depois para manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral antes da decisão final sobre as acusações de propaganda eleitoral antecipada.