Gerlen cobra nova ponte em Sena Madureira e acusa governo do Acre de abandonar município

O prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, cobrou nesta sexta-feira, 12, uma resposta imediata do governo do Acre sobre a queda da ponte que ligava o primeiro ao segundo distrito do município, durante entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Integração 99,9 FM, em participação por telefone. A obra, aguardada por décadas pela população, desabou e deixou quatro pessoas feridas. Para o prefeito, a cidade não pode receber apenas catraias como solução emergencial enquanto espera explicações sobre uma estrutura pública que custou R$ 45 milhões e caiu antes de cumprir plenamente sua função.

A entrevista começou pelo ponto mais sensível: a vida de quem ficou isolado ou passou a depender de travessia improvisada para estudar, trabalhar, comprar, vender ou buscar atendimento. Gerlen tratou o caso como uma tragédia urbana, não apenas como um acidente de engenharia. “Infelizmente, Sena Madureira vive um momento triste na sua história. Aguardou por décadas a construção de uma obra importante que une dois distritos e, de repente, esta obra ruiu, despencou, vitimou quatro pessoas”, disse. O prefeito frisou que não houve mortes, mas lembrou que vítimas ficaram feridas e que moradores ainda enfrentam medo, revolta e insegurança.

A principal cobrança de Gerlen é que o governo apresente uma solução definitiva. “O que a população gostaria de ouvir é que outra ponte vai ser construída”, afirmou. Na avaliação dele, a resposta oficial ainda não alcançou o tamanho do problema. O prefeito criticou o reforço da travessia por catraias e defendeu a instalação de uma balsa capaz de transportar motocicletas e bicicletas, enquanto uma nova ponte não sai do papel. “Vejam só, tinha uma catraia, estão botando a segunda catraia. É o suficiente? Não é. Essa população merece respeito neste momento”, disse.

Gerlen também cobrou assistência direta aos moradores do segundo distrito. Para ele, o governo deveria montar uma estrutura de atendimento na própria comunidade, com presença de equipes sociais, psicológicas e administrativas. “Tem gente que está abalada emocionalmente, tem gente que vai ter problemas psicológicos em razão disso. Tem senhoras, idosos, que ainda têm medo só do barulho que aconteceu ali na região”, afirmou. A fala revela uma dimensão que nem sempre aparece quando uma obra pública desaba: junto com concreto, ferro e madeira, cai também a sensação de segurança de quem vive ao redor.

O prefeito rejeitou a tentativa de atribuir a queda da ponte apenas ao fenômeno das terras caídas. Gerlen disse que o desbarrancamento às margens dos rios é conhecido há gerações por quem mora na Amazônia e deveria ter sido considerado no projeto. “Conversa para boi dormir”, afirmou. “Quem mora às margens dos rios sabe que todos os anos o barranco do rio desmorona. Isso não começou nesse ano nem no ano passado. Isso é assim há milhares e milhares de anos.” Para ele, uma obra desse porte precisava nascer preparada para a realidade do rio, e não cair diante de um fenômeno previsível.

Ao tratar dos custos da obra, Gerlen elevou o tom. “Eles gastam quarenta e cinco milhões, recebem quarenta e cinco milhões para construir uma ponte e a ponte cai. Fica o dito pelo não dito. Isso é um absurdo, isso é um escárnio”, declarou. A cobrança atinge diretamente o governo estadual, a empresa responsável pela construção e os órgãos de controle. O prefeito afirmou que a Procuradoria do Município já notificou a empresa e o governo do Acre para que adotem providências. “A população não pode ficar sem ter uma resposta. A população está revoltada, sobretudo a população do bairro Segundo Distrito.”

A queda da ponte também expôs a crise política entre a prefeitura e o Palácio Rio Branco. Gerlen afirmou que a relação institucional com o governo praticamente deixou de existir desde que ele assumiu posição política fora do grupo governista estadual. “A relação com o governo não existe. A governadora vem no município de Sena Madureira e sequer liga para o prefeito para dizer que está na cidade”, disse. Para ele, a divergência eleitoral passou a interferir na administração. “Estão preocupados simplesmente com eleição, não estão preocupados com a população.”

O prefeito levou a crítica para outras áreas da gestão. Disse que Sena Madureira tem uma das maiores malhas de ramais do Acre e que a prefeitura reabriu cerca de 4 mil quilômetros no ano passado, enquanto o governo estadual teria atuado em aproximadamente 200 quilômetros. “O governo do Estado não disponibilizou um litro de óleo diesel para a prefeitura fazer a reabertura desses ramais”, afirmou. A frase resume uma queixa recorrente de prefeitos do interior: a dependência de máquinas, combustível e apoio estadual para manter abertas as estradas de terra por onde passa a produção rural, o transporte escolar e boa parte da vida econômica dos municípios.

Gerlen também citou a cessão de servidores como exemplo do que considera desprestígio político contra Sena Madureira. Segundo ele, o governo mantém servidores cedidos para fora do Estado, mas não atende pedidos do município. “Para Sena Madureira não tem ninguém. Você entendeu a forma que Sena Madureira é tratada por esse governo?”, questionou. Na leitura do prefeito, o município paga o preço de uma disputa que deveria ficar restrita ao campo eleitoral, mas acaba chegando à rotina administrativa.

Outro ponto da entrevista foi a construção de casas populares. Gerlen afirmou que a prefeitura trabalha em unidades habitacionais no bairro Pista e pretende iniciar outras 100 casas de alvenaria, com ordem de serviço, recurso em conta, terreno comprado e licitação concluída. O prefeito acusou o Instituto de Meio Ambiente do Acre de embargar a construção de 30 casas de madeira em área urbana já habitada. “Hoje nós vamos entrar com mandado de segurança. Vamos recorrer ao Poder Judiciário para construir casas para as pessoas de Sena Madureira”, disse.

A crítica ganhou contorno social quando Gerlen afirmou que a medida prejudica famílias que esperam por moradia. “Isso é covardia com a população sena-madureirense, não é com o prefeito. Eles não fazem e nem querem deixar fazer”, declarou. A disputa, nesse caso, envolve duas responsabilidades públicas que precisam andar juntas: a proteção ambiental e o direito à moradia. O prefeito sustenta que a área já é ocupada e que a prefeitura tem condições legais de construir. O governo e o órgão ambiental precisam explicar à população quais riscos ou exigências motivaram o embargo.

Gerlen ainda comentou o bloqueio da BR-364 feito por moradores em protesto após a queda da ponte. Disse respeitar a manifestação, mas rejeitou cobranças para que estivesse no local. “O que é que o prefeito vai fazer no bloqueio, sendo que eu estou na prefeitura todos os dias, de manhã e à tarde, de segunda a sexta-feira?”, perguntou. Para ele, demandas dirigidas à prefeitura devem ser levadas ao gabinete. “Quem quer trazer algum problema, alguma situação para o prefeito municipal, vem na prefeitura, não vai bloquear a BR.”

Mesmo com críticas duras ao governo, Gerlen tentou afastar a imagem de conflito pessoal com a governadora. Ele negou ter abandonado um evento oficial em Sena Madureira e disse que permaneceu até o encerramento. “Eu fiquei até o final do evento, esperei a governadora terminar de falar, a cumprimentei e a tratei muito bem”, afirmou. Segundo o prefeito, estudantes deixaram o local porque a programação atrasou, e a saída acabou atribuída ao seu grupo político. “Não saímos. Ficamos até o final. Uma coisa que eu não sou é mal educado. Eu trato a governadora muito bem.”

Ortiz cresce160% em contratos com o governo em apenas um ano, questiona coluna da Gina e reacende pergunta que o MPAC já fez! 

A Coluna da Gina Menezes, no portal Folha do Acre, trouxe nesta semana um questionamento que merece sair dos bastidores políticos e entrar no campo da transparência pública: qual é, afinal, o tamanho da Ortiz no Acre?

A provocação da coluna chama atenção para a força de um grupo empresarial que há anos opera em uma área sensível para o Estado: o transporte aéreo. Mas o ponto mais relevante não está apenas na influência política ou econômica atribuída à família. Está em uma pergunta que o próprio Ministério Público do Acre já havia colocado oficialmente: como os contratos da Ortiz Táxi Aéreo com o governo estadual cresceram mais de 160% de 2024 para 2025?

A questão aparece em portaria da Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público, assinada pela promotora Myrna Teixeira Mendoza. O procedimento foi instaurado para apurar o fretamento de aeronaves a serviço do governo do Estado em 2025, em contratos considerados de valores vultuosos com a empresa Ortiz Táxi Aéreo.

No documento, o MPAC afirma que houve “evolução exponencial” dos valores contratados ao longo dos anos, com aumento superior a 160% de 2024 para 2025, em um intervalo de apenas um ano, sem justificativa técnica amplamente divulgada. A Promotoria também registra que os contratos acumulados com a empresa desde 2019 ultrapassam R$ 84 milhões.

Esse é o centro da discussão. Em um estado onde o transporte aéreo tem importância real para deslocamentos oficiais, atendimento de regiões isoladas, transporte de pessoal, cargas e apoio a serviços públicos, a contratação de aeronaves pode ser necessária. O que o MPAC quer entender é outra coisa: por que a despesa cresceu tanto e em tão pouco tempo?

A Ortiz aparece, hoje, como uma das principais empresas do setor aéreo no Acre. A empresa presta serviços de fretamento de aeronaves e tem relação contratual com o poder público estadual, especialmente em demandas ligadas à Casa Civil, ao Gabinete do Governador e a outros órgãos participantes de processos de registro de preços.

Em 2024, termo aditivo publicado no Diário Oficial registrou contrato entre a Casa Civil e a Ortiz Táxi Aéreo para prestação de serviços de fretamento de aeronaves, com transporte de pessoal em trechos nacionais, interestaduais, intermunicipais e internacionais. O contrato tinha como finalidade atender às necessidades do Gabinete do Governador e da Secretaria de Estado da Casa Civil, com valor anual estimado de R$ 6,825 milhões.

Já em 2025, a empresa voltou a aparecer em contratação de grande porte. No Pregão Eletrônico SRP nº 390/2025, a planilha comparativa de preços aponta a Ortiz como vencedora de dois itens para fretamento de aeronaves: um monomotor turboélice do tipo Caravan e um bimotor turboélice pressurizado do tipo King Air. O total classificado em favor da empresa chegou a R$ 49,509 milhões.

É importante registrar que ata de registro de preços não significa, automaticamente, execução integral de todo o valor previsto. Ainda assim, o tamanho do processo ajuda a explicar por que a Promotoria decidiu olhar para a evolução desses contratos.

O pregão também foi alvo de disputa administrativa. A Rio Branco Aerotáxi recorreu contra a habilitação da Ortiz no item referente à aeronave bimotor turboélice pressurizada do tipo King Air. A concorrente alegou que a empresa não teria apresentado, naquele momento, documentação suficiente para comprovar a disponibilidade da aeronave e homologações necessárias junto à Anac.

A Ortiz, por sua vez, defendeu que as exigências apontadas pela concorrente diziam respeito à fase de contratação, e não à habilitação. O pregoeiro negou o recurso e manteve a empresa como vencedora do grupo 02 do processo.

A decisão administrativa, no entanto, não elimina o questionamento maior levantado pelo Ministério Público. O procedimento da Promotoria não trata apenas de uma disputa entre empresas, mas da necessidade de explicar o crescimento acelerado dos gastos públicos com fretamento de aeronaves.

A portaria também menciona o uso de justificativas genéricas, falta de transparência ativa e possível uso inadequado das aeronaves para finalidades diversas do contrato. Por isso, o MPAC determinou a formalização do procedimento e solicitou diligência ao Núcleo de Apoio Técnico, responsável por analisar a documentação reunida.

A Coluna da Gina acerta ao recolocar a Ortiz no centro do debate público. Mas o ponto mais concreto não é apenas dizer que o grupo é poderoso. É mostrar que esse poder empresarial se cruza com contratos públicos, logística aérea e dinheiro do Estado.

A pergunta que precisa ser respondida não é retórica. Ela já foi feita pelo Ministério Público: o que justifica um crescimento de mais de 160% nos valores contratados com a Ortiz entre 2024 e 2025?

A resposta cabe ao governo do Acre, aos órgãos contratantes e à própria documentação dos processos administrativos. Em um contrato dessa dimensão, transparência não é favor. É obrigação.

Foto: Charles Bezerra – @charlesbzrr

Prefeitura de Rio Branco amplia transmissão gratuita da Copa do Mundo na Praça da Revolução

A Prefeitura de Rio Branco ampliou a programação de exibição pública da Copa do Mundo de 2026 e passou a anunciar a transmissão gratuita de todos os jogos do torneio na Praça da Revolução, no Centro da capital. A medida foi divulgada nesta quinta-feira, 11 de junho, e amplia uma agenda que antes estava concentrada nas partidas da seleção brasileira, com a proposta de transformar o espaço em ponto de convivência, lazer e torcida durante a competição.

A programação começou nesta quinta com a partida de abertura entre México e África do Sul, marcada para 14h. A estrutura montada pela prefeitura inclui palco, telão, segurança, banheiros químicos, distribuição de água e áreas voltadas a famílias, idosos, crianças e pessoas com deficiência.

A ampliação das transmissões ocorreu após pedidos de torcedores que queriam acompanhar também os jogos de outras seleções, e não apenas os compromissos do Brasil. Nos dias de partidas da equipe brasileira, a prefeitura também anunciou atrações musicais e a presença de pontos de alimentação e bebidas com apoio da economia solidária.

A estreia do Brasil no torneio está prevista para sábado, 13 de junho, contra o Marrocos, em jogo da fase de grupos. A convocação da prefeitura é para que o público chegue à praça a partir das 15h para acompanhar a partida em telão instalado no espaço público.

Expoacre Juruá 2026 anuncia shows de Natanzinho Lima, padre Fábio de Melo e Leonardo

A Expoacre Juruá 2026 será realizada de 30 de junho a 5 de julho, em Cruzeiro do Sul, com shows nacionais já confirmados de Natanzinho Lima, Banda Morada, Tierry, padre Fábio de Melo e Leonardo. A programação do dia 3 de julho ainda não teve atração divulgada.

O anúncio da grade foi feito nesta quinta-feira, 11 de junho, durante encontro entre representantes do governo do Acre e da Prefeitura de Cruzeiro do Sul. A feira chega à 21ª edição com a expectativa de movimentar setores como hotelaria, comércio, entretenimento e agronegócio na região do Juruá.

Natanzinho Lima abre a programação no dia 30 de junho. No dia 1º de julho, a noite gospel terá show da Banda Morada. Tierry sobe ao palco em 2 de julho. Padre Fábio de Melo se apresenta em 4 de julho. Leonardo encerra a programação no dia 5.

Durante o lançamento, o prefeito Zequinha Lima afirmou que a estrutura do município está sendo preparada para receber o evento e destacou o impacto da feira para os empreendedores locais. Representando o governo estadual, Rosa Sampaio disse que a meta é fazer da edição de 2026 um marco para a região e confirmou a festa oficial de lançamento da Expoacre Juruá para 13 de junho, no estádio Arena do Juruá.

Major Rocha cobra responsabilização por queda da ponte de Sena Madureira e rejeita tese de fatalidade

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-vice-governador Major Rocha afirmou que o desabamento da ponte de Sena Madureira não pode ser tratado como fatalidade e acusou o governo e a construtora responsável pela obra de tentarem se eximir da responsabilidade. Na gravação, ele diz que a narrativa de que o colapso foi provocado pelo fenômeno das chamadas terras caídas não encerra o caso e, ao contrário, reforça a suspeita de falhas técnicas no estudo, no projeto e na execução da estrutura.

Rocha sustenta que o fenômeno geológico é amplamente conhecido na Amazônia e, por isso, deveria ter sido considerado ainda na fase de planejamento da obra. Na avaliação dele, se a movimentação de terra realmente abalou a estrutura da ponte, isso não afasta a responsabilidade da empresa. “A engenharia existe justamente para prever riscos e adotar medidas capazes de evitá-los”, afirmou.

No vídeo, ele também questiona a posição apresentada por representantes do governo e da empresa após o desabamento. Para Rocha, houve uma tentativa de enquadrar o episódio como caso fortuito, o que poderia abrir caminho para afastar eventual responsabilização. Ele rebate esse entendimento ao afirmar que eventos previsíveis e conhecidos da realidade amazônica não podem ser usados como justificativa automática para o colapso de uma obra pública.

A crítica também alcança o poder público. Rocha afirma que o Estado tinha a obrigação de fiscalizar a execução da ponte, verificar as condições de segurança da estrutura e acompanhar a entrega de uma obra custeada com dinheiro público. Segundo ele, a discussão não se limita à esfera civil, com eventual reparação por danos, mas pode avançar também para a esfera criminal, caso sejam confirmadas negligência, imprudência ou imperícia.

Ao longo da gravação, o ex-vice-governador afirma que a ponte foi construída pela Construtora Cidade e desabou pouco mais de dois anos depois da entrega, o que, segundo ele, amplia a gravidade do caso. Rocha diz ainda que não aceita “jogo de empurra empurra” entre governo e empresa e cobra esclarecimentos técnicos sobre as causas do desabamento, retirada dos destroços do rio e definição das próximas providências.

A fala de Major Rocha amplia a pressão política em torno do caso e coloca no centro do debate não apenas a origem do desabamento, mas também a responsabilidade por uma obra que, agora, passa a ser alvo de questionamentos sobre projeto, fiscalização e segurança.

OPIRJ reúne 60 participantes em formação sobre acervo e produção cultural indígena em Cruzeiro do Sul

A Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá realizou, entre 2 e 8 de junho de 2026, uma formação voltada à organização de acervos e à capacitação de produtores culturais indígenas no Centro Diocesano de Treinamento, em Cruzeiro do Sul. A atividade reuniu representantes dos 15 territórios indígenas da base da entidade e integrou o Eixo 4 do Projeto Gestão Territorial OPIRJ, com foco na preservação da memória, dos saberes tradicionais e da produção cultural dos povos da região do Juruá.

Cerca de 60 pessoas participaram da programação, entre lideranças, representantes territoriais e equipe técnica da organização. Para viabilizar a presença dos participantes, a logística incluiu transporte fluvial, aerotáxi, táxis e apoio com combustível, de acordo com a realidade de cada território.

Ao longo da semana, os participantes tiveram atividades sobre organização de acervos culturais, preservação de artefatos tradicionais, documentação de conhecimentos ancestrais e formas de ampliar a transmissão desses saberes entre gerações. A programação também tratou da valorização da arte indígena e do fortalecimento da atuação de produtores culturais dentro dos próprios territórios.

A formação incluiu aulas de audiovisual para criação de acervos digitais, com orientação sobre organização, catalogação e preservação de fotografias, vídeos, documentários e outros registros ligados à história de cada povo. Houve ainda conteúdo sobre pesquisa e identificação de materiais audiovisuais já produzidos sobre os territórios, como forma de reforçar a memória coletiva.

Outro eixo do encontro foi a elaboração de projetos culturais. Os participantes receberam orientações sobre planejamento, construção de propostas, captação de recursos e acesso a editais de incentivo, numa tentativa de ampliar a autonomia das comunidades na criação e execução de ações voltadas à salvaguarda dos conhecimentos tradicionais.

A programação também teve oficinas práticas, rodas de conversa, exposições de artesanato, apresentações culturais e uma visita ao Museu de Cruzeiro do Sul. O debate incluiu ainda a proteção dos conhecimentos tradicionais e dos saberes sagrados, com ênfase no direito de cada povo decidir o que pode ser compartilhado publicamente e o que deve permanecer resguardado no interior das comunidades.

A atividade foi conduzida por consultoria contratada pela OPIRJ por processo seletivo e acompanhada pela equipe técnica da organização, responsável pelo credenciamento, apoio logístico, registros fotográficos e audiovisuais e suporte às ações realizadas durante a semana. A iniciativa reforça a aposta da entidade em ações de valorização cultural e preservação da memória indígena no Vale do Juruá.

Associação Amigos CZS faz ação oftalmológica gratuita na Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul

A Associação Amigos CZS realizou uma ação gratuita de triagem oftalmológica na Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, com atendimento voltado a moradores da comunidade e oferta de exames para prevenção, diagnóstico e acompanhamento de problemas de visão. A iniciativa teve apoio do deputado estadual Pedro Longo e da vereadora Valéria Lima, além de parceria com a Consultoria Especial de Promoção Hospital Rodrigues Landim.

Durante a ação, a população teve acesso a exames de acuidade visual, tonometria, retinografia, ceratometria, biomicroscopia e refração computadorizada. O atendimento buscou ampliar o acesso a serviços especializados de saúde visual em uma região onde esse tipo de assistência nem sempre chega com facilidade.

A atividade faz parte do projeto Cuidando de Pessoas, desenvolvido pela Associação Amigos CZS, que reúne ações nas áreas de saúde, cidadania e qualidade de vida em comunidades de Cruzeiro do Sul e municípios do entorno. Ao longo do dia, dezenas de moradores passaram pela triagem, o que permitiu identificar casos que precisam de acompanhamento e encaminhamento para tratamento.

Presidente da Associação Amigos CZS, Jefferson Oliveira afirmou que a proposta é levar atendimento especializado para mais perto da população. “Nosso compromisso é aproximar o atendimento especializado das pessoas que mais precisam. Cuidar da saúde visual é promover qualidade de vida e bem-estar para toda a população”, disse.

Pedro Longo afirmou que o apoio a ações preventivas ajuda a ampliar o acesso da população à saúde. “Investir em saúde é investir diretamente na qualidade de vida das pessoas. É gratificante apoiar iniciativas que levam atendimento especializado para mais perto da população e fortalecem a prevenção de doenças”, declarou.

Valéria Lima destacou o impacto social da ação na comunidade. “Quando os serviços chegam às comunidades, estamos levando cuidado, dignidade e cidadania. Essa iniciativa representa mais acesso à saúde para as famílias da Vila Santa Luzia”, afirmou.

A mobilização reforça a atuação conjunta da Associação Amigos CZS, do projeto Cuidando de Pessoas, da Consultoria Especial de Promoção Hospital Rodrigues Landim e de lideranças políticas locais em ações voltadas à saúde da população do Vale do Juruá.

Rodrigues Alves recebe novos maquinários para reforçar obras e manutenção de ramais

A Prefeitura de Rodrigues Alves começou a receber novos maquinários para ampliar a frota municipal e reforçar os serviços públicos na cidade e na zona rural. O município foi contemplado com duas escavadeiras hidráulicas, uma motoniveladora e dois tratores de esteira, que devem ser usados na recuperação e manutenção de ramais, apoio à produção rural, execução de obras e outras ações de infraestrutura.

A chegada dos equipamentos amplia a capacidade operacional do município em áreas consideradas estratégicas para o atendimento da população, sobretudo em regiões que dependem de estradas vicinais para deslocamento, escoamento da produção e acesso a serviços públicos. A expectativa da gestão municipal é dar mais agilidade aos trabalhos e melhorar as condições de atendimento em diferentes frentes.

Os maquinários foram viabilizados por meio de emendas parlamentares destinadas pelo senador Sérgio Petecão e pelos deputados federais Zezinho Barbary e Antônia Lúcia. Os recursos reforçam a estrutura da prefeitura em um momento de ampliação dos investimentos em infraestrutura e apoio às atividades do campo.

Com os novos equipamentos, a administração municipal busca aumentar a eficiência dos serviços e atender com mais rapidez as demandas da população, tanto na área urbana quanto na zona rural.

Prefeitura de Cruzeiro do Sul autoriza obra de R$ 870 mil na Estrada do Passo Fundo

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul assinou nesta terça-feira (9) a ordem de serviço para a recuperação e manutenção da estrada que atende as comunidades Passo Fundo, São Luiz e Sacado do Romeu. A obra prevê terraplanagem e instalação de dispositivos de drenagem, com investimento de R$ 870 mil viabilizado por emenda parlamentar do deputado federal Coronel Ulisses.

A assinatura foi feita pelo prefeito Zequinha Lima, que destacou o impacto da intervenção para os moradores da região rural. Segundo ele, a manutenção das estradas melhora o deslocamento das famílias e reforça o acesso das comunidades a serviços e atividades do dia a dia.

O presidente da Associação de Moradores da Comunidade Passo Fundo, Genivaldo Rocha, afirmou que a melhoria da via atende a uma demanda antiga dos moradores. “Quero agradecer ao prefeito Zequinha e ao deputado Ulisses pelo benefício que está chegando em nossa comunidade. Ter uma estrada melhor sempre foi um sonho nosso que hoje começa a se concretizar”, disse.

A moradora Lucilene Andrade também comemorou o início dos trabalhos e afirmou que a obra deve ampliar a mobilidade e a segurança para quem vive na área. “Hoje é um momento de grande alegria e gratidão para a nossa comunidade Passo Fundo, São Luís e Sacado do Romeu. Essa conquista representa muito mais do que uma obra. Significa melhoria, mobilidade, mais segurança para as nossas famílias, melhor condição e acesso para os estudantes, trabalhadores e produtores rurais”, declarou.

O deputado federal Coronel Ulisses afirmou que a execução dos serviços cumpre um compromisso assumido com os moradores. “É um prazer imenso, uma honra poder estar aqui fazendo algo com que eu tinha me comprometido. Hoje estamos aqui juntamente com o prefeito Zequinha Lima assinando essa ordem de serviço que vai trazer mais dignidade para essas pessoas”, afirmou.

O evento reuniu moradores, secretários municipais e vereadores.

Prefeitura de Rio Branco reforça vacinação e mobiliza rede de saúde contra síndromes respiratórias

A Prefeitura de Rio Branco reuniu na terça-feira, 9 de junho, mais de 60 coordenadores das unidades de Atenção Primária para alinhar ações de prevenção, monitoramento e atendimento diante do aumento dos casos de síndromes respiratórias na capital. A medida busca fortalecer a rede municipal de saúde e ampliar a vacinação contra a influenza, apontada pela gestão como uma das principais formas de evitar agravamentos e internações.

Durante o encontro, a Secretaria Municipal de Saúde apresentou o cenário epidemiológico mais recente e definiu estratégias para reforçar a atuação das equipes nas unidades básicas. A orientação é ampliar o acolhimento, a triagem e o acompanhamento dos pacientes, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

A diretora de Vigilância em Saúde, Socorro Martins, afirmou que a cobertura vacinal entre os grupos prioritários está em torno de 40%, índice considerado abaixo do ideal para este momento. O alerta se concentra principalmente em crianças, idosos, gestantes e puérperas, públicos com maior risco de complicações causadas pela influenza.

O diretor de Cuidados com a Saúde na Comunidade, Everton Maia, disse que a atenção primária tem papel central no enfrentamento das síndromes respiratórias, tanto na orientação à população quanto no atendimento inicial dos casos. A avaliação da prefeitura é que o reforço da rede básica ajuda a reduzir a pressão sobre os serviços de maior complexidade.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que a mobilização faz parte de um conjunto de ações para ampliar a resposta da rede municipal neste período de maior circulação de vírus respiratórios. A recomendação é que as pessoas dos grupos prioritários procurem as unidades de saúde para atualizar a vacinação e reforçar a proteção contra formas graves da doença.