Jorge Viana articula vinda de ministro de Lula ao Acre; 1,6 mil máquinas, veículos e equipamentos

Jorge Viana anunciou a vinda do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ao Acre na sexta-feira, 5 de junho, para o lançamento do Programa INOVA, iniciativa do governo federal voltada à redução das desigualdades regionais e ao fortalecimento da infraestrutura produtiva dos estados e municípios. O evento será realizado às 10h, na Superintendência Federal do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Rio Branco, e deve marcar a entrega de cerca de 1,6 mil máquinas, veículos e equipamentos para prefeituras, governo do Estado e entidades do setor produtivo.

A confirmação da agenda ocorreu em Brasília, durante encontro entre Jorge Viana e Waldez Góes. Na ocasião, o ministro informou que o Acre está entre os primeiros estados contemplados pela iniciativa, criada para ampliar a produtividade, incentivar o uso de tecnologia no campo e reforçar a capacidade operacional das gestões municipais.

Ao comentar a agenda, Jorge Viana atribuiu o avanço do programa à articulação entre o governo federal e a bancada acreana. Ele afirmou que a liberação dos equipamentos representa um esforço conjunto para atender os municípios e apoiar a produção local. “São mais de 1.600 equipamentos que chegam graças a uma parceria entre o Governo Federal e a bancada federal do Acre, que se uniu em torno de um objetivo comum”, disse.

Jorge também afirmou que a chegada do programa ao estado é resultado de uma mobilização política voltada à liberação de investimentos para áreas consideradas estratégicas. Segundo ele, a prioridade foi garantir estrutura para as prefeituras, melhorar as condições de trabalho no interior e abrir espaço para geração de emprego e renda.

Waldez Góes afirmou que o Programa INOVA foi estruturado por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para levar inovação, tecnologia e produtividade a estados e municípios. De acordo com o ministro, a proposta é facilitar o trabalho de quem atua no campo e de quem está à frente da gestão pública, com impacto direto sobre a produção e o desenvolvimento regional.

Os equipamentos previstos para o Acre devem ser usados no fortalecimento da infraestrutura produtiva dos municípios, no apoio às atividades agrícolas e na ampliação da capacidade de atendimento de órgãos públicos e entidades parceiras. A expectativa do governo federal é que a medida reforce a produção, melhore serviços e dê suporte a produtores, criadores e trabalhadores do estado.

O ato de lançamento em Rio Branco deverá reunir parlamentares da bancada federal, gestores públicos, representantes de associações e instituições beneficiadas pelo programa. Para Jorge Viana, a agenda simboliza uma convergência em torno de interesses comuns do Acre, com foco na estruturação dos municípios e no estímulo ao desenvolvimento regional.

Acre registra 21 focos de calor e lidera redução de queimadas no país em 2026

O Acre registrou 21 focos de calor entre janeiro e maio de 2026 e passou a liderar o ranking nacional de redução de queimadas no período. O dado coloca o estado com o menor número de ocorrências do país nos cinco primeiros meses do ano e representa queda de cerca de 58% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram contabilizados 51 focos.

Na comparação com outros estados da Amazônia Legal, o Acre aparece à frente de Rondônia, com 36 focos, e do Amazonas, com 128. Em volume absoluto, os maiores registros da região ficaram com Pará, com 1.607, Mato Grosso, com 1.550, e Tocantins, com 1.371.

A série histórica mostra oscilação baixa no estado nos últimos anos. Foram 56 focos em 2020, 45 em 2021, 66 em 2022, 17 em 2023, 32 em 2024, 51 em 2025 e 21 nos primeiros അഞ്ച് meses de 2026. O secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, afirmou que o resultado combina condições climáticas observadas no início do ano com ações de monitoramento e fiscalização, mas disse que o segundo semestre ainda exige atenção por causa do período mais crítico da estiagem.

Parte da estratégia do governo estadual está concentrada na Operação Amburana, iniciada em fevereiro e coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente em parceria com o Batalhão de Policiamento Ambiental, o Centro Integrado de Operações Aéreas e o Instituto de Meio Ambiente do Acre. A ação atua no combate ao desmatamento ilegal e na redução do risco de queimadas durante a seca.

Na primeira fase, a operação alcança 242 áreas com alertas de desmatamento distribuídas em cinco regionais do estado. Nos primeiros sete dias de trabalho, as equipes fiscalizaram 94 alertas, embargaram 684,6 hectares, apreenderam 24 metros cúbicos de madeira ilegal e aplicaram cerca de R$ 3,4 milhões em multas.

O planejamento para a estiagem também inclui a seleção de brigadistas comunitários para atuar em unidades de conservação estaduais. A formação é conduzida em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Acre. Neste ano, a política conta com investimento aproximado de R$ 2 milhões, com recursos do Programa REM Acre e apoio de parceiros.

Em 2025, a atuação das brigadas já havia sido associada à queda de 75% nos focos de calor no estado em relação ao ano anterior. Nas unidades de conservação, a redução ficou em cerca de 97,7% entre janeiro e outubro. Com esse resultado no início de 2026, o Acre tenta atravessar o período seco mantendo o menor patamar de queimadas do país.

Petecão diz que assinatura não muda texto da Câmara e defende debate no Senado sobre jornada 6×1

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração, na manhã desta segunda-feira, 1º de junho, o senador Sérgio Petecão afirmou que o apoio dele à abertura de discussão no Senado sobre a jornada de trabalho não significa adesão a uma mudança no texto já aprovado pela Câmara. Segundo o parlamentar, a intenção é permitir que a proposta seja debatida com mais profundidade antes de qualquer votação. “Não tem uma proposta fechada”, disse. “O que se fez foi nós apoiarmos esse pedido pra que a gente possa abrir um debate também no Senado. Não tem nada mais democrático que isso.”

Petecão reagiu à repercussão criada em torno da assinatura dele e disse que parte do noticiário tratou o tema como se o Senado já estivesse prestes a rever o conteúdo aprovado pelos deputados. Na versão do senador, não é isso que está posto agora. “Isso é fake news”, afirmou ao reforçar que “no Senado não mudamos nada” e que o objetivo é apenas abrir espaço para discussão. Na entrevista, ele repetiu que a proposta aprovada pela Câmara, com a mudança da escala 6×1 para 5×2, continua sendo a referência principal, mas sustentou que o Senado não pode abrir mão de ouvir outros setores antes de decidir.

Foi justamente nesse ponto que Petecão concentrou a explicação dele. Segundo o senador, a tramitação no Senado ainda depende de debate político e técnico, e a assinatura em apoio à discussão não representa voto antecipado nem texto alternativo sacramentado. “Lá no plenário é quem vota. Ou eu voto a favor ou eu voto contra. Todo mundo vai conhecer meu voto, o voto é aberto”, disse. Antes disso, afirmou, a ideia é ouvir trabalhadores, sindicatos, lideranças do movimento e empresários. “Nós vamos abrir agora para ouvir os sindicatos, ouvir as lideranças desse movimento e vamos ouvir também os empresários, tanto os pequenos, os médios e os grandes empresários.”

Na prática, a explicação de Petecão é a seguinte: a proposta que saiu da Câmara chega ao Senado e passa a ser discutida pelos senadores, que podem manter o texto, alterar pontos ou até ampliar o debate com outras sugestões. É nesse espaço que ele diz defender a abertura de conversa, sem fechar posição de saída. Por isso, o senador insiste que a assinatura dele não deve ser lida como recuo em relação ao texto da Câmara nem como apoio automático a uma flexibilização maior. “A proposta que foi apresentada na Câmara eu acho que é uma proposta interessante”, afirmou. “Sou a favor da proposta da Câmara, mas não impede que eu possa ouvir outros companheiros aqui no Senado.”

Ao longo da entrevista, Petecão tentou se colocar no meio do embate entre trabalhadores e empregadores. Disse que a preocupação principal dele é com a preservação dos direitos de quem trabalha, mas acrescentou que o impacto sobre as empresas, principalmente as menores, precisa entrar na conta. “Eu me preocupo com o empresário, não vou mentir pra você, como também me preocupo com o trabalhador”, afirmou. “Esse debate é muito complexo.” Em outro trecho, resumiu a posição dele com mais franqueza: “Eu tenho que ver o que é melhor para o país.”

Questionado sobre o temor de perda de direitos como férias, décimo terceiro e FGTS, o senador disse que não vê risco imediato nesse ponto, mas reconheceu que essa será uma das frentes mais sensíveis da discussão. “Eu não vejo isso. Eu acho que tudo tem que ter diálogo”, declarou. Para ele, o desafio do Senado será construir uma saída que preserve o trabalhador sem empurrar empresas para demissões. “O nosso grande desafio é que nós possamos estar cuidando do nosso trabalhador, criando condições melhores pra ele, mas também não podemos tratar o empresário achando que o empresário é bandido.”

Petecão levou essa preocupação para exemplos do dia a dia e citou o caso de pequenos negócios que funcionam com escala apertada. Na visão dele, uma mudança brusca na jornada pode exigir novas contratações e elevar custos num ritmo que parte do mercado talvez não consiga suportar. “Se vai diminuir os dias de trabalho, ele vai ter que contratar mais”, disse. “Vamos dizer um cara do restaurante, que trabalha a semana toda. Aí, quando for sábado e domingo, ele vai fechar? Se ele fechar sábado e domingo, ele vai quebrar.” A partir dessa leitura, ele passou a defender que o debate sobre a jornada venha acompanhado de alguma discussão sobre contrapartidas do governo para setores mais atingidos.

O senador também reclamou da politização da pauta e afirmou que a discussão corre o risco de ser contaminada pelo ambiente eleitoral. “Eu não posso só por conta dos votos politizar esse debate. Não pode ser politizado”, disse. “Hoje não tem um abençoado que não faça o movimento se não for pensando em voto.” Na avaliação dele, esse tipo de disputa esvazia a discussão central, que deveria estar voltada para a relação entre trabalhador, empregador e mercado de trabalho.

Ainda durante a entrevista, Petecão contou que foi cobrado por eleitores e por empresários depois que a assinatura dele se tornou pública. Disse ter ouvido dúvidas de quem teme aumento de custo para manter funcionários e também de quem receia perda de direitos. Esse choque de interesses, segundo ele, explica por que o Senado precisa tratar o tema com cuidado. “Só tem uma forma de saber: é sentar numa cadeira com muita responsabilidade”, afirmou. “Eu não posso defender uma proposta porque isso aqui me dá mais voto. Eu tenho que ver o que é melhor para o país.”

Ao fim, Petecão tentou resumir a mensagem que quis passar: o Senado ainda não deu a palavra final sobre a jornada 6×1, a proposta da Câmara segue no centro do debate e a assinatura dele teve o objetivo de abrir a discussão, não de substituir o texto por outra saída já acertada. “Vamos abrir um debate pra que, se Deus quiser, nós possamos sair com consciência”, afirmou. “Não tem nada disso de que nós já mudamos alguma coisa.”

Editorial – Notícia judicial não é fake news, Gladson 

Quando um acórdão do Superior Tribunal de Justiça é publicado, não cabe chamar a notícia de boato. Quando uma condenação de 25 anos e 9 meses de prisão passa a constar em decisão formal de um tribunal superior, não cabe tratar a cobertura jornalística como tentativa de desestabilizar governo. O ex-governador Gladson Cameli tem todo o direito de recorrer, de se defender, de buscar no Supremo Tribunal Federal uma decisão que suspenda os efeitos da condenação e de sustentar publicamente sua versão. Mas o direito de defesa não transforma em fake news aquilo que está escrito em decisão judicial. Inclusive, a defesa deve agir em tempo hábil com os recursos.

A fala de Gladson, ao associar notícias sobre sua situação jurídica a tentativas de desestabilização, tenta empurrar para a imprensa e para supostos adversários um problema que nasceu dentro de um processo penal. Não foi um blog, uma rádio, um portal ou um comentarista que condenou o ex-governador. Foi a Corte Especial do STJ, formada por ministros que analisaram autos, provas, teses da defesa, argumentos do Ministério Público Federal e questões preliminares levantadas ao longo de anos. A imprensa apenas cumpre o papel de traduzir esse fato para a população.

Dias atrás, no 21 de maio, antes da publicação do acórdão, o Grupo Integração abriu espaço no Jornal da Manhã da Rádio Integração FM para explicar o caso com calma. O advogado Emerson Soares foi chamado exatamente porque havia confusão no debate público. De um lado, circulavam versões de que tudo teria sido anulado. De outro, havia a decisão do STJ condenando Gladson e criando efeitos imediatos sobre sua situação eleitoral. Emerson foi direto: se o prazo de registro de candidatura fosse naquele momento, Gladson não poderia registrar candidatura, porque há condenação por órgão colegiado, situação prevista na Lei da Ficha Limpa.

Essa explicação não nasceu de torcida política. Nasceu da lei. Hoje, Gladson pode recorrer, mas recorrer não é o mesmo que estar liberado para disputar eleição. Ele pode tentar uma liminar no STF, mas tentativa não é garantia. Ele pode sustentar que será candidato, mas, sem uma decisão que suspenda os efeitos da condenação, essa afirmação permanece no campo da narrativa política, não da condição jurídica atual.

O ponto que precisa ser dito com clareza é simples: o governo não se desestabiliza porque a imprensa noticia uma decisão judicial. O governo se desestabiliza quando a própria liderança política que o conduziu passa a responder a condenações, recursos, dúvidas eleitorais e novas ações penais. A instabilidade não foi fabricada pela notícia. A instabilidade veio dos fatos que chegaram aos tribunais e agora cobram seu preço no cenário político do Acre.

Também não se pode confundir crítica jornalística com perseguição. A Integração não inventou a Operação Ptolomeu, não redigiu o acórdão do STJ, não fixou pena, não calculou inelegibilidade e não recebeu nova denúncia contra o ex-governador. O que a Integração fez foi o que o jornalismo deve fazer: ouvir, perguntar, explicar e separar fato de versão. Quando há decisão judicial, o público tem o direito de saber o que ela significa. Quando há prazo recursal, o público tem o direito de saber quais caminhos ainda existem. Quando há impacto eleitoral, o eleitor tem o direito de entender se um nome que se apresenta como candidato pode ou não chegar às urnas.

Gladson ainda conserva força política, tem apoiadores, tem história eleitoral e segue tentando manter viva a expectativa de candidatura ao Senado. Isso é fato. Mas também é fato que ele foi condenado pelo STJ, que o acórdão foi publicado, que a defesa precisa buscar medidas judiciais para tentar suspender os efeitos dessa condenação e que, neste momento, sua situação eleitoral está comprometida. Dizer isso não é fake news. Esconder isso é que seria enganar a população.

A tentativa de transformar toda notícia incômoda em ataque político empobrece o debate público. O Acre não precisa de cortina de fumaça. Precisa de informação limpa, direta e verificável. Quem deseja governar, disputar eleição ou influenciar o futuro do estado deve responder aos fatos com fatos, não com slogans. A pergunta que fica não é quem tenta desestabilizar o governo. A pergunta real é como um projeto político que se dizia sólido chegou a depender de recurso, liminar e interpretação judicial para continuar de pé.

A Integração continuará tratando o caso pelo que ele é: um assunto de interesse público, com impacto jurídico, político e eleitoral. Sem torcida. Sem perseguição. Sem medo de dizer que decisão judicial não é fake news.

Foto: Juruá Online

Leia também: Entenda o caso Gladson Cameli: advogado explica por que ex-governador está inelegível após condenação no STJ

Prefeitura de Rio Branco faz balanço inicial do Prefeitura nas Ruas e amplia frente de serviços

A Prefeitura de Rio Branco reuniu secretários municipais na sexta-feira, 29 de maio, para avaliar os primeiros resultados do programa Prefeitura nas Ruas e definir a ampliação das ações em bairros da capital. O encontro foi conduzido pelo prefeito Alysson Bestene e serviu para ajustar a próxima etapa do trabalho integrado entre as pastas.

A proposta do programa é concentrar serviços em uma mesma região para acelerar o atendimento à população. Entre as ações previstas estão limpeza urbana, recuperação de vias, drenagem, calçamento e outras intervenções de infraestrutura. A gestão municipal avalia que a atuação conjunta das equipes tem dado mais alcance às operações e melhorado a resposta às demandas dos moradores.

Durante a reunião, o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, defendeu a continuidade do modelo de força-tarefa nos bairros. A estratégia, segundo a prefeitura, é manter o acompanhamento das áreas atendidas e organizar novas frentes de trabalho a partir das necessidades mais urgentes.

Alysson Bestene afirmou que a prefeitura tem monitorado os pontos que exigem manutenção e reforçou que a meta é dar mais agilidade aos serviços. A administração municipal também aposta na integração entre os setores para manter as ações de infraestrutura e conservação de forma contínua.

No mesmo encontro, a prefeitura confirmou a realização da ciclística educativa “Olhar que Salva”, marcada para domingo, 31 de maio. A atividade integra a agenda de conscientização sobre segurança no trânsito e incentivo à prevenção.

Aos 24 anos, indígena Huni Kuĩ se torna professor federal no Acre e leva representatividade à sala de aula

Aos 24 anos, Muru Inu Bake, nome indígena de Clécio Ferreira Nunes, assumiu o cargo de professor federal no Instituto Federal do Acre, no campus de Cruzeiro do Sul, e passou a integrar um grupo ainda raro de docentes indígenas na rede pública federal do estado. Formado em Letras Inglês pela Universidade Federal do Acre, ele chegou à instituição em meio a um cenário de baixa presença de povos originários em cargos de docência e transformou a nomeação em um marco de representatividade no ensino.

A entrada de Muru no Ifac amplia a presença indígena em espaços historicamente ocupados por não indígenas e reforça a discussão sobre pluralidade dentro das instituições públicas de ensino. Ao comentar o início da trajetória como docente, ele resumiu o significado da nova etapa: “Não falo só como docente, falo como sujeito Huni Kuĩ indígena”. A declaração dá o tom de uma atuação que ultrapassa a sala de aula e alcança também o campo da identidade, da permanência e da visibilidade dos povos originários na educação.

No campus de Cruzeiro do Sul, ele assumiu aulas de inglês e passou a adotar estratégias mais participativas para aproximar os estudantes do conteúdo, com o uso de dinâmicas e jogos em sala. A experiência no ensino se soma à trajetória acadêmica que ele mantém na pós-graduação. Atualmente, Muru cursa mestrado em Letras, com pesquisa voltada para línguas e literaturas indígenas brasileiras contemporâneas.

A nomeação também tem peso simbólico por romper uma ausência que marcou a formação de muitos estudantes indígenas no Acre. Em um estado com forte presença de povos originários, a chegada de professores indígenas à rede federal ajuda a mudar o perfil de quem ensina, pesquisa e produz conhecimento. Mais do que ocupar uma vaga, Muru passa a representar uma mudança concreta no espaço acadêmico e educacional acreano.

Copa Master Cinquentão começa em Cruzeiro do Sul com prêmio de R$ 10 mil ao campeão

Cruzeiro do Sul abriu na noite de sábado, 31 de maio, a primeira edição da Copa de Futebol Master Cinquentão, no estádio O Cruzeirão, com oito equipes na disputa e premiação total de R$ 10 mil para os vencedores e destaques individuais do torneio. A competição foi criada para atletas a partir dos 50 anos e passa a integrar o calendário esportivo do município.

A rodada de abertura teve dois jogos. No primeiro, América do Deracre e Atlético Mineiro empataram por 0 a 0. Na sequência, o Clube Futebol Master e Lazer venceu o Santa Luzia da BR-364 por 2 a 1 e largou na frente na competição.

O torneio reúne equipes da cidade e também representantes das vilas de Cruzeiro do Sul. A proposta é manter em atividade jogadores veteranos e abrir espaço para integração, lazer e disputa entre atletas com longa trajetória no futebol local.

Durante a abertura, o prefeito Zequinha Lima afirmou que a competição atende a uma demanda antiga dos atletas do cinquentão e confirmou a distribuição da premiação entre os melhores colocados e destaques do campeonato. O diretor municipal de Esportes e Lazer, Gilvan Ferreira, disse que a copa nasceu de um pedido dos próprios jogadores veteranos, que seguem ativos e mobilizando o público no Cruzeirão.

Thor Dantas ouve Sindmed em Rio Branco e leva demandas da categoria para debate sobre saúde no Acre

O médico infectologista e pré-candidato ao governo do Acre, Thor Dantas, se reuniu na manhã de sábado, 30 de maio, em Rio Branco, com a diretoria do Sindicato dos Médicos do Acre para ouvir reivindicações da categoria e recolher propostas para a área da saúde, em um encontro voltado à discussão do plano de governo para o setor.

Na reunião, entraram na pauta a valorização dos profissionais, as condições de trabalho, a estrutura da rede pública e a dificuldade de manter médicos especialistas nos municípios do interior. Ao defender a escuta de quem atua no atendimento diário à população, Dantas afirmou que não existe solução para a saúde sem ouvir quem está na linha de frente e disse que a área está entre as principais preocupações dos acreanos.

O presidente do Sindmed-AC, Guilherme Pulici, disse que a entidade mantém diálogo com pré-candidatos e sustenta que os interesses da categoria convergem com a cobrança da população por uma saúde pública mais estruturada e eficiente. O sindicato também defendeu mais investimentos no setor e melhores condições para os profissionais que atuam na linha de frente.

Mailza destaca educação no trânsito durante corrida do Detran em Rio Branco

A vice-governadora Mailza Assis participou neste domingo, 31, da primeira edição da Corrida Detran Maio Amarelo, em Rio Branco, e defendeu ações de conscientização para reduzir acidentes e salvar vidas no trânsito. O evento reuniu 750 participantes em percursos de 5 e 10 quilômetros e marcou o encerramento da programação do Maio Amarelo na capital.

Ao acompanhar a largada e a mobilização dos corredores, Mailza afirmou que iniciativas que unem esporte, saúde e educação ampliam o alcance das campanhas públicas e ajudam a levar a discussão sobre segurança viária para mais pessoas. A participação da vice-governadora deu peso institucional ao evento, que foi organizado como uma ação de alerta sobre responsabilidade, respeito e cuidado nas ruas e estradas.

A corrida começou às 6h30, em frente à sede do Detran, e também teve caráter solidário. Para participar, cada inscrito doou dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. A proposta foi associar a prática esportiva à conscientização e ao apoio comunitário.

Esta foi a primeira vez que a corrida foi realizada em Rio Branco. A prova já havia sido promovida em edições anteriores em Cruzeiro do Sul e agora passou a integrar a agenda da capital, ampliando o alcance da campanha. Além de atletas profissionais e amadores, o evento reuniu servidores do Detran e moradores da cidade.

Durante a programação, a presidente do Detran, Taynara Martins, reforçou que a corrida foi pensada para aproximar a população do debate sobre segurança no trânsito. Ao fim da prova, os participantes receberam medalhas e troféus em um encerramento marcado pela defesa de uma cultura de paz e empatia.

De Manaus a Rio Branco, Gladson reaparece ao lado de Mailza e reforça articulação de 2026 no Acre

Na sexta-feira, 29, o ex-governador Gladson Cameli chegou ao Acre vindo de Manaus, passou por Mâncio Lima nas comemorações dos 49 anos do município e, no sábado, apareceu em Rio Branco ao lado da governadora Mailza Assis em mais um movimento de alinhamento do grupo governista para 2026.

A passagem por Mâncio Lima ocorreu dentro de uma agenda institucional comandada por Mailza, com entregas de obras e investimentos no aniversário da cidade. A presença de Gladson no município funcionou como elo entre a agenda pública e a reorganização política do grupo, num momento em que a atual governadora tenta consolidar a própria gestão e, ao mesmo tempo, manter sob sua liderança a base que herdou da administração anterior.

No sábado, em Rio Branco, o foco saiu da programação no interior e foi para a composição eleitoral. A aparição de Gladson ao lado de Mailza, do senador Márcio Bittar e do presidente do MDB no Acre, Vagner Sales, reforça um desenho que já vinha sendo costurado nos bastidores: Mailza à frente da chapa ao governo, Bittar no Senado e o MDB com espaço para indicar o vice. Nos dias anteriores, a própria governadora havia se reunido com Vagner e voltado a dizer que a vaga de vice permanece com o MDB, apesar das indefinições sobre o nome.

Em publicação nas redes sociais, Gladson Cameli disse que “na política e na vida, sempre tive o diálogo como prioridade” e afirmou que o encontro serviu para alinhar a aliança do grupo. No texto, declarou que “a Mailza é a nossa candidata ao governo”, que “o Márcio, nosso candidato ao Senado e o MDB, está conosco nessa jornada com a indicação do vice” e reforçou: “Reafirmo minha candidatura ao Senado nessa aliança que nos fortalece e nos ajuda a seguir cuidando do Acre e do nosso povo”. Na mesma postagem, ele ainda concluiu com o tom de campanha ao afirmar: “Vamos ganhar a eleição nas ruas e nas urnas” e “Unidos somos mais fortes”.