Prefeito de Rodrigues Alves diz que ponte ficou parada por ter sido amarrada à estrada para o Peru

O prefeito de Rodrigues Alves, Salatiel Magalhães, afirmou nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, que a ponte sobre o Rio Juruá continua sem execução porque foi colocada dentro do projeto da estrada entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru. Para ele, a obra deveria ter sido tratada separadamente, já que a necessidade da ponte é local e imediata, enquanto a rodovia internacional envolve licenciamento, consulta a povos indígenas, estudos ambientais e uma disputa jurídica bem mais ampla. “Hoje nós todos sabemos da importância de nós termos ali aquela ponte em Rodrigues Alves”, disse o prefeito.

A ponte é prometida há décadas e seria a ligação direta entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul. Hoje, a travessia depende da balsa. A própria conversa no programa nasceu desse ponto: não dá para falar de Rodrigues Alves sem falar da ponte. A BR-364 passa nas proximidades da frente do município, abaixo da travessia da balsa, numa área onde os limites de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima se encontram. Essa localização torna a obra mais do que uma demanda municipal. Ela mexe com o deslocamento diário de trabalhadores, estudantes, comerciantes, produtores rurais e moradores que dependem de Cruzeiro do Sul para serviços públicos, saúde, comércio e transporte.

Salatiel disse que a ponte acabou presa ao mesmo processo da estrada para o Peru. “Antes se dizia que ia ter a construção da estrada até o Peru e que o projeto da ponte estava dentro desse projeto dessa estrada. Depois veio o embargo pelo Ministério Público Federal dessa rodovia, onde não tiveram como executar a ponte porque estava dentro desse projeto”, afirmou. A explicação do prefeito coincide com o histórico do edital nº 130/2021 do DNIT, questionado judicialmente por entidades indígenas, indigenistas, ambientalistas e extrativistas por falta de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental e por ausência de consulta prévia a povos indígenas afetados pela rodovia até Pucallpa.

O ponto central da entrevista foi a crítica ao erro de origem. Chico Melo questionou se a ponte não deveria ter ficado fora do pacote da estrada internacional. Salatiel concordou. Para o prefeito, assim que o projeto maior foi embargado, o caminho deveria ter sido retirar a ponte daquele processo e criar uma tramitação independente em Brasília. “No próprio instante que o projeto foi embargado pelo Ministério Público Federal, era também, se possível, imediatamente ali, que se tivesse feito os mecanismos lá em Brasília para que rapidamente tirasse a ponte desse projeto”, disse.

A crítica do prefeito foi além da demora. Salatiel disse que já havia projeto e estudo para a ponte, mas a obra voltou para uma nova rodada de etapas técnicas. “Já tinha um projeto de uma ponte feito. Então por que não pegaram esse projeto e botaram ele para execução separadamente?”, questionou. Na avaliação dele, a burocracia transformou uma obra regional em promessa permanente. “As pessoas burocratizam muito as coisas que findam deixando de desenvolver uma região”, afirmou.

O contexto jurídico da ponte é mais específico do que a discussão pública costuma apresentar. Em 2023, a SOS Amazônia afirmou ser favorável à construção da ponte sobre o Rio Juruá entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul e defendeu que a ação civil pública contra a estrada para Pucallpa preservava a ponte. O MPF também afirmou que pediu a nulidade do edital da rodovia, mas tentou excluir do bloqueio o trecho da ponte sobre o Rio Juruá. A Justiça Federal não liberou o aproveitamento da licitação embargada, mas admitiu a possibilidade de novas licitações específicas para a ponte.

Esse detalhe muda o peso da discussão. A ponte não foi barrada por ser considerada desnecessária. O problema foi o caminho escolhido para tentar tirá-la do papel, uma escolha politica, com apoio da bancada federal do Acre na época. Ao entrar junto da ligação até o Peru, a obra passou a carregar o mesmo conflito da rodovia internacional, que envolve impacto ambiental, consulta a povos indígenas e abertura de uma rota até Pucallpa. Para Rodrigues Alves, a demanda é outra: atravessar o Rio Juruá sem depender de balsa.

Em abril de 2026, o Ministério dos Transportes incluiu a ponte no pacote de obras rodoviárias do Acre. A pasta anunciou R$ 875 milhões para rodovias no estado e previu estudos e projetos básicos e executivos de engenharia para a construção da ponte sobre o Rio Juruá, em Rodrigues Alves, na BR-364. O investimento anunciado para essa etapa foi de R$ 1,9 milhão, com estrutura prevista de cerca de sete quilômetros.

Na entrevista, Salatiel tentou separar o que é promessa antiga do que é necessidade concreta. Para ele, a ponte não atenderia apenas Rodrigues Alves. “Aquela ponte não vai desenvolver só o município de Rodrigues Alves, ela vai desenvolver a região do Juruá”, disse. A frase resume a cobrança política que permanece sobre a obra: enquanto o projeto não avança para execução, a população continua dependendo da balsa, e Rodrigues Alves segue com uma barreira física entre sua sede, Cruzeiro do Sul e o restante da malha de serviços da região.

Salatiel diz que Festival da Banana vai movimentar Rodrigues Alves e fortalecer produtores

O prefeito de Rodrigues Alves, Salatiel Magalhães, apresentou nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, a programação da 10ª edição do Festival da Banana e dos 34 anos do município. A agenda começa em julho, terá trilha feminina, show gospel com Samuel Mariano, casamento coletivo pelo Projeto Cidadão, rodeio, feira de produtos derivados da banana e encerramento em 2 de agosto com show de Léo Magalhães. “Pra nós é uma satisfação, alegria de nós estarmos aqui para trazer boas notícias para a nossa querida população de Rodrigues Alves, falar dos festejos que vão se anteceder aí no próximo mês de julho, em comemoração tanto ao aniversário da cidade como também ao Festival da Banana, onde nós vamos estar realizando a décima edição”, disse o prefeito.

Salatiel começou a entrevista falando da situação financeira da prefeitura. O prefeito disse que a arrecadação própria de Rodrigues Alves é baixa e que a gestão depende de repasses federais, emendas parlamentares e convênios para manter serviços e investimentos. “Rodrigues Alves, a sua arrecadação própria não dá pra mim pagar a metade da folha dos nossos garis que cuidam da limpeza da cidade. Então, por aí, você já vê o enfrentamento e a dificuldade que um gestor passa”, afirmou.

A queda populacional registrada no último censo também entrou na conversa. Salatiel disse que o município tinha estimativa de mais de 18 mil habitantes e caiu para pouco mais de 14 mil moradores na contagem oficial, o que reduziu o repasse do Fundo de Participação dos Municípios. Para o prefeito, essa perda afeta diretamente áreas como educação, saúde, assistência social, meio ambiente, manutenção de ramais e realização de eventos públicos. Mesmo com esse cenário, ele defendeu a festa como parte da identidade do município. “A gente vai estar fazendo os festejos da cidade porque já é algo cultural. E você sabe, muitas vezes, a maioria da população, se você não faz, reclama; e se você faz, reclama do mesmo jeito. Mas a gente vai estar lá, se Deus quiser, trabalhando com muito cuidado para que nós possamos fazer um grande evento”, declarou.

O principal ponto da entrevista foi a produção de banana. Salatiel citou comunidades como Praia da Amizade, Três de Maio, Profeta, Agrovila do Moju, Pucalpa e Foz do Paraná como áreas importantes para a economia rural de Rodrigues Alves. “Hoje, se nós pegarmos aqui da Praia da Amizade até a Foz do Paraná, você vai ver o quantitativo de produtores que nós temos hoje que produzem banana”, disse. O prefeito também falou sobre os prejuízos causados pelas cheias em áreas próximas ao Rio Juruá. “Às vezes a banana passa muito tempo ali dentro d’água e acaba afetando a sua produção”, afirmou.

Salatiel disse que Rodrigues Alves produz mais banana do que consome e que a fábrica de derivados ajuda a ampliar o uso da produção local. “Hoje nós temos uma fábrica que fabrica os derivados da banana. Todos esses derivados da banana são feitos lá nessa fábrica. Hoje o doce da banana, banana chips, bombom da banana, é tudo feito lá dentro dessa fábrica, que hoje é gerida pela cooperativa Cooperfã”, afirmou. O festival vai reunir produtos como doce de banana, chips, bombom, tapioca e pastel de banana.

A programação começa no dia 4 de julho, com uma trilha feminina. “Dia quatro com uma trilha feminina. Então aí nós já convidamos todas as mulheres do Vale do Juruá, especificamente de Rodrigues Alves”, disse Salatiel. O prefeito afirmou que a atividade terá apoio mecânico e equipe de saúde durante o percurso. “Se acontecer de alguém passar mal, se machucar, vai ter todo o suporte lá”, completou.

A abertura oficial do Festival da Banana será no dia 29 de julho, com show gospel de Samuel Mariano. “Nós vamos estar também abrindo com o show gospel com o cantor e pastor Samuel Mariano. É a sua segunda vinda no estado do Acre. A primeira vinda dele foi na cidade de Epitaciolândia e agora ele vai estar vindo abrir a décima edição do Festival da Banana”, disse o prefeito.

No dia 30 de julho, a prefeitura vai realizar casamento coletivo em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre, por meio do Projeto Cidadão. “Você que quer casar, dia trinta de julho nós vamos estar realizando este casamento lá no estádio de futebol, no pôr do sol. A gente vai fazer uma coisa bem romântica”, afirmou Salatiel.

A entrevista também passou pela articulação política da prefeitura. Salatiel citou o senador Sérgio Petecão e os deputados federais Zezinho Barbary, Antônia Lúcia e Roberto Duarte entre os parlamentares que destinaram recursos para Rodrigues Alves. Sobre Zezinho Barbary, o prefeito disse que o volume de investimentos já passa de R$ 25 milhões. “Hoje nós temos, dos oito deputados federais, o deputado Zezinho Barbary, que o seu montante hoje já ultrapassa os vinte e cinco milhões de investimento dentro do município”, afirmou.

Ao falar da deputada federal Antônia Lúcia, Salatiel disse que o recurso destinado por ela garante a realização da festa. “A festa da cidade vai acontecer através dela. Se não fosse ela, nós não iríamos fazer”, afirmou. O prefeito explicou que o dinheiro veio para ações culturais e não pode ser usado em outras áreas. “Se eu não realizar os eventos culturais, eu vou ter que devolver esse recurso para a União. Eu não posso tirar ele de lá e botar na educação, na saúde, em infraestrutura”, declarou.

No fim da entrevista, Salatiel falou do pastel de banana como novidade da edição deste ano. “Esse ano nós temos também o pastelzinho de banana. É uma novidade”, disse. O produto foi preparado pela panificadora Davi e apresentado no lançamento da programação. “Quem teve lá degustou desse pastelzinho muito delicioso. Para mim foi excepcional. Eu tenho certeza que vai ser novidade”, afirmou.

O Festival da Banana chega à 10ª edição com a promessa de movimentar produtores, comerciantes, empreendedores e moradores de Rodrigues Alves. A entrevista de Salatiel mostrou que a prefeitura quer usar a festa para reforçar a produção rural, ampliar a venda de derivados da banana e manter o evento como uma das principais marcas do município no Vale do Juruá.

Atraso na Expoacre Juruá preocupa empresários antes da abertura

A organização da Expoacre Juruá virou tema de debate político nesta quinta-feira, 18, no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul. O jornalista Rogério Wenceslau afirmou que empresários do Vale do Juruá estão preocupados com o ritmo dos preparativos para a feira, marcada para começar em 30 de junho, a menos de duas semanas da abertura.

Wenceslau disse que a estrutura do evento ainda não avançou como esperado. Na avaliação dele, o atraso preocupa porque a Expoacre Juruá depende de uma montagem complexa, envolve contratos, serviços, logística, espaços comerciais e a expectativa de quem aposta na feira para faturar no período. “Não tem quase nada feito, não tem quase nada pronto. As coisas não estão andando conforme o esperado”, afirmou durante o programa.

A Expoacre Juruá é uma das principais vitrines econômicas de Cruzeiro do Sul e dos municípios vizinhos. A feira movimenta comércio, alimentação, hospedagem, transporte, publicidade, entretenimento, montagem de estruturas e o setor agropecuário. Por isso, qualquer atraso na preparação atinge diretamente empresários que compram produtos, contratam equipes, reservam espaços e organizam estoques para atender ao público durante os dias de evento.

No comentário, Wenceslau disse acreditar que a feira será realizada, mas apontou risco de o evento começar sem a estrutura no ponto ideal. Para ele, o problema não está apenas na data de abertura, mas na possibilidade de a organização precisar corrigir falhas com o evento já em andamento. “Ah, mas vai ficar. Eu também acredito que sim”, disse. “Mas no meio dessa confusão toda de se fazer um evento desse tamanho, dá muita confusão.”

O jornalista relacionou parte das dificuldades a disputas internas e ao peso político e financeiro dos grandes eventos realizados pelo Estado. Segundo Wenceslau, a Expoacre Juruá reúne dinheiro público, contratos, visibilidade e espaços de influência, o que aumenta a pressão sobre o governo e sobre os responsáveis pela organização. “Tem muito dinheiro em jogo e tem muita gente interessada nesse dinheiro. Tem muitos holofotes acesos e muita gente interessada nesses holofotes”, afirmou.

Wenceslau também afirmou que a governadora Mailza Assis enfrenta dificuldades por não ter recebido, dentro da própria estrutura de governo, uma transição efetiva sobre áreas estratégicas dos grandes eventos. Na análise dele, parte do funcionamento dessas feiras depende de pessoas que concentram experiência, contatos e controle sobre etapas da organização, mas esse conhecimento não teria sido repassado de forma tranquila à atual gestão. “Ela vai tateando no escuro até descobrir quem é quem, quem faz o quê, para poder dar os comandos. E isso se reflete exatamente no atraso do cronograma”, disse.

Ao final, Wenceslau afirmou que a apreensão não parte apenas de agentes políticos. Segundo ele, empresários que se preparam para a feira temem prejuízos caso a estrutura não esteja pronta desde o primeiro dia. “Essa é uma preocupação que eu trago aqui, inclusive do setor empresarial, que coloca muita expectativa nesse evento e teme que ele não saia a contento”, afirmou.

Apesar das críticas, o comentarista disse que ainda há margem para correções. Como a abertura está prevista para 30 de junho, o governo ainda pode ajustar o planejamento, acelerar a montagem e reduzir os riscos apontados nos bastidores. “Dá para corrigir os rumos, dá para corrigir a rota e dá para tudo sair conforme o esperado. Vamos ver”, afirmou.

A Expoacre Juruá está marcada para ocorrer de 30 de junho a 5 de julho, em Cruzeiro do Sul.

Compra Premiada encerra edição em Cruzeiro do Sul com sorteio e mais de R$ 100 mil em prêmios

A Campanha Compra Premiada foi encerrada na noite de sábado, 6, em Cruzeiro do Sul, com sorteio e entrega de prêmios no shopping do município. A ação reuniu governo estadual, entidades empresariais e parceiros locais para impulsionar as vendas e reforçar a circulação de recursos no comércio da cidade.

A edição deste ano contou com 206 empresas participantes e movimentou cerca de R$ 15 milhões, segundo a organização. A campanha distribuiu milhares de cupons e terminou com uma premiação superior a R$ 100 mil. Entre os itens sorteados estavam eletrodomésticos, móveis, bicicleta elétrica e duas motocicletas.

O evento reuniu empresários, consumidores, autoridades e representantes de instituições parceiras. Para o setor produtivo, a campanha ajudou a ampliar o alcance das vendas e fortalecer os negócios no Vale do Juruá, com participação de empresas de diferentes portes.

Entre os contemplados da noite, o carpinteiro Antônio Vieira da Costa comemorou um dos prêmios e disse que a conquista será aproveitada pela família. O encerramento marcou mais uma edição da iniciativa voltada ao fortalecimento do comércio acreano e ao estímulo às compras presenciais em Cruzeiro do Sul.

Jairo Teles de Castro morre aos 46 anos e deixa trajetória na advocacia de Cruzeiro do Sul

O advogado Jairo Teles de Castro morreu nesta sexta-feira (29), aos 46 anos. Natural de Cruzeiro do Sul, ele era um nome conhecido no meio jurídico do Vale do Juruá e teve passagem pela Procuradoria da Câmara Municipal do município.

Horas antes da confirmação da morte, o quadro de saúde dele havia mobilizado familiares, amigos e pessoas próximas. Jairo enfrentava tratamento médico após receber diagnóstico de câncer e também aguardava transplante de fígado. Ao longo do dia, familiares acompanhavam a conclusão dos protocolos médicos adotados para avaliação neurológica.

Formado em Direito pela Universidade de Marília, em São Paulo, Jairo retornou a Cruzeiro do Sul para exercer a profissão. Na cidade, construiu trajetória ligada à advocacia e ao serviço público, com atuação na área jurídica da Câmara Municipal.

A morte de Jairo repercutiu entre pessoas próximas e na comunidade de Cruzeiro do Sul, onde ele mantinha relações profissionais e pessoais. A família agradeceu as manifestações de carinho e solidariedade e pediu respeito neste momento de despedida.

Operação em Mâncio Lima prende quatro suspeitos e apreende armas no Vale do Juruá

Uma operação integrada das forças de segurança realizada na manhã desta quarta-feira, 27 de maio, no bairro Guarani, em Mâncio Lima, terminou com a prisão de quatro suspeitos e a apreensão de armas, munições, celulares e dinheiro. A ação foi montada após meses de investigação sobre a atuação de um grupo apontado por envolvimento com organização criminosa e tráfico de drogas na região do Vale do Juruá.

Participaram da ofensiva equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre. Segundo as informações divulgadas pelas forças de segurança, um dos alvos já era monitorado havia meses e tinha mandado de prisão em aberto, o que levou à incursão em imóveis ligados ao grupo investigado.

Entre o material recolhido estão armas de grosso calibre, munições de diferentes calibres e cerca de R$ 3,1 mil em espécie. Os suspeitos foram levados para a delegacia e permaneceram à disposição da Justiça, enquanto o material apreendido será periciado para aprofundar as investigações.

A apuração policial aponta que os investigados usavam armamento pesado para dar cobertura a carregamentos de drogas na rota do Juruá, com destino a Cruzeiro do Sul e outros municípios da região. A partir da análise dos celulares e dos demais itens recolhidos, a expectativa das autoridades é identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o cerco às organizações criminosas que atuam no interior do Acre.

Com informações do Juruá 24horas

Bittar acusa imprensa, mas é cobrado a provar quem recebeu dinheiro de ONGs no Acre

A resposta veio no ar, na manhã desta quarta-feira, 27 de maio de 2026, em Cruzeiro do Sul. No Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, Chico Melo e Rogério Wenceslau rebateram a fala do senador Márcio Bittar (PL-AC), que havia acusado parte da imprensa acreana de ser custeada por ONGs e chamado entrevistas feitas no Juruá de “quase combinadas”. A cobrança foi direta: se há jornalistas ou veículos pagos por ONGs para conduzir entrevistas, Bittar precisa apresentar nomes, valores, contratos e provas.

Chico abriu o programa colocando a acusação no centro da bancada. “A imprensa do Acre, em especial a imprensa do Juruá, é vendida, é comprada por ONGs”, disse ele, ao reproduzir o teor da fala de Bittar. Em seguida, marcou o ponto que atravessou toda a resposta: “Esse negócio de pagamento a jornalista, a veículo de imprensa, para fazer pauta combinada, é um negócio que tem que ser provado. Nem todo mundo está nesse balaio aí”.

Rogério Wenceslau respondeu com ironia, mas também com incômodo de quem viu uma categoria inteira ser colocada sob suspeita. “Me passa por favor o contato dessa ONG que você se vendeu, que eu quero me vender também”, disse. Chico manteve o tom e devolveu a provocação ao senador: “Eu quero saber onde depositaram essa grana. O meu extrato bancário está à disposição, senador Márcio Bittar. Será que o seu está à disposição?”.

A reação da bancada não foi uma defesa vazia da imprensa. Foi uma cobrança por prova. Bittar pode criticar entrevistas, cobrar perguntas mais duras e exigir que Jorge Viana responda sobre BR-364, ponte sobre o Rio Juruá, Serra do Divisor, ligação com o Peru e políticas ambientais. Esse debate é legítimo. O que não se sustenta é usar a tribuna do Senado para lançar suspeita sobre jornalistas e veículos sem dizer quem recebeu, quanto recebeu, de qual ONG recebeu e para fazer qual pauta.

Chico também fez questão de separar crítica política de acusação sem prova. “A imprensa do Juruá não está vendida. Eu não estou”, afirmou. Depois, cobrou que a fala de Bittar tenha consequência concreta: “Vai ter que provar”. A frase resume o ponto central da resposta. Em política, a palavra pode ser dura. Mas quando a palavra acusa, precisa vir acompanhada de documento.

A bancada levou ao ar um levantamento feito a partir da transparência do Senado. Entre maio de 2025 e março de 2026, aparecem pelo menos R$ 281.323,65 em gastos da cota parlamentar de Bittar com serviços ligados à divulgação da atividade parlamentar, imprensa, publicidade, marketing e comunicação. Desse total, R$ 198.933,65 são de 2025 e R$ 82.390,00 dos três primeiros meses de 2026. Janeiro de 2026 concentrou o maior volume, com R$ 55.390,00. O maior pagamento individual reunido no material foi de R$ 31.590,00, descrito como trabalho técnico de apoio ao mandato parlamentar.

Chico fez a ressalva necessária: o uso da cota parlamentar para divulgação do mandato não é ilegal por si só. “A legislação permite isso”, disse. Mas a pergunta política ficou de pé. Se Bittar acusa a imprensa de financiamento oculto, seus próprios gastos públicos com comunicação também podem ser examinados. O levantamento reúne repasses a serviços de comunicação, publicidade, produção, marketing, outdoor e impulsionamento em redes sociais.

O apresentador também deixou claro que a bancada não recebeu dinheiro do gabinete do senador. “Essa bancada não recebeu um real do senhor”, afirmou. Em seguida, reforçou o convite ao confronto público de informações: “Eu deixo à disposição meu extrato bancário”. A resposta mirou o ponto mais sensível da acusação: quem fala em dinheiro escondido precisa aceitar transparência total, inclusive sobre o próprio mandato.

A Rádio Integração não fechou portas. Fez o contrário. Bittar foi convidado a ir ao programa, sentar na bancada, tomar café e responder. “O senhor pode vir aqui tomar um cafezinho com a gente. Está convidado”, disse Chico. Ele lembrou que o senador já foi entrevistado gratuitamente na emissora e que nunca pagou nada por isso. “O senador já teve aqui, já tomou cafezinho com a gente, já tomou água e nunca pagou nada”, afirmou.

A resposta também devolveu a cobrança sobre infraestrutura. Se Bittar quer perguntar a Jorge Viana sobre a BR-364, a ponte e a ligação com o Peru, também deve responder o que fez quando teve força em Brasília, quando foi relator do Orçamento e quando dizia ter influência para mandar recursos ao Acre. “Como é que ele vai criticar a BR-364 se, quando teve a oportunidade de fazer, não fez?”, questionou Chico.

O Juruá não precisa apenas saber quem impediu obras. Precisa saber quem prometeu, quem teve caneta, quem tinha poder e quem não entregou. Foi esse o sentido da pauta que Chico disse que enviaria ao gabinete do senador. “Eu queria combinar aqui uma pauta com o senador Márcio Bittar. Tenho algumas perguntas aqui. Eu vou mandar para sua assessoria e, se o senhor tiver coragem, o senhor vem aqui e responde”, disse.

Chico também fez questão de preservar o tom institucional da cobrança. “Sem ranço, sem ofensa. A gente faz uma gozação porque também nós temos esse direito, já que fomos achincalhados publicamente”, afirmou. A frase mostra o limite da resposta: houve ironia, houve indignação, mas também houve convite ao contraditório. Bittar pode responder no Senado, por nota, pela assessoria ou no próprio Jornal da Manhã. O microfone está aberto.

No fim, o Jornal da Manhã colocou a discussão no lugar certo. A imprensa do Juruá não é extensão de gabinete, nem de Jorge, nem de Bittar, nem de qualquer outro grupo político. Ela existe para perguntar. Se há entrevista combinada, que se prove. Se há ONG pagando jornalista, que se mostre. Se não há prova, a acusação vira apenas tentativa de intimidar quem trabalha com microfone aberto diante da população.

Bittar acertou ao trazer a infraestrutura para o centro do debate. Errou ao atacar a imprensa sem apresentar provas. Quem cobra transparência precisa praticá-la. Quem exige perguntas duras precisa responder perguntas duras. E quem usa a tribuna do Senado para acusar jornalistas deve ter coragem de voltar ao Juruá, sentar diante dos microfones e explicar, com documentos na mão, exatamente o que quis dizer.

Bittar acusa imprensa do Acre de ser custeada por ONGs e mira entrevistas de Jorge Viana no Juruá

O senador Márcio Bittar (PL-AC) levou à tribuna do Senado, na tarde de segunda-feira, 25 de maio de 2026, uma ofensiva contra ONGs, políticas ambientais na Amazônia, gestões petistas no Acre e o ex-governador Jorge Viana, mas foi no trecho final do discurso que abriu uma nova frente de confronto: acusou parte da imprensa acreana de ser custeada por organizações não governamentais e insinuou que entrevistas concedidas por Jorge no Vale do Juruá seriam “quase combinadas”. A fala ocorreu em sessão não deliberativa, iniciada às 14h, no plenário do Senado.

Bittar começou a fala por volta de 14h36, depois de problemas de áudio na participação remota do senador Paulo Paim (PT-RS), e falou por cerca de 20 minutos. O senador partiu de um ponto sensível para qualquer acreano que conhece a distância entre o discurso nacional sobre a Amazônia e a vida concreta de quem mora na região: a floresta costuma ocupar o centro do debate, enquanto a população aparece como detalhe. “É muito comum discurso sobre a Amazônia, seminários, simpósios. A métrica sempre é a quantidade de floresta em pé nos nossos estados, mas é muito raro você ver uma nota, uma matéria falando dos 28 milhões de brasileiros que moram na Amazônia”, disse. Na mesma sequência, afirmou haver “um domínio das ONGs na mídia brasileira” e acusou esse campo de esconder a pobreza da região.

A fala ganhou contorno eleitoral quando Bittar passou a mirar Jorge Viana, figura central do PT acreano, ex-governador e ex-presidente da ApexBrasil. O senador tentou prender Jorge a três temas que devem atravessar a disputa de 2026 no Acre: a ligação rodoviária do Juruá com o Peru, a ponte sobre o Rio Juruá e a situação da BR-364. Para quem vive em Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo ou Porto Walter, essas não são siglas de gabinete. São caminhos de escoamento, preço de mercadoria, tempo de viagem, isolamento no inverno amazônico e a velha sensação de que o Juruá entra na política como promessa e sai dela como adiamento.

No encerramento, Bittar mirou diretamente os veículos de comunicação do estado. “E, para terminar, Sr. Presidente, a nossa imprensa, muitas delas custeadas por ONGs, outras ainda têm até medo, pavor do que Jorge Viana representou no Acre, um perseguidor…”, afirmou. Em seguida, atacou a cobertura das entrevistas de Jorge no interior: “Ele vai ao Juruá dar entrevista — tudo entrevista quase que combinada — e ninguém tem coragem de perguntar ao Jorge — lá em Cruzeiro do Sul —, quando o Governo dele aceita que uma ONG proíba de fazer a ponte sobre o Rio Juruá, que nos proíba de continuar a BR-364, que é a linha histórica, ligando Cruzeiro do Sul a Pucallpa, no Peru, porque passa na Serra do Divisor”, declarou.

O senador também colocou na mesma conta a discussão sobre ferrovia. Disse que o trajeto original passaria por Cruzeiro do Sul e acusou o governo federal, com Jorge na ApexBrasil e Marina Silva no campo ambiental do governo Lula, de deslocar esse eixo para a BR-317. “O trajeto original é por Cruzeiro do Sul. O Governo dele, com a Marina — ele sendo o Presidente da Apex —, tirou de lá e passou para a 317, onde já tem asfalto. Ele não toca no assunto, e muito menos alguém pergunta”, declarou.

A estratégia política de Bittar foi clara: transformar Jorge Viana em responsável por uma visão de desenvolvimento que, na leitura do senador, teria “engessado” o Acre em nome da preservação ambiental. Ao citar Marina Silva, a “florestania”, a Serra do Divisor, a BR-364 e a relação com Lula, Bittar tentou arrastar a pré-campanha de Jorge para o terreno onde a direita acreana se sente mais confortável: o embate entre preservação, infraestrutura, emprego e presença do Estado no interior.

A BR-364 apareceu como peça central desse tabuleiro. Bittar disse que a rodovia “nunca esteve pior” e cobrou o governo federal pela situação atual da estrada. Reconheceu que, no governo Jair Bolsonaro, não houve dinheiro suficiente para reconstruir a rodovia, mas atribuiu o período à pandemia. Depois, voltou a cobrar o PT: “Logo que eles voltam ao poder, o que eles dizem? ‘Agora nós vamos recuperar a BR-364’; ela nunca esteve pior do que está agora”.

A acusação contra a imprensa amplia o alcance do discurso. Bittar não atacou apenas Jorge Viana, Marina Silva ou o PT. Ao dizer que parte dos veículos seria custeada por ONGs e que outra parte teria medo de Jorge, o senador colocou jornalistas e empresas de comunicação dentro da disputa política. É uma cobrança pesada, porque mistura uma crítica legítima sobre perguntas não feitas com uma acusação grave sobre financiamento e independência editorial. Sem apresentação pública de provas no discurso, a fala fica no campo da acusação política, embora tenha força para alimentar a temperatura da pré-campanha.

O movimento de Jorge Viana pelo interior, especialmente no Juruá, virou o alvo principal. Bittar quer que cada entrevista do ex-governador carregue perguntas sobre a ponte, a estrada, a ferrovia, a Serra do Divisor e a relação do PT com o governo Lula. Quer impedir que Jorge caminhe pelo Acre apenas com discurso afetivo, de reencontro com a população e defesa do legado administrativo. Na prática, tenta trocar o cenário da memória política pelo cenário da cobrança concreta.

No Acre, onde a política costuma nascer em conversas de mercado, rádio local, beira de rio e estrada ruim, a fala de Bittar também expõe uma disputa maior sobre quem tem autoridade para falar em nome da Amazônia. De um lado, a narrativa ambiental, com a floresta como patrimônio global. Do outro, a narrativa da infraestrutura, com o morador amazônico no centro da conta. O problema é que, entre uma e outra, vive a população que paga caro pelo combustível, perde tempo na lama, depende da BR para circular e assiste, eleição após eleição, à mesma promessa voltar com roupa nova.

Ao usar a tribuna do Senado para acusar a imprensa e pressionar Jorge Viana, Bittar abriu uma frente que deve ecoar na eleição de 2026. O debate deixou de ser apenas sobre obras e meio ambiente. Passou também a envolver a forma como o Acre pergunta, cobra, entrevista e fiscaliza seus personagens políticos. No Juruá, onde a estrada é sempre mais que uma estrada, a pergunta que Bittar lançou agora mira Jorge, mas atravessa todos os lados: quem vai explicar, sem fuga e sem slogan, por que a integração prometida há décadas continua parada no mesmo lugar?

“Não me vejo vice em nenhum cenário, em nenhum lado”, afirma Jéssica Sales

Jéssica Sales fecha porta para ser vice de Mailza e avisa que mira o Senado

“Não me vejo vice em nenhum cenário, em nenhum lado.” A frase da ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB) caiu como um recado direto no meio das articulações políticas para a eleição deste ano no Acre. Em entrevista ao Blog do Crica, do ac24h, nesta terça-feira, 26, Jéssica afastou a possibilidade de ser candidata a vice-governadora na chapa da governadora Mailza Assis (PP) e deixou claro que seu projeto político não passa por uma vaga secundária.

A declaração desmonta uma das especulações que circulavam nos bastidores sobre a montagem da chapa governista. Jéssica não apenas negou a possibilidade de ser vice de Mailza, como reforçou que entrou no debate eleitoral olhando para o Senado.

“Se o Gladson não puder ser candidato ao Senado, eu entro na disputa”, afirmou.

A ex-deputada condiciona sua candidatura ao Senado ao futuro político do ex-governador Gladson Cameli, de quem é prima. Mas, ao mesmo tempo, se coloca como herdeira natural de uma eventual vaga deixada por ele na disputa majoritária.

“Entendo que sou a única candidata raiz do Vale do Juruá, que preencheria com honra a vaga do meu primo Gladson. Tenho serviço prestado em todos os municípios do Acre, principalmente, na nossa região do Juruá. Não me vejo vice em nenhum cenário, em nenhum lado. Eu desde o início me coloquei como pré-candidata ao Senado”, declarou.

Na prática, Jéssica mandou dois recados em uma só fala. O primeiro: não aceita ser puxada para uma composição como vice. O segundo: se Gladson ficar fora da disputa, ela quer ser tratada como nome real para o Senado, e não como peça de acomodação partidária.

“Só não entrarei na disputa se o meu primo Gladson sair, e sinceramente espero que tudo dê certo para ele, pois me sentiria representada e realizada”, disse.

Caso Gladson seja candidato ao Senado, Jéssica admitiu outro caminho: disputar novamente uma vaga de deputada federal.

“Se acontecer este cenário, quem sabe não disputaria uma vaga de deputada federal!”, afirmou.

A fala chega em um momento de movimentação intensa nos bastidores. Com Mailza buscando consolidar sua chapa e lideranças tentando ocupar espaços estratégicos, a manifestação de Jéssica reduz a margem para especulação e cria um problema político para quem contava com seu nome como alternativa de composição.

A ex-deputada também rebateu críticas sobre sua ausência do debate público. Disse que não sumiu, mas que segue trabalhando como médica.

“As pessoas maldosas ficam postando que sumi. Crica, eu trabalho praticamente de domingo a domingo. Ganho por plantões realizados no Santa Juliana. Toda segunda eu viajo, eu mesmo dirijo para Sena Madureira, para atender gestantes do pré-natal de alto risco”, afirmou.

Em outro trecho, Jéssica elevou o tom e fez questão de destacar sua independência política e financeira.

“Não sou filhinha de papai que ganha sem trabalhar, ou tem cargo, não suporto pensar em ser sustentada ou receber sem trabalhar. Na minha cabeça isso é impossível de acontecer. Graças a Deus tenho saúde para trabalhar. Quem pede favor a político, um dia será cobrado ou ficará amarrado, dizendo amém, amém… eu sou independente, graças a Deus, e não me encaixo nisso. Sou livre e sempre serei”, declarou.

Com a declaração, Jéssica Sales sai do silêncio, nega o papel de vice, coloca pressão sobre o tabuleiro governista e reafirma que, se entrar no jogo, será para disputar espaço de protagonismo. Para quem esperava vê-la acomodada em uma chapa, o recado foi curto e direto: vice, não.

Com Fala, Acre, Alan Rick chega ao Juruá e arrasta público em agenda de escuta

O senador Alan Rick, pré-candidato ao governo do Acre pelo Republicanos, chegou ao Vale do Juruá com a caravana do Fala, Acre e tem usado a passagem pela região para reforçar presença política, reunir público e ouvir demandas de moradores, lideranças comunitárias e representantes de diferentes segmentos sociais.

Antes de chegar a Cruzeiro do Sul, a agenda passou por municípios isolados como Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Nas duas cidades, o senador realizou escutas presenciais do projeto e registrou demandas ligadas à saúde, juventude, infraestrutura, educação, mobilidade e oportunidades para a população.

Em Marechal Thaumaturgo, Alan Rick afirmou que a população apresentou propostas para o futuro do estado. Entre os principais pontos levantados estiveram a ampliação do atendimento às pessoas com autismo e transtornos do neurodesenvolvimento, com mais acesso a diagnóstico, terapias e educação especial. Também foram citados pedidos de valorização dos servidores públicos, capacitação, primeiro emprego e projetos voltados para afastar jovens das drogas e da ociosidade.

A população de Marechal Thaumaturgo também reforçou uma demanda antiga da região: a superação do isolamento terrestre, com investimentos em estrada e ponte. Alan agradeceu ao padre Orlando pela acolhida e destacou a contribuição dele no debate sobre atenção aos jovens.

Em Porto Walter, a escuta teve forte participação da juventude. Segundo o senador, jovens participaram propondo ideias e defendendo um Acre com mais oportunidades. Entre os principais apontamentos estiveram cultura, esporte, acesso a médicos especialistas, fortalecimento da telemedicina, atenção a crianças e jovens neurodivergentes, além de soluções de mobilidade e infraestrutura para enfrentar o isolamento da região.

A passagem pelo Juruá é tratada por aliados como uma agenda positiva para Alan Rick. O público presente nas atividades, as imagens de recepção e a participação de lideranças locais reforçam a tentativa de transformar o Fala, Acre em uma vitrine política da pré-campanha, com presença nos municípios e discurso de escuta direta da população.

Em fala durante a agenda em Cruzeiro do Sul, Alan Rick disse que o movimento em torno do seu projeto mostra adesão de lideranças e grupos políticos. “Tem muita gente querendo ingressar no nosso projeto, muita gente colocando nomes, muitos partidos aliados colocando nomes. Isso é muito bonito, isso é muito legal”, afirmou. Para o senador, a movimentação indica que “a população e os próprios grupos políticos querem estar conosco”.

Alan também defendeu que sua atuação parlamentar tem mantido diálogo com os municípios do interior. Ao comentar a relação com Cruzeiro do Sul, afirmou que “todo município tem dificuldade” e que os prefeitos, diante da baixa arrecadação, precisam buscar apoio de parlamentares para realizar obras. “Todas as vezes que Cruzeiro do Sul precisou do senador Alan Rick, prontamente ele atendeu. E farei isso sempre”, declarou.

Neste fim de semana, a caravana segue por Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima, com entregas de maquinários, visitas técnicas, encontros com produtores rurais e novas rodadas de escuta popular. A estratégia de Alan Rick é percorrer comunidades, ouvir demandas e apresentar o projeto como uma construção feita a partir das realidades locais.