Edvaldo Magalhães diz que não há fundamento jurídico para impedir candidatura

O deputado estadual Edvaldo Magalhães, candidato à reeleição, afirmou que está tranquilo após a divulgação de pedidos de impugnação de candidaturas encaminhados à Justiça Eleitoral no Acre. O parlamentar declarou que não há fundamento jurídico para impedir sua candidatura e disse confiar que a situação será esclarecida durante a análise do caso.

“Estou seguro e confiante de que tudo será esclarecido. Não há fundamento jurídico para impedir minha candidatura. A defesa demonstrará isso de forma clara à Justiça Eleitoral”, afirmou Edvaldo Magalhães.

O questionamento envolvendo o parlamentar está relacionado a decisões do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC). Ao encaminhar a relação de gestores ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), o próprio TCE informou que a inclusão de nomes na lista tem caráter informativo e não provoca inelegibilidade automática.

No caso de Edvaldo Magalhães, consta que não houve dano ao erário nem determinação para devolução de recursos públicos. Também não foi atribuída ao deputado a prática de conduta dolosa.

As ocorrências relacionadas ao parlamentar envolvem questões de natureza contábil e administrativa. Para que uma rejeição de contas resulte em inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa, é necessária a análise dos requisitos previstos na legislação eleitoral.

A defesa de Edvaldo Magalhães será apresentada dentro do prazo legal e pretende demonstrar à Justiça Eleitoral que não estão presentes os pressupostos necessários para impedir o registro da candidatura.

Cinco indígenas entram na disputa eleitoral no Acre em 2026

Cinco candidatos registrados para as eleições de 2026 no Acre se declararam indígenas, de um total de 384 candidaturas contabilizadas no estado até esta quarta-feira, 19 de agosto. O número corresponde a 1,3% dos concorrentes registrados e ainda pode mudar durante a análise das candidaturas pela Justiça Eleitoral.

Entre os cinco candidatos indígenas, três informaram também a etnia no cadastro eleitoral. Dois declararam pertencer ao povo Kaxinawá e um ao povo Manchineri. Nos outros dois registros, não há informação sobre pertencimento étnico.

A identificação de cor ou raça e a declaração de etnia são feitas em campos diferentes no sistema eleitoral. Por isso, uma candidatura pode constar como indígena mesmo sem apresentar o nome do povo ao qual o candidato pertence.

A maior parte dos candidatos registrados no Acre em 2026 se declarou parda. São 236 pessoas, ou 61,46% do total. Os brancos aparecem em seguida, com 93 candidaturas, equivalentes a 24,22%.

Outros 45 candidatos se declararam pretos, o que representa 11,72% dos registros. Além dos cinco indígenas, outras cinco candidaturas foram registradas por pessoas que se declararam amarelas, também com participação de 1,3%.

Os dados correspondem aos registros disponíveis até 19 de agosto e podem sofrer mudanças com novas candidaturas, substituições ou decisões da Justiça Eleitoral ao longo do calendário das eleições de 2026.

Alan Rick propõe ampliar atendimento especializado no Vale do Juruá

O candidato ao Governo do Acre Alan Rick, do Republicanos, apresentou no plano de governo a proposta de ampliar o atendimento especializado no Vale do Juruá para reduzir filas e diminuir a necessidade de deslocamento de pacientes para Rio Branco. A medida busca levar consultas com especialistas, exames e cirurgias para mais perto da população de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

A proposta aposta na regionalização da saúde como caminho para tornar o atendimento mais próximo das famílias que vivem no interior. A estratégia prevê fortalecer as regionais de saúde, ampliar a estrutura hospitalar e integrar os serviços entre os municípios, para que parte maior das demandas seja resolvida na própria região.

“Quem mora no Vale do Juruá sabe o que é precisar de um atendimento especializado e enfrentar uma verdadeira maratona para conseguir tratamento. Muitas famílias passam horas na estrada, quando as condições da BR-364 permitem a viagem, ou precisam deixar a sua cidade por dias. Essa realidade precisa mudar. Saúde tem que estar mais perto das pessoas, com estrutura para atender quem vive em cada região do Acre”, afirmou Alan Rick.

A dificuldade de acesso pesa mais sobre moradores de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, que não têm ligação terrestre com o restante do estado. Além da distância até Rio Branco, pacientes de municípios do Juruá dependem das condições da BR-364, rodovia que em determinados períodos torna a viagem entre as regiões ainda mais demorada.

A reconstrução da BR-364 também aparece entre os pontos ligados à proposta de saúde. A rodovia é tratada como via estratégica para integrar o estado e garantir o transporte de pacientes, profissionais, medicamentos e insumos entre as regionais.

Alan Rick também cita ações do mandato no Senado relacionadas à saúde no Juruá. Entre elas está a destinação de R$ 17 milhões para cirurgias eletivas no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, com a finalidade de reduzir a fila de espera por procedimentos.

“Nosso mandato garantiu os recursos para que esse mutirão fosse realizado e as pessoas pudessem voltar a enxergar uma solução para um problema que afeta milhares de famílias. Infelizmente, isso não aconteceu. Até hoje, o governo não explicou por que as cirurgias não foram realizadas nem apresentou uma prestação de contas sobre a aplicação desses recursos”, disse.

A proposta também prevê parcerias com hospitais de referência de outros estados para atender pacientes acreanos quando determinados procedimentos ainda não estiverem disponíveis no Acre. Alan Rick afirma que essa alternativa deve continuar enquanto a rede estadual não tiver condições de realizar todos os atendimentos especializados.

“Enquanto não tivermos todos os serviços disponíveis no Acre, o paciente não pode esperar. Vamos continuar buscando atendimento onde houver excelência, mas sem abrir mão de fortalecer nossas regionais. O objetivo é que, a cada ano, mais consultas, exames e cirurgias sejam realizados perto de casa, reduzindo filas, diminuindo o sofrimento das famílias e garantindo um atendimento cada vez mais digno”, declarou.

Elter Nóbrega relata que segurança retirou mesa de família para atender governadora em Cruzeiro do Sul

O presidente da Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul, vereador Elter de Queiroz Nóbrega (PP), relatou na tribuna da Casa que um integrante da segurança da governadora Mailza Assis retirou a mesa ocupada por uma família após uma procissão no município. Conforme o parlamentar, o segurança teria informado que a governadora precisava da mesa. Elter não presenciou o episódio e afirmou ter recebido o relato de um amigo que estava no local com a família. A Câmara de Cruzeiro do Sul confirma Elter Nóbrega como atual presidente do Legislativo municipal.

O caso teria ocorrido depois do encerramento da procissão. O homem citado por Elter seguiu para uma barraca com a família para jantar. Já havia pedido refrigerante e aguardava o churrasco quando o segurança chegou ao local e retirou a mesa que o grupo estava usando.

“Chegou um segurança da governadora e disse pra ele que a governadora estava precisando daquela mesa. Pegou a mesa e levou a mesa sem autorização da pessoa e o rapaz ficou com os pratos na mão e o refrigerante lá”, declarou Elter Nóbrega.

O presidente da Câmara evitou responsabilizar Mailza Assis pela retirada da mesa. Na própria fala, disse não acreditar que a ordem tenha partido da governadora. Mailza ocupa atualmente o governo do Acre, condição confirmada pelo portal oficial do Estado e por atos assinados por ela em agosto de 2026.

“Eu não acredito que a governadora tenha solicitado isso. Espero que não tenha, porque um negócio desse é um absurdo”, afirmou o vereador.

Elter contou que a filha do homem ficou revoltada com a situação e questionou o pai sobre a retirada da mesa. O vereador afirmou que o amigo preferiu não reagir e considerou acertada a decisão de evitar um confronto naquele momento.

Durante o pronunciamento, o presidente da Câmara também afirmou que outras pessoas teriam enfrentado situação semelhante no mesmo local. Ele não informou quantas mesas foram retiradas, não identificou os demais envolvidos e não apresentou elementos que permitam confirmar se a retirada ocorreu por determinação da governadora ou por iniciativa da equipe responsável pela segurança.

A cobrança de Elter foi direcionada principalmente aos vereadores que mantêm alinhamento político com o governo estadual. Ele pediu aos colegas que levem o episódio ao conhecimento de Mailza Assis para que a governadora saiba o que teria ocorrido durante o evento.

“A Constituição Federal diz que todos nós somos iguais, independentemente de cargo, função, cor, religião”, disse Elter ao criticar o tratamento dispensado à família.

O episódio permanece baseado no relato levado à tribuna pelo presidente da Câmara. A própria manifestação de Elter separa a conduta atribuída ao segurança de uma eventual ordem de Mailza Assis: o vereador criticou a retirada da mesa, mas disse não acreditar que a governadora tenha solicitado a medida.

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Sandra Mello cobra cachês atrasados enquanto Estado destina R$ 12,7 milhões a shows nacionais

Há mais de 90 dias, músicos e outros profissionais da cultura do Acre esperam receber por apresentações já realizadas em eventos ligados à Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM). A demora levou a cantora Sandra Mello às redes sociais nesta terça-feira, 18 de agosto, para cobrar o pagamento dos trabalhadores. A reivindicação ocorre no mesmo ano em que o Governo do Acre movimentou R$ 12,7 milhões para cachês das principais atrações nacionais contratadas ou previstas nas Expoacres do Juruá e de Rio Branco em 2026.

Sandra tornou pública uma cobrança que atravessa os bastidores da produção cultural acreana. Artistas sobem ao palco, músicos cumprem horários, equipes técnicas trabalham antes e depois dos shows, mas parte desses profissionais ainda aguarda o dinheiro por serviços prestados há mais de três meses. Na publicação, a cantora marcou a Fundação Elias Mansour, o responsável pela área de Cultura e a governadora Mailza Assis.

“A cultura pede ajuda e respeito”, escreveu.

Até a cobrança vir a público, a FEM não havia informado a razão da demora nem apresentado uma data para a quitação dos valores. Também permaneciam sem resposta questões básicas para dimensionar o problema: quantos profissionais estão com pagamentos pendentes, qual é o montante total devido, quais eventos deram origem às dívidas e em que estágio administrativo se encontram os processos.

A espera enfrentada pelos trabalhadores locais ganha outra dimensão quando colocada diante dos valores destinados aos grandes shows das duas principais feiras agropecuárias realizadas pelo Estado em 2026. Somados, os cachês nacionais previstos para a Expoacre Juruá e os contratos de artistas nacionais da Expoacre de Rio Branco alcançaram R$ 12,7 milhões.

Em Cruzeiro do Sul, a Expoacre Juruá teve R$ 6,25 milhões reservados no Plano de Trabalho da Associação Transformar para seis atrações nacionais. Leonardo aparece com o maior valor, R$ 2,1 milhões. Natanzinho Lima teve previsão de R$ 1,7 milhão. Ícaro e Gilmar, R$ 750 mil. Tierry e padre Fábio de Melo aparecem com R$ 650 mil cada. A Banda Morada completa a relação, com R$ 400 mil.

Os cachês faziam parte de uma estrutura financeira muito maior. Em 29 de junho, a Casa Civil transferiu R$ 15.848.310 à Associação Transformar para execução, gestão, organização e realização da Expoacre Juruá, por meio de Termo de Colaboração. O dinheiro destinado aos shows nacionais estava inserido nesse orçamento global.

Esse ponto exige uma diferença importante. O repasse de R$ 15,848 milhões comprova que o Estado colocou os recursos da parceria à disposição da entidade responsável pela feira. Não permite afirmar, isoladamente, que cada cantor ou banda recebeu o respectivo cachê naquele momento. A confirmação do valor efetivamente pago a cada atração e da data de cada pagamento depende da prestação de contas da Associação Transformar.

Ainda assim, os números mostram a dimensão da estrutura montada para receber artistas de fora do Acre. Além dos R$ 6,25 milhões destinados aos cachês nacionais no Juruá, outros R$ 2,448 milhões estavam previstos para produção e logística dessas atrações, com despesas como transporte aéreo, fretamento, hospedagem, alimentação, camarins, vans e serviços ligados à realização dos shows.

Em Rio Branco, o caminho administrativo foi diferente e os registros permitem acompanhar o dinheiro de forma mais direta. A Casa Civil firmou cinco contratos para seis atrações nacionais, num total de R$ 6,45 milhões. Os valores aparecem nos registros financeiros como empenhados, liquidados e pagos pelo Governo do Acre.

O maior contrato chegou a R$ 2,55 milhões e reuniu Leonardo e Ana Castela no mesmo instrumento. Como os dois nomes foram contratados conjuntamente, o valor disponível não permite separar quanto correspondeu individualmente a cada apresentação. Wesley Safadão teve contrato de R$ 1,8 milhão. Natanzinho Lima, de R$ 1,3 milhão. Padre Fábio de Melo recebeu contrato de R$ 500 mil, enquanto a Banda Som e Louvor ficou com R$ 300 mil.

A soma chega aos R$ 6,45 milhões já registrados como pagos em Rio Branco. Acrescentados aos R$ 6,25 milhões previstos para as atrações nacionais da Expoacre Juruá, são R$ 12,7 milhões destinados somente aos principais cachês de artistas de fora do estado nas duas feiras.

O valor não inclui palcos, iluminação, sonorização, segurança, montagem, reformas ou outras despesas de infraestrutura. Também não representa o custo total das duas Expoacres. Trata-se apenas da parcela relacionada aos principais shows nacionais, o que torna a comparação com a cobrança dos artistas acreanos ainda mais sensível.

Os processos não são iguais. Os pagamentos cobrados por Sandra Mello passam pela Fundação Elias Mansour. Na Expoacre de Rio Branco, as atrações nacionais foram contratadas diretamente pela Casa Civil. No Juruá, o Estado transferiu os recursos para uma organização da sociedade civil responsável pela execução da feira. Misturar os três caminhos administrativos como se fossem um único processo distorceria a realidade.

Há, porém, um ponto comum: todos dependem de recursos públicos estaduais.

E é justamente aí que a cobrança feita por Sandra ultrapassa a situação individual de um artista que ainda não recebeu. Ela expõe uma questão sobre a forma como o poder público organiza prioridades, contratos, fluxo financeiro e pagamento de quem trabalha na cultura acreana.

Para colocar grandes nomes nacionais nos palcos das Expoacres, o Estado estruturou contratos e repasses milionários. No Juruá, R$ 15,848 milhões foram transferidos de uma só vez à entidade encarregada da feira, dentro de um orçamento que reservava R$ 6,25 milhões aos principais shows nacionais. Em Rio Branco, R$ 6,45 milhões em contratos de atrações nacionais já aparecem como pagos.

Do outro lado estão artistas, músicos e trabalhadores locais que, conforme a cobrança de Sandra Mello, passaram dos 90 dias de espera por serviços já executados.

A diferença não permite afirmar, por si só, que o dinheiro destinado aos shows nacionais poderia ter sido usado para quitar os débitos da FEM. São contratos, fontes orçamentárias e procedimentos que podem seguir regras distintas. Mas torna inevitável uma cobrança por transparência: se o Estado conseguiu organizar o fluxo administrativo necessário para financiar eventos milionários e assegurar atrações nacionais, o que impede a conclusão dos pagamentos dos profissionais acreanos?

A resposta precisa vir acompanhada de números e datas. A FEM ainda deve esclarecer quantos trabalhadores aguardam pagamento, quanto o Estado deve a esses profissionais, quais contratos ou editais estão envolvidos, onde estão os processos e quando o dinheiro chegará a quem já trabalhou.

Enquanto essas informações não aparecem, a frase publicada por Sandra Mello resume uma situação que deixou de caber apenas nos bastidores dos palcos: “A cultura pede ajuda e respeito”.

Mercado Elias Mansour passa de 70% das obras e deve reabrir em dezembro em Rio Branco

A reforma do Mercado Elias Mansour, no Centro de Rio Branco, já ultrapassou 70% de execução e deve ser concluída em dezembro. A previsão foi apresentada pelo prefeito Alysson Bestene, que atribuiu a mudança no cronograma à instalação dos equipamentos internos e aos serviços de acabamento necessários para entregar o espaço pronto para funcionamento.

A entrega estava prevista inicialmente para outubro. O prazo foi ampliado porque o projeto inclui, além da recuperação da estrutura física, a montagem de mobiliário comercial, freezers e câmaras frigoríficas.

A intenção da prefeitura é que permissionários possam ocupar o mercado depois da conclusão sem depender de uma nova etapa para instalação dos equipamentos necessários às atividades comerciais.

“A gente tinha uma previsão dessa entrega em outubro, mas ainda há detalhes que precisam ser concluídos, principalmente na parte de acabamento e equipamentos. A gente não vai entregar só cimento, ferro e pintura”, afirmou Alysson.

O prefeito também afirmou que o projeto prevê móveis e eletrodomésticos, entre eles os equipamentos de refrigeração utilizados pelos comerciantes. A montagem dessa estrutura aumentou o período necessário para finalizar a obra.

Tradicional ponto de abastecimento da capital acreana, o Mercado Elias Mansour passa por reforma e revitalização com mudanças na estrutura destinada aos comerciantes e consumidores. Alysson classificou o espaço como um dos pontos de referência da região central de Rio Branco.

Com a previsão de conclusão em dezembro, a prefeitura trabalha para liberar o mercado antes das festas de fim de ano. A expectativa apresentada pelo prefeito é de que a população já possa utilizar o espaço para as compras de Natal e Ano-Novo.

Conselheira do TCE-AC alerta para nomeações em período eleitoral e critica gastos públicos em festas

A conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), Naluh Gouveia, afirmou que o órgão acompanha denúncias relacionadas à nomeação de cargos comissionados no governo estadual e questionou a aplicação de recursos públicos em festas, eventos e aquisições. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Central de Política, da TV Gazeta AC.

Ao tratar das movimentações no quadro de servidores, Naluh disse que o Tribunal recebeu denúncia envolvendo nomeações de comissionados e que casos dessa natureza estão sendo encaminhados à Justiça Eleitoral.

“Houve uma denúncia com relação a cargos comissionados sendo nomeados. Nós sabemos que nesse período não pode ter nomeação, é uma lei estadual, o governo estadual não pode fazer esses tipos de nomeação. Então o Tribunal de Contas está muito atento e a gente tem encaminhado muito isso para o Tribunal Eleitoral.”

A conselheira também abordou os gastos relacionados a festas, feiras e exposições realizadas com recursos públicos. Segundo ela, o questionamento não está na realização dos eventos, mas na forma como o dinheiro público é repassado e administrado por terceiros.

“Ninguém é contra essas festas. O que a gente é contra é essa manipulação, essa terceirização do dinheiro público.”

Naluh citou ainda a avaliação de um terreno para exemplificar as diferenças de valores que, segundo ela, exigem atenção dos órgãos de controle. Na entrevista, a conselheira comparou uma avaliação de R$ 22 milhões com outra, atribuída à Prefeitura de Rio Branco, de R$ 800 mil.

“Como é que pode um terreno ser 22 milhões quando a prefeitura de Rio Branco está avaliando esse mesmo terreno em 800 mil? Como é que, para onde é que ia esse dinheiro? […] É exatamente nessa situação que a gente precisa estar atento.”

As declarações concentram as críticas da conselheira em dois pontos: o controle das nomeações realizadas pelo poder público e a fiscalização do destino dos recursos empregados em eventos, contratos e aquisições. Naluh defendeu maior acompanhamento sobre essas despesas para impedir irregularidades e assegurar que o dinheiro público tenha destinação fiscalizável.

Alan Rick percorre Baixada da Sobral e promete ações em saúde, esporte e educação

O candidato ao governo do Acre Alan Rick cumpriu agenda de campanha nesta terça-feira (18) na Baixada da Sobral, em Rio Branco, onde participou de um café da manhã e percorreu o comércio da região. Durante a caminhada, ele conversou com moradores e comerciantes e apresentou propostas para saúde, esporte, educação e saneamento básico.

Alan Rick estava acompanhado do candidato a vice-governador Rico Leite, dos candidatos ao Senado Mara Rocha e Sérgio Petecão, além de candidatos a deputado e lideranças políticas. O grupo saiu da região da Praça da Semsur e percorreu o trecho entre o mercado e o início da Rua 15.

Durante a visita, o candidato lembrou ações realizadas no período em que exerceu mandato de deputado federal e afirmou ter participado da destinação de recursos para o Centro de Iniciação ao Esporte e para obras de pavimentação na Baixada.

“Já fizemos aqui algumas ações importantes. O Centro de Iniciação ao Esporte foi uma ação nossa lá no nosso primeiro mandato de deputado federal. Nós trouxemos aqui o ministro à época, colocamos o recurso que faltava. Fizemos aqui várias ruas nessa região, Rua Rádio e Farol e várias outras aqui dentro da Baixada”, afirmou.

Na área esportiva, Alan Rick defendeu a ampliação dos espaços destinados às atividades e a recuperação de estruturas existentes. Ele citou uma escolinha de futebol mantida na região e afirmou que pretende ampliar os investimentos no setor caso seja eleito.

O candidato também falou sobre a necessidade de revitalização do ginásio coberto da Baixada e mencionou atividades como futebol e artes marciais desenvolvidas na comunidade. “O povo da Baixada, nós temos aqui o exemplo, nosso ginásio coberto que é antigo, precisa de uma revitalização”, disse.

Na saúde, Alan Rick afirmou que pretende direcionar atenção à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Baixada da Sobral e incluir obras de saneamento básico entre as ações para a região. “Aqui nós precisamos trabalhar saneamento básico, aqui nós precisamos trabalhar a nossa UPA da Baixada. Ela precisa ser também um local de referência da saúde”, declarou.

Para a educação, o candidato citou como prioridade a ampliação da formação técnica e profissionalizante. Ele afirmou que outras medidas voltadas à Baixada da Sobral fazem parte do plano de governo apresentado durante a campanha.

Bocalom e Velloso provocam adversários em Plácido de Castro e pregam união na campanha

Tião Bocalom e Eduardo Velloso aproveitaram uma agenda política em Plácido de Castro nesta terça-feira (18) para reforçar a união do grupo e provocar os adversários na disputa eleitoral deste ano. Durante a passagem pelo município, os dois defenderam que a aliança da chapa foi construída em torno de princípios, valores e de um projeto comum para o Acre.

Bocalom percorreu o comércio da cidade, conversou com moradores e lembrou a relação que mantém com Plácido de Castro desde que chegou ao estado. O candidato ao governo afirmou que o município fez parte do início de sua trajetória no Acre e citou investimentos feitos na região antes de ingressar na vida política.

Ao falar com apoiadores, Bocalom disse considerar Plácido de Castro como uma de suas bases históricas. Ele também mencionou outros municípios do Baixo Acre e afirmou que espera ampliar o apoio ao grupo durante a campanha.

Eduardo Velloso adotou um discurso mais voltado para a disputa política. O candidato ao Senado afirmou que a aliança liderada por Bocalom representa uma união construída a partir de compromissos comuns e fez críticas indiretas aos adversários.

“Aqui tem união. O que não tem é do lado de lá”, afirmou Velloso durante a agenda. Ele acrescentou que o grupo está reunido em torno de princípios e valores e voltou a defender uma gestão com controle dos gastos públicos.

A passagem dos candidatos por Plácido de Castro também teve como foco temas ligados ao desenvolvimento econômico e à produção rural. Velloso citou a importância do município para a agricultura e a pecuária do Acre e defendeu investimentos em infraestrutura e serviços públicos.

O grupo aposta em agendas presenciais nos municípios para ampliar o contato com os eleitores durante a campanha. Bocalom disputa o governo do Acre, enquanto Velloso concorre a uma vaga no Senado.

Gladson tem sete dias para apresentar defesa em processo de registro ao Senado

TRE-AC intimou candidato após apresentação de impugnação pela Procuradoria Regional Eleitoral e notícia de inelegibilidade

O candidato ao Senado Gladson Cameli terá prazo de sete dias para apresentar contestação ou manifestação no processo de registro de candidatura que tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). A citação foi expedida nesta terça-feira, 18 de agosto.

O processo, de número 0600481-67.2026.6.01.0000, tem como relator o juiz Thalles Vinícius de Souza Sales. Gladson aparece como requerente pela coligação Avança Acre, formada por PDT, MDB, PL, Democrata e Federação União Progressista.

A intimação ocorreu após a apresentação de uma Impugnação ao Registro de Candidatura pela Procuradoria Regional Eleitoral do Acre e de uma Notícia de Inelegibilidade apresentada por Joaquim Pedro de Morais Filho. O processo trata de questionamento relacionado a possível inelegibilidade decorrente de condenação criminal por órgão colegiado ou transitada em julgado.

De acordo com a citação do TRE-AC, Gladson foi intimado por meio do Mural Eletrônico para apresentar sua defesa no prazo de sete dias, conforme os artigos 41 e 38 da Resolução TSE nº 23.609/2019.

Durante esse período, a defesa poderá juntar documentos, indicar testemunhas e requerer a produção de outras provas. Também é possível solicitar documentos que estejam em poder de terceiros, repartições públicas ou em procedimentos judiciais e administrativos, exceto aqueles que tramitem sob segredo de justiça.

A contestação deverá ser assinada por advogado e apresentada diretamente no Processo Judicial Eletrônico (PJe), nos mesmos autos do pedido de registro da candidatura.

A citação não representa, neste momento, decisão pelo deferimento ou indeferimento da candidatura de Gladson. O documento apenas formaliza a abertura do prazo para que o candidato se manifeste sobre os questionamentos apresentados no processo de registro.

O documento foi expedido pela Coordenadoria das Sessões do TRE-AC nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026.