Com Clodoaldo ao lado, Velloso mira Senado e promete interior mais perto da saúde

O deputado federal Eduardo Velloso transformou a entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, nesta quinta-feira, 2 de julho, em Cruzeiro do Sul, numa largada pública para tentar ocupar espaço na disputa pelo Senado e vender ao Vale do Juruá uma ideia simples: a saúde será o centro do seu discurso, das suas alianças e da sua tentativa de subir de patamar na política acreana. Ao lado do deputado estadual Clodoaldo Rodrigues, Velloso falou de ressonância destravada, cardiologia, oftalmologia, mutirões, emendas, atendimento nos municípios isolados, ligação com o Peru e de uma pré-candidatura que, nas palavras dele, está “cada vez mais crescendo”. A entrevista ganhou peso porque veio um dia depois de a governadora Mailza Assis aparecer em vídeo tratando o parlamentar como “novo senador”, frase que colocou fogo na sucessão de 2026 e obrigou Velloso a responder, no rádio, se já está dentro da chapa governista.

A pergunta veio direta. Chico Melo lembrou que Velloso havia entrado na política depois de uma vida profissional estável, como médico e empresário, e quis saber o que o empurrou para esse caminho. A resposta levou a conversa para o ponto que o deputado escolheu como território político: a dificuldade de atendimento no interior. Velloso citou a ressonância que estava parada, a chegada da cardiologia, a oftalmologia e a rotina de quem vive em Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, cidades que dependem de Cruzeiro do Sul quando a dor passa do limite do que o município consegue resolver. “A maior dor das pessoas é a saúde”, disse o deputado, antes de defender que cada município tenha, pelo menos, ortopedista, cirurgião, anestesista, clínico e pediatra.

Essa frase explica por que a entrevista não ficou presa apenas ao jogo eleitoral. No Juruá, saúde é disputa política porque é também a vida concreta de quem precisa sair de madrugada atrás de consulta, de quem espera exame, de quem sofre acidente em campo de futebol e encontra apenas um raio-x sem especialista para fechar diagnóstico, de quem depende de regulação para Rio Branco quando o problema já não pode esperar. Velloso sabe disso. E, como médico, tenta transformar essa experiência em capital político. Na Câmara dos Deputados, ele aparece oficialmente como Eduardo Ovídio Borges de Velloso Vianna, deputado federal do Acre, filiado ao Solidariedade, médico de formação e integrante titular da Comissão de Saúde em 2026.

O anúncio mais imediato da manhã foi a entrega de 103 óculos para famílias sem condições de comprar, numa ação em parceria com o prefeito Zequinha Lima. Velloso disse que tinha o sonho de levar esse atendimento ao Juruá e creditou ao prefeito de Cruzeiro do Sul a execução da agenda. O deputado também citou a parceria com Clodoaldo, Maria Antônia e “Deda” ao afirmar que mais de R$ 10 milhões foram levados apenas para a saúde de Cruzeiro do Sul. Ele ligou esse dinheiro aos mutirões realizados no município e disse que as ações ajudaram a melhorar o atendimento da população.

Os números oficiais da Câmara reforçam o tamanho da aposta de Velloso na área. Em 2026, aparecem no orçamento R$ 11,8 milhões autorizados para estruturação de unidades de atenção especializada em saúde no Acre e R$ 7,5 milhões para custeio temporário da atenção primária. Também há R$ 13,5 milhões em transferências especiais no Estado. No ano anterior, em 2025, a Câmara registrou R$ 7,9 milhões autorizados, empenhados e pagos para custeio da atenção primária e R$ 11,4 milhões pagos em transferências especiais no Acre.

O que Velloso tentou fazer no rádio foi dar rosto a esses valores. A política de emendas costuma chegar ao eleitor como número solto, difícil de acompanhar, mas no interior ela vira ambulância, reforma, mutirão, exame, cadeira em unidade de saúde, iluminação de campo, apoio a instituição social ou quilômetro de asfalto. Foi nesse ponto que Clodoaldo Rodrigues entrou com força na entrevista. Ele não apareceu apenas como aliado sentado ao lado. Apareceu como fiador da relação de Velloso com Cruzeiro do Sul e com o Juruá.

Clodoaldo, cujo nome completo é Francisco Clodoaldo de Souza Rodrigues, é deputado estadual pelo PP na Assembleia Legislativa do Acre. O cadastro oficial do Sistema de Apoio ao Processo Legislativo registra o parlamentar como filiado ao Progressistas e representante da Aleac. Na entrevista, ele fez questão de dizer que não votou em Velloso para deputado federal em 2022, mas acabou encontrando nele o principal parceiro para tocar demandas do mandato. “Quem é patrocinador? Só tenho o Velloso por enquanto”, disse Clodoaldo, numa frase que mostra tanto a gratidão política quanto a dependência de deputados estaduais em relação a emendas federais para atender suas bases.

Clodoaldo citou recursos para a Delegacia de Cruzeiro do Sul, o Educandário, os bombeiros, a Polícia Militar e outras instituições. Falou ainda de R$ 2,8 milhões destinados em dezembro de 2025 para entidades de Cruzeiro do Sul e para a iluminação do campo da Vila Santa Rosa, pedido ligado à vice-prefeita Delcimar Leite. Depois, ampliou a conta: disse que Velloso colocou R$ 3 milhões em suas mãos para o ramal Mariana de Cima e que o total no Deracre chega a R$ 11 milhões para obras na região do Juruá.

A fala de Clodoaldo também ajudou Velloso a atravessar a parte mais delicada da entrevista: a pergunta sobre Senado. A governadora Mailza Assis havia chamado o deputado de “novo senador”, e a frase foi lida imediatamente como recado sobre a composição da chapa governista. Velloso não cravou lugar na chapa, mas também não recuou. Disse que a pré-candidatura está crescendo e brincou que agora estaria “conquistando o coração” da governadora. Clodoaldo foi mais direto ao defender que Velloso pode ser candidato ao Senado com ou sem a presença formal na chapa de Mailza. Para ele, eleição majoritária tem outro comportamento e o deputado federal já tem condições de disputar.

Essa diferença de tom foi uma das partes mais reveladoras da manhã. Velloso mediu as palavras para não fechar portas. Clodoaldo falou como quem já trabalha a candidatura na rua. O deputado estadual disse que, quando Velloso pensou em disputar o Senado, chegou a aconselhá-lo a buscar a reeleição para a Câmara, mas agora trata o projeto como posto. A avaliação dele tem lógica eleitoral: Velloso entrou no debate com imagem ligada à saúde, circula com entrega concreta no Juruá, mantém interlocução com o governo e tenta ocupar uma vaga num cenário em que a sucessão estadual ainda depende de acordos mal resolvidos entre Mailza, Gladson Cameli, partidos da base e lideranças que querem espaço na majoritária.

A entrevista também atravessou um tema que vai além do Acre e mira a economia regional. Velloso defendeu que o Vale do Juruá pode ser porta de um novo ciclo por causa da ligação com o Peru, especialmente por Pucallpa. Ele falou da presença de autoridades peruanas na ExpoJuruá, entre elas um senador, um governador e representantes daquela região. O argumento do deputado é econômico: uma rota mais barata de transporte atrai quem quer comprar e vender, inclusive mercados asiáticos e a China.

Essa pauta não é detalhe. Quando um deputado fala em saúde no primeiro bloco e em Peru no segundo, ele tenta juntar duas dores antigas do Acre: o isolamento do cidadão diante do serviço público e o isolamento econômico diante dos grandes corredores de comércio. O Juruá conhece os dois problemas. A família que procura atendimento especializado e o comerciante que paga caro pelo frete fazem parte da mesma geografia. Velloso tenta dizer que pode tratar das duas pontas: levar especialista para perto de quem precisa e abrir caminho para que a região deixe de viver como fim de linha.

A presença da médica cardiologista Regiane Velloso, esposa do deputado, deu uma camada concreta ao debate sobre saúde. Ela lembrou que voltou ao Acre em 2006, trabalha como cardiologista na Fundação Hospitalar e ajudou a montar o serviço de alta complexidade em cardiologia, com cateterismo, stent e cirurgia cardíaca. Na entrevista, Regiane disse que, durante a campanha de 2022, percebeu que pacientes do Juruá com infarto não conseguiam chegar a Rio Branco a tempo. A partir daí, nasceu a promessa de levar cardiologia ao Hospital do Juruá. Dois anos depois, segundo ela, o serviço da Hemocárdio já funciona dentro da unidade.

Velloso completou esse ponto com um dado forte: mais de 1.360 procedimentos de coração realizados em Cruzeiro do Sul. Para o deputado, cada procedimento representa vida preservada e deslocamento evitado. Essa é a parte da entrevista com maior capacidade de chegar ao eleitor sem tradução política. Quem já viu um parente enfartar no interior entende a diferença entre ter atendimento perto e depender de viagem para a capital.

No fim, o Jornal da Manhã colocou Velloso diante de três testes ao mesmo tempo. O primeiro foi explicar por que quer o Senado. O segundo foi mostrar o que já entregou. O terceiro foi responder se sua candidatura nasce dentro do projeto de Mailza ou se tem fôlego próprio para sobreviver fora dele. Ele não fechou a equação, mas deixou claro que está em campanha. Falou como pré-candidato, apresentou serviços, chamou aliados para perto, usou a saúde como vitrine e deixou Clodoaldo fazer a defesa mais aberta de seu nome.

A entrevista também mostrou que Clodoaldo quer entregar o mandato com marca própria no Juruá. Ele disse que pode até não ser reeleito, mas desafiou qualquer deputado estadual a provar que colocou mais recursos ou teve mais presença em Cruzeiro do Sul e na região. É uma fala de quem sabe que a disputa de 2026 não será apenas por partido ou palanque. Será por lembrança. Quem levou recurso, quem apareceu, quem atendeu, quem abriu porta e quem sumiu.

Velloso saiu do estúdio com uma frase da governadora nas costas, um aliado estadual ao lado e uma agenda de saúde na mão. Não é pouco. Mas também não resolve tudo. O caminho até o Senado exige mais que mutirão, óculos, emenda e boa entrevista. Exige costura partidária, resistência a crises, capacidade de explicar alianças e, sobretudo, prova de que os recursos anunciados viram serviço permanente. No Juruá, promessa tem prazo curto. O eleitor escuta no rádio pela manhã e cobra na rua no mesmo dia.

Prefeitura recupera sete ruas no Recanto dos Buritis pelo programa Prefeitura nas Ruas

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, acompanhou nesta quinta-feira (2) as obras do programa Prefeitura nas Ruas no bairro Recanto dos Buritis, onde sete vias recebem serviços de recuperação, tapa-buraco e melhoria da trafegabilidade para ampliar as condições de acesso dos moradores.

As intervenções incluem a Travessa Paraíso, via de acesso a uma escola e rota do transporte coletivo, além da Travessa da Júlia, Travessa da Alegria, Travessa Feijó e Travessa Maria Verônica. Outras duas travessas também entraram na programação de melhorias executada pelas equipes da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco.

Durante a visita, Bestene disse que a prefeitura tem atuado a partir das demandas apresentadas pela população. “A prefeitura precisa estar próxima das comunidades, ouvindo as pessoas. A gente sabe das dificuldades que envolvem o orçamento público, mas, dentro das prioridades, é ouvindo as pessoas que conseguimos identificar onde estão as principais demandas dos bairros”, afirmou.

As obras começaram após uma visita anterior da gestão municipal ao Recanto dos Buritis. Na ocasião, moradores, a associação do bairro e o mandato do vereador Leôncio Castro apresentaram os principais problemas de acesso nas ruas da comunidade. Depois do levantamento, as equipes foram deslocadas para os pontos com maior dificuldade de circulação.

“Nós estivemos aqui há poucos dias, identificamos algumas necessidades com relação a essa comunidade e hoje estamos intervindo com o Programa Prefeitura nas Ruas, nessas ruas que precisam de trafegabilidade, pavimentação e tapa-buraco, para dar melhores condições aos moradores do Recanto dos Buritis”, disse o prefeito.

O presidente da Associação de Moradores do Recanto dos Buritis, Francisco Rocha, afirmou que a comunidade teve a reivindicação atendida com rapidez. “A reivindicação foi feita e a prefeitura já está aqui. O prefeito veio aqui, autorizou os serviços, as máquinas já estão trabalhando e a comunidade só tem a agradecer. São ruas que estavam precisando muito dessa atenção”, declarou.

Morador do bairro, o motoboy Elonay Braga disse que as melhorias já alteraram a rotina da comunidade. “Já deu uma melhorada boa. A gente já vê a movimentação de crianças e moradores, coisa que antes não tinha. Com a melhoria nas ruas e o tapa-buraco, vai ficar muito bom. Agradecemos ao prefeito Alysson Bestene e à prefeitura”, afirmou.

O diretor-presidente da Emurb, Abdel Derze, disse que os trabalhos começaram por pontos estratégicos, como a Travessa Paraíso e a Travessa da Júlia. “Estamos na Travessa Paraíso, que dá acesso à escola e também atende a linha de ônibus. Ontem já atuamos na Travessa da Júlia, garantindo tráfego na via principal”, explicou.

A Emurb deve manter equipes em diferentes regionais de Rio Branco durante o período de verão, fase em que a prefeitura busca ampliar os serviços de recuperação de ruas e melhorar a mobilidade nos bairros da capital.

É 13! Gastos do governo com voos descritos como jato já passam de R$ 13,5 milhões

Levantamento aponta pagamentos à Ortiz Táxi Aéreo entre 2023 e 2026; despesas aparecem concentradas na Casa Civil e fazem referência ao Contrato CC 34/2023

Os gastos do governo do Acre com fretamento de aeronaves descritas oficialmente como jato já somam R$ 13.507.200,00 em pagamentos à Ortiz Táxi Aéreo.

O valor reúne o levantamento consolidado entre 2023 e 2025, que já apontava R$ 12.440.400,00 pagos em despesas com a palavra “jato” no histórico do serviço, e a atualização feita a partir dos dados de 2026, que acrescentou mais R$ 1.066.800,00.

O recorte considera apenas pagamentos cujo histórico oficial menciona expressamente a palavra jato. Ou seja, não entram nessa conta outros fretamentos da Ortiz descritos como monomotor, bimotor, Caravan, transporte aeromédico ou fretamento genérico de aeronave.

Nos dados já consolidados, os pagamentos anteriores somavam 52 linhas de pagamento, referentes a 43 empenhos conciliados, todos vinculados à Secretaria de Estado da Casa Civil. A maior parte dessas despesas aparece associada ao Contrato CC 34/2023, que concentrava R$ 11.113.200,00 do total apurado até 2025.

A atualização de 2026 adiciona quatro novos empenhos pagos, todos registrados em abril pela Casa Civil. As descrições seguem o mesmo padrão: “referente a fretamento de aeronave (jato) conforme T.A. Contrato CC 34/2023”.

Os pagamentos de 2026 identificados foram:

Data – Empenho – Valor pago
27/04/2026 – 4460010383 – R$ 214.200,00
28/04/2026 – 4460010392 – R$ 168.000,00
29/04/2026 – 4460010399 – R$ 432.600,00
30/04/2026 – 4460010417 – R$ 252.000,00

Com isso, o gasto identificado em voos com descrição de jato passa de R$ 12,44 milhões para R$ 13,5 milhões.

A Casa Civil aparece como órgão responsável em todo o recorte de jato levantado até agora. A despesa, portanto, não está distribuída entre diferentes secretarias: está concentrada na estrutura diretamente ligada à chefia do governo.

O levantamento também mostra que o contrato usado para esse tipo de despesa atravessou mais de um exercício financeiro. No histórico dos pagamentos aparecem referências à Ata de Registro de Preços 04/2023, ao Contrato CC 34/2023 e, em um caso anterior, ao Contrato 34/2025. No bloco atualizado de 2026, os quatro pagamentos mencionam novamente o Contrato CC 34/2023, por meio de termo aditivo.

A conta não representa todo o gasto do governo com a Ortiz Táxi Aéreo. Ela trata apenas do recorte mais específico: os pagamentos em que a própria descrição oficial da despesa informa fretamento de aeronave jato.

Foto: Gabriel Wallace/Instagram

Mailza exonera Mário Neto da Casa Civil em nova mudança no núcleo do governo

A governadora Mailza Assis exonerou Mário Vieira da Silva Neto do cargo de diretor de Gestão de Atos Oficiais da Casa Civil, em edição extra do Diário Oficial publicada nesta quarta-feira. A saída ocorre poucos dias depois da troca no comando da própria pasta, com a exoneração de Jonathan Donadoni, e amplia a sequência de mudanças na estrutura do governo.

Mário Neto havia sido nomeado para a função em março de 2023, era braço direito de Donadoni e vinha atuando em áreas estratégicas da administração, com participação em ações ligadas à organização de eventos do Estado. Até o momento, o governo não informou quem será nomeado para assumir a diretoria.

A nova exoneração reforça a reorganização em curso na Casa Civil, uma das áreas centrais do governo, responsável pela articulação administrativa e política do Palácio Rio Branco. Publicamente, Mailza tem tratado as alterações como decisões pontuais, sem anunciar uma reforma mais ampla no primeiro escalão.

Prefeitura de Rio Branco investe R$ 390 mil na reforma de três unidades de saúde

A Prefeitura de Rio Branco intensificou nesta quarta-feira, 1º de julho, a reestruturação da rede municipal de saúde com obras em três Unidades de Saúde da Família: Maria de Fátima, José Gomes e Aeroporto Velho. As intervenções incluem reforma, manutenção e revitalização dos prédios, com investimento de cerca de R$ 390 mil para melhorar a estrutura de atendimento, as condições de trabalho das equipes e o acolhimento da população.

Os serviços em andamento abrangem pintura interna e externa, recuperação de fachadas, muros e gradis, troca de portas, janelas, esquadrias, telhas e forros danificados, além de reparos em calçadas e outros pontos de conservação. Na unidade Maria de Fátima, no bairro Bahia Nova, a obra busca corrigir desgastes na estrutura do prédio e ampliar a segurança para servidores e pacientes.

A unidade atende moradores dos bairros Bahia Velha, Bahia Nova, Bairro da Glória e Pista. Com o novo geomapeamento, também passou a alcançar o Carandá e parte do Bom Sucesso. Coordenador da USF Maria de Fátima, Rogênio Mendonça afirmou que a reforma era necessária porque o prédio já comprometia os atendimentos e o funcionamento diário da equipe. “A reforma e a revitalização vieram em um tempo muito bom, para que a gente possa não somente atender melhor a população, mas também ter um local de trabalho melhor para desenvolver as nossas atividades diárias”, disse.

Na USF José Gomes, a obra inclui serviços gerais de recuperação predial e adequações para reforçar a estabilidade e a segurança da unidade. Já na USF Aeroporto Velho, os trabalhos são executados pela equipe do Departamento de Obras, com foco na recuperação da cobertura, calhas, pintura e esquadrias.

Durante as visitas técnicas, o prefeito Alysson Bestene afirmou que a meta é ampliar a recuperação da rede municipal. De acordo com ele, quatro unidades estão em reforma, outras 41 já passaram por revitalização e há recursos federais para recuperar mais sete. “O objetivo é dar continuidade a esse trabalho, oferecendo mais dignidade no atendimento à população e melhores condições para os profissionais de saúde”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o município conta atualmente com 47 Unidades de Saúde da Família, 11 URAPs e estruturas ligadas à Rede de Atenção Psicossocial. A gestão também mantém a construção de uma nova unidade na Vila Betel e trabalha com a meta de encerrar o ano com toda a rede reestruturada.

Além da área da saúde, o pacote de revitalizações alcança outros prédios públicos do município. A administração sustenta que a recuperação das unidades faz parte de uma política contínua de conservação do patrimônio público, com uso de emendas parlamentares e recursos próprios.

Mailza aumenta dúvida sobre rompimento com Gladson

A governadora Mailza Cameli colocou mais lenha na fogueira política ao chamar Eduardo Velloso de “novo senador”, frase que ganhou peso no mesmo momento em que o Palácio Rio Branco mexe em peças ligadas ao ex-governador Gladson Cameli. O gesto poderia passar como gentileza de evento, mas, no Acre de eleição, vira senha: Mailza está apenas agradando aliados ou já começou a caminhar sem a mão de Gladson no volante?

A demissão de Jonathan Donadoni da Casa Civil deu corpo à desconfiança. Donadoni ocupava uma das cadeiras mais estratégicas do governo e era visto como homem de confiança de Gladson dentro do Palácio Rio Branco. Ao tirá-lo da sala principal, Mailza não mexeu apenas em um cargo; mexeu no eixo político herdado do ex-governador.

O gesto em direção a Velloso pesa porque Gladson deixou o governo mirando o Senado, mas hoje carrega uma trava pesada no caminho: foi condenado pela Corte Especial do STJ a 25 anos e nove meses de prisão, em decisão que também o tornou inelegível por oito anos pela Lei da Ficha Limpa. Nesse cenário, a pergunta que corre nos corredores é simples e incômoda: Mailza está apenas reorganizando o governo ou já começou a deixar Gladson para trás?

Cruzeiro do Sul abre votação para Rei e Rainha Popularidade do Festival da Farinha

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul iniciou nesta quarta-feira, 1º de julho, a votação para escolher o Rei e a Rainha Popularidade do 9º Festival da Farinha. A escolha ocorre de forma presencial durante a Expoacre Juruá, no estande do festival, onde o público pode votar por meio de um QR Code.

A votação é organizada pela Secretaria Municipal de Cultura e faz parte da programação que antecede o Festival da Farinha, marcado para os dias 26 a 29 de agosto. Para participar, o visitante deve acessar o QR Code disponível no estande, informar o CPF e votar em um candidato a rei e em uma candidata a rainha. Cada pessoa terá direito a um voto.

A apresentação oficial dos concorrentes será realizada nesta quinta-feira, 2 de julho. Ao todo, 23 candidatos disputam o concurso, sendo 12 na categoria masculina e 11 na categoria feminina. A votação popular ficará aberta durante toda a programação da Expoacre Juruá, e o resultado do Rei e da Rainha Popularidade será divulgado ao fim da feira.

Além da escolha popular, o concurso terá etapas avaliadas por uma comissão julgadora. A semifinal está marcada para 23 de julho, com desfile em traje moda praia. Nessa fase, serão escolhidos oito finalistas em cada categoria.

A final será realizada em 22 de agosto, dentro da programação do 9º Festival da Farinha. Os 16 finalistas disputarão os títulos de Rei e Rainha do Festival da Farinha de Cruzeiro do Sul.

Avião de Gladson é alvo de nova apreensão pela PF, diz Leonildo Rosas

O avião PT-WGK, registrado em nome do ex-governador Gladson Cameli, entrou novamente no centro da Operação Ptolomeu nesta quarta-feira, 1, depois que o jornalista Leonildo Rosas afirmou que a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra a aeronave, em Cruzeiro do Sul. A ordem, segundo Leonildo, teria sido expedida pela ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, e alcançaria um bem que já havia sido tratado pela Procuradoria-Geral da República em pedido de venda antecipada.

No vídeo divulgado, Leonildo disse ter recebido a informação “por uma pipira”, expressão que costuma usar para se referir a fontes de bastidor. Em seguida, afirmou que a aeronave estava sob responsabilidade de Gladson como fiel depositário e teria sido usada em viagem a Cruzeiro do Sul durante a Expoacre Juruá. “A Polícia Federal, na tarde desta quarta-feira, cumpriu o mandado de busca e apreensão emitido pela ministra Nancy Andrighi. Ou seja, o avião que estava como fiel depositário para o Dancinha foi apreendido”, disse o comentarista, usando o apelido pelo qual costuma se referir ao ex-governador.

O avião chegou em Cruzeiro do Sul na terça-feira, 30 de junho

O peso da informação está no histórico PT-WGK. A aeronave aparece na Cautelar Inominada Criminal nº 87/DF, ligada à Operação Ptolomeu, investigação que apura supostos desvios de recursos públicos no Acre. Em manifestação assinada pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, ainda em 2023, a PGR tratou de medidas cautelares sobre bens atribuídos a Gladson e pediu providências para evitar a perda de valor de patrimônio sob sequestro e indisponibilidade judicial.

No mesmo documento, a PGR identifica o avião como Beech Aircraft 8, matrícula PT-WGK, número de série TH-1644. Peritos da Polícia Federal avaliaram a aeronave em R$ 3.476.000,00 e calcularam desvalorização média de 3,51% nos 12 meses anteriores ao parecer. Com base nesses dados, a Procuradoria pediu ao STJ a alienação antecipada do avião e de cinco veículos ligados ao caso, sob o argumento de que bens móveis exigem manutenção constante, perdem valor com o tempo e podem se deteriorar antes do julgamento definitivo.

A venda antecipada, nesse tipo de medida, não transfere automaticamente o valor ao poder público. O bem é convertido em dinheiro e o montante fica depositado em conta judicial até decisão final. Se a condenação for mantida e houver determinação de ressarcimento, os valores podem ser usados para reparar o dano. Se a medida for revertida, o dinheiro retorna a quem tiver direito reconhecido pela Justiça.

A situação do PT-WGK se soma ao quadro jurídico mais amplo de Gladson. Em 6 de maio de 2026, a Corte Especial do STJ condenou o ex-governador a 25 anos e nove meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. A decisão também fixou multa, indenização ao Estado do Acre no valor de R$ 11,7 milhões e perda do cargo de governador, embora Gladson já tivesse renunciado ao mandato no mês anterior com a intenção de disputar o Senado.

A maioria dos ministros acompanhou o voto da relatora, Nancy Andrighi, que atribuiu a Gladson posição de comando no esquema investigado pela Operação Ptolomeu. A defesa negou as acusações, contestou a validade das provas e ainda pode recorrer. O próprio Ministério Público Federal, ao tratar da condenação, reconheceu que a decisão não encerra a disputa judicial.

Leonildo também relacionou a suposta apreensão à situação eleitoral do ex-governador. Segundo ele, Gladson apresentou embargos de declaração contra a condenação, mas o recurso não teria sido julgado antes do recesso do STJ. Na avaliação do comentarista, a candidatura ao Senado “subiu ao telhado”, salvo se houver decisão favorável no Supremo Tribunal Federal.

O caso também recupera uma pergunta feita antes pelo Arenga du Acre, antiga página de humor político que havia chamado atenção para a movimentação do PT-WGK. A provocação era direta: “Quem está voando o avião de Gladson?”

A página apontava que a aeronave aparecia em consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro como registrada em nome de Gladson Cameli, com restrição judicial de transferência, e questionava quem estaria pilotando ou autorizando voos recentes. O ponto era objetivo: se o PT-WGK estava no nome do ex-governador, sob restrição judicial, e se Gladson também era investigado em caso relacionado à obtenção de registro de piloto, os registros operacionais da aeronave deveriam esclarecer quem vinha usando o avião.

Com a fala de Leonildo Rosas, a pergunta feita pelo Arenga deixa o terreno da provocação política e ganha densidade jurídica. O PT-WGK passa a reunir, em uma mesma cena, três linhas de desgaste para Gladson: o patrimônio sob vigilância judicial, a condenação imposta pelo STJ e a incerteza sobre seu projeto eleitoral.

Jornal da Manhã em Coluna – 1º de julho de 2026

A coluna desta quarta-feira reúne bastidores, comentários e informações levadas ao ar no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, apresentado por Chico Melo, com análise política de Rogério Wenceslau e cobertura de Gledisson Albano e Mazinho Rogério na primeira noite da Expoacre Juruá 2026.

A feira abriu, a política também

A Expoacre Juruá começou com parque cheio, show de Nattanzinho Lima e a velha cena de Cruzeiro do Sul quando a cidade vira ponto de encontro do interior inteiro. Mas, por trás da música, dos estandes e da poeira dos carros na BR-405, a política abriu sua própria porteira.

A governadora Mailza Assis fez a abertura oficial da feira. Só que a noite não foi apenas de governo. Foi também de adversários circulando, aliados medindo distância e pré-candidatos testando o calor do público.

Alan Rick no mesmo terreiro

O senador Alan Rick chegou à Expoacre Juruá como pré-candidato ao governo e com o prefeito Zequinha Lima ao lado. Em política, a imagem às vezes fala antes do microfone.

Alan não foi à feira apenas para cumprimentar expositor. Foi ocupar espaço. E ocupar espaço no Juruá, em noite de abertura, diante de empresários, produtores, lideranças e visitantes de fora, é mandar recado para o Acre inteiro.

Zequinha mudou a temperatura

A presença de Zequinha Lima no campo de Alan Rick mexe com a conta do Palácio Rio Branco. O prefeito de Cruzeiro do Sul não é um apoio qualquer. Ele governa o principal município do Juruá e conhece como poucos o peso político de uma feira cheia.

Quando Zequinha sai de perto de Mailza e aparece ao lado de Alan, não é só uma troca de palanque. É um movimento que encoraja outros insatisfeitos a fazer a própria travessia.

A fila começou a andar

Rogério Wenceslau resumiu o momento com uma frase que ficou no ar: “A fila tá andando e tá andando rápido”.

A debandada do governo deixou de ser murmúrio de gabinete. Agora aparece em praça pública, em feira, em entrevista, em chegada de comitiva. O barco ainda navega, mas já tem passageiro olhando para a margem.

Falta conversa no Palácio

Wenceslau foi direto ao ponto ao falar em falta de sensibilidade e falta de articulação. Governo que perde ouvido político começa a perder antes no detalhe: uma liderança que não atende, um prefeito que se sente pequeno, uma promessa que fica sem resposta.

No Acre, ninguém rompe de repente. Primeiro avisa. Depois se cala. Quando aparece ao lado do adversário, a decisão já amadureceu faz tempo.

Donadoni fora da Casa Civil

A exoneração de Jonathan Donadoni da Casa Civil caiu no meio da semana como mais uma peça solta no tabuleiro. A Casa Civil é o lugar da costura. Quando quem costura sai, o rasgo aparece mais.

O governo tratou a mudança como decisão administrativa. Wenceslau devolveu a pergunta que incomoda: “Será que sabem a diferença entre decisão de governo e decisão de estado?”.

Decisão de governo cobra conta

Toda governadora pode trocar secretário. Isso faz parte do comando. O problema é o momento, o método e o efeito político da troca.

Quando a base já reclama, quando prefeitos se movem e quando aliados históricos começam a sair, uma exoneração na Casa Civil deixa de ser ato interno. Vira termômetro de crise.

Sula sai e o ramal sente

A saída de Sula Ximenes do Deracre pesa porque o órgão não vive apenas dentro do gabinete. O Deracre chega no ramal, na ponte, na estrada de barro, na operação verão e no produtor que espera a máquina antes da chuva voltar.

Sula pediu exoneração reclamando de compromissos não cumpridos e falta de condições para tocar o trabalho. Isso transforma uma troca administrativa em problema político com cheiro de barro molhado.

Deracre não é enfeite

No Juruá, o Deracre é uma das mãos mais visíveis do governo. Quando o ramal abre, a comunidade lembra. Quando fecha, lembra mais ainda.

Por isso a preocupação com a operação verão é séria. É agora que o serviço precisa andar. Depois que o inverno amazônico chega, a desculpa costuma vir junto com a lama.

Governo tenta conter a leitura

Mailza Assis negou crise e apresentou as mudanças como medidas de gestão. É a resposta esperada de quem está no comando e precisa segurar a imagem de normalidade.

Mas política não se controla apenas com declaração. A leitura se forma no conjunto: Donadoni fora, Sula fora, Zequinha distante, Alan crescendo no Juruá e aliados observando quem será o próximo a atravessar.

A feira como vitrine eleitoral

A Expoacre Juruá tem boi, negócio, show, comida, empreendedor e família andando pelo parque. Mas também tem pré-campanha em estado puro.

Cada aperto de mão vira sinal. Cada foto vira mensagem. Cada ausência vira comentário. Em noite de feira cheia, o político que circula bem sai maior. O que circula acuado sente o peso da multidão.

Trânsito cheio, sinalização falha

A Prefeitura montou transporte gratuito para o público, mas a chegada e a saída tiveram fila grande de veículos. Também houve reclamação sobre falta de sinalização em alguns pontos.

Evento desse tamanho não perdoa improviso. A multidão mostra sucesso, mas também testa a capacidade de organização da cidade.

Empreendedor quer vender

Os empreendedores chegaram à Expoacre Juruá com expectativa positiva. Para muita gente, a feira é a chance de vender em poucos dias o que às vezes demora mês inteiro para girar.

Enquanto político mede força, o pequeno comerciante mede caixa. É ele quem sente primeiro se a festa deu certo.

Segurança em alerta

A Polícia Militar e o Ciosp agiram rápido e apreenderam três motocicletas durante a movimentação da Expoacre. Em noite de público grande, segurança boa é aquela que aparece antes do problema crescer.

A feira movimenta dinheiro, gente e trânsito. Também exige presença firme do Estado.

Até a seleção entrou no clima

No fim do programa, a Copa do Mundo apareceu com torcedor esperançoso, mas sem tanta fé no Brasil.

A frase combina com o momento político do Acre. Tem gente torcendo pelo governo, mas já sem a mesma confiança no jogo.

A cena do dia

A primeira noite da Expoacre Juruá teve música alta, parque cheio e palanque disputado. Mailza abriu oficialmente a feira, mas Alan Rick e Zequinha Lima roubaram parte da cena política.

No Juruá, a festa começou com multidão. A crise, também.

Nicolau Júnior destaca tradição e impacto econômico da Expoacre Juruá

A Expoacre Juruá 2026 foi aberta nesta terça-feira, 30, em Cruzeiro do Sul, com a presença do presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado Nicolau Júnior, que destacou a importância da feira para a economia regional, os pequenos negócios, o agronegócio e a valorização das tradições do Vale do Juruá.

“A Expo Juruá já é tradição aqui da nossa região. Todo mundo espera esse momento”, afirmou Nicolau Júnior, ao falar sobre o papel da feira no calendário econômico e cultural de Cruzeiro do Sul. Para o parlamentar, o evento reúne famílias, movimenta a cidade e cria oportunidades para produtores, comerciantes e empreendedores locais.

A feira ocorre na Arena do Juruá e segue até 5 de julho, com programação voltada a negócios, exposições, rodeio, atividades culturais e shows nacionais. A abertura teve prova dos Três Tambores e apresentação de Natanzinho Lima, dando início a seis noites de programação gratuita.

Nicolau Júnior também ressaltou que a Expoacre Juruá se consolidou como vitrine para quem produz e empreende no interior do estado. “É uma festa que cresce a cada edição e movimenta muito a nossa economia”, disse o presidente da Aleac.

A movimentação durante os dias de feira alcança hotéis, restaurantes, transporte, comércio varejista, vendedores ambulantes, produtores rurais e trabalhadores temporários. A presença de visitantes de municípios do Vale do Juruá amplia a circulação de dinheiro em Cruzeiro do Sul e fortalece setores que dependem diretamente do aumento no fluxo de pessoas.

Além da programação de entretenimento, a Expoacre Juruá abre espaço para produtos regionais, agricultura familiar, artesanato, serviços e negócios ligados ao campo. A feira também aproxima representantes institucionais, empresários e produtores, criando um ambiente de integração econômica em uma das regiões mais importantes do Acre.

A edição de 2026 reforça o peso da feira como evento popular e econômico. Para Nicolau Júnior, a Expoacre Juruá deixou de ser apenas uma festa tradicional e passou a representar uma agenda estratégica para geração de renda, fortalecimento do empreendedorismo e valorização da identidade regional.

Foto: Sérgio Vale