A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta quarta-feira, 15, a revitalização de bancos e lixeiras da Praça da Revolução, no Centro da capital acreana, para recuperar estruturas danificadas pelo tempo e melhorar as condições de uso do espaço público. O trabalho é executado pela Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade e faz parte do programa Prefeitura nas Ruas.
A intervenção inclui a retirada de madeiras comprometidas, a substituição das peças danificadas e o tratamento do novo material para aumentar a resistência à exposição ao sol e à chuva. A previsão é que os serviços sejam concluídos até o fim de semana.
O encarregado da obra, Vicente de Morais, afirmou que a orientação da gestão municipal é recuperar o mobiliário urbano e preservar o patrimônio público. “Estamos recuperando todos os bancos e as lixeiras da Praça da Revolução. A orientação do prefeito Alysson Bestene é substituir toda a madeira danificada pela ação do tempo e preparar o novo material para suportar melhor a exposição ao sol e à chuva. O objetivo é entregar um espaço bonito, seguro e durável para toda a população”, disse.
A Praça da Revolução é um dos espaços públicos mais conhecidos de Rio Branco e recebe moradores, trabalhadores e visitantes que circulam pela região central da cidade. Além da manutenção do mobiliário, o local conta com câmeras de videomonitoramento integradas ao programa Rio Branco Mais Segura.
O autônomo Manoel Lacerda, morador de Porto Acre, passou pela praça após resolver compromissos na capital e aprovou as melhorias. “Fazia bastante tempo que eu não vinha a Rio Branco. Depois que resolvi minhas coisas, passei aqui na praça para descansar e fiquei impressionado. Está muito bonita, bem cuidada e agradável. É um lugar que dá vontade de permanecer e aproveitar”, afirmou.
A recuperação dos bancos e lixeiras ocorre dentro de um conjunto de ações de manutenção, zeladoria e infraestrutura realizadas em diferentes regionais do município. A gestão municipal também tem usado espaços públicos para eventos culturais, esportivos e de lazer, com foco no uso comunitário dessas áreas.
A 8ª edição do Festival Atsa Puyanawa será realizada de 18 a 23 de julho de 2026, na Terra Indígena Puyanawa, em Mâncio Lima, no interior do Acre. A programação vai reunir moradores das aldeias Barão e Ipiranga, visitantes e representantes de instituições em seis dias de celebração da cultura, da espiritualidade, da gastronomia e dos saberes tradicionais do povo Puyanawa.
O evento terá apresentações culturais, cantos, danças, rituais, exposição de artesanato, comidas típicas e atividades ligadas ao etnoturismo. A mandioca, chamada de atsa na língua Puyanawa, é o principal símbolo do festival e representa alimento, trabalho coletivo, resistência cultural e ligação com a ancestralidade.
Também conhecido como Festival da Macaxeira, o Atsa Puyanawa se consolidou como uma das principais celebrações indígenas do Acre. A cada edição, o encontro fortalece a transmissão de conhecimentos entre gerações e amplia a visibilidade das práticas culturais mantidas nas comunidades.
A edição anterior recebeu cerca de 8 mil pessoas e movimentou a economia local com a venda de alimentos tradicionais, bebidas, peças de artesanato e produtos da sociobiodiversidade. A programação também incluiu brincadeiras, pinturas corporais, circuitos esportivos, uso de plantas medicinais e partilha da caiçuma, bebida tradicional presente nas celebrações do povo Puyanawa.
A Terra Indígena Puyanawa fica em uma região de forte presença florestal, próxima ao Parque Nacional da Serra do Divisor. O festival também reforça o papel do território como espaço de preservação cultural, memória coletiva e valorização dos modos de vida indígenas no Vale do Juruá.
O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, manteve nesta quarta-feira (15) a agenda em Santa Rosa do Purus, um dos municípios de difícil acesso do estado, e reforçou o discurso de levar ao interior o modelo de desenvolvimento que afirma ter implantado em Rio Branco e Acrelândia. A visita faz parte de uma nova rodada de agendas que também deve passar por Jordão e Marechal Thaumaturgo.
Bocalom está acompanhado de Kelen Bocalom, pré-candidata a deputada federal, Pedro Pascoal, pré-candidato a deputado federal, e Emerson Leão, pré-candidato a deputado estadual. Em Santa Rosa do Purus, o grupo participou de encontros com moradores e lideranças locais, com foco na apresentação do projeto Produzir Para Empregar.
A agenda começou com uma fala voltada aos desafios enfrentados pela população de áreas isoladas. Bocalom afirmou que conhece as dificuldades de quem vive em regiões de acesso limitado, mas disse ver nessas comunidades força para buscar novas oportunidades. “Sabemos dos desafios enfrentados por quem vive em uma região de difícil acesso, mas também vemos de perto a força e a determinação de quem acredita em um futuro melhor”, disse.
Em nova etapa da visita, o pré-candidato afirmou que o trabalho realizado em Rio Branco e Acrelândia tem sido lembrado pela população como referência para Santa Rosa do Purus. “É uma alegria imensa ver que o trabalho realizado em Rio Branco e também em Acrelândia é reconhecido e inspira o desejo de ver esse mesmo desenvolvimento chegar a Santa Rosa do Purus”, afirmou.
Bocalom também agradeceu a recepção no município e voltou a associar a agenda ao discurso de crescimento econômico no interior. “O povo de Santa Rosa merece mais oportunidades, desenvolvimento e prosperidade”, disse.
A passagem por Santa Rosa do Purus ocorre no mesmo dia em que Bocalom elevou o tom contra os grupos que governaram o Acre nas últimas décadas. O pré-candidato afirmou que é preciso “salvar o Acre” e que a população “não aguenta mais os governos dos últimos 30 anos”. A fala reforça a estratégia de se colocar como alternativa ao atual ciclo político estadual na disputa de 2026.
O projeto Produzir Para Empregar segue como principal vitrine da pré-campanha. Bocalom defende que o fortalecimento da produção local pode gerar empregos, ampliar a renda e reduzir a dependência dos municípios em relação à capital. A escolha por Santa Rosa do Purus, Jordão e Marechal Thaumaturgo também coloca no centro da agenda temas como transporte, logística, presença do poder público e acesso a serviços básicos.
Depois de deixar a Prefeitura de Rio Branco, Bocalom intensificou viagens ao interior, encontros com setores produtivos e articulações com lideranças políticas. A nova rodada amplia sua presença fora da capital e busca aproximar sua plataforma eleitoral das demandas de municípios que enfrentam isolamento geográfico e dificuldades históricas de infraestrutura.
O deputado estadual Clodoaldo Rodrigues e a vice-prefeita de Cruzeiro do Sul, Delcimar Leite, estiveram no DNIT nesta terça-feira, 14, para buscar informações sobre a reconstrução da BR-364 e cobrar melhorias em trechos da rodovia no município. A agenda tratou de pontos como Massipira, Variante e a região que segue até a comunidade Liberdade.
“Viemos buscar informações sobre a BR-364, tanto na região do Massipira como na Variante, em Cruzeiro do Sul, naquela proximidade que chega até o Liberdade, para saber quais são os trabalhos previstos para melhorar esses trechos”, afirmou Clodoaldo.
A reunião também incluiu a solicitação de implantação de uma faixa elevada na comunidade Lagoinha. A demanda foi apresentada após pedido de moradores da região, que procuraram Delcimar em busca de apoio para levar a reivindicação ao órgão responsável.
“Foi uma solicitação dos moradores da Lagoinha, que me procuraram e pediram ajuda para que eu viesse ao DNIT tratar da implantação de uma faixa elevada naquela comunidade”, disse Delcimar.
O pedido tem como foco melhorar a segurança de pedestres e moradores que circulam pela localidade. A pauta foi apresentada ao superintendente estadual do DNIT, Ricardo Araújo, durante a reunião.
A entrada para os shows da Expoacre Juruá 2026 não custou dinheiro ao público que atravessou os portões do parque, mas a programação foi sustentada por um orçamento de R$ 16.648.310,00 bancado com recursos estaduais. O Plano de Trabalho ligado ao Termo de Colaboração CC/SECC nº 01/2026, firmado entre a Casa Civil do Governo Mailza Cameli e a Associação Transformar, distribuiu esse dinheiro entre artistas nacionais, logística aérea, montagem de estruturas, segurança privada, divulgação, alimentação, atrações regionais e despesas administrativas.
O planejamento financeiro revela o tamanho da engrenagem montada para realizar a feira em Cruzeiro do Sul. Mais da metade de todo o orçamento ficou concentrada nos shows nacionais e nos serviços necessários para transportar, hospedar, alimentar e colocar os artistas no palco. Enquanto o público acompanhava as apresentações sem pagar ingresso, o Estado assumia uma conta milionária que ultrapassava os cachês e alcançava cada etapa da operação.
A Casa Civil já transferiu R$ 15.848.310,00 para a Associação Transformar, conforme registros encontrados na base oficial de pagamentos. O valor global publicado no Diário Oficial, porém, pode chegar a R$ 16.648.310,00. A diferença de R$ 800 mil ainda não está lançada no portal transparência.
Segundo o plano de trabalho apresentado, dos R$ 16,6 milhões previstos, R$ 8.748.520,00 foram destinados às atrações nacionais e à operação dos shows. O montante representa aproximadamente 52,5% de todo o orçamento da Expoacre Juruá.
Os cachês previstos somam R$ 6,3 milhões. Leonardo aparece com a maior contratação individual, no valor de R$ 2,1 milhões. Natanzinho Lima vem em seguida, com R$ 1,7 milhão. A dupla Ícaro e Gilmar teve R$ 750 mil reservados, enquanto Tierry e Padre Fábio de Melo aparecem com R$ 650 mil cada. A Banda Morada recebeu previsão de R$ 400 mil, e uma atração infantil foi orçada em R$ 50 mil.
A conta dos shows não terminou nos palcos. Outros R$ 2.448.520,00 foram reservados para uma empresa encarregada da produção e da logística das atrações nacionais. Nesse pacote estão passagens aéreas, fretamento de aeronaves, excesso de bagagem, hospedagem, alimentação, camarins, aluguel de vans, veículos exclusivos para os artistas, pagamento de direitos autorais ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o Ecad, e outros custos operacionais.
O gasto previsto apenas com Leonardo, de R$ 2,1 milhões, supera individualmente todo o orçamento destinado à estrutura geral da feira, calculado em R$ 1.981.440,00. Essa estrutura reúne palco, tendas, camarotes, banheiros, áreas técnicas, espaços de apoio e bastidores. A comparação ajuda a dimensionar o peso das atrações nacionais dentro do planejamento financeiro do evento.
A segurança privada recebeu previsão de R$ 1.701.000,00. A divulgação institucional e promocional ficou com R$ 1.091.000,00. Para artistas locais e regionais, o plano separou R$ 612.500,00, menos de 10% do valor reservado aos cachês nacionais.
A distância entre os dois grupos aparece de forma ainda mais clara quando os números são colocados lado a lado. Os R$ 6,3 milhões previstos para sete atrações nacionais equivalem a mais de dez vezes os R$ 612,5 mil destinados ao conjunto de artistas locais e regionais.
O planejamento também separou R$ 566 mil para a montagem de um espaço institucional destinado à recepção de autoridades e convidados. A estrutura incluía tendas, pisos, decoração temática, mobiliário e a organização de uma ceia institucional. Embora o espaço não seja chamado de gabinete, sua descrição mostra uma área oficial preparada para atividades institucionais durante a feira.
Outros R$ 472 mil foram previstos para fornecer alimentação às forças de segurança e aos servidores mobilizados para o evento. Material gráfico, credenciais, uniformes e peças de malharia consumiriam R$ 444.500,00. A cavalgada recebeu orçamento de R$ 283.150,00, enquanto o evento esportivo Nauas Combat ficou com R$ 280 mil.
O lançamento oficial da Expoacre Juruá teve previsão de R$ 198.200,00. Vale lembrar como foi essa festa: O churrasco de lançamento da 21ª Expoacre Juruá aconteceu no dia 13 de junho em Cruzeiro do Sul, marcando o início das festividades. A celebração gastronômica processou cerca de uma tonelada de proteína para atender o público.
A taxa administrativa da Associação Transformar foi fixada em R$ 200 mil. O serviço de interpretação em Libras durante os shows recebeu R$ 45 mil, e a organização do estacionamento, R$ 25 mil.
A distribuição dos recursos mostra que a feira foi concebida como uma operação que atravessou várias áreas do governo e do setor privado.
O Plano de Trabalho colocou entre as metas da parceria o pagamento dos cachês das atrações nacionais, a contratação dos artistas regionais e a contratação da empresa responsável pela logística dos shows. Esse compromisso ganhou outra dimensão depois que artistas e prestadores passaram a reclamar de atrasos.
Mensagens compartilhadas em um grupo de WhatsApp ligado à Expoacre Juruá afirmavam que, dez dias depois da feira, artistas que haviam trabalhado no evento ainda não tinham recebido. As reclamações chegaram ao Grupo Integração na terça-feira, 14. Depois que a apuração começou e pessoas ligadas à organização foram procuradas, comprovantes de transferências via Pix passaram a circular com a informação de que os pagamentos estavam sendo realizados.
A sequência dos acontecimentos abre uma pergunta objetiva: por que artistas e prestadores relataram falta de pagamento depois de a Casa Civil já ter transferido R$ 15,8 milhões para a entidade responsável pela execução da feira?
A responsabilidade pela administração desse orçamento milionário ficou com uma entidade de estrutura permanente enxuta. No cadastro inserido no Plano de Trabalho, a Associação Transformar declarou possuir duas salas, um banheiro, dois computadores e um telefone celular. A equipe técnica permanente era formada por três pessoas: presidente, secretária e tesoureiro.
Com essa estrutura, a associação assumiu a execução de um projeto de R$ 16,6 milhões, que envolvia artistas de projeção nacional, voos fretados, montagem de palco, camarotes, segurança privada, alimentação, divulgação, eventos esportivos, contratação de fornecedores e prestação de contas ao poder público.
A parceria autorizou a contratação de empresas terceirizadas para executar os serviços, desde que houvesse cotação e escolha da proposta de menor preço compatível com as condições técnicas exigidas.
Essa permissão ajuda a entender por que empresas privadas podem ter atuado na Expoacre Juruá sem aparecer como recebedoras diretas dos pagamentos feitos pela Casa Civil. O dinheiro foi transferido para a Associação Transformar, que poderia repassá-lo a fornecedores contratados para montar estruturas, transportar artistas, divulgar o evento, prestar segurança e executar outros serviços.
Os shows foram gratuitos apenas no momento em que o público entrou no parque. A conta existiu, foi milionária e saiu do orçamento público. Cada música apresentada no palco carregava custos que começavam no cachê do artista, passavam por aviões, hotéis, alimentação, veículos, camarins, segurança e direitos autorais, até alcançar a estrutura montada para receber milhares de pessoas.
Comprovantes de Pix começaram a ser enviados na tarde desta terça-feira; Casa Civil já havia pago R$ 15,8 milhões à Associação Transformar para realização integral da feira
Os pagamentos a artistas e prestadores de serviço da Expoacre Juruá 2026 começaram a ser feitos na tarde desta terça-feira, 14, depois que reclamações sobre atraso chegaram ao Grupo Integração. As cobranças envolviam profissionais que trabalharam na feira e ainda não haviam recebido pelos serviços prestados.
Em um grupo de WhatsApp identificado como “Expoacre Juruá 2026”, participantes relataram que artistas que se apresentaram no evento continuavam sem pagamento. Em uma das mensagens, uma pessoa afirmou que “10 dias se passaram e os artistas que se apresentaram na Expo não receberam”. Em outra, houve questionamento sobre se os artistas nacionais já haviam sido pagos ou se estavam na mesma situação dos demais prestadores.
Horas depois, no fim da tarde, comprovantes de Pix começaram a ser enviados no mesmo grupo. Às 16h58, uma mensagem informou: “A empresa vai focar em realizar os pagamentos. Mais tarde nos envia o restante dos comprovantes. E quando o limite diário estourar hoje, eles finalizam amanhã.”
A situação ocorre após a Casa Civil do Governo do Acre pagar R$ 15.848.310,00 à Associação Transformar, em 29 de junho, para execução, gestão, operacionalização, coordenação, organização e realização integral da Expoacre Juruá 2026. O repasse aparece vinculado ao Termo de Colaboração CC 01/2026.
No Diário Oficial, o extrato do instrumento aparece como Termo de Colaboração SECC nº 01/2026, com valor global de R$ 16.648.310,00, vigência de 90 dias e objeto voltado à realização integral da Expoacre Juruá. O documento foi assinado em 25 de junho pela Casa Civil e pela Associação Transformar.
A Associação Transformar foi a única entidade que apresentou documentação e proposta no chamamento público da Casa Civil. A entidade foi habilitada com 90 pontos. A comissão responsável pela seleção havia sido nomeada pela Portaria SECC nº 120/2026, publicada no Diário Oficial de 25 de junho.
A principal dúvida envolve o intervalo entre o repasse milionário e o início dos pagamentos a artistas e prestadores. Com mais de R$ 15,8 milhões já transferidos para a execução integral da feira, os profissionais começaram a receber somente após cobranças e questionamentos sobre os atrasos.
O extrato publicado no Diário Oficial não detalha quanto do valor global seria destinado a artistas, shows, cachês, estrutura, logística, segurança, comunicação ou subcontratações. Também não informa se empresas terceirizadas ficaram responsáveis por pagamentos a artistas locais ou nacionais.
O caso deve avançar com a cobrança pela relação completa de artistas e prestadores contratados, valores individuais, comprovantes de pagamento, eventuais contratos de subcontratação e prestação de contas parcial da Expoacre Juruá 2026.
A escalada da violência contra a mulher exige propostas concretas. E a chapa formada por Mailza Cameli e Jéssica Sales tem o dever político de dizer ao Acre como pretende enfrentar essa realidade.
O Acre vive uma realidade alarmante. Em apenas alguns meses de 2026, centenas de denúncias de violência contra a mulher já foram registradas, enquanto casos de feminicídio e de tentativa de feminicídio continuam chocando a sociedade e revelando que o Estado ainda está distante de oferecer a proteção que as mulheres acreanas merecem.
Diante desse cenário, não há espaço para que o tema fique em segundo plano durante a campanha eleitoral.
A chapa governista reúne duas mulheres: a governadora e candidata à reeleição, Mailza Cameli, do Progressistas, e a candidata a vice-governadora, a ex-deputada Jéssica Sales, do MDB. Essa condição, por si só, desperta uma expectativa legítima da sociedade. Mais do que representar a participação feminina na política, espera-se que ambas liderem o debate sobre políticas públicas capazes de prevenir a violência, proteger as vítimas e responsabilizar os agressores.
Essa expectativa torna-se ainda maior porque o atual companheiro da governadora responde a um processo relacionado a acusações de violência doméstica contra sua ex-esposa, acusações contestadas por sua defesa e que ainda aguardam decisão definitiva da Justiça. Não se trata de atribuir responsabilidade à governadora por fatos imputados a terceiros, mas de reconhecer que essa circunstância torna inevitável uma manifestação política clara sobre um tema que hoje mobiliza toda a sociedade acreana.
Há outro aspecto que reforça essa necessidade. O episódio ganhou enorme repercussão justamente em Cruzeiro do Sul, cidade onde Jéssica Sales nasceu, construiu sua trajetória política e mantém sua principal base eleitoral. A divulgação de vídeos e imagens relacionados ao caso provocou forte comoção na região e fez da violência contra a mulher um dos assuntos mais discutidos pela população local. Por isso, é natural que o eleitor espere também da candidata a vice uma posição objetiva e inequívoca sobre o enfrentamento desse problema.
A sociedade acreana tem o direito de saber quais compromissos essa chapa assume para reduzir os índices de violência contra a mulher. Como pretendem fortalecer as Delegacias Especializadas? Haverá ampliação das casas de acolhimento? Quais investimentos serão feitos em prevenção, atendimento psicológico, assistência jurídica e proteção às vítimas? Como o governo pretende atuar para reduzir a reincidência e impedir que novas mulheres sejam vítimas da violência?
Não basta lamentar cada novo caso ou manifestar solidariedade quando uma tragédia ganha repercussão. O que se espera de quem pretende governar o Estado é liderança, planejamento e compromisso público com resultados.
A presença de duas mulheres na chapa majoritária representa um fato político relevante. Mas representatividade só adquire verdadeiro significado quando se transforma em ação concreta. O Acre espera ouvir, de forma clara, tanto Mailza Cameli quanto Jéssica Sales. Não apenas como candidatas, mas como lideranças que desejam governar um Estado onde centenas de mulheres continuam denunciando agressões todos os anos.
A campanha eleitoral oferece a oportunidade para que ambas apresentem propostas, assumam compromissos e demonstrem coerência entre o discurso e a prática. Diante da gravidade do momento, o Acre não espera silêncio. Espera respostas.
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul abriu nesta terça-feira, 14 de julho, o credenciamento para expositores interessados em atuar no 9º Festival da Farinha, que será realizado de 26 a 29 de agosto no Complexo Esportivo do bairro Aeroporto Velho. A seleção oferece mais de 150 vagas para empreendedores, prestadores de serviços, agricultores e representantes de diferentes setores econômicos.
As inscrições seguem até 20 de julho e devem ser feitas pela internet, por meio do edital de credenciamento. Podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos e pessoas jurídicas que cumpram os critérios definidos para o evento.
As vagas abrangem barracas de bebidas, alimentação, vendedores ambulantes, restaurantes, trailers, artesãos, cooperativas, associações, produtores de plantas ornamentais, microempreendedores individuais e empresas de pequeno e médio porte.
Os expositores selecionados terão até 48 horas após o resultado final para pagar a taxa de ocupação e confirmar a participação. Os valores variam de acordo com a atividade exercida e o tamanho do espaço. Quem não cumprir o prazo perderá a vaga, que será repassada ao próximo candidato da lista de classificação.
Vendedores ambulantes e produtores de plantas ornamentais ficarão isentos da cobrança. O edital também define regras para a organização e a segurança do festival, como a proibição da venda de bebidas em garrafas de vidro e a limitação de um participante por núcleo familiar ou grupo econômico.
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Janaína Terças, afirmou que o credenciamento busca organizar a ocupação dos espaços e ampliar as oportunidades para quem pretende comercializar produtos durante o festival. “Estamos preparando mais uma grande edição do Festival da Farinha, fortalecendo o empreendedorismo local e valorizando os nossos produtores, artesãos e comerciantes. Convidamos todos os interessados a realizarem o credenciamento dentro do prazo para que possam fazer parte deste importante evento, que movimenta a economia de Cruzeiro do Sul e promove a nossa cultura”, disse.
O Festival da Farinha é uma das principais ações do calendário cultural e econômico de Cruzeiro do Sul e reúne produtores, comerciantes e empreendedores ligados à cadeia produtiva da mandioca, à gastronomia regional, ao artesanato e ao turismo.
A Prefeitura de Rio Branco anunciou, nesta terça-feira (14), a recuperação de vias no bairro Cadeia Velha, durante visita técnica do programa Prefeitura nas Ruas à Rua São Raimundo. A ação foi acompanhada pelo prefeito Alysson Bestene, pelo vereador Neném Almeida e por equipes técnicas da gestão municipal, com foco na avaliação da pavimentação e na definição dos serviços de manutenção.
A Rua São Raimundo foi apontada como uma das vias que precisam de intervenção no bairro. A Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco ficará responsável pelos serviços da operação tapa-buraco, que também deve chegar a outras ruas da região com problemas na malha viária.
Durante a agenda, Alysson Bestene afirmou que o trabalho conjunto com a Câmara Municipal ajuda a levar ao Executivo demandas apresentadas diretamente pelos moradores. O prefeito disse que os vereadores acompanham a rotina das comunidades e ajudam a transformar reivindicações em ações da administração municipal.
Bestene também afirmou que a presença das equipes nos bairros permite à Prefeitura planejar as intervenções com base nas condições encontradas em cada localidade. “Vamos intervir por meio da Emurb”, disse o prefeito, ao citar a recuperação das vias da Cadeia Velha dentro das ações do Prefeitura nas Ruas.
O vereador Neném Almeida afirmou que a visita atende a uma reivindicação antiga dos moradores. Segundo ele, a Rua São Raimundo está entre os pontos que mais precisam de recuperação no bairro, ao lado de outras vias da região.
O senador Alan Rick (Republicanos) vai anunciar no dia 1º de agosto, durante convenção partidária, o nome escolhido para compor sua chapa como candidato a vice-governador na disputa pelo Governo do Acre em 2026. A definição ocorre em meio às articulações para ampliar o arco de apoio à pré-candidatura, enquanto o deputado estadual Emerson Jarude (Novo) atua para aproximar o senador Márcio Bittar (PL) do palanque republicano.
Alan confirmou que o nome do vice será apresentado apenas na convenção. “Será anunciado na nossa convenção, dia 1º de agosto”, afirmou. A decisão mantém em aberto uma das escolhas mais estratégicas da pré-campanha, em um cenário no qual adversários também negociam alianças e composição de chapas para a sucessão estadual.
Entre os nomes discutidos nos bastidores estão a ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, a empresária Ana Paula Correia e o empresário Rico Leite. Fernanda aparece ligada ao Alto Acre, Ana Paula ao Vale do Juruá e Rico Leite ao setor produtivo. A escolha do vice deve pesar na estratégia regional da campanha e na tentativa de ampliar a presença política da chapa em diferentes áreas do estado.
A movimentação ocorre no mesmo momento em que Jarude tenta construir uma ponte entre Alan Rick e Márcio Bittar. O deputado afirmou que pretende trabalhar para que o senador do PL apoie a candidatura do Republicanos. “Eu até disse ao próprio Márcio Bittar, disse para o Alan lá atrás que eu iria trabalhar para que essa aliança pudesse se concretizar, porque eu tenho uma boa relação com os dois e são os dois candidatos que há muito tempo eu já defini o apoio”, disse.
Jarude avalia que a posição de Bittar dependerá das conversas nacionais entre PL e Republicanos. O deputado citou a relação do senador com a direção do PL e com o ex-presidente Jair Bolsonaro como fator central para a decisão. “O Márcio é um cara que respeita muito a hierarquia, respeita muito as decisões partidárias e respeita muito o próprio Bolsonaro. Eu acredito que essa decisão dele passa por tudo isso”, declarou.
As conversas entre Republicanos e PL envolvem uma negociação nacional para 2026. Nesse desenho, o Republicanos discute apoio a uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e cobra contrapartidas em estados considerados estratégicos, entre eles o Acre. Caso o acordo avance, o PL poderá integrar o palanque de Alan Rick no estado.
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