Prefeitura de Rio Branco instala gabinete e amplia espaço na Expoacre 2026

A Prefeitura de Rio Branco terá uma estrutura ampliada e instalará temporariamente o gabinete do prefeito no Parque de Exposições durante a Expoacre 2026. O espaço reunirá secretarias, serviços e projetos municipais com o objetivo de atender a população, apresentar ações da gestão e ampliar parcerias com setores ligados ao comércio e ao desenvolvimento econômico da capital.

Os preparativos foram acompanhados neste sábado, 25 de julho, pelo prefeito Alysson Bestene, durante uma visita técnica ao parque. A estrutura municipal terá a participação de diferentes áreas da administração, entre elas as secretarias de Agricultura e Turismo.

O público poderá conhecer serviços e projetos executados pelo município ao longo da feira, que reúne atividades comerciais, culturais e de entretenimento. A prefeitura também pretende usar o espaço para reuniões com representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas, da Associação Comercial e de outras entidades.

“A Prefeitura terá um espaço maior para mostrar tudo o que vem realizando em Rio Branco, com várias secretarias presentes. Também será um ambiente para discutir bons projetos, fortalecer parcerias e criar oportunidades para novos negócios”, afirmou Bestene.

Parte da administração municipal funcionará no Parque de Exposições por aproximadamente uma semana. O gabinete instalado no local será usado para despachos, reuniões e atendimentos durante a programação.

O prefeito afirmou que a mudança temporária também pretende aproximar a gestão dos moradores e ampliar a presença do município no Segundo Distrito. Ele ainda citou a parceria entre a prefeitura e o governo estadual na realização de ações conjuntas, como o programa Prefeitura nas Ruas.

Jorge Viana reúne Thor Dantas e Binho Marques e fala em “curar” o Acre

O pré-candidato ao Senado Jorge Viana (PT) recebeu o pré-candidato ao governo do Acre Thor Dantas (PSB), o ex-governador Binho Marques (PT) e o jornalista Toinho Alves para um café da tarde neste sábado (25). O encontro foi divulgado nas redes sociais e usado por Viana para defender uma mudança na condução política e administrativa do estado.

No vídeo, Viana aparece preparando e servindo café aos convidados. Ao entregar a bebida a Thor Dantas, afirmou que “o Acre precisa ter jeito” e associou a formação médica do pré-candidato à necessidade de recuperar o estado dos problemas que atribui à atual realidade acreana.

A reunião também reforçou a aproximação política entre Viana e Thor, apontado durante o encontro como candidato ao governo. O petista citou ainda a presença de Binho Marques e Toinho Alves ao falar sobre a construção de um projeto voltado ao futuro do Acre.

“A gente vai cuidar dele”, declarou Viana ao comentar os planos do grupo. A gravação terminou em clima descontraído, com brincadeiras sobre a qualidade do café, produzido na propriedade do próprio pré-candidato ao Senado.

Antes do brinde, Viana elogiou os convidados e afirmou que a bebida estava sendo preparada para pessoas exigentes. O encontro foi encerrado com a frase “celebrando o futuro do Acre”.

Parque Chico Mendes fecha para revitalização e reabre no aniversário de 30 anos

O Parque Ambiental Chico Mendes, em Rio Branco, ficará fechado ao público entre os dias 25 e 30 de julho para a realização de obras e serviços de revitalização. A reabertura está marcada para 31 de julho, quando o espaço receberá uma programação comemorativa pelos 30 anos de funcionamento.

Durante os seis dias de interrupção das visitas, equipes trabalharão em diferentes áreas do parque. Os serviços serão executados para melhorar a segurança, a organização e o conforto oferecido aos frequentadores.

A suspensão temporária do atendimento também evitará a circulação de visitantes nos locais onde ocorrerão as intervenções. A medida busca reduzir riscos tanto para o público quanto para os profissionais envolvidos nos trabalhos.

A programação de reabertura marcará três décadas de atuação do Parque Ambiental Chico Mendes em atividades de preservação ambiental, educação ecológica, lazer e valorização da biodiversidade amazônica.

As visitas poderão ser retomadas normalmente a partir de 31 de julho, junto com as atividades preparadas para celebrar o aniversário do parque.

Chico Melo diz que atentado contra sua vida não pode ser tratado como roubo

O jornalista Chico Melo afirmou nesta sexta-feira, 24 de julho, no Jornal da Manhã, que o ataque sofrido dentro de sua casa, em Cruzeiro do Sul, não pode ser tratado apenas como um roubo. Ainda sob medicação e afastado da bancada da Rádio Integração FM, ele relatou que passou cerca de 30 minutos sob a mira de armas, foi agredido com socos e coronhadas e ouviu ameaças de morte.

“Foi algo aterrorizante que eu não desejo para ninguém. Por muito pouco eu não perdi a vida”, declarou. Chico contou que, durante a invasão, os quatro homens perguntavam se ele era “o cara da rádio que fala de política” e diziam que ele sabia o motivo do ataque. As frases foram repassadas às autoridades responsáveis pela investigação.

Para o jornalista, as perguntas feitas pelos agressores aumentam a gravidade do caso. “Eu tive minha casa invadida por quatro homens, fui brutalmente agredido sob a mira de armas e, a todo instante, me perguntavam: ‘Você não é o cara da rádio que fala de política?’. Então, isso não foi um simples roubo”, afirmou.

Chico relacionou o ataque ao trabalho realizado no programa, que aborda política, gastos públicos e problemas enfrentados pela população de Cruzeiro do Sul. Ele defendeu que a motivação seja esclarecida e que as ameaças ligadas à atividade jornalística não sejam ignoradas.

Durante a participação, o jornalista também falou sobre o impacto do episódio em sua família e na rotina profissional. Ele afirmou que ainda não sabe quando poderá voltar ao estúdio, mas disse que pretende continuar trabalhando. “Cruzeiro do Sul não tem dono. Cruzeiro do Sul é de todos nós. É uma cidade que tem que ser livre”, declarou.

O senador Márcio Bittar afirmou que o caso se torna mais grave caso seja confirmada relação com as opiniões apresentadas por Chico no rádio. “Se isso tem a ver com a opinião dada por ele no programa, fica muito mais grave”, disse. O prefeito Zequinha Lima também se manifestou e afirmou que divergências não podem ser respondidas com violência. “As pessoas não podem fazer com que a voz das outras se cale através da violência”, declarou.
A investigação deverá esclarecer quem participou do ataque, qual foi a motivação e se outras pessoas tiveram envolvimento. Até a conclusão das diligências, a possível ligação com o trabalho de Chico Melo permanece como suspeita relatada pela vítima.

Prefeitura retira 250 toneladas de lixo do bairro Jorge Lavocat, em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco retirou cerca de 250 toneladas de lixo, entulho e outros resíduos do bairro Jorge Lavocat durante uma semana de serviços. A limpeza faz parte do programa Prefeitura nas Ruas e prepara a comunidade para obras nas redes de água e esgoto, no sistema de drenagem e na pavimentação das vias.

A força-tarefa começou após uma visita do prefeito Alysson Bestene ao bairro, onde moradores apresentaram problemas de infraestrutura e manutenção. A Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade mobilizou equipes para atuar em ruas, calçadas e áreas públicas.

O secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, afirmou que a retirada dos resíduos é a primeira etapa do trabalho previsto para a região. “Em apenas uma semana, retiramos cerca de 250 toneladas de lixo e entulho. Esse trabalho melhora as condições do bairro e prepara as ruas para as próximas intervenções”, disse.

Depois da limpeza, o Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco vai reforçar e reestruturar as redes de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. O órgão também ficará responsável pela recuperação do sistema de drenagem.

Com a conclusão dos serviços nas redes subterrâneas, a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco iniciará a pavimentação das vias incluídas no cronograma.

“Primeiro, retiramos o lixo e os entulhos. Em seguida, o Saerb fará a reestruturação das redes de água, esgoto e drenagem. Depois, a Emurb começará a pavimentação”, afirmou Alysson Bestene.

O programa Prefeitura nas Ruas reúne órgãos municipais em ações de limpeza, manutenção, infraestrutura e recuperação de espaços públicos em bairros da capital acreana.

Sinjac e Fenaj articulam proteção para Chico Melo no Acre

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) adotaram nesta quinta-feira, 23, medidas para ampliar a proteção do jornalista e radialista Chico Melo, de 54 anos, após a invasão violenta à residência dele na madrugada de quarta-feira, 22, em Cruzeiro do Sul. As entidades trabalham para incluir o comunicador em um programa federal de proteção.

O caso foi encaminhado a representante da organização Repórteres Sem Fronteiras, que deverá orientar Chico Melo sobre o ingresso no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

A presidente da Fenaj, Samira de Castro, entrou em contato com o jornalista e repassou as orientações iniciais. O programa federal pode oferecer medidas de segurança conforme o risco enfrentado e as circunstâncias apuradas no caso.

Quatro homens armados invadiram a casa de Chico Melo por volta das 2h30, após arrombarem uma janela. O jornalista foi agredido com socos e uma coronhada na cabeça, recebeu ameaças de morte e precisou de atendimento médico. Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil do Acre para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.

Durante a ação, um dos invasores teria perguntado se Chico Melo era a pessoa que falava de política. O relato levantou a possibilidade de que o ataque tenha relação com a atividade profissional do comunicador, hipótese que ainda depende de confirmação. A apuração policial trabalha inicialmente com a possibilidade de roubo.

A Fenaj também encaminhou o episódio ao Grupo de Trabalho Eleitoral do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. As entidades cobram uma investigação capaz de esclarecer a autoria, a motivação e todas as circunstâncias da invasão.

O presidente do Sinjac, Luiz Cordeiro, afirmou que o sindicato acompanha o caso e atua para garantir a segurança do jornalista. “Esse caso não pode ficar impune”, declarou. Sinjac e Fenaj também pediram a responsabilização dos envolvidos e medidas para evitar novos ataques contra profissionais da imprensa.

Cinco dias antes da invasão, as duas entidades já haviam divulgado uma nota após Chico Melo e o jornalista Rogério Wenceslau relatarem supostas ameaças de prisão. Até o momento, não há confirmação de relação entre as denúncias anteriores e o ataque ocorrido na residência.

Aleac repudia agressões contra jornalista Chico Melo e cobra investigação rigorosa

A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) divulgou uma nota de repúdio às agressões sofridas pelo jornalista Chico Melo, da Rádio Integração, durante um suposto assalto ocorrido na madrugada de quarta-feira (22), em Cruzeiro do Sul. O posicionamento foi assinado pelos 24 deputados estaduais.

Na manifestação, a Casa afirma que o comunicador foi espancado, teve pertences violados e sofreu tortura psicológica durante a ação criminosa. Para os parlamentares, um atentado contra um jornalista representa também um ataque à democracia e à liberdade de imprensa.

A Aleac solicita uma investigação rigorosa, pública e transparente por parte da Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), para identificar e responsabilizar os autores do crime.

A nota também reafirma que a Assembleia não tolera qualquer tipo de violência contra profissionais da imprensa, agentes políticos ou membros da sociedade civil em razão de posicionamentos políticos ou do exercício da atividade jornalística.

Leia a nota completa abaixo.

NOTA DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE

A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), composta por seus 24 membros, vem à público repudiar as agressões praticadas contra o jornalista Chico Melo, da Rádio Integração de Cruzciro do Sul.

Chico Melo foi vítima de um atentado na madrugada desta quarta-feira (22/7), em sua residência no bairro do Telégrafo.

Durante o suposto assalto, ele foi violentamente espancado, teve seus pertences violados e foi submetido à tortura psicológica pelos criminosos.

Um atentado contra um jornalista não se configura apenas uma agressão a um profissional, mas a toda a democracia que essa Casa Legislativa defende com veemência e firmeza ao longo dos seus mais de sessenta anos.

Diante disso, solicitamos uma investigação rigorosa, pública e transparente, por parte da Polícia Civil, com o acompanhamento do Ministério Público do Estado do Acre
(MPAC), apresentado os culpados por essa barbárie.

Reafirmamos ainda que não toleraremos manifestação de violência contra qualquer profissional da imprensa, políticos ou membro da sociedade civil por sua preferência partidária ou política, ou, no caso da imprensa, por simplesmente relatar a verdade dos fatos.

Tortura nunca mais!

Assembleia Legislativa do Estado do Acre – Aleac
Sala das Sessões Deputado Francisco Cartaxo
Rio Branco Acre, 22 de julho de 2026

TCE-AC suspende contratos milionários, e Naluh Gouveia cita compra de “igapó” e suspeitas de desvios

O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) suspendeu pagamentos e aquisições que envolvem mais de R$ 36 milhões em contratos da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) e da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict). Em entrevista a TV Gazeta, nesta terça-feira, 21, a conselheira Naluh Gouveia afirmou que os processos apresentam falta de transparência, ausência de justificativas técnicas e suspeitas de desvio de finalidade em ano eleitoral.

Entre os casos analisados está a tentativa de compra, por R$ 22,6 milhões, de um terreno destinado à instalação do parque de exposições. Após visitar a área, Naluh considerou o espaço inadequado para receber a estrutura planejada. “Nós temos denúncia de tudo que é jeito. Como é que você prioriza dinheiro público para um terreno que é um charco e um sistema que não funciona?”, questiona.

A conselheira também questionou as condições do imóvel e a decisão do governo de escolhê-lo para o empreendimento. “Boa parte desse terreno, eu fui lá, é um charco, é um ‘igapó’, como nós acreanos costumamos falar. Ou esse governo é muito criativo para fazer parque de exposição dentro de um igapó, ou alguma tecnologia vai ser usada que eu não conheça. Eu só sei que aquele terreno é inapropriado para o que queriam.”

A negociação foi cancelada depois da medida cautelar expedida pelo tribunal. Naluh afirmou que a decisão impediu o pagamento de multas elevadas e evitou o uso indevido de um valor que classificou como “imenso e absurdo”.

O TCE-AC também analisa contratos de tecnologia envolvendo as duas secretarias. A Seagri pretendia gastar cerca de R$ 5 milhões na contratação de um sistema próprio, mas deixou o projeto para aderir a uma licitação realizada pela Seict, com valor superior a R$ 9 milhões.

“São duas secretarias: uma fez o processo licitatório e a outra pegou carona. A Seict fez o processo e a Seagri pegou carona, então elas estão intrinsecamente ligadas. Se não fosse a ação da cautelar, teriam sido pagos valores altos […] São valores altíssimos, dinheiro público.”

Além das possíveis irregularidades administrativas, o tribunal apura denúncias de que recursos dos contratos poderiam ser usados para financiar campanhas eleitorais. A conselheira afirmou que a suspeita ainda está em fase de verificação. “Há denúncias gravíssimas com relação à Secretaria de Agricultura de querer acumular dinheiro para campanhas. Isso a gente ainda está verificando, mas é seríssimo. Estamos em um período extremamente delicado.”

Naluh confirmou que as informações deverão ser encaminhadas à Justiça Eleitoral e defendeu que o dinheiro público seja aplicado nas necessidades da população. “A gente não pode envolver dinheiro público em campanha […] O povo tem outras necessidades que não são essa a prioridade.”

Os responsáveis pelos processos deverão apresentar defesa ao TCE-AC. A medida cautelar ainda precisa ser analisada pelo plenário do tribunal, que decidirá se mantém a suspensão dos pagamentos. “O próximo passo é a decisão ser ratificada dentro do Pleno, o que eu tenho certeza de que será. E aí, se não forem para a Justiça, o governo não pode realmente tomar nenhuma iniciativa de pagamento.”

Autoridades cobram investigação e prestam solidariedade a Chico Melo após ataque em Cruzeiro do Sul

Autoridades, lideranças políticas e entidades de classe prestaram solidariedade ao jornalista Chico Melo e cobraram uma investigação rápida sobre a invasão de sua residência e as agressões sofridas durante a madrugada desta quarta-feira, 22 de julho, em Cruzeiro do Sul. As manifestações trataram o episódio como uma ameaça à liberdade de imprensa e defenderam a identificação dos autores e de possíveis mandantes. O caso está sob investigação da Polícia Civil.

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, suspendeu parte da agenda para prestar solidariedade pessoalmente ao jornalista. Ele afirmou conhecer Chico desde a infância e disse confiar no caráter e na seriedade do profissional.

“Eu suspendi minha agenda para vir aqui e dar um abraço no Chico. Conheço o Chico desde a infância e sei do caráter e da seriedade que ele sempre teve em sua vida”, declarou.

Zequinha afirmou que o ataque não deve ser tratado apenas como uma violência individual. Para o prefeito, a agressão alcança todos os profissionais que trabalham com informação no Acre.

“O Chico teve a liberdade de expressão ameaçada. Quando eu falo do Chico, falo de todos os jornalistas acreanos. A partir do momento em que um jornalista sofre violência por noticiar informações, todos estão ameaçados”, disse.

O prefeito cobrou uma resposta das instituições estaduais e afirmou que divergências políticas ou editoriais não podem transformar jornalistas em inimigos. “Quero cobrar do Estado uma resposta para esse episódio e para essa afronta à democracia. As instituições não podem se calar diante de um caso tão grave.”

Zequinha também pediu uma reação da sociedade. “Hoje aconteceu com o Chico, mas amanhã poderá acontecer com outras pessoas. A sociedade e as instituições precisam levantar a voz.”

O ex-governador e ex-senador Jorge Viana defendeu proteção para Chico Melo, sua residência e o exercício da atividade jornalística. Ele afirmou que profissionais da imprensa precisam ter liberdade para investigar e publicar informações sobre corrupção, irregularidades e outros temas de interesse público.

“Jornalista tem que ter total liberdade para denunciar e falar de todos os temas. O Chico Melo é uma pessoa que trabalhou comigo e nunca agiu fora dos princípios que devem orientar um servidor e um colaborador”, afirmou.

Jorge Viana questionou o que aconteceria caso jornalistas fossem impedidos de publicar denúncias. “Se os jornalistas não puderem denunciar corrupção e irregularidades, terão que ficar todos calados? Isso é gravíssimo.”

Ele também defendeu medidas concretas de segurança. “O Chico precisa de proteção para a sua casa, para a sua integridade e para o exercício do seu trabalho. Ele não está apenas se sentindo ameaçado: sofreu uma agressão.”

Para Jorge Viana, pessoas ou instituições que se sintam prejudicadas por uma reportagem devem recorrer ao Poder Judiciário. “Quem se sentir atingido por uma notícia deve procurar a Justiça. Agredir, ameaçar e praticar um atentado exige uma ação firme das autoridades.”

O senador Alan Rick afirmou que o ataque precisa ser apurado e que os responsáveis devem receber punição prevista em lei. Ele classificou como inadmissíveis ameaças, invasões e agressões contra Chico Melo e o jornalista Rogério Wenceslau.

“Isso precisa ser apurado e os culpados devem ser punidos com todo o rigor da lei. É inadmissível agir contra o Chico e o Rogério com ameaças, invasões e agressões”, declarou.

Alan Rick afirmou que divergências fazem parte da democracia, mas não podem resultar em violência. “As divergências e os pontos de vista diferentes fazem parte da democracia, mas partir para a agressão, como esses covardes fizeram, é uma barbárie.”

O senador pediu que Chico continue trabalhando. “Chico, não abaixe a cabeça. Siga em frente. Ninguém pode intimidar jornalistas que estão cumprindo o seu papel e mostrando aquilo que a sociedade espera deles.”

Alan Rick também colocou seu mandato à disposição para colaborar com providências relacionadas ao caso. “Conte com o meu total apoio e solidariedade. No que estiver ao meu alcance, estaremos contribuindo.” Ele ocupa uma das cadeiras do Acre no Senado Federal.

O senador Sérgio Petecão defendeu a participação das forças estaduais de segurança e, caso seja necessário, da Polícia Federal. “Isso é um absurdo e ultrapassa todos os limites. Precisamos envolver as polícias Civil, Militar e, se for necessário, a Polícia Federal.”

Petecão afirmou que a invasão de uma residência e a exposição da família da vítima criam um precedente perigoso. “As divergências políticas, ideológicas e partidárias não podem chegar à invasão da casa de uma pessoa e à colocação de sua família em risco.”

O senador disse que poderá ajudar no encaminhamento das denúncias. “Quero prestar minha solidariedade e me colocar à disposição para ajudar na apresentação das denúncias às autoridades.”

Ele encerrou a manifestação cobrando responsabilização. “Esse caso não pode ficar impune. Não podemos nos calar diante desses fatos.” Sérgio Petecão exerce mandato no Senado pelo Acre até 2027.

O deputado estadual Edvaldo Magalhães afirmou que o ataque atingiu o direito da sociedade acreana à informação. Ele também reconheceu o trabalho realizado pela equipe da Rádio Integração no Vale do Juruá.

“Vocês estão cumprindo o papel extraordinário de levar à população do Acre, especialmente ao Vale do Juruá, informações às quais antes não se tinha acesso”, afirmou.

Edvaldo declarou que a agressão não pode ser analisada somente como um crime contra Chico Melo. “O direito à informação é um dos princípios e pilares da democracia. Na madrugada desta quarta-feira, a democracia foi atingida.”

“O atentado não foi apenas contra a vida do Chico Melo. Foi contra o Estado Democrático de Direito”, acrescentou.

O parlamentar anunciou que pretende levar o caso à Assembleia Legislativa do Acre. “Apresentarei uma denúncia e pedirei que a Assembleia Legislativa vote uma moção de repúdio e solidariedade à equipe da Rádio Integração, cobrando a apuração imediata dos fatos.”

O jornalista Itaan Arruda também prestou solidariedade a Chico Melo, Rogério Wenceslau e aos demais profissionais do Jornal da Manhã. Ele afirmou que o episódio não pode ser normalizado e precisa ser investigado até que a motivação e a autoria sejam esclarecidas.

“Nós não podemos nos calar nem normalizar uma situação como essa. Eu me solidarizo com Chico Melo, com Rogério Wenceslau e com toda a equipe do Jornal da Manhã”, declarou.

Itaan defendeu uma resposta das instituições de segurança e afirmou que o Governo do Estado deveria ter interesse direto no esclarecimento do crime. “É preciso saber quem teria interesse em sufocar e calar a voz de jornalistas que estão trabalhando.”

“O que aconteceu com Chico Melo é gravíssimo. Antes da agressão física, a imprensa já vinha sofrendo uma agressão institucional”, afirmou.

O jornalista também alertou para o risco de novos casos. “Hoje foi a equipe do Jornal da Manhã. Amanhã poderá ser qualquer outro jornalista. As autoridades precisam dar uma resposta forte e verdadeira.”

O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom afirmou que recebeu com tristeza a notícia do ataque e defendeu o diálogo como caminho para resolver divergências.

“Esse não é o Acre com que sonhamos. Queremos um Acre de paz e sem violência, principalmente contra quem tem o dever de informar”, disse.

Bocalom prestou solidariedade em nome de amigos de Rio Branco e pediu que Chico continue exercendo seu trabalho. “Não abaixe a cabeça e não se intimide. Vamos continuar lutando para que o Acre se liberte desse tipo de comportamento.”

O Partido dos Trabalhadores do Acre também publicou uma nota de solidariedade ao jornalista, aos familiares e aos profissionais do Grupo Integração. O documento foi assinado pelo presidente estadual da legenda, André Kamai.

O partido afirmou que todas as possíveis motivações devem ser investigadas, inclusive uma eventual ligação com a atividade jornalística. O PT cobrou uma apuração “rápida, rigorosa e independente”, além da adoção de medidas de segurança para Chico Melo, seus familiares e os demais integrantes da emissora.

“Nenhuma divergência política ou editorial pode justificar ameaças, agressões ou perseguições. A imprensa deve exercer seu trabalho com liberdade e segurança”, afirmou o diretório estadual. André Kamai ocupa a presidência do PT no Acre.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre e a Federação Nacional dos Jornalistas também repudiaram o ataque. As entidades cobraram da Polícia Civil uma investigação célere, transparente e independente para esclarecer a autoria, a motivação e todas as circunstâncias do crime.

A Fenaj informou que levará o caso ao Grupo de Trabalho Eleitoral do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Informar não é crime. Questionar não é crime. Fazer jornalismo não é crime”, afirmaram o presidente do Sinjac, Luiz Cordeiro de Souza, e a presidenta da Fenaj, Samira de Castro.

As manifestações convergem na cobrança por uma investigação sem interferências, na proteção de Chico Melo e na defesa do direito dos jornalistas de trabalhar sem ameaças. Até o esclarecimento da autoria e da motivação, as declarações políticas sobre uma possível relação entre o ataque e a atividade profissional permanecem como hipóteses que dependem da apuração policial.

Equipe inicia estudos da ponte sobre o Rio Juruá em Rodrigues Alves

Uma equipe do consórcio Engeplus–Projecta iniciou na segunda-feira, 20 de julho, em Rodrigues Alves, os levantamentos de campo para definir o projeto da ponte sobre o Rio Juruá e do contorno rodoviário do município. Contratado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes por R$ 1.997.005,87, o trabalho reúne estudos preliminares e os projetos básico e executivo de uma travessia reivindicada há anos no Vale do Juruá. A chegada dos técnicos abre uma nova fase administrativa, mas ainda não representa o início da construção: o governo federal terá de aprovar os projetos e fazer outra licitação para executar a obra.

Enquanto os profissionais começam a medir o terreno, examinar o solo e estudar os possíveis acessos, a rotina dos moradores continua presa ao movimento do rio. A ligação direta entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul depende da balsa mantida pelo governo do Acre. Quando o Juruá sobe ou desce rapidamente, a lama se acumula nas rampas, máquinas precisam refazer o aterro e a embarcação aguarda condições para encostar. Para quem atravessa em busca de atendimento médico, trabalho, estudo ou transporte de mercadorias, a condição do rio ainda interfere no tempo da viagem.

O prefeito Salatiel Magalhães recebeu a equipe na tarde de segunda-feira e ofereceu apoio logístico da prefeitura aos trabalhos de campo. “Receber a equipe da Engeplus Engenharia em Rodrigues Alves representa mais um passo importante rumo à realização de um sonho histórico da nossa população”, afirmou. O município deverá ajudar com deslocamento, acesso às áreas estudadas e contato com estruturas locais necessárias aos levantamentos.

Nesta etapa, o consórcio fará levantamentos topográficos, estudos geológicos, análises ambientais e avaliações de engenharia. Esse conjunto de informações servirá para escolher a localização da ponte, traçar o contorno rodoviário, calcular as fundações, definir os acessos e estabelecer as dimensões da estrutura. Sem essa base, não é possível formar um orçamento confiável nem preparar a futura contratação da obra.

O contrato nº 168/2026 foi assinado pelo DNIT em 5 de maio e permanece vigente até 16 de julho de 2027. A Engeplus Engenharia e Consultoria lidera o consórcio, formado também pela Projecta – Projetos e Consultoria. As empresas venceram a Concorrência Eletrônica nº 90304/2025, aberta especificamente para os estudos e projetos da ponte e do contorno de Rodrigues Alves, na BR-364.

A separação da ponte em uma contratação própria encerra, pelo menos nesta fase, um problema criado anos antes, quando o empreendimento foi colocado dentro do projeto de ligação rodoviária entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru. O Edital nº 130/2021 do DNIT reuniu os projetos básico e executivo da estrada internacional e incluiu a travessia sobre o Rio Juruá.

A estrada provocou reação de organizações indígenas, indigenistas, ambientalistas e extrativistas, que recorreram à Justiça contra o processo. A ação questionou a falta de estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental e a ausência de consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas afetados pela rota até o Peru.

A Justiça Federal declarou a nulidade do edital em junho de 2023. A decisão atingiu todo o processo, inclusive o trecho da ponte, embora o Ministério Público Federal e as organizações autoras tenham defendido que a travessia fosse separada da estrada internacional. O MPF sustentou que a ponte atende uma necessidade local, não alcança diretamente as comunidades indígenas envolvidas no conflito da rodovia e poderia facilitar o acesso da população a serviços essenciais.

O aproveitamento da antiga licitação não foi autorizado. A saída permitida foi abrir um novo processo, restrito à ponte e aos acessos de Rodrigues Alves. A Concorrência nº 90304/2025 e o contrato assinado em maio de 2026 nasceram desse caminho. A travessia deixou de carregar, no mesmo pacote administrativo, as disputas ambientais e territoriais da estrada até Pucallpa.

Em junho, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, Salatiel Magalhães criticou a decisão de manter a ponte vinculada ao projeto da estrada entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru. Com a ligação internacional cercada por questionamentos judiciais, ambientais e indígenas, a travessia de Rodrigues Alves também ficou presa ao mesmo processo.

“Já tinha um projeto de uma ponte feito. Então por que não pegaram esse projeto e botaram ele para execução separadamente?”, questionou o prefeito.

Para Salatiel, a ponte não pode ser tratada apenas como parte de uma futura rota internacional. A estrutura atenderá primeiro uma necessidade cotidiana dos moradores de Rodrigues Alves e dos demais municípios do Vale do Juruá, onde a travessia ainda depende de balsa. A cobrança feita pelo prefeito ajuda a explicar a mudança adotada depois pelo DNIT: retirar a ponte do conjunto da estrada até o Peru e abrir uma contratação específica para os estudos e projetos da travessia.

A ponte entrou na carteira do Novo PAC em 2023, ainda na área de planejamento. A inclusão no programa federal manteve o empreendimento no orçamento e na estrutura administrativa do DNIT, mas não eliminou a necessidade de projeto, licenciamento, recursos para a construção e licitação da empresa executora.

Em fevereiro de 2026, o governo do Acre divulgou uma previsão atribuída ao DNIT de início da construção ainda naquele ano e conclusão em 2028. O calendário conhecido agora não permite tratar esse prazo como confirmado. O contrato assinado em maio cuida apenas dos estudos e projetos e pode seguir até julho de 2027. Mesmo que os trabalhos sejam entregues antes do encerramento da vigência, a construção continuará condicionada à aprovação técnica e a uma nova concorrência pública.

A urgência da ponte aparece de forma mais clara longe das cerimônias oficiais. Em 2022, o MPF levou ao processo o caso de um idoso que precisou atravessar o Rio Juruá em uma maca enquanto a embarcação capaz de transportar ambulâncias estava em manutenção.

A presença dos técnicos da Engeplus–Projecta em Rodrigues Alves é o passo mais concreto dado desde a anulação do antigo edital. Ainda assim, a ponte permanece no papel. A mudança decisiva virá quando o DNIT receber e aprovar os projetos, definir o custo real da estrutura, garantir o dinheiro da construção e publicar a licitação da obra. Até lá, o morador continuará olhando o nível do Juruá antes de saber quanto tempo levará para chegar ao outro lado.