Levantamento do site ÉPop aponta custo de R$ 45,3 milhões da ponte Padre Paolino

Levantamento realizado pelo site ÉPop mostra que a ponte Frei Paolino Baldassari, sobre o Rio Iaco, em Sena Madureira, consumiu R$ 45.318.158,64 em pagamentos públicos antes de desabar. O valor chama atenção porque o contrato original da obra foi firmado em R$ 36 milhões, o que abre uma diferença de R$ 9,3 milhões e coloca a execução financeira no centro da crise.

O dado muda o eixo da discussão sobre o caso. Mais do que o colapso da estrutura, a cifra impõe uma pergunta direta sobre como a obra chegou a esse patamar de gasto antes da queda. O total rastreado corresponde a 25,88% acima do valor inicial do contrato, num cenário em que a cobrança por transparência passa a recair não só sobre a qualidade da construção, mas também sobre os pagamentos feitos ao longo da execução.

A ponte foi lançada em março de 2022 como a segunda ligação sobre o Rio Iaco, com 232 metros de extensão e 352 metros de rampas de acesso. O levantamento reúne pagamentos distribuídos entre 2022, 2023, 2024 e 2025, com maior concentração no segundo ano da obra. O contrato também passou por apostilamentos e termos aditivos, o que amplia a necessidade de detalhamento sobre cada alteração formal e seu impacto no custo final.

Outro ponto que pressiona por explicações está na composição desses desembolsos. Parte dos valores aparece registrada como reajuste, e outra parte como despesa de exercícios anteriores. Sozinhas, essas classificações não esclarecem quais etapas foram medidas, quais serviços efetivamente foram executados, quais critérios embasaram as correções e quem autorizou a liberação dos pagamentos.

O governo informou que a obra foi contratada em regime integrado, com responsabilidade da empresa pelo projeto básico, projeto executivo e execução. Também sustenta que o recebimento definitivo ocorreu em janeiro de 2024 e que a estrutura ainda estava dentro do prazo legal de garantia. A posição delimita a discussão sobre responsabilidade técnica, mas não encerra a cobrança sobre a evolução do custo da obra nem sobre os documentos que sustentaram os repasses.

Com a abertura de investigações por órgãos de controle e pela polícia, a queda da ponte deixa de ser apenas um problema de engenharia e passa a ser também um caso de interesse público sobre gestão de recursos. Depois de R$ 45,3 milhões pagos, a principal explicação que falta agora é por que uma obra que custou tanto não resistiu.

Confira o levantamento completo >> https://epope.com.br/ponte-do-rio-iaco-custou-r-453-milhoes-antes-de-cair-em-sena-madureira/

Foto: Gleison Júnior/Orna Audiovisual

Líderes rurais cobram ramais e saúde na Transacreana, e Alysson promete ampliar presença da prefeitura

Melhorias em ramais, acesso à saúde, apoio à produção e mais presença do poder público nas comunidades mais distantes marcaram a reunião entre o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, e lideranças rurais da Transacreana neste sábado. Ao ouvir as reivindicações, o gestor afirmou que a prefeitura pretende ampliar a atuação na região e acompanhar de perto as necessidades apresentadas pelos moradores.

O encontro reuniu líderes comunitários, presidentes de ramais e produtores rurais, que relataram dificuldades antigas enfrentadas por famílias da zona rural. Entre os principais pontos levados ao prefeito estavam as condições de acesso, a necessidade de suporte à produção rural e a oferta de serviços básicos em áreas mais afastadas de Rio Branco.

Durante a agenda, Alysson afirmou que a escuta direta das comunidades é necessária para identificar os problemas mais urgentes e dar encaminhamento às demandas. O prefeito também destacou o peso da Transacreana para a economia do município e disse que a presença da administração precisa ir além de visitas pontuais, com ações voltadas ao desenvolvimento da zona rural.

As lideranças aproveitaram a reunião para reforçar cobranças sobre localidades que, segundo elas, seguem com atendimento insuficiente do poder público. Entre os relatos, apareceram dificuldades em trechos de ramais e queixas sobre o acesso a serviços de saúde, especialmente em pontos mais distantes.

Para os representantes das comunidades, a visita abre espaço para uma relação mais direta com a prefeitura e ajuda a transformar reclamações antigas em pautas concretas de trabalho. A avaliação é que a presença do prefeito no local aproxima a gestão da realidade de quem vive e produz na Transacreana.

Depois da reunião, Alysson participou de um café da manhã com moradores e acompanhou a 15ª Cavalgada da Transacreana, evento tradicional da região que reuniu produtores, famílias e representantes comunitários.

Governo não está isento de fiscalizar: um relato da verdade sobre a ponte que desabou

Por Daniel Sant’Ana*

Há uma questão na Nota Oficial do Estado sobre o desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, ocorrido na noite desta sexta-feira (05/06), em Sena Madureira-AC, que não pode passar em branco.

De fato, no regime de contratação integrada, a responsabilidade da empresa contratada recai tanto sobre a execução da obra quanto sobre a elaboração dos projetos. Ainda assim, o Estado mantém sua responsabilidade de fiscalização sobre a qualidade, tanto do projeto quanto de sua execução, bem como também pelo recebimento da obra.

Também é certo que há circunstâncias excludentes de responsabilidade do Estado: (1) culpa exclusiva da vítima; (2) fato de terceiro; (3) caso fortuito ou força maior. Esses últimos se constituem de ações humanas cuja consequência não poderia ser evitada pelo Estado e de eventos imprevisíveis ou inevitáveis decorrentes de forças da natureza (ex: enchentes, terremotos, raios).

No presente caso, o Estado pode alegar exatamente isso: que o desabamento ocorreu em decorrência do movimento de terras resultante das sucessivas enchentes e secas do rio e, portanto, em razão de força maior; e que os ferimentos causados às pessoas decorreu de culpa exclusiva das vítimas, já que elas estavam em local de acesso proibido, pois já havia sido feita a interdição, o que excluiria a responsabilidade estatal.

Ocorre que as questões acima se referem à responsabilidade civil do Estado, para efeito de indenização por danos causados a terceiros em razão de ações ou omissões estatais. Só que aqui estamos falando também de responsabilidade política, por ações, omissões e escolhas equivocadas dos gestores da ocasião.

E, mesmo que o debate fosse apenas jurídico, a realidade não é bem essa das hipóteses acima descritas: o desabamento não teria ocorrido, em tese, como consequência direta e imediata de uma enchente (força maior), mas sim de suas consequências posteriores não imediatas, que demandam tempo para se concretizar. Ou seja: a enchente e o que acontece no momento de sua ocorrência pode até ser imprevisível, mas, suas consequências posteriores não imediatas, após reiteradas ocorrências, não são. Do contrário, todas as pontes da região do Iaco-Purus (e são muitas) já teriam desabado, pois todas sofrem com a ação da erosão decorrente dos movimentos de terra que resultam do fenômeno das cheias e secas dos rios ao longo dos anos.

O que ocorreu, no presente caso, foi a chamada culpa in vigilando. Trata-se da responsabilidade de uma pessoa ou entidade por danos causados por terceiros, decorrente de falha no dever de vigilância ou fiscalização. Não questiono os motivos do colapso estrutural da ponte, até porque ainda não está provado que ele tenha ocorrido, de fato, em razão dos movimentos de terra decorrentes das cheias e secas do rio, o que vai demandar perícia técnica. Mas, uma vez comprovada tal hipótese inicialmente alegada, monitorar os efeitos destes movimentos, assim como prevê-los quando da elaboração do projeto, execução da obra e após a sua entrega faz parte do “dever de vigiar” do Estado.

Fato é que a nota do Governo tenta “normalizar” algo evidente: uma obra mal projetada e mal executada, implantada em local impróprio, sobre a qual o Estado falhou no seu dever de fiscalização. Tentar transferir a responsabilidade integralmente à empresa apenas em razão do regime de contratação integrada é, no mínimo, uma desfaçatez. Ao assim agir, Governo e Estado deixam transparecer que buscam, de forma açodada, um duplo “salvo conduto”, tanto para o debate político, em razão das eleições vindouras, quanto para o debate jurídico, em função das possíveis ações indenizatórias que serão ajuizadas pelas vítimas em um futuro próximo.

*Doutor (UnB) em Direito e Mestre (UFSC) em Relações Internacionais. Professor do Curso de Direito da UFAC com atuação em Direito Administrativo, Direito Internacional e Sociologia do Direito. Ex-diretor-presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, ex-secretário Estadual de Educação e ex-deputado estadual pelo PT do Acre.

Foto: Gleison Junior / Orna Audiovisual

MP do Acre abre investigação sobre desabamento da Ponte Frei Paolino, obra de R$ 36 milhões em Sena Madureira

O Ministério Público do Acre abriu investigação para apurar as causas do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, e verificar possíveis responsabilidades pela queda da estrutura, inaugurada em dezembro de 2023 com investimento de R$ 36 milhões durante o governo Gladson Cameli. O colapso ocorreu na noite de sexta-feira, 5 de junho, e deixou quatro feridos.

A apuração está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça Cível e Criminal de Sena Madureira. Entre as primeiras medidas, foram determinadas perícia técnica, vistorias especializadas e a coleta de documentos e informações de órgãos públicos e empresas ligadas à obra. O trabalho também envolve as áreas criminal e de defesa do patrimônio público.

Entregue pelo governo do Acre em 19 de dezembro de 2023, a ponte passou a ligar o Primeiro e o Segundo Distrito de Sena Madureira, com 232 metros de extensão. A estrutura foi apresentada como uma obra estratégica para atender moradores da região e reduzir o isolamento da área durante o inverno amazônico.

Após o desabamento, o governo estadual informou que a ponte estava interditada preventivamente desde o dia anterior e que equipes técnicas acompanhavam a situação. Com a queda da estrutura, foi montada uma força-tarefa com bombeiros, Samu, Defesa Civil e equipes de saúde para atender as vítimas e investigar o que provocou o colapso.

O caso agora entra na esfera formal de investigação, com foco na execução da obra, nas condições estruturais da ponte e em possíveis falhas que possam ter contribuído para o desabamento. A apuração deve apontar se houve responsabilidade administrativa, civil ou criminal.

Foto: Figueroa Xavier https://www.instagram.com/figueroaxavier?igsh=MWtqdDM0MzI1N3RnMA==

Jorge Viana defende união política no Acre durante entrega de máquinas do Programa Inova

Jorge Viana defendeu nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, em Rio Branco, a união entre governo federal, bancada acreana e prefeituras durante a cerimônia de entrega de máquinas, veículos e equipamentos do Programa Inova. Ao falar no evento, que reuniu o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, além de autoridades estaduais e municipais, o ex-governador disse que o Acre depende de articulação política para ampliar investimentos e acelerar obras e ações no estado.

No discurso, Jorge Viana transformou a solenidade em um recado político e administrativo. Disse que “a causa tem que ser o Acre” e afirmou que divergências partidárias não podem se sobrepor aos interesses do estado. Também citou a necessidade de cooperação entre diferentes esferas de poder para garantir resultados em áreas como infraestrutura, produção rural, saúde e educação.

Ao comentar o lançamento do programa, Viana apresentou a entrega como exemplo de convergência institucional. Ele lembrou que já trabalhou com governos de partidos diferentes e afirmou que as principais obras e projetos executados no Acre dependeram de apoio federal. Em outro trecho, recorreu a um provérbio para reforçar a defesa da aliança entre lideranças políticas, ao dizer que quem quer avançar mais longe não consegue caminhar sozinho.

A agenda marcou o início da distribuição de centenas de equipamentos no estado dentro de um programa que prevê mais de 2 mil máquinas, veículos e equipamentos para os municípios acreanos, com investimentos acima de R$ 223 milhões. O pacote é voltado ao fortalecimento da produção rural, recuperação de ramais, mecanização agrícola e melhoria da infraestrutura local.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Acre recebe 1,6 mil máquinas em pacote de R$ 206 milhões do programa Inova

O governo federal lançou nesta sexta-feira (5), em Rio Branco, o programa Inova no Acre e anunciou a entrega de mais de 1,6 mil máquinas, equipamentos e veículos para os 22 municípios do estado, em um pacote de R$ 206 milhões. A medida mira o reforço da infraestrutura, a recuperação de ramais, o apoio à produção rural e a ampliação de serviços públicos em áreas urbanas e isoladas.

A agenda foi conduzida pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, com participação da governadora Mailza Assis. O conjunto inclui retroescavadeiras, motoniveladoras, tratores agrícolas e outros equipamentos voltados ao escoamento da produção, à manutenção de vias, à mobilidade e ao atendimento de demandas emergenciais.

A proposta do programa é ampliar a capacidade operacional de prefeituras e órgãos públicos, sobretudo em regiões com maior dificuldade de acesso e menor estrutura. No Acre, a expectativa é que a nova frota seja usada em frentes como recuperação de estradas vicinais, apoio à agricultura familiar, transporte de insumos e atendimento a comunidades afetadas por cheias e períodos de estiagem.

Os recursos destinados ao estado foram viabilizados por emenda da bancada federal acreana. Pelo modelo adotado, os parlamentares indicaram os equipamentos e os beneficiários, enquanto a aquisição ficou sob responsabilidade do ministério. A iniciativa foi apresentada como a maior entrega de máquinas já feita no estado dentro desse formato.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Bocalom defende produção, critica assistencialismo e cobra ação conjunta em infraestrutura e segurança no Acre

O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom afirmou, em entrevista ao podcast Bar do Vaz, que o Acre precisa trocar um modelo econômico baseado em dependência social por uma estratégia centrada na produção, na geração de emprego e na circulação de renda. Na conversa, ele também comentou problemas de infraestrutura urbana, segurança pública e a atuação política depois de deixar a prefeitura.

Ao tratar da economia do estado, Bocalom disse que o fortalecimento do setor produtivo é a principal saída para ampliar a renda e reduzir a dependência de programas sociais. Ele voltou a defender a proposta que resume como “produzir para empregar” e afirmou que o objetivo é criar condições para manter o trabalhador no campo com renda e atividade econômica.

No debate sobre o modelo de desenvolvimento do Acre, o ex-prefeito criticou políticas adotadas em gestões anteriores e disse que elas não conseguiram ampliar a autonomia financeira da população. Segundo ele, a prioridade deve ser criar ambiente para trabalho, produção e geração de riqueza local, em vez de manter a economia girando de forma limitada.

Bocalom também falou sobre os entraves da administração de Rio Branco e atribuiu parte das dificuldades da capital ao crescimento desordenado, com expansão de áreas ocupadas sem planejamento urbano. Ao responder a críticas sobre ruas e manutenção da cidade no fim da gestão, ele mencionou falhas estruturais em obras antigas de pavimentação e disse que a prefeitura investiu em maquinário próprio para tentar melhorar a capacidade de resposta.

Na área rural, afirmou que a manutenção de ramais e a solução de problemas de infraestrutura exigem cooperação entre governo do estado e prefeituras. Para ele, parte dos desafios do Acre não pode ser enfrentada de forma isolada por um único ente público.

Ao abordar segurança pública, Bocalom citou como exemplo o convênio entre a Prefeitura de Rio Branco e a Polícia Federal para uso de monitoramento por câmeras com identificação facial. Ele também comentou ações de assistência social e negou práticas de clientelismo político em períodos eleitorais, dizendo que sua atuação sempre foi baseada em compromisso de gestão.

No fim da entrevista, o ex-prefeito disse que pretende continuar participando do debate público no Acre e definiu sua trajetória política como uma missão de serviço. A fala reforça a tentativa de manter protagonismo no cenário estadual com discurso voltado para produção, gestão e segurança.

Fonte: AC24h

Petecão declara apoio a Alan Rick no Bujari e reforça aliança na disputa pelo governo do Acre

O senador Sérgio Petecão declarou na noite de quarta-feira, 3, apoio à pré-candidatura do senador Alan Rick ao governo do Acre, durante um ato partidário no Bujari que reuniu lideranças do Republicanos e marcou a filiação do ex-prefeito Michel Marques à sigla. No discurso, Petecão disse que Alan não vencerá a eleição sozinho, defendeu a união de forças em torno do nome do aliado e afirmou que o grupo precisa construir um governo voltado à população mais pobre.

A fala deu um peso político novo à movimentação da pré-campanha no estado porque Petecão vinha adotando cautela pública sobre a aliança. Até o início da semana, o senador do PSD dizia que conversava com Alan Rick, mas evitava anunciar uma decisão definitiva e condicionava qualquer passo a diálogo com prefeitos e aliados do partido. No palanque de quarta-feira, o tom mudou. Petecão afirmou que o nome de Alan aparece com força tanto em Rio Branco quanto no interior e resumiu o momento com uma frase que arrancou reação do público: “É Alan por todo lado”.

No mesmo discurso, Petecão também vinculou o apoio a uma cobrança social. Disse que o estado vive um momento difícil e afirmou ter pedido a Alan Rick um governo para “as pessoas mais pobres” e “mais necessitadas”. A declaração aproxima de forma mais clara PSD e Republicanos em um cenário eleitoral que segue em rearranjo no Acre e amplia o campo político de Alan Rick na corrida pelo Palácio Rio Branco.

O movimento ocorre no mesmo dia em que uma pesquisa do instituto Paraná Pesquisas colocou Alan Rick na liderança da disputa pelo governo do Acre, com 41,2% das intenções de voto no principal cenário estimulado. Na sequência aparecem Mailza Assis, com 24,4%, e Tião Bocalom, com 16,1%. O resultado ajudou a dar ainda mais repercussão ao gesto de Petecão, que passa a ser tratado nos bastidores como um reforço relevante para a candidatura do senador do Republicanos.

Na manhã desta quinta-feira, 4, Alan Rick reagiu ao apoio dizendo que recebeu a adesão de Petecão com alegria e classificou o senador como uma liderança popular e presente nos municípios acreanos. Com isso, a declaração feita no Bujari deixa de ser apenas um afago entre aliados e se transforma em um fato político com impacto direto na formação das chapas e das alianças para 2026 no Acre.

Acre terá entrega recorde de máquinas e veículos em ato do governo Lula

O governo federal fará nesta sexta-feira, 5 de junho, em Rio Branco, uma entrega recorde de máquinas, veículos e equipamentos para o Acre, em cerimônia marcada para as 10h na Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária. A ação reúne recursos articulados pela bancada federal e será acompanhada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. O pacote foi montado para reforçar a produção rural, ampliar a capacidade de atendimento das prefeituras e melhorar serviços públicos nos 22 municípios do estado.

O programa prevê a compra de 2.051 itens, entre máquinas pesadas, veículos e implementos, com investimento superior a R$ 223 milhões. No aviso oficial da agenda, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que o ato desta sexta anunciará a entrega de 1,6 mil máquinas, com R$ 206 milhões em investimentos, e que cerca de 320 unidades já estavam disponíveis para o estado antes da solenidade. Entre os equipamentos previstos para as primeiras remessas estão motoniveladoras, retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas, tratores de esteira, carretas basculantes e microtratores.

A distribuição foi desenhada para atender prefeituras, associações e cooperativas, com foco em obras de infraestrutura local, recuperação de ramais, mecanização da produção agrícola e apoio ao escoamento. Nas etapas seguintes, o cronograma também inclui ônibus, picapes, caminhões, quadriciclos, motocicletas e grades agrícolas.

A programação prevê ainda a presença do secretário nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial, Edgar Batista de Azevedo Caetano, além de parlamentares, prefeitos e gestores públicos. A chegada do ministro a Rio Branco está prevista para a manhã de sexta, com atendimento à imprensa no local do evento.

A entrega ocorre num momento em que a mecanização e a estrutura de transporte voltaram ao centro da agenda de desenvolvimento do estado, sobretudo nas áreas rurais. Com a ampliação da frota e do maquinário, a expectativa do governo e das prefeituras é reduzir gargalos logísticos, melhorar a manutenção de estradas vicinais e dar suporte mais rápido a comunidades que dependem da produção agrícola e da atuação direta dos municípios.

Perpétua Almeida anuncia avanço de indústria do café em Cruzeiro do Sul

A ex-deputada federal Perpétua Almeida afirmou nesta quinta-feira (4), durante participação no Jornal da Manhã, da Rádio Integração 99,9 FM, que a obra civil da indústria de beneficiamento do café em Cruzeiro do Sul foi concluída e que o projeto entrou na fase final, com expectativa pela chegada dos equipamentos. “A nossa indústria de beneficiamento do café em Cruzeiro do Sul, a obra civil toda concluída em tempo recorde, viu. Estamos aguardando apenas a chegada dos equipamentos que já estão pagos”, disse.

A declaração reforça a expansão da cadeia do café no Vale do Juruá, onde o beneficiamento passou a ser tratado como etapa estratégica para agregar valor à produção da agricultura familiar. A nova estrutura em Cruzeiro do Sul amplia um movimento que já vinha sendo consolidado em Mâncio Lima, município que recebeu o primeiro grande complexo industrial voltado ao café na região.

Perpétua associou a obra à chegada de investimentos federais em cidades fora dos grandes centros e ao fortalecimento das cooperativas rurais. “Uma agência que sempre esteve voltada para os grandes estados, os estados ricos do Brasil, e para as grandes indústrias, agora pela primeira vez se voltou pra municípios longe dos grandes centros do Brasil, se voltou pra agricultura familiar”, afirmou.

Segundo ela, o avanço da cafeicultura no Juruá também passa pela organização dos produtores. Ao citar a Coopercafé, Perpétua destacou o papel da cooperativa na estruturação da atividade e no aumento da capacidade de processamento regional. “Eu tô muito orgulhosa desse trabalho da Coopercafé. O nosso presidente Jonas é um guerreiro, que trabalha muito e tem ajudado em tempo recorde também a desenvolver a cultura do café”, declarou.

A unidade de Cruzeiro do Sul integra a ampliação do complexo do café do Juruá e foi anunciada com investimento de R$ 5 milhões da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. A proposta é ampliar a capacidade de secagem e beneficiamento, reduzir custos logísticos e permitir que uma parte maior da produção seja processada mais perto das áreas de cultivo.

O projeto se conecta diretamente à estrutura implantada em Mâncio Lima, que passou a ser apresentada como referência da industrialização do café da agricultura familiar no Norte do país. Com a nova frente em Cruzeiro do Sul, a expectativa é consolidar um corredor produtivo entre os dois municípios, fortalecendo a economia rural e ampliando a renda dos produtores da região.

Nos últimos anos, o café ganhou peso na economia do campo no Acre, com aumento do valor da produção e expansão das áreas cultivadas, especialmente no Juruá. Nesse cenário, a instalação de unidades de beneficiamento passou a ser vista como parte central da estratégia para transformar a produção local em atividade de maior valor agregado.

No fim, Perpétua resumiu o significado da obra para a região. “Agora sim nós podemos dizer que a produção do café da agricultura familiar terá também beneficiamento em Cruzeiro do Sul, está industrializado, se Deus quiser”, disse. Com a obra civil concluída, a chegada dos equipamentos passou a ser o passo que falta para colocar a nova estrutura em operação.

Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom