Patrimônio de Ninawa Huni Kui expõe preconceito contra indígenas nas redes

Ninawa Huni Kui declarou R$ 1,59 milhão em patrimônio à Justiça Eleitoral ao entrar na disputa por uma vaga de deputado federal no Acre. O dado é público, relevante e deve ser tratado como o patrimônio de qualquer candidato: pode ser informado, comparado e investigado. O que veio depois, porém, mostrou que para parte do público a questão não era apenas quanto ele possui. Era quem possui.

“Índio rico em”, escreveu um leitor. Outro insinuou que ONGs dentro de aldeias seriam “excelentes fontes de trabalhos”. Houve ainda quem questionasse como alguém com quase R$ 2 milhões poderia defender os povos originários.

A declaração patrimonial inclui terra, casa e veículos. Não há, por si só, nada de extraordinário nisso. O estranhamento nasce quando a palavra “cacique” entra na mesma frase que R$ 1,59 milhão e aciona uma velha expectativa: a de que um indígena autêntico deveria necessariamente ser pobre.

É aí que a discussão deixa de ser apenas eleitoral.

Ninawa pode ser cobrado por suas posições políticas, por sua atuação pública e pela origem de seu patrimônio, caso exista algum fato concreto que justifique apuração. O que não pode funcionar como indício de irregularidade é sua identidade indígena.

Um empresário rico pode defender empresários. Um pecuarista pode possuir milhões em terras e representar produtores rurais. Um parlamentar milionário pode dizer que representa trabalhadores pobres. Mas, diante de um cacique com casa, terra e caminhonete, ainda aparece a pergunta carregada de suspeita: como um indígena conseguiu isso?

Essa pergunta carrega séculos de uma imagem construída de fora para dentro. O indígena é aceito no imaginário nacional como vítima, pobre, isolado ou dependente. Quando ocupa espaços de poder, estuda, administra, empreende, disputa eleições ou acumula patrimônio, parte desse mesmo olhar passa da compaixão à desconfiança.

Também houve reação contrária. Entre os comentários apareceram manifestações de respeito e a frase simples: “indígenas no topo”. O contraste importa porque mostra que a disputa não está apenas em torno de Ninawa, mas da própria ideia de qual lugar um indígena pode ocupar na sociedade brasileira.

Patrimônio de candidato é assunto público. Deve ser fiscalizado. Se houver incompatibilidade, investigue-se. Se houver irregularidade, publique-se.

Mas cocar não é comprovante de pobreza.

Ser indígena não exige certificado de miséria.

Talvez a pergunta mais reveladora dessa história não seja como Ninawa Huni Kui chegou a R$ 1,59 milhão em bens. É por que a possibilidade de um indígena possuir patrimônio ainda incomoda tanta gente.

Jorge Viana visita moradores do Cidade Nova e prepara café durante agenda em Rio Branco

O pré-candidato ao Senado Jorge Viana visitou moradores e lideranças comunitárias de Rio Branco nesta sexta-feira (7), em uma agenda que passou pela região da antiga Rodoviária e pelo bairro Cidade Nova. Durante um dos encontros, ele preparou café para uma família que vive há mais de 50 anos na comunidade e agradeceu as manifestações de apoio recebidas nas visitas.

O roteiro começou nas proximidades da antiga Rodoviária, onde Viana conversou com taxistas e trabalhadoras de pensões da região. Depois, seguiu para a Rua Palmeiral, no Cidade Nova, onde foi recebido por dona Luiza, seu Cari e familiares.

O casal mora no bairro há mais de cinco décadas e acompanhou as transformações da região desde uma época em que as ruas ainda não tinham a estrutura atual. Filhos, netos e bisnetos também participaram do encontro, ao lado de representantes comunitários do Cidade Nova e de outros bairros de Rio Branco.

Entre os presentes estavam o presidente do bairro Cidade Nova, Fernando Falcão, o vice-presidente da comunidade, Melo, a presidente do bairro Quinze, Susie Ramos, e a liderança comunitária Graça Lopes. Durante a conversa, os moradores lembraram a trajetória política de Jorge Viana e falaram sobre obras e mudanças ocorridas no bairro ao longo dos anos.

Dona Luiza declarou apoio à pré-candidatura de Viana ao Senado e afirmou que a família pretende acompanhá-lo novamente na disputa eleitoral. Fernando Falcão também falou sobre a relação do ex-governador com a comunidade e defendeu a continuidade de ações voltadas ao desenvolvimento do Acre.

Durante a visita, Viana preparou café para os moradores e convidados. Ele afirmou que o gesto foi uma forma de agradecer pela recepção e disse que o contato com moradores durante as agendas tem reforçado sua disposição para seguir percorrendo o estado e discutindo propostas para o Acre.

Zequinha Lima reúne lideranças do Juruá em apoio a Alan Rick em Cruzeiro do Sul

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, reuniu lideranças políticas, religiosas e comunitárias do Vale do Juruá, na noite de terça-feira, 4 de agosto, em apoio à candidatura do senador Alan Rick ao Governo do Acre. O encontro, realizado na quadra da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), também marcou a apresentação de Rico Leite, candidato a vice-governador, ao público da região.

Zequinha afirmou que o evento teve como objetivo organizar as lideranças para o início da campanha e apresentar as propostas da chapa. O prefeito declarou acreditar na possibilidade de vitória de Alan Rick ainda no primeiro turno.

“É um encontro de lideranças, no qual temos a oportunidade de falar das propostas de governo e preparar nossa equipe para a campanha. Também é o momento de apresentar oficialmente o nosso candidato a vice-governador, Rico Leite, às principais lideranças do Juruá”, afirmou.

O prefeito acrescentou que, com a definição do candidato a vice, o grupo vai intensificar a mobilização eleitoral na região. “Agora temos a chapa completa e vamos preparar esse ambiente para que o Alan saia vitorioso. Temos condições de vencer essa eleição no primeiro turno”, disse.

Rico Leite falou sobre sua trajetória como empresário e afirmou que pretende levar a experiência da iniciativa privada para uma eventual gestão estadual. Ele disputa pela primeira vez um cargo eletivo.

“Para mim, é uma honra ter sido convidado pelo Alan. Conheço o Alan há muitos anos e sei da seriedade com que faz política. Venho da iniciativa privada, nunca fui candidato a nenhum cargo e acredito que essa experiência pode contribuir para o desenvolvimento do Acre”, declarou.

O candidato a vice-governador também defendeu políticas voltadas à geração de oportunidades e ao crescimento econômico. “Quero ajudar a construir um estado que gere oportunidades, cresça e avance. Estou muito feliz por fazer parte dessa caminhada”, completou.

Alan Rick agradeceu o apoio recebido e afirmou que o Vale do Juruá terá espaço na elaboração do programa de governo. O senador disse que a campanha pretende ouvir moradores e lideranças dos municípios acreanos.

“É uma alegria voltar a Cruzeiro do Sul e receber o carinho de tantas lideranças e de tantas pessoas que acreditam que o Acre pode avançar. Vamos construir esse projeto ouvindo as pessoas e trabalhando para levar desenvolvimento, oportunidades e mais qualidade de vida para todas as regiões do estado”, afirmou.

Participaram do encontro o candidato ao Senado Júnior Feitosa, do DC; o presidente da Câmara de Cruzeiro do Sul, Elter Nóbrega, do PSD; o vice-prefeito de Mâncio Lima, Andinho; e o vice-prefeito de Rodrigues Alves, Neto do Jamilson.

Também estiveram presentes a secretária municipal de Saúde de Rodrigues Alves, Paula Paixão; o presidente do PSD em Cruzeiro do Sul, Luís Padilha; o pré-candidato a deputado federal Coronel Edvan; o pré-candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Rodrigues Alves Jailson Amorim; os vereadores Vlad e Amozildo, de Mâncio Lima; o vereador Neto Dias, de Porto Walter; o ex-deputado estadual e produtor rural Jonas Lima; além de outras lideranças do Juruá.

Eduardo Velloso promete priorizar saúde no Senado e cita ações no Juruá

O deputado federal Eduardo Velloso afirmou nesta sexta-feira, 31, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, que pretende colocar a saúde no centro de sua campanha ao Senado. O parlamentar citou serviços financiados pelo mandato no Vale do Juruá e defendeu uma atuação voltada aos municípios do interior do Acre.

“O Senado merece uma pessoa que tenha um olhar mais especial para a saúde”, declarou Velloso. Ele afirmou que também trabalha com infraestrutura, aquisição de máquinas e apoio aos produtores rurais, mas definiu a saúde como a principal área de atuação do mandato.

“Nosso forte é saúde. A principal pauta do interior é a saúde. Como eu sou municipalista e tenho esse olhar, vou continuar trabalhando para mudar a vida das pessoas”, disse.

Velloso citou a oferta de exames de ressonância magnética e atendimentos nas áreas de cardiologia e oftalmologia no Vale do Juruá. Segundo ele, os serviços não estavam disponíveis na região antes da destinação de recursos pelo mandato.

“No Vale do Juruá não existia ressonância, e o nosso mandato levou. Não existia atendimento de cardiologia, e o nosso mandato levou. Não existia atendimento de oftalmologia, e o nosso mandato levou”, afirmou.

O deputado também falou sobre o tratamento de pacientes com doenças reumáticas e sobre o uso de câmara hiperbárica para pessoas com diabetes que enfrentam feridas graves e risco de amputação.

“Hoje nós temos o tratamento da câmara hiperbárica para aquelas pessoas diabéticas que precisavam amputar um dedo ou uma perna. O nosso mandato levou”, declarou.

Outro projeto citado por Velloso foi a implantação de cirurgia robótica no Acre, em parceria com o governo estadual. O deputado afirmou que o serviço deverá atender homens com câncer de próstata e mulheres que precisam de procedimentos relacionados à histerectomia e à endometriose.

“Nosso mandato está trazendo agora, em parceria com o governo do Estado, a cirurgia robótica, que vai ajudar homens com câncer de próstata e mulheres na histerectomia e na endometriose”, disse.

O parlamentar não apresentou durante a entrevista os valores destinados aos serviços, o número de pacientes atendidos nem o cronograma completo dos projetos mencionados. Ele afirmou que pretende usar os resultados do atual mandato como base para pedir o voto dos eleitores.

“É dessa forma que a gente trabalha, mudando a vida das pessoas, principalmente no momento de maior dor, que é na falta de saúde”, declarou.

Ao ser questionado sobre possíveis ataques durante a campanha, Velloso afirmou que está preparado para responder sobre sua conduta e fez uma promessa pública de renunciar ao mandato caso seja comprovada alguma irregularidade envolvendo cobrança de propina.

“Quem não deve não teme. Se acharem um desvio da minha conduta, de pedir propina ou pedir alguma coisa, eu renuncio ao meu mandato”, afirmou. O deputado acrescentou que espera o surgimento de acusações durante a disputa, mas disse acreditar que não haverá fatos concretos contra ele.

Velloso também afirmou que pretende evitar confrontos pessoais com antigos aliados e concentrar a campanha na apresentação de projetos e resultados.

“Não adianta eu ficar criticando. O nosso foco é trabalho. Cada um tem que mostrar o seu projeto e o seu trabalho”, declarou.

Mirla Miranda cobra ação rápida no caso Chico Melo e defende investigação federal

A jornalista e pré-candidata a deputada federal pelo Republicanos, Mirla Miranda, cobrou nesta quinta-feira, 30, uma resposta rápida das forças de segurança para esclarecer o atentado contra o jornalista Chico Melo. Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, ela defendeu a participação da Polícia Federal na investigação e afirmou que a demora beneficia os autores do crime.

“Da mesma forma que a bandidagem é rápida, nós exigimos uma ação rápida das polícias do Acre e da Polícia Federal”, declarou. O posicionamento ocorreu após o programa informar que o gabinete do senador Alan Henrique havia protocolado um pedido formal para que a Polícia Federal participasse da apuração. Pedidos semelhantes também teriam sido apresentados por outros parlamentares acreanos.

Mirla afirmou que esteve com Chico Melo no dia anterior e encontrou o jornalista abalado. Segundo ela, o comunicador tremia ao falar sobre a invasão de sua casa, as ameaças recebidas e a arma colocada contra sua cabeça. Para a pré-candidata, a proximidade entre as ameaças e a agressão exige que uma possível motivação política seja investigada.

Ela tratou essa possibilidade como suspeita, não como fato comprovado. “Há indícios fortíssimos de que foi uma coisa planejada e com viés político”, disse, ao cobrar que os responsáveis pela execução e pelo planejamento do ataque sejam identificados.

Durante a entrevista, Mirla também relatou ter ouvido em Cruzeiro do Sul uma versão de que Chico Melo não teria sido morto para evitar uma possível intervenção federal no Acre. A declaração não veio acompanhada da identificação da fonte ou de provas que confirmassem essa hipótese. Mesmo assim, ela aconselhou o jornalista a permanecer protegido e afastado da exposição pública enquanto o caso não for esclarecido.

Para Mirla, a resposta das instituições precisa ocorrer com rapidez para evitar que a violência interfira no processo eleitoral e no trabalho da imprensa. “A Justiça tem que vencer sempre”, afirmou.

Jorge Viana reúne padres e defende fé, diálogo e serviço ao Acre

Depois de participar de uma missa, o pré-candidato ao Senado Jorge Viana sentou-se à mesa com padres da Diocese de Rio Branco na manhã desta quarta-feira, 29 de julho, na Casa dos Padres, no bairro Calafate. Entre café, orações e conversas sobre os problemas enfrentados pela população, o encontro aproximou a linguagem da fé do debate político e colocou o diálogo, a esperança e o serviço aos mais pobres no centro da agenda apresentada para o Acre.

O café da manhã foi organizado pelo padre Antônio Menezes, licenciado das funções sacerdotais e pré-candidato a deputado estadual. Também participaram os padres Macoy Soares, ecônomo da Diocese de Rio Branco e reitor do Santuário da Divina Misericórdia; Matheus, da Paróquia do Bujari; Erenildo, da Paróquia São Felipe; e Júnior, da Paróquia São Paulo Apóstolo. Dona Nice, responsável pelo preparo da mesa, completou o grupo reunido após a celebração religiosa.

A cena mais simples daquela manhã ocorreu diante da cafeteira. Viana preparou a própria bebida e serviu os sacerdotes e Dona Nice. O gesto acompanhou o sentido que conduziu a conversa: a liderança política, na visão apresentada durante o encontro, precisa começar pelo cuidado com as pessoas e pela disposição de servir.

Ao redor da mesa, o diálogo avançou para questões que atravessam o cotidiano das famílias acreanas. Os participantes falaram sobre falta de oportunidades, saída de moradores para outros estados, desemprego, violência, desigualdade social e abandono das parcelas mais vulneráveis da população. A presença dos padres levou à conversa experiências vividas dentro das comunidades, onde a Igreja mantém contato diário com famílias atingidas pela pobreza e pela ausência de políticas públicas.

Viana afirmou que a missa e a recepção dos sacerdotes renovaram sua disposição para trabalhar pelo estado. Ao falar sobre uma possível volta ao Senado, pediu que não lhe faltasse o compromisso de “servir ao Acre com amor, humildade e compromisso com as pessoas”. Na fala do pré-candidato, fé e atuação pública apareceram unidas pela ideia de comunhão, palavra usada para defender uma política menos marcada pelo confronto e mais aberta à escuta.

Padre Antônio Menezes tratou a esperança cristã como uma responsabilidade diante da realidade. “A esperança nunca é passiva”, afirmou. Para ele, acreditar em dias melhores exige cuidar das pessoas, enfrentar as injustiças e colocar o interesse coletivo acima de projetos particulares. O sacerdote também defendeu que a política seja exercida como missão, especialmente quando as decisões atingem os mais pobres.

Padre Macoy Soares levou à conversa a preocupação com os acreanos que deixam o estado em busca de emprego, renda e segurança. Ele defendeu um Acre capaz de oferecer condições para que as famílias permaneçam perto de suas raízes, com dignidade e perspectivas de futuro. Também falou sobre o trabalho social desenvolvido pela Igreja e sobre a necessidade de parceria com agentes públicos comprometidos com quem costuma permanecer distante dos centros de decisão.

O encontro terminou com o compromisso de ampliar as conversas com diferentes setores da sociedade. Viana defendeu a escuta como parte da construção de respostas para os problemas do estado e voltou a relacionar desenvolvimento, união e atenção às pessoas. Em torno de uma mesa preparada sem cerimônia, a pré-campanha ganhou o vocabulário da fé: esperança como movimento, diálogo como método e poder como serviço.

Jorge Viana visita Alysson Bestene e defende união institucional pelo Acre

O ex-governador e pré-candidato ao Senado Jorge Viana visitou o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, na segunda-feira, 27 de julho, no gabinete da Prefeitura. Durante o encontro, os dois defenderam o diálogo entre gestores e representantes políticos para buscar recursos e soluções para a capital e os demais municípios do Acre.

Viana preparou e serviu café ao prefeito antes da conversa. Ele afirmou que tem visitado as prefeituras durante viagens pelo estado, independentemente da filiação partidária dos gestores, e defendeu que o respeito às instituições deve prevalecer sobre as disputas políticas.

“Estou andando o estado inteiro e, como pré-candidato ao Senado, não tenho como deixar de respeitar quem está exercendo um mandato. Vim dar um abraço ao prefeito, como fiz em todas as prefeituras que visitei. Rio Branco é a cidade onde nasci e da qual também já fui prefeito. Quero desejar sucesso ao Alysson e colocar meu nome à disposição para ajudar no que for preciso”, declarou.

O ex-governador afirmou que pretende manter o diálogo com prefeitos e outras autoridades caso seja eleito senador. Entre as prioridades citadas estão a busca por recursos federais, o apoio aos municípios e a construção de soluções para problemas enfrentados pela população.

“A primeira coisa que farei, se eleito, será novamente visitar as autoridades para me colocar à disposição. Meu compromisso não é ideológico nem partidário. Meu compromisso é com o Acre. O senador precisa ajudar a resolver problemas, buscar recursos e construir soluções para melhorar a vida das pessoas”, disse Viana.

Alysson Bestene agradeceu a visita e afirmou que a Prefeitura de Rio Branco está aberta a parcerias que resultem em políticas públicas para a população.

“Nosso pensamento é colocar as pessoas em primeiro lugar. Quando fazemos política pensando na população, estamos sempre de portas abertas para construir políticas públicas que cheguem a quem mais precisa. Pode contar com a Prefeitura de Rio Branco para trabalharmos juntos em tudo aquilo que for importante para nossa cidade e para nosso povo”, declarou o prefeito.

Viana também citou sua experiência como prefeito de Rio Branco, governador do Acre e senador. Ele afirmou que pretende usar a trajetória política para colaborar com os gestores e ampliar a capacidade do estado de buscar investimentos e enfrentar problemas locais.

“Sei dos desafios e também conheço os caminhos para buscar soluções. Não acredito que o papel de um senador seja alimentar disputas ideológicas. O Acre precisa de união, diálogo e trabalho para enfrentar seus problemas e construir um futuro melhor para todos”, concluiu.

Sargento Adonis diz que escolha de Bocalom fortalece o Juruá

O primeiro-sargento da Polícia Militar Adonis Souza afirmou nesta segunda-feira, 27 de julho, que aceitou o convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa de Tião Bocalom por acreditar que a composição abre espaço para o Vale do Juruá dentro de um projeto estadual. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, ele prometeu uma campanha feita nas ruas, nos rios e nas comunidades, negou qualquer briga com o senador Alan Rick e defendeu a experiência administrativa do pré-candidato ao governo.

Ainda assimilando a mudança provocada pelo anúncio, Adonis falou sobre o momento político e pessoal que vive. “Eu estou feliz. Confesso que a ficha ainda está em processamento para definitivamente cair. Ainda estou vivenciando esse estado de emoção”, afirmou.

Antes de tratar da disputa eleitoral, o sargento prestou solidariedade ao jornalista Chico Melo, vítima de violência dentro da própria casa. Adonis lembrou que os dois são amigos há mais de 20 anos e estudaram Letras Vernáculas na Universidade Federal do Acre. Com quase 24 anos de serviço na Polícia Militar, ele condenou o ataque e defendeu o combate ao crime dentro dos limites da lei.

“A gente sempre combateu o crime de forma muito firme, porém respeitando a dignidade da pessoa humana. Eu repudio todo e qualquer tipo de violência e quero mandar um abraço para o nosso amigo Chico Melo”, declarou.

Ao explicar como pretende contribuir com a chapa, Adonis recorreu à imagem de uma campanha distante dos gabinetes e próxima das pessoas. Ele afirmou que pretende percorrer Cruzeiro do Sul, os demais municípios do Juruá e todas as regiões do Acre.

“Nós vamos continuar gastando solado de sapato. Vamos subir rios, descer rios, subir barrancos, descer barrancos, andar em trilhas dentro da mata e dentro de igarapés. Estaremos nesse projeto de corpo, alma e também com os pés no chão”, disse.

A escolha de um nome de Cruzeiro do Sul para a vaga de vice foi apresentada por Adonis como um gesto político em favor do interior. “Tião Bocalom faz um golaço quando escolhe um filho do Juruá para compor sua chapa como vice-governador. Ele dá um presente para a região do Vale do Juruá”, afirmou.

O sargento também chamou atenção para sua condição de servidor público e para a posição que ocupa dentro da Polícia Militar. Sem mandato e sem grande estrutura financeira, ele disse que sua escolha foge do perfil normalmente procurado para completar uma chapa majoritária.

“Como é que ele escolhe um servidor público que não ostenta nenhum poderio econômico? Ele escolhe uma pessoa que é militar, mas de uma graduação considerada baixa. Poderia ter escolhido um coronel”, declarou.

Adonis afirmou que recebeu o convite com responsabilidade e que pretende estudar as necessidades do Juruá, sem limitar sua atuação à região onde nasceu e construiu sua trajetória política. “Nós somos filhos daqui, mas precisamos andar por todo o estado do Acre e construir projetos que possam melhorar a vida das pessoas”, disse.

Durante a entrevista, ele defendeu a experiência de Bocalom como professor, vereador, prefeito de Acrelândia, secretário estadual de Agricultura, presidente da Emater e prefeito de Rio Branco. Para Adonis, essa trajetória permitirá que a chapa apresente ações já experimentadas na administração pública.

“Os nossos concorrentes vão apresentar propostas. Tião Bocalom vai apresentar um projeto consolidado de gestão que já deu certo”, afirmou.

A mudança de grupo político também esteve entre os principais pontos da conversa. Adonis manteve proximidade com Alan Rick e participou de disputas eleitorais ao lado do senador. Agora, os dois estarão em projetos diferentes na corrida pelo Governo do Acre. O sargento negou que a decisão tenha provocado rompimento pessoal.

“Foi uma decisão tomada com equilíbrio, pautada em princípios e coerência. Eu não estou em briga com o Alan de forma alguma”, declarou.

Adonis acrescentou que considera legítimo Alan Rick defender a própria candidatura e reivindicou o mesmo direito de escolha. “É normal ele seguir o caminho dele e defender aquilo em que acredita, como também é legítimo eu fazer minhas escolhas e seguir o projeto em que acredito. Não existe nenhuma animosidade entre mim e o senador”, afirmou.

A entrevista concentrou-se mais na formação da chapa, na representação do Juruá e no perfil de campanha do que em propostas detalhadas de governo. Adonis falou em melhorar a vida da população e impulsionar a economia do Acre, mas não apresentou metas, prazos ou programas específicos para áreas como saúde, educação, segurança, produção rural e infraestrutura.

A maneira como pretende exercer a política foi resumida em uma das declarações mais fortes da entrevista. “A política é para servir. Política é um sacerdócio, é a arte de servir bem as pessoas”, disse.

Zequinha Lima confirma apoio a Alan Rick e critica tratamento do grupo de Mailza: “Sempre tive lado”

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, confirmou neste domingo apoio à candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo do Acre. Durante a convenção que oficializou a chapa, o prefeito afirmou que atuará na coordenação da campanha no Vale do Juruá e criticou o tratamento dispensado a aliados nas recentes articulações políticas estaduais.

À frente do município com o segundo maior eleitorado do Acre, Zequinha rejeitou as especulações de que permaneceria neutro na disputa eleitoral de 2026. No discurso, afirmou que sempre assumiu posições claras nas eleições das quais participou.

“Por alguns dias, a atração ou os olhares políticos se voltaram para o Juruá, porque as pessoas duvidavam que a gente pudesse tomar uma decisão política. Eu nunca fui em movimento nenhum, nunca fui de ficar em cima do muro, nem nunca fui de fazer meia-boca ou de fazer de conta em uma eleição”, declarou o prefeito de forma categórica à multidão.

Zequinha também afirmou ter se sentido desrespeitado durante as negociações que antecederam a definição de seu apoio. Sem citar nomes, relacionou a decisão de caminhar com Alan Rick à forma como aliados e lideranças políticas foram tratados.

“Eu sempre tive lado na política e sempre gosto de estar do lado daqueles que têm respeito com as pessoas. Eu me senti desrespeitado, Alan. Me senti desrespeitado, me senti ofendido, porque quando ofendem as pessoas, ofendem a mim”, revelou o gestor municipal, sendo bastante aplaudido pelos presentes.

O prefeito ainda criticou o que classificou como perseguição política e falta de respeito aos acreanos nos últimos dias. “O que eu tô vendo, o que eu tô presenciando nos últimos dias é de envergonhar os acreanos. É tanta perseguição às pessoas, tanta falta de respeito com as pessoas, falta de respeito aos acreanos”, denunciou.

Ao assumir publicamente a coordenação da campanha no Juruá, Zequinha prometeu trabalhar pela eleição de Alan Rick e do candidato a vice-governador Ricardo Leite, conhecido como Rico. A região é considerada estratégica por concentrar parte expressiva do eleitorado do interior do estado.

“Hoje eu posso vir aqui de peito aberto dizer para o Acre, dizer para você, dizer pro Rico, que o Zequinha tá na sua campanha de corpo e alma. Serei um soldado incansável na sua campanha, na sua batalha. Quero coordenar a sua campanha na região do Juruá. Se tiver que tirar leite de pedra, nós vamos tirar para que a gente possa trazer e conquistar as pessoas, e a gente sair vitorioso nessa eleição”, garantiu.

No encerramento do discurso, Zequinha recomendou que Alan Rick mantenha uma postura de diálogo durante a campanha e evite responder aos ataques com confrontos. “Quando as pessoas olharem de cara feia para você, meu governador, dê um sorriso para eles, porque nós acreanos estamos precisando de alegria. A gente tá envergonhado com tanta coisa feia que a gente tem visto desse estado. Quando jogarem uma pedra no meio do seu caminho, devolva essa pedra em forma de flor, porque não vamos nos eleger forçando as pessoas a votar; nós vamos conquistar o coração dos acreanos, e isso é o mais importante.”

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Alan Rick oficializa candidatura ao governo do Acre e confirma Ricardo Leite como vice

O senador Alan Rick, do Republicanos, oficializou no sábado, 25, em Rio Branco, a candidatura ao governo do Acre durante convenção realizada no Ginásio do Sesc Bosque. O ato homologou Ricardo Leite como candidato a vice-governador e abriu a sequência de convenções dos principais nomes que disputam o Palácio Rio Branco nas eleições de 2026.

A convenção reuniu apoiadores, lideranças partidárias, prefeitos, candidatos a deputado estadual e federal e integrantes da chapa majoritária. A aliança foi formada por Republicanos, PSD, Novo, Democracia Cristã, Avante e Democratas. Também foram confirmadas as candidaturas de Mara Rocha, Sérgio Petecão e Júnior Feitosa ao Senado.

Alan chegou ao evento acompanhado da família e de aliados, entre eles o deputado federal Roberto Duarte, presidente estadual do Republicanos. Ao anunciar Ricardo Leite como vice, o senador afirmou que a escolha busca aproximar a administração pública do setor produtivo. “É um grande gestor, um espetacular representante de vários setores da produção acreana. Aqui nós unimos o setor público com aquilo que a iniciativa privada pode oferecer ao Acre. O Rico pode nos ajudar muito a atrair investimentos, atrair empresas para o Acre e nos ajudar a gerar o emprego de que o nosso povo precisa.”

No discurso, Alan Rick tratou a candidatura como um projeto de mudança e vinculou a campanha à pauta de emprego, desenvolvimento e serviços públicos. “Nós escolhemos nossa chapa olhando para as necessidades do povo e trazendo para perto pessoas que têm o mesmo propósito, o mesmo sonho: trazer desenvolvimento para o Acre, fazer o nosso povo voltar a ter esperança e garantir serviços públicos que funcionem. O Acre precisa de investimento, emprego e desenvolvimento.”

O senador também fez críticas à corrupção e citou episódios recentes que ganharam repercussão no estado. “É o time que está guerreando pelo nosso povo novamente. Nós precisamos nos livrar dessa corrupção endêmica. Não é possível nos acostumarmos com isso. Achar que é normal a roubalheira que assola o nosso estado.” Em outro trecho, afirmou: “Não é normal uma ponte construída há menos de três anos cair. Não é normal roubarem R$ 51 milhões da educação, da merenda escolar e do transporte dos alunos. Não é normal tentarem desviar dinheiro através de institutos para guardar recursos para a campanha deles.”

A presença de prefeitos do interior foi um dos pontos políticos do evento. Participaram gestores de municípios como Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Feijó, Epitaciolândia, Acrelândia, Senador Guiomard e Capixaba, além de vereadores e lideranças comunitárias. O ato também reuniu mais de 100 candidatos às eleições proporcionais.

Ao falar aos apoiadores, Alan pediu mobilização durante a campanha e afirmou que os adversários devem usar a estrutura política contra sua candidatura. “Orem por nós. Dizem que vão nos atropelar com a máquina, que vão usar o dinheiro para nos vencer e que vão fazer o que puder ser feito para nos derrotar. Só que eles não combinaram com o povo do Acre. Que Deus nos abençoe, que Deus nos ajude e que Deus nos dê o caminho da vitória.”

Com a convenção, Alan Rick saiu à frente no calendário de homologações entre os principais pré-candidatos ao governo. A agenda das convenções partidárias segue até agosto, período em que as chapas majoritárias e proporcionais serão formalizadas para a disputa eleitoral.

Foto: Sérgio Vale/ac24horas