Duas balsas passam a operar no Juruá; Só agora, Governo Mailza?

Quem chegou nesta quarta-feira, 16 de setembro, à travessia do Rio Juruá entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves encontrou uma situação diferente da rotina dos últimos anos: duas balsas de grande porte operando ao mesmo tempo. A mudança reduziu a espera de motoristas e passageiros em um serviço que normalmente funciona com apenas uma embarcação. O reforço, porém, começou sem que o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), do governo Mailza Cameli, informasse publicamente por que decidiu colocar a segunda balsa em operação, quanto a medida vai custar e por quanto tempo as duas embarcações permanecerão trabalhando juntas.

A data ampliou os questionamentos. Faltam 18 dias para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro. Nos comentários da publicação que mostrou as duas balsas em funcionamento, parte dos usuários comemorou a redução da espera, enquanto outros fizeram uma pergunta direta: por que isso não aconteceu antes?

A associação com o calendário eleitoral apareceu também em vídeo gravado na própria travessia. Em publicação de agosto deste ano, um integrante do movimento social pró-ponte criticou o momento escolhido para colocar a segunda embarcação no rio. “A ideia é boa, mas em pleno período eleitoral colocaram duas balsas de grande porte”, afirmou. 

A pergunta sobre o momento da mudança, no entanto, permanece porque a possibilidade de usar duas embarcações não surgiu agora.

Em 4 de setembro de 2024, o Deracre firmou a Ata de Registro de Preços nº 025/2024 com a empresa A. A. M. Cameli, vencedora do Pregão Eletrônico SRP nº 138/2024. Foram registrados preços para duas balsas com rebocador, pelo prazo de 12 meses, ao valor inicial de R$ 197.495 por mês para cada unidade. O valor global estimado chegou a R$ 4.739.880.

A previsão de duas balsas, sozinha, não significava que ambas deveriam permanecer permanentemente em funcionamento. A contratação foi estruturada para atendimento eventual e “sob demanda”. Na prática, o Estado registrou preço e quantidade para poder requisitar até duas unidades conforme a necessidade do serviço. A existência dessa possibilidade desde 2024, portanto, não comprova descumprimento contratual nos períodos em que apenas uma embarcação trabalhou.

Ela cria outra questão, mais objetiva: diante dos problemas acumulados na travessia, em que momento o Deracre entendeu que havia necessidade de uma segunda balsa e por que essa decisão foi tomada agora?

Até esta quarta-feira, não havia informação pública sobre a ordem que autorizou o reforço, a data em que a segunda embarcação foi requisitada, o período previsto para a operação simultânea ou o impacto financeiro da mudança. Também não foi esclarecido se a segunda balsa ficará no Juruá depois de outubro.

O custo do serviço ajuda a dimensionar a cobrança. Nos registros do Portal da Transparência referentes a 2026 aparecem sete competências do Contrato nº 089/2024, de janeiro a julho, cada uma no valor de R$ 204.068,76, todas pagas integralmente. São R$ 1.428.481,32 nos sete primeiros meses do ano.

Os pagamentos pela locação de balsa com rebocador atravessam diferentes exercícios. Em 2025, chegaram a R$ 2.376.494,94. Em 2024, foram R$ 1.852.511,13; em 2023, R$ 1.815.106,56; e em 2022, R$ 1.913.982,48. A travessia, portanto, não é um serviço eventual na vida de quem mora no Juruá nem uma despesa recente para o Estado. Há anos ela ocupa espaço permanente no orçamento e na rotina de quem precisa cruzar o rio.

A empresa contratada também aparece em processo analisado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Em 2021, a Antaq tratou da operação da A. A. M. Cameli, CNPJ 07.111.525/0001-43, na travessia de passageiros, veículos e cargas no Acre. O transporte é gratuito para o usuário e custeado com recursos públicos estaduais. Naquele processo, a agência entendeu que esse modelo de contratação não produzia efeitos nocivos à livre concorrência.

Pela empresa, a ata de 2024 foi assinada por Antônio Assen Melo Cameli. Ele é pai de Madson Cameli, marido da governadora Mailza Assis e atual chefe do Gabinete Pessoal da governadora. A relação familiar entrou nos comentários feitos por usuários depois que as duas balsas apareceram operando simultaneamente. Ela, por si só, não comprova favorecimento nem irregularidade na contratação. Madson consta atualmente na estrutura oficial da Governadoria como chefe do Gabinete Pessoal, e o governo registra publicamente o casamento de Mailza com ele.

O peso da discussão está menos na existência de duas balsas do que no histórico enfrentado por quem depende delas.

Em janeiro deste ano, uma falha interrompeu a operação da embarcação principal. Vídeos registraram fumaça na balsa e, com a paralisação, veículos voltaram a depender das embarcações menores. A mudança provocou filas e atrasos para moradores e trabalhadores que fazem o percurso diariamente.

Dois meses depois, uma reportagem acompanhou a rotina da travessia em período de movimento considerado fraco. Um morador calculou a espera entre 20 e 25 minutos. Quando o fluxo aumenta, o ciclo de ida e volta pode chegar a cerca de uma hora e meia. Estudantes e trabalhadores relataram que a dependência da travessia interfere no custo e no horário de atividades básicas como estudar e trabalhar.

Os problemas já vinham do ano anterior. Em março de 2025, falhas mecânicas voltaram a interromper o serviço e obrigaram usuários a procurar alternativas enquanto a balsa passava por manutenção. A repetição das ocorrências acabou levando a questão para além das reclamações nas filas e nas redes sociais.

Em abril de 2025, o Ministério Público do Acre abriu inquérito civil para apurar irregularidades na prestação do transporte aquaviário entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves. A investigação alcançou a situação das embarcações, as condições de acesso aos pontos de atracação e a atuação do governo estadual. A própria portaria que instaurou o procedimento tratou da “precariedade do atual serviço de travessia” e cobrou informações sobre fiscalização, vistorias, manutenção e medidas capazes de enfrentar os problemas.

Em maio deste ano, a erosão voltou a expor a fragilidade da ligação entre os dois municípios. O desmoronamento do barranco no porto de Rodrigues Alves obrigou o fechamento temporário do acesso. Sem a travessia, moradores que normalmente percorrem cerca de 12 quilômetros entre os pontos de interesse tiveram de enfrentar uma rota terrestre próxima de 50 quilômetros. Um estudante relatou percurso de 46 quilômetros para conseguir chegar a Rodrigues Alves.

O governo reconstruiu um acesso provisório e restabeleceu o serviço dois dias depois. O Deracre atribuiu o problema à erosão causada pela vazante do Juruá e afirmou que a rampa precisa de intervenções frequentes porque a subida e a descida do rio alteram constantemente as condições de atracação.

É esse conjunto de episódios que explica a reação provocada pelas duas balsas nesta quarta-feira. Para quem enfrenta filas, falhas mecânicas, interrupções e problemas de acesso, duas embarcações trabalhando juntas representam uma melhora concreta. A questão levantada por usuários não é se o reforço deveria existir, mas por que uma estrutura contratual que admitia duas unidades desde 2024 só agora apareceu funcionando dessa forma.

Sem fim? Embargos de Gladson Cameli contra registro negado vão à Procuradoria no TRE-AC

A disputa judicial em torno da candidatura de Gladson Cameli ao Senado entrou em uma nova etapa no Tribunal Regional Eleitoral do Acre. A Secretaria Judiciária do TRE-AC certificou que os embargos de declaração apresentados pela defesa contra o acórdão que indeferiu o registro foram protocolados dentro do prazo e encaminhou o processo à Procuradoria Regional Eleitoral, que terá três dias para se manifestar, caso queira. O recurso foi apresentado em 14 de setembro, três dias depois do julgamento em que a Corte Eleitoral acreana rejeitou os argumentos da defesa e negou o registro da candidatura.

O julgamento ocorreu em 11 de setembro. Por unanimidade, o TRE-AC julgou procedente a ação de impugnação apresentada pela Procuradoria Regional Eleitoral e indeferiu o pedido de registro de Gladson Cameli ao Senado. A Corte aplicou a causa de inelegibilidade prevista na Lei Complementar nº 64/1990, a Lei da Ficha Limpa, em razão de condenação criminal proferida por órgão colegiado. No caso, o tribunal eleitoral considerou a condenação de Cameli pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, na Ação Penal nº 1.076/DF. O TRE-AC informou que a condenação no STJ foi de 25 anos e nove meses de reclusão pelos crimes de peculato-desvio, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A decisão de 11 de setembro não encerrou o processo. O próprio TRE-AC registrou que o acórdão admite recurso e que, enquanto não houver decisão definitiva sobre o registro, Cameli permanece na condição de candidato sub judice. Nessa situação, a legislação eleitoral permite a continuidade dos atos de campanha, o uso do horário eleitoral gratuito e a manutenção do nome do candidato na urna enquanto a controvérsia judicial estiver pendente.

Os embargos apresentados pela defesa têm 12 páginas e concentram a discussão em supostos erros, omissões, contradições e pontos que, na avaliação dos advogados, não receberam resposta completa no acórdão. A petição também busca deixar expressamente discutidos dispositivos constitucionais, eleitorais e processuais para eventual recurso às instâncias superiores. Esse procedimento, chamado de prequestionamento, é relevante porque determinadas questões jurídicas precisam ter sido enfrentadas pelo tribunal de origem antes de serem levadas a uma Corte superior.

Um dos primeiros pontos retomados pela defesa é a redistribuição do processo de registro de candidatura. No julgamento do mérito, o TRE-AC considerou preclusa a discussão sobre uma possível irregularidade nessa redistribuição. A conclusão levou em conta a ausência de questionamento da Coligação Avança Acre no momento em que tramitava o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários, o DRAP. Nos embargos, os advogados contestam essa premissa porque Gladson Cameli, individualmente, apresentou a discussão quando foi chamado a se manifestar em seu próprio processo de registro.

A defesa sustenta que o processo da coligação e o processo individual do candidato, embora associados na Justiça Eleitoral, possuem sujeitos diferentes. Por isso, argumenta que uma eventual omissão da coligação não poderia ser automaticamente atribuída ao candidato. Os advogados afirmam que Cameli apresentou contestação tempestiva e questionou a redistribuição na primeira oportunidade em que falou nos autos do próprio requerimento de registro. A petição pede ao TRE-AC que esclareça qual norma permitiria transferir ao candidato os efeitos processuais da ausência de manifestação da coligação.

A discussão sobre a redistribuição contém ainda uma questão de datas. A defesa afirma que uma decisão de 12 de agosto retirou DEMOCRATA e DEMOCRACIA CRISTÃ da composição da Coligação Trabalho da Esperança para o Senado. A redistribuição questionada ocorreu três dias depois, em 15 de agosto. O argumento dos advogados é que o conflito partidário utilizado para justificar a prevenção já teria sido resolvido quando houve a mudança de relatoria. O TRE-AC é chamado agora, nos embargos, a esclarecer qual dissidência partidária ainda existia em 15 de agosto e se uma anotação anterior no sistema CANDex poderia continuar produzindo efeito processual mesmo depois da solução judicial do conflito partidário.

A defesa também voltou ao ponto que está no centro da causa de inelegibilidade: a relação entre a condenação criminal proferida pelo STJ e decisões ou processos que tramitaram ou ainda tramitam no Supremo Tribunal Federal. Os advogados afirmam expressamente que não pretendem fazer o TRE-AC revisar a condenação criminal do Superior Tribunal de Justiça. A tese apresentada é diferente: pedem que a Justiça Eleitoral examine se decisões do STF relacionadas à licitude de elementos da investigação podem produzir algum efeito sobre a eficácia eleitoral da condenação utilizada para impedir o registro.

No acórdão questionado, o TRE-AC aplicou a Súmula 41 do Tribunal Superior Eleitoral, segundo a qual não cabe à Justiça Eleitoral decidir sobre o acerto ou o desacerto das decisões de outros órgãos do Judiciário que provoquem inelegibilidade. A defesa tenta estabelecer uma separação entre revisar uma condenação do STJ e reconhecer os efeitos jurídicos de decisões do STF relacionadas aos elementos que deram origem à investigação. Para sustentar essa distinção, os embargos mencionam o HC nº 247.281, a Reclamação nº 93.197 e os Temas 990 e 1.238 do Supremo.

Os advogados reconhecem na própria petição que a simples existência do HC nº 273.968/DF no Supremo não suspende automaticamente a inelegibilidade. O pedido é para que o TRE-AC responda se a Súmula 41 impede inclusive a consideração dos efeitos jurídicos de uma decisão anterior do STF e, caso entenda que impede, explique por que esse exame seria equivalente a revisar o mérito da condenação imposta pelo STJ.

Outro bloco dos embargos trata do direito ao duplo grau de jurisdição. A condenação criminal utilizada pelo TRE-AC foi proferida originariamente pela Corte Especial do STJ. A defesa não contesta nos embargos a competência constitucional do Superior Tribunal de Justiça para julgar originariamente determinadas autoridades. O questionamento é sobre a consequência eleitoral de uma primeira condenação criminal colegiada quando, pela estrutura do processo, não existe um recurso ordinário para que outro órgão faça nova análise ampla dos fatos e das provas.

Nesse ponto, a defesa invoca a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos. São citados os casos Barreto Leiva contra Venezuela, Liakat Ali Alibux contra Suriname e Mohamed contra Argentina. O pedido ao TRE-AC não é para invalidar genericamente a Lei da Ficha Limpa, mas para responder se a aplicação da inelegibilidade nessa situação específica é compatível com as garantias internacionais relativas à revisão de uma condenação criminal.

Os embargos também questionam a utilização, no acórdão, da chamada “margem de apreciação nacional”. A defesa pede que o tribunal esclareça qual fonte jurídica ou precedente da Corte Interamericana sustentaria a aplicação dessa doutrina ao caso e como ela se relaciona com decisões interamericanas sobre o direito de recorrer de condenações criminais. Os advogados argumentam que os precedentes usados por eles reconhecem espaço para os países regulamentarem os recursos, mas estabelecem limites quando a regulamentação compromete a essência do direito de revisão. Trata-se, neste momento, de uma tese da defesa que ainda precisa ser examinada pelo TRE-AC nos próprios embargos.

A petição retoma ainda um pedido subsidiário feito durante a contestação: o controle incidental da aplicação da alínea “e” do inciso I do artigo 1º da Lei Complementar nº 64/1990, dispositivo da Lei da Ficha Limpa utilizado na discussão sobre a inelegibilidade. A defesa afirma que não pediu a declaração de inconstitucionalidade de toda a Lei da Ficha Limpa. O pedido foi limitado à aplicação da regra ao caso concreto de uma condenação originária proferida por tribunal, sem recurso ordinário com revisão integral. Os embargos pedem que a Corte acreana esclareça se examinou e rejeitou essa tese ou se considerou que ela não poderia ser apreciada.

Há ainda uma discussão relacionada à data de 17 de agosto de 2026. A defesa afirma que foi nessa data, com a publicação do acórdão que julgou embargos no processo criminal, que se completou formalmente o título condenatório e se abriu a possibilidade de recurso extraordinário acompanhado de pedido com fundamento no artigo 26-C da Lei de Inelegibilidades. Esse dispositivo permite, em determinadas condições, que o órgão judicial responsável pelo recurso suspenda cautelarmente a inelegibilidade decorrente de condenação colegiada.

A defesa havia pedido ao TRE-AC um sobrestamento curto do processo eleitoral para aguardar a análise de medida cautelar submetida ao STF. O pedido foi rejeitado no julgamento, entre outros fundamentos, pela necessidade de tramitação rápida dos processos de registro de candidatura. Nos embargos, os advogados afirmam que não solicitaram suspensão por tempo indeterminado e querem uma resposta específica sobre a possibilidade de uma paralisação limitada diante da existência simultânea de processo no Supremo, pedido cautelar, discussão sobre elementos da investigação e recurso relacionado à condenação.

Os embargos procuram preservar também a possibilidade de que uma decisão futura do STF ou do STJ seja considerada pela Justiça Eleitoral caso produza efeito sobre a condenação ou sobre a própria causa de inelegibilidade. A defesa pede que o acórdão deixe expresso que o encerramento da instrução e o atual indeferimento do registro não impedem a apresentação de um fato jurídico superveniente favorável enquanto o processo ainda estiver em andamento.

Há ainda um pedido de correção material. Em uma passagem do acórdão, o habeas corpus nº 273.968/DF teria sido identificado como HC nº 276.968. A defesa pede apenas a correção do número, sem atribuir a esse erro, isoladamente, efeito capaz de modificar o resultado do julgamento.

No final da petição, os advogados pedem que os embargos sejam conhecidos e acolhidos para corrigir o que classificam como premissa equivocada, omissões, obscuridades e erro material. Também requerem pronunciamento sobre uma extensa relação de dispositivos da Constituição, do Código de Processo Civil, do Código Eleitoral, da Lei de Inelegibilidades, da Lei das Eleições, da Resolução nº 23.609/2019 do TSE e de tratados internacionais. A lista inclui ainda precedentes do STF, do TSE e da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Esse pedido de prequestionamento tem efeito processual direto para os próximos passos do caso. Os embargos de declaração podem ser utilizados para obter do próprio tribunal uma resposta sobre questões que a parte considera omitidas e, ao mesmo tempo, preparar a matéria jurídica para eventual recurso. A apresentação do recurso, por si só, não revogou o indeferimento decidido em 11 de setembro e também não significa que o TRE-AC tenha aceitado as teses levantadas pela defesa.

O movimento concreto ocorrido depois do protocolo foi a certificação de que os embargos são tempestivos. Em seguida, a Secretaria Judiciária abriu vista à Procuradoria Regional Eleitoral por três dias. A providência foi tomada com fundamento no artigo 242, parágrafo 7º, do Regimento Interno do TRE-AC, que prevê manifestação da parte contrária quando o eventual acolhimento dos embargos puder implicar modificação da decisão questionada. A abertura do prazo não antecipa qual será o resultado do julgamento.

Depois da manifestação da Procuradoria, ou do término do prazo sem manifestação, caberá ao TRE-AC julgar os embargos. Até que isso ocorra, permanece em vigor o acórdão de 11 de setembro que indeferiu o registro, mas o processo continua sem decisão definitiva. É essa condição processual que mantém Gladson Cameli sub judice e permite a continuidade de sua candidatura enquanto os recursos previstos pela legislação eleitoral ainda estiverem pendentes.

Virgílio Viana reúne eleitores em Rio Branco para discutir propostas para o Acre

O candidato a deputado federal Virgílio Viana (PV) realiza neste domingo, 20 de setembro, às 18h, um encontro aberto no Coreto da Praça da Revolução, em Rio Branco, para ouvir demandas da população e discutir propostas voltadas ao futuro do Acre.

Batizado de “Acre do Futuro”, o encontro terá formato de perguntas e respostas, sem roteiro pré-definido. A proposta da campanha é permitir que os participantes apresentem diretamente ao candidato dúvidas, reivindicações e sugestões relacionadas aos principais problemas enfrentados no estado.

Entre os temas previstos estão emprego e geração de renda, saúde, educação, segurança, infraestrutura e oportunidades para os jovens. Outros assuntos também poderão ser apresentados pelos eleitores durante a conversa.

O encontro integra a agenda de campanha de Virgílio Viana e será aberto ao público. A atividade busca reunir diferentes demandas da população em um espaço de diálogo direto entre o candidato e os participantes.

Virgílio Viana disputa uma vaga de deputado federal pelo Partido Verde nas eleições de 2026. O registro da candidatura consta como deferido pela Justiça Eleitoral.

Justiça Eleitoral manda investigar servidores em ato de campanha de Mailza no Acre

A Justiça Eleitoral do Acre determinou nesta terça-feira (15) a abertura de uma investigação documental sobre a situação funcional de cinco servidores do governo estadual que participaram de um ato de campanha da candidata ao governo Mailza Assis. A apuração busca esclarecer se os funcionários estavam em horário de expediente e se equipamentos públicos foram usados na atividade eleitoral realizada em 18 de agosto, no Mercado da Estação Experimental, em Rio Branco.

A representação foi apresentada pelo partido Democracia Cristã e envolve Carlos André Alves Pereira, Francisco Lucena da Costa Neto, Franklin Lima da Costa, Renata Brasileiro de Moura Furtado, diretora de comunicação da Secretaria de Estado de Comunicação, e Taynára Martins Barbosa, presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Acre. Mailza também figura no processo.

A ação trata de supostas condutas vedadas a agentes públicos e abuso de poder político. Fotografias do evento e informações disponíveis no Portal da Transparência foram apresentadas para sustentar a acusação de que servidores teriam atuado na campanha durante o expediente e utilizado equipamentos ligados à estrutura pública.

As defesas apresentaram documentos para afirmar que os servidores não estavam no exercício das funções públicas na data do evento. Entre os registros estão decretos de exoneração de dois funcionários e comprovantes de férias dos outros três. Também foi alegado que os equipamentos usados durante o ato eleitoral eram particulares.

O Democracia Cristã contestou a documentação. O partido afirma que decretos de exoneração publicados em 28 de agosto teriam produzido efeitos retroativos e questionou ainda a situação funcional de Taynára Martins Barbosa, sob a alegação de que ela teria assinado atos oficiais durante o período em que estaria de férias.

Diante da divergência, a juíza auxiliar da Propaganda Eleitoral Denise Bomfim determinou que a Secretaria de Estado de Administração encaminhe, no prazo de cinco dias, a íntegra dos processos administrativos referentes às férias e exonerações dos cinco servidores. O material deverá conter o histórico de tramitação, datas e horários dos protocolos e registros das assinaturas digitais.

A investigação vai concentrar-se na situação funcional dos servidores em 18 de agosto e na identificação da propriedade e do custeio dos equipamentos utilizados durante o ato de campanha. O objetivo é verificar se houve utilização da estrutura pública em benefício eleitoral.

Mailza tentou deixar o processo sob o argumento de ilegitimidade passiva, mas o pedido foi rejeitado. A Justiça Eleitoral considerou que a legislação permite a responsabilização do candidato que eventualmente tenha sido beneficiado por uma conduta irregular, sem que a decisão represente julgamento antecipado sobre a existência da infração.

O processo, registrado sob o número 0600616-79.2026.6.01.0000, seguirá para nova manifestação das partes depois que a documentação administrativa for apresentada. Em seguida, os autos deverão passar pela Procuradoria Regional Eleitoral antes do julgamento do mérito.

Thor Dantas critica terceirização no Pronto-Socorro de Rio Branco e defende gestão direta

O candidato ao Governo do Acre Thor Dantas (PSB) criticou o modelo de gestão do Pronto-Socorro de Rio Branco e defendeu maior controle do poder público sobre os serviços médicos prestados na unidade. As declarações foram feitas nesta segunda-feira (14), durante participação no programa Gazeta Entrevista, da TV Gazeta, quando o médico e ex-diretor do hospital questionou a terceirização de áreas ligadas diretamente ao atendimento dos pacientes.

Thor citou a situação de pacientes nos corredores do Pronto-Socorro e afirmou que a forma de organização dos serviços precisa ser revista. Para o candidato, atividades como trauma e anestesia devem contar com profissionais integrados à estrutura da rede pública, sob acompanhamento direto da gestão.

Ex-diretor do Pronto-Socorro, Thor afirmou que a terceirização pode ser usada em determinados serviços de apoio, mas não considera adequado adotar o mesmo modelo nas atividades diretamente relacionadas à assistência médica.

Ao abordar a contratação de equipes externas para áreas consideradas essenciais, o candidato afirmou que o modelo não produziu os resultados esperados. “Foram gastos montanhas de dinheiro e a população não está satisfeita”, disse.

Thor diferenciou a assistência médica dos serviços de apoio que podem ser contratados pelo Estado. Ele citou o diagnóstico por imagem como exemplo de área em que uma empresa terceirizada pode assumir tanto a prestação do serviço quanto obrigações relacionadas à manutenção dos equipamentos.

Na avaliação do candidato, a lógica deve ser diferente quando o serviço envolve médicos responsáveis diretamente pelo atendimento dos pacientes. A proposta defendida por ele prevê maior vínculo dos profissionais com a estrutura pública e acompanhamento da gestão sobre o trabalho desenvolvido dentro da unidade.

Thor Dantas é médico infectologista, professor da Universidade Federal do Acre e já ocupou cargos na administração estadual da saúde. Além da direção do Pronto-Socorro de Rio Branco, foi presidente da Fundação Hospitalar do Acre e secretário-adjunto estadual de Saúde. Em 2026, disputa pela primeira vez o Governo do Acre pelo PSB.

Alan Rick visita Shopping Aquiri e discute propostas para recuperar movimento no espaço

O candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) visitou nesta terça-feira (15) comerciantes do Shopping Aquiri, no Centro de Rio Branco, e discutiu propostas para aumentar a circulação de consumidores e melhorar as condições de funcionamento do espaço. A agenda foi acompanhada pelo candidato a vice-governador Rico Leite.

Durante a visita, comerciantes relataram problemas relacionados à segurança, ao baixo movimento de clientes e ao fechamento de estabelecimentos. Alan afirmou que pretende avaliar alternativas apresentadas pelos próprios permissionários para tentar recuperar a atividade comercial no local.

Entre as sugestões apresentadas está a instalação de repartições públicas no segundo piso do Shopping Aquiri. A proposta é aumentar o fluxo diário de pessoas e, consequentemente, ampliar o número de potenciais consumidores nos estabelecimentos.

A ideia foi apresentada pelo comerciante Francisco da Costa, conhecido como Chico do Relógio. Ele também sugeriu que lojistas mais afetados pela baixa circulação sejam transferidos para espaços no térreo. Durante a conversa, Chico declarou apoio à candidatura de Alan Rick ao governo estadual.

Alan afirmou que as propostas poderão ser discutidas com os comerciantes e com a Prefeitura de Rio Branco. Como o imóvel pertence ao município, uma eventual participação do governo estadual dependeria de parceria com a administração municipal.

O Shopping Aquiri foi criado para abrigar comerciantes populares no Centro da capital e funciona por meio da ocupação de lojas e quiosques. Nos últimos anos, lojistas têm enfrentado dificuldades para atrair consumidores, principalmente nos espaços localizados nos pisos superiores.

Na agenda desta terça-feira, Alan também apresentou propostas de campanha direcionadas aos micro e pequenos empreendedores. Entre elas estão acesso ao crédito, qualificação profissional, redução da burocracia e reforço da segurança em áreas comerciais.

“O pequeno comerciante, o agricultor familiar e o pequeno produtor precisam do incentivo, da capacitação e do fomento do poder público”, afirmou o candidato ao defender políticas voltadas aos pequenos negócios.

Em agenda de campanha, Mailza se reúne com industriais e recebe apoio de empresários

A candidata à reeleição ao governo do Acre, Mailza Assis (PP), participou nesta terça-feira, 15, de um encontro com empresários e representantes do setor industrial de Rio Branco. Durante a agenda de campanha, o grupo apresentou demandas relacionadas à infraestrutura e às condições para expansão das empresas, enquanto a candidata falou sobre propostas para geração de empregos e fortalecimento da atividade econômica no estado.

Parte dos empresários presentes declarou apoio à candidatura de Mailza. A manifestação ocorreu após a discussão de temas ligados à melhoria da infraestrutura das áreas industriais, logística e condições para que empresas instaladas no Acre possam ampliar suas atividades.

Mailza afirmou que pretende manter o diálogo com o setor privado e defendeu investimentos em infraestrutura como parte da estratégia para estimular a instalação e a expansão de empreendimentos. A candidata também relacionou o crescimento da indústria à necessidade de qualificação profissional e à abertura de novas vagas de trabalho.

As condições dos espaços destinados às indústrias estão entre as demandas apresentadas pelo setor produtivo ao poder público. Em julho, o governo estadual anunciou um investimento de R$ 10 milhões para obras de revitalização de parques industriais em municípios acreanos, incluindo melhorias de pavimentação, acessibilidade e infraestrutura.

O encontro integra a agenda eleitoral de Mailza em Rio Branco nesta terça-feira. A programação da candidata também prevê gravação de programa eleitoral, entrevista à TV Gazeta e reuniões com representantes do Sindicato dos Policiais Civis do Acre, mulheres e integrantes da Associação dos Militares do Estado do Acre.

A aproximação com empresários tem sido uma das frentes adotadas pela campanha nas últimas semanas. Em reuniões anteriores, a candidata apresentou propostas relacionadas à redução da burocracia, melhoria de estradas e logística, fornecimento de energia, acesso à internet e capacitação de trabalhadores como medidas para ampliar os investimentos privados e a geração de empregos.

Mário Gazin anuncia apoio a Bocalom na disputa pelo Governo do Acre

O empresário Mário Gazin, fundador do Grupo Gazin, anunciou apoio à candidatura de Tião Bocalom ao Governo do Acre nas eleições de 2026. Em vídeo divulgado durante a campanha, ele pediu votos ao candidato e defendeu que a disputa seja definida ainda no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Gazin afirmou conhecer Bocalom desde antes da entrada do atual candidato na política. Ao comentar a trajetória dele, lembrou o período em que atuava como professor e falou sobre a relação construída ao longo dos anos.

“Eu conheço ele como professor, uma pessoa que luta, trabalha e muito bom”, afirmou o empresário na gravação.

O fundador do Grupo Gazin também citou a atuação da empresa no Acre e comparou o desenvolvimento do estado com o do Paraná, onde o grupo empresarial foi criado. Na manifestação, defendeu que Bocalom assuma o comando do Executivo acreano.

“Eu queria que o Acre fosse como o estado do Paraná. Nós precisamos eleger o Bocalom para governador”, declarou.

Gazin ainda reforçou o pedido de voto no número 45 e disse esperar uma vitória já na primeira votação. “Tem que dar no primeiro turno para não ter problema não, para ser o melhor”, afirmou.

O apoio do empresário passa a fazer parte das manifestações públicas recebidas por Bocalom durante a campanha eleitoral de 2026, em meio à disputa pelo comando do Governo do Acre.

Tião Viana diz estar “de corpo e alma” na campanha de Virgílio à Câmara dos Deputados

O ex-governador e ex-senador Tião Viana afirmou que está “de corpo e alma” na campanha do filho, Virgílio Viana, que disputa uma vaga de deputado federal pelo Acre. Tião participa ativamente da candidatura e diz que pretende colocar a experiência acumulada na vida pública à disposição do filho, sem interferir na construção de uma trajetória própria para a nova geração.

“Estou de corpo e alma na campanha do meu filho. Quero estar ao lado dele, transmitir aquilo que aprendi ao longo da minha trajetória e, ao mesmo tempo, respeitar o caminho que ele está construindo. Virgílio pertence a uma nova geração e precisa apresentar suas próprias respostas para os desafios do Acre”, afirmou Tião.

Formado em Direito e integrante de uma família com longa atuação na política acreana, Virgílio reconhece a influência da trajetória do pai, mas tenta construir uma candidatura ligada aos problemas atuais do estado. Entre os temas apresentados na campanha estão inovação, empreendedorismo, melhoria dos serviços públicos, sustentabilidade e políticas voltadas à população de menor renda.

“Tenho orgulho do que meu pai construiu, mas sei que preciso conquistar a confiança dos acreanos pelo que tenho a oferecer. Quero olhar para os problemas de hoje, sem perder de vista quem mais precisa do poder público”, afirmou Virgílio.

Tião Viana foi eleito duas vezes senador e governou o Acre por oito anos. Entre as ações associadas às suas gestões estão o Saúde Itinerante, criado para levar atendimento a comunidades com dificuldade de acesso aos serviços médicos, e iniciativas de incentivo a florestas plantadas, com produção vinculada à conservação ambiental. Ao falar sobre a campanha do filho, o ex-governador defendeu que as soluções apresentadas agora precisam considerar as mudanças ocorridas no estado nas últimas décadas.

“Fiz a minha parte e agora quero apoiar meu filho para que ele faça a dele. O Acre mudou, surgiram outras necessidades e cabe a quem chega agora encontrar respostas para esse novo momento. Quero estar presente, ajudar no que puder e colocar minha experiência à disposição dessa nova caminhada”, disse.

A campanha de Virgílio tem colocado entre as prioridades o apoio aos pequenos negócios, a qualificação profissional, a geração de empregos e a melhoria dos serviços públicos. A permanência dos jovens no Acre também entrou no debate diante da perda populacional registrada nos últimos anos.

Dados do Censo 2022 mostram que o Acre teve saldo migratório negativo de 23,7 mil moradores entre 2017 e 2022. Nesse período, 33,9 mil pessoas deixaram o estado e 10,2 mil chegaram. Virgílio defende a criação de oportunidades para quem pretende permanecer no Acre e condições para que jovens que saem em busca de formação ou emprego possam retornar.

Saúde, segurança e educação também aparecem entre as propostas apresentadas durante a campanha. Virgílio defende ampliar o atendimento médico, melhorar a qualidade do ensino e reforçar políticas de enfrentamento à violência, levando em consideração as diferenças entre Rio Branco e os municípios do interior.

A tecnologia é outro eixo da candidatura. Virgílio sustenta que ferramentas digitais podem reduzir os impactos das grandes distâncias entre os municípios e facilitar o acesso à educação e aos serviços públicos. Em publicação recente nas redes sociais, ele também relacionou inteligência artificial, novas profissões e qualificação da juventude ao debate sobre o futuro econômico do Acre.

Na área ambiental, a proposta apresentada é conciliar conservação e atividade econômica, com valorização da floresta em pé e aproveitamento dos recursos naturais em benefício das comunidades. As ideias fazem parte do conceito apresentado pela campanha como “Acre do futuro”, que reúne modernização da gestão pública, desenvolvimento econômico, tecnologia e uso sustentável dos ativos ambientais.

Para Tião Viana, o papel na campanha será contribuir com a experiência política sem definir os passos do filho. “Legado não é repetir uma história. É deixar referências para que quem vem depois avance e faça a sua parte. Estou ao lado do Virgílio porque acredito na capacidade dele e porque entendo que a política também precisa abrir espaço para novas ideias e novas gerações”, afirmou.

Mãe relata ajuda de Alan Rick para conseguir tratamento fora do Acre para filha com cardiopatia

Quando Maria Isis começou a cansar para mamar e a respirar com dificuldade, Adriana já sabia que a cardiopatia descoberta ainda na maternidade exigia uma resposta rápida. A menina tinha pouco mais de dois meses quando foi internada e passou a depender de uma vaga fora do Acre para receber atendimento especializado. Neste domingo (13), a história voltou a público em um vídeo divulgado pelo candidato ao governo Alan Rick, no qual a mãe relata como procurou o então senador e conseguiu encaminhar a filha para tratamento em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

Maria Isis nasceu aparentemente saudável. Antes de deixar a maternidade, uma pediatra percebeu um sopro durante a ausculta e pediu um ecocardiograma. O exame confirmou a cardiopatia congênita. A família recebeu alta e voltou para casa, mas a situação mudou poucas semanas depois. Com cerca de um mês, a criança passou a demonstrar cansaço intenso e dificuldade para se alimentar. “Quando a gente internou, ela tinha dois meses e dezessete dias”, conta Adriana.

A partir da internação, começou a espera por uma vaga fora do estado. Adriana conta que a transferência era difícil porque o hospital que poderia receber a filha estava com a UTI lotada. Enquanto isso, Maria Isis permanecia internada no Acre. “A gente ficou no hospital dias e dias sem saber o que fazer”, afirma. Para a mãe, cada dia aumentava a preocupação porque a criança continuava respirando com dificuldade e precisava de atendimento que, segundo ela, não estava disponível no estado naquele momento.

Foi por meio de uma amiga que Adriana decidiu procurar Alan Rick. Ela havia ouvido relatos de famílias que buscaram ajuda do parlamentar para conseguir atendimento médico fora do Acre. Primeiro, passou a enviar vídeos da filha pelas redes sociais. Depois, conseguiu o número pessoal do então senador e mostrou como Maria Isis estava.

“Pedi, por favor, que ele nos ajudasse, que ajudasse a salvar a vida da minha filha, porque, se ela não viajasse, ela não tinha chances de vida aqui”, relembra.

O contato aconteceu durante a noite. Na manhã seguinte, por volta das 6 horas, Alan Rick telefonou para Adriana e disse que tentaria falar diretamente com um hospital. Cerca de 15 minutos depois, segundo a mãe, veio uma nova ligação. “Adriana, a vaga da Maria já está garantida no hospital de São José do Rio Preto. Agora vocês corram com o TFD para que ela vá o quanto antes”, recorda.

Adriana afirma que ainda guarda o áudio enviado por Alan Rick naquele período, confirmando a vaga. A lembrança está ligada principalmente ao estado da filha nos dias de internação. No vídeo, ela descreve que Maria Isis fazia tanto esforço para respirar que o ombro subia próximo à cabeça. “Qual a outra pessoa que vai se compadecer de ver um vídeo como eu mandei para ele, um vídeo da minha filha respirando com muita dificuldade, e agir?”, questiona.

O relato também assume caráter político ao longo da gravação. Adriana elogia a atuação de Alan Rick e declara apoio à candidatura dele ao governo. “A gente vê ele se compadecendo do outro, tendo empatia, se colocando no lugar do outro”, diz. Ela afirma acreditar que uma eventual gestão do candidato poderia produzir mudanças na saúde e em outras áreas do Acre.

A publicação integra a comunicação eleitoral de Alan Rick e leva para a campanha uma experiência pessoal vivida durante o período em que ele exercia o mandato de senador. Na legenda, o candidato agradece a Adriana e Wanderley por permitirem que ele participe da história de Maria Isis e afirma que outras famílias também o procuram para compartilhar episódios semelhantes.

No caso de Adriana, a memória daquele período permanece concentrada na diferença entre descobrir a doença e conseguir chegar ao atendimento. Depois dos dias de internação, da espera por uma vaga e da busca por ajuda, é esse ponto que ela escolhe para encerrar o depoimento. “A minha filha hoje pode ter um tratamento, pode ter um diagnóstico e, depois do diagnóstico, vem o tratamento. Gratidão a Deus e a ele”, afirma.