Governo mantém publicidade no período eleitoral com quatro campanhas autorizadas pelo TRE

Secom empenhou R$ 4,6 milhões para serviços entre julho e setembro; Thera já recebeu R$ 11,7 milhões de órgãos estaduais em 2026

O Governo do Acre conseguiu manter quatro campanhas institucionais em circulação durante os três meses que antecedem as eleições. Desde o início das restrições à publicidade pública, o Estado apresentou pedidos ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre e recebeu autorização para divulgar ações contra queimadas, de vacinação, doação de sangue e enfrentamento ao abuso sexual de crianças e adolescentes.

No mesmo período, a Secretaria de Estado de Comunicação empenhou R$ 4,6 milhões para a Thera Publicidade executar serviços em julho, agosto e setembro. O empenho foi emitido em 4 de julho, primeiro dia da vedação eleitoral, com a descrição “divulgação dos atos e ações do Governo do Acre”.

O valor ainda não aparece como liquidado ou pago. O recurso foi reservado no orçamento, mas não há registro de que os R$ 4,6 milhões tenham sido transferidos à agência.

Governo obteve quatro autorizações

A legislação eleitoral proíbe, como regra, a publicidade institucional nos três meses anteriores às eleições. A divulgação só pode continuar quando a Justiça Eleitoral reconhece grave e urgente necessidade pública.

Por essa exceção, o Governo do Acre manteve quatro campanhas no ar. Cada pedido foi analisado separadamente pelo TRE-AC.

A campanha contra queimadas e incêndios florestais recebeu autorização liminar no processo nº 0600135-19.2026.6.01.0000. O governo apresentou justificativas da Secretaria de Meio Ambiente e modelos das peças. A decisão permitiu a divulgação em televisão, rádio, jornais e mídias digitais até o julgamento definitivo.

O tribunal considerou a estiagem e os dados ambientais suficientes para manter a comunicação preventiva. A veiculação ficou limitada aos leiautes, roteiros e modelos submetidos ao TRE, sem nomes, imagens, slogans de governo ou elementos de promoção de autoridades.

No processo nº 0600137-86.2026.6.01.0000, o Estado pediu autorização para a campanha de multivacinação “Quem ama, vacina”. A ação, prevista para televisão, rádio, jornais e meios digitais, integra o calendário do Ministério da Saúde e tem atividades programadas para agosto e setembro.

O TRE aprovou a campanha por unanimidade. Os desembargadores levaram em conta os baixos índices de cobertura vacinal e o caráter educativo das peças, que não apresentam nomes, vozes, imagens, slogans políticos ou marcas de gestão.

Campanha exibida em portal foi analisada pelo TRE

Uma das campanhas autorizadas já aparece em portais de notícias do Acre. Com o título “Alguns monstros não estão debaixo da cama”, a peça incentiva denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes pelo Disque 100.

A ação foi analisada no processo nº 0600138-71.2026.6.01.0000. O governo informou ao TRE o aumento de casos de maus-tratos no Acre e defendeu a necessidade de uma campanha preventiva, informativa e educativa. A decisão liminar autorizou a veiculação em televisão, rádio, jornais e mídias digitais.

O material publicado traz o brasão do Estado e informa que a campanha foi autorizada pelo TRE-AC. A decisão, porém, vale apenas para as peças apresentadas no processo. Mudanças de conteúdo ou a inclusão de elementos de promoção da administração não estão cobertas pela autorização.

A quarta campanha, “Quando você doa, alguém recomeça”, busca recompor os estoques de sangue do Hemoacre. O TRE autorizou definitivamente a divulgação após analisar relatórios sobre a redução dos estoques e a queda nas doações durante julho e agosto.

O Acórdão nº 7.374/2026 restringiu a autorização às peças examinadas. Alterações relevantes no conteúdo, na identidade visual ou na forma de divulgação dependem de nova análise da Justiça Eleitoral.

Thera já recebeu R$ 11,7 milhões em 2026

Enquanto mantém as quatro campanhas autorizadas pelo TRE, o Governo do Acre continua executando contratos de publicidade com a Thera.

Os pagamentos estaduais de 2026 mostram que a agência recebeu R$ 11.763.863,60 da administração pública estadual neste ano.

Desse total, R$ 11.075.718,43 foram pagos pela Secretaria de Comunicação por meio do Contrato nº 004/2024. Outros R$ 688.145,17 saíram do Departamento Estadual de Trânsito, vinculados ao Contrato nº 034/2025.

Os cinco empenhos emitidos em favor da empresa somam R$ 17.488.115,55. Parte desse valor ainda não foi liquidada, incluindo os R$ 4,6 milhões reservados pela Secom para serviços entre julho e setembro.

A descrição do empenho é mais abrangente que as autorizações eleitorais. Enquanto as decisões do TRE tratam de quatro campanhas específicas, o registro orçamentário prevê, de forma ampla, a divulgação de atos e ações do governo.

Autorizações não informam os custos

O tribunal examinou a urgência das campanhas e o conteúdo das peças apresentadas pelo Estado.

Os processos também não informam o custo de cada campanha, os valores destinados aos veículos de comunicação, o número de inserções ou a divisão dos recursos entre produção, remuneração da agência e compra de mídia.

As autorizações permitem apenas a circulação das quatro campanhas durante o período eleitoral, dentro dos modelos aprovados. Obras, entregas, resultados administrativos e outras ações comuns da gestão não estão incluídos.

O governo ainda não informou quanto dos R$ 4,6 milhões será destinado a cada campanha nem quais emissoras, rádios, jornais, portais e plataformas digitais receberão os recursos.

As decisões eleitorais explicam por que as campanhas podem continuar no ar. Os planos de mídia, as ordens de serviço, os pedidos de inserção e as notas fiscais poderão revelar quanto o Governo do Acre gastará com publicidade durante o trimestre eleitoral.

MDB oficializa Jéssica Sales como vice de Mailza e homologa candidaturas no Acre

O MDB oficializou, na manhã deste sábado (25), em convenção realizada na sede estadual do partido, em Rio Branco, a candidatura da ex-deputada federal Jéssica Sales a vice-governadora na chapa liderada pela governadora Mailza Assis, do Progressistas. O encontro também homologou os candidatos da legenda à Assembleia Legislativa do Acre e à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

A convenção reuniu dirigentes partidários, filiados, militantes, candidatos e representantes de partidos aliados. Mailza participou do evento ao lado de Jéssica e defendeu a aliança entre Progressistas e MDB como base do projeto de reeleição ao governo estadual.

A composição forma uma chapa majoritária exclusivamente feminina na disputa pelo Governo do Acre. Durante o evento, Mailza afirmou que a aliança busca ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão política. “Duas mulheres, e nós estamos de coração aberto, felizes para essa batalha”, declarou.

Jéssica Sales agradeceu o apoio recebido desde que aceitou integrar a chapa e afirmou que a união não ficará restrita às duas candidatas. “Não vai ser só uma fotografia entre eu e Mailza”, disse, ao defender uma campanha próxima dos moradores dos municípios acreanos.

A ex-deputada também respondeu às críticas de que suas decisões políticas seriam conduzidas pelo pai, o presidente estadual do MDB e ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales. Jéssica afirmou que construiu uma trajetória própria durante os oito anos em que exerceu mandato na Câmara dos Deputados e que a decisão de disputar a vice-governadoria partiu de suas convicções pessoais.

Entre os nomes oficializados para a Câmara dos Deputados estão o ex-deputado estadual Ney Amorim, o ex-reitor da Universidade Federal do Acre Minoru Kinpara e o deputado estadual Pedro Longo. Ney classificou a convenção como a largada da mobilização eleitoral do partido, enquanto Minoru apresentou a experiência nas áreas de educação, cultura e gestão pública como base de sua candidatura. Pedro Longo afirmou que pretende levar ao Congresso pautas relacionadas à realidade econômica, social e ambiental do Acre.

Para a Assembleia Legislativa, um dos nomes confirmados foi o ex-prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre. Pela primeira vez candidato a um cargo proporcional, ele classificou a nova disputa como um recomeço na carreira política e afirmou que pretende percorrer os municípios durante a campanha.

O MDB trabalha com a meta de eleger entre dois e três deputados federais e pelo menos quatro deputados estaduais. A convenção deste sábado consolidou a entrada da legenda na aliança governista e preparou o partido para a disputa marcada para 4 de outubro.

Com informações: A Gazeta do Acre

Convenção da Frente Ampla pelo Acre oficializa candidaturas no dia 30 de julho em Rio Branco

A Frente Ampla pelo Acre realizará, no dia 30 de julho, a convenção partidária que oficializará as candidaturas da aliança para as eleições de 2026. O evento será realizado a partir das 17h, no Parque das Acácias, em Rio Branco, reunindo dirigentes partidários, filiados, lideranças políticas, militantes e apoiadores de diversas regiões do estado.

Durante a convenção serão homologadas as candidaturas de Dr. Thor Dantas ao Governo do Acre e de Jorge Viana ao Senado Federal. Também serão oficializadas a candidatura a vice-governador e as chapas proporcionais para deputado federal e deputado estadual.

A Frente Ampla reúne os partidos PSB, PCdoB, PT, PV, PSOL, Rede e Podemos. Ao todo, a coligação prevê homologar cerca de 100 candidaturas aos cargos proporcionais, além das candidaturas majoritárias.

Segundo Jorge Viana, a convenção marcará o início da campanha da aliança e terá como foco a união das forças políticas em torno de um projeto para o estado.

“O encontro terá o lado formal, mas será uma grande festa, que procura retomar a boa política no Acre, reunindo pessoas que queiram ver o nosso estado voltando a dar certo e prosperando. A nossa candidatura é de amor e união pelo Acre. Queremos juntar pessoas de diferentes ideias, mas que compartilham o mesmo sonho de construir um estado mais justo e com oportunidades para todos. É esse espírito que queremos celebrar na convenção e levar para toda a campanha”, afirmou.

Serviço

Evento: Convenção da Frente Ampla pelo Acre
Data: 30 de julho de 2026 (quinta-feira)
Horário: 17h
Local: Parque das Acácias, em Rio Branco (AC)

Acre chega a 2026 entre serviços em crise, dependência do FPE e silêncio político, diz Leonildo Rosas

A disputa eleitoral de 2026 começou no Acre, mas, para o jornalista Leonildo Rosas, o principal debate ainda não entrou na campanha. Durante participação no programa Central de Política, da TV Gazeta, ele descreveu um estado que, na sua avaliação, perdeu a capacidade de reagir diante do avanço dos problemas estruturais. Em vez de discutir projetos para saúde, educação, economia e desenvolvimento, o Acre estaria mergulhado em um ambiente de acomodação política e social. “A sociedade acreana, a que a gente vive, a que a gente está presente, ela está caminhando de uma forma sonâmbula rumo ao abismo. Não há qualquer manifestação, qualquer reivindicação, qualquer protesto quanto aos desmandos que a gente vê ao longo dos últimos anos no nosso estado”, afirmou. Em seguida, elevou o tom do diagnóstico: “O pior dessa rumo ao abismo é que pode também ir para o fundo do poço, o subsolo do fundo do poço que a gente caminha.”

A imagem do “Acre sonâmbulo” tornou-se o eixo da análise apresentada por Rosas. Para ele, o silêncio da sociedade não decorre apenas do desgaste natural da política, mas da ausência de enfrentamento público diante de uma sucessão de problemas administrativos que, segundo sua leitura, deixaram de provocar indignação coletiva.

Na avaliação do jornalista, esse cenário começou a ser construído após a eleição de 2018. Ele atribui parte da responsabilidade às forças políticas derrotadas naquele pleito, que, segundo disse, abandonaram o espaço do debate público e permitiram a consolidação de um ambiente sem contraponto. “O que está acontecendo é o reflexo da covardia das forças de esquerda ao longo dos últimos oito anos. É um pessoal que perdeu a eleição em 2018, a maioria vazou do estado do Acre, fugiu, não fez o enfrentamento, não fez o combate político. E dentro da política não tem espaço vazio. Deixou-se criar um discurso único: rejeição a um grupo político que fez muito pelo Acre.”

Para Rosas, a consequência dessa ausência foi uma campanha cada vez mais superficial, incapaz de discutir um projeto de Estado. Na visão dele, muitos candidatos sequer demonstram disposição para construir uma candidatura competitiva. “O candidato precisa primeiro levar essa candidatura a sério. Então, se ele não leva, como é que as pessoas vão acreditar?”

As críticas avançaram para a relação entre governo e imprensa. Ex-secretário estadual de Comunicação, Rosas afirmou que nunca houve um investimento tão elevado em publicidade institucional. Na interpretação dele, esse volume de recursos reduziu o espaço para o escrutínio público sobre a administração estadual. “Primeiro, nunca se gastou tanto para calar a imprensa no Acre como o governo de Gladson Cameli. Eu fui secretário de Comunicação, eu sei o tanto que era o orçamento da Secretaria de Comunicação para mídia. Dobrou oficialmente. A população, obviamente, ela não ficou sabendo dos desmandos que foram cometidos desde o primeiro dia do Gladson Cameli.”

Ao relacionar comunicação institucional e cobertura jornalística, Rosas sustentou que episódios de grande repercussão acabaram perdendo espaço no debate público. “Nós temos um governador ou um ex-governador que, de forma inédita, levou a Polícia Federal para dentro do palácio, para dentro da sua casa, para a casa dos pais dele, e ele é condenado a 25 anos e 9 meses de cadeia. Tem pessoas que não sabem que ele foi condenado porque a imprensa não cumpriu o papel dela. A oposição não cumpriu o papel dela. Ela não fez o combate, se acovardou. Aqueles que não se acovardaram, foram embora.”

Ao comentar a atual governadora Mailza Assis, Rosas fez uma distinção entre responsabilidades administrativas e responsabilidades políticas. Segundo ele, ela não ocupava a posição de ordenadora de despesas durante os fatos que citou, mas assumiu um governo identificado com a continuidade do grupo político. “A partir de agora, se houver desmando dentro do governo dele — porque já há indícios e muitas denúncias de continuidade de casos de corrupção —, se ela souber que está acontecendo e mantiver essas pessoas, aí sim passará a ter culpa. Mas ela assumiu um governo com o discurso da continuidade. Será que nós queremos para o Acre a continuidade da corrupção?”

Depois das críticas políticas, Rosas concentrou a análise nos serviços públicos. Para ele, o debate eleitoral ignora justamente as áreas que mais afetam a rotina da população. “A discussão é rasa da nossa política. Ninguém discute mais um projeto de Estado. Ninguém discute os rumos da nossa saúde, que todo dia a gente vê coisas absurdas. Ninguém debate a nossa educação, que voltou a ser a pior do país em apenas oito anos. Foram anos construindo um processo para a educação melhorar. Nós temos uma assistência social que é um desastre.”

Na economia, o jornalista descreveu um estado paralisado, sem novos investimentos capazes de alterar a estrutura produtiva. “A nossa produção não produz nada. A construção civil não constrói nada. Passaram-se sete anos sem construir uma casa sequer.” Para ele, o Acre abandonou políticas voltadas à diversificação econômica e voltou a depender quase exclusivamente da circulação de recursos públicos.

Foi nesse contexto que Rosas apresentou um dos dados que considera mais preocupantes para o futuro das contas estaduais. Segundo ele, o Acre voltou a depender majoritariamente do Fundo de Participação dos Estados (FPE), revertendo um processo que buscava ampliar a arrecadação própria. “A economia do contracheque voltou agora. Quando o Tião Viana deixou o governo, nós estávamos quase que FPE e receita própria equivalente: 53% a 47%. Voltamos a depender quase 80% do FPE.”

Ao defender políticas de incentivo adotadas em governos anteriores, Rosas citou cadeias produtivas que continuam movimentando parte da economia acreana. “Se critica por ter iniciativa de fazer? Eu nunca vi isso. Se critica por não fazer. Nós estamos há oito anos no marasmo, na paralisação. A única coisa que cresceu no Acre foi a corrupção, que voltou para dentro do governo.”

Mais do que uma crítica à gestão estadual, a entrevista foi construída como um alerta sobre o rumo do Estado. Na avaliação do jornalista, o Acre corre o risco de chegar às urnas discutindo nomes e alianças enquanto deixa em segundo plano a deterioração dos serviços públicos, a dependência crescente de transferências federais e a ausência de uma estratégia de desenvolvimento capaz de reduzir a vulnerabilidade econômica. O “estado sonâmbulo” descrito por Leonildo Rosas resume, para ele, uma sociedade que deixou de reagir justamente quando os problemas passaram a exigir maior mobilização.

Zequinha Lima rebate Vagner Sales após acusação de traição política

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, rebateu neste sábado, 11, as críticas do presidente estadual do MDB, Vagner Sales, e afirmou que não entrará em disputas pessoais. A reação ocorreu após o dirigente emedebista acusá-lo de traição política durante um encontro realizado em Rio Branco para confirmar o apoio do partido à pré-candidatura da governadora Mailza Assis.

No evento, Vagner cobrou uma posição mais dura do Progressistas contra Zequinha, que decidiu apoiar o senador Alan Rick na disputa pelo Governo do Acre. O presidente do MDB também voltou a questionar o resultado da eleição municipal de 2024, quando o prefeito derrotou Jéssica Sales, filha do dirigente, por 197 votos.

Zequinha afirmou que aceita críticas relacionadas à atuação política, mas classificou as declarações como ataques pessoais.

“Críticas fazem parte, já ataques pessoais dizem mais sobre quem faz do que sobre quem recebe. Enquanto alguns gastam tempo me atacando, eu sigo trabalhando e entregando resultados”, declarou.

O prefeito disse que pretende concentrar sua atuação na administração de Cruzeiro do Sul e na apresentação de propostas, sem responder a novos confrontos pessoais.

“Prefiro investir minha energia no que realmente faz diferença, não em discussões. Vai brigar sozinho, eu faço política com propostas e não com ataque e baixaria”, completou.

A troca de declarações ocorre durante a reorganização das alianças para a eleição estadual de 2026. O MDB confirmou apoio à pré-candidatura de Mailza e apresentou a ex-deputada federal Jéssica Sales como nome do partido para a vaga de vice-governadora.

A aproximação entre Alan Rick e Zequinha aumentou a distância entre o senador e o grupo político da família Sales. O prefeito de Cruzeiro do Sul anunciou apoio ao pré-candidato do Republicanos no fim de junho e, dias depois, pediu afastamento temporário das funções que ocupava no Progressistas.

Apesar da decisão, Zequinha permanece filiado ao partido de Mailza. O pedido encaminhado à direção estadual suspende suas atividades partidárias até o fim de 2026.

A nova composição também leva para a disputa estadual a rivalidade da eleição municipal de Cruzeiro do Sul. Em 2024, Zequinha foi reeleito com 24.478 votos, contra 24.281 recebidos por Jéssica Sales.

Com as alianças anunciadas, Mailza terá no Juruá o apoio da família Sales, enquanto Alan Rick contará com a estrutura política do prefeito de Cruzeiro do Sul. A divisão coloca a região entre os principais centros da disputa pelo Governo do Acre em 2026.ões.

Federação aciona Alan Rick após prefeito do PP declarar apoio à pré-candidatura

A Federação União Progressista entrou com uma nova ação contra o senador Alan Rick, pré-candidato ao governo do Acre pelo Republicanos, depois de agendas políticas no Juruá que terminaram com a adesão do prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, ao grupo do parlamentar. A representação aponta possível propaganda eleitoral antecipada e reforça a disputa jurídica que passou a acompanhar a movimentação dos pré-candidatos ao Palácio Rio Branco.

O caso ganhou força após Zequinha, filiado ao Progressistas, partido que integra a federação ao lado do União Brasil, anunciar apoio a Alan Rick. A decisão teve impacto direto no campo governista, já que o prefeito administra a principal cidade do Vale do Juruá e era tratado como peça importante na articulação política da base ligada à governadora Mailza Assis.

A nova ação ocorre em meio a um ambiente de pré-campanha cada vez mais tensionado. Alan Rick já havia sido alvo de questionamentos eleitorais envolvendo peças de divulgação espalhadas pelo estado. A defesa política do senador tem sustentado que as ações fazem parte da prestação de contas do mandato e da divulgação de atividades parlamentares, sem pedido explícito de voto.

A legislação eleitoral permite a propaganda somente a partir de 16 de agosto. Antes desse prazo, atos de pré-campanha podem ocorrer desde que não haja pedido direto de voto nem uso de meios vedados pela lei. A discussão, agora, deve se concentrar no alcance das agendas realizadas por Alan Rick e na forma como a adesão de lideranças políticas foi divulgada.

O movimento de Zequinha também abriu uma crise interna no Progressistas. Após declarar apoio ao senador, o prefeito pediu afastamento temporário das atividades partidárias, mas permaneceu filiado à legenda. A decisão buscou reduzir o desgaste dentro do partido, sem romper formalmente com a sigla.

Nos bastidores, a disputa reflete a reorganização das forças políticas para 2026. Alan Rick tenta consolidar apoios fora do campo tradicional de aliados, enquanto a União Progressista busca conter perdas dentro da própria base. A adesão de Zequinha ampliou o peso da pré-candidatura do Republicanos no Juruá e acirrou a reação dos adversários.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

MDB de Tarauacá declara apoio a Tião Bocalom em articulação para 2026

O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, abriu a agenda desta segunda-feira (6) em Tarauacá com uma reunião voltada à formação de alianças para as eleições de 2026. O encontro reuniu lideranças de diferentes partidos, entre elas o presidente da executiva municipal do MDB, o empresário e pecuarista Mirabô, além de integrantes da direção local da sigla. Ao fim da agenda, o MDB de Tarauacá declarou apoio à pré-candidatura de Bocalom ao Palácio Rio Branco.

Durante a reunião, Bocalom apresentou ações e resultados de sua gestão à frente da Prefeitura de Rio Branco e afirmou que a experiência administrativa pode servir de base para ampliar políticas públicas em todo o estado. “Mostramos aquilo que conseguimos realizar em Rio Branco e reafirmamos que é possível fazer muito mais pelo Acre, com planejamento, responsabilidade e incentivo à produção. Nosso objetivo é construir um projeto que una pessoas comprometidas com o desenvolvimento do estado”, disse.

A declaração de apoio foi anunciada após a reunião com a executiva municipal do MDB. Segundo Mirabô, a decisão levou em conta a trajetória administrativa do pré-candidato e a avaliação da direção local do partido sobre o cenário eleitoral. “Entendemos que o Bocalom é o nome mais preparado para governar o Acre. Por isso, o MDB de Tarauacá estará ao lado dele nessa caminhada rumo ao Palácio Rio Branco”, afirmou o dirigente.

A agenda em Tarauacá faz parte da articulação política de Bocalom no interior do estado, em busca de ampliar a base de apoio para a disputa de 2026.

Carta de Flávio Bolsonaro aos EUA expõe cálculo eleitoral em meio a ameaça de tarifaço

A carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao governo dos Estados Unidos sobre a ameaça de novas tarifas contra produtos brasileiros abriu uma crise política para a oposição ao colocar o interesse eleitoral no centro da negociação. Em vez de contestar de forma frontal a pressão americana sobre o Brasil, o parlamentar pediu que a decisão fosse adiada para depois das eleições de 2026, argumento que transformou a própria carta em munição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ponto mais sensível do texto é a admissão de que a sobretaxa poderia favorecer Lula politicamente. Ao levar esse argumento a autoridades americanas, Flávio deslocou o debate do impacto econômico sobre empresas, trabalhadores e exportadores para o efeito da medida sobre sua campanha presidencial. A iniciativa passou a ser lida no meio político como uma tentativa de calibrar o tempo da pressão externa para reduzir danos eleitorais à oposição.

A carta também enfraqueceu o discurso bolsonarista de defesa do Brasil. O pedido não se concentra em barrar definitivamente a tarifa, mas em suspender sua aplicação até depois da eleição. Na prática, a mensagem enviada a Washington sugere que o problema principal não seria a agressão comercial em si, mas o momento em que ela poderia ocorrer. Essa diferença deu ao Planalto espaço para enquadrar a oposição como dependente de uma decisão estrangeira em plena disputa nacional.

O erro político foi agravado pela exposição da estratégia. Ao avisar que o tarifaço ajudaria Lula, Flávio entregou ao adversário a narrativa de que a crise fortalece o discurso de soberania do governo. A carta, que buscava reduzir o custo da medida para a campanha bolsonarista, acabou produzindo o efeito contrário: associou a oposição a uma articulação externa e permitiu ao PT apresentar o episódio como prova de interferência sobre o processo eleitoral brasileiro.

O caso também reacende o histórico de pressão internacional envolvendo integrantes da família Bolsonaro. A atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, em defesa de sanções contra autoridades brasileiras e medidas de pressão relacionadas ao processo judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro, dificulta a tentativa de separar a discussão comercial da agenda política do bolsonarismo. A nova carta recoloca esse vínculo no centro do debate.

Para Lula, o episódio funciona como ativo de campanha. O presidente passou a tratar o tarifaço como ataque à economia nacional e à soberania do país, enquanto tenta colar em Flávio a imagem de candidato disposto a negociar com uma potência estrangeira a partir de conveniências eleitorais. Para Flávio, o desafio agora é explicar por que um presidenciável recorreu ao governo americano para pedir não a rejeição plena da tarifa, mas o adiamento de uma decisão que poderia prejudicá-lo nas urnas.

A disputa deixou de ser apenas comercial. A carta transformou a ameaça de tarifa em tema central da eleição e deu ao governo uma linha de ataque direta contra o bolsonarismo. O cálculo de Flávio era evitar que a pressão dos Estados Unidos fortalecesse Lula. O resultado imediato foi justamente ampliar esse risco.

Márcio Bittar diz que governo Mailza pode não querer o PL e coloca Bolsonaro como prioridade em 2026

O senador Márcio Bittar afirmou nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, que a eleição nacional será sua prioridade em 2026, defendeu o palanque bolsonarista no Acre, admitiu que uma articulação entre PL e Republicanos pode mexer no tabuleiro estadual e criticou a falta de diálogo do Palácio Rio Branco após a saída de Sula Ximenes do Deracre.

Bittar entrou no estúdio com a política acreana atravessada por três disputas ao mesmo tempo: a pré-campanha ao governo, a tentativa de reeleição ao Senado e a montagem do palanque presidencial ligado a Jair Bolsonaro. Logo no início da entrevista, ele defendeu que a vida pessoal de quem disputa cargo público também precisa entrar no debate. “O político, quando entra numa campanha dizendo que a vida pessoal não importa, está mentindo. A vida pessoal importa, sim”, disse o senador.

Para explicar a posição, Bittar citou a própria família. Falou da mãe, de 93 anos, com Alzheimer, e da irmã mais nova, que depende de cuidados desde o nascimento. “Se você descobre, por exemplo, que o Márcio Bittar não cuida da mãe dele, não cuida da irmã dele, você acha que ele vai cuidar bem do Estado?”, questionou. A frase abriu a linha central da entrevista: campanha, para ele, deve revelar trajetória, comportamento e lado político.

Na leitura de Bittar, o Acre vive uma eleição diferente porque a velha divisão entre PT e anti-PT perdeu força na disputa estadual. Ele lembrou que o grupo petista governou o Acre por 20 anos, tentou voltar em 2022 e também saiu derrotado nas eleições municipais de 2024. “Depois de tanto tempo, nós conseguimos vencer o PT e depois derrotamos a tentativa de voltar em 2022 e em 2024 também”, afirmou.

Com o PT fora do centro da disputa, Bittar disse ter relação política e pessoal com os três nomes que hoje aparecem no campo competitivo para o governo: Mailza Assis, Tião Bocalom e Alan Rick. “No meu caso, eu tenho amizade com os três, eu tenho história com os três. Cabe a mim cuidar da tentativa de me reeleger”, declarou. Segundo ele, a ausência da polarização estadual permite que sua energia se concentre mais na eleição nacional.

O senador foi direto ao tratar de Bolsonaro. “Como você disse, Chico, eu tenho lado. O meu lado é o lado do presidente Bolsonaro”, afirmou. Em outro momento, ao ser perguntado se cuidaria no Acre do palanque bolsonarista, reforçou que a pauta federal é o que mais pesa em sua atuação. “A eleição mais importante para mim, com todo respeito à Mailza, ao Bocalom e ao Alan, não é eleição local. Eles não vão resolver os problemas que eu trabalho e que eu estudo há 30 anos.”

Bittar citou Flávio Bolsonaro como nome do seu campo para a Presidência e disse que pretende trazê-lo ao Juruá. “O Flávio vai vir aqui. Ele vem no Juruá. Ele não vem nem parar em Rio Branco, é direto para cá”, afirmou. A declaração serviu de ponte para o tema que mais mexe no bastidor da direita acreana: uma possível aliança nacional entre PL e Republicanos, partido de Alan Rick.

O senador confirmou conversa com Rogério Marinho, secretário-geral do PL e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. “Ele confirmou isso. Não tem novidade nisso. O PL, que tem o nosso pré-candidato, quer o apoio, quer uma coligação com o Republicanos”, disse. Bittar tratou a negociação como movimento natural de política nacional. “No momento em que o PL busca o apoio do Republicanos na candidatura do Flávio, é natural que o Republicanos peça reciprocidade.”

Essa reciprocidade pode chegar ao Acre. Bittar afirmou que Rogério Marinho lhe disse que não haverá obrigação formal. “Ninguém vai te obrigar a nada, não há verticalização”, relatou. Ainda assim, reconheceu que uma pressão direta de Flávio Bolsonaro mudaria o peso da decisão. “Se ele vem e me pede: Márcio, nós estamos aqui numa articulação nacional, queremos trazer o Republicanos, ajuda a gente, eu vou ficar numa situação”, disse.

A relação com o governo Mailza Assis ganhou tensão quando o assunto chegou ao Deracre. Bittar disse que sempre viu como mais coerente manter a aliança entre PL, PP e União Brasil, mas afirmou sentir, em alguns momentos, que o próprio governo pode não querer essa aproximação. “Eu sempre entendi que seria mais coerente manter essa aliança. Agora, às vezes eu tenho a impressão de que o governo é que não quer o PL”, declarou.

O caso de Sula Ximenes virou o exemplo principal. Bittar lembrou que ela é filiada ao PL, foi retirada de uma possível candidatura a deputada estadual e voltou ao Deracre a pedido do governo. Depois, deixou o cargo. “Ela me disse que pediu demissão porque se sentiu empurrada para fora, e o governo não fala nada com o PL”, afirmou.

O senador também disse que soube da saída de Sula pela imprensa. “Pela imprensa”, respondeu, ao ser perguntado como tomou conhecimento da exoneração. Na avaliação dele, a situação expôs ruído político dentro do Palácio Rio Branco. “Falta articulação no Palácio Rio Branco”, disse. Bittar evitou personalizar a crítica, mas manteve o recado: “Não quero botar isso no nome de ninguém, mas senta o chapéu na cabeça de quem couber.”

A saída de Sula, para Bittar, não atinge apenas a relação partidária. O senador ligou a crise à execução de obras e emendas no Deracre. Ele afirmou que ainda tem recursos destinados à autarquia e citou o viaduto da Corrente e outras ações em andamento. “Eu continuo sendo o parlamentar que mais tem emenda no Deracre”, declarou.

Bittar também respondeu às cobranças sobre o período em que foi relator do Orçamento da União. Disse que o poder do relator era limitado e que não poderia levar todo o orçamento nacional para o Acre. “O poder que eu tive como relator é um poder relativo. Eu não posso pegar o orçamento e levar todo para o meu Estado”, afirmou.

Segundo o senador, por sua atuação como relator, conseguiu trazer cerca de R$ 600 milhões a mais para o Acre. Somando emendas extraordinárias liberadas no governo Bolsonaro, disse que o valor passou de R$ 1 bilhão. “Quando eu digo que trouxe mais de R$ 1 bilhão, são outras tantas emendas. Eu consegui muita emenda extraordinária no governo do presidente Bolsonaro”, afirmou.

Ele citou recursos para ramais, máquinas entregues a prefeituras e obras como o mini anel de Brasileia e Epitaciolândia. Também afirmou que destinou R$ 200 milhões para a BR-364 dentro do orçamento geral. “Para a BR-364 foram R$ 200 milhões. Mas, dos R$ 600 milhões que eu consegui, eu tive que atender prefeitura, governador, todo mundo queria emenda”, disse.

Na pauta ambiental, Bittar voltou a defender sua tese de que os principais entraves ao desenvolvimento da Amazônia estão em Brasília, e não nos governos locais. “Os grandes problemas da região amazônica não se resolvem aqui, se resolvem no Brasil”, afirmou. Para ele, leis federais permitem ações de órgãos como Ibama e ICMBio em áreas rurais. “Se você é contra, como eu sou contra, essas ações, eu tenho que ajudar a mudar a lei. E ela é em Brasília.”

O senador também respondeu por que essas mudanças não avançaram durante o governo Bolsonaro. “Não mudou porque não tinha maioria, principalmente no Senado”, disse. Bittar afirmou que o poder de organizações não governamentais na Amazônia é maior do que parte da população imagina e defendeu a CPI das ONGs como instrumento para expor esse debate.

Em sua fala mais dura, classificou a disputa ambiental na Amazônia como conflito econômico. “Na verdade, isso é uma guerra econômica travestida de preocupação ambiental. Nós temos que desfazer isso”, declarou. Ele também acusou ONGs de atuarem contra obras estratégicas no Acre, citando a ponte de Rodrigues Alves e a continuidade da BR-364.

Ao final da entrevista, Bittar voltou ao tema da campanha. Para ele, a pré-campanha e a campanha servem para mostrar ao eleitor quem são os candidatos, o que pensam e o que fizeram quando tiveram poder. “A pré-campanha e a campanha são para você saber quem é quem, o que pensa, o que está fazendo. Se você é governo do Acre, o que fez? Se você é governo do Brasil, o que fez?”, afirmou.

A entrevista deixou Bittar no lugar onde ele costuma se colocar: sem tentar esconder o lado. O senador quer a reeleição, mantém relação com os principais nomes do governo estadual, mas avisou que sua prioridade será o palanque nacional de Bolsonaro. No Acre, essa escolha pode aproximar ou afastar aliados. E, pelo tom da conversa, o Deracre virou mais que uma autarquia em crise: virou a primeira rachadura visível entre o Palácio Rio Branco e o grupo que o governo ainda precisa decidir se quer manter por perto.

Bocalom rejeita ser vice e mantém candidatura ao governo do Acre

O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom voltou a negar, nesta quarta-feira (24), qualquer possibilidade de compor como vice em uma chapa governista e manteve a candidatura ao governo do Acre nas eleições deste ano. Filiado ao PSDB, ele disse que deixou a Prefeitura de Rio Branco para disputar o Palácio Rio Branco e não para ocupar posição secundária em uma aliança com a governadora Mailza Assis, do PP.

“Alguém acha que eu deixei a prefeitura para ser vice de alguém? Quem espalha esse tipo de boato quer me tirar da frente, porque sabe que ganharei o governo. Ninguém tem nem a coragem de vir com essa conversa comigo”, afirmou Bocalom.

A declaração ocorre em meio às articulações para a sucessão estadual, num cenário em que partidos da base governista discutem alianças, composição de chapa e espaços nas disputas para o Senado, Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Bocalom tenta se firmar como alternativa fora da chapa de Mailza e aposta no legado de sua passagem pela Prefeitura de Rio Branco para sustentar a campanha.

O ex-prefeito disse que seu grupo começou a distribuir à população um jornal com realizações de sua gestão municipal. Segundo ele, a receptividade nas ruas mostra que há espaço para crescimento eleitoral. “Meu pessoal está distribuindo um jornal com as minhas realizações como prefeito, e noventa por cento dos que são abordados para receber o material, recebe e ainda me elogia. O povo quer o Bocalom no governo”, afirmou.

Bocalom também pretende usar como bandeira de campanha o argumento de que não responde a processos por mau uso de recursos públicos nas gestões em Acrelândia e Rio Branco. Mesmo aparecendo atrás de adversários em pesquisas recentes, ele minimizou os levantamentos e disse confiar no desempenho nas urnas.

“São pesquisas feitas para agradar. Quando foi que uma pesquisa me colocou na liderança? Sempre me colocaram como sem chance de ser eleito, e quando as urnas são abertas o Bocalom é que ganha. Foi assim nas duas últimas eleições para a prefeitura da capital”, disse.

A posição de Bocalom reduz, no momento, a possibilidade de uma composição com a chapa governista e mantém a disputa pelo governo aberta entre os principais nomes colocados no tabuleiro eleitoral acreano.