Mailza busca crédito de carbono em Londres enquanto Acre paga R$ 3,2 milhões em consultoria dos próprios cofres

A governadora Mailza Assis chegou a Londres para apresentar o Acre como vitrine ambiental, buscar espaço no mercado internacional de crédito de carbono e reforçar a imagem de um Estado capaz de transformar floresta em pé em dinheiro novo. A agenda ocorre enquanto a Companhia Agência de Desenvolvimento de Serviços Ambientais S.A., a CDSA, já pagou R$ 3.256.745,01 à VR Consultoria Empresarial LTDA, entre 2023 e 2026, com recursos próprios do Tesouro Estadual, para serviços ligados à pauta ambiental, financeira e climática que agora sustenta o discurso acreano fora do país.

A empresa, inscrita no CNPJ 44.204.117/0001-62, aparece nos registros de pagamento da CDSA, estatal que atua na elaboração de projetos, na gestão de ativos ambientais e na captação de recursos no mercado de carbono. A própria companhia descreve a VR Consultoria, também apresentada como VR Carbon Partners, como empresa especializada em negócios e políticas de desenvolvimento, com experiência em captação de recursos, trânsito no mercado financeiro, bancos de investimento, capitais de risco e administração de fundos de investimento. 

O ponto que pesa politicamente é a origem do dinheiro. Os pagamentos localizados aparecem com a fonte 15000100, classificada como Recursos Próprios do Tesouro Estadual. Na prática, a conta não aparece vinculada a dinheiro internacional já captado com crédito de carbono, nem a repasses diretos do KfW, da Alemanha, do Reino Unido ou de algum fundo climático. É dinheiro do próprio Estado do Acre financiando a engrenagem que tenta vender ao mercado global a promessa de receita futura com carbono.

A maior parte dessa despesa se concentrou em 2025. Dos R$ 3,25 milhões identificados, R$ 2.534.924,05 foram pagos somente naquele ano, quando o governo intensificou a estratégia de certificação, negociação e apresentação internacional dos créditos de carbono jurisdicionais. Antes disso, a empresa havia recebido cerca de R$ 75,6 mil em 2023 e R$ 448,7 mil em 2024. Em 2026, já aparecem mais R$ 197,4 mil em pagamentos.

Os registros analisados trazem contratos e empenhos associados a consultorias para temas ambientais, Sisa, Programa ISA Carbono, REDD+, créditos de carbono jurisdicionais, mercado financeiro internacional e articulação com atores públicos e privados. Na apuração aparecem o Contrato nº 6/2025 e os Contratos nº 12/2023 e nº 12/2025, todos ligados à agenda climática e ambiental conduzida pela CDSA.

É nesse ponto que a viagem de Mailza a Londres deixa de ser apenas uma agenda institucional e passa a exigir prestação de contas. Se o Acre já pagou mais de R$ 3,2 milhões, com dinheiro dos próprios cofres, para estruturar a pauta do crédito de carbono, o governo precisa dizer o que recebeu em troca. Houve venda efetiva de créditos? Entrou dinheiro novo na conta do Estado? Alguma comunidade indígena, extrativista, ribeirinha ou agricultora familiar já recebeu recurso dessa política? Ou o Acre ainda paga caro para vender uma promessa que não se materializou?

A agenda londrina foi organizada para aproximar o Acre de empresas e bancos que operam no centro do mercado climático. Entre os compromissos divulgados estão reuniões com a Sylvera, empresa que avalia a qualidade de créditos de carbono, e com representantes do Standard Chartered Bank, instituição financeira global ligada a finanças sustentáveis, financiamento de transição e mobilização de capital climático. O governo trata a viagem como parte de uma diplomacia climática e financeira para ampliar a confiança internacional nos ativos ambientais acreanos.

A discussão sobre crédito de carbono precisa ser colocada no lugar certo. O Acre tem uma estrutura legal antiga, construída em torno do Sisa e do Programa ISA Carbono, e tenta converter reduções jurisdicionais de desmatamento em créditos certificados pelo padrão ART/TREES. Mas o Estado ainda não tem, pelas informações públicas disponíveis, crédito ART/TREES emitido, venda concluída, comprador final identificado, receita comprovada no caixa estadual ou repasse demonstrado às comunidades. O que existe é uma candidatura avançada à certificação e uma tentativa de entrada no mercado internacional.

O próprio ART informou, em 26 de março de 2026, que aceitou os documentos enviados pelo Acre para o período de crédito 2023-2027, junto com o relatório de monitoramento de 2023. Essa aceitação permite que o programa siga para validação e verificação independente. A emissão de créditos serializados depende de validação, verificação e aprovação posterior pelo conselho do ART. Portanto, aceitação documental não é certificação final nem dinheiro garantido. 

O acordo com o Standard Chartered também precisa ser lido com precisão. O banco britânico anunciou em agosto de 2025 um acordo exclusivo de cinco anos para vender créditos jurisdicionais do Acre, com expectativa de até 5 milhões de créditos em 2026 e potencial de até US$ 150 milhões. A Reuters registrou, porém, que o acordo não é venda antecipada e que não há compromisso de vender créditos agora. A diferença é decisiva: trata-se de uma estrutura de comercialização futura, não de receita já recebida pelo Estado.

Cada crédito de carbono costuma representar 1 tonelada de CO₂ equivalente. Então, quando o Standard Chartered fala em “potencialmente 5 milhões de créditos chegando ao mercado em 2026”, está falando de até 5 milhões de toneladas de CO₂ equivalente que poderiam ser convertidas em créditos jurisdicionais do Acre, se passarem por validação, verificação e emissão no padrão ART/TREES. O banco anunciou que atuará como vendedor exclusivo desses créditos por cinco anos.  

Essa fronteira entre expectativa e resultado é o centro da cobrança. O Acre se apresenta em Londres como liderança ambiental, mas ainda precisa mostrar a cadeia completa do negócio: crédito certificado, auditoria concluída, contrato assinado, comprador definido, valor recebido, repartição executada e benefício chegando aos territórios. Sem isso, a política de carbono fica mais forte no discurso internacional do que na vida concreta de quem mantém a floresta em pé.

A repartição de benefícios é outra zona sensível. O governo publicou o Decreto nº 11.732/2025 para ratificar a estratégia do Programa ISA Carbono, com 28% dos benefícios financeiros para o Estado e 72% para beneficiários do Sisa. Dentro desse percentual, a divisão anunciada reserva 22% para povos indígenas, 26% para comunidades extrativistas e 24% para agricultores familiares. O governo também afirma que a construção envolveu consultas nas cinco regionais do Acre, com participação de cerca de 1.800 pessoas.

A controvérsia não desaparece com a edição do decreto. Em abril de 2025, MPF e MPAC recomendaram que o governo do Acre e o Instituto de Mudanças Climáticas garantissem consulta livre, prévia e informada antes de incluir territórios indígenas e comunidades tradicionais no Programa ISA Carbono. Os órgãos cobraram que as comunidades tenham direito de decidir se querem participar e, caso queiram, desenvolver seus próprios projetos. Também defenderam que consultas públicas regionais do Fórum Participativo Estadual não fossem tratadas como consulta válida nos termos exigidos pela Convenção 169 da OIT. Existe documentação formal, território por território, povo por povo, mostrando que os povos indígenas aceitaram participar da comercialização dos créditos de carbono feita pelo governo estadual?

Esse debate ganha mais peso porque o mercado de carbono não compra apenas toneladas de CO₂ evitadas. Compra confiança. Um crédito jurisdicional precisa carregar integridade ambiental, segurança jurídica, governança fundiária, respeito a direitos territoriais, consulta adequada e prova de que a redução de emissões não existe só no papel. Quando qualquer uma dessas peças falha, o ativo perde valor, atrai contestação e pode ficar parado antes mesmo de chegar ao comprador.

É aqui que entra a derrota recente do Acre no Supremo Tribunal Federal. Em março de 2026, o STF declarou inconstitucional norma estadual que permitia a transferência de áreas de florestas públicas estaduais para particulares com base em dez anos de posse ou uso. O julgamento ocorreu nas ADIs 7764, 7767 e 7769, movidas pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, pela Procuradoria-Geral da República e pelo Partido Verde. A Corte derrubou a regra por entender que ela abria caminho para título de domínio definitivo em florestas públicas, reduzia proteção ambiental, dispensava exigências como estudos técnicos e análise de impacto, contrariava normas federais e feria a vedação ao retrocesso ambiental.

A decisão atinge a vitrine ambiental no ponto mais frágil. Enquanto o governo Mailza-Gladson tenta convencer investidores em Londres de que o Acre é um porto seguro para créditos de carbono de alta integridade, o STF teve de barrar uma regra estadual que fragilizava a proteção de florestas públicas. A contradição não impede o Acre de buscar financiamento climático, mas aumenta o risco jurídico, político e comercial da operação. Para bancos, certificadoras e compradores internacionais, floresta pública sob ameaça fundiária é problema de integridade.

O risco não é abstrato. O caso do Pará já virou alerta para os estados amazônicos. Em 2025, o MPF foi à Justiça para pedir a anulação de contrato bilionário de crédito de carbono, citando venda antecipada e ausência de consulta prévia, livre e informada. Em 2026, o órgão também recomendou ao ART a suspensão da certificação e da venda de créditos do Pará até a solução judicial da disputa. O Acre tenta se diferenciar porque o acordo com o Standard Chartered não foi estruturado como venda antecipada, mas a lição permanece: sem consulta robusta, transparência contratual e segurança territorial, o mercado de carbono pode virar passivo judicial.

A Fase II do Programa REM Acre também impõe cautela. Financiado pela Alemanha, por meio do KfW, e pelo Reino Unido, o programa foi apresentado com 30 milhões de euros para execução entre 2017 e 2021, com 70% dos recursos destinados a beneficiários locais e 30% ao fortalecimento do Sisa, de instrumentos de REDD+ e de políticas de controle do desmatamento. Em 2024, novos acordos empurraram a execução até 2026, com liberação de aproximadamente 11 milhões de euros para finalização da fase. Um programa pensado para cinco anos caminha para quase uma década de execução.

O histórico ambiental recente também não permite triunfalismo. O governo usa a queda do desmatamento como trunfo e há redução nos números mais recentes. Ainda assim, a Nota Técnica do Ministério Público do Acre sobre desmatamentos, embargos e multas trata de fragilidades na responsabilização de infratores, na cobrança efetiva de multas, no registro de embargos e na inscrição de débitos em dívida ativa. Para uma política de carbono, fiscalização fraca não é detalhe administrativo. É ameaça direta à qualidade do crédito que o Estado pretende vender.

O Acre deve buscar recursos ambientais. A floresta acreana presta um serviço real ao Brasil e ao mundo, e quem vive nesses territórios precisa ser remunerado por isso. Mas o caminho entre Londres e a ponta não pode ser ocupado apenas por consultorias, viagens, apresentações e promessas. Resultado é crédito emitido, dinheiro recebido, contrato público, comunidade consultada, benefício repartido e floresta protegida por lei e por fiscalização.

A pergunta que acompanha Mailza em Londres, portanto, continua a mesma: depois de mais de R$ 3,2 milhões pagos à VR Consultoria com recursos próprios do Tesouro, o Acre está perto de vender créditos de carbono ou apenas financiando a construção de uma narrativa internacional? A resposta precisa aparecer em documentos, números, contratos e repasses. Até lá, a conta é do contribuinte acreano, a promessa é do governo e o risco está sobre a floresta.

No Jornal da Manhã, Jorge Viana diz que quer ser “resolvedor de problemas” do Acre

O ex-governador Jorge Viana usou a entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração, nesta terça-feira, 23, no Juruá, para apresentar sua pré-candidatura ao Senado como uma disputa centrada na reconstrução da capacidade política do Acre em Brasília, na recuperação da BR-364 e na relação direta com prefeitos, governo estadual e governo federal. “Eu não estou desesperado para ganhar uma eleição. Eu quero muito ganhar essa eleição, eu quero muito ajudar o Acre. A causa é o Acre”, disse Jorge, ao defender que a política precisa sair da lógica de ataque pessoal e voltar a resolver problemas concretos da população.

A entrevista ocorreu em meio à agenda que Jorge Viana cumpre pelo Vale do Juruá. Ele citou passagens por Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Jordão e Santa Rosa, dentro de uma estratégia de escuta antes da formalização da candidatura. O tom adotado foi de cobrança sobre o atual momento do estado. “Eu estou descontente com o caminho que o Acre pegou. As coisas não estão boas e eu posso ajudar. Eu estou me oferecendo para ajudar”, afirmou.

O ponto mais forte da conversa foi a BR-364. Jorge disse que percorreu a estrada “quilômetro a quilômetro” e levou ao Dnit um plano para enfrentar os trechos mais críticos da rodovia. Segundo ele, a proposta foi apresentada ao ministro dos Transportes, Renan Filho, que esteve no Acre e aceitou o encaminhamento. “Hoje um ônibus demora dezoito horas daqui de Cruzeiro para Rio Branco. Uma carreta, dois dias. Uma caminhonete, doze a quinze horas. E, se Deus quiser, em setembro nós vamos ter uma estrada regular, com aquelas áreas intragáveis e péssimas resolvidas”, declarou.

A fala mira diretamente a vida de quem depende da estrada para trabalhar, vender, estudar, fazer tratamento de saúde ou viajar entre o Juruá e a capital. Ao tratar da BR-364, Jorge tentou amarrar sua experiência administrativa à promessa de articulação federal. “Eu fui governador, fui senador, fui prefeito. Juntaram uns técnicos, montaram um plano quilômetro a quilômetro, e o ministro dos Transportes veio e acatou o plano”, disse.

Jorge também falou sobre a ponte que caiu em Sena Madureira e comparou o caso com obras feitas em governos anteriores no Juruá, como a ponte de Cruzeiro do Sul, iniciada em seu governo, executada por Binho Marques e inaugurada por Tião Viana. “Essa ponte tem dezesseis anos. Ela foi preparada inclusive para algum tipo de terremoto. Caiu lá uma ponte em Sena, é lamentável, com dois anos de uso, mas eu não posso acusar ninguém. Eu quero que tenha uma apuração rigorosa, porque era dinheiro público”, afirmou.

Na leitura política de Jorge, o Acre perdeu planejamento e passou a depender de ações soltas. Ele criticou a substituição de políticas públicas estruturadas por emendas parlamentares usadas como vitrine eleitoral. “Acabar com essa onda de emenda para cá, emenda para lá. Tem que ter políticas públicas”, disse. Em seguida, citou obras de sua gestão no Juruá, como o Hospital do Juruá, o aeroporto, a avenida em Mâncio Lima, a chegada da universidade a Cruzeiro do Sul, a ponte e a própria estrada. “Não dá para a gente não ter mais governos que não têm um projeto”, completou.

Ao falar de Cruzeiro do Sul, Jorge foi direto na crítica ao ritmo de investimentos públicos na cidade nos últimos anos. “Eu não vejo obras aqui em Cruzeiro do Sul. Se tirar as coisas que o governo federal ainda está fazendo, não sobra nada”, disse. Para ele, a falta de obras afeta o comércio, o emprego e o ambiente social. “O comércio não vende, ninguém emprega. Há um ambiente de sofrimento na população”, afirmou.

A entrevista também abriu espaço para uma proposta voltada à economia digital. Jorge defendeu que Cruzeiro do Sul e o restante do Acre precisam de mais cabos de fibra óptica e internet de alta qualidade para permitir que jovens trabalhem de casa prestando serviços para empresas de outros países. “Eu quero três, quatro cabos de fibra óptica daqui para Rio Branco, e a cidade fibrada, com internet de altíssima qualidade”, disse. “Essa nova geração de garotos de 15, 16, 20 anos é talentosa. Nós estamos na era do serviço. Eles podem, de casa, prestar serviço para empresa na China, na Índia, na Europa, nos Estados Unidos.”

A relação com o presidente Lula ocupou outro bloco central da entrevista. Jorge criticou políticos acreanos que, segundo ele, evitam reconhecer investimentos federais por divergência ideológica. “O cara ganha um mandato para fazer guerra ideológica. Não conte comigo para isso”, declarou. Ele disse que, caso seja eleito, pretende atuar como ponte entre o governo federal, o governo estadual e as prefeituras. “Eu serei o interlocutor do presidente Lula aqui em Cruzeiro do Sul e nos municípios todos. Como é que eu só vou trabalhar quando o PT tiver? Eu não estou candidato para ser senador do PT. Eu estou candidato para ser senador do Acre e do Brasil.”

Jorge citou o cumprimento à governadora Gladson Cameli durante a agenda com o ministro dos Transportes e defendeu relação institucional com qualquer gestor. “Se eu quero ser senador da República, eu vou ter que trabalhar por dois anos com todos os prefeitos do Acre. É assim que funciona”, disse. A frase funciona como recado para um ambiente político estadual marcado por alinhamentos nacionais, disputas de grupo e dificuldade de convivência entre adversários.

A entrevista também teve resposta aos ataques contra jornalistas do Juruá. Sem citar nome, Jorge criticou um pré-candidato que, segundo ele, teria acusado profissionais da imprensa de serem comprados. “Eu queria ser solidário com vocês, porque teve um dos pré-candidatos que veio agredir o jornalismo dizendo que jornalista aqui se compra. Eu não combinei nunca nenhuma entrevista na minha vida”, afirmou. “Eu não estou usando microfone nem minhas redes sociais para agredir ninguém. Tomei uma decisão. Não tenho mais idade, não tenho tempo, e acho que a população cansou desse tipo de malandragem política.”

Jorge buscou se diferenciar de adversários que apostam no confronto permanente nas redes sociais. “Não contem comigo para ficar rebatendo coisa, agredindo ninguém. Não vai ter isso. Me esperem com a minha vivência para ser um resolvedor de problemas”, disse. A fala resume o eixo escolhido para sua pré-campanha: experiência administrativa, acesso a Brasília, crítica ao improviso e promessa de reconstruir pontes políticas em um estado que depende de obras federais para destravar transporte, produção, saúde e conectividade.

Cruzeiro do Sul inaugura sala de informática com 15 computadores na Escola Terezinha Saavedra

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul inaugurou nesta segunda-feira, 22 de junho, uma sala de informática na Escola Municipal Integral Terezinha Saavedra, no Acre. O espaço foi entregue pelo prefeito Zequinha Lima e pela secretária municipal de Educação, Rosa Lebre, à equipe pedagógica, professores e estudantes, com o objetivo de ampliar o acesso dos alunos à tecnologia, à pesquisa e ao aprendizado digital.

A escola é uma das três unidades de ensino integral da rede municipal. O novo laboratório conta com 15 computadores e será usado pelas turmas integrais como apoio às disciplinas e às atividades desenvolvidas no contraturno escolar. Como as turmas têm cerca de 30 alunos, os equipamentos serão utilizados em dupla.

A estudante Amanda Vitória Souza afirmou que a nova estrutura vai ajudar nas atividades escolares. “É muito bom porque vai ajudar a gente nas atividades, nas pesquisas e em tudo o que precisar. Vai ser muito bom para todos nós”, disse. O aluno Maxwell Silva também comemorou a entrega. “É legal porque fica mais fácil de estudar, aprender mais e até fazer cursos aqui na escola”, afirmou.

A secretária Rosa Lebre disse que a implantação do laboratório faz parte do fortalecimento das escolas integrais do município. A meta da gestão é entregar espaços semelhantes ainda este ano nas outras duas unidades integrais da rede municipal, as escolas Francisca Lima e Rita de Cássia.

“Esse investimento vai auxiliar os professores, motivar ainda mais os alunos e contribuir para melhores resultados educacionais”, afirmou Rosa Lebre.

O prefeito Zequinha Lima disse que a tecnologia deve fazer parte da formação dos estudantes da rede municipal. “Estamos investindo em educação porque acreditamos que ela transforma vidas. Essa sala de informática representa mais uma oportunidade para que nossos alunos tenham acesso ao conhecimento, desenvolvam novas habilidades e estejam preparados para um mundo cada vez mais tecnológico”, afirmou.

Saúde Rural realiza mais de 2 mil procedimentos no Barro Vermelho, em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco realizou mais de 2 mil procedimentos de saúde no sábado, 20 de junho, na comunidade Barro Vermelho, na zona rural da capital acreana. A ação ocorreu na Igreja Assembleia de Deus, no km 17 da Estrada do Barro Vermelho, com atendimentos concentrados em um único ponto para facilitar o acesso de moradores a serviços básicos e preventivos.

A iniciativa foi executada por meio da Secretaria Municipal de Saúde e reuniu consultas médicas, atendimento pediátrico, consulta de enfermagem, atendimento odontológico, pré-natal, exame preventivo do colo do útero, inserção de Implanon, aferição de pressão arterial e glicemia, testes rápidos, vacinação, imunização antirrábica, entrega de medicamentos, ações de controle de endemias e acompanhamento do Programa Bolsa Família.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que o Saúde Rural busca levar atendimento às comunidades mais distantes. “O Saúde Rural tem esse compromisso de aproximar os serviços da população que vive nas comunidades mais distantes da nossa capital. Muitas vezes, essas famílias têm apenas uma oportunidade ao longo do ano para acessar diversos atendimentos de saúde em um único local”, disse.

Moradora da comunidade, Tânia Soares recebeu atendimento durante a ação e saiu com a medicação prescrita. “Foi tudo rápido, organizado, e já consegui sair com a medicação que precisava. Isso facilita muito a vida de quem mora na zona rural e nem sempre consegue se deslocar com facilidade até a cidade”, afirmou.

A oferta de serviços na própria comunidade reduz deslocamentos até a área urbana e amplia o alcance da atenção básica na zona rural. Além dos atendimentos clínicos, a ação incluiu prevenção, vacinação, acompanhamento social e controle de doenças endêmicas, com equipes deslocadas para atender a população local.

Governo acumula dívida de mais de R$ 20 milhões com o Hospital Santa Juliana

A Diocese de Rio Branco cobrou publicamente, nesta segunda-feira, 21 de junho de 2026, a regularização de uma dívida de mais de R$ 20 milhões do governo do Acre com o Hospital Santa Juliana, em Rio Branco, por atendimentos prestados ao Sistema Único de Saúde, já realizados, auditados e reconhecidos pelo poder público. O atraso nos repasses, acumulado ao longo dos últimos anos, atinge a principal unidade filantrópica de saúde do Estado e ameaça serviços usados diariamente por pacientes de todos os municípios acreanos.  

O Santa Juliana não ocupa posição secundária na rede pública. Cerca de 80% dos atendimentos feitos pelo hospital são destinados a usuários do SUS. Na prática, isso significa que a crise financeira da instituição não afeta apenas a administração interna, fornecedores ou contratos de manutenção. Ela alcança diretamente pacientes que dependem da unidade para cirurgias, internações, partos e procedimentos que o próprio Estado não consegue absorver sozinho.

A situação é mais sensível porque o hospital concentra serviços que não têm substituição simples no Acre. O Santa Juliana é a única instituição hospitalar que realiza regularmente cirurgias cardíacas no Estado, área em que a interrupção ou redução de capacidade pode obrigar pacientes a buscar tratamento fora do Acre. Também é a única unidade que realiza cirurgias urológicas eletivas de alta complexidade, atendendo pessoas encaminhadas de diferentes municípios.

A maternidade é outro ponto central da cobrança. Aproximadamente metade dos partos realizados em Rio Branco ocorre no Santa Juliana. A informação dimensiona o risco de qualquer instabilidade na unidade: uma crise prolongada no hospital pressionaria imediatamente a rede obstétrica da capital, com reflexo sobre mães, recém-nascidos e equipes de saúde.

A mensagem assinada por Dom Joaquín Pertíñez, bispo de Rio Branco, trata a dívida como uma ameaça à continuidade de serviços essenciais. A Diocese afirma que o hospital atravessa um dos momentos mais delicados de sua história por causa dos sucessivos atrasos nos repasses financeiros devidos pelo Estado referentes aos serviços prestados ao SUS. A cobrança também alcança a Casa de Acolhida Souza Araújo, mantida pelas Obras Sociais da Diocese, que recebe pacientes em situação de vulnerabilidade social e de saúde. Os repasses para a manutenção desse serviço também estão atrasados.

O comunicado evita enquadrar a cobrança como disputa partidária. A Diocese afirma que a manifestação “não tem caráter político-partidário nem busca privilégios ou benefícios especiais” e cobra providências das autoridades para regularizar os pagamentos pendentes. O ponto central é objetivo: os serviços foram prestados, passaram por auditoria, foram reconhecidos pelo poder público e seguem sem pagamento integral.

O problema expõe uma dependência antiga da saúde acreana em relação às instituições filantrópicas. O Santa Juliana funciona como retaguarda de alta complexidade para o SUS, especialmente em áreas nas quais a rede pública estadual não oferece cobertura suficiente. Quando o governo atrasa repasses por anos, transfere para o hospital o custo imediato de manter equipes, estrutura, insumos e atendimento funcionando.

A Diocese também reforça que o Santa Juliana não pertence apenas à Igreja Católica. A instituição faz parte da história da saúde no Acre e atende uma demanda pública que vai além de Rio Branco. Por isso, a dívida de mais de R$ 20 milhões não pode ser tratada apenas como pendência administrativa. Ela envolve a capacidade do Estado de garantir assistência a pacientes que dependem do SUS para procedimentos de alta complexidade.

Prefeito de Rodrigues Alves diz que ponte ficou parada por ter sido amarrada à estrada para o Peru

O prefeito de Rodrigues Alves, Salatiel Magalhães, afirmou nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, que a ponte sobre o Rio Juruá continua sem execução porque foi colocada dentro do projeto da estrada entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru. Para ele, a obra deveria ter sido tratada separadamente, já que a necessidade da ponte é local e imediata, enquanto a rodovia internacional envolve licenciamento, consulta a povos indígenas, estudos ambientais e uma disputa jurídica bem mais ampla. “Hoje nós todos sabemos da importância de nós termos ali aquela ponte em Rodrigues Alves”, disse o prefeito.

A ponte é prometida há décadas e seria a ligação direta entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul. Hoje, a travessia depende da balsa. A própria conversa no programa nasceu desse ponto: não dá para falar de Rodrigues Alves sem falar da ponte. A BR-364 passa nas proximidades da frente do município, abaixo da travessia da balsa, numa área onde os limites de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima se encontram. Essa localização torna a obra mais do que uma demanda municipal. Ela mexe com o deslocamento diário de trabalhadores, estudantes, comerciantes, produtores rurais e moradores que dependem de Cruzeiro do Sul para serviços públicos, saúde, comércio e transporte.

Salatiel disse que a ponte acabou presa ao mesmo processo da estrada para o Peru. “Antes se dizia que ia ter a construção da estrada até o Peru e que o projeto da ponte estava dentro desse projeto dessa estrada. Depois veio o embargo pelo Ministério Público Federal dessa rodovia, onde não tiveram como executar a ponte porque estava dentro desse projeto”, afirmou. A explicação do prefeito coincide com o histórico do edital nº 130/2021 do DNIT, questionado judicialmente por entidades indígenas, indigenistas, ambientalistas e extrativistas por falta de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental e por ausência de consulta prévia a povos indígenas afetados pela rodovia até Pucallpa.

O ponto central da entrevista foi a crítica ao erro de origem. Chico Melo questionou se a ponte não deveria ter ficado fora do pacote da estrada internacional. Salatiel concordou. Para o prefeito, assim que o projeto maior foi embargado, o caminho deveria ter sido retirar a ponte daquele processo e criar uma tramitação independente em Brasília. “No próprio instante que o projeto foi embargado pelo Ministério Público Federal, era também, se possível, imediatamente ali, que se tivesse feito os mecanismos lá em Brasília para que rapidamente tirasse a ponte desse projeto”, disse.

A crítica do prefeito foi além da demora. Salatiel disse que já havia projeto e estudo para a ponte, mas a obra voltou para uma nova rodada de etapas técnicas. “Já tinha um projeto de uma ponte feito. Então por que não pegaram esse projeto e botaram ele para execução separadamente?”, questionou. Na avaliação dele, a burocracia transformou uma obra regional em promessa permanente. “As pessoas burocratizam muito as coisas que findam deixando de desenvolver uma região”, afirmou.

O contexto jurídico da ponte é mais específico do que a discussão pública costuma apresentar. Em 2023, a SOS Amazônia afirmou ser favorável à construção da ponte sobre o Rio Juruá entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul e defendeu que a ação civil pública contra a estrada para Pucallpa preservava a ponte. O MPF também afirmou que pediu a nulidade do edital da rodovia, mas tentou excluir do bloqueio o trecho da ponte sobre o Rio Juruá. A Justiça Federal não liberou o aproveitamento da licitação embargada, mas admitiu a possibilidade de novas licitações específicas para a ponte.

Esse detalhe muda o peso da discussão. A ponte não foi barrada por ser considerada desnecessária. O problema foi o caminho escolhido para tentar tirá-la do papel, uma escolha politica, com apoio da bancada federal do Acre na época. Ao entrar junto da ligação até o Peru, a obra passou a carregar o mesmo conflito da rodovia internacional, que envolve impacto ambiental, consulta a povos indígenas e abertura de uma rota até Pucallpa. Para Rodrigues Alves, a demanda é outra: atravessar o Rio Juruá sem depender de balsa.

Em abril de 2026, o Ministério dos Transportes incluiu a ponte no pacote de obras rodoviárias do Acre. A pasta anunciou R$ 875 milhões para rodovias no estado e previu estudos e projetos básicos e executivos de engenharia para a construção da ponte sobre o Rio Juruá, em Rodrigues Alves, na BR-364. O investimento anunciado para essa etapa foi de R$ 1,9 milhão, com estrutura prevista de cerca de sete quilômetros.

Na entrevista, Salatiel tentou separar o que é promessa antiga do que é necessidade concreta. Para ele, a ponte não atenderia apenas Rodrigues Alves. “Aquela ponte não vai desenvolver só o município de Rodrigues Alves, ela vai desenvolver a região do Juruá”, disse. A frase resume a cobrança política que permanece sobre a obra: enquanto o projeto não avança para execução, a população continua dependendo da balsa, e Rodrigues Alves segue com uma barreira física entre sua sede, Cruzeiro do Sul e o restante da malha de serviços da região.

Jornal da Manhã em Coluna – 22 de junho de 2026

A coluna desta segunda-feira reúne os principais bastidores, comentários e informações levados ao ar no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9.

Rueda inflacionou a praça

O lançamento da pré-candidatura de Fabio Rueda a deputado federal, no fim de semana, foi tratado no Jornal da Manhã como um evento com cara de campanha majoritária. Rogério Wenceslau resumiu o impacto político: Rueda levou lideranças de vários municípios, misturou siglas, atraiu prefeitos, vereadores, empresários e gente do governo.

A leitura da bancada foi direta: o ato não serviu apenas para lançar uma pré-candidatura. Serviu para mostrar força, testar musculatura e avisar aos concorrentes que a disputa por deputado federal ficou mais cara.

Quem pagou o voo?

A presença de vereadores de Cruzeiro do Sul no evento de Fabio Rueda, em Rio Branco, também entrou na pauta. Foram citados Cristiano Rodrigues, Keleu, Antonio Cosmo, Zé Roberto, Tiago da Milênio e Mazinho da BR.

A pergunta feita no ar ficou no ar mesmo: quem bancou a viagem? A bancada evitou cravar qualquer irregularidade, mas lembrou que deslocamento, hospedagem e alimentação custam dinheiro. E em pré-campanha, quando muita gente viaja junto, a conta sempre vira assunto político.

O capacete de Mailza

A governadora Mailza Assis apareceu no evento de Fabio Rueda e, segundo o comentário feito no programa, chegou de motocicleta sem capacete. A cena virou símbolo.

Não pelo valor jurídico do episódio, mas pelo valor político. Quem comanda o Estado precisa dar exemplo, ainda mais em um programa que também discutiu acidentes de trânsito, álcool ao volante e blitzes. A crítica foi simples: o cidadão comum seria cobrado. A governadora também deve ser.

Londres e o Acre sem comando político claro

A viagem de Mailza a Londres abriu outro flanco. A bancada não atacou a agenda internacional em si, mas questionou o momento da saída do Estado. O Acre vive problemas administrativos, a ponte Frei Paolino ainda cobra respostas, e a pauta ambiental precisa sair do discurso.

O ponto político mais sensível é a linha sucessória. Sem vice-governador, a ausência de Mailza empurra o comando do Estado para o presidente da Assembleia Legislativa. Como Nicolau Júnior é candidato à reeleição, assumir o governo, ainda que por pouco tempo, cria problema eleitoral. Resultado: ele também precisa se ausentar para não ficar inelegível.

No fim, sobra a pergunta incômoda: quem, de fato, segura o governo quando a governadora viaja?

MDB ainda na sala de espera

A novela do MDB voltou ao ar. O partido esperava sair de uma conversa com Alan Rick mais próximo da vaga de vice. Não saiu. Wagner Sales e Jéssica Sales foram citados como parte dessa movimentação, mas a avaliação foi de frustração no MDB.

A governadora havia dito que o partido estava “dentro”. Agora, a impressão é outra: o MDB continua negociando, pressionando e esperando. A definição, como de costume, deve ficar para a convenção, talvez no limite do prazo.

Jorge Viana mexe no tabuleiro

A presença de Jorge Viana no Juruá também foi lida como movimento capaz de incomodar adversários, especialmente Márcio Bittar. A bancada comentou o vídeo publicado por Bittar com uso de inteligência artificial e colocou o tema no campo da fake news e da regulação eleitoral.

O recado político foi claro: a disputa ao Senado já começou antes da campanha oficial. E, quando Jorge circula pelo interior, os adversários reagem.

Salatiel e a ponte esquecida

O prefeito de Rodrigues Alves, Salatiel Magalhães, foi ao estúdio falar do Festival da Banana, mas a conversa entrou no tema inevitável: a ponte entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves.

Salatiel reconheceu a importância da obra e concordou com a crítica feita por Chico Melo: a ponte não deveria ter sido amarrada ao projeto da estrada para o Peru. Quando tudo entrou no mesmo pacote, o embargo ambiental travou também uma obra essencial para Rodrigues Alves e para o Juruá.

A frase que ficou é política: a ponte virou promessa de décadas, mas segue dependendo de decisão técnica, vontade política e menos uso eleitoral.

“O município perdeu população”

Salatiel também explicou a queda na população oficial de Rodrigues Alves no último censo. Segundo ele, comunidades que antes eram contabilizadas para o município passaram a ser enquadradas de outra forma por causa dos limites georreferenciados.

O efeito é direto no Fundo de Participação dos Municípios. Menos população no cálculo significa menos dinheiro. O prefeito disse que a arrecadação própria de Rodrigues Alves não paga nem metade da folha dos garis. É o retrato do aperto vivido por municípios pequenos do interior.

Petecão bem na foto

Na bancada federal, Salatiel fez questão de citar quem, segundo ele, tem ajudado Rodrigues Alves. O primeiro nome foi Sérgio Petecão. O prefeito atribuiu ao senador recursos para estradas vicinais, ponte de alvenaria, orla e a futura rua coberta do município.

Também citou Zezinho Barbary, com mais de R$ 25 milhões em investimentos encaminhados; Antônia Lúcia, pelo recurso que viabiliza a festa via Ministério da Cultura; e Roberto Duarte, com apoio na área da saúde.

Quando perguntado sobre quem não ajuda, o prefeito desviou. Preferiu deixar que a lista dos citados falasse por si.

Fabio Rueda passou por lá, mas ouviu não

Salatiel confirmou que já recebeu Fabio Rueda em Rodrigues Alves, em visita institucional, mas disse que falou ao pré-candidato sobre seus compromissos políticos. A mensagem foi simples: quem já ajuda o município tem prioridade.

Em política, isso é quase uma declaração. O prefeito abriu a porta, mas não entregou a chave.

Festival da Banana com data e produto

O Festival da Banana foi defendido por Salatiel como evento cultural e econômico. A programação começa com atividades em julho e terá shows de Samuel Mariano, na abertura da feira, e Léo Magalhães no encerramento.

O prefeito reforçou que Rodrigues Alves tem banana de verdade, com produção em áreas como Praia da Amizade, Três de Maio, Profeta, Moju, Pucalpa e Foz do Paraná. Também citou derivados como doce, chips, bombom, tapioca e o pastel de banana, produzido pela Panificadora Davi.

A festa, segundo ele, não é só palco. É vitrine para a produção rural.

Expoacre Juruá esquenta

A Expoacre Juruá também dominou o fim do programa. A seletiva da Rainha do Rodeio teve sete candidatas e definiu cinco finalistas. A final será realizada durante o rodeio.

A cavalgada, coordenada por Eric Thiago Salles Castanha, já tem mais de 100 cavalos inscritos. A saída dos animais será ajustada para reduzir o percurso e atender recomendações de bem-estar animal. A festa vai até a Arena do Juruá e deve encerrar antes do show de Leonardo.

Casamento coletivo

Cruzeiro do Sul terá 300 vagas para casamento coletivo durante a Expoacre Juruá. As inscrições começam nesta segunda-feira, 22, na Secretaria Municipal de Assistência Social, próxima à OCA.

Rodrigues Alves também terá casamento coletivo dentro do Projeto Cidadão, em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre, durante a programação do Festival da Banana.

MP cobra o Iapen

Na área institucional, o Ministério Público do Acre acionou a Justiça para cobrar melhorias estruturais e reforço de segurança no Complexo Penitenciário do Juruá. A ação é assinada pelo promotor Vanderlei Batista Cerqueira e tem como alvo o Estado e o Iapen.

O assunto entra em um ponto sensível: segurança pública não se resolve só na rua. Também passa por presídio funcionando com estrutura mínima.

Trânsito, álcool e morte

O programa abriu com um alerta pesado: o Acre aparece entre os estados com maior taxa de internações por acidentes de trânsito envolvendo álcool. Gledisson Albano lembrou que a PM flagra com frequência motoristas dirigindo sob efeito de bebida.

O fim de semana também teve a morte de Wesley Nepomuceno Galvão, em acidente na Ladeira do Bode, na Avenida Copacabana, em Cruzeiro do Sul. A polícia informou que ele não era habilitado. Não foi feita ligação direta, no programa, entre o caso e consumo de álcool.

Folga para quem doa sangue

Cruzeiro do Sul sancionou lei que garante dois dias de folga ao servidor municipal que doar sangue. O benefício poderá ser usado duas vezes ao ano, totalizando quatro dias.

A medida foi tratada como incentivo importante porque o Hemocentro do Juruá atende pacientes de vários municípios, de Porto Walter a Marechal Thaumaturgo, e costuma enfrentar estoque baixo.

Fim de semana policial

Gledisson Albano também trouxe um resumo pesado da área policial: assalto em Mâncio Lima, furto de mercadorias de caminhão no centro de Cruzeiro do Sul, roubo a loja no bairro João Alves e prisão de foragido pelo Gefron em ônibus na BR-364.

O fim de semana mostrou, mais uma vez, que a pauta policial no Juruá não cabe em um bloco só.

Salatiel diz que Festival da Banana vai movimentar Rodrigues Alves e fortalecer produtores

O prefeito de Rodrigues Alves, Salatiel Magalhães, apresentou nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, a programação da 10ª edição do Festival da Banana e dos 34 anos do município. A agenda começa em julho, terá trilha feminina, show gospel com Samuel Mariano, casamento coletivo pelo Projeto Cidadão, rodeio, feira de produtos derivados da banana e encerramento em 2 de agosto com show de Léo Magalhães. “Pra nós é uma satisfação, alegria de nós estarmos aqui para trazer boas notícias para a nossa querida população de Rodrigues Alves, falar dos festejos que vão se anteceder aí no próximo mês de julho, em comemoração tanto ao aniversário da cidade como também ao Festival da Banana, onde nós vamos estar realizando a décima edição”, disse o prefeito.

Salatiel começou a entrevista falando da situação financeira da prefeitura. O prefeito disse que a arrecadação própria de Rodrigues Alves é baixa e que a gestão depende de repasses federais, emendas parlamentares e convênios para manter serviços e investimentos. “Rodrigues Alves, a sua arrecadação própria não dá pra mim pagar a metade da folha dos nossos garis que cuidam da limpeza da cidade. Então, por aí, você já vê o enfrentamento e a dificuldade que um gestor passa”, afirmou.

A queda populacional registrada no último censo também entrou na conversa. Salatiel disse que o município tinha estimativa de mais de 18 mil habitantes e caiu para pouco mais de 14 mil moradores na contagem oficial, o que reduziu o repasse do Fundo de Participação dos Municípios. Para o prefeito, essa perda afeta diretamente áreas como educação, saúde, assistência social, meio ambiente, manutenção de ramais e realização de eventos públicos. Mesmo com esse cenário, ele defendeu a festa como parte da identidade do município. “A gente vai estar fazendo os festejos da cidade porque já é algo cultural. E você sabe, muitas vezes, a maioria da população, se você não faz, reclama; e se você faz, reclama do mesmo jeito. Mas a gente vai estar lá, se Deus quiser, trabalhando com muito cuidado para que nós possamos fazer um grande evento”, declarou.

O principal ponto da entrevista foi a produção de banana. Salatiel citou comunidades como Praia da Amizade, Três de Maio, Profeta, Agrovila do Moju, Pucalpa e Foz do Paraná como áreas importantes para a economia rural de Rodrigues Alves. “Hoje, se nós pegarmos aqui da Praia da Amizade até a Foz do Paraná, você vai ver o quantitativo de produtores que nós temos hoje que produzem banana”, disse. O prefeito também falou sobre os prejuízos causados pelas cheias em áreas próximas ao Rio Juruá. “Às vezes a banana passa muito tempo ali dentro d’água e acaba afetando a sua produção”, afirmou.

Salatiel disse que Rodrigues Alves produz mais banana do que consome e que a fábrica de derivados ajuda a ampliar o uso da produção local. “Hoje nós temos uma fábrica que fabrica os derivados da banana. Todos esses derivados da banana são feitos lá nessa fábrica. Hoje o doce da banana, banana chips, bombom da banana, é tudo feito lá dentro dessa fábrica, que hoje é gerida pela cooperativa Cooperfã”, afirmou. O festival vai reunir produtos como doce de banana, chips, bombom, tapioca e pastel de banana.

A programação começa no dia 4 de julho, com uma trilha feminina. “Dia quatro com uma trilha feminina. Então aí nós já convidamos todas as mulheres do Vale do Juruá, especificamente de Rodrigues Alves”, disse Salatiel. O prefeito afirmou que a atividade terá apoio mecânico e equipe de saúde durante o percurso. “Se acontecer de alguém passar mal, se machucar, vai ter todo o suporte lá”, completou.

A abertura oficial do Festival da Banana será no dia 29 de julho, com show gospel de Samuel Mariano. “Nós vamos estar também abrindo com o show gospel com o cantor e pastor Samuel Mariano. É a sua segunda vinda no estado do Acre. A primeira vinda dele foi na cidade de Epitaciolândia e agora ele vai estar vindo abrir a décima edição do Festival da Banana”, disse o prefeito.

No dia 30 de julho, a prefeitura vai realizar casamento coletivo em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre, por meio do Projeto Cidadão. “Você que quer casar, dia trinta de julho nós vamos estar realizando este casamento lá no estádio de futebol, no pôr do sol. A gente vai fazer uma coisa bem romântica”, afirmou Salatiel.

A entrevista também passou pela articulação política da prefeitura. Salatiel citou o senador Sérgio Petecão e os deputados federais Zezinho Barbary, Antônia Lúcia e Roberto Duarte entre os parlamentares que destinaram recursos para Rodrigues Alves. Sobre Zezinho Barbary, o prefeito disse que o volume de investimentos já passa de R$ 25 milhões. “Hoje nós temos, dos oito deputados federais, o deputado Zezinho Barbary, que o seu montante hoje já ultrapassa os vinte e cinco milhões de investimento dentro do município”, afirmou.

Ao falar da deputada federal Antônia Lúcia, Salatiel disse que o recurso destinado por ela garante a realização da festa. “A festa da cidade vai acontecer através dela. Se não fosse ela, nós não iríamos fazer”, afirmou. O prefeito explicou que o dinheiro veio para ações culturais e não pode ser usado em outras áreas. “Se eu não realizar os eventos culturais, eu vou ter que devolver esse recurso para a União. Eu não posso tirar ele de lá e botar na educação, na saúde, em infraestrutura”, declarou.

No fim da entrevista, Salatiel falou do pastel de banana como novidade da edição deste ano. “Esse ano nós temos também o pastelzinho de banana. É uma novidade”, disse. O produto foi preparado pela panificadora Davi e apresentado no lançamento da programação. “Quem teve lá degustou desse pastelzinho muito delicioso. Para mim foi excepcional. Eu tenho certeza que vai ser novidade”, afirmou.

O Festival da Banana chega à 10ª edição com a promessa de movimentar produtores, comerciantes, empreendedores e moradores de Rodrigues Alves. A entrevista de Salatiel mostrou que a prefeitura quer usar a festa para reforçar a produção rural, ampliar a venda de derivados da banana e manter o evento como uma das principais marcas do município no Vale do Juruá.

Casamento coletivo em Cruzeiro do Sul abre inscrições com 300 vagas

As inscrições para o casamento coletivo em Cruzeiro do Sul começam nesta segunda-feira, 22, e seguem até sexta-feira, 26, com 300 vagas disponíveis para casais que desejam oficializar a união civil gratuitamente. O atendimento será feito das 7h às 14h, na Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, na Rua Rui Barbosa, nº 226, no Centro.

A cerimônia está marcada para o dia 4 de julho de 2026, às 17h, no Estádio Arena do Juruá, localizado na Rodovia AC-405, Km 9, na Estrada do Aeroporto. A ação integra o Projeto Cidadão, coordenado pelo Tribunal de Justiça do Acre, e busca facilitar o acesso ao casamento civil sem cobrança de taxas cartorárias.

Podem participar casais que cumpram os requisitos legais para o casamento civil e apresentem a documentação exigida no período de habilitação. As certidões precisam ter sido emitidas há, no máximo, seis meses.

Noivos solteiros devem apresentar certidão de nascimento original, comprovante de endereço, RG e CPF, com original e cópia. Para noivos divorciados, são exigidas a certidão de casamento com averbação do divórcio, cópia do processo ou da sentença de divórcio referente à partilha de bens, comprovante de endereço, RG e CPF.

No caso de noivos menores de idade, entre 16 e 18 anos incompletos, é necessária a certidão de nascimento original, comprovante de endereço e a presença dos pais ou responsáveis com RG e CPF. Em caso de falecimento dos pais, deve ser apresentada a certidão de óbito. Quando houver ausência dos responsáveis, será exigida autorização por escrito do responsável legal.

A iniciativa conta com parceria do Governo do Estado, Ministério Público do Acre, Tribunal Regional Eleitoral, Receita Federal, Incra, Prefeitura de Cruzeiro do Sul e outras instituições. A proposta é ampliar o acesso da população a serviços de cidadania e garantir a formalização da união civil a casais que buscam regularizar a vida familiar.

Emurb segue manutenção asfáltica e drenagem em bairros de Rio Branco

A Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco realizou neste sábado (20) serviços de manutenção asfáltica, drenagem, remendo profundo, recuperação de vias e melhorias na rede coletora de esgoto em diferentes bairros da capital. As ações tiveram como foco melhorar a trafegabilidade, ampliar a segurança e atender demandas de infraestrutura urbana apresentadas pela população.

As frentes de trabalho passaram pela Rua Barbosa Lima e pela Rua Estado do Acre, na região da Base e do Centro; Estrada Dias Martins, no bairro Chácara Ipê; Rua Rio de Janeiro e Estrada do Calafate, entre os bairros Floresta e Vila Betel; Rua Senador Kairala, na Estação Experimental; Rua São Matheus, no Floresta Sul; e Estrada do Calafate, no Portal da Amazônia.

As equipes de tapa-buraco também atuaram na Avenida Norte, Avenida Central e Avenida Noroeste, no bairro Tucumã, além da Estrada do Aviário e da Travessa Santa Inês, nas regiões do Aviário e Morada do Sol. No bairro Chico Mendes, os serviços incluíram remendo profundo na Rua Maestro Sandoval e na Rua Arco-Íris, com recuperação do pavimento para melhorar as condições de tráfego.

Na área de drenagem, os trabalhos ocorreram na Rua Alcides Teixeira, no bairro Santo Afonso, dentro do Programa Mil e Uma Dignidade, e na Rua Maestro Sandoval, no bairro Vitória. Já na Rua Raimundo Targino, no bairro Rosa Linda, as equipes fizeram melhorias na rede coletora de esgoto.

O encarregado de obras da Emurb, Nildomar Nunes, afirmou que a atuação em várias regiões faz parte de um planejamento para ampliar o alcance dos serviços. “Estamos executando um trabalho planejado para alcançar o maior número possível de bairros, com intervenções que vão desde a manutenção asfáltica até serviços de drenagem e recuperação de vias”, disse.

No Residencial Araçá, moradores acompanharam a execução de melhorias na infraestrutura urbana. O morador Graci Resende afirmou que a comunidade aguardava os serviços havia tempo. “Essa era uma demanda que os moradores aguardavam há muito tempo. Hoje vemos o serviço sendo realizado com qualidade e excelência, trazendo mais dignidade para quem vive aqui”, afirmou.

A programação de manutenção urbana pode passar por alterações por causa das condições climáticas ou de demandas emergenciais identificadas durante a execução dos trabalhos.