Pedro Longo cobra decisão do TCE sobre cadastro de reserva dos Bombeiros no Acre

O deputado estadual Pedro Longo voltou a defender a convocação dos aprovados no cadastro de reserva do concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Acre e afirmou que a corporação precisa ser reforçada diante da proximidade do fim da validade do certame e do cenário de estiagem previsto para os próximos meses. A manifestação ocorre enquanto o Tribunal de Contas do Estado analisa a consulta encaminhada pelo governo sobre a possibilidade de novos chamamentos.

Na fala, Pedro Longo disse que acompanha a situação dos concursados e reforçou a necessidade de convocação. “Seguimos acompanhando a situação do cadastro de reserva e reforçando a importância da convocação dos concursados. O coronel Charles já encaminhou ofício solicitando a contratação, destacando a necessidade de fortalecer a corporação neste momento”, afirmou. O parlamentar também citou a atuação do secretário Donadoni e do diretor jurídico Dr. Cristóvão Moura na busca por mais segurança jurídica para viabilizar o avanço das convocações.

A cobrança ocorre num momento decisivo para os aprovados que seguem à espera de uma definição. O concurso já entrou na reta final de validade, e a expectativa agora está concentrada na posição do TCE. A avaliação do tribunal é vista como fundamental para dar respaldo ao governo e permitir que os candidatos sejam chamados para o curso de formação ainda dentro do prazo do certame.

Pedro Longo também relacionou a necessidade de reforço do efetivo ao cenário ambiental previsto para os próximos meses. Com a chegada do período mais seco do ano e o aumento do risco de incêndios e outras ocorrências, a ampliação do número de bombeiros passou a ser tratada como medida importante para fortalecer a capacidade de resposta do estado.

Alan Rick critica Mailza por viaduto e tenta atrair Zequinha para 2026

O senador Alan Rick elevou o tom contra a governadora Mailza durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, nesta sexta-feira, 29 de maio, em Cruzeiro do Sul, ao reagir à informação de que não seria convidado para a inauguração de um viaduto em Rio Branco, obra que, segundo ele, recebeu R$ 17 milhões de emenda de seu mandato. No mesmo bloco político, o pré-candidato ao governo do Acre abriu publicamente as portas para uma aproximação com o prefeito Zequinha Lima, do PP, partido da governadora, e disse que quer o gestor cruzeirense ao seu lado na disputa de 2026.

A resposta sobre Mailza veio depois de uma pergunta sobre a polarização que começa a marcar a pré-campanha. Alan Rick confirmou que destinou a emenda para o complexo viário da Avenida Ceará, em Rio Branco, ainda no período em que o projeto era tratado com a equipe do governo estadual. O senador afirmou ter registros da destinação do recurso e lembrou que gravou vídeo, à época, em frente ao Palácio Rio Branco, ao lado da então prefeita Socorro Neri e do governador Gladson Cameli. “Foi uma emenda nossa para aquele complexo da Avenida Ceará”, disse.

Alan também afirmou que, no início, integrantes do governo teriam tentado negar a autoria da emenda. Para ele, a ausência de convite para a inauguração se soma a outras atitudes que considera politicamente pequenas. O senador citou o caso do prefeito de Feijó, que, segundo ele, teria passado três dias em Rio Branco acompanhado de oito vereadores sem ser recebido pela governadora, e mencionou ainda prefeitos de Epitaciolândia e Jordão como exemplos de gestores que, na avaliação dele, enfrentaram dificuldades por estarem alinhados ao seu grupo político.

A fala mais direta veio quando Alan separou a disputa eleitoral da entrega da obra. “Não precisa me convidar. Basta que façam a obra bem feita, que entreguem a obra no tempo rápido, que seja propícia para o povo e que não desviem recursos”, afirmou. A frase expõe a linha que o senador tenta sustentar na pré-campanha: cobrar o governo, associar seu mandato a entregas concretas e dizer que não pretende condicionar apoio institucional à posição política dos prefeitos.

Na entrevista, Alan buscou contrastar sua postura com a do grupo governista. Disse que recebe todos os prefeitos do Acre em Brasília, inclusive aliados da governadora, e afirmou que, em um estado pequeno e com muitos problemas, punir município por escolha partidária é ignorar a população. “Eu recebo todos os prefeitos do Acre, principalmente trato até melhor os que são aliados da governadora para mostrar que a gente é diferente”, declarou.

Logo depois da crítica à governadora, o assunto mudou para Zequinha Lima, mas a conexão política ficou clara. O prefeito de Cruzeiro do Sul é filiado ao PP, partido de Mailza, e passou a ser tratado por Alan como um nome desejado em seu palanque. Questionado sobre o “namoro” político com Zequinha, o senador respondeu em tom aberto: “Vai ser, se Deus quiser”. Em seguida, chamou o prefeito de “pessoa do bem” e relembrou uma passagem em Brasília, quando Zequinha chegou ao gabinete em busca de emendas, cansado e com fome, e foi recebido com farofa de ovo e farinha de Cruzeiro do Sul.

A lembrança serviu para Alan reforçar a relação pessoal com o prefeito e para mostrar como pretende tratar gestores municipais caso chegue ao governo. Ele disse que Zequinha procurava recursos para Cruzeiro do Sul e que a conversa no gabinete simbolizava respeito aos prefeitos. “É assim que eu trato os prefeitos, com muito carinho, com muito respeito”, afirmou.

Alan admitiu que a situação partidária de Zequinha cria um obstáculo. O prefeito está no PP, mesma sigla de Mailza, mas o senador disse respeitar essa condição e, ao mesmo tempo, afirmou que o gestor sabe das resistências dentro do grupo governista. Segundo Alan, há falas no outro campo político de que Zequinha estaria “queimado” em Cruzeiro do Sul e poderia prejudicar a imagem da vice-governadora. O senador disse pensar o oposto. “Eu quero o Zequinha do meu lado. Para mim, o Zequinha vale ouro”, declarou.

A tentativa de atração de Zequinha tem peso eleitoral evidente. Cruzeiro do Sul é o principal município do Juruá e um dos centros decisivos da eleição estadual. Alan ressaltou que o prefeito conhece os bairros, os ramais e a realidade local. Também saiu em defesa da gestão municipal ao afirmar que todo prefeito do interior enfrenta problemas, especialmente com baixa arrecadação própria e alto custo de obras como asfaltamento.

O senador foi além da simpatia política e deixou a porta aberta para uma composição mais ampla com o Juruá. Questionado sobre a possibilidade de escolher um vice da região, respondeu que “toda possibilidade” existe, mas disse que a decisão será tomada apenas na reta final. Para Alan, o vice precisa agregar partidos, tempo de televisão, aliados, municípios, força política, carisma e votos.

A movimentação mostra dois eixos da estratégia de Alan Rick. O primeiro é pressionar Mailza em temas de gestão, emendas e tratamento aos prefeitos, tentando fixar a ideia de que o governo usa a máquina com critério político. O segundo é disputar lideranças que hoje orbitam o campo governista, especialmente no Juruá, onde Zequinha Lima pode alterar o peso regional de qualquer palanque em 2026.

Ao declarar que não precisa de convite para inauguração e, quase no mesmo fôlego, dizer que está “de braços abertos” para Zequinha, Alan Rick deixou a pré-campanha mais nítida. A disputa contra Mailza não será apenas por votos. Será também por obras, prefeitos, símbolos regionais e pela narrativa de quem trata melhor os municípios acreanos.

Alan Rick mira governo do Acre e defende produção rural, BR-364 e aliança ampla em 2026

O senador Alan Rick, pré-candidato ao governo do Acre, afirmou nesta sexta-feira, 29 de maio, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, que sua pré-candidatura nasceu da pressão recebida nas viagens pelos municípios e que o próximo governo terá de enfrentar três prioridades imediatas: recuperar a economia, garantir trafegabilidade na BR-364 e fortalecer a produção rural.

Alan disse que tem tratado a liderança em pesquisas com responsabilidade e afirmou que o resultado real será conhecido apenas nas urnas. Ainda assim, citou a boa recepção nas agendas recentes em Feijó, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul. Para ele, o movimento nas ruas mostra que o eleitor acreano quer participar mais diretamente da construção do próximo governo.

O senador afirmou que a decisão de disputar o governo ganhou força depois das eleições municipais de 2024, quando percorreu o estado apoiando aliados. Segundo ele, a cobrança pelo lançamento de sua candidatura passou a aparecer com frequência nas conversas com moradores, prefeitos e lideranças comunitárias. “A política tem que ser uma missão”, disse. “Nunca foi meu interesse ter o poder pelo poder.”

Na área econômica, Alan Rick disse que o Acre vive um quadro preocupante. Ele citou o dado de que 44 mil acreanos deixaram o estado nos últimos seis anos, segundo o IBGE, e relacionou essa saída à falta de oportunidades. Para o senador, o êxodo de jovens e trabalhadores mostra que parte da população perdeu confiança na capacidade do estado de gerar emprego, renda e futuro.

A produção rural ocupou boa parte da entrevista. Alan defendeu mais assistência técnica, crédito e equipamentos para o produtor. Ele citou entregas de tratores, implementos, tobatas e fábricas de farinha automatizadas e móveis nos municípios do Juruá. Também afirmou que 600 famílias da região recebem assistência técnica rural por meio de emendas de seu mandato.

Para o senador, entregar máquinas não basta. Ele afirmou que o produtor precisa de orientação para plantar melhor, corrigir o solo, manejar o gado, usar adubo corretamente e acessar linhas de financiamento. Alan cobrou uma atuação mais forte dos bancos públicos, especialmente do Banco da Amazônia, para que o crédito chegue ao pequeno produtor.

A BR-364 também foi tratada como prioridade. Alan disse que a rodovia é de responsabilidade federal, mas não pode ser vista como um problema distante do governo estadual. Segundo ele, a estrada interfere diretamente no abastecimento, no escoamento da produção, no custo de vida e na integração entre o Vale do Acre e o Juruá.

O senador afirmou que a bancada federal, prefeitos e entidades comerciais já cobraram do Ministério dos Transportes a reconstrução da rodovia. Ele citou um investimento superior a R$ 1,8 bilhão e disse que o Acre não pode aceitar apenas reparos temporários. A previsão mencionada na entrevista é de início, em 15 de junho de 2026, de uma etapa de reconstrução com macadame hidráulico em 415 quilômetros.

Alan Rick também criticou o governo estadual ao comentar obras e repasses. Ao falar sobre o complexo viário da Avenida Ceará, em Rio Branco, disse ter destinado R$ 17 milhões em emenda e afirmou que não precisa de convite para inauguração. “O que eu quero é obra bem feita, entregue logo e dinheiro público bem aplicado”, declarou.

Na relação com prefeitos, o senador defendeu tratamento institucional, independentemente de partido. Ele afirmou que recebe todos os gestores acreanos em Brasília e criticou possíveis retaliações políticas contra municípios comandados por adversários. Para Alan, o estado é pequeno e precisa de cooperação entre mandato federal, governo estadual e prefeituras.

Sobre alianças, Alan Rick disse que pretende construir uma frente ampla. Citou conversas com lideranças nacionais e estaduais, mencionou Mara Rocha como pré-candidata ao Senado e elogiou o senador Sérgio Petecão. Também afirmou que a escolha do vice ficará para a fase final, após pesquisas e avaliação de critérios como força política, votos, partidos, tempo de televisão e presença nos municípios.

Questionado sobre o governador Gladson Cameli, Alan afirmou que o caso é triste para o Acre e que cabe à defesa provar a inocência nas instâncias judiciais. O senador disse que o estado precisa superar o desgaste político e voltar a ser reconhecido nacionalmente por resultados positivos.

Na reta final da entrevista, Alan buscou marcar posição contra a polarização. Disse que quer receber votos de eleitores da direita, do centro e da esquerda, e afirmou que não pretende alimentar ódio contra adversários. “O Acre é pequeno demais para você ficar plantando ódio só porque o cara é de um partido ou de uma ideologia diferente da sua”, afirmou.

A entrevista mostrou o eixo inicial da pré-campanha de Alan Rick: apresentar o mandato no Senado como base de entrega, transformar a escuta nos municípios em argumento político e vincular a disputa de 2026 a temas concretos, como economia, estrada, produção rural, saúde e crédito. O desafio será transformar esse discurso em plano de governo e sustentar, até a eleição, a imagem de candidato capaz de reunir forças políticas diferentes em torno de uma agenda comum.

Rio Branco recebe selo por uso de energia renovável no Saerb

A Prefeitura de Rio Branco recebeu nesta quinta-feira (28) o Selo de Sustentabilidade pelo uso de energia renovável nas unidades ETA I e ETA II do Saerb, responsáveis por parte do abastecimento de água da capital. A certificação reconhece a adoção de uma matriz elétrica mais limpa nas operações do sistema e marca o segundo ano seguido de reconhecimento à autarquia.

O selo foi concedido após a migração das unidades para o Mercado Livre de Energia, modelo que permite a contratação de fornecimento com prioridade para fontes renováveis. Com a mudança, o município deixou de emitir 909,552 toneladas de dióxido de carbono equivalente, indicador usado para medir gases de efeito estufa.

A certificação segue parâmetros internacionais de contabilização de emissões e reforça a estratégia da gestão municipal de reduzir o impacto ambiental da operação do serviço de água. Além do efeito ambiental, a medida também está ligada à busca por mais eficiência no consumo de energia, um dos principais custos da estrutura de captação e tratamento.

A nova certificação mantém uma política adotada pelo Saerb nos últimos anos. No ciclo anterior, a autarquia já havia recebido reconhecimento semelhante pela contratação de energia proveniente de fontes renováveis, como solar, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.

A avaliação da prefeitura é de que a medida consolida uma mudança estrutural no abastecimento da capital, com ganho ambiental e modernização da operação. O reconhecimento também reforça o discurso da gestão sobre a adoção de práticas sustentáveis em serviços públicos essenciais.

Prefeitura de Cruzeiro do Sul mantém frentes de obras em bairros e ramais do município

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul executou na terça-feira, 26 de maio, uma série de serviços de infraestrutura em áreas urbanas e rurais do município, com ações de recuperação de vias, tapa-buracos, drenagem, melhorias de acesso, manutenção de ramais e revitalização de espaços públicos. Os trabalhos foram concentrados em bairros da cidade e em comunidades mais afastadas, com foco em mobilidade, escoamento da água e abastecimento.

Entre as intervenções, a gestão municipal fez a recuperação da pista da Vila Olímpica, que passa por revitalização para receber uma competição esportiva prevista para esta semana. Também houve melhorias no acesso à Creche Anexo da Escola São Cristóvão, no bairro Igarapé Preto.

Na Rua Alfredo Teles, no bairro João Alves, as equipes atuaram com instalação de bueiros e aterro da área. A obra integra o pacote de drenagem levado a diferentes pontos da cidade para reduzir os transtornos provocados pelas chuvas e melhorar o escoamento da água.

Na zona rural, os serviços chegaram aos ramais do Cunha e Lorinho, na Estrada da Canela Fina, com terraplanagem e recuperação da camada vegetal para melhorar as condições de tráfego. Na comunidade da Praia Grande, o trabalho incluiu a substituição da tubulação danificada pela força do rio no sistema de abastecimento de água, além da continuidade do desvio que busca restabelecer o acesso e retirar moradores do isolamento.

De acordo com a prefeitura, as equipes também mantiveram serviços nos bairros São Luís e Nossa Senhora das Graças e no Ramal do Remanso, dentro de um cronograma de atuação simultânea em diferentes regiões do município.

Caminhão perde força na subida da Maternidade e reforça histórico de ocorrências em ladeiras de Cruzeiro do Sul

Um caminhão perdeu força ao tentar subir a ladeira da Avenida Lauro Miller, no bairro João Alves, em Cruzeiro do Sul, na manhã desta quinta-feira, 28. O veículo começou a descer de ré e o motorista jogou o caminhão contra um muro para evitar uma colisão mais grave. Ninguém ficou ferido, mas o caso reacendeu o alerta sobre os riscos do tráfego de veículos pesados em trechos íngremes da cidade.

O episódio ocorreu na subida conhecida como ladeira da Maternidade, uma das áreas de maior atenção no trânsito local. O caminhão não conseguiu vencer a inclinação e, ao perder força, recuou na pista. A manobra feita pelo condutor impediu que o veículo atingisse carros que poderiam estar logo atrás, mas o susto reforçou a preocupação de moradores e motoristas que circulam diariamente pelo trecho.

A situação não é isolada. Em julho de 2024, uma carreta bitrem carregada de brita também apresentou falha ao subir a Avenida Lauro Miller e começou a descer descontrolada, quase atingindo uma casa. Em março de 2025, um caminhão sofreu falha mecânica ao subir uma ladeira no bairro Morro da Glória e ficou parado no meio da pista. Já no início deste mês, uma carreta carregada de cimento perdeu força na chamada ladeira do Bode, na Avenida Copacabana, voltou na subida e acabou parcialmente tombada. Em julho de 2022, outro caminhão já havia perdido o freio em uma ladeira da Avenida Boulevard Thaumaturgo, num sinal de que o problema se repete em diferentes pontos do perímetro urbano.

A repetição desses casos levou o município a apertar as regras para a circulação de veículos pesados. Em abril deste ano, a prefeitura publicou a Lei nº 1.071, que passou a regulamentar o tráfego, o estacionamento e as operações de carga e descarga de veículos articulados e pesados no perímetro urbano. A norma deu à Secretaria Municipal de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana a tarefa de definir vias permitidas, restritas ou proibidas, além de estabelecer rotas e horários específicos.

O novo caso na subida da Maternidade mostra que a restrição legal, por si só, ainda não resolveu um problema antigo de Cruzeiro do Sul. Em uma cidade marcada por ladeiras acentuadas em áreas urbanas movimentadas, a combinação entre carga pesada, falha mecânica e inclinação continua transformando subidas e descidas em pontos de risco frequente.

MPAC e DNIT discutem manutenção e reconstrução de trecho crítico da BR-364 no Acre

O Ministério Público do Acre se reuniu nesta quinta-feira, 28 de maio, com a superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no estado para discutir as medidas de manutenção e a possível reconstrução da BR-364, com foco no trecho entre Manoel Urbano e Feijó, considerado o mais crítico da rodovia. O encontro faz parte do acompanhamento do cumprimento de uma sentença da Justiça Federal sobre as condições da estrada, uma das principais ligações terrestres do Acre.

Participaram da reunião o promotor de Justiça de Sena Madureira, Júlio César Medeiros, a promotora de Justiça de Feijó, Giovana Kohata, e o superintendente do DNIT no Acre, Ricardo Araújo. A discussão girou em torno das providências que o órgão federal pretende adotar para recuperar a trafegabilidade da BR-364 e enfrentar os pontos mais vulneráveis da via.

Durante o encontro, o DNIT apresentou as ações em andamento em 11 trechos, chamados de lotes, que vão da divisa entre Acre e Rondônia até a ponte sobre o Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul. Além da manutenção da rodovia, também entraram na pauta o controle do peso das cargas que circulam pelas BRs 364 e 317 e a situação das pontes sobre os rios Caeté e Tarauacá.

Para o promotor Júlio César Medeiros, a reunião abre espaço para novas saídas diante dos problemas enfrentados por quem depende da estrada. “Essa reunião com o superintendente do DNIT, em conjunto com a promotora de Justiça de Feijó e o NAT, foi providencial em busca de novas soluções para a BR-364, especialmente para a sua reconstrução no trecho mais crítico, que é justamente entre Manoel Urbano e Feijó”, afirmou.

A BR-364 é uma das principais rotas de integração do Acre e tem papel central no deslocamento de pessoas, no transporte de cargas e no abastecimento de municípios do interior. A discussão entre MPAC e DNIT ocorre em meio à pressão por respostas mais rápidas para garantir condições mínimas de tráfego e reduzir os impactos causados pelo desgaste da estrada.

Edvaldo Magalhães diz que contrato do Luz para Todos em Feijó pode ser renovado na próxima semana

O deputado Edvaldo Magalhães afirmou que o Programa Luz para Todos em Feijó avançou após uma reunião com o vereador e presidente da Câmara Municipal, Tarcísio Araújo, lideranças comunitárias e representantes da Energisa. A expectativa, segundo ele, é de que o contrato seja renovado já na próxima semana, o que permitiria retomar ações previstas para o início do ano e ampliar o acesso à energia em comunidades do município.

A sinalização foi tratada como uma boa notícia para moradores que aguardam há meses a chegada do serviço. Com a possível renovação, a aposta é na retomada imediata do cronograma, abrindo perspectiva para atender localidades que ainda vivem sem energia regular e dependem da continuidade do programa para melhorar a rotina.

Ao destacar o andamento das tratativas, Edvaldo reforçou que a demanda vem sendo acompanhada de perto por representantes de Feijó. Ele agradeceu a atuação de Tarcísio Araújo, que levou o pleito adiante, e também citou o presidente da Energisa, Ricardo Xavier, pela receptividade à pauta.

A expectativa agora gira em torno da formalização do novo contrato. Se a renovação for confirmada nos próximos dias, a medida deve destravar uma etapa aguardada por diversas comunidades, que veem na chegada da energia um passo decisivo para melhorar as condições de armazenamento de alimentos, o acesso a serviços básicos e a qualidade de vida no interior de Feijó.

Jorge e Binho avaliam crise na educação do Acre e apresentam projeto de conectividade escolar

O estado do Acre registra atualmente um de seus piores momentos nos índices nacionais de ensino e enfrenta problemas estruturais na rede pública, como escolas operando em instalações precárias e salários docentes defasados. O diagnóstico foi traçado pelos ex-governadores Jorge Viana e Binho Marques durante o segundo episódio do podcast “Aqui tem Acre”, conduzido pela apresentadora Marcela. O encontro abordou a crise no setor governamental e fundamentou a necessidade de um plano de reconstrução centrado na expansão da internet nas escolas e na recomposição salarial da categoria, visando reinserir o estado entre as dez melhores educações do país.

A situação do sistema de ensino contrasta com o cenário de gestões anteriores, quando o Acre saltou das últimas posições para o grupo dos dez primeiros colocados no ranking nacional do Ensino Fundamental e Médio. No passado, a estratégia envolveu a criação de um plano decenal, a construção de escolas em áreas rurais e indígenas por meio de mutirões, e o estabelecimento do maior piso salarial do país para os professores no ano de 2008. Naquele período, o investimento focou na formação superior para docentes de todos os 22 municípios acrianos, em parceria com a Universidade Federal do Acre, e na reestruturação do ambiente de sala de aula para reverter a evasão escolar.

Hoje, a realidade administrativa tomou outro rumo. As queixas apresentadas envolvem a falta de construção de novas unidades de ensino nos últimos oito anos e suspeitas de irregularidades ligadas à reforma contínua de prédios antigos e à compra de merenda escolar por meio de atravessadores. A deterioração estrutural chegou ao ponto de escolas funcionarem improvisadas em currais, demandando a intervenção de órgãos de controle como o Tribunal de Contas do Estado. “O Acre paga hoje um dos piores salários do Brasil para os professores, mesmo o estado tendo muito mais recursos em caixa do que no passado”, afirmou Binho Marques. O ex-governador relatou o envio de um documento detalhado sobre as necessidades da área ao atual chefe do Executivo acriano no início de sua gestão, sem obter retorno ou implementação das medidas sugeridas.

A superação do quadro exige o restabelecimento de um pacto envolvendo professores, poder público e comunidade escolar, fugindo de decisões isoladas de gabinete. O plano estratégico desenhado para as próximas gestões abandona o foco exclusivo na alvenaria e volta a atenção para a infraestrutura digital. O projeto prevê a instalação de internet de banda larga de alta velocidade e baixa latência em todas as escolas da rede estadual, permitindo que os estudantes acrianos tenham paridade de aprendizado com alunos da Ásia e da América do Norte. A mesma rede de fibra ótica servirá de base tecnológica para a expansão da telemedicina nos municípios isolados do interior, conectando pacientes a médicos especialistas baseados na capital em tempo real.

A retomada dessa agenda educacional projeta impactos diretos na retenção de jovens no estado e no aquecimento da economia local. Com a reestruturação da carreira docente, a expectativa é devolver o poder de compra aos profissionais e frear o endividamento da categoria. No campo político e administrativo, a movimentação já estabelece as bases para o próximo ciclo eleitoral majoritário. Binho Marques colocou seu nome à disposição para assumir novamente a Secretaria de Estado de Educação em um eventual novo governo, com a missão de aplicar a experiência administrativa adquirida no Ministério da Educação e replicar o modelo de gestão que elaborou e que atualmente serve de base para o treinamento de secretários das maiores capitais do país.

Acre entra na Rota do Café e amplia aposta no desenvolvimento do Juruá

O Vale do Juruá deve entrar na estratégia federal de desenvolvimento regional voltada à cadeia do café, em um movimento anunciado nesta quinta-feira, 28, por Perpétua Almeida. A proposta prevê a estruturação da chamada Rota do Café na região, com a intenção de atrair investimentos, organizar a cadeia produtiva, ampliar a agregação de valor e abrir novas frentes de geração de emprego e renda no Acre.

A próxima etapa está marcada para junho, quando técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional devem ir ao Juruá para iniciar visitas de campo e montar, com lideranças locais, um plano de ação para o setor. A programação prevê imersões em propriedades rurais e unidades industriais, seguidas de um workshop com produtores, autoridades e representantes de instituições parceiras. A expectativa é reunir cerca de 80 participantes no processo de formatação do programa de investimentos.

A entrada do Acre nessa agenda dá ao café um peso maior dentro de uma política nacional voltada à estruturação de cadeias produtivas em áreas priorizadas. No caso do Juruá, a aposta é usar essa engrenagem para transformar a produção de café em um eixo mais sólido de desenvolvimento regional, com impacto direto sobre renda, industrialização e mercado.

O anúncio também fecha um ciclo político e econômico construído por Perpétua em torno da cafeicultura do Juruá. A articulação se conecta à agenda que ela vinha defendendo na ABDI, onde o café passou a ser tratado como vetor de industrialização da agricultura familiar. Ao falar sobre a nova etapa, Perpétua afirmou que “a inclusão do Juruá nas Rotas de Desenvolvimento Regional é a continuidade do trabalho que fizemos na ABDI”.

Essa base começou a ganhar forma em Mâncio Lima, onde foi instalado em 2025 um complexo industrial de café da agricultura familiar que passou a reorganizar a cadeia na região. A estrutura abriu espaço para o beneficiamento local da produção, reduziu a dependência de processamento fora do estado e reforçou a aposta em um modelo apoiado no cooperativismo e na agregação de valor dentro do próprio Juruá.

A expansão seguiu neste ano com o anúncio de uma nova unidade em Cruzeiro do Sul, ampliando a capacidade regional de beneficiamento. O movimento reforça a ligação entre produção rural, processamento industrial e circulação de renda na economia local. Ao tratar dessa etapa, Perpétua definiu a iniciativa como parte da consolidação de “um cinturão produtivo” do café no Vale do Juruá.

O avanço da estrutura industrial veio acompanhado de outras ações para dar sustentação técnica ao setor, como investimentos em análise de solo e apoio à produção. Esse conjunto ajuda a explicar por que o café passou a ocupar espaço central no discurso de desenvolvimento para o Juruá. A região já não aparece apenas como área produtora, mas como base de uma cadeia que tenta combinar campo, indústria e mercado em uma mesma estratégia.

Com a entrada do Acre na Rota do Café, o governo federal passa a olhar para o Juruá não só pelo potencial agrícola, mas pela capacidade de transformar a cafeicultura em plataforma de desenvolvimento regional. A aposta agora é fazer dessa estrutura já montada o ponto de partida para uma nova fase de expansão econômica no interior do estado.