TRE-AC defere registro de Mailza e chapa com Jéssica Sales supera período de incertezas

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) deferiu, em 19 de agosto, o registro da candidatura de Mailza Assis ao Governo do Acre e confirmou Jéssica Sales como candidata a vice-governadora pela coligação Avança Acre. A decisão afasta a incerteza que cercava a regularização da chapa após problemas na documentação partidária apresentada à Justiça Eleitoral.

A certidão expedida pela Secretaria Judiciária do TRE-AC registra que o Requerimento de Registro de Candidatura de Mailza foi deferido e que Jéssica Rojas Sales integra oficialmente a chapa. O processo tem como relator o juiz Thalles Vinícius de Souza Sales.

A situação que colocou a composição em atenção na Justiça Eleitoral não estava ligada, até então, a uma impugnação pessoal contra Jéssica Sales. O problema surgiu na organização documental da coligação, principalmente após o Democrata aparecer relacionado a duas alianças partidárias durante o registro das candidaturas.

A inconsistência obrigou os partidos envolvidos a corrigirem as atas apresentadas ao TRE-AC. O MDB também precisou complementar sua documentação para incluir formalmente o Democrata entre os integrantes da Avança Acre.

As correções passaram pela análise da Justiça Eleitoral antes do julgamento definitivo. A regularização era necessária porque a validade da coligação interfere diretamente nos registros das candidaturas vinculadas à chapa majoritária.

No julgamento, o TRE-AC considerou regular a formação da Avança Acre. A coligação reúne MDB, PDT, PL, Democrata e a Federação União Progressista, formada por Progressistas e União Brasil.

Com o deferimento, Mailza Assis e Jéssica Sales ficam com os registros reconhecidos pela Justiça Eleitoral e podem seguir na disputa pelo Governo do Acre. No caso de Jéssica, a decisão elimina a dúvida jurídica que permanecia enquanto o tribunal analisava a documentação e as correções realizadas pelos partidos.

A certidão emitida pelo TRE-AC confirma de forma expressa que Jéssica integra a chapa de Mailza e vincula o deferimento à decisão proferida no processo de registro eleitoral analisado em 19 de agosto.

Terremoto de magnitude 6,7 atinge o sul do Peru

Um terremoto de magnitude 6,7 atingiu o sul do Peru nesta quinta-feira (20), com epicentro na região de Ayacucho. O tremor ocorreu por volta das 13h, no horário local, e foi sentido em diferentes pontos do país, incluindo áreas distantes do local do abalo. Não havia registro de mortos ou feridos nas primeiras horas após o terremoto.

O epicentro foi localizado a cerca de 38 quilômetros a noroeste de Upahuacho, na província de Parinacochas, a aproximadamente 800 quilômetros de Lima. A profundidade calculada foi de 66,7 quilômetros.

Uma segunda medição feita no Peru calculou magnitude 7,2, com epicentro a 35 quilômetros ao norte de Coracora e profundidade de 108 quilômetros. Diferenças entre estimativas podem ocorrer após terremotos devido aos métodos e às redes de monitoramento utilizados nos cálculos.

A população sentiu o tremor em regiões como Ica, Arequipa, Cusco e Apurímac. Em Lima, o movimento também foi percebido, principalmente em edifícios mais altos.

Não houve emissão de alerta de tsunami para a costa peruana. Autoridades mantiveram o monitoramento das áreas atingidas para verificar possíveis danos provocados pelo terremoto.

O Peru está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, região marcada pelo encontro de placas tectônicas e por intensa atividade sísmica. Terremotos são registrados com frequência no país.

Edvaldo Magalhães diz que não há fundamento jurídico para impedir candidatura

O deputado estadual Edvaldo Magalhães, candidato à reeleição, afirmou que está tranquilo após a divulgação de pedidos de impugnação de candidaturas encaminhados à Justiça Eleitoral no Acre. O parlamentar declarou que não há fundamento jurídico para impedir sua candidatura e disse confiar que a situação será esclarecida durante a análise do caso.

“Estou seguro e confiante de que tudo será esclarecido. Não há fundamento jurídico para impedir minha candidatura. A defesa demonstrará isso de forma clara à Justiça Eleitoral”, afirmou Edvaldo Magalhães.

O questionamento envolvendo o parlamentar está relacionado a decisões do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC). Ao encaminhar a relação de gestores ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), o próprio TCE informou que a inclusão de nomes na lista tem caráter informativo e não provoca inelegibilidade automática.

No caso de Edvaldo Magalhães, consta que não houve dano ao erário nem determinação para devolução de recursos públicos. Também não foi atribuída ao deputado a prática de conduta dolosa.

As ocorrências relacionadas ao parlamentar envolvem questões de natureza contábil e administrativa. Para que uma rejeição de contas resulte em inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa, é necessária a análise dos requisitos previstos na legislação eleitoral.

A defesa de Edvaldo Magalhães será apresentada dentro do prazo legal e pretende demonstrar à Justiça Eleitoral que não estão presentes os pressupostos necessários para impedir o registro da candidatura.

Cinco indígenas entram na disputa eleitoral no Acre em 2026

Cinco candidatos registrados para as eleições de 2026 no Acre se declararam indígenas, de um total de 384 candidaturas contabilizadas no estado até esta quarta-feira, 19 de agosto. O número corresponde a 1,3% dos concorrentes registrados e ainda pode mudar durante a análise das candidaturas pela Justiça Eleitoral.

Entre os cinco candidatos indígenas, três informaram também a etnia no cadastro eleitoral. Dois declararam pertencer ao povo Kaxinawá e um ao povo Manchineri. Nos outros dois registros, não há informação sobre pertencimento étnico.

A identificação de cor ou raça e a declaração de etnia são feitas em campos diferentes no sistema eleitoral. Por isso, uma candidatura pode constar como indígena mesmo sem apresentar o nome do povo ao qual o candidato pertence.

A maior parte dos candidatos registrados no Acre em 2026 se declarou parda. São 236 pessoas, ou 61,46% do total. Os brancos aparecem em seguida, com 93 candidaturas, equivalentes a 24,22%.

Outros 45 candidatos se declararam pretos, o que representa 11,72% dos registros. Além dos cinco indígenas, outras cinco candidaturas foram registradas por pessoas que se declararam amarelas, também com participação de 1,3%.

Os dados correspondem aos registros disponíveis até 19 de agosto e podem sofrer mudanças com novas candidaturas, substituições ou decisões da Justiça Eleitoral ao longo do calendário das eleições de 2026.

Elter Nóbrega relata que segurança retirou mesa de família para atender governadora em Cruzeiro do Sul

O presidente da Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul, vereador Elter de Queiroz Nóbrega (PP), relatou na tribuna da Casa que um integrante da segurança da governadora Mailza Assis retirou a mesa ocupada por uma família após uma procissão no município. Conforme o parlamentar, o segurança teria informado que a governadora precisava da mesa. Elter não presenciou o episódio e afirmou ter recebido o relato de um amigo que estava no local com a família. A Câmara de Cruzeiro do Sul confirma Elter Nóbrega como atual presidente do Legislativo municipal.

O caso teria ocorrido depois do encerramento da procissão. O homem citado por Elter seguiu para uma barraca com a família para jantar. Já havia pedido refrigerante e aguardava o churrasco quando o segurança chegou ao local e retirou a mesa que o grupo estava usando.

“Chegou um segurança da governadora e disse pra ele que a governadora estava precisando daquela mesa. Pegou a mesa e levou a mesa sem autorização da pessoa e o rapaz ficou com os pratos na mão e o refrigerante lá”, declarou Elter Nóbrega.

O presidente da Câmara evitou responsabilizar Mailza Assis pela retirada da mesa. Na própria fala, disse não acreditar que a ordem tenha partido da governadora. Mailza ocupa atualmente o governo do Acre, condição confirmada pelo portal oficial do Estado e por atos assinados por ela em agosto de 2026.

“Eu não acredito que a governadora tenha solicitado isso. Espero que não tenha, porque um negócio desse é um absurdo”, afirmou o vereador.

Elter contou que a filha do homem ficou revoltada com a situação e questionou o pai sobre a retirada da mesa. O vereador afirmou que o amigo preferiu não reagir e considerou acertada a decisão de evitar um confronto naquele momento.

Durante o pronunciamento, o presidente da Câmara também afirmou que outras pessoas teriam enfrentado situação semelhante no mesmo local. Ele não informou quantas mesas foram retiradas, não identificou os demais envolvidos e não apresentou elementos que permitam confirmar se a retirada ocorreu por determinação da governadora ou por iniciativa da equipe responsável pela segurança.

A cobrança de Elter foi direcionada principalmente aos vereadores que mantêm alinhamento político com o governo estadual. Ele pediu aos colegas que levem o episódio ao conhecimento de Mailza Assis para que a governadora saiba o que teria ocorrido durante o evento.

“A Constituição Federal diz que todos nós somos iguais, independentemente de cargo, função, cor, religião”, disse Elter ao criticar o tratamento dispensado à família.

O episódio permanece baseado no relato levado à tribuna pelo presidente da Câmara. A própria manifestação de Elter separa a conduta atribuída ao segurança de uma eventual ordem de Mailza Assis: o vereador criticou a retirada da mesa, mas disse não acreditar que a governadora tenha solicitado a medida.

Tags: Elter Nóbrega, Elter de Queiroz Nóbrega, Câmara de Cruzeiro do Sul, presidente da Câmara de Cruzeiro do Sul, Mailza Assis, governadora do Acre, Cruzeiro do Sul, política do Acre, segurança da governadora

Conselheira do TCE-AC alerta para nomeações em período eleitoral e critica gastos públicos em festas

A conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), Naluh Gouveia, afirmou que o órgão acompanha denúncias relacionadas à nomeação de cargos comissionados no governo estadual e questionou a aplicação de recursos públicos em festas, eventos e aquisições. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Central de Política, da TV Gazeta AC.

Ao tratar das movimentações no quadro de servidores, Naluh disse que o Tribunal recebeu denúncia envolvendo nomeações de comissionados e que casos dessa natureza estão sendo encaminhados à Justiça Eleitoral.

“Houve uma denúncia com relação a cargos comissionados sendo nomeados. Nós sabemos que nesse período não pode ter nomeação, é uma lei estadual, o governo estadual não pode fazer esses tipos de nomeação. Então o Tribunal de Contas está muito atento e a gente tem encaminhado muito isso para o Tribunal Eleitoral.”

A conselheira também abordou os gastos relacionados a festas, feiras e exposições realizadas com recursos públicos. Segundo ela, o questionamento não está na realização dos eventos, mas na forma como o dinheiro público é repassado e administrado por terceiros.

“Ninguém é contra essas festas. O que a gente é contra é essa manipulação, essa terceirização do dinheiro público.”

Naluh citou ainda a avaliação de um terreno para exemplificar as diferenças de valores que, segundo ela, exigem atenção dos órgãos de controle. Na entrevista, a conselheira comparou uma avaliação de R$ 22 milhões com outra, atribuída à Prefeitura de Rio Branco, de R$ 800 mil.

“Como é que pode um terreno ser 22 milhões quando a prefeitura de Rio Branco está avaliando esse mesmo terreno em 800 mil? Como é que, para onde é que ia esse dinheiro? […] É exatamente nessa situação que a gente precisa estar atento.”

As declarações concentram as críticas da conselheira em dois pontos: o controle das nomeações realizadas pelo poder público e a fiscalização do destino dos recursos empregados em eventos, contratos e aquisições. Naluh defendeu maior acompanhamento sobre essas despesas para impedir irregularidades e assegurar que o dinheiro público tenha destinação fiscalizável.

Bocalom e Velloso provocam adversários em Plácido de Castro e pregam união na campanha

Tião Bocalom e Eduardo Velloso aproveitaram uma agenda política em Plácido de Castro nesta terça-feira (18) para reforçar a união do grupo e provocar os adversários na disputa eleitoral deste ano. Durante a passagem pelo município, os dois defenderam que a aliança da chapa foi construída em torno de princípios, valores e de um projeto comum para o Acre.

Bocalom percorreu o comércio da cidade, conversou com moradores e lembrou a relação que mantém com Plácido de Castro desde que chegou ao estado. O candidato ao governo afirmou que o município fez parte do início de sua trajetória no Acre e citou investimentos feitos na região antes de ingressar na vida política.

Ao falar com apoiadores, Bocalom disse considerar Plácido de Castro como uma de suas bases históricas. Ele também mencionou outros municípios do Baixo Acre e afirmou que espera ampliar o apoio ao grupo durante a campanha.

Eduardo Velloso adotou um discurso mais voltado para a disputa política. O candidato ao Senado afirmou que a aliança liderada por Bocalom representa uma união construída a partir de compromissos comuns e fez críticas indiretas aos adversários.

“Aqui tem união. O que não tem é do lado de lá”, afirmou Velloso durante a agenda. Ele acrescentou que o grupo está reunido em torno de princípios e valores e voltou a defender uma gestão com controle dos gastos públicos.

A passagem dos candidatos por Plácido de Castro também teve como foco temas ligados ao desenvolvimento econômico e à produção rural. Velloso citou a importância do município para a agricultura e a pecuária do Acre e defendeu investimentos em infraestrutura e serviços públicos.

O grupo aposta em agendas presenciais nos municípios para ampliar o contato com os eleitores durante a campanha. Bocalom disputa o governo do Acre, enquanto Velloso concorre a uma vaga no Senado.

Gladson tem sete dias para apresentar defesa em processo de registro ao Senado

TRE-AC intimou candidato após apresentação de impugnação pela Procuradoria Regional Eleitoral e notícia de inelegibilidade

O candidato ao Senado Gladson Cameli terá prazo de sete dias para apresentar contestação ou manifestação no processo de registro de candidatura que tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). A citação foi expedida nesta terça-feira, 18 de agosto.

O processo, de número 0600481-67.2026.6.01.0000, tem como relator o juiz Thalles Vinícius de Souza Sales. Gladson aparece como requerente pela coligação Avança Acre, formada por PDT, MDB, PL, Democrata e Federação União Progressista.

A intimação ocorreu após a apresentação de uma Impugnação ao Registro de Candidatura pela Procuradoria Regional Eleitoral do Acre e de uma Notícia de Inelegibilidade apresentada por Joaquim Pedro de Morais Filho. O processo trata de questionamento relacionado a possível inelegibilidade decorrente de condenação criminal por órgão colegiado ou transitada em julgado.

De acordo com a citação do TRE-AC, Gladson foi intimado por meio do Mural Eletrônico para apresentar sua defesa no prazo de sete dias, conforme os artigos 41 e 38 da Resolução TSE nº 23.609/2019.

Durante esse período, a defesa poderá juntar documentos, indicar testemunhas e requerer a produção de outras provas. Também é possível solicitar documentos que estejam em poder de terceiros, repartições públicas ou em procedimentos judiciais e administrativos, exceto aqueles que tramitem sob segredo de justiça.

A contestação deverá ser assinada por advogado e apresentada diretamente no Processo Judicial Eletrônico (PJe), nos mesmos autos do pedido de registro da candidatura.

A citação não representa, neste momento, decisão pelo deferimento ou indeferimento da candidatura de Gladson. O documento apenas formaliza a abertura do prazo para que o candidato se manifeste sobre os questionamentos apresentados no processo de registro.

O documento foi expedido pela Coordenadoria das Sessões do TRE-AC nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026.

Marina Silva é abordada por homem durante ato de campanha em São Paulo

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), candidata à reeleição para o Senado, foi abordada por um homem não identificado durante uma caminhada de campanha no centro de São Paulo nesta segunda-feira (17). O homem dirigiu palavras e gestos agressivos à candidata, que deixou o local da abordagem e entrou em uma loja próxima com apoio da segurança do evento.

Marina participava do compromisso eleitoral quando se afastou por alguns momentos do grupo principal para evitar a aglomeração. Foi nesse momento que o homem se aproximou. Após a abordagem, a candidata procurou abrigo no estabelecimento comercial.

Também participavam do ato o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad e Simone Tebet, que disputa a reeleição ao Senado pelo estado.

Depois do episódio, Marina afirmou que preferiu não reagir à provocação. “Diante da paz com certeza o ódio recua”, declarou ao comentar a abordagem.

A candidata também disse esperar que episódios desse tipo não marquem a campanha eleitoral e criticou a falta de condenação pública a ações de intimidação. Para Marina, quem deixa de reprovar esse tipo de comportamento contribui para práticas que atingem o ambiente democrático.

Até a noite desta segunda-feira, a assessoria da candidata informou que não havia sido registrado boletim de ocorrência relacionado ao caso.

Prazo para pedir voto em trânsito termina nesta quinta-feira no Acre

Eleitores que pretendem votar temporariamente fora do município onde estão registrados têm até esta quinta-feira, 20 de agosto, para solicitar o voto em trânsito nas eleições de 2026. No Acre, a modalidade estará disponível somente em Rio Branco, único município do estado com mais de 100 mil eleitores aptos. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro.

O voto em trânsito permite ao eleitor escolher temporariamente outro local de votação sem alterar o domicílio eleitoral. Para solicitar a mudança, é necessário estar com a situação regular no cadastro eleitoral. O pedido pode ser feito pela internet, por meio do Autoatendimento Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral.

Quem já pediu a transferência temporária também tem até quinta-feira para alterar ou cancelar a solicitação. Depois do encerramento do prazo, o eleitor habilitado não poderá votar na seção eleitoral de origem e deverá comparecer ao local escolhido para exercer o voto.

Os cargos disponíveis dependem de onde o eleitor estiver no dia da votação. Quem possui domicílio eleitoral em outro município acreano e solicitar o voto em trânsito para Rio Branco poderá votar para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Já os eleitores acreanos que estiverem em outro estado poderão votar apenas para presidente da República. A mesma regra vale para eleitores registrados em outros estados que escolherem Rio Branco como local temporário de votação.

A transferência vale somente para o período eleitoral e não modifica de forma definitiva o domicílio do eleitor. Depois das eleições, a inscrição retorna automaticamente à seção eleitoral de origem.