CRAS Santa Helena entra na fase final e deve ser entregue em setembro em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco prevê para setembro a entrega do novo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Santa Helena, no Segundo Distrito. A unidade está na fase final de construção e vai ampliar a oferta de serviços sociais para moradores da região.

O espaço foi planejado para reunir atendimentos do Cadastro Único, ações do programa Criança Feliz, acompanhamento de famílias e atividades de convivência. A estrutura também terá áreas destinadas às equipes técnicas, atendimento ao público, grupos de idosos, academia e recursos de acessibilidade.

A obra foi vistoriada pelo prefeito Alysson Bestene, que acompanhou o andamento dos serviços. A expectativa da gestão municipal é que o novo equipamento reduza deslocamentos e aproxime os serviços de assistência social das comunidades atendidas no Segundo Distrito.

O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, informou que a unidade vai concentrar diferentes ações da rede socioassistencial e ampliar a capacidade de atendimento às famílias da região.

A construção recebeu recursos de emenda parlamentar destinada pelo senador Sérgio Petecão, com participação da bancada federal. O investimento faz parte das ações de expansão da estrutura pública voltada à assistência social em Rio Branco.

A vistoria ao CRAS ocorreu durante uma agenda da prefeitura no Santa Helena. Na mesma região, equipes municipais também acompanharam serviços de infraestrutura e mobilidade executados por meio do programa Prefeitura nas Ruas, incluindo trabalhos na Rua Monte Sinai.

Com a conclusão dos últimos serviços, o CRAS Santa Helena deve começar a atender moradores de diferentes bairros do Segundo Distrito, fortalecendo a presença da rede municipal de assistência social na região.

Edvaldo cobra explicações sobre merenda após alunos relatarem semanas de ovo e sardinha em Cruzeiro do Sul

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) cobrou nesta terça-feira (25), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), explicações sobre a alimentação oferecida aos estudantes da Escola de Ensino Médio Integral Craveiro Costa, no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul. A manifestação ocorreu após alunos gravarem um vídeo reclamando da repetição do cardápio e afirmando que alimentos como ovo e sardinha vêm sendo servidos com frequência na unidade.

Durante o pequeno expediente, Edvaldo exibiu o vídeo aos demais parlamentares e afirmou que a situação precisa ser esclarecida pela Secretaria de Estado de Educação. Por funcionar em tempo integral, a escola mantém os estudantes durante grande parte do dia, o que aumenta a necessidade de refeições adequadas ao período de permanência na unidade.

Os estudantes relataram a recorrência de pão, ovo e sardinha e reclamaram da pouca variedade da alimentação. Ao comentar as queixas, o deputado resumiu a situação descrita pelos alunos: “Um dia é ovo e sardinha, no outro, é sardinha com ovo”.

Edvaldo também comparou as reclamações com os produtos previstos nas atas de registro de preços destinadas à alimentação escolar. Segundo o parlamentar, os documentos incluem diferentes tipos de proteína animal em quantidade que, na avaliação dele, não corresponde ao cardápio relatado pelos estudantes.

O deputado afirmou que vai apresentar um requerimento para solicitar informações formais à Secretaria de Educação sobre o fornecimento da merenda nas escolas de tempo integral. Entre os pontos que pretende esclarecer estão a regularidade dos pagamentos aos fornecedores, a entrega dos alimentos contratados e os motivos para a repetição do cardápio.

Durante o discurso, Edvaldo levantou questionamentos sobre eventuais problemas na execução dos contratos, mas não apresentou provas de irregularidades ou desvio de recursos. Ele defendeu que a pasta detalhe como ocorre o abastecimento das unidades e afirmou que as reclamações não deveriam ser tratadas como uma situação normal.

O parlamentar também declarou que o problema pode atingir outras escolas de tempo integral e pediu uma avaliação mais ampla da alimentação oferecida na rede estadual. Para ele, a exposição pública feita pelos próprios estudantes exige uma resposta sobre a qualidade e a variedade das refeições servidas.

“Cada pessoa é responsável pelos seus atos”: Mailza evita metas e expõe lacunas do plano de governo no Acre

“Cada pessoa é responsável pelos seus atos.” A frase de Mailza Assis (PP) para se afastar de uma das principais promessas de Gladson Cameli resumiu a sabatina do ac24horas nesta segunda-feira, 24 de agosto.

Candidata à reeleição, a governadora defendeu um plano de governo “exequível”, mas não informou quantas casas pretende entregar, quando implantará a rastreabilidade bovina, como pretende resolver as pendências da educação nem qual será o prazo para uma solução definitiva em Sena Madureira, após o desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari.

Em pouco mais de uma hora, a entrevista expôs uma dificuldade central da candidatura: Mailza quer manter a imagem de continuidade, mas evita assumir metas que permitam medir o resultado de um eventual mandato entre 2027 e 2030.

Mailza assumiu definitivamente o governo em abril, após a saída de Gladson Cameli. Desde então, construiu sua candidatura sobre a continuidade administrativa. O ex-governador participa da articulação eleitoral e aparece ao lado dela nos principais movimentos da campanha.

A proximidade torna inevitável a cobrança pelo legado do grupo que governa o Acre desde 2019.

Habitação: 11 mil casas viraram 2,7 mil — e ainda sem meta para 2030

A habitação foi o primeiro teste da promessa de continuidade.

Gladson Cameli prometeu construir 11 mil casas populares. A entrega, porém, ficou distante da escala anunciada. Em 2026, o próprio governo passou a trabalhar com números menores. Em fevereiro, Gladson falava na conclusão de pouco mais de 2,3 mil moradias até o fim do ano.

Questionada sobre quantas casas entregaria em quatro anos, Mailza não respondeu com uma meta. Preferiu se separar da promessa do antecessor.

“Cada pessoa é responsável pelos seus atos, né. A minha gestão é de continuidade”, afirmou.

Depois, disse que há recursos para 2,7 mil unidades e que pediu à equipe um plano possível de executar. A resposta informa o que o governo tem hoje, mas não diz o que a candidata pretende entregar até 2030.

A diferença é objetiva: 2,7 mil casas representam uma fonte de recurso já identificada. Não representam uma política habitacional para quatro anos.

Ficaram sem resposta perguntas básicas: quantas moradias serão entregues, quanto será investido, quais municípios terão prioridade e qual parcela do déficit habitacional será enfrentada.

O próprio governo já trabalhou com uma estimativa de déficit de 24 mil moradias no Acre, sendo 11 mil apenas em Rio Branco. Sem uma meta, o eleitor perde o principal instrumento para acompanhar a promessa depois da eleição.

Parque tecnológico contra problemas básicos da escola

A educação revelou outra distância entre o discurso e a execução.

Mailza voltou a defender a criação do Parque Tecnológico do Acre, projeto que acompanha sua trajetória política há pelo menos cinco anos. Ainda no Senado, ela participou de articulações com a Universidade Federal do Acre, o governo estadual e instituições ligadas à inovação.

O jornalista Itaan Arruda colocou a proposta diante de problemas mais urgentes: escolas com dificuldades estruturais e professores cobrando revisão de carreira e remuneração.

A pergunta exigia uma resposta prática: como financiar inovação enquanto a rede pública ainda enfrenta problemas básicos?

Mailza disse que as duas frentes precisam avançar juntas. Mas, ao falar da tecnologia, respondeu: “O jovem gosta disso. Querendo ou não ele vai se debruçar”.

Quando voltou aos problemas das escolas, mudou o foco para relações familiares, comportamento e saúde emocional.

“Nós tivemos essa fatalidade talvez por falta de uma harmonia. E aí entra o cuidado com as famílias, aí entra o cuidado com esse egoísmo”, afirmou.

Saúde emocional e convivência familiar são temas importantes na educação. Mas não respondem quanto será investido na estrutura das escolas, quando a carreira dos professores será revisada ou como o Estado pretende bancar um parque tecnológico.

Em outro momento, a própria governadora reconheceu a cobrança dos profissionais e falou em discutir o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração.

“Os professores começaram a reivindicar e é uma necessidade. Precisamos pensar nessa devolução aos trabalhadores da educação. Fizemos um compromisso com o sindicato”, disse.

Ainda faltaram valores, prazo e formato para a revisão.

Rastreabilidade: o governo criou programas, mas a candidata não dá prazo

Na rastreabilidade bovina, a contradição ficou mais clara.

O plano de governo de Mailza prevê ampliar mecanismos de rastreabilidade e certificação da produção agropecuária. A medida afeta diretamente produtores, frigoríficos e toda a cadeia da pecuária, especialmente por envolver custos, controle do rebanho e exigências de mercado.

Perguntada se pretendia terminar um novo mandato com o sistema implantado, Mailza não assumiu o compromisso.

“Não, isso aí precisa ser estudo, precisa ter um diálogo, precisamos preparar o Estado para isso, porque nós não temos, no momento, condições para isso”, respondeu.

O problema é que o Acre não está começando essa discussão agora.

Em abril, o governo criou o programa Rebanho Certo/AC, voltado à atualização cadastral de bovinos e bubalinos e à preparação para a futura rastreabilidade individual. Em julho, já sob Mailza, o Decreto nº 11.911 instituiu o Plano ABC+/AC, que inclui o estímulo à rastreabilidade e à certificação de produtos agropecuários sustentáveis.

Ou seja: o governo já criou instrumentos para avançar. O que Mailza não informou foi o ponto de chegada.

Até onde o Estado pretende levar o processo? Quando o produtor terá de cumprir as novas exigências? Quem pagará a adaptação? Como evitar que a rastreabilidade aumente custos e reduza a competitividade da pecuária acreana?

Sem prazo e sem meta, o plano fica no campo da intenção.

Ponte de Sena Madureira: a empresa virou o centro da resposta

Em Sena Madureira, a cobrança envolveu uma obra que já desabou.

A ponte Frei Paolino Baldassari caiu em 5 de junho, menos de três anos depois da inauguração. Quatro pessoas ficaram feridas, e a ligação entre o centro da cidade e o Segundo Distrito foi interrompida.

A estrutura havia sido interditada no dia anterior, após o avanço das chamadas terras caídas e a identificação de risco no local.

Quase três meses depois, os escombros ainda estavam no Rio Iaco. Moradores dependiam de alternativas, como catraias, para atravessar. A perícia sobre as causas do colapso continuava sem conclusão.

Em agosto, o Ministério Público do Acre abriu inquérito civil para investigar a execução da obra e também o planejamento, a fiscalização, o monitoramento e a manutenção da ponte.

Na sabatina, Mailza concentrou a resposta na empresa contratada.

“Nós judicializamos a empresa que construiu. A empresa que construiu foi responsável pela ponte por 100% da construção”, afirmou.

Depois, acrescentou: “Eu não sei o tempo que a empresa vai nos dar a resposta”.

O governo pode cobrar judicialmente a construtora se houver responsabilidade na execução. A Procuradoria-Geral do Estado anunciou essa medida poucos dias após o desabamento.

Mas a judicialização não responde pelo papel do próprio Estado.

Uma obra pública de aproximadamente R$ 36 milhões, entregue em 2023 e destruída em 2026, também exige explicações sobre fiscalização, acompanhamento e manutenção. O Ministério Público investiga justamente essa parte e contesta a ideia de que o contrato retiraria do poder público o dever de fiscalizar.

Para Sena Madureira, a pergunta não é apenas quando a empresa responderá. É quando o Estado removerá os escombros, como manterá a travessia e quando entregará uma solução permanente.

O plano é “exequível”, mas não permite medir o resultado

As quatro respostas seguiram a mesma lógica.

Na habitação, Mailza informou que existem recursos para 2,7 mil casas, mas não apresentou uma meta para quatro anos.

Na educação, defendeu um parque tecnológico, mas não explicou como a proposta se conecta às escolas que ainda precisam de estrutura e aos professores que cobram a revisão da carreira.

Na rastreabilidade, incluiu o tema no plano de governo, mas não disse quando pretende implantá-lo — embora o próprio Estado já tenha criado programas para preparar o setor.

Em Sena Madureira, explicou a ação contra a construtora, mas não deu prazo para a solução que a população espera do governo.

A frase “cada pessoa é responsável pelos seus atos” ajuda Mailza a se afastar das promessas de Gladson Cameli. Mas essa separação tem limite.

Mailza foi eleita vice na chapa de Gladson, assumiu o governo, defende a continuidade administrativa e recebe o apoio direto do ex-governador. O grupo político está no comando do Acre desde 2019.

Ela não pode reivindicar apenas os resultados positivos dessa herança e transferir os problemas para o antecessor.

O ponto da sabatina não é exigir promessas grandiosas. É exigir números, prazos e responsáveis.

Se o plano é “exequível”, o eleitor precisa saber quanto será feito, quando, com quais recursos e como o resultado será medido.

Sem essas respostas, a prudência vira falta de compromisso mensurável. E, para quem já governa e pede mais quatro anos, explicar o futuro não basta. Mailza também precisa responder pelo que o Estado prometeu, começou e ainda não entregou.

Alan Rick inaugura comitê central em Rio Branco e apresenta prioridades para o Acre

O senador Alan Rick (Republicanos), candidato ao Governo do Acre nas eleições de 2026, inaugurou nesta segunda-feira (24) o comitê central de campanha em Rio Branco. Instalado no Centro da capital, em frente ao Terminal Urbano, o espaço vai concentrar atividades de organização e mobilização eleitoral durante a disputa pelo Palácio Rio Branco.

A inauguração reuniu apoiadores, militantes e candidatos ligados à chapa. O ato ocorreu na segunda semana da campanha eleitoral, iniciada oficialmente em 16 de agosto, quando passaram a ser permitidas as atividades de propaganda nas ruas e na internet.

Durante o evento, Alan afirmou que pretende manter contato direto com os eleitores ao longo da campanha e apresentou saúde, educação, emprego, renda e infraestrutura entre as áreas que considera prioritárias para o estado.

Ao falar sobre a disputa, o candidato associou sua candidatura a uma proposta de mudança na administração estadual e afirmou defender o que chamou de “sonho da esperança” para o Acre. Na área da saúde, disse que pretende melhorar o funcionamento dos serviços. Para a educação, defendeu uma formação voltada à preparação dos jovens para o mercado de trabalho e para o ingresso na universidade.

Alan também colocou a geração de emprego e renda e os investimentos em infraestrutura entre os temas que pretende levar ao debate eleitoral. O candidato disse que a mobilização da campanha terá participação de apoiadores de diferentes municípios e regiões acreanas.

A abertura do comitê ocorre após Alan Rick iniciar as atividades públicas de campanha em Rio Branco. Na primeira semana da disputa, o candidato participou de atos no Segundo Distrito da capital e de encontros com apoiadores e lideranças políticas.

Wenceslau comenta pesquisa Data Control e aponta cautela na leitura dos números

Apresentador destacou resultado do levantamento, questionou histórico de institutos e afirmou que pesquisa deve ser tratada como retrato do momento

O jornalista Rogério Wenceslau comentou, nesta segunda-feira (24), durante o Jornal da Manhã, da Integração FM, os números da pesquisa Data Control para o Governo do Acre e o Senado. Ao apresentar o levantamento, Wenceslau defendeu cautela na interpretação dos resultados e afirmou que o eleitor não deve tratar pesquisas como antecipação do resultado das urnas.

Na disputa pelo governo, segundo os números apresentados no programa, Mailza Cameli aparece com 34% das intenções de voto, seguida por Alan Rick, com 27%, Tião Bocalom, com 15%, e Thor Dantas, com 2%. Wenceslau observou que o levantamento apresenta uma mudança em relação a pesquisas anteriores, nas quais Alan Rick aparecia na liderança.

“São números, é um retrato do momento. Acredita quem quiser. É facultado a cada eleitor ter a sua própria opinião”, comentou. Para o jornalista, pesquisas podem funcionar como parâmetro para as campanhas, mas também precisam ser avaliadas a partir do histórico e da credibilidade de cada instituto.

Wenceslau lembrou que já houve casos no Acre em que levantamentos apresentaram diferenças expressivas em relação ao resultado posteriormente registrado nas urnas. Por isso, disse não ser possível afirmar antecipadamente se os números divulgados nesta segunda-feira estarão próximos do resultado de 4 de outubro.

“Essa pesquisa é verdadeira? Não sei, não dá para saber. É mentirosa? Não sei, não dá para saber. Como é que a gente vai saber se os números representam o que vai sair lá na urna no dia 4 de outubro? Não tem como saber”, afirmou.

Durante o comentário, o apresentador também mencionou a controvérsia levantada antes mesmo da divulgação da pesquisa envolvendo a relação do responsável pelo instituto com o Governo do Estado. Wenceslau afirmou que havia sido divulgada a informação de que o proprietário do Data Control ocupa cargo no primeiro escalão estadual, com remuneração de R$ 18 mil, e que a publicação responsável pela informação apresentou o decreto de nomeação no Imac.

O jornalista, porém, fez questão de separar essa informação de qualquer acusação sobre a pesquisa. “Tem alguma coisa a ver? Será que ele mexeu nos números? Não dá para dizer, ninguém tem provas. Então é preciso ter calma, ter paciência, ter cautela”, disse.

Para o Senado, Wenceslau apresentou os números do Data Control que colocam Gladson Cameli com 22%, Márcio Bittar com 19%, Jorge Viana com 13%, Mara Rocha com 11%, Sérgio Petecão com 7,9% e Eduardo Velloso com 5,1%. Segundo ele, os números da disputa pelas duas vagas também devem provocar contestação entre as campanhas, especialmente diante da existência de levantamentos internos com cenários diferentes.

Wenceslau ressaltou que não vê problema na divulgação de diferentes pesquisas e que os levantamentos podem ajudar a mostrar o cenário político de determinado momento. O apresentador, no entanto, insistiu que a decisão final pertence ao eleitor.

“Não adianta você brigar com pesquisa, brigar com números, porque cada candidato tem a sua, cada eleitor tem a sua opinião. E o que vale é a eleição. Se pesquisa fosse definir resultado de alguma coisa, não precisava fazer eleição”, afirmou.

Ao concluir o comentário, Wenceslau disse que a sucessão de pesquisas durante a campanha também coloca à prova a convicção do eleitor, que precisa analisar propostas, trajetórias e informações antes de decidir o voto, independentemente das oscilações apresentadas pelos institutos.

Assista

Bocalom lidera segunda carreata em Rio Branco ao lado de Velloso e Alysson Bestene

O candidato ao Governo do Acre Tião Bocalom liderou, neste domingo (23), a segunda carreata da coligação Produzir para Empregar em Rio Branco. A mobilização reuniu apoiadores e centenas de veículos em um percurso que começou no Calafate e terminou na região do Jequitibá, com a participação do candidato ao Senado Eduardo Velloso e do prefeito da capital, Alysson Bestene.

A concentração ocorreu em frente ao Campo do Calafate. De lá, carros e motocicletas seguiram por ruas da região até a Avenida Paulo Lemos, onde a programação foi encerrada em frente à quadra coberta do Jequitibá. Durante o trajeto, moradores acompanharam a passagem da comitiva das calçadas, residências e estabelecimentos comerciais.

Bocalom percorreu o trajeto ao lado de Velloso e Alysson, além de candidatos a deputado estadual e federal que integram a coligação. Kelen Bocalom, esposa do candidato ao governo e candidata a deputada federal, também participou da agenda.

A presença de Alysson Bestene reforçou a aproximação política mantida com Bocalom. Atual prefeito de Rio Branco, Alysson foi vice durante a administração de Bocalom e assumiu o comando da prefeitura após a saída do então titular para disputar o Governo do Acre.

Durante a mobilização, Bocalom concentrou o discurso na geração de emprego, produção e criação de oportunidades. O candidato também afirmou que pretende manter uma campanha voltada ao contato direto com moradores da capital e do interior.

Eduardo Velloso acompanhou a carreata e defendeu a ampliação das agendas nos bairros como parte da estratégia para apresentar as propostas da chapa. A campanha tem colocado desenvolvimento econômico e geração de empregos entre os principais temas defendidos nas atividades eleitorais.

Gladson Cameli e o risco de uma eleição sub judice no Acre

“A briga é em Brasília.” A frase publicada por Crica resume a estratégia de Gladson Cameli para permanecer na disputa pelo Senado, mas deixa aberta uma pergunta que deveria interessar mais ao Acre do que a própria sobrevivência eleitoral do ex-governador: até onde é razoável levar uma candidatura quando o eleitor pode votar, ajudar a eleger e descobrir depois que aquele voto não valeu?

Gladson entrou oficialmente na campanha enquanto responde a uma ação de impugnação de registro no Tribunal Regional Eleitoral do Acre. A Procuradoria Regional Eleitoral pediu que sua candidatura seja indeferida por causa da condenação criminal imposta pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. Pela legislação eleitoral, ele pode se defender, recorrer e continuar fazendo campanha enquanto a situação estiver sub judice. Pode pedir voto, aparecer na propaganda eleitoral e, dependendo do estágio do processo, permanecer na urna. A própria Lei das Eleições permite isso. O problema começa justamente aí: a mesma lei estabelece que, em determinadas situações de registro indeferido sob recurso, a validade dos votos dependerá do resultado posterior da batalha judicial.

Não é uma discussão pequena, nem nasceu às vésperas da eleição. A Operação Ptolomeu entrou em sua fase ostensiva em dezembro de 2021. Gladson permaneceu governador. Em maio de 2024, a Corte Especial do STJ recebeu por unanimidade a denúncia criminal contra ele. Gladson permaneceu governador. Em 2025, o mesmo tribunal prorrogou medidas cautelares que incluíam proibição de contato com testemunhas e investigados, entrega de passaporte e indisponibilidade de valores. Gladson permaneceu governador. Só deixou o Palácio Rio Branco em abril deste ano, para abrir caminho à candidatura ao Senado.

Durante boa parte desse período, portanto, o Acre conviveu com uma situação extraordinária que acabou incorporada à rotina política. Havia uma investigação de enorme gravidade em curso contra o governador, depois uma denúncia criminal aceita pelo STJ, e o governo continuou funcionando com Gladson no comando. Isso era juridicamente possível. A existência de uma investigação ou mesmo de uma ação penal não produz automaticamente a perda de um mandato conquistado nas urnas.

O que mudou em maio de 2026 foi a natureza do problema. A acusação deixou de ser apenas acusação. A Corte Especial do STJ julgou a ação e condenou Gladson a 25 anos e nove meses de prisão por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Também determinou multa e indenização de R$ 11,785 milhões ao Estado. A maioria dos ministros acompanhou a relatora Nancy Andrighi, que atribuiu ao então governador posição de liderança no esquema criminoso julgado pelo tribunal. A defesa nega as acusações e continua recorrendo, e a condenação ainda não transitou em julgado.

Essa diferença é fundamental. Durante anos, Gladson podia responder politicamente que havia uma investigação e que caberia à Justiça dizer se a acusação procedia. Agora a Justiça já disse, embora ainda existam recursos. Não foi um juiz de primeira instância que tomou essa decisão sozinho. Foi a Corte Especial do STJ, em julgamento colegiado. Em agosto, o próprio tribunal rejeitou por unanimidade embargos apresentados pela defesa e manteve a condenação.

É exatamente nesse ponto que a eleição acreana passa a carregar um problema que ultrapassa Gladson.

A Lei da Ficha Limpa estabelece inelegibilidade a partir de condenação por órgão judicial colegiado para crimes que incluem delitos contra a administração pública, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. A legislação também permite que essa inelegibilidade seja suspensa por decisão judicial. Gladson tem direito de buscar essa suspensão e esgotar os recursos disponíveis. Isso faz parte das garantias de qualquer acusado.

O direito de recorrer, porém, não elimina o custo democrático de uma candidatura mantida nessas condições.

Gladson pode percorrer o Acre, montar palanque, reunir prefeitos, pedir votos e disputar uma das duas vagas de senador. Milhares de pessoas podem escolher seu número acreditando que estão elegendo alguém para representá-las em Brasília. E, se a situação jurídica não estiver resolvida até a votação e o registro acabar definitivamente negado nas condições previstas pela legislação, esses votos podem perder a validade. O próprio TSE estabelece que o candidato com registro sub judice pode continuar na campanha, mas a validade dos votos pode ficar condicionada ao deferimento posterior do registro.

É aí que aquilo que parece ser apenas uma batalha de advogados passa a atingir diretamente o eleitor.

Porque quem assume o risco não é somente Gladson. Não é somente seu partido. É também a pessoa que sai de casa, enfrenta fila, entra numa cabine e acredita estar fazendo uma escolha capaz de produzir um mandato. Uma eleição não deveria funcionar como uma aposta em que o eleitor descobre meses depois se o voto que depositou na urna juridicamente existia.

Há ainda um efeito político mais grave. Gladson é um candidato competitivo. Se alcançar uma votação suficiente para conquistar uma das vagas e depois tiver os votos invalidados, a composição final da disputa poderá não corresponder à fotografia que o eleitor viu na noite da eleição. O resultado político conhecido nas urnas ficará submetido ao resultado jurídico produzido nos tribunais. Não porque ministros estejam tomando para si o direito de escolher senador, mas porque uma candidatura juridicamente contestada foi levada até o voto antes que sua condição fosse definitivamente resolvida.

É uma espécie de tumulto eleitoral produzido dentro das próprias regras.

Isso precisa ser dito sem atalhos. Gladson não comete ilegalidade simplesmente por recorrer ou por continuar candidato enquanto a legislação permitir. O problema é outro: candidato e partido, ao sustentarem uma candidatura nessas condições, assumem conscientemente um risco que não termina neles. Uma parte desse risco é empurrada para o eleitor e para a própria legitimidade do resultado.

Durante anos, o tempo da Justiça favoreceu politicamente Gladson. A investigação começou, avançou, virou denúncia, a denúncia virou ação penal, medidas cautelares foram mantidas e ele continuou governando. Quando finalmente chegou a condenação, o mandato no Executivo estava no fim e o projeto político já havia mudado de endereço: saiu do Palácio Rio Branco e foi para a disputa pelo Senado.

Agora o relógio corre de outra maneira. De um lado, uma campanha curta, com data certa para terminar. Do outro, recursos que podem atravessar instâncias e consumir um tempo que a eleição não tem.

A democracia precisa garantir defesa até o último recurso cabível. Mas também precisa garantir ao eleitor algo elementar: saber, com a maior segurança possível, se a pessoa em quem está votando poderá receber o mandato caso seja escolhida.

No caso de Gladson, essa certeza não existe hoje.

Talvez por isso a frase de Crica seja tão precisa. A briga está em Brasília. Só que o voto será dado no Acre. E, se essa briga não terminar antes das urnas, quem poderá pagar a conta da incerteza não será apenas Gladson Cameli.

Será o eleitor.

Blog do Ray diz que vínculo de colaborador do Data Control com governo Mailza levanta dúvidas sobre pesquisa

O Blog do Ray publicou neste sábado (22) que a ligação de José Denis Moura dos Santos, fundador do Data Control e atualmente colaborador do instituto, com o governo da governadora Mailza Assis (PP) passou a ser questionada por grupos de oposição às vésperas da divulgação de uma nova pesquisa sobre a disputa pelo Governo do Acre. José Denis ocupa cargo de direção no Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

A publicação afirma que adversários políticos de Mailza avaliam levar o caso à Justiça Eleitoral. O principal questionamento envolve o fato de José Denis exercer uma função comissionada na administração estadual ao mesmo tempo em que mantém relação profissional com o instituto responsável por levantamentos eleitorais que medem o desempenho da própria governadora e de seus adversários.

Atualmente, José Denis aparece na estrutura oficial do Imac como diretor de Gestão Administrativa e Financeira. O Blog do Ray afirma ainda que, na folha de pagamento de julho, ele recebeu remuneração bruta de R$ 18.242,48, com valor líquido de R$ 13.616,18.

A relação de José Denis com o Data Control vem de longa data. Ele participou da criação do instituto em 1997. Em entrevista publicada em 2023, porém, afirmou que deixou de ser proprietário da empresa e que, desde 2019, o instituto pertence à advogada Marina Belandi. Na ocasião, declarou que continuava prestando serviços ao Data Control como colaborador.

Esse ponto diferencia a condição atual de José Denis da posição de proprietário da empresa, mas não encerrou os questionamentos levantados por integrantes da oposição sobre sua atuação simultânea no governo estadual e junto ao instituto.

O Blog do Ray também afirma que partidos de oposição questionam a situação do Data Control perante o Conselho Regional de Estatística da 7ª Região (Conre-7), responsável pela jurisdição que inclui o Acre. Na página pública de profissionais e empresas em situação regular consultada neste sábado, uma busca pelo nome Data Control não apresenta resultado.

A discussão ocorre antes da divulgação de uma nova rodada do Data Control prevista para este domingo (23). De acordo com as informações publicadas, o levantamento ouviu 1.620 eleitores em 20 municípios do Acre e teve custo declarado de R$ 20 mil, pago pelo próprio instituto.

A publicação lembra ainda uma pesquisa divulgada em fevereiro, quando Mailza apareceu com 18,3% das intenções de voto e o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, com 18%. Com margem de erro de 3,5 pontos percentuais, os dois estavam tecnicamente empatados.

Integrantes da oposição ouvidos pelo Blog do Ray afirmam que escritórios de advocacia ligados a grupos políticos avaliam possíveis medidas na Justiça Eleitoral após a divulgação dos novos números. Até o momento, não há decisão judicial citada que suspenda ou invalide o levantamento.

A existência de vínculo profissional ou funcional de uma pessoa ligada a um instituto de pesquisa, por si só, não permite concluir que os resultados tenham sido manipulados. Os questionamentos apresentados pelos adversários de Mailza tratam da independência e da percepção de credibilidade do levantamento, pontos que poderão ser discutidos formalmente caso alguma representação seja apresentada à Justiça Eleitoral.

Comício de Mailza fecha avenida por até cinco dias e Prefeitura diz que não foi consultada em Cruzeiro do Sul

Secretário de Obras afirma que trecho apresenta risco por problema na drenagem e também critica intervenções da Saneacre que, segundo ele, deixam buracos e geram gastos ao município

A montagem da estrutura para o primeiro comício da campanha da governadora Mailza Cameli em Cruzeiro do Sul provocou a interdição de um trecho da Avenida Joaquim Távora por vários dias e abriu uma discussão sobre a autorização para utilização do local. A Prefeitura afirma que a Secretaria Municipal de Obras não foi consultada previamente e alerta que a área escolhida apresenta problemas estruturais.

O assunto foi abordado nesta sexta-feira (21) pelo jornalista Rogério Wenceslau, durante o Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM. Segundo ele, a avenida começou a ser fechada ainda na quarta-feira para montagem da estrutura do evento, marcado para esta sexta. Com a desmontagem prevista para o fim de semana, o trecho poderá permanecer interrompido entre quatro e cinco dias.

“É muito tempo de transtorno para a população”, afirmou Rogério ao comentar que motoristas que utilizam a região para chegar ao Centro precisam alterar o trajeto, aumentando o tempo de deslocamento e o consumo de combustível.

Além da interdição, o jornalista chamou atenção para as condições do ponto onde a estrutura foi instalada. O trecho apresenta um problema recorrente de afundamento da pista e fica sobre um canal que já passou por sucessivas intervenções da Prefeitura.

Segundo Rogério, a área destinada à concentração do público coincide justamente com o trecho que apresenta instabilidade no pavimento.

“Há um risco seríssimo de acontecer um acidente grave”, afirmou.

Prefeitura diz que não houve consulta

Durante o programa, Rogério afirmou que, segundo as informações apuradas por ele, a ocupação da via ocorreu sem consulta prévia aos órgãos municipais responsáveis pela fiscalização e pelo trânsito.

“A montagem da estrutura, a ocupação do espaço, a interrupção do trânsito foi feita sem qualquer consulta prévia aos órgãos de fiscalização. Não houve solicitação formal, pedido formal para utilização do espaço, comunicado oficial aos órgãos de trânsito”, disse.

O secretário municipal de Obras, Carlos Alves, participou do programa e confirmou que, pelo menos em sua pasta, nenhum pedido ou consulta sobre as condições do local foi apresentado antes da instalação da estrutura.

“Pelo menos pela minha secretaria não chegou nenhum documento perguntando como é que estava aquele canal, se poderia ser feito esse evento lá. Não chegou nenhum documento para nós, nem alguém foi até a secretaria querendo saber de informações”, declarou.

Carlos Alves explicou que o local passa por manutenção frequente e que um novo buraco havia surgido no trecho ainda na quinta-feira. Segundo ele, uma obra definitiva, com instalação de uma galeria, já foi licitada e aguarda a produção das estruturas.

O secretário classificou o ponto como sensível e disse que a Prefeitura decidiu sinalizar a área e divulgar uma nota para alertar a população.

“A Prefeitura não pode se responsabilizar porque já fez a nota. Ninguém consultou que ia ser feito lá aquele palco para receber as pessoas”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de impedir a realização do evento, Carlos Alves disse que, até onde tinha conhecimento, o município não havia cogitado o cancelamento.

“A gente só se preocupa que não aconteça nada com as pessoas, que possam se acidentar ali. O que deveria ter sido feito era pelo menos ter enviado um documento ou alguém ter ido lá saber como estava realmente aquela situação”, disse.

A defesa civil municipal também informou que não recebeu nenhum contato por parte dos organizadores

Secretário também critica intervenções da Saneacre

Durante a mesma entrevista, outro problema envolvendo intervenções em ruas de Cruzeiro do Sul entrou em discussão. Rogério questionou Carlos Alves sobre serviços executados pela Saneacre na rede de abastecimento de água e os buracos deixados após as obras.

Segundo o secretário, o problema continua e estaria aumentando.

“Infelizmente isso aí cada vez está pior”, afirmou Carlos Alves. Ele relatou situações em que trechos recuperados pela Prefeitura precisaram ser novamente abertos poucos dias depois.

O secretário disse que as intervenções geram despesas extras com asfalto, barro e mão de obra para o município.

“É transtorno que causa aos cidadãos cruzeirenses, porque é todo tempo interditando rua, fazendo buraco, e a Prefeitura de Cruzeiro do Sul gastando asfalto, que é um gasto alto, com asfalto, com barro”, declarou.

Carlos Alves informou ainda que a Secretaria Municipal de Obras já notificou a Saneacre sobre o problema. Segundo ele, também existe uma iniciativa na Câmara de Vereadores para discutir a responsabilização pelos custos decorrentes das intervenções realizadas nas vias do município.

Jorge Viana percorre BR-364 até o Juruá e atesta melhorias feitas com investimentos do Governo Federal

Candidato ao Senado viajou de carro para Feijó e Cruzeiro do Sul e acompanhou intervenções na rodovia; reconstrução de 104 quilômetros terá investimento federal superior a R$ 714 milhões.

Em viagem de carro de Rio Branco a Feijó e Cruzeiro do Sul, o candidato ao Senado pela Frente Ampla pelo Acre, Jorge Viana, percorreu a BR-364 nesta sexta-feira (21) e pode acompanhar de perto as condições da rodovia e os trabalhos realizados pelo Governo Federal por meio do Ministério dos Transportes e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Durante o percurso, Jorge destacou a melhoria das condições da estrada nos últimos meses e lembrou a agenda realizada em junho com o ministro dos Transportes, George Santoro, no Acre, após articulações feitas por ele em Brasília em busca de providências para as BRs 364 e 317.

“Há dois meses trouxemos o ministro dos Transportes ao Acre com um propósito muito claro: não podíamos perder mais um verão vendo as nossas BRs se acabarem. O Governo do presidente Lula garantiu recursos, o trabalho começou e hoje, percorrendo a BR-364 de carro, já é possível perceber que a situação está mudando”, afirmou Jorge.

Mais de R$ 700 milhões para reconstrução da BR-364

Entre os principais investimentos previstos pelo Governo Federal está a reconstrução de 104 quilômetros da BR-364, no trecho entre Sena Madureira e Manoel Urbano, incluindo o acesso ao município. O investimento previsto supera R$ 714 milhões e propõe uma intervenção estrutural na rodovia, com uma solução mais duradoura para um dos trechos mais críticos da estrada.

O projeto integra um conjunto mais amplo de investimentos federais na infraestrutura rodoviária acreana. A carteira de obras do Novo PAC para o estado prevê R$ 1,19 bilhão em cinco empreendimentos, incluindo restaurações da BR-364, obras em pontes e a construção do Contorno Rodoviário de Brasiléia, na BR-317.

Jorge considera que a retomada dos investimentos representa uma mudança importante na forma de enfrentar os problemas históricos da BR-364.

“Não queremos viver todo verão a mesma história de tapar buraco para, no inverno seguinte, começar tudo de novo. Precisamos de uma solução definitiva para a BR-364. É isso que está sendo construído agora: investimento pesado, reconstrução e mudança na estrutura da estrada para que ela tenha muito mais durabilidade”, disse.

Uma estrada fundamental para integrar o Acre

Jorge lembrou que mantém uma relação histórica com as duas principais rodovias federais do estado. Durante seus mandatos como governador, acompanhou a consolidação da ligação terrestre permanente entre Rio Branco e o Vale do Juruá, além dos investimentos na BR-317, a Estrada do Pacífico, que conecta o Acre à fronteira com o Peru.

Para ele, a BR-364 deve ser tratada como uma infraestrutura estratégica para a integração do estado e para a vida das pessoas que dependem da rodovia.

“A BR-364 não é apenas uma estrada. Ela une o Vale do Acre ao Vale do Juruá, garante o abastecimento das cidades, permite que as pessoas trabalhem, estudem, tenham acesso à saúde e possam ir e vir. Cuidar da BR-364 é cuidar do funcionamento do Acre”, destacou.

Jorge lamentou que, nos últimos anos, a deterioração da rodovia tenha avançado sem uma mobilização política proporcional à gravidade do problema.

“Durante muito tempo vimos a BR se deteriorar e muita gente se limitou a fazer vídeo e selfie nos buracos. Eu preferi procurar uma solução. Fui a Brasília, conversei com o Ministério dos Transportes, ajudamos a trazer o ministro ao Acre e cobramos providências. Agora o trabalho está acontecendo. É isso que a população espera da política: menos espetáculo e mais solução”, afirmou.

Estrada do Aeroporto também passa por reconstrução

Outro investimento acompanhado por Jorge é a reestruturação da Estrada do Aeroporto, trecho da BR-364 em Rio Branco. A obra contempla 9,5 quilômetros da rodovia duplicada e recebe investimento federal de aproximadamente R$ 50 milhões.

Os serviços incluem intervenções estruturais no pavimento e devem proporcionar uma solução mais duradoura para um dos principais acessos da capital.

Jorge lembrou que a ligação com o aeroporto foi construída durante seu período à frente do Governo do Acre e afirmou que a atual intervenção completa um trabalho iniciado há mais de duas décadas.

“É uma alegria ver uma obra que fizemos há mais de 20 anos recebendo agora uma intervenção definitiva. O importante é isso: as obras públicas precisam atravessar governos e continuar servindo às pessoas. O Acre não pode ficar recomeçando do zero a cada gestão”, afirmou.

Compromisso permanente com as BRs 364 e 317

Além da reconstrução prevista entre Sena Madureira e Manoel Urbano, o Governo Federal mantém contratos de conservação das rodovias federais acreanas. Em 2025, foram renovados oito contratos de manutenção no estado — sete na BR-364 e um na BR-317 — envolvendo R$ 1,6 bilhão em contratos.

As intervenções incluem correção de defeitos, remendos profundos, substituição de solos e recuperação de segmentos críticos. Entre Sena Madureira e Cruzeiro do Sul, trechos já receberam serviços com macadame hidráulico e revestimento asfáltico.

Jorge afirmou que, se eleito senador, pretende colocar a manutenção permanente das duas rodovias entre as prioridades de seu mandato, trabalhando para assegurar recursos no Orçamento da União e acompanhamento contínuo das intervenções.

“Meu compromisso no Senado será não deixar mais a BR-364 e a BR-317 chegarem à situação que chegaram. Estrada não pode ser lembrada apenas quando está destruída. É preciso orçamento, manutenção permanente, planejamento e cobrança. Quero assumir esse compromisso com o povo do Acre”, disse.

Para Jorge, os avanços que já podem ser observados durante a viagem até o Juruá demonstram que a recuperação é possível quando há recursos, planejamento e articulação com o Governo Federal.

“Estou fazendo essa viagem de carro justamente para ver a situação com meus próprios olhos. Ainda há muito trabalho pela frente, mas a diferença já começa a aparecer. O mais importante é que agora existe investimento, existe obra e existe uma perspectiva concreta de termos uma BR-364 melhor e mais segura. É assim que quero continuar ajudando o Acre”, concluiu.