Jorge e Binho avaliam crise na educação do Acre e apresentam projeto de conectividade escolar

O estado do Acre registra atualmente um de seus piores momentos nos índices nacionais de ensino e enfrenta problemas estruturais na rede pública, como escolas operando em instalações precárias e salários docentes defasados. O diagnóstico foi traçado pelos ex-governadores Jorge Viana e Binho Marques durante o segundo episódio do podcast “Aqui tem Acre”, conduzido pela apresentadora Marcela. O encontro abordou a crise no setor governamental e fundamentou a necessidade de um plano de reconstrução centrado na expansão da internet nas escolas e na recomposição salarial da categoria, visando reinserir o estado entre as dez melhores educações do país.

A situação do sistema de ensino contrasta com o cenário de gestões anteriores, quando o Acre saltou das últimas posições para o grupo dos dez primeiros colocados no ranking nacional do Ensino Fundamental e Médio. No passado, a estratégia envolveu a criação de um plano decenal, a construção de escolas em áreas rurais e indígenas por meio de mutirões, e o estabelecimento do maior piso salarial do país para os professores no ano de 2008. Naquele período, o investimento focou na formação superior para docentes de todos os 22 municípios acrianos, em parceria com a Universidade Federal do Acre, e na reestruturação do ambiente de sala de aula para reverter a evasão escolar.

Hoje, a realidade administrativa tomou outro rumo. As queixas apresentadas envolvem a falta de construção de novas unidades de ensino nos últimos oito anos e suspeitas de irregularidades ligadas à reforma contínua de prédios antigos e à compra de merenda escolar por meio de atravessadores. A deterioração estrutural chegou ao ponto de escolas funcionarem improvisadas em currais, demandando a intervenção de órgãos de controle como o Tribunal de Contas do Estado. “O Acre paga hoje um dos piores salários do Brasil para os professores, mesmo o estado tendo muito mais recursos em caixa do que no passado”, afirmou Binho Marques. O ex-governador relatou o envio de um documento detalhado sobre as necessidades da área ao atual chefe do Executivo acriano no início de sua gestão, sem obter retorno ou implementação das medidas sugeridas.

A superação do quadro exige o restabelecimento de um pacto envolvendo professores, poder público e comunidade escolar, fugindo de decisões isoladas de gabinete. O plano estratégico desenhado para as próximas gestões abandona o foco exclusivo na alvenaria e volta a atenção para a infraestrutura digital. O projeto prevê a instalação de internet de banda larga de alta velocidade e baixa latência em todas as escolas da rede estadual, permitindo que os estudantes acrianos tenham paridade de aprendizado com alunos da Ásia e da América do Norte. A mesma rede de fibra ótica servirá de base tecnológica para a expansão da telemedicina nos municípios isolados do interior, conectando pacientes a médicos especialistas baseados na capital em tempo real.

A retomada dessa agenda educacional projeta impactos diretos na retenção de jovens no estado e no aquecimento da economia local. Com a reestruturação da carreira docente, a expectativa é devolver o poder de compra aos profissionais e frear o endividamento da categoria. No campo político e administrativo, a movimentação já estabelece as bases para o próximo ciclo eleitoral majoritário. Binho Marques colocou seu nome à disposição para assumir novamente a Secretaria de Estado de Educação em um eventual novo governo, com a missão de aplicar a experiência administrativa adquirida no Ministério da Educação e replicar o modelo de gestão que elaborou e que atualmente serve de base para o treinamento de secretários das maiores capitais do país.

Virgílio Viana entra no debate eleitoral com crítica à falta de oportunidades no Acre

Em uma edição especial, no Vale dos Buritis, o Jornal da Manhã, da Rádio Integração, recebeu o ex-governador Tião Viana e o advogado Virgílio Viana, de 23 anos, pré-candidato a deputado federal. A entrevista, conduzida por Chico Melo e Rogério Venceslau, colocou no centro da conversa a entrada de Virgílio na política, o peso do legado familiar, a saída de jovens do Acre, a falta de oportunidades e a disputa sobre o rumo do Estado nos últimos anos. A entrevista foi ao ar na manhã desta quinta-feira (28), em cadeia no Youtube e na 99,9 FM.

Logo na abertura, Chico Melo apresentou Tião como parte da história política do Acre e Virgílio como um jovem que tenta ocupar espaço em um momento de desgaste da política tradicional. Tião tratou a presença do filho como uma passagem entre gerações. Para ele, estar ao lado de Virgílio naquele cenário era “uma entrega do passado do Acre, dos últimos anos, do presente e entregando ao futuro uma oportunidade”. A frase resumiu o tom da entrevista: Virgílio não aparece apenas como filho de um ex-governador, mas como alguém que tenta transformar herança política em projeto próprio.

Virgílio negou que tenha sido empurrado para a disputa. Contou que a decisão nasceu de uma inquietação pessoal diante do que vê no Estado. “Eu tô muito incomodado com o cenário que eu vejo o Acre vivendo hoje”, disse. O pré-candidato afirmou que passou a sentir esse incômodo ao ver amigos, familiares e jovens de sua geração deixando o Acre em busca de oportunidade e qualidade de vida em outros lugares. Para ele, esse êxodo juvenil virou uma ferida aberta no Estado.

O ponto mais forte da fala de Virgílio foi a defesa de que o Acre precisa voltar a oferecer futuro para quem nasce, estuda e quer trabalhar aqui. Ele citou jovens que concluem o ensino médio, entram na universidade, formam-se e, depois, não encontram espaço no mercado. Disse que muitos acabam dependendo de algum arranjo em prefeitura, governo ou secretaria. Na avaliação dele, essa falta de caminho empurra parte da juventude para a frustração e, nos casos mais graves, para o crime. “Isso não pode ser o novo normal do Acre”, afirmou.

Tião Viana revelou que a decisão do filho não foi recebida de imediato com entusiasmo dentro de casa. Disse que, como pai, tentou convencê-lo a seguir outro caminho. Chamou o Congresso Nacional de ambiente contaminado por práticas ruins e afirmou que chegou a aconselhar Virgílio a atuar como advogado ou criar uma organização para ajudar pessoas fora da política. “Esse mundo tá podre”, disse Tião, ao lembrar a reação que teve quando ouviu do filho que ele queria disputar uma vaga de deputado federal.

Virgílio, porém, insistiu. O argumento que convenceu a família, segundo Tião, foi o de que o espaço público não pode ser abandonado. “Se não for pessoa boa pro parlamento, vão ficar só as ruins”, afirmou o ex-governador, ao reproduzir a fala do filho. A partir daí, disse que ele e a ex-primeira-dama Marlúcia Viana aceitaram acompanhar a caminhada. “Pai e mãe tão na chuva e no sol com filho que ama”, completou.

A entrevista também abriu espaço para Tião defender o legado de seus governos. Ele citou a integração da BR-364, investimentos em infraestrutura, saneamento, mecanização agrícola, saúde, educação e desenvolvimento regional. Disse que a estrada foi tratada como prioridade porque era a “espinha dorsal” do Acre. Na comparação com o cenário atual, afirmou que o Estado perdeu capacidade de investimento e passou a viver preso à folha de pagamento.

Na educação, Tião fez uma das críticas mais duras. Afirmou que o Acre chegou a ocupar a oitava posição no Brasil e a primeira na Amazônia durante sua gestão, mas hoje aparece em situação muito pior. Também citou a criação do curso de Medicina e a formação de jovens médicos no Estado. Ao falar da saúde, lembrou relatos de moradores de Feijó sobre a perda de estrutura hospitalar e a dificuldade de acesso a cirurgias e especialistas.

Virgílio tentou ligar essa memória administrativa ao presente. Disse que o Acre precisa recuperar prestígio em Brasília, buscar recursos federais, tratar emendas parlamentares com responsabilidade e priorizar áreas que cheguem à vida real das pessoas. Falou em agricultura familiar, cultura, esporte, programas sociais e políticas para a juventude. Para ele, cultura e esporte são “vacinas contra a criminalidade” e contra a falta de perspectiva.

A conversa também entrou no tema do desenvolvimento econômico. Tião defendeu industrialização, bioeconomia, produção de alimentos, uso inteligente da terra e valorização da floresta em pé. Virgílio reforçou a ideia com exemplos como granjas, suínos, açaí, cacau, café, cooperativas e produção rural em pequenas áreas. “O Acre pode se desenvolver, pode se industrializar de uma forma sustentável”, disse.

No campo político, Virgílio reconheceu que encontra uma juventude descrente e dividida pela polarização nacional. Defendeu o diálogo e citou programas federais como Pé-de-Meia, crédito para trabalhadores de aplicativo, Pronampe, Desenrola Brasil, reformas habitacionais e Vale Gás. Para ele, a política precisa sair da briga permanente e chegar ao cotidiano das famílias.

A imagem mais concreta usada por Virgílio foi a de uma criança de quatro anos, no bairro São Francisco, em Rio Branco, cozinhando em um fogão quebrado, com lenha, perto do igarapé. A lembrança serviu para amarrar o principal recado da entrevista: política não pode ser apenas disputa de poder, cargo ou sobrenome. Precisa chegar à casa de quem vive sem estrutura, ao jovem que quer ficar no Acre, ao produtor que precisa trabalhar e às famílias que não aguentam mais promessas distantes.

Prefeito de Rio Branco recebe convite para participar da 30ª Marcha para Jesus

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, recebeu nesta quarta-feira (27) lideranças da Associação dos Ministros Evangélicos do Acre para tratar da 30ª edição da Marcha para Jesus, marcada para sábado (30), na capital acreana. Durante o encontro, a comitiva formalizou o convite para que o prefeito participe da programação ao lado da esposa, de familiares e de secretários municipais.

A reunião contou com a presença do pastor Eldo Gama, presidente da entidade, e do apóstolo Edgar Araújo, coordenador da Marcha, além de outros pastores. O grupo esteve com o prefeito para alinhar a participação no evento religioso, que chega à 30ª edição em Rio Branco.

A programação terá concentração a partir das 15h, em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro da cidade. Depois, os participantes seguirão em caminhada por ruas da capital. O encerramento também está previsto para o Palácio Rio Branco.

A edição deste ano terá show nacional do cantor gospel Thalles Roberto no fim da programação. A organização espera reunir milhares de fiéis em um ato público de fé, louvor, oração e comunhão.

A Marcha para Jesus integra o calendário de eventos religiosos da capital e deve mobilizar igrejas evangélicas, lideranças religiosas e moradores de diferentes regiões da cidade ao longo da tarde de sábado.

Acórdão do STJ contra Gladson é publicado e abre fase decisiva de recursos

A publicação nesta quarta-feira (27) do acórdão da Ação Penal 1.076, que condenou o ex-governador Gladson Cameli a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, abriu uma nova etapa no caso Ptolomeu e colocou em contagem os próximos prazos da defesa. A decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça envolve os crimes de organização criminosa, fraude à licitação, peculato-desvio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além de multa, indenização de R$ 11.785.020,31 ao Estado do Acre e perda do cargo de governador, embora Gladson já tivesse renunciado ao mandato no início de abril para tentar disputar o Senado.

O acórdão é a peça formal que reúne a decisão dos ministros, os fundamentos da condenação, as teses acolhidas e recusadas, a dosimetria da pena e os efeitos jurídicos. Na prática, ele transforma o resultado do julgamento em documento oficial completo e abre espaço para os recursos cabíveis. O primeiro caminho da defesa são os embargos de declaração, usados para apontar eventual omissão, contradição, obscuridade ou erro material. Em processo penal, esse prazo é de 2 dias corridos, contado a partir da intimação formal. Depois disso, ou após o julgamento dos embargos, pode ser aberto o prazo para recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, de 15 dias corridos, quando houver discussão constitucional.

A dúvida sobre esses prazos, sobre a possibilidade de candidatura e sobre o alcance das decisões do STJ e do STF já havia sido tratada na semana passada pelo Grupo Integração. No Jornal da Manhã da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, o advogado Emerson Soares, com 30 anos de atuação, foi entrevistado por Chico Melo, Mazinho Rogério e Rogério Venceslau justamente para separar o que era fato jurídico, o que era possibilidade recursal e o que vinha sendo confundido no debate político. A pergunta central foi direta: se o prazo de registro de candidatura fosse naquele dia, Gladson poderia registrar a candidatura? Emerson respondeu: “não, efetivamente não”.

A explicação dada por Emerson partiu da Lei Complementar 64/90, a Lei da Ficha Limpa. Para ele, a condenação por órgão colegiado já cria impedimento eleitoral, mesmo sem trânsito em julgado. Como a decisão saiu da Corte Especial do STJ, um colegiado judicial, a situação de Gladson entra no campo da inelegibilidade, ainda que a defesa possa recorrer. Emerson também calculou que, em crimes contra a administração pública, a inelegibilidade pode alcançar o período da pena mais 8 anos após o cumprimento, o que, pela condenação atual, chegaria a 33 anos e 9 meses.

O ponto mais sensível da entrevista foi a confusão criada em torno da decisão do STF sobre relatórios de inteligência financeira do Coaf. Emerson explicou que parte das provas foi afastada por problema na forma de obtenção, mas que isso não significou anulação do processo nem derrubada da condenação. Ele lembrou que a ministra Nancy Andrighi retirou dos autos os elementos atingidos pela decisão do Supremo e que, mesmo assim, a condenação foi sustentada em provas autônomas. “Não é fato novo e muito menos uma anulação do processo que foi julgado pelo STJ”, afirmou.

Essa distinção ganhou ainda mais peso com a publicação do acórdão. A defesa poderá insistir em teses sobre nulidade, competência, cadeia de custódia e validade das provas, mas o STJ já enfrentou essas questões no julgamento. A Corte Especial manteve a condenação com base no entendimento de que os elementos invalidados pelo STF não serviram como fundamento para condenar Gladson. A notícia oficial do STJ registrou que as investigações seguiram com provas autônomas e que a Corte entendeu haver participação direta do ex-governador no esquema.

Na semana passada, Emerson também tratou do recurso extraordinário ao STF. Ele explicou que esse caminho é estreito porque o Supremo não reabre o processo para reavaliar todo o conjunto de provas. O recurso precisa discutir matéria constitucional e demonstrar repercussão geral. Para o advogado, uma liminar para suspender os efeitos da condenação é possível em tese, mas as chances são remotas diante da densidade do julgamento do STJ.

O calendário agora pesa contra a defesa porque o processo judicial corre ao lado do calendário eleitoral. Emerson lembrou que o prazo de registro de candidaturas vai até 15 de agosto e que eventual tentativa de candidatura depende de uma decisão capaz de suspender os efeitos da condenação colegiada. Na avaliação dele, os embargos de declaração podem até ser necessários para preparar o recurso ao STF, especialmente por causa do chamado prequestionamento, mas também fazem o relógio avançar. “O prazo do recurso é quinze dias”, explicou, ao tratar do recurso extraordinário, com contagem corrida.

O acórdão também reforça o peso político da condenação. Gladson foi um dos nomes mais fortes da política acreana nas últimas duas décadas, eleito deputado federal, senador e governador, além de reeleito ao governo.

A publicação do acórdão, portanto, não encerra o caso, mas reduz o espaço das incertezas. A condenação está formalizada. Os recursos ainda podem ser apresentados. A defesa pode buscar esclarecimentos no próprio STJ e depois tentar levar matéria constitucional ao STF. A candidatura, se houver tentativa de registro, dependerá da Justiça Eleitoral e de eventual decisão que suspenda os efeitos da condenação. O que muda agora é que o debate deixa de girar em torno de versões soltas e passa a caminhar sobre prazos, peças processuais e decisões formais.

No ar da Integração, Emerson resumiu a lógica do processo com uma frase que ajuda a entender o momento: “a decisão do juiz não se questiona, se recorre”. É exatamente essa a fase aberta agora. Gladson foi condenado por um órgão colegiado, a defesa ainda pode recorrer, mas o acórdão publicado coloca o caso em uma etapa mais dura, com menos espaço para narrativa e mais peso para o calendário.

Bittar acusa imprensa, mas é cobrado a provar quem recebeu dinheiro de ONGs no Acre

A resposta veio no ar, na manhã desta quarta-feira, 27 de maio de 2026, em Cruzeiro do Sul. No Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, Chico Melo e Rogério Wenceslau rebateram a fala do senador Márcio Bittar (PL-AC), que havia acusado parte da imprensa acreana de ser custeada por ONGs e chamado entrevistas feitas no Juruá de “quase combinadas”. A cobrança foi direta: se há jornalistas ou veículos pagos por ONGs para conduzir entrevistas, Bittar precisa apresentar nomes, valores, contratos e provas.

Chico abriu o programa colocando a acusação no centro da bancada. “A imprensa do Acre, em especial a imprensa do Juruá, é vendida, é comprada por ONGs”, disse ele, ao reproduzir o teor da fala de Bittar. Em seguida, marcou o ponto que atravessou toda a resposta: “Esse negócio de pagamento a jornalista, a veículo de imprensa, para fazer pauta combinada, é um negócio que tem que ser provado. Nem todo mundo está nesse balaio aí”.

Rogério Wenceslau respondeu com ironia, mas também com incômodo de quem viu uma categoria inteira ser colocada sob suspeita. “Me passa por favor o contato dessa ONG que você se vendeu, que eu quero me vender também”, disse. Chico manteve o tom e devolveu a provocação ao senador: “Eu quero saber onde depositaram essa grana. O meu extrato bancário está à disposição, senador Márcio Bittar. Será que o seu está à disposição?”.

A reação da bancada não foi uma defesa vazia da imprensa. Foi uma cobrança por prova. Bittar pode criticar entrevistas, cobrar perguntas mais duras e exigir que Jorge Viana responda sobre BR-364, ponte sobre o Rio Juruá, Serra do Divisor, ligação com o Peru e políticas ambientais. Esse debate é legítimo. O que não se sustenta é usar a tribuna do Senado para lançar suspeita sobre jornalistas e veículos sem dizer quem recebeu, quanto recebeu, de qual ONG recebeu e para fazer qual pauta.

Chico também fez questão de separar crítica política de acusação sem prova. “A imprensa do Juruá não está vendida. Eu não estou”, afirmou. Depois, cobrou que a fala de Bittar tenha consequência concreta: “Vai ter que provar”. A frase resume o ponto central da resposta. Em política, a palavra pode ser dura. Mas quando a palavra acusa, precisa vir acompanhada de documento.

A bancada levou ao ar um levantamento feito a partir da transparência do Senado. Entre maio de 2025 e março de 2026, aparecem pelo menos R$ 281.323,65 em gastos da cota parlamentar de Bittar com serviços ligados à divulgação da atividade parlamentar, imprensa, publicidade, marketing e comunicação. Desse total, R$ 198.933,65 são de 2025 e R$ 82.390,00 dos três primeiros meses de 2026. Janeiro de 2026 concentrou o maior volume, com R$ 55.390,00. O maior pagamento individual reunido no material foi de R$ 31.590,00, descrito como trabalho técnico de apoio ao mandato parlamentar.

Chico fez a ressalva necessária: o uso da cota parlamentar para divulgação do mandato não é ilegal por si só. “A legislação permite isso”, disse. Mas a pergunta política ficou de pé. Se Bittar acusa a imprensa de financiamento oculto, seus próprios gastos públicos com comunicação também podem ser examinados. O levantamento reúne repasses a serviços de comunicação, publicidade, produção, marketing, outdoor e impulsionamento em redes sociais.

O apresentador também deixou claro que a bancada não recebeu dinheiro do gabinete do senador. “Essa bancada não recebeu um real do senhor”, afirmou. Em seguida, reforçou o convite ao confronto público de informações: “Eu deixo à disposição meu extrato bancário”. A resposta mirou o ponto mais sensível da acusação: quem fala em dinheiro escondido precisa aceitar transparência total, inclusive sobre o próprio mandato.

A Rádio Integração não fechou portas. Fez o contrário. Bittar foi convidado a ir ao programa, sentar na bancada, tomar café e responder. “O senhor pode vir aqui tomar um cafezinho com a gente. Está convidado”, disse Chico. Ele lembrou que o senador já foi entrevistado gratuitamente na emissora e que nunca pagou nada por isso. “O senador já teve aqui, já tomou cafezinho com a gente, já tomou água e nunca pagou nada”, afirmou.

A resposta também devolveu a cobrança sobre infraestrutura. Se Bittar quer perguntar a Jorge Viana sobre a BR-364, a ponte e a ligação com o Peru, também deve responder o que fez quando teve força em Brasília, quando foi relator do Orçamento e quando dizia ter influência para mandar recursos ao Acre. “Como é que ele vai criticar a BR-364 se, quando teve a oportunidade de fazer, não fez?”, questionou Chico.

O Juruá não precisa apenas saber quem impediu obras. Precisa saber quem prometeu, quem teve caneta, quem tinha poder e quem não entregou. Foi esse o sentido da pauta que Chico disse que enviaria ao gabinete do senador. “Eu queria combinar aqui uma pauta com o senador Márcio Bittar. Tenho algumas perguntas aqui. Eu vou mandar para sua assessoria e, se o senhor tiver coragem, o senhor vem aqui e responde”, disse.

Chico também fez questão de preservar o tom institucional da cobrança. “Sem ranço, sem ofensa. A gente faz uma gozação porque também nós temos esse direito, já que fomos achincalhados publicamente”, afirmou. A frase mostra o limite da resposta: houve ironia, houve indignação, mas também houve convite ao contraditório. Bittar pode responder no Senado, por nota, pela assessoria ou no próprio Jornal da Manhã. O microfone está aberto.

No fim, o Jornal da Manhã colocou a discussão no lugar certo. A imprensa do Juruá não é extensão de gabinete, nem de Jorge, nem de Bittar, nem de qualquer outro grupo político. Ela existe para perguntar. Se há entrevista combinada, que se prove. Se há ONG pagando jornalista, que se mostre. Se não há prova, a acusação vira apenas tentativa de intimidar quem trabalha com microfone aberto diante da população.

Bittar acertou ao trazer a infraestrutura para o centro do debate. Errou ao atacar a imprensa sem apresentar provas. Quem cobra transparência precisa praticá-la. Quem exige perguntas duras precisa responder perguntas duras. E quem usa a tribuna do Senado para acusar jornalistas deve ter coragem de voltar ao Juruá, sentar diante dos microfones e explicar, com documentos na mão, exatamente o que quis dizer.

Rio Branco lança programa de mecanização agrícola 2026 no Polo Catuaba

A Prefeitura de Rio Branco lançou o Programa de Mecanização Agrícola 2026 no Polo Catuaba para ampliar o apoio à agricultura familiar e reforçar a produção rural na região. A ação reúne preparo do solo, distribuição de insumos, mudas de café e assistência técnica para produtores que abastecem a capital.

O lançamento ocorreu na sede da Associação do Catuaba, na BR-364, Ramal da Usina, e integra a estratégia da gestão municipal para fortalecer o campo em uma área onde cerca de 1,2 mil famílias dependem diretamente da atividade agrícola. A proposta é garantir melhores condições de plantio, aumentar a produtividade e dar suporte a culturas como arroz, feijão, mandioca, hortaliças, soja e café, além da pecuária leiteira.

Neste ano, o programa prevê a entrega de mais de 200 toneladas de fertilizantes, 900 toneladas de calcário, 150 kits de horas comunitárias e 150 mil mudas de café. A prefeitura aposta no reforço da mecanização e na correção do solo para melhorar o rendimento das lavouras e dar mais segurança ao produtor rural.

Durante o lançamento, o prefeito Alysson Bestene afirmou que a meta é ampliar a presença do poder público nas comunidades rurais e fortalecer a produção local. “A prefeitura vai continuar chegando às comunidades, fortalecendo a produção e gerando oportunidades”, disse.

O secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano, afirmou que o calendário agrícola da região exige antecipação do trabalho por causa do risco de alagação no inverno. Segundo ele, o plantio precisa começar antes para que os produtores consigam colher dentro da janela mais segura.

O presidente da Associação do Catuaba, Cícero Medeiros Brandão, disse que a mecanização, o calcário, o adubo e a assistência técnica têm peso direto na rotina dos agricultores, mas voltou a cobrar melhorias nos ramais. Para os produtores, as estradas ainda são um dos principais gargalos para o escoamento da produção e o acesso a serviços básicos.

Moradores da região apontam que o uso de máquinas no preparo da terra e o apoio técnico ajudam a elevar a produtividade, especialmente em uma área com forte presença de culturas como macaxeira, banana, melancia, hortaliças, farinha, goma, tapioca e tucupi. Mesmo com o avanço do apoio à produção, a infraestrutura viária segue como uma demanda central das comunidades do Polo Catuaba.

Zequinha manda recado e expõe ruídos na pré-campanha de Mailza

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, entrou no centro da pré-campanha ao governo do Acre nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, por meio de uma mensagem enviada por seu assessor de imprensa, Paulo de Sá, à coluna do Crica. O recado afastou rumores de traição à governadora Mailza Assis, mas também cobrou uma correção de rumo dentro do próprio grupo governista.

“Prefeito Zequinha tem partido, tem lado e já tratou diretamente com a governadora Mailza Assis. Não iremos ficar martelando isso todos os dias”, escreveu Paulo de Sá. A frase surgiu em meio a especulações sobre uma possível aproximação de Zequinha com o senador Alan Rick, adversário direto de Mailza na disputa pelo Palácio Rio Branco.

A mensagem, porém, foi além da defesa pessoal. O assessor criticou pessoas próximas à governadora que, segundo ele, “vivem de fofocas” e deveriam “rever a metodologia adotada na pré-campanha, porque os números das pesquisas mostram que algo precisa ser corrigido”. Com isso, Zequinha deixou claro que permanece no barco de Mailza, mas não aceita ser tratado como suspeito enquanto a campanha enfrenta dificuldades para crescer.

Cruzeiro do Sul tem peso decisivo nesse tabuleiro. Maior cidade do interior e centro político do Juruá, o município não pode ser tratado como detalhe por nenhuma candidatura competitiva ao governo. Quando o prefeito da cidade precisa reafirmar lealdade em público, o problema já não é apenas boato. É sinal de que a base governista ainda busca unidade, comando e comunicação mais eficiente.

A cobrança nasce em um momento delicado. Pesquisa Veritá divulgada em maio colocou Alan Rick à frente, com Mailza em segundo lugar e Tião Bocalom em terceiro. Mesmo com a estrutura do governo e o apoio do grupo de Gladson Cameli, a governadora ainda tenta transformar presença institucional em força eleitoral nas ruas.

O recado de Paulo de Sá também conversa com uma crítica recorrente nos bastidores: Mailza precisa ser mais presente junto ao eleitor comum, menos presa à agenda oficial e mais próxima dos bairros, ramais, mercados e lideranças locais. No Acre, campanha não se vence apenas com fotografia de gabinete. O eleitor quer ver presença, escuta e resposta.

O episódio também se conecta à movimentação de Jéssica Sales, que descartou ser vice e passou a tratar o Senado como prioridade caso Gladson Cameli não consiga disputar. Essa posição mexe diretamente na composição da chapa governista e aumenta o peso político de lideranças como Zequinha na sustentação regional de Mailza.

No fim, a mensagem do assessor não foi apenas uma nota de fidelidade. Foi uma advertência. Zequinha reafirmou lado, mas cobrou respeito e estratégia. Para Mailza, o aviso é claro: antes de procurar traidores dentro da base, a pré-campanha precisa corrigir método, organizar aliados e encontrar o eleitor fora dos corredores do poder.

Foto: Felipe Freire/Secom

Jorge Viana diz que Acre vive crise de resultados e afirma que Gladson Cameli está inelegível após condenação no STJ

Jorge Viana afirmou, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, nesta segunda-feira, 25 de maio, em Cruzeiro do Sul, que o Acre atravessa um momento de perda de capacidade política, concentração de poder sem entrega de resultados e abandono de prioridades estruturais, como a BR-364. Ao comentar a situação do ex-governador Gladson Cameli, condenado pelo Superior Tribunal de Justiça, o ex-governador e pré-candidato ao Senado disse lamentar o caso, negou qualquer participação do PT na origem do processo e afirmou que, na sua avaliação, a condenação em órgão colegiado torna Gladson inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

A avaliação de Jorge sobre o Acre partiu de uma comparação entre o volume de poder acumulado pelo grupo que venceu as últimas eleições e a situação concreta enfrentada pela população. Para ele, o estado deu a um mesmo campo político o controle do governo, da bancada federal, das prefeituras mais importantes e da representação no Senado, mas não recebeu em troca obras, serviços e respostas proporcionais. “Dessa vez eles ganharam tudo. Ganharam oito deputados federais, três senadores, o governo, as prefeituras de Cruzeiro, a Prefeitura da capital e a Presidência da República. Porque, se você lembrar, tinha tudo e não entregaram”, afirmou.

Jorge disse que pesquisas qualitativas feitas em Cruzeiro do Sul mostram uma cobrança direta da população por realizações. Segundo ele, o sentimento ouvido nas conversas é de frustração com promessas não cumpridas e com a falta de obras estruturantes. “A população diz: não entregaram, não fizeram uma escola, não fizeram um hospital, não desenvolveram, não cuidaram da estrada. É isso que está na pesquisa qualitativa”, declarou.

A BR-364 foi usada por Jorge como o exemplo mais visível da situação atual do Acre. Ele relatou ter chegado a Cruzeiro do Sul pela estrada, depois de passar por Sena Madureira, Feijó, Terra Indígena Rio Gregório, Tarauacá e Manoel Urbano, e classificou a situação da rodovia como “uma verdadeira tragédia”. Para o ex-governador, o problema deveria unir governo, bancada federal e lideranças políticas, independentemente de partido. “Na minha época, você fazia daqui para Cruzeiro do Sul em oito horas. Agora, se for uma carreta, é dois dias. Se for um caminhão, é dois dias. E se for um carro, não faz menos do que quinze horas. Então isso é uma situação gravíssima que tem que nos unir e não separar”, afirmou.

Mesmo aliado do presidente Lula, Jorge disse que também cobrará o governo federal pela situação da rodovia. Afirmou que os recursos voltaram a ser destinados à estrada, mas que a execução ainda não chegou ao resultado esperado pela população. “No governo Lula, o dinheiro voltou, mas a estrada está destruída. E eu vou cobrar agora também, porque podia estar melhor com o dinheiro que está vindo”, disse. Para ele, a bancada federal deveria concentrar emendas e pressão política na recuperação da BR-364, em vez de pulverizar recursos em ações menores. “A bancada tinha que estar unida. São onze parlamentares. Em vez de ficar botando emenda para aqui, para acolá, põe o dinheiro todo na estrada e vamos cobrar que o DNIT faça”, declarou.

Ao falar sobre a crise política acreana, Jorge evitou reduzir o debate à disputa entre esquerda e direita. Disse que o eleitor quer entrega, presença do Estado e capacidade de resolver problemas concretos. “Eu nunca fiz um governo de esquerda. Tenho muito respeito por quem é de esquerda, tem pessoas que são conservadoras, de direita. Meu problema é com os extremistas, porque tudo mais dá para compor”, afirmou. Em seguida, completou: “O povo do Acre nem está muito interessado se é esquerda ou direita. Ele quer que as coisas sejam feitas direito, que as coisas aconteçam”.

A fala mais sensível da entrevista veio quando Jorge foi questionado sobre Gladson Cameli. O ex-governador disse lamentar profundamente a condenação e afirmou que não celebra a queda de adversários políticos. “Eu lamento profundamente. Eu não quero esse negócio de cadeia para ninguém. Eu queria um mundo de paz”, disse. Em seguida, buscou afastar qualquer ligação entre o processo e o PT, lembrando que as investigações começaram em 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Quando é que começou esse processo contra o ex-governador? Em 2021. Quem era o presidente da República? O Bolsonaro. Onde estava o Lula? Preso. Quem era o ministro da Justiça? Nomeado pelo Bolsonaro. Quem era o diretor-geral da Polícia Federal? Nomeado pelo Bolsonaro. Quem era o procurador-geral da República? Nomeado por Bolsonaro. Então não tem nada a ver com a gente”, declarou.

Jorge também citou o ex-vice-governador Major Rocha ao tratar da origem política da denúncia contra Gladson. “Vamos ser bem sinceros: o vice-governador do Gladson, o Major Rocha, foi quem fez a denúncia contra o Gladson”, afirmou. Com essa fala, o pré-candidato tentou deslocar o caso do campo da disputa PT contra Gladson e situá-lo dentro das próprias rupturas internas do grupo político que governou o Acre nos últimos anos.

Sobre os efeitos eleitorais da condenação, Jorge foi direto ao afirmar que, em sua leitura, Gladson está inelegível. Ele citou a Lei da Ficha Limpa e disse que a decisão do STJ tem peso por ter sido tomada por um colegiado. “Quem conhece minimamente a lei sabe que a Lei da Ficha Limpa, quando um político ou uma pessoa, um gestor público, é condenado em um colegiado, fica inelegível. Só que a condenação foi lá no STJ. Depois do STJ, só tem o Supremo”, afirmou. Apesar disso, disse esperar que o ex-governador consiga recorrer.

Jorge negou que sua pré-candidatura dependa da retirada de Gladson da disputa. Segundo ele, estava preparado para enfrentar a eleição mesmo com o ex-governador no páreo, inclusive porque parte do eleitorado poderia votar nos dois para o Senado. “Vai dizer: mas você se beneficia? Não. Eu estava preparado para inclusive concorrer com o Gladson, porque muita gente queria votar no Gladson e votar em mim. São dois votos para o Senado”, afirmou.

Na avaliação de Jorge, o Acre precisa sair da paralisia política provocada por brigas, extremismos e disputas pessoais. Ele defendeu a recomposição de pontes, mas associou essa postura à cobrança por resultados. O ex-governador disse que não quer voltar ao Senado para atacar o estado ou alimentar conflitos, e sim para recuperar interlocução em Brasília, buscar investimentos e colocar a infraestrutura no centro da pauta. “Eu não posso estar com a história para trás, com a história para frente, querendo ser parte do problema. Não. Eu sou parte da solução”, declarou.

“Não me vejo vice em nenhum cenário, em nenhum lado”, afirma Jéssica Sales

Jéssica Sales fecha porta para ser vice de Mailza e avisa que mira o Senado

“Não me vejo vice em nenhum cenário, em nenhum lado.” A frase da ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB) caiu como um recado direto no meio das articulações políticas para a eleição deste ano no Acre. Em entrevista ao Blog do Crica, do ac24h, nesta terça-feira, 26, Jéssica afastou a possibilidade de ser candidata a vice-governadora na chapa da governadora Mailza Assis (PP) e deixou claro que seu projeto político não passa por uma vaga secundária.

A declaração desmonta uma das especulações que circulavam nos bastidores sobre a montagem da chapa governista. Jéssica não apenas negou a possibilidade de ser vice de Mailza, como reforçou que entrou no debate eleitoral olhando para o Senado.

“Se o Gladson não puder ser candidato ao Senado, eu entro na disputa”, afirmou.

A ex-deputada condiciona sua candidatura ao Senado ao futuro político do ex-governador Gladson Cameli, de quem é prima. Mas, ao mesmo tempo, se coloca como herdeira natural de uma eventual vaga deixada por ele na disputa majoritária.

“Entendo que sou a única candidata raiz do Vale do Juruá, que preencheria com honra a vaga do meu primo Gladson. Tenho serviço prestado em todos os municípios do Acre, principalmente, na nossa região do Juruá. Não me vejo vice em nenhum cenário, em nenhum lado. Eu desde o início me coloquei como pré-candidata ao Senado”, declarou.

Na prática, Jéssica mandou dois recados em uma só fala. O primeiro: não aceita ser puxada para uma composição como vice. O segundo: se Gladson ficar fora da disputa, ela quer ser tratada como nome real para o Senado, e não como peça de acomodação partidária.

“Só não entrarei na disputa se o meu primo Gladson sair, e sinceramente espero que tudo dê certo para ele, pois me sentiria representada e realizada”, disse.

Caso Gladson seja candidato ao Senado, Jéssica admitiu outro caminho: disputar novamente uma vaga de deputada federal.

“Se acontecer este cenário, quem sabe não disputaria uma vaga de deputada federal!”, afirmou.

A fala chega em um momento de movimentação intensa nos bastidores. Com Mailza buscando consolidar sua chapa e lideranças tentando ocupar espaços estratégicos, a manifestação de Jéssica reduz a margem para especulação e cria um problema político para quem contava com seu nome como alternativa de composição.

A ex-deputada também rebateu críticas sobre sua ausência do debate público. Disse que não sumiu, mas que segue trabalhando como médica.

“As pessoas maldosas ficam postando que sumi. Crica, eu trabalho praticamente de domingo a domingo. Ganho por plantões realizados no Santa Juliana. Toda segunda eu viajo, eu mesmo dirijo para Sena Madureira, para atender gestantes do pré-natal de alto risco”, afirmou.

Em outro trecho, Jéssica elevou o tom e fez questão de destacar sua independência política e financeira.

“Não sou filhinha de papai que ganha sem trabalhar, ou tem cargo, não suporto pensar em ser sustentada ou receber sem trabalhar. Na minha cabeça isso é impossível de acontecer. Graças a Deus tenho saúde para trabalhar. Quem pede favor a político, um dia será cobrado ou ficará amarrado, dizendo amém, amém… eu sou independente, graças a Deus, e não me encaixo nisso. Sou livre e sempre serei”, declarou.

Com a declaração, Jéssica Sales sai do silêncio, nega o papel de vice, coloca pressão sobre o tabuleiro governista e reafirma que, se entrar no jogo, será para disputar espaço de protagonismo. Para quem esperava vê-la acomodada em uma chapa, o recado foi curto e direto: vice, não.

Prefeito vistoria obras de recuperação no Ramal das Cooperativas em Rio Branco

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, acompanhou nesta segunda-feira os serviços de recuperação e manutenção no Ramal das Cooperativas, em mais uma frente do programa Prefeitura nas Ruas. A ação busca melhorar as condições de tráfego, facilitar o deslocamento dos moradores e reduzir os problemas de acesso em uma das regiões atendidas pela prefeitura.

Ao lado do presidente da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco, Abdel Derze, o prefeito acompanhou o trabalho das equipes no local. As máquinas atuaram na recuperação das vias, com foco em trechos que apresentam desgaste e dificultam a circulação de veículos e moradores, sobretudo em períodos de chuva.

A intervenção integra o conjunto de ações de infraestrutura levado pela prefeitura a diferentes pontos da capital. A estratégia da gestão é concentrar serviços em áreas com demandas mais urgentes, principalmente em locais onde as condições das ruas e ramais comprometem a mobilidade da população.

Durante a agenda, Alysson Bestene afirmou que a prefeitura vai manter as frentes de trabalho em outras regiões da cidade. Segundo ele, o objetivo é ampliar a presença dos serviços públicos nos bairros e comunidades e garantir respostas mais rápidas às reivindicações dos moradores.

O Ramal das Cooperativas é uma das áreas incluídas nesse cronograma de manutenção urbana, que reúne ações de recuperação viária e melhorias de infraestrutura em Rio Branco.