Jorge Viana visita Alysson Bestene e defende união institucional pelo Acre

O ex-governador e pré-candidato ao Senado Jorge Viana visitou o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, na segunda-feira, 27 de julho, no gabinete da Prefeitura. Durante o encontro, os dois defenderam o diálogo entre gestores e representantes políticos para buscar recursos e soluções para a capital e os demais municípios do Acre.

Viana preparou e serviu café ao prefeito antes da conversa. Ele afirmou que tem visitado as prefeituras durante viagens pelo estado, independentemente da filiação partidária dos gestores, e defendeu que o respeito às instituições deve prevalecer sobre as disputas políticas.

“Estou andando o estado inteiro e, como pré-candidato ao Senado, não tenho como deixar de respeitar quem está exercendo um mandato. Vim dar um abraço ao prefeito, como fiz em todas as prefeituras que visitei. Rio Branco é a cidade onde nasci e da qual também já fui prefeito. Quero desejar sucesso ao Alysson e colocar meu nome à disposição para ajudar no que for preciso”, declarou.

O ex-governador afirmou que pretende manter o diálogo com prefeitos e outras autoridades caso seja eleito senador. Entre as prioridades citadas estão a busca por recursos federais, o apoio aos municípios e a construção de soluções para problemas enfrentados pela população.

“A primeira coisa que farei, se eleito, será novamente visitar as autoridades para me colocar à disposição. Meu compromisso não é ideológico nem partidário. Meu compromisso é com o Acre. O senador precisa ajudar a resolver problemas, buscar recursos e construir soluções para melhorar a vida das pessoas”, disse Viana.

Alysson Bestene agradeceu a visita e afirmou que a Prefeitura de Rio Branco está aberta a parcerias que resultem em políticas públicas para a população.

“Nosso pensamento é colocar as pessoas em primeiro lugar. Quando fazemos política pensando na população, estamos sempre de portas abertas para construir políticas públicas que cheguem a quem mais precisa. Pode contar com a Prefeitura de Rio Branco para trabalharmos juntos em tudo aquilo que for importante para nossa cidade e para nosso povo”, declarou o prefeito.

Viana também citou sua experiência como prefeito de Rio Branco, governador do Acre e senador. Ele afirmou que pretende usar a trajetória política para colaborar com os gestores e ampliar a capacidade do estado de buscar investimentos e enfrentar problemas locais.

“Sei dos desafios e também conheço os caminhos para buscar soluções. Não acredito que o papel de um senador seja alimentar disputas ideológicas. O Acre precisa de união, diálogo e trabalho para enfrentar seus problemas e construir um futuro melhor para todos”, concluiu.

Sargento Adonis diz que escolha de Bocalom fortalece o Juruá

O primeiro-sargento da Polícia Militar Adonis Souza afirmou nesta segunda-feira, 27 de julho, que aceitou o convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa de Tião Bocalom por acreditar que a composição abre espaço para o Vale do Juruá dentro de um projeto estadual. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, ele prometeu uma campanha feita nas ruas, nos rios e nas comunidades, negou qualquer briga com o senador Alan Rick e defendeu a experiência administrativa do pré-candidato ao governo.

Ainda assimilando a mudança provocada pelo anúncio, Adonis falou sobre o momento político e pessoal que vive. “Eu estou feliz. Confesso que a ficha ainda está em processamento para definitivamente cair. Ainda estou vivenciando esse estado de emoção”, afirmou.

Antes de tratar da disputa eleitoral, o sargento prestou solidariedade ao jornalista Chico Melo, vítima de violência dentro da própria casa. Adonis lembrou que os dois são amigos há mais de 20 anos e estudaram Letras Vernáculas na Universidade Federal do Acre. Com quase 24 anos de serviço na Polícia Militar, ele condenou o ataque e defendeu o combate ao crime dentro dos limites da lei.

“A gente sempre combateu o crime de forma muito firme, porém respeitando a dignidade da pessoa humana. Eu repudio todo e qualquer tipo de violência e quero mandar um abraço para o nosso amigo Chico Melo”, declarou.

Ao explicar como pretende contribuir com a chapa, Adonis recorreu à imagem de uma campanha distante dos gabinetes e próxima das pessoas. Ele afirmou que pretende percorrer Cruzeiro do Sul, os demais municípios do Juruá e todas as regiões do Acre.

“Nós vamos continuar gastando solado de sapato. Vamos subir rios, descer rios, subir barrancos, descer barrancos, andar em trilhas dentro da mata e dentro de igarapés. Estaremos nesse projeto de corpo, alma e também com os pés no chão”, disse.

A escolha de um nome de Cruzeiro do Sul para a vaga de vice foi apresentada por Adonis como um gesto político em favor do interior. “Tião Bocalom faz um golaço quando escolhe um filho do Juruá para compor sua chapa como vice-governador. Ele dá um presente para a região do Vale do Juruá”, afirmou.

O sargento também chamou atenção para sua condição de servidor público e para a posição que ocupa dentro da Polícia Militar. Sem mandato e sem grande estrutura financeira, ele disse que sua escolha foge do perfil normalmente procurado para completar uma chapa majoritária.

“Como é que ele escolhe um servidor público que não ostenta nenhum poderio econômico? Ele escolhe uma pessoa que é militar, mas de uma graduação considerada baixa. Poderia ter escolhido um coronel”, declarou.

Adonis afirmou que recebeu o convite com responsabilidade e que pretende estudar as necessidades do Juruá, sem limitar sua atuação à região onde nasceu e construiu sua trajetória política. “Nós somos filhos daqui, mas precisamos andar por todo o estado do Acre e construir projetos que possam melhorar a vida das pessoas”, disse.

Durante a entrevista, ele defendeu a experiência de Bocalom como professor, vereador, prefeito de Acrelândia, secretário estadual de Agricultura, presidente da Emater e prefeito de Rio Branco. Para Adonis, essa trajetória permitirá que a chapa apresente ações já experimentadas na administração pública.

“Os nossos concorrentes vão apresentar propostas. Tião Bocalom vai apresentar um projeto consolidado de gestão que já deu certo”, afirmou.

A mudança de grupo político também esteve entre os principais pontos da conversa. Adonis manteve proximidade com Alan Rick e participou de disputas eleitorais ao lado do senador. Agora, os dois estarão em projetos diferentes na corrida pelo Governo do Acre. O sargento negou que a decisão tenha provocado rompimento pessoal.

“Foi uma decisão tomada com equilíbrio, pautada em princípios e coerência. Eu não estou em briga com o Alan de forma alguma”, declarou.

Adonis acrescentou que considera legítimo Alan Rick defender a própria candidatura e reivindicou o mesmo direito de escolha. “É normal ele seguir o caminho dele e defender aquilo em que acredita, como também é legítimo eu fazer minhas escolhas e seguir o projeto em que acredito. Não existe nenhuma animosidade entre mim e o senador”, afirmou.

A entrevista concentrou-se mais na formação da chapa, na representação do Juruá e no perfil de campanha do que em propostas detalhadas de governo. Adonis falou em melhorar a vida da população e impulsionar a economia do Acre, mas não apresentou metas, prazos ou programas específicos para áreas como saúde, educação, segurança, produção rural e infraestrutura.

A maneira como pretende exercer a política foi resumida em uma das declarações mais fortes da entrevista. “A política é para servir. Política é um sacerdócio, é a arte de servir bem as pessoas”, disse.

Zequinha Lima confirma apoio a Alan Rick e critica tratamento do grupo de Mailza: “Sempre tive lado”

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, confirmou neste domingo apoio à candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo do Acre. Durante a convenção que oficializou a chapa, o prefeito afirmou que atuará na coordenação da campanha no Vale do Juruá e criticou o tratamento dispensado a aliados nas recentes articulações políticas estaduais.

À frente do município com o segundo maior eleitorado do Acre, Zequinha rejeitou as especulações de que permaneceria neutro na disputa eleitoral de 2026. No discurso, afirmou que sempre assumiu posições claras nas eleições das quais participou.

“Por alguns dias, a atração ou os olhares políticos se voltaram para o Juruá, porque as pessoas duvidavam que a gente pudesse tomar uma decisão política. Eu nunca fui em movimento nenhum, nunca fui de ficar em cima do muro, nem nunca fui de fazer meia-boca ou de fazer de conta em uma eleição”, declarou o prefeito de forma categórica à multidão.

Zequinha também afirmou ter se sentido desrespeitado durante as negociações que antecederam a definição de seu apoio. Sem citar nomes, relacionou a decisão de caminhar com Alan Rick à forma como aliados e lideranças políticas foram tratados.

“Eu sempre tive lado na política e sempre gosto de estar do lado daqueles que têm respeito com as pessoas. Eu me senti desrespeitado, Alan. Me senti desrespeitado, me senti ofendido, porque quando ofendem as pessoas, ofendem a mim”, revelou o gestor municipal, sendo bastante aplaudido pelos presentes.

O prefeito ainda criticou o que classificou como perseguição política e falta de respeito aos acreanos nos últimos dias. “O que eu tô vendo, o que eu tô presenciando nos últimos dias é de envergonhar os acreanos. É tanta perseguição às pessoas, tanta falta de respeito com as pessoas, falta de respeito aos acreanos”, denunciou.

Ao assumir publicamente a coordenação da campanha no Juruá, Zequinha prometeu trabalhar pela eleição de Alan Rick e do candidato a vice-governador Ricardo Leite, conhecido como Rico. A região é considerada estratégica por concentrar parte expressiva do eleitorado do interior do estado.

“Hoje eu posso vir aqui de peito aberto dizer para o Acre, dizer para você, dizer pro Rico, que o Zequinha tá na sua campanha de corpo e alma. Serei um soldado incansável na sua campanha, na sua batalha. Quero coordenar a sua campanha na região do Juruá. Se tiver que tirar leite de pedra, nós vamos tirar para que a gente possa trazer e conquistar as pessoas, e a gente sair vitorioso nessa eleição”, garantiu.

No encerramento do discurso, Zequinha recomendou que Alan Rick mantenha uma postura de diálogo durante a campanha e evite responder aos ataques com confrontos. “Quando as pessoas olharem de cara feia para você, meu governador, dê um sorriso para eles, porque nós acreanos estamos precisando de alegria. A gente tá envergonhado com tanta coisa feia que a gente tem visto desse estado. Quando jogarem uma pedra no meio do seu caminho, devolva essa pedra em forma de flor, porque não vamos nos eleger forçando as pessoas a votar; nós vamos conquistar o coração dos acreanos, e isso é o mais importante.”

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Alan Rick oficializa candidatura ao governo do Acre e confirma Ricardo Leite como vice

O senador Alan Rick, do Republicanos, oficializou no sábado, 25, em Rio Branco, a candidatura ao governo do Acre durante convenção realizada no Ginásio do Sesc Bosque. O ato homologou Ricardo Leite como candidato a vice-governador e abriu a sequência de convenções dos principais nomes que disputam o Palácio Rio Branco nas eleições de 2026.

A convenção reuniu apoiadores, lideranças partidárias, prefeitos, candidatos a deputado estadual e federal e integrantes da chapa majoritária. A aliança foi formada por Republicanos, PSD, Novo, Democracia Cristã, Avante e Democratas. Também foram confirmadas as candidaturas de Mara Rocha, Sérgio Petecão e Júnior Feitosa ao Senado.

Alan chegou ao evento acompanhado da família e de aliados, entre eles o deputado federal Roberto Duarte, presidente estadual do Republicanos. Ao anunciar Ricardo Leite como vice, o senador afirmou que a escolha busca aproximar a administração pública do setor produtivo. “É um grande gestor, um espetacular representante de vários setores da produção acreana. Aqui nós unimos o setor público com aquilo que a iniciativa privada pode oferecer ao Acre. O Rico pode nos ajudar muito a atrair investimentos, atrair empresas para o Acre e nos ajudar a gerar o emprego de que o nosso povo precisa.”

No discurso, Alan Rick tratou a candidatura como um projeto de mudança e vinculou a campanha à pauta de emprego, desenvolvimento e serviços públicos. “Nós escolhemos nossa chapa olhando para as necessidades do povo e trazendo para perto pessoas que têm o mesmo propósito, o mesmo sonho: trazer desenvolvimento para o Acre, fazer o nosso povo voltar a ter esperança e garantir serviços públicos que funcionem. O Acre precisa de investimento, emprego e desenvolvimento.”

O senador também fez críticas à corrupção e citou episódios recentes que ganharam repercussão no estado. “É o time que está guerreando pelo nosso povo novamente. Nós precisamos nos livrar dessa corrupção endêmica. Não é possível nos acostumarmos com isso. Achar que é normal a roubalheira que assola o nosso estado.” Em outro trecho, afirmou: “Não é normal uma ponte construída há menos de três anos cair. Não é normal roubarem R$ 51 milhões da educação, da merenda escolar e do transporte dos alunos. Não é normal tentarem desviar dinheiro através de institutos para guardar recursos para a campanha deles.”

A presença de prefeitos do interior foi um dos pontos políticos do evento. Participaram gestores de municípios como Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Feijó, Epitaciolândia, Acrelândia, Senador Guiomard e Capixaba, além de vereadores e lideranças comunitárias. O ato também reuniu mais de 100 candidatos às eleições proporcionais.

Ao falar aos apoiadores, Alan pediu mobilização durante a campanha e afirmou que os adversários devem usar a estrutura política contra sua candidatura. “Orem por nós. Dizem que vão nos atropelar com a máquina, que vão usar o dinheiro para nos vencer e que vão fazer o que puder ser feito para nos derrotar. Só que eles não combinaram com o povo do Acre. Que Deus nos abençoe, que Deus nos ajude e que Deus nos dê o caminho da vitória.”

Com a convenção, Alan Rick saiu à frente no calendário de homologações entre os principais pré-candidatos ao governo. A agenda das convenções partidárias segue até agosto, período em que as chapas majoritárias e proporcionais serão formalizadas para a disputa eleitoral.

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Governo mantém publicidade no período eleitoral com quatro campanhas autorizadas pelo TRE

Secom empenhou R$ 4,6 milhões para serviços entre julho e setembro; Thera já recebeu R$ 11,7 milhões de órgãos estaduais em 2026

O Governo do Acre conseguiu manter quatro campanhas institucionais em circulação durante os três meses que antecedem as eleições. Desde o início das restrições à publicidade pública, o Estado apresentou pedidos ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre e recebeu autorização para divulgar ações contra queimadas, de vacinação, doação de sangue e enfrentamento ao abuso sexual de crianças e adolescentes.

No mesmo período, a Secretaria de Estado de Comunicação empenhou R$ 4,6 milhões para a Thera Publicidade executar serviços em julho, agosto e setembro. O empenho foi emitido em 4 de julho, primeiro dia da vedação eleitoral, com a descrição “divulgação dos atos e ações do Governo do Acre”.

O valor ainda não aparece como liquidado ou pago. O recurso foi reservado no orçamento, mas não há registro de que os R$ 4,6 milhões tenham sido transferidos à agência.

Governo obteve quatro autorizações

A legislação eleitoral proíbe, como regra, a publicidade institucional nos três meses anteriores às eleições. A divulgação só pode continuar quando a Justiça Eleitoral reconhece grave e urgente necessidade pública.

Por essa exceção, o Governo do Acre manteve quatro campanhas no ar. Cada pedido foi analisado separadamente pelo TRE-AC.

A campanha contra queimadas e incêndios florestais recebeu autorização liminar no processo nº 0600135-19.2026.6.01.0000. O governo apresentou justificativas da Secretaria de Meio Ambiente e modelos das peças. A decisão permitiu a divulgação em televisão, rádio, jornais e mídias digitais até o julgamento definitivo.

O tribunal considerou a estiagem e os dados ambientais suficientes para manter a comunicação preventiva. A veiculação ficou limitada aos leiautes, roteiros e modelos submetidos ao TRE, sem nomes, imagens, slogans de governo ou elementos de promoção de autoridades.

No processo nº 0600137-86.2026.6.01.0000, o Estado pediu autorização para a campanha de multivacinação “Quem ama, vacina”. A ação, prevista para televisão, rádio, jornais e meios digitais, integra o calendário do Ministério da Saúde e tem atividades programadas para agosto e setembro.

O TRE aprovou a campanha por unanimidade. Os desembargadores levaram em conta os baixos índices de cobertura vacinal e o caráter educativo das peças, que não apresentam nomes, vozes, imagens, slogans políticos ou marcas de gestão.

Campanha exibida em portal foi analisada pelo TRE

Uma das campanhas autorizadas já aparece em portais de notícias do Acre. Com o título “Alguns monstros não estão debaixo da cama”, a peça incentiva denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes pelo Disque 100.

A ação foi analisada no processo nº 0600138-71.2026.6.01.0000. O governo informou ao TRE o aumento de casos de maus-tratos no Acre e defendeu a necessidade de uma campanha preventiva, informativa e educativa. A decisão liminar autorizou a veiculação em televisão, rádio, jornais e mídias digitais.

O material publicado traz o brasão do Estado e informa que a campanha foi autorizada pelo TRE-AC. A decisão, porém, vale apenas para as peças apresentadas no processo. Mudanças de conteúdo ou a inclusão de elementos de promoção da administração não estão cobertas pela autorização.

A quarta campanha, “Quando você doa, alguém recomeça”, busca recompor os estoques de sangue do Hemoacre. O TRE autorizou definitivamente a divulgação após analisar relatórios sobre a redução dos estoques e a queda nas doações durante julho e agosto.

O Acórdão nº 7.374/2026 restringiu a autorização às peças examinadas. Alterações relevantes no conteúdo, na identidade visual ou na forma de divulgação dependem de nova análise da Justiça Eleitoral.

Thera já recebeu R$ 11,7 milhões em 2026

Enquanto mantém as quatro campanhas autorizadas pelo TRE, o Governo do Acre continua executando contratos de publicidade com a Thera.

Os pagamentos estaduais de 2026 mostram que a agência recebeu R$ 11.763.863,60 da administração pública estadual neste ano.

Desse total, R$ 11.075.718,43 foram pagos pela Secretaria de Comunicação por meio do Contrato nº 004/2024. Outros R$ 688.145,17 saíram do Departamento Estadual de Trânsito, vinculados ao Contrato nº 034/2025.

Os cinco empenhos emitidos em favor da empresa somam R$ 17.488.115,55. Parte desse valor ainda não foi liquidada, incluindo os R$ 4,6 milhões reservados pela Secom para serviços entre julho e setembro.

A descrição do empenho é mais abrangente que as autorizações eleitorais. Enquanto as decisões do TRE tratam de quatro campanhas específicas, o registro orçamentário prevê, de forma ampla, a divulgação de atos e ações do governo.

Autorizações não informam os custos

O tribunal examinou a urgência das campanhas e o conteúdo das peças apresentadas pelo Estado.

Os processos também não informam o custo de cada campanha, os valores destinados aos veículos de comunicação, o número de inserções ou a divisão dos recursos entre produção, remuneração da agência e compra de mídia.

As autorizações permitem apenas a circulação das quatro campanhas durante o período eleitoral, dentro dos modelos aprovados. Obras, entregas, resultados administrativos e outras ações comuns da gestão não estão incluídos.

O governo ainda não informou quanto dos R$ 4,6 milhões será destinado a cada campanha nem quais emissoras, rádios, jornais, portais e plataformas digitais receberão os recursos.

As decisões eleitorais explicam por que as campanhas podem continuar no ar. Os planos de mídia, as ordens de serviço, os pedidos de inserção e as notas fiscais poderão revelar quanto o Governo do Acre gastará com publicidade durante o trimestre eleitoral.

MDB oficializa Jéssica Sales como vice de Mailza e homologa candidaturas no Acre

O MDB oficializou, na manhã deste sábado (25), em convenção realizada na sede estadual do partido, em Rio Branco, a candidatura da ex-deputada federal Jéssica Sales a vice-governadora na chapa liderada pela governadora Mailza Assis, do Progressistas. O encontro também homologou os candidatos da legenda à Assembleia Legislativa do Acre e à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

A convenção reuniu dirigentes partidários, filiados, militantes, candidatos e representantes de partidos aliados. Mailza participou do evento ao lado de Jéssica e defendeu a aliança entre Progressistas e MDB como base do projeto de reeleição ao governo estadual.

A composição forma uma chapa majoritária exclusivamente feminina na disputa pelo Governo do Acre. Durante o evento, Mailza afirmou que a aliança busca ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão política. “Duas mulheres, e nós estamos de coração aberto, felizes para essa batalha”, declarou.

Jéssica Sales agradeceu o apoio recebido desde que aceitou integrar a chapa e afirmou que a união não ficará restrita às duas candidatas. “Não vai ser só uma fotografia entre eu e Mailza”, disse, ao defender uma campanha próxima dos moradores dos municípios acreanos.

A ex-deputada também respondeu às críticas de que suas decisões políticas seriam conduzidas pelo pai, o presidente estadual do MDB e ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales. Jéssica afirmou que construiu uma trajetória própria durante os oito anos em que exerceu mandato na Câmara dos Deputados e que a decisão de disputar a vice-governadoria partiu de suas convicções pessoais.

Entre os nomes oficializados para a Câmara dos Deputados estão o ex-deputado estadual Ney Amorim, o ex-reitor da Universidade Federal do Acre Minoru Kinpara e o deputado estadual Pedro Longo. Ney classificou a convenção como a largada da mobilização eleitoral do partido, enquanto Minoru apresentou a experiência nas áreas de educação, cultura e gestão pública como base de sua candidatura. Pedro Longo afirmou que pretende levar ao Congresso pautas relacionadas à realidade econômica, social e ambiental do Acre.

Para a Assembleia Legislativa, um dos nomes confirmados foi o ex-prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre. Pela primeira vez candidato a um cargo proporcional, ele classificou a nova disputa como um recomeço na carreira política e afirmou que pretende percorrer os municípios durante a campanha.

O MDB trabalha com a meta de eleger entre dois e três deputados federais e pelo menos quatro deputados estaduais. A convenção deste sábado consolidou a entrada da legenda na aliança governista e preparou o partido para a disputa marcada para 4 de outubro.

Com informações: A Gazeta do Acre

Convenção da Frente Ampla pelo Acre oficializa candidaturas no dia 30 de julho em Rio Branco

A Frente Ampla pelo Acre realizará, no dia 30 de julho, a convenção partidária que oficializará as candidaturas da aliança para as eleições de 2026. O evento será realizado a partir das 17h, no Parque das Acácias, em Rio Branco, reunindo dirigentes partidários, filiados, lideranças políticas, militantes e apoiadores de diversas regiões do estado.

Durante a convenção serão homologadas as candidaturas de Dr. Thor Dantas ao Governo do Acre e de Jorge Viana ao Senado Federal. Também serão oficializadas a candidatura a vice-governador e as chapas proporcionais para deputado federal e deputado estadual.

A Frente Ampla reúne os partidos PSB, PCdoB, PT, PV, PSOL, Rede e Podemos. Ao todo, a coligação prevê homologar cerca de 100 candidaturas aos cargos proporcionais, além das candidaturas majoritárias.

Segundo Jorge Viana, a convenção marcará o início da campanha da aliança e terá como foco a união das forças políticas em torno de um projeto para o estado.

“O encontro terá o lado formal, mas será uma grande festa, que procura retomar a boa política no Acre, reunindo pessoas que queiram ver o nosso estado voltando a dar certo e prosperando. A nossa candidatura é de amor e união pelo Acre. Queremos juntar pessoas de diferentes ideias, mas que compartilham o mesmo sonho de construir um estado mais justo e com oportunidades para todos. É esse espírito que queremos celebrar na convenção e levar para toda a campanha”, afirmou.

Serviço

Evento: Convenção da Frente Ampla pelo Acre
Data: 30 de julho de 2026 (quinta-feira)
Horário: 17h
Local: Parque das Acácias, em Rio Branco (AC)

Acre chega a 2026 entre serviços em crise, dependência do FPE e silêncio político, diz Leonildo Rosas

A disputa eleitoral de 2026 começou no Acre, mas, para o jornalista Leonildo Rosas, o principal debate ainda não entrou na campanha. Durante participação no programa Central de Política, da TV Gazeta, ele descreveu um estado que, na sua avaliação, perdeu a capacidade de reagir diante do avanço dos problemas estruturais. Em vez de discutir projetos para saúde, educação, economia e desenvolvimento, o Acre estaria mergulhado em um ambiente de acomodação política e social. “A sociedade acreana, a que a gente vive, a que a gente está presente, ela está caminhando de uma forma sonâmbula rumo ao abismo. Não há qualquer manifestação, qualquer reivindicação, qualquer protesto quanto aos desmandos que a gente vê ao longo dos últimos anos no nosso estado”, afirmou. Em seguida, elevou o tom do diagnóstico: “O pior dessa rumo ao abismo é que pode também ir para o fundo do poço, o subsolo do fundo do poço que a gente caminha.”

A imagem do “Acre sonâmbulo” tornou-se o eixo da análise apresentada por Rosas. Para ele, o silêncio da sociedade não decorre apenas do desgaste natural da política, mas da ausência de enfrentamento público diante de uma sucessão de problemas administrativos que, segundo sua leitura, deixaram de provocar indignação coletiva.

Na avaliação do jornalista, esse cenário começou a ser construído após a eleição de 2018. Ele atribui parte da responsabilidade às forças políticas derrotadas naquele pleito, que, segundo disse, abandonaram o espaço do debate público e permitiram a consolidação de um ambiente sem contraponto. “O que está acontecendo é o reflexo da covardia das forças de esquerda ao longo dos últimos oito anos. É um pessoal que perdeu a eleição em 2018, a maioria vazou do estado do Acre, fugiu, não fez o enfrentamento, não fez o combate político. E dentro da política não tem espaço vazio. Deixou-se criar um discurso único: rejeição a um grupo político que fez muito pelo Acre.”

Para Rosas, a consequência dessa ausência foi uma campanha cada vez mais superficial, incapaz de discutir um projeto de Estado. Na visão dele, muitos candidatos sequer demonstram disposição para construir uma candidatura competitiva. “O candidato precisa primeiro levar essa candidatura a sério. Então, se ele não leva, como é que as pessoas vão acreditar?”

As críticas avançaram para a relação entre governo e imprensa. Ex-secretário estadual de Comunicação, Rosas afirmou que nunca houve um investimento tão elevado em publicidade institucional. Na interpretação dele, esse volume de recursos reduziu o espaço para o escrutínio público sobre a administração estadual. “Primeiro, nunca se gastou tanto para calar a imprensa no Acre como o governo de Gladson Cameli. Eu fui secretário de Comunicação, eu sei o tanto que era o orçamento da Secretaria de Comunicação para mídia. Dobrou oficialmente. A população, obviamente, ela não ficou sabendo dos desmandos que foram cometidos desde o primeiro dia do Gladson Cameli.”

Ao relacionar comunicação institucional e cobertura jornalística, Rosas sustentou que episódios de grande repercussão acabaram perdendo espaço no debate público. “Nós temos um governador ou um ex-governador que, de forma inédita, levou a Polícia Federal para dentro do palácio, para dentro da sua casa, para a casa dos pais dele, e ele é condenado a 25 anos e 9 meses de cadeia. Tem pessoas que não sabem que ele foi condenado porque a imprensa não cumpriu o papel dela. A oposição não cumpriu o papel dela. Ela não fez o combate, se acovardou. Aqueles que não se acovardaram, foram embora.”

Ao comentar a atual governadora Mailza Assis, Rosas fez uma distinção entre responsabilidades administrativas e responsabilidades políticas. Segundo ele, ela não ocupava a posição de ordenadora de despesas durante os fatos que citou, mas assumiu um governo identificado com a continuidade do grupo político. “A partir de agora, se houver desmando dentro do governo dele — porque já há indícios e muitas denúncias de continuidade de casos de corrupção —, se ela souber que está acontecendo e mantiver essas pessoas, aí sim passará a ter culpa. Mas ela assumiu um governo com o discurso da continuidade. Será que nós queremos para o Acre a continuidade da corrupção?”

Depois das críticas políticas, Rosas concentrou a análise nos serviços públicos. Para ele, o debate eleitoral ignora justamente as áreas que mais afetam a rotina da população. “A discussão é rasa da nossa política. Ninguém discute mais um projeto de Estado. Ninguém discute os rumos da nossa saúde, que todo dia a gente vê coisas absurdas. Ninguém debate a nossa educação, que voltou a ser a pior do país em apenas oito anos. Foram anos construindo um processo para a educação melhorar. Nós temos uma assistência social que é um desastre.”

Na economia, o jornalista descreveu um estado paralisado, sem novos investimentos capazes de alterar a estrutura produtiva. “A nossa produção não produz nada. A construção civil não constrói nada. Passaram-se sete anos sem construir uma casa sequer.” Para ele, o Acre abandonou políticas voltadas à diversificação econômica e voltou a depender quase exclusivamente da circulação de recursos públicos.

Foi nesse contexto que Rosas apresentou um dos dados que considera mais preocupantes para o futuro das contas estaduais. Segundo ele, o Acre voltou a depender majoritariamente do Fundo de Participação dos Estados (FPE), revertendo um processo que buscava ampliar a arrecadação própria. “A economia do contracheque voltou agora. Quando o Tião Viana deixou o governo, nós estávamos quase que FPE e receita própria equivalente: 53% a 47%. Voltamos a depender quase 80% do FPE.”

Ao defender políticas de incentivo adotadas em governos anteriores, Rosas citou cadeias produtivas que continuam movimentando parte da economia acreana. “Se critica por ter iniciativa de fazer? Eu nunca vi isso. Se critica por não fazer. Nós estamos há oito anos no marasmo, na paralisação. A única coisa que cresceu no Acre foi a corrupção, que voltou para dentro do governo.”

Mais do que uma crítica à gestão estadual, a entrevista foi construída como um alerta sobre o rumo do Estado. Na avaliação do jornalista, o Acre corre o risco de chegar às urnas discutindo nomes e alianças enquanto deixa em segundo plano a deterioração dos serviços públicos, a dependência crescente de transferências federais e a ausência de uma estratégia de desenvolvimento capaz de reduzir a vulnerabilidade econômica. O “estado sonâmbulo” descrito por Leonildo Rosas resume, para ele, uma sociedade que deixou de reagir justamente quando os problemas passaram a exigir maior mobilização.

Zequinha Lima rebate Vagner Sales após acusação de traição política

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, rebateu neste sábado, 11, as críticas do presidente estadual do MDB, Vagner Sales, e afirmou que não entrará em disputas pessoais. A reação ocorreu após o dirigente emedebista acusá-lo de traição política durante um encontro realizado em Rio Branco para confirmar o apoio do partido à pré-candidatura da governadora Mailza Assis.

No evento, Vagner cobrou uma posição mais dura do Progressistas contra Zequinha, que decidiu apoiar o senador Alan Rick na disputa pelo Governo do Acre. O presidente do MDB também voltou a questionar o resultado da eleição municipal de 2024, quando o prefeito derrotou Jéssica Sales, filha do dirigente, por 197 votos.

Zequinha afirmou que aceita críticas relacionadas à atuação política, mas classificou as declarações como ataques pessoais.

“Críticas fazem parte, já ataques pessoais dizem mais sobre quem faz do que sobre quem recebe. Enquanto alguns gastam tempo me atacando, eu sigo trabalhando e entregando resultados”, declarou.

O prefeito disse que pretende concentrar sua atuação na administração de Cruzeiro do Sul e na apresentação de propostas, sem responder a novos confrontos pessoais.

“Prefiro investir minha energia no que realmente faz diferença, não em discussões. Vai brigar sozinho, eu faço política com propostas e não com ataque e baixaria”, completou.

A troca de declarações ocorre durante a reorganização das alianças para a eleição estadual de 2026. O MDB confirmou apoio à pré-candidatura de Mailza e apresentou a ex-deputada federal Jéssica Sales como nome do partido para a vaga de vice-governadora.

A aproximação entre Alan Rick e Zequinha aumentou a distância entre o senador e o grupo político da família Sales. O prefeito de Cruzeiro do Sul anunciou apoio ao pré-candidato do Republicanos no fim de junho e, dias depois, pediu afastamento temporário das funções que ocupava no Progressistas.

Apesar da decisão, Zequinha permanece filiado ao partido de Mailza. O pedido encaminhado à direção estadual suspende suas atividades partidárias até o fim de 2026.

A nova composição também leva para a disputa estadual a rivalidade da eleição municipal de Cruzeiro do Sul. Em 2024, Zequinha foi reeleito com 24.478 votos, contra 24.281 recebidos por Jéssica Sales.

Com as alianças anunciadas, Mailza terá no Juruá o apoio da família Sales, enquanto Alan Rick contará com a estrutura política do prefeito de Cruzeiro do Sul. A divisão coloca a região entre os principais centros da disputa pelo Governo do Acre em 2026.ões.

Federação aciona Alan Rick após prefeito do PP declarar apoio à pré-candidatura

A Federação União Progressista entrou com uma nova ação contra o senador Alan Rick, pré-candidato ao governo do Acre pelo Republicanos, depois de agendas políticas no Juruá que terminaram com a adesão do prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, ao grupo do parlamentar. A representação aponta possível propaganda eleitoral antecipada e reforça a disputa jurídica que passou a acompanhar a movimentação dos pré-candidatos ao Palácio Rio Branco.

O caso ganhou força após Zequinha, filiado ao Progressistas, partido que integra a federação ao lado do União Brasil, anunciar apoio a Alan Rick. A decisão teve impacto direto no campo governista, já que o prefeito administra a principal cidade do Vale do Juruá e era tratado como peça importante na articulação política da base ligada à governadora Mailza Assis.

A nova ação ocorre em meio a um ambiente de pré-campanha cada vez mais tensionado. Alan Rick já havia sido alvo de questionamentos eleitorais envolvendo peças de divulgação espalhadas pelo estado. A defesa política do senador tem sustentado que as ações fazem parte da prestação de contas do mandato e da divulgação de atividades parlamentares, sem pedido explícito de voto.

A legislação eleitoral permite a propaganda somente a partir de 16 de agosto. Antes desse prazo, atos de pré-campanha podem ocorrer desde que não haja pedido direto de voto nem uso de meios vedados pela lei. A discussão, agora, deve se concentrar no alcance das agendas realizadas por Alan Rick e na forma como a adesão de lideranças políticas foi divulgada.

O movimento de Zequinha também abriu uma crise interna no Progressistas. Após declarar apoio ao senador, o prefeito pediu afastamento temporário das atividades partidárias, mas permaneceu filiado à legenda. A decisão buscou reduzir o desgaste dentro do partido, sem romper formalmente com a sigla.

Nos bastidores, a disputa reflete a reorganização das forças políticas para 2026. Alan Rick tenta consolidar apoios fora do campo tradicional de aliados, enquanto a União Progressista busca conter perdas dentro da própria base. A adesão de Zequinha ampliou o peso da pré-candidatura do Republicanos no Juruá e acirrou a reação dos adversários.

Foto: Sérgio Vale/AC24h