Jorge Viana diz que Acre vive crise de resultados e afirma que Gladson Cameli está inelegível após condenação no STJ

Jorge Viana afirmou, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, nesta segunda-feira, 25 de maio, em Cruzeiro do Sul, que o Acre atravessa um momento de perda de capacidade política, concentração de poder sem entrega de resultados e abandono de prioridades estruturais, como a BR-364. Ao comentar a situação do ex-governador Gladson Cameli, condenado pelo Superior Tribunal de Justiça, o ex-governador e pré-candidato ao Senado disse lamentar o caso, negou qualquer participação do PT na origem do processo e afirmou que, na sua avaliação, a condenação em órgão colegiado torna Gladson inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

A avaliação de Jorge sobre o Acre partiu de uma comparação entre o volume de poder acumulado pelo grupo que venceu as últimas eleições e a situação concreta enfrentada pela população. Para ele, o estado deu a um mesmo campo político o controle do governo, da bancada federal, das prefeituras mais importantes e da representação no Senado, mas não recebeu em troca obras, serviços e respostas proporcionais. “Dessa vez eles ganharam tudo. Ganharam oito deputados federais, três senadores, o governo, as prefeituras de Cruzeiro, a Prefeitura da capital e a Presidência da República. Porque, se você lembrar, tinha tudo e não entregaram”, afirmou.

Jorge disse que pesquisas qualitativas feitas em Cruzeiro do Sul mostram uma cobrança direta da população por realizações. Segundo ele, o sentimento ouvido nas conversas é de frustração com promessas não cumpridas e com a falta de obras estruturantes. “A população diz: não entregaram, não fizeram uma escola, não fizeram um hospital, não desenvolveram, não cuidaram da estrada. É isso que está na pesquisa qualitativa”, declarou.

A BR-364 foi usada por Jorge como o exemplo mais visível da situação atual do Acre. Ele relatou ter chegado a Cruzeiro do Sul pela estrada, depois de passar por Sena Madureira, Feijó, Terra Indígena Rio Gregório, Tarauacá e Manoel Urbano, e classificou a situação da rodovia como “uma verdadeira tragédia”. Para o ex-governador, o problema deveria unir governo, bancada federal e lideranças políticas, independentemente de partido. “Na minha época, você fazia daqui para Cruzeiro do Sul em oito horas. Agora, se for uma carreta, é dois dias. Se for um caminhão, é dois dias. E se for um carro, não faz menos do que quinze horas. Então isso é uma situação gravíssima que tem que nos unir e não separar”, afirmou.

Mesmo aliado do presidente Lula, Jorge disse que também cobrará o governo federal pela situação da rodovia. Afirmou que os recursos voltaram a ser destinados à estrada, mas que a execução ainda não chegou ao resultado esperado pela população. “No governo Lula, o dinheiro voltou, mas a estrada está destruída. E eu vou cobrar agora também, porque podia estar melhor com o dinheiro que está vindo”, disse. Para ele, a bancada federal deveria concentrar emendas e pressão política na recuperação da BR-364, em vez de pulverizar recursos em ações menores. “A bancada tinha que estar unida. São onze parlamentares. Em vez de ficar botando emenda para aqui, para acolá, põe o dinheiro todo na estrada e vamos cobrar que o DNIT faça”, declarou.

Ao falar sobre a crise política acreana, Jorge evitou reduzir o debate à disputa entre esquerda e direita. Disse que o eleitor quer entrega, presença do Estado e capacidade de resolver problemas concretos. “Eu nunca fiz um governo de esquerda. Tenho muito respeito por quem é de esquerda, tem pessoas que são conservadoras, de direita. Meu problema é com os extremistas, porque tudo mais dá para compor”, afirmou. Em seguida, completou: “O povo do Acre nem está muito interessado se é esquerda ou direita. Ele quer que as coisas sejam feitas direito, que as coisas aconteçam”.

A fala mais sensível da entrevista veio quando Jorge foi questionado sobre Gladson Cameli. O ex-governador disse lamentar profundamente a condenação e afirmou que não celebra a queda de adversários políticos. “Eu lamento profundamente. Eu não quero esse negócio de cadeia para ninguém. Eu queria um mundo de paz”, disse. Em seguida, buscou afastar qualquer ligação entre o processo e o PT, lembrando que as investigações começaram em 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Quando é que começou esse processo contra o ex-governador? Em 2021. Quem era o presidente da República? O Bolsonaro. Onde estava o Lula? Preso. Quem era o ministro da Justiça? Nomeado pelo Bolsonaro. Quem era o diretor-geral da Polícia Federal? Nomeado pelo Bolsonaro. Quem era o procurador-geral da República? Nomeado por Bolsonaro. Então não tem nada a ver com a gente”, declarou.

Jorge também citou o ex-vice-governador Major Rocha ao tratar da origem política da denúncia contra Gladson. “Vamos ser bem sinceros: o vice-governador do Gladson, o Major Rocha, foi quem fez a denúncia contra o Gladson”, afirmou. Com essa fala, o pré-candidato tentou deslocar o caso do campo da disputa PT contra Gladson e situá-lo dentro das próprias rupturas internas do grupo político que governou o Acre nos últimos anos.

Sobre os efeitos eleitorais da condenação, Jorge foi direto ao afirmar que, em sua leitura, Gladson está inelegível. Ele citou a Lei da Ficha Limpa e disse que a decisão do STJ tem peso por ter sido tomada por um colegiado. “Quem conhece minimamente a lei sabe que a Lei da Ficha Limpa, quando um político ou uma pessoa, um gestor público, é condenado em um colegiado, fica inelegível. Só que a condenação foi lá no STJ. Depois do STJ, só tem o Supremo”, afirmou. Apesar disso, disse esperar que o ex-governador consiga recorrer.

Jorge negou que sua pré-candidatura dependa da retirada de Gladson da disputa. Segundo ele, estava preparado para enfrentar a eleição mesmo com o ex-governador no páreo, inclusive porque parte do eleitorado poderia votar nos dois para o Senado. “Vai dizer: mas você se beneficia? Não. Eu estava preparado para inclusive concorrer com o Gladson, porque muita gente queria votar no Gladson e votar em mim. São dois votos para o Senado”, afirmou.

Na avaliação de Jorge, o Acre precisa sair da paralisia política provocada por brigas, extremismos e disputas pessoais. Ele defendeu a recomposição de pontes, mas associou essa postura à cobrança por resultados. O ex-governador disse que não quer voltar ao Senado para atacar o estado ou alimentar conflitos, e sim para recuperar interlocução em Brasília, buscar investimentos e colocar a infraestrutura no centro da pauta. “Eu não posso estar com a história para trás, com a história para frente, querendo ser parte do problema. Não. Eu sou parte da solução”, declarou.

Marcha para Jesus 2026 terá apoio do governo do Acre em Rio Branco

O governo do Acre vai apoiar a realização da Marcha para Jesus 2026, marcada para 30 de maio, em Rio Branco, com estrutura nas áreas de segurança, trânsito e saúde. A concentração está prevista para as 15h, em frente ao Memorial dos Autonomistas, de onde o público seguirá em caminhada até a Arena da Floresta, local dos shows programados para encerrar o evento.

A gestão estadual trata a mobilização como parte da política de apoio a manifestações religiosas e culturais no estado. A organização do ato afirma que a parceria com o poder público foi decisiva para garantir a estrutura necessária à edição deste ano, que deve reunir fiéis de várias igrejas evangélicas da capital e do interior.

Além do aspecto religioso, o governo sustenta que eventos desse porte movimentam setores como comércio, hotelaria e alimentação, ampliando o fluxo de pessoas em Rio Branco e reforçando a agenda pública de grandes encontros no estado.

A Marcha para Jesus integra o calendário nacional desde 2009, quando foi instituído o Dia Nacional da Marcha para Jesus. No Acre, o evento é apresentado pela administração estadual como parte de uma agenda mais ampla de apoio a celebrações de diferentes expressões de fé e tradições culturais.

Na mesma linha, o governo cita ações voltadas a outras manifestações realizadas no estado, como festividades católicas e atividades promovidas por povos indígenas, numa tentativa de associar a presença do poder público à valorização da diversidade religiosa e cultural acreana.

Agenda de Alan e Zequinha no Juruá vira recado político e acende alerta no governo

Neste domingo, 24, a agenda que reuniu ontem o senador Alan Rick e o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, segue repercutindo nos bastidores da política acreana. O que começou no sábado, 23, como uma programação pública de entrega de máquinas, caminhão-pipa e casas de farinha móveis para a produção rural, além de visita ao Mercado do Agricultor, terminou lido no Palácio Rio Branco como um movimento político com endereço certo: a tentativa de Alan de avançar sobre uma das principais lideranças do Juruá e tirar Zequinha da órbita exclusiva do grupo governista.

A agenda de ontem em Cruzeiro do Sul foi montada sobre obras e investimentos. Ao lado de Zequinha, Alan participou da entrega de equipamentos avaliados em cerca de R$ 4,5 milhões para fortalecer a agricultura familiar e a produção rural. No mesmo roteiro, acompanhou a preparação para o início das obras de revitalização do Mercado do Agricultor, bancadas com recursos de emenda parlamentar. Foi nesse ambiente, cercado por entregas e discurso administrativo, que a agenda ganhou peso eleitoral. Zequinha fez questão de registrar que Alan mantém presença antiga no município, lembra das demandas locais e destina recursos com frequência para Cruzeiro do Sul.

O ponto central não foi apenas a foto dos dois juntos, mas o conteúdo político que saiu dela. Em vez de tratar Alan como mais um visitante de pré-campanha, Zequinha reforçou publicamente que não pode se afastar de quem ajuda o Acre e o município. A fala teve peso porque saiu no momento em que Alan tenta consolidar palanque no interior e ampliar presença no Juruá. O gesto foi interpretado como mais que cortesia institucional: soou como demonstração de canal aberto, confiança mútua e disposição para uma conversa que vai além da agenda administrativa.

A repercussão veio rápido. Na manhã deste domingo, o Blog do Crica registrou que um vídeo de Alan, no qual o senador diz estar bem encaminhada uma aliança com Zequinha, acendeu o sinal vermelho no governo. Na mesma linha, Zequinha apareceu em vídeo dizendo que recebe todos os candidatos de forma republicana, citando Mailza Assis, Alan Rick e Tião Bocalom. O discurso foi de equilíbrio, mas sem desfazer o efeito político do encontro de ontem. Na prática, o prefeito tentou manter a porta aberta para todos sem apagar o fato de que, neste fim de semana, quem ocupou o centro da cena em Cruzeiro do Sul foi Alan.

Nos bastidores, a movimentação foi percebida ainda durante o evento de sábado. Relatos repassados à redação apontam que gente ligada ao governo acompanhou de perto os passos de Zequinha ao longo da agenda. O recado do prefeito veio no próprio discurso, quando afirmou não ter medo de espião nem aceitar pressão política. A fala foi entendida como resposta direta ao clima de vigilância criado em torno de sua aproximação com Alan.

Alan Rick diz que vontade de ter Zequinha no grupo é “no corpo todo”

O senador Alan Rick afirmou, em Cruzeiro do Sul, que deseja ter o prefeito Zequinha Lima em seu projeto político para 2026. Ao ser questionado sobre a possibilidade de aproximação com o gestor, Alan respondeu em tom direto: “A vontade é no corpo todo”.

A declaração realizada hoje, 23, em agenda em Cruzeiro do Sul, ocorre em meio às especulações sobre a composição da chapa majoritária para o governo do Acre. Alan disse que Zequinha é “um amigo querido”, lembrou que esteve ao lado dele na campanha municipal e afirmou que o prefeito de Cruzeiro do Sul sempre teve apoio de seu mandato.

“Zequinha é um excelente gestor. Todo município tem dificuldade. A gente sabe dos problemas que os prefeitos enfrentam com a baixa arrecadação e muitas vezes o prefeito tem que buscar nos parlamentares o recurso para poder realizar as obras”, declarou o senador.

Alan também afirmou que nunca deixou de atender demandas apresentadas por Zequinha. Segundo ele, a relação entre os dois é baseada em “companheirismo, amizade e respeito”. O senador disse ainda que Cruzeiro do Sul sempre contou com sua atuação quando precisou de recursos.

“Todas as vezes que Cruzeiro do Sul precisou, prontamente ele atendeu. E farei isso sempre, porque eu sei que o Zequinha tem no coração o mesmo desejo meu de melhorar a vida do seu povo, de trabalhar pelo seu povo”, afirmou.

Ao comentar a escolha do vice em sua chapa, Alan evitou cravar nomes, mas disse que a movimentação mostra o interesse de partidos e lideranças em participar de seu projeto político.

“Essa questão do vice é muito bonita porque mostra que tem muita gente querendo ingressar no nosso projeto, muita gente colocando nomes, muitos partidos aliados colocando nomes. Isso é muito bonito. Estou vendo do outro lado, parece que ninguém quer ser vice lá, mas aqui todo mundo quer”, disse.

Zequinha, por sua vez, não confirmou adesão a nenhum projeto eleitoral, mas defendeu que precisa manter diálogo com todos os que pretendem disputar o governo do Acre. O prefeito disse que não pode se isolar politicamente e que conversa com Mailza Assis, Tião Bocalom e Alan Rick.

“Eu tenho conversado com todo mundo. Eu acho que a gente tem que conversar com todos aqueles que pretendem governar o Acre. A gente não pode se isolar politicamente. Ninguém sabe quem é que vai ganhar a eleição. Qualquer um dos três pode ganhar”, afirmou.

O prefeito destacou que mantém relação com Mailza, que é do seu partido, e disse ser grato à governadora por tê-lo incentivado a disputar a Prefeitura de Cruzeiro do Sul. Também afirmou ter relação política com Tião Bocalom e Alan Rick.

“Assim como eu converso com a Mailza, tenho excelente relação com a Mailza. É do meu partido, e eu sou muito grato a ela porque ela sempre me incentivou a ser candidato a prefeito. Converso com o Boca também. Boca é meu amigo. Foi presidente da Amac por dois mandatos. Eu fui vice-presidente dele”, declarou.

Sobre Alan, Zequinha afirmou que o diálogo ocorre também pela condição do senador como representante do Acre no Congresso. O prefeito citou emendas e investimentos destinados a Cruzeiro do Sul, incluindo ações no Mercado Público Municipal.

“Estou conversando com Alan Rick hoje aqui como senador da República, como representante dos acreanos, como representante do povo cruzeirense. Porque o Alan Rick tem história também aqui em Cruzeiro do Sul. Todos os anos ele colocou recursos para ajudar o povo de Cruzeiro do Sul”, disse.

A aproximação ocorre após semanas de ruídos entre Zequinha e o governo Mailza. Em abril, o ac24horas publicou que um grupo ligado ao prefeito cogitava indicar o vice em uma eventual chapa de Alan Rick ou Tião Bocalom, em meio à insatisfação com setores do governo estadual. A coluna também apontou o nome do ex-secretário Marcelo Siqueira como uma das possibilidades discutidas nos bastidores.

Dias depois, outra publicação registrou que a assessoria de Zequinha negava que ele estivesse integralmente dentro da campanha de Mailza, enquanto interlocutores políticos já apontavam a possibilidade de o prefeito entrar no projeto de Alan com peso na composição, inclusive indicando o vice.

Até agora, não há rompimento formal entre Zequinha e Mailza. O que existe é uma disputa aberta por espaço político em torno do prefeito de Cruzeiro do Sul, principal liderança municipal do Juruá. Enquanto Alan Rick tenta atrair Zequinha para seu campo, o prefeito evita fechar portas e sustenta publicamente que dialoga com todos os candidatos que podem governar o Acre a partir de 2027.

Mailza Assis e Gladson Cameli se reúnem em Rio Branco para alinhar agendas e discutir o futuro do Acre

A governadora do Acre, Mailza Assis, e o ex-governador Gladson Cameli se reuniram nesta terça-feira (19), em Rio Branco, para tratar de agendas conjuntas, projetos e dos desafios do estado. O encontro ocorreu em meio às articulações políticas do grupo que comandou o Executivo acreano nos últimos anos e foi apresentado pelos dois como uma conversa voltada ao futuro do Acre e à continuidade de ações de interesse da população.

Após a reunião, Mailza afirmou que teve uma “ótima conversa e alinhamento” ao lado de Gladson, a quem chamou de amigo, ex-governador e pré-candidato ao Senado. Segundo ela, os dois trataram de “agendas conjuntas, projetos importantes e sobre o futuro do nosso Acre, sempre com diálogo, parceria e muito compromisso com a nossa população”.

Gladson também comentou o encontro e disse ter tido uma conversa “muito importante” com a governadora sobre “os caminhos e os desafios do Acre”. Na mensagem publicada depois da reunião, ele afirmou que vê o estado “seguindo firme, com diálogo, responsabilidade e compromisso com as pessoas” e declarou que continuará acompanhando de perto o trabalho do governo.

A reunião reforça a proximidade política entre os dois nomes centrais da atual configuração do poder no Acre. Mailza está no comando do governo estadual, enquanto Gladson, após deixar o cargo, mantém presença ativa no cenário político acreano. O encontro desta terça recoloca os dois lado a lado em um momento de reorganização das alianças e de definição das próximas agendas administrativas e eleitorais no estado.

Ao escolherem o discurso do diálogo, da parceria e da responsabilidade, Mailza e Gladson sinalizam que pretendem manter interlocução direta em torno de pautas do governo e de temas ligados ao desenvolvimento do Acre. Nas manifestações públicas divulgadas após a reunião, ambos associaram a conversa a compromisso com a população e à defesa de projetos considerados estratégicos para o estado.

Mailza libera retomada da Orla do Quinze e relança pacote de obras de R$ 137 milhões no Acre

A governadora Mailza Assis autorizou nesta segunda-feira, 18, a retomada das obras da Orla do Quinze, em Rio Branco, e o reinício de intervenções em rodovias, ruas e ramais em municípios do Acre, num pacote que supera R$ 137 milhões. A decisão abre a temporada de obras no verão amazônico, período em que o estado concentra serviços de infraestrutura por causa da redução das chuvas.

Na capital, a principal frente será a contenção e urbanização da Orla do Quinze, na Rua Boulevard Augusto Monteiro, na área do Mercado do Quinze. O investimento passa de R$ 21 milhões, com R$ 17 milhões em recursos estaduais. A obra havia sido paralisada depois da rescisão do contrato anterior, em novembro de 2025, após problemas no andamento dos serviços.

Ao anunciar a retomada, Mailza afirmou que o governo vai aproveitar a estiagem para ampliar o ritmo das intervenções em todo o estado. “Com a chegada do verão amazônico, começa também um período decisivo para o nosso estado. É o momento de avançar com as obras, recuperar ramais, levar infraestrutura, garantir acesso e trabalhar intensamente para melhorar a vida das pessoas”, disse.

O secretário de Obras Públicas, Ítalo Lopes, afirmou que o período de inverno foi usado para resolver entraves técnicos e administrativos e concluir a nova licitação. “Não queremos perder um dia de verão”, declarou.

Com 372 metros de extensão, a obra da Orla do Quinze prevê estabilização da encosta, contenção da erosão e requalificação urbana às margens do Rio Acre. O projeto inclui museu tecnológico, quiosques, praças, bancos, paradas de ônibus, áreas verdes e mirantes. A previsão do governo é concluir a intervenção até o fim de 2026.

Além da obra na capital, o Deracre liberou cerca de R$ 137 milhões para a retomada e abertura de novas frentes em diferentes regiões. Do total, R$ 123 milhões serão usados em restauração rodoviária, pavimentação urbana, implantação viária, recuperação de ramais e adequação de estradas vicinais. Outros R$ 14 milhões serão destinados ao início de novos serviços.

Entre as ações previstas estão a restauração da AC-405, entre Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, e a implantação da primeira etapa do Arco Metropolitano de Rio Branco, que inclui a sexta ponte sobre o Rio Acre. O pacote também alcança obras de pavimentação e revitalização urbana em Sena Madureira, Acrelândia e Epitaciolândia, além de intervenções em Assis Brasil, Tarauacá, Porto Acre, Manoel Urbano, Rodrigues Alves e Brasileia.

O presidente do Deracre, Roberto Assaf, afirmou que o objetivo é melhorar a mobilidade e criar condições para o escoamento da produção. “Estamos empenhados em garantir que esses serviços avancem com qualidade e responsabilidade”, disse.

A nova etapa de investimentos concentra obras urbanas e viárias em diferentes regiões do Acre e marca a tentativa do governo de acelerar entregas de infraestrutura ainda em 2026.

Rio Branco fecha trecho da Boulevard Augusto Monteiro para retomada da Orla do 15

A Avenida Boulevard Augusto Monteiro, em Rio Branco, terá um trecho interditado a partir das 16h deste domingo, 17 de maio, com liberação prevista para as 9h de segunda-feira, 18. O bloqueio foi programado para a assinatura da ordem de serviço que marca a retomada das obras da Orla do 15, no bairro Quinze.

A interdição atinge o segmento entre as ruas Salim Fajat e Guilherme Bastos, nas proximidades da Escola Carlos Vasconcelos. O fechamento temporário ocorre em uma das áreas mais tradicionais do Segundo Distrito da capital, onde o governo do Acre concentra parte de um pacote de obras voltado à mobilidade urbana e à requalificação de espaços públicos.

A retomada da Orla do 15 integra um conjunto de intervenções em andamento durante o verão amazônico, período em que o governo estadual acelera frentes de infraestrutura em Rio Branco e em outras regiões do estado. Na capital, a obra foi planejada para conter o avanço da erosão nas margens do Rio Acre e preservar estruturas históricas como o Mercado do Quinze e a própria Boulevard Augusto Monteiro.

O projeto também prevê quiosques, praças, mirantes e áreas de convivência, com a proposta de ampliar o uso turístico e de lazer na região. Em agenda anterior sobre a intervenção, a governadora em exercício Mailza Assis afirmou que a obra era aguardada pelos moradores do bairro e disse que a entrega representa “segurança, emprego, valorização e beleza para o bairro”.

Governo do Acre reforça assistência a famílias após desbarrancamento em Rodrigues Alves

O governo do Acre levou ajuda emergencial a famílias atingidas por um desbarrancamento na comunidade Foz do Paraná dos Mouras, na zona rural de Rodrigues Alves, no Vale do Juruá. A ação ocorreu na quinta-feira, 14, depois que a erosão provocada pela cheia do Rio Juruá destruiu moradias, ampliou a área de risco e deixou moradores sob ameaça de novos deslizamentos.

Equipes da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, da Casa Civil e do Corpo de Bombeiros foram enviadas à comunidade para entregar 20 cestas básicas, vistoriar o local e cadastrar as famílias afetadas direta e indiretamente. O levantamento também vai orientar as próximas medidas do poder público diante do avanço do barranco e da mudança no curso do rio.

Cinco casas já foram retiradas da área mais vulnerável. Outras seis ainda correm risco, segundo avaliação feita pelos bombeiros. O tenente Rosenildo Pires afirmou que não é possível prever quando novos desabamentos podem ocorrer, mas confirmou que a situação continua instável. “Não é possível informar o tempo, mas podemos afirmar que o rio vem tomado outro sentido aqui nesse percurso e logo pode atingir outras residências, afetando ainda mais famílias”, disse.

A diretora de Direitos Humanos da SEASDH, Joelma Pontes, afirmou que a resposta foi articulada assim que a prefeitura comunicou a situação ao Estado. “Aqui o governo se faz presente, estendendo a mão e levando um pouco mais de dignidade neste momento de tantas dificuldades enfrentadas por essas famílias. Assim que fomos acionados pela prefeitura local, recebemos de imediato a determinação do secretário João Paulo Silva e também da governadora Mailza Assis para nos deslocarmos até a comunidade e trazer apoio às pessoas atingidas”, afirmou.

Entre as famílias atingidas está a pescadora Francisca Isamilde Leite, que perdeu a casa levada pela força da água. Ao receber alimentos, resumiu o impacto da ajuda no momento de maior dificuldade. “A ajuda chegou em boa hora e vai ajudar bastante nesses dias difíceis”, disse.

O sentimento na comunidade ainda é de apreensão. Mesmo entre moradores que não tiveram a casa destruída, o medo de novos deslizamentos permanece. O marceneiro José Vazem afirmou que a presença das equipes deu algum alívio à população. “A gente agradece o apoio que o governo vem prestando neste momento. Nos sentimos mais seguros ao ver tantas pessoas envolvidas, especialmente as equipes do Corpo de Bombeiros, que estão trabalhando e avaliando os riscos. Acreditamos que hoje vamos conseguir dormir mais tranquilos, sem medo de o barranco desabar”, declarou.

A representante do gabinete da governadora no Juruá, Rosa Sampaio, afirmou que novas providências devem ser definidas após a conclusão do levantamento técnico. “Estamos aqui, por determinação da governadora Mailza Assis, em parceria com a Defesa Civil de Rodrigues Alves, levando o apoio necessário para este momento difícil. Após o levantamento que será realizado pelo Corpo de Bombeiros, será possível definir novas medidas que possam beneficiar de forma concreta todas as famílias que enfrentam dificuldades nesta comunidade”, afirmou.

O desbarrancamento em Rodrigues Alves expõe mais uma vez os efeitos da cheia do Rio Juruá sobre comunidades ribeirinhas do Acre, onde a força da água altera margens, derruba estruturas e impõe deslocamento a famílias inteiras. Com a área ainda sob risco, a expectativa agora é pela adoção de medidas emergenciais para reduzir danos e garantir segurança aos moradores que seguem na comunidade.

Retomada do Arco Viário de Rio Branco reacende obra estratégica para desafogar trânsito da capital

O governo do Acre retomou as obras do Arco Viário de Rio Branco, projeto tratado como uma das principais intervenções de mobilidade urbana em andamento na capital. A nova etapa dos serviços começou nesta sexta-feira (15), com atuação em diferentes frentes para preparar a estrutura da via que deve retirar parte do tráfego pesado das áreas centrais e abrir um novo eixo de circulação no município.

As equipes trabalham na remoção de trechos comprometidos, na regularização do subleito, no transporte e espalhamento de material para a sub-base da pista e na limpeza mecanizada ao longo do percurso. A retomada marca a reativação de uma obra esperada há anos e recoloca em andamento um corredor viário pensado para reorganizar o fluxo entre pontos estratégicos de Rio Branco.

Durante o acompanhamento dos trabalhos, a governadora Mailza Assis afirmou que a intervenção deve mudar a dinâmica do trânsito na capital. “Vai transformar a circulação em Rio Branco”, disse. O presidente do Deracre, Roberto Assaf, afirmou que o avanço da obra atende a uma cobrança recorrente da população e reforçou o compromisso de manter a execução dentro do cronograma previsto.

O traçado do Arco Viário foi dividido em quatro lotes. O primeiro trecho liga a BR-364, na Vila Custódio Freire, à AC-10. O segundo segue do entroncamento da AC-10 até a Estrada do Quixadá. O terceiro vai da Estrada do Quixadá até a 6ª Ponte. O quarto trecho conecta a 6ª Ponte à BR-364, completando o anel projetado para redistribuir o tráfego e ampliar a conexão entre regiões da cidade.

O investimento total na obra é de R$ 105 milhões. Os recursos vêm do Programa de Infraestrutura e Saneamento do Estado do Acre, com financiamento externo, além de R$ 38 milhões destinados por emenda parlamentar. Com a retomada, o governo aposta na conclusão de uma via que deve alterar a logística urbana de Rio Branco e reduzir a pressão sobre avenidas e acessos já sobrecarregados.

Governo do Acre retoma travessia gratuita de balsa entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves após obra emergencial

O governo do Acre restabeleceu a travessia gratuita por balsa entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves nesta quinta-feira (14) depois de concluir a construção de um novo acesso provisório no porto, permitindo a retomada do transporte de moradores, veículos e cargas pela ligação fluvial no Rio Juruá. A operação havia sido interrompida por segurança após a erosão provocada pela vazante do rio derrubar parte da estrutura de acesso no domingo (10).

A interdição foi adotada na segunda-feira (11), quando equipes do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) iniciaram a limpeza da área, o nivelamento do terreno e a recomposição da rampa. A travessia voltou a funcionar ainda na noite de quarta-feira (13), com manutenção prevista para ser feita diariamente, já que a variação rápida do nível do Juruá altera as condições do embarque e desembarque.

O presidente do Deracre, Roberto Assaf, afirmou que a recomposição do acesso é recorrente e depende do comportamento do rio. “Por determinação da governadora Mailza Assis, nossas equipes atuaram para restabelecer a travessia com segurança para a população. Esse trabalho é realizado há mais de 10 anos porque o acesso depende diretamente do comportamento do rio. Quando a água sobe ou baixa rapidamente, a rampa precisa ser refeita para manter a operação da balsa”, disse.

Além do serviço no porto, o governo estadual informou que executou melhorias na AC-407, rodovia que conecta Rodrigues Alves e sustenta parte do fluxo de deslocamento e abastecimento do município, em complemento à travessia fluvial.

Para substituir a balsa e garantir uma ligação definitiva, a alternativa em curso é a construção de uma ponte sobre o Rio Juruá, sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Segundo o órgão, a previsão é iniciar a obra em 2026 e concluir em 2028. O edital para elaboração do projeto executivo já foi lançado e, após essa etapa, será aberta a licitação para execução. A ponte deverá ser implantada acima do ponto atual de travessia e com altura suficiente para permitir a passagem do navio hospital da Marinha do Brasil, que atende comunidades ribeirinhas da região.